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UMA SÉRIE DE ANIME ORIGINAL NETFLIX
Meu pai teria previsto isso.
Selemene também. Como pude ser tão cega?
Você foi criada para coisas melhores.
Faz anos que não invado um castelo.
Nunca tive essa experiência, mas está na minha lista.
Meu castelo já foi invadido, e posso dizer que não é legal.
Não, essa luta é minha.
Viajem para os enclaves.
- Libertem nossos irmãos e irmãs. - E você?
Um acerto de contas aqui. Fui criada para coisas melhores.
Experiências recentes me prepararam para o pior.
Trarei um exército quando terminar.
Era uma garotinha tão frágil quando chegou até nós.
Nunca entendi o que a deusa via em você.
Agora eu entendo.
É uma honra chamá-la de princesa.
CAPÍTULO 7 A HORA VIOLETA
- Acho que é isso que procura. - É, sim.
- Foi uma longa jornada. - Longa demais.
Nada.
Não sinto nada. É falso.
Talvez não tenha sido falsificado. Talvez seja tudo mentira.
O Shabarra nunca teve poder de verdade. Era óbvio.
Agora será óbvio para todos.
E o Sal antes dele. O que é preciso para matar um deus?
Um deus de verdade?
O Slyrak saberia. Ele me avisaria.
Passou meses sem entender o Slyrak.
Mas basta um sonho com uma pedrinha azul,
e de repente tudo faz sentido?
Talvez ele tenha se agarrado à primeira coisa que pareceu uma resposta.
Agora tudo está fora de lugar,
e só te resta lidar com uma realidade inconveniente.
Deixamos algo passar.
Preciso que ache o Davion. Ele precisa saber da Lina.
Ele deve saber a quem está apoiando.
É claro, tudo bem. Pode deixar.
Você concordou três vezes. Deve estar muito entusiasmado com isso.
Estou transbordando.
- Tem alguma dúvida? - De jeito nenhum. Nem um pouco.
Só me pergunto se não estamos nos precipitando em julgar.
Fatos são fatos.
Com certeza. Sem dúvida.
- Mas… será? - A Luna sabe o que viu.
Não conheço a Luna, mas meio que conheço a Lina.
Luna, Lina, não tem como confundir…
Mas, mesmo que ela estivesse lá,
caçar assassinos é o trabalho dela. Ou era, pelo menos.
Por isso ela incendiou o mundo e fugiu do local.
O Davion tinha jogado o imperador do telhado
e ido destruir a Guarda Pretoriana.
Não entendo por que a defenderia.
Não estou defendendo a Lina. Estou defendendo o Davion.
Ele julga bem as pessoas. Eles têm uma ligação.
Se a Lina fosse capaz disso,
o Davion saberia. Ele se afastaria.
Mas vou falar com ele.
Rejeite as mentiras dele.
Rejeite-o.
Se tivesse trazido o Davion para casa, tudo estaria acabado.
Você mentiu para mim. Você me usou. Eu acreditei em você.
Todos fazem escolhas. Algumas sábias, outras menos.
Mas você aprendeu a lição mais importante.
As pessoas nos decepcionam.
Posso me recuperar dos nossos erros.
Selemene está aqui na torre.
Impotente. Eu já garanti isso.
Só peço que reivindique o que é seu por direito.
Meu por direito?
Você pegará o poder divino dela.
Você é Mene, a Deusa da Lua.
Renascida.
Está com aquele olhar de novo.
Não posso dizer que não vi. Fiz o melhor que pude com o que tinha.
Você não estava aqui. Eu só queria uma saída.
Uma chance.
Talvez eu tenha me enganado. Talvez tenha sido confiante demais.
Mas o que queria que eu fizesse? Não posso ir agora.
E não, meu ego não está interferindo.
A mulher tentou me matar.
Não posso deixar barato. Não posso deixá-la vencer.
Tem razão. Falei igual ao Davion.
A assassina desapareceu. Uma testemunha é uma fugitiva condenada.
- A outra é inimiga do império. - Não importa, eles dizem a verdade.
Ela tentou me matar por questões políticas.
Acredito em você.
Mesmo que o Senado também acredite, ele nunca ficará contra a Mortífera.
Sinto muito, Raio de Sol. Não há nada que possa fazer.
Mas talvez eu possa ajudar.
Pensei que podia ser a hora.
A alvorada não funcionou. Talvez o meio-dia seja melhor.
- Queria que fosse. De verdade. - Guarde isso.
O verdadeiro está por aí. Tenho que achá-lo.
- Estou tentando te dizer. - Para desistir?
Para encarar a realidade.
Realidade? Neste lugar? Nada é real aqui. Todo mundo mente.
Todos escondem uma faca. Até eu estou fazendo isso.
E a história oficial? Lina, eu matei uma pessoa.
Eu comecei uma guerra.
Você e os outros parecem à vontade fingindo que não sou o motivo.
Porque você não é.
O Olho é falso. A Mirana não fala comigo,
e o mundo inteiro está acabando.
- E… - Davion.
Você não é o motivo. Eu sou.
Você é a única coisa que faz sentido nessa merda toda.
Achei que ele abdicaria.
- Do que está falando? - O Shabarra.
Quando sua princesa morreu,
eu achei que ele seria exposto pelo que é,
uma fraude. Achei que ele abdicaria,
que o Senado o obrigaria a abdicar.
Eu meio que tirei essa opção da jogada quando o matei.
Você não está me entendendo.
Contratei a assassina que tentou matar a Mirana.
Quanta bobagem! Eu saberia! Eu sentiria isso em você.
A pedra do mercador, um voto de silêncio. Não, você não saberia.
Não me diga isso.
Eu preciso.
Fui sozinha minha vida toda. E então você chegou.
Eu achava que sabia de tudo…
Achava que era tão esperta e que poderia viver com isso.
Posso viver com muitas coisas.
Até vê-lo indo embora e contando para o mundo.
Mas mentir para você me faz sentir sozinha de novo, e não posso viver assim.
Todo esse tempo, pensei que a pior coisa que poderia acontecer
seria o Terrorblade recriar o universo à imagem dele.
Agora me pergunto se ele já não fez isso.
Davion.
Você precisa saber de uma coisa.
Não sei se é verdade, mas você precisa ouvir.
É sobre… Ei.
Você não parece bem.
A Lina contratou a assassina. Ela me contou tudo.
Você já sabe? Que bom! Crédito por honestidade.
Nos deem licença, por favor.
Sou tão idiota… Sinto muito.
As crenças mudam. A confiança se rompe.
A fé perdura.
Por mil anos, os Corieltáuvos exilados conheceram a escuridão.
Mene se foi. Derrotada.
Ainda assim, o povo dela a venerava. Eles adoravam.
Ofereceram fé a santuários sombrios em memória de uma deusa morta.
Mas o amor é uma magia poderosa.
É a forma mais alta de adoração. Divino.
Mesmo na ausência de uma divindade.
O amor pela nossa deusa encontrou eco no poder que Selemene roubou.
Com o tempo, o eco da Mene tomou forma.
Ele se manifestou.
Uma expressão física do desejo coletivo.
Carência. Amor.
Tornou-se uma criança. Tornou-se você.
- Eu só… tenho habilidades. - As habilidades da deusa.
Enfraquecidas, mas dela.
- Há quanto tempo acredita nisso? - Desde que viu minha torre.
Devia ter me contado. Você guardou isso para si.
Você não teria me ouvido. Não ia querer ouvir.
Mas nosso povo precisa de você.
Os Corieltáuvos estão embriagados com a própria fúria.
Você viu. Eles aguardam seu retorno, acreditando que dará vida aos santuários
e os conduzirá pelas batalhas na velocidade do pensamento,
onde quer que a lua brilhe em seu pequeno mundo.
Eu tentei fazê-los parar. Implorei. Minha própria família.
Isso não significa mais nada para eles.
A única voz que ouvirão será a voz da deusa deles.
Queria que fosse diferente.
Você é uma alma gentil.
- Mas você deve matar Selemene. - Não posso.
Então veja nosso povo afogar o mundo em sangue inocente.
- A escolha é sua. - Nem mesmo sua magia pode matar um deus.
É claro que pode. Já fiz isso antes.
Segui um código a vida toda.
Mas, desde que tudo isso começou, eu o quebrei diversas vezes.
E toda vez eu dizia a mim mesmo que tinha que ser feito, era necessário.
Eu não sabia onde estava me metendo.
Agora está tudo de cabeça para baixo.
Nunca gostou de fugir de uma luta.
Pense na possibilidade de não precisar lutar sempre.
- Foi o que o Kaden disse. - Viu o Kaden?
É uma longa história. Mas eu devia tê-lo ouvido.
Acho que posso contar uma história parecida.
Que dupla nós somos…
E agora não temos nada. Sem trono, sem Olho, sem chance.
O Olho tem que ser real.
O poder do meu pai era real. Eu vi e senti.
Talvez tenha sido trocado. Por alguém com acesso.
Alguém que aceitaria seu tio no posto,
mas não o queria no trono.
Não realmente, não completamente.
Só haveria uma chance.
Aonde vamos?
Achar uma testemunha.
- Asar? - Princesa?
- Sim! - Sim!
Essa não valeu. Eu exijo uma revanche!
Perdoe minha aparência, Alteza. Eu já virei alguns copos.
Não, perdoe a mim por interromper sua diversão, capitão.
Queria conversar com você.
Ela é estranhamente forte, e ainda assim tão pequena…
Deveria perguntar o que ela come. Talvez te ajude.
Eu me lembro bem daquela noite.
O pânico, o combate nas ruas, os incêndios.
Então os soldados do Shabarra invadiram o palácio.
O vice-rei me encontrou. Mandou que eu a salvasse.
Foi quando eu soube que a luta estava perdida.
Não pude salvar seus pais,
mas estava pronto para dar minha vida para salvá-la.
Não é culpa sua, Asar. Eu não te culpo.
Mas preciso saber. Como meu pai morreu?
Não sei como aconteceu. De verdade.
Eu só me lembro daquele som, daquele som horrível.
- Fiquem firmes! - Um zumbido. Pude senti-lo na muralha.
Eu só… O chão. Meus ossos e dentes tremendo.
O mundo inteiro pareceu parar. Não conseguia me mexer.
Foi quando eu soube que o imperador estava morto.
O Olho também foi tirado do palácio?
- Não, só o imperador pode tocá-lo. - Acho que alguém o tocou.
- Trocaram por uma falsificação. - Impossível!
Mas parece ser verdade. Quem pode tê-lo pegado?
Quem além do imperador poderia se aproximar dele?
O vice-rei Kashura? O senescal Ekur?
Talvez os legados? Mas a guarda saberia.
Ninguém ousaria.
A noite em que o Asar me tirou do Comando
foi a pior da minha vida.
Posso imaginar.
Não precisa imaginar. Você sabe. Você perdeu, assim como eu.
Parece que sempre há algo novo a perder.
E encontrar novamente.
O Kashura tem que saber.
Ele sabia que o Shabarra era uma fraude. E acho que ele sabia por quê.
Ele ficou parado enquanto eu atacava.
Pensou na história de fachada.
Acho que ele fez tudo por lealdade à sua família.
Se ele tem o Olho, temos que convencê-lo a nos mostrar.
Você precisa convencê-lo. Acho que só você pode fazer isso.
Você é ela. Selemene, a Deusa da Lua Negra.
Uma deusa sem adoradores. Sem amor.
Só outra peça da coleção dele.
Você é a ladra?
- A que roubou meus lótus. - Eu só queria trazer meu povo para casa.
Uma casa que roubou de nós há mil anos.
Os Corieltáuvos rejeitaram o meu amor, se recusaram a me adorar.
Eu não os expulsei do Bosque de Noiteprata.
Eles saíram por vontade própria.
Os que ficaram me aceitaram como sua deusa.
Vivíamos em paz. Deixei vocês em paz.
Isso não está nas histórias.
Não nas suas histórias.
Você diz que nossas histórias mentem.
Todas as histórias mentem.
É estranho. Sinto que a conheço.
Das pinturas, das estátuas.
O diário dela. Este era o quarto dela.
Era…
Há muito tempo.
Venha, ladra.
Deixe-me vê-la mais de perto.
Diga-me. O que mais você roubaria de mim?
Não quero nada de você.
- Siga-me. - Aonde vamos?
À Filomena.
Minha menina.
Ela me amava.
Não!
Obrigada, pequena Enxara, por pôr as coisas em seu lugar.
Não esquecerei sua gentileza.
Não tem ideia do caos que liberou sobre o mundo.
Vice-rei.
Está um pouco tarde para uma entrada dramática.
Estão dispensados. Todos vocês.
Não tínhamos terminado.
Nunca gostei muito de você, Lina.
Você tem um dom maravilhoso,
mas que a tornou impulsiva e imoderada.
Imprevisível. Péssimas qualidades para um líder.
Esqueceu seu lugar bem rápido.
E você excedeu o seu.
O Comando é uma máquina.
Cada engrenagem, cada peça deve operar de forma confiável.
Isso inclui o imperador, que é apenas uma parte da máquina
e não a dirige de verdade.
Imperadores bem-sucedidos entendem isso. Então, a máquina funciona bem.
Imperadores malsucedidos caem na engrenagem.
A máquina os destroça.
Acabou de descrever tudo que há de errado no Comando.
Vou destruir sua máquina e construir algo novo, algo melhor!
Todo imperador acha isso.
Da minha parte, estava disposto a lhe dar uma chance.
Ajudá-la a se adaptar. Mas você cometeu um erro terrível.
Você tentou matar meu Raio de Sol.
Estrela da Alvorada.
O que você é?
A morte.
Ela estava tão sozinha
e tão triste…
Quando chegou a hora… eu não consegui.
Ela não mereceu sua compaixão.
Algum de nós merece? E não é essa a questão?
Disse que minha família me ouviria e viveria em paz se eu pedisse.
Mas só me ouvem se eu derramar sangue.
Não.
- Deve ter outro jeito. - Não tem outro jeito!
A vida era boa antes de eu tentar melhorá-la.
Talvez Selemene deva ser a Deusa da Lua.
Talvez tudo possa voltar a ser como era.
Nada volta a ser como era.
Sua Excelência está em uma missão urgente. Por favor, fiquem à vontade.
Belo tesouro.
Nós chamamos de coleção.
Se eu roubasse a relíquia mais sagrada do Comando, a guardaria aqui.
- Estão sentindo isso? - Tem razão. É estranho.
Há uma certa familiaridade.
Como ser puxado para uma queda.
Desisto. Não sinto nada.
- Estou em dúvida. - Quer dizer que é lá atrás?
Como posso ajudá-la, princesa?
Pode começar nos dando o Olho. O Olho verdadeiro.
Acho que não entendi.
Não sei o que tem na sala do trono, mas não é o Olho.
Não ligo para a sua política.
Podia ter me contado. Isso acabaria.
Acreditamos que o tenha pegado na noite em que meus pais foram mortos.
Para protegê-lo e tirar esse poder das mãos do meu tio.
Mas precisamos dele agora, por favor.
Eu lhes garanto que o Olho verdadeiro está no palácio.
- Eu não peguei nada. - Ele não funciona.
Não funcionou para o Shabarra nem para mim.
Claro que funciona.
Só não é o que você acha que é.
Esclareça-nos, então.
O Olho não confere poder. Apenas confirma.
Ele espera, como sempre esperou, o verdadeiro herdeiro do trono.
Ele espera por você, Raio de Sol.
Você não roubou o Olho.
Ninguém poderia roubar o Olho.
Tudo bem. Vamos falar com a Lina.
A Lina não vai ajudá-los.
Não importa o que ela fez, ela sabe o quanto isso é importante.
Isso não é mais da conta dela.
Eu disse que havia coisas que eu podia fazer, Raio de Sol.
As coisas foram feitas.
"Coisas"? Que coisas?
A Mortífera…
passou dos limites.
Você a matou.
Não é possível.
Ninguém faz o que a Lina faz. Nem mesmo eu.
Existe poder no mundo além dos sonhos dos dragões.
Precisamos ir!
A Lina compartilhava do espírito da brasa.
Ela era parte de mim. Uma filha do fogo.
Davion, pare!
Saciarei minha raiva com seu sangue.
Devorarei sua carne em nome dela.
Abaixe sua arma. Eu nunca faria mal a você,
meu Raio de Sol.
- Os soldados. - Capitão.
Tem algo errado.
Eu a sinto.
Deusa.
BASEADA NO JOGO DOTA 2, DA VALVE
Legendas: Aline Leoncio
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