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Original subtitles

O senhor n�o pode estar aqui.

Meu senhor!

N�o pode estar aqui!

KINGDOM

- Posso ajud�-lo? - Venho levantar uma arma.

Preciso da sua identifica��o, do n�mero do relat�rio

e do nome do agente que autorizou.

O agente � o detetive Pole, e este � o n�mero.

- Aqui tem a minha identifica��o. - Vamos l�.

- Precisa que a embrulhe? - N�o, trouxe coldre.

- Um momento. - Certo.

739102, Sig Sauer, descarregada, sem muni��es na revista.

- Mais alguma coisa? - Acho que � tudo.

Por acaso, tenho uma quest�o.

- O que fazem a corpos n�o reclamados? - H� um departamento pr�prio.

- Onde fica? - Boyle Heights. Eu dou-lhe a morada.

- Como est� o teu peso? - Estou 3,6 kg acima.

- 3,6 kg? - Est� bem encaminhado.

Juan, liga a sauna, vamos para l�.

Prepara-te.

Quem est� na caixa?

- Entraste com uma caixa. - A caixa, sim.

A caixa cont�m os restos do meu amigo, Sean Chapas.

Hist�ria ver�dica.

Reclamei o corpo dele, esta manh�. N�o tem fam�lia.

- Lamento. - Custou-me 400 d�lares.

N�o podiam livrar-se dele, mas cobraram-me 400 d�lares.

Quase que o deixei l�.

Toda a exist�ncia dele cabe numa caixa de pl�stico. J� imaginaste?

Chapas, sexo masculino, latino. S� isso. Ficou reduzido a isso.

N�s crem�mos o meu pai.

Onde est� ele?

Est� por cima da lareira da minha m�e, como um animal de estima��o.

Que mais haverias de fazer com ele?

Arrecada��o.

- E tu? - O qu�?

- Queres ser enterrado ou cremado? - N�o, irm�o. Ningu�m te disse?

Nunca vou morrer.

Mas, se morrer, quero ser empalhado e posto no canto do gin�sio, a s�rio.

Bonito!

Estou a contar contigo, os meus filhos v�o deixar-me na morgue.

Fica descansado.

Vou colocar-te numa bela pose, dar-te um ar orgulhoso.

Gosto dessa ideia, como um espartano.

Anormal, tens de lhe pagar mais que ao Ryan.

Lamento, o Jay concordou, est� fechado.

- Volta a abrir as negocia��es. - Esquece.

Paga ao meu lutador o que ele vale.

- E como sei que ele aparece? - Ele vai aparecer!

Como posso saber, Lisa?

Nem sei se ele est� em forma, ele nem sequer fala � imprensa!

- Por raz�es �bvias! - Eu sei.

Lamento a situa��o com a namorada, mas n�o vamos entrar por a�.

Tenhamos dignidade. A rapariga morreu, � uma trag�dia, n�o � moeda de troca.

C�us, tens raz�o.

- Todos nos preocupamos com o Jay. - Eu sei. Acho que n�o devia lutar.

- Como assim? - Vamos tranc�-lo numa gaiola?

P�-lo � frente das c�maras, com tudo o que ele passou? Seria barb�rico.

�s implac�vel.

Acho que ele n�o est� em condi��es, vou retir�-lo. Cancela o evento.

Pronto, pronto!

- O que queres? - Mais 5 mil d�lares.

- 2000 d�lares. - 3500.

- 2500. - 3500.

- 3000. - 3500.

- 3400? Est� bem, 3500 d�lares. - � sempre um prazer.

Se n�o passar na pesagem, devolves-mos.

O meu pai detestava combates.

Dizia que era viol�ncia irracional e imoral

que s� um macaco lobotomizado seria capaz de apreciar.

N�o estava enganado.

Que idade tinhas, quando o teu pai morreu?

Tinha 22, mas s� descobri aos 24.

- N�o soubeste durante dois anos? - Ano e meio.

Estava no Jap�o, e n�s nunca fal�vamos um com o outro.

- Dois anos � lixado. - Ele era um desconhecido, para mim.

- O meu tamb�m. - O qu�?

Que raio est�s para a� a dizer? Ele nunca falhou em nada.

N�o sabia nada acerca dele, nunca falava acerca dele pr�prio.

Estava sempre danado ou calado.

Tive medo dele a vida toda.

Foi um pai presente?

- Sim. - Pois.

Tinhas um telhado para te proteger? Tinhas.

- Batia na tua m�e? - N�o, nunca.

Era duro contigo.

L� isso era.

- N�o precisavas disso? Precisavas. - Sem d�vida.

Ele amava-te.

� tudo o que precisas de saber.

- Gostas de coentros? - N�o.

� bom de saber.

Pensei que ias perder peso com o Jay, hoje.

Tamb�m pensava isso, mas ele n�o me quer l�.

Vou s� estar presente na pesagem.

- Como te pareceu? - Cansado.

N�o posso crer que vai participar neste combate.

- Vais? - Ele n�o me quer l�.

- N�o importa, tens de ir. - Pois... Ele sabe onde me encontrar.

N�o quero saber de quem � a culpa, voc�s t�m de resolver isto.

Ele tem de voltar para casa.

J� nem sei porque � que ele est� zangado comigo.

Pergunta-lhe.

Ajudaria.

Entre.

- Sou eu. - O que foi, Shelby?

Est� uma Roxanne aqui para te ver.

- Digo-lhe para desaparecer? - N�o, n�o fa�as isso.

- D�s-me aspirina? - Sim.

Fechas a porta?

Obrigado.

A Lisa est�? O lugar dela estava vazio.

N�o, foi sair. Queres ir ao meu escrit�rio?

Acho que prefiro falar l� fora.

Queres sentar-te?

- N�o � t�o mau como parece. - Acredito, mas n�o me vou demorar.

Vieste despachar-me?

Basicamente.

Merda!

Pois, estou a dizer isso h� uma semana.

Eu sei que isto � complicado, mas h� de acalmar...

- Alvey... - O qu�?

- J� chega, para mim. - Para mim, n�o.

�s vezes, tens de aceitar a derrota.

Tu fazes-me feliz, �s a �nica coisa que me entusiasma.

Isso n�o � bom.

Mal me conheces, e quanto mais sei a teu respeito...

� sempre uma coisa atr�s da outra, isto n�o devia ser assim t�o dif�cil.

Que queres dizer com isso? Vais s� desistir?

Sim. N�o vou bater com a cabe�a na parede por ti.

Porqu�?

H� uma raz�o para a tua vida ser assim,

e isto � demasiado para mim.

Ent�o, acabou-se?

Acabou-se.

N�o me telefones, por favor.

Est� bem.

- Onde est� ele? - N�o sei.

- Telefona-lhe. - Estou a ligar. Vou ao motel.

- Faltam oito minutos para a pesagem. - Podes adi�-la.

- N�o vamos adiar nada. - Porqu�?

O Ryan est� aqui, trabalhou para isto, n�o vai pagar pelas asneiras do Jay.

Concordo com o Alvey, n�o � justo. Se n�o aparecer, processo-o.

- N�o vais processar ningu�m. - Processo, sim. Tragam-no.

- Vai para mensagens de voz. - Cabr�o!

Vai logo para mensagens de voz.

L� est� ele.

- Que raio? - Est�s bem?

- O qu�? - Est�s bem?

- Sim, porqu�? - Porque est�s atrasado.

Que horas s�o?

- 18h58. - Ent�o, estou dois minutos adiantado.

Senhoras e senhores, o antigo campe�o King Beast de pesos leves,

O Destruidor, Ryan Wheeler!

70,3 kg!

E, agora, o atual campe�o King Beast de pesos leves, Jay Kulina!

68 kg!

- Que vem a ser isto? - N�o te preocupes.

- Jay, mais fotografias. - N�o.

Jay, precisas...

- Isto � um desastre! - Ele passou na pesagem.

2 kg abaixo e seco que nem um carapau. Ele treinou, sequer?

- At� amanha. - At� amanha?

Temos combate.

- Achei que j� estarias a beber. - Primeiro, tenho de o merecer.

Estou preocupado com o Jay.

A s�rio, nunca o vi assim. A morte da rapariga deixou-o desorientado.

- Eu sei. - N�o sei o que posso fazer.

E o que fa�o eu?

Nada, � com ele.

Est� bem.

- Tenho de trabalhar, vou... - Espera. Este gin�sio tamb�m � teu.

Toma um copo comigo, pode ser?

Falamos mais um pouco e vamos os dois embora.

O que te fez querer isto?

N�o sei.

N�o quis deix�-lo na prateleira com um bando de drogados, era meu amigo.

Que vais fazer com elas?

Se calhar, jogo-as no oceano. Parece-me... cerimonial.

� profundo, sem d�vida.

- Que vamos fazer em rela��o a isto? - Em rela��o ao qu�?

- A n�s e � gest�o deste s�tio. - Eu trabalho em turnos.

Consegues vir aqui todos os dias e n�o me odiar?

- Talvez, talvez n�o. - Isso � um problema.

- J� n�o estou com a Roxanne. - Tiveram uma briga? O que aconteceu?

Disse-me que eu n�o estava em condi��es de estar numa rela��o.

Ou manter uma, ou sequer terminar uma como um homem.

N�o quis ser desagrad�vel, desculpa.

Estou demasiado cansada para discutir contigo.

N�o podia pensar em ti.

Fui um cobarde.

Ela foi uma distra��o.

Deve ter sido agrad�vel para ti.

- Isso � tudo? - Frango, arroz integral e aveia.

M�quina de cortar cabelo?

- Obrigado. - De nada.

- Venho apanhar-te, mais logo? - Eu vou l� ter.

N�o me importo de vir.

N�o quero chegar demasiado cedo, � uma seca.

Irei l� estar e falarei com ele.

Chega antes da 21h00, sim?

Descansaste o suficiente, ontem?

Se te sentires desidratado, arranjo-te um bal�o.

Isso � ilegal.

Certo.

Toma, bebe.

A m�e vem, hoje.

Sei que tens muita coisa em que pensar.

- N�o estou a tentar... - Eu...

N�o me ocorre um �nico pensamento

que fa�a nem um bocadinho de sentido.

Certo.

Ent�o, fala comigo.

- Fala comigo. - Acerca do qu�?

Sobre tudo. Sobre a Ava, o combate, o que estiveres a pensar, fala comigo.

Estou a lidar com muitas emo��es,

que me parece algo natural...

...neste momento. - Sim.

Escuta...

Podes s�... Por favor. Tens de te ir embora, vai.

- Como assim? - Vai-te embora.

- Jay... - Vai s� l� ter, por mim.

- Vamos juntos. - Prepara tudo para o mano.

Vou vencer este combate, preciso de tudo em ordem.

Acho que n�o vais vencer.

Eu acho que vou, e preciso que aches o mesmo.

- Acho que n�o est�s preparado. - Vou vencer este combate.

Vai l�.

- Chega com tempo. - Sim, sim.

Adoro-te.

Mas vai.

Adoro-te.

Cavalheiros, j� sabem as regras. Controlem-se e obede�am �s ordens.

Cumprimentem-se, se quiserem.

Ao sinal sonoro, podem come�ar. Vamos l�.

Cavalheiros, primeiro round! Est�s preparado?

Preparado?

Vamos a isto.

Mant�m-te relaxado e compassado.

- Fica a�! - Assim mesmo.

Lutem, vamos l�!

F�-lo avan�ar.

Usa as m�os.

N�o pares!

Avan�a! Avan�a, sua menina!

Meu Deus!

Que est�o a fazer? Vamos l�!

Sem piedade!

V�! V�!

Merda!

Tens de te defender, mostra o que vales!

Vira-te, vira-te! Sem tretas, olha para mim.

Senta-te.

Est�s a ser demasiado passivo, preciso que ataques.

S� tu pr�prio, ataca.

N�o lhe d�s espa�o para respirar.

- Ele n�o se mexe. - Leva-o ao ch�o.

Queres estar aqui? Queres?

Queres ou n�o queres?

Ent�o, mostra-o.

Ele est� esgotado. Leva-o ao ch�o e faz aquilo que sabes.

S� isso. Vamos.

Vamos l�, Jay!

Est� controlado. Respira fundo. �s capaz, Jay, �s capaz.

N�o pares.

- Tens tempo. - Fica em cima dele!

Avan�a, n�o desistas.

Fica nele!

Lindo! Mant�m!

Afasta-te da cerca.

Livra-te dele, empurra-o.

Empurra-o, �s capaz.

Ele est� magoado, acaba com ele.

10 segundos!

- Para tr�s. - Vai para o teu canto.

Ainda bem que apareceste.

- Senta-te. - Vamos l�, Ryan, ganha isto!

Protege-te.

Liberta-te! Liberta-te!

Deixa-o levantar-se.

Deixa-o levantar-se.

Boa!

Atira-o!

Prende-lhe as pernas!

- Prende-o! - Liberta-te!

- Levanta-te! - Ainda n�o terminou.

Mexam-se, mexam-se!

�gua, �gua!

Jay, olha para mim.

N�o te deixes encurralar e n�o o deixes passar deste round.

Ainda tens hip�tese. Bebe.

Insiste naquela perna e atinge-o na cara.

Vai abaixo e vem acima com um pontap�.

Arruma com ele, ouviste? Tu consegues.

N�o passa deste round, acabou-se.

Vamos l�, s� mais uns segundos. V�, mexam-se, aos vossos lugares!

S� mais uns segundos para o quarto round.

Est�s pronto? Est�s pronto? Vamos a isto.

P�e as m�os em cima.

N�o te ponhas a jeito.

V�, � agora!

Para! Para!

Onde est� o meu cinto?

Onde est� o meu cinto?

Fica deitado, fica deitado.

Fica deitado, j� terminou, Jay. Espera um bocadinho.

- Est�s bem? - Sim.

Olha para mim! Sim, est�s bem.

Bom trabalho. Estiveste bem, bom trabalho.

Senhoras e senhores, aos 17 segundos do quarto round,

o vencedor por knockout

e o novo campe�o do mundo King Beast de pesos leves,

Ryan Wheeler!

Bom trabalho, voc�s dois!

Estou aqui com Ryan Wheeler.

Estiveste implac�vel! � capaz de ter sido a tua melhor atua��o.

- O que fizeste diferente, hoje? - Primeiro, pus-me saud�vel, Kenny.

Antes disso, quero agradecer ao Jay Kulina por este combate.

Ele � uma m�quina, � uma fera.

As pessoas n�o sabem o que ele est� a passar...

- Obrigado, meu! - Obrigado.

- �s o maior! - Obrigado.

Bom trabalho, amigo.

- Como est�s? - Como est� o Jay?

- Vai ao hospital para ser visto. - Devo ir l� v�-lo?

- O Nate e a m�e v�o. D�-lhe espa�o. - Est� bem.

- Ele fica bem. - Est�.

Como est�s tu?

Acho que parti um dedo do p�, mas estou bem.

Foi um combate e peras!

A s�rio, � assim que se finaliza.

O teu pai estaria orgulhoso.

Pois. Escuta...

Quero dar-te isto, Alvey.

- N�o posso aceitar. - Por favor.

- N�o posso. - P�e-no no gin�sio.

Quero continuar a trabalhar como se n�o o tivesse, manter a fome. Toma.

- De certeza? - Sim.

- Est� bem, eu ponho-o no gin�sio. - Est� bem.

- Gostava que n�o tivesse sido o Jay. - Ryan, vai-te lixar!

Vai-te lixar, para! N�o vais desacreditar esta vit�ria, percebeste?

Tu venceste, ele perdeu. Quem queres ser? Quem queres ser?

- Eu. - Tu!

Seu neur�tico.

- V� l�, saboreia a vit�ria! - Est� bem.

- Alvey! - Sim?

- O Kenny est� pronto. - Estou a ir.

- At� daqui a uns dias. Saboreia isto! - Est� bem.

- Adeus. - Obrigado, treinador.

Obrigada!

Parab�ns!

Obrigado.

- Foi uma bela presta��o. - Obrigado.

- Espero que o Jay esteja bem. - Eu sei.

Pois.

- V�, devia ir andando. - Que fazes, logo � noite?

Nada.

Queres fazer alguma coisa?

Ou isso, ou vou olhar para uma parede.

- Ele est� aqui. - Obrigada.

Nate, posso falar contigo?

Vai ao motel, pega nas roupas do Jay e leva-as para casa.

N�o � t�o mau como parece, estou bem.

A s�rio!

"Meu querido Jay, sei que tenho sido um desapontamento para ti.

"Sei que sentes que nunca te quis.

"Vejo as coisas que fazes e as formas como te magoas,

"e sei que � por causa das escolhas que eu fiz.

"Mesmo quando tiveste a coragem de me implorar para largar a droga,

"continuei a n�o te escolher a ti, porque n�o queria saber se sobrevivia.

"Queria morrer.

"Para um filho, sentir que n�o s�o raz�o suficiente para a m�e viver

"� para l� de cruel.

"N�o espero que me perdoes ou aceites o meu pedido de desculpa,

"mas lamento profundamente a dor que te fiz passar,

"pela inoc�ncia que te roubei

"e por n�o ter sido, verdadeiramente, uma m�e para ti.

Nunca te poderei amar o suficiente para te compensar, mas vou tentar."

Nos �ltimos meses, n�o havia qualquer qualidade de vida,

e o meu pai n�o ia para nenhum lar.

Nesse sentido, at� foi uma b�n��o, ter sido s�...

Mas acredito que Deus n�o d� �s pessoas mais do que elas aguentam.

Esta agora!

Sim, est� bem, talvez.

�s religioso, agora?

Fiquei com a B�blia dele, tenho estado a l�-la.

- Ele n�o era nenhum grande crist�o. - Achava que n�o.

- Gostava de ter podido despedir-me. - Fi-lo por ti.

Foi?

Ele disse...

"Quem?"

Palha�o!

Pareces estar mesmo bem.

Agora, j� estou, finalmente.

Ainda demorou.

O meu pai atacou em todas as frentes.

Psic�logos, psiquiatras, conselheiros...

Preven��o total contra suic�dio.

N�o ia permitir que eu ficasse sozinha numa divis�o.

Estavas a contempl�-lo?

Matar-me?

N�o.

Mas tenho fantasias de estar morta com o meu filho.

N�o sei porque � que isto te aconteceu.

�s vezes, acho que o provoquei.

- Isso n�o � verdade. - At� �.

N�o o queria.

Achava que era algu�m que o Alvey me tinha deixado nas m�os,

que iria arruinar-me a vida.

Juro que ele sentiu isso.

Sei que sentiu, e isso deixa-me desfeita.

Mas, quando cheg�mos a S�o Francisco, tudo isso mudou.

�ramos s� n�s os dois, e apaixonei-me tanto!

Imaginei a nossa vida toda e a forma como ele olharia para mim.

Lisa...

Eu sei, � como �.

Boas noites!

Bem...

Agora, j� sabes.

Porque n�o me disseste?

N�o quero que ningu�m saiba.

O gin�sio...

Especialmente o pai.

Tu sabes.

Achas que ele n�o vai aceitar?

Nate, a vida � tua. N�o me cabe a mim dizer o que quer que seja.

Est�s zangado?

- Por seres homossexual? - N�o, por n�o te ter dito.

Tenho pena que tenhas sentido que n�o podias.

Pois.

Mas acredita, quando te digo que nada muda entre n�s.

Juro por Deus.

Certo.

Mas � melhor que fiques por cima, porque �s meu irm�o, e � melhor que...

Olha-me nos olhos, estou a falar contigo.

Percebes? Olha para mim, enquanto te digo isto.

� melhor que sejas tu a met�-lo, Nathaniel.

- �s meu irm�o, e h� padr�es a manter. - J� terminaste?

N�o, senhor! Sempre soube que eras gay, d� para ver.

�s muito gentil, cheiras lindamente, veste-te bem...

Se transformas a nossa casa numa "Palm Springs Pool Fiesta", mudo-me.

Amo-te, mi�do.

Amo-te.

Vai-te deitar.

- Ser�s um belo enfermeiro, um dia. - Est� bem.

- Vais tornar algum homem muito feliz. - Est� bem.

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