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Original subtitles

Servi�o de limpeza.

Bom dia.

- Quer que fa�a a limpeza? - N�o, gracias. Obrigado.

Quer toalhas?

Sim, agradecia. Obrigado.

- Quantas? - Duas. Dos.

Talvez quatro.

Gracias.

- Tem toalhas pequenas? Pequenos. - Sim.

Obrigado.

Quer �gua?

Agua, sim. �tima ideia.

- Isto � tudo gratuito? - Sim.

- Buenos dias. Obrigado. - Para si tamb�m.

Espere.

- Tome. - Gracias. Obrigada.

KINGDOM

Acredite ou n�o, nunca fui processado.

Porque � que n�o iria acreditar?

- S� estou a dizer. - Acha que passa essa impress�o?

Sou dono de um neg�cio. Faz de mim um alvo, certo?

- O que acha? � treta? - N�o.

O caso tem fundamento.

Estava a sair do carro. Nem lhe toquei.

Ele pode dizer que provocou o acidente.

- N�o tem mesmo seguro? - Caducou.

Este gajo est� a tentar matar-me. Eu n�o tenho meio milh�o de d�lares.

N�o se preocupe. � s� um ponto de partida.

- Ele vai aceitar menos. - N�o posso aceitar nada.

Vai ter de o fazer. O caso tem fundamento.

- Se me escolher como advogada... - Est� escolhida.

- Eu cobro 650 d�lares por hora. - Por hora?

Sim.

Por amor de Deus.

- Quantas horas � que isto vai durar? - N�o sei. Digo-lhe quando acabar.

Sou como o sushi. Obt�m o que paga.

Est� bem.

Sushi.

- Est� bem. Eu arranjo dinheiro. - �timo.

Vou falar com o advogado dele para saber o que querem realmente.

Entretanto, pode ligar-me se tiver alguma quest�o.

�timo. Foxy Roxy.

- Desculpe? - N�o fui eu que inventei.

Foi o que o Garo lhe chamou.

O Garo. � encantador, mant�m-me sempre ocupada.

- Foi um prazer conhec�-lo. - Sim.

- Depois entro em contacto consigo. - Est� bem.

Tem namorado? Anda a sair com algu�m?

O qu�?

Disse para perguntar se tivesse alguma quest�o.

- Sobre o caso. - Ent�o, � solteira.

Estou no meu local de trabalho. Estou a trabalhar como advogada.

Est� bem. Diga-me que tem algu�m e eu vou embora.

- Eu n�o saio com lutadores. - Porqu�?

Porque fazem coisas como deixar caducar o seguro.

V� l�. Deixe-me pagar-lhe um copo.

- Quase que me sinto ofendida. - Diga-me para ir embora.

- Diga-me para ir embora. - Eu trabalho at� tarde.

Eu fico acordado at� tarde.

A que horas?

�s nove. Algures a este de La Cienega.

- Pronto. Adeus. - N�o, eu vou viajar. Espere.

Eu vou viajar por si. Mas n�o � uma zona que goste.

E se eu escolher um s�tio e lhe mandar mensagem?

Est� bem. N�o se vai esquecer?

- N�o. - Est� bem.

- Bom dia. - At� logo.

Onde � que vais?

Ao gin�sio.

- Porqu�? - Para treinar.

Tira um dia de folga. Volta para a cama.

- N�o posso. - Podes ter uma folga.

Porqu�? Porque as minhas coisas n�o s�o importantes?

N�o foi isso que eu disse. � s� um dia.

Tenho um treino com o Alvey, n�o posso faltar.

- Queres que v� buscar gelo? - N�o. O Keith traz.

- Est� bem. Depois mando mensagem. - Est� bem.

Adi�s.

Est�s bem?

Vamos para casa.

O Jay?

N�o tem bateria. Deve estar no gin�sio.

Desculpe, minha senhora, n�o pode fumar aqui.

Leva-me para as traseiras e d�-me um tiro na cabe�a.

N�o podia concordar mais.

- Gosto deste estilo de vida. - N�o � mau.

N�o � mau.

A que horas temos de sair?

Ao meio-dia.

Isso � t�o triste.

Toma.

Estou.

Gostaria de ficar mais uma noite.

No mesmo quarto.

Sim, pode ser o mesmo pre�o.

Obrigada. � tudo.

Sim.

Adeus.

J� est�s contente?

- Como � que pagas isto? - Que pergunta t�o indelicada.

Disse-te que era modelo e poupei dinheiro.

- Vou ter de fazer por merecer. - Como � que vais fazer isso?

Vou dar-te prazer incansavelmente.

- Vou fazer a minha parte. - Lindo menino.

Alicia Mendez?

- Quem � voc�? - Kevin Bostic.

Sou dono da empresa O.C. Atomic. Fazemos roupa desportiva.

Desportos radicais, muito estilo e atitude.

- J� ouviu falar de n�s? - N�o, desculpe.

N�o h� problema. Somos uma empresa nova.

Estamos a entrar na �rea da MMA e estamos � procura de talento.

Vi o seu combate. Fiquei estupefacto. Voc� arrasou-a.

Foi t�o fixe que eu e os meus amigos est�vamos a tripar.

Resolvi procur�-la para saber se quer tirar fotografias para n�s.

- � para o site. Claro que pagamos. - Quanto?

Dois mil por uma hora.

- Vou falar com o meu manager. - Sim, claro.

Rob, vai buscar as amostras.

Tem aqui amostras.

A roupa � criada por mim e � tudo feito em Orange County,

n�o � nada dos chineses.

- Experimente e veja se gosta. - Est� bem.

Vou fazer uma sess�o com skaters profissionais esta noite.

Se quiser aparecer, tem a� o meu n�mero.

- Ligue-me. - Est� bem.

Foi fant�stico conhec�-la. Somos grandes f�s.

- Voc� � espetacular. - Est� bem.

Ligue-me.

- Olha para ti. - Que foi?

Parece o filme "O Drag�o Ataca".

S�o m�s?

Sim. S�o horr�veis. Quem � que faz isso?

Estes gajos.

Chamam-se O.C. Atomic.

Querem fazer uma sess�o fotogr�fica comigo.

Dois mil por uma sess�o de uma hora.

- Nunca ouvi falar deles. - Achas que n�o devo fazer isto?

- Gostas dessas cal�as? - Gosto de dois mil d�lares.

Falaste com a Lisa sobre isso?

Deixei-lhe uma mensagem.

- As fotografias s�o para qu�? - Para o site.

A s�rio?

Acho que n�o o deves fazer. Eles n�o s�o s�rios.

- Parecem ser fixes. - N�o s�o.

Eles n�o s�o conhecidos. Diz-lhes obrigado, mas n�o obrigado

porque est�s a treinar para um combate. E est�s...

...porque vou arranjar-te um combate. O Garo est� interessado.

- A s�rio? - Sim.

Vai tirar isso, estou a ficar com dores de cabe�a.

Despacha-te. Vamos l�! Hoje � combate livre.

Meu, onde est�s?

A m�e est� em casa.

Houve problemas na reabilita��o.

Ela est� bem, mas... J� est� aqui.

Liga-me, ou anda para casa.

Adeus.

- O teu irm�o disse alguma coisa? - Ainda n�o.

Obrigada.

Como � que te sentes?

Estou bem.

- O que achas que lhe vai acontecer? - Prenderam-no.

Vai perder a licen�a, a esposa vai deix�-lo.

A vida dele acabou.

Eu disse-lhes que n�o queria apresentar queixa.

Passaste por algo parecido e tamb�m n�o o quiseste fazer.

Tu percebes.

N�o quero fazer disto mais do que o que �, principalmente com o Jay.

Sim.

Como queiras.

� melhor ir para o gin�sio. Estou a fazer o trabalho da Lisa.

Como � que ela est�?

Ela perdeu o beb�.

Merda.

Meu Deus.

- Falaste com ela? - N�o. Ningu�m falou.

Tent�mos, mas n�o conseguimos.

Como � que o teu pai est�?

Acho que est� a lidar com a situa��o. N�o sei.

- Que horror. - Sim.

- � melhor ir andando. - Est� bem.

Se precisares de mim, liga.

- Ficas bem aqui? - Sim.

- Vou descansar. - Est� bem.

At� logo.

Foi r�pido.

Obrigado. Estou a ficar mais r�pido.

N�o, estou a dizer que devias correr mais tempo.

Tens de manter o ritmo card�aco acelerado.

Est� acelerado, Ryan, n�o te preocupes.

O que � que est�s a fazer?

Vais voltar para o gin�sio em breve?

N�o sei. Estou a descansar.

- Est�s deprimido. - N�o, n�o estou.

J� passei por isso, Ryan. Eu sei como �.

- Quem �? - Esquece.

N�o, Keith. Para. Mas que raio?

Estou? Ligou para Ryan Wheeler. Fala o Keith.

Keith.

- Ol�, Mario. - Keith.

- N�o fa�as isso. - Sim, vou ver se est� dispon�vel.

Keith, n�o estou aqui.

- � um rep�rter, o Mario Goldsmith. - Eu sei quem �. J� ligou dez vezes.

- Queres falar com ele? - � �bvio que n�o.

- Ryan... - Que foi?

Acho que devias falar com ele. Ele � um f�.

- N�o � nada. � um rep�rter... N�o. - Vou passar ao Ryan.

Mas que raio...

Est�s a ser um ot�rio, Keith.

Est�s a insultar-me.

Como est�s, Mario?

Estou bem. Sabes como �.

Obrigado por dizeres isso.

Sim, tenho algum tempo.

Est� bem. Eu envio-te a morada.

Est� bem. At� logo.

Keith.

Est�s a isto de ser despedido.

O dobro da for�a. O triplo da for�a.

Isso mesmo.

Afasta-te da veda��o.

Usa os p�s.

Continua. De lado.

Levanta-te.

Ela est� a aprender alguma coisa, rapazes.

- Vamos. - Anda l�, querida.

Ol�, Nate.

- Nate. - O que � que est�s aqui a fazer?

Tenho uma coisa para ti.

- Aquele carro � teu? - Sim.

�timo. Vai para o carro e desaparece.

- N�o te quero voltar a ver. - Isto � para ti.

O que � que se passa contigo?

O que � que se passa comigo?

Tenho um emprego horr�vel a trabalhar para um homem ainda pior.

Tu n�o �s o �nico.

Achas que gosto de fazer isto?

Por favor, aceita o dinheiro. Ele n�o vai falar contigo.

Desculpa. Eu sei que � nojento.

Porque � que o fazes?

Porque as �ltimas tr�s pessoas com este emprego s�o s�cios da empresa.

� assim que se faz em Hollywood.

Mais vale ganhares alguma coisa com isto.

Mas n�o quero voltar a ouvir falar nele.

N�o vais ouvir.

MEA CULPA. JANTAR?

Ol�.

- O que � que est�s a fazer? - O qu�? Nada.

Pareces assustadi�o. O que � que se passa?

Estou muito ocupado. Queres falar sobre alguma coisa?

Queria saber se falaste com o Dr. Ember e se te deixou lutar.

Completamente curado. Excelente.

Ligaram-me por tua causa.

Um combate local, o promotor � bom. Est�s interessado?

- Sim. � contra quem? - Ainda n�o sei. Queria falar contigo.

- Seja quem for. N�o me interessa. - Interessa-me a mim.

Vou ver se � uma boa combina��o. Se for, eu confirmo, pode ser?

- Obrigado. - De nada.

At� logo.

- Alicia, viste o Jay? - Ainda deve estar com a Ava.

- Onde � que ela est�? - Ainda deve estar no hotel.

Baixa a perna.

Ao contr�rio do que era esperado e racional, acordei a sentir-me bem.

- E a bebida? - � consider�vel.

Anda a beber muito?

N�o sei se � muito. Isso depende de pessoa para pessoa.

Conhe�o pessoas que bebem um shot e mijam para um carro da pol�cia.

E pessoas como o meu pai.

Bebia uma garrafa de vodka todos os dias e nem tremia.

Um homem terr�vel, nunca descuidado.

Levantava-se com o sol todos os dias.

O n� ingl�s da gravata estava sempre perfeito.

Pensei que n�o conseguia manter um emprego.

Nunca trabalhou, mas adorava a gravata.

Era um homem arrogante. Fazia-se mais do que era.

Mas ningu�m notava que ele estava b�bado.

Percebe?

- Porque � que estamos a falar disto? - Perguntei-lhe se anda a beber.

Se ando a beber. O meu problema n�o � o �lcool.

� depressivo.

Sabe o que � depressivo?

Aquele beb�.

Um processo judicial � depressivo. O �lcool � uma liberta��o.

Meu Deus, eu disse-lhe que estava a ter um bom dia.

Convidei uma mulher para sair.

- Um encontro? - N�o. Vamos beber um copo.

A Roxy, a minha advogada. Durona, bonita.

Tem um �timo rabo.

Est� mais perto da minha idade.

- Sente-se preparado para isto? - Para qu�?

- Envolver-se com outra mulher. - Por causa da Lisa?

Entre outras coisas.

- Est� com muitos problemas. - N�o mere�o ser feliz?

Nem sequer estou feliz, s� estou interessado nesta mulher.

- Devia sentir-me mal com isso? - Claro que n�o.

N�o pode controlar o que sente. S� estava a salientar um padr�o.

Que padr�o?

Ao sentir dor, recorre a mecanismos externos para lidar com a situa��o.

Ao �lcool, �s mulheres, aos combates...

N�o � assim que as pessoas vivem?

O que � que quer que fa�a? Que me enfie num buraco, doutor?

H� pessoas que dependem de mim, percebe?

Estou a fazer o melhor que posso.

- N�o, obrigado. - Jay, sou eu. Abre.

O qu�?

Nathaniel, n�o incomodes como diz na placa.

N�o tens bateria.

O que � que tomaste?

Estou de f�rias.

- Posso entrar? - Sim, entra.

- Cheira mal. - Cheira a rela��es sexuais.

Ainda n�o par�mos. O que se passa?

- A m�e est� em casa. - Ainda faltava uma semana.

- Porque � que est� em casa? - N�o teve culpa.

O orientador, o terapeuta... Tentou viol�-la.

N�o aconteceu nada porque ela resistiu. J� est� em casa.

Tentei ligar-te.

Parece que vamos para casa.

Estou com o Ryan Wheeler. Obrigado por falares connosco.

- Podes falar? � s� �udio. - Sim. Desculpa.

Queria dar-te as minhas condol�ncias pela morte do teu pai.

- Obrigado. - Deves ter pensado muito nisso.

Foi dif�cil treinar e preparares-te para o combate com o Jay?

N�o, pelo contr�rio.

O gin�sio � como um santu�rio.

Vou para l�, esque�o o resto e concentro-me no treino.

Ou�o muitos lutadores a dizer isso. � um clich�.

N�o parecias o mesmo durante o combate contra o Jay. Fala-me do est�gio.

- Mudaste alguma coisa? - N�o. Tive um bom est�gio.

Senti-me forte. Estava preparado.

Parecia que estavas a poupar a perna esquerda.

N�o tinhas aquela garra a que nos habituaste.

O Jay deu-me pontap�s fortes e isso...

N�o conseguia apoiar-me, neutralizou a minha capacidade de o derrubar.

Tornou-me unidimensional.

- Estavas lesionado antes do combate? - N�o.

Diz-se que estavas a lutar com uma rutura no LCM.

O Jay tinha uma boa t�tica e ganhou o combate.

Estavas lesionado antes do combate? Sim ou n�o.

O Jay ganhou o combate e n�o digo mais nada.

Estavas a 100 por cento?

Mario, s� est�s a tentar levantar problemas.

- Estavas a 100 por cento? - N�o, mas...

N�s estamos sempre a lesionar-nos nos combates.

N�o � uma desculpa.

O Jay lutou melhor. S� isso.

J� falaste com o Jay depois do combate?

N�o, mas n�o quer dizer que haja problemas entre n�s.

Achas que ele se aproveitou da tua les�o?

Acho que o Jay fez um �timo combate e deixou-me KO.

- N�o vou dizer mais nada. - Est� bem.

Est�o a pensar na desforra?

Ainda n�o.

Temos de falar com o Garo e ver o que o Alvey acha.

- Mas queres a desforra, n�o queres? - Claro que sim.

Entra.

Eu estou bem.

- Quem � ele? - Jay.

- Como � que ele se chama? - Nem penses.

Nem penses nisso.

S� quero falar com ele.

Jay, n�o.

Vai ser mais dif�cil se fizeres alguma estupidez.

Eu vou esquecer isto. Tens de respeitar isso, por favor.

Obrigado.

Desculpa. Pensei que era um bom s�tio.

N�o, para. Ouve-me.

Estou bem. N�o vou ter uma reca�da. Isso acabou.

Eu aguento, n�o tens de te preocupar comigo.

Pareces exausto.

Vai comer alguma coisa.

Eu vou descansar e conversamos mais tarde.

Pode ser?

Est� bem.

Ol�, fala a Alicia Mendez.

Estou a falar com o Kevin?

Sim.

N�o. Falei com a minha equipa e, se ainda quiserem fazer a sess�o,

eu aceito. Dois mil, n�o �?

- Ol�, meu. - Ol�.

- Est�s ocupado? - N�o, podes falar. Que se passa?

S� queria saber como est�s.

Est� bem. Como � que est� o teu joelho?

Estou a p�r gelo para n�o inchar.

�timo. Continua a fazer isso.

Queres dizer mais alguma coisa, Ryan?

Bem...

Acho que fiz asneira hoje.

Como?

Dei uma entrevista ao Mario Goldsmith.

- Porque � que fizeste isso? - N�o sei. N�o parava de me ligar.

Isso � uma �tima raz�o.

Ele perguntou-me sobre o joelho.

Ele sabia que j� estava lesionado antes do combate.

E eu esclareci que isso n�o era uma desculpa.

Ele parecia ter algum objetivo, por isso...

- Achas? - N�o sei como � que vai escrever.

Mas estou preocupado que possa deixar o Jay chateado.

H� uma probabilidade de 150 por cento de o Jay ficar chateado.

- Desculpa, treinador. - N�s tratamos disso.

- N�o est�s chateado, pois n�o? - N�o.

Faz-me um favor, n�o fales com esses ot�rios.

- Principalmente, com esse. - Est� bem. Desculpa, treinador.

Continua a fazer gelo. Falamos amanh�.

- Sim, senhor. - E n�o fales com ningu�m.

Est� bem.

Idiota.

- Tudo bem, querida? - Ol�.

Pensei que estavam a fotografar skaters.

Acab�mos mais cedo. �s o centro das aten��es.

- Queres beber alguma coisa? - N�o, obrigada.

- Tens a certeza? - Sim.

O que � que voc�s querem que eu fa�a?

O cen�rio � a veda��o.

- Muita atitude. �s durona e sexy. - Est� bem.

- Onde � que mudo de roupa? - Ali atr�s. O Rob leva-te.

N�o � preciso. Obrigada.

Nate, preciso que me leves ao hotel.

- N�o vais ficar aqui? - A m�e vai dormir. Volto amanh�.

Quero voltar para o hotel.

Se consumires mais coca�na o teu cora��o vai explodir.

Nos �ltimos tr�s meses, vivi como um m�rmon.

O meu cora��o � forte.

N�o posso relaxar sem haver uma emerg�ncia

ou sem me olhares com esses olhos grandes e castanhos de cachorrinho?

- Est� bem. - �timo.

Posso ir ter com a Ava

ou encontrar o gajo que se meteu com a m�e e mago�-lo.

Estou a esfor�ar-me para fazer a escolha certa.

Mas preciso da tua ajuda.

- Eu levo-te ao hotel. - �timo.

Tenho de comprar vinho e preservativos. Duas paragens.

- Est� bem. - �timo.

Trabalhas com processos judiciais e civis?

- Coisas do g�nero? - Sim.

N�o trabalhas com assassinos, nem lordes da droga?

Que foi? A minha profiss�o n�o � sexy o suficiente para ti?

Podia ser mais sexy.

Desculpe, � com casca de lim�o, n�o com uma azeitona.

Obrigada.

Importas-te de partilhar?

Parece que n�o.

J� fui procuradora em Chicago.

Assassinos, violadores e gangues. O que se v� na televis�o.

- J� gosto mais. Porque � que sa�ste? - Porque � deprimente.

Nunca fizeste parte de um j�ri?

- Cara�as. �s um criminoso. - Que foi?

Claro que �s. O que � que fizeste?

Espanquei uma pessoa num centro comercial aos 19 anos.

- Foi grave? - Um bocado. Foi de ambul�ncia.

O que � que ele fez? Riscou-te o Camaro?

Porque � que achas que conduzo um Camaro?

� por causa de homens como tu que esse carro existe.

- Homens como eu? - Sim.

Sinto-me ofendido.

- IROC Z28. Azul-marinho. - Eu sabia.

- Descapot�vel. Era lindo. - Para. Est�s a excitar-me.

Obrigada.

J� foi h� muito tempo. N�o me sinto orgulhoso disso.

- Mas descobriste a tua voca��o. - Pois foi.

Sa�de.

Querida, cheguei.

- Preparaste isto tudo? - N�o. Foram as empregadas.

Mas fui eu que lhes pedi.

J� n�o tenho nada. Vou pedir mais ao Mac.

- N�o. - Sim.

Temos de dormir.

Toma estes. � diazepam.

Senta-te.

Est�s com fome?

Eu tamb�m n�o.

Olha para mim. Queixo para cima.

Sexy. Queres fazer sexo.

Boa. Arqueia as costas, vira o rabo para mim.

Olha para a c�mara. Isso. Est� melhor.

Vira-te e empina o rabo.

Est�o boas, mas acho que podemos fazer melhor.

Est� bem. O que � que queres fazer?

Podemos tirar a camisola.

N�o te preocupes. Podes tapar as mamas com as m�os

e eu fotografo-te de perfil para se ver o rabo.

- S� para provocar. - Est�s a falar a s�rio?

Que foi?

Se estou nua, como fa�o publicidade � roupa?

Tamb�m vou tirar ao log�tipo. H� algum problema?

Sim. N�o me sinto � vontade.

O que � que eles est�o ali a fazer? S� est�o a ver-me.

N�o te preocupes com eles. Trabalham para mim.

Vou ser sincero. Estas fotografias est�o horr�veis.

N�o est�o como eu imaginava.

Podes fazer o que eu digo e tentar salvar esta sess�o,

ou n�o te pago.

Est� bem.

Deixa-me s� retocar a maquilhagem e j� venho.

Demora o tempo que quiseres.

Merda.

Diz-me a verdade.

Ficaste ofendido quando disse que n�o sa�a com lutadores?

N�o.

Se sa�sses com lutadores, n�o me interessava por ti.

Eu conhe�o essas raparigas. N�o t�m nada na cabe�a.

- Tu �s um lutador. - N�o.

Sou um treinador. Dono de uma pequena empresa.

Sou administrativo.

Al�m disso, � um mundo pequeno e eu n�o gosto de restos.

J� percebi.

- Tens de ser o primeiro. - J� est�s a pensar como um lutador.

- Por falar nisso. - Tens de atender?

Sim. Esta � fr�gil.

Ol�. Tudo bem? Estou a jantar.

Estou numa sess�o fotogr�fica e estou com medo.

Eles s�o muito estranhos.

- Eu disse-te para n�o fazeres isso. - Eu sei.

Est�o aqui cinco gajos e querem que me dispa.

- N�o sei o que fazer. - N�o saias da�.

Eu vou buscar-te. N�o v�s embora e manda-me a morada.

Obrigada. Vou mandar-ta agora.

- Desculpa. - Tens de ir embora?

Sim. Ela meteu-se em problemas.

Podemos repetir? Est�vamos a divertir-nos.

- Sim. - Sim?

- �timo. Eu pago. - Eu trabalho.

- Tens a certeza? - Sim.

Tu trabalhas... Est� bem.

Eu ligo-te.

Pronto.

- Onde � que ela est�? - Ali atr�s.

Ot�rio.

Abre, sou eu.

Est�s bem?

Onde � que est�o as tuas coisas?

Ali.

Da pr�xima vez d�s-me ouvidos.

- N�o lhe vou pagar. - Vai-te lixar. E a tua m�e tamb�m.

Maricas.

Aquilo foi est�pido.

N�o sabes quem eles s�o. Tens de ter mais cuidado.

Consegues conduzir?

Sim.

S� n�o quero voltar para o gin�sio.

Posso ficar em tua casa?

� s� esta noite.

- O banho soube-me pela vida. - Ainda bem.

� para mim?

Est�s bem?

Agora estou melhor.

- Obrigada por me deixares ficar aqui. - De nada.

Foi uma noite e peras.

Pronto. Eu estou estourado. Acho que me vou deitar.

- Onde � que eu durmo? - No meu quarto.

E tu?

Eu j� n�o durmo l�.

Durmo aqui.

Desculpa por ter estragado a tua noite.

A minha noite?

N�o estragaste a minha noite. Tive uma noite incr�vel.

Obrigada.

- Tens a certeza que est�s bem? - Sim.

- V� se dormes. - Boa noite.

Ol�. Chegou � caixa de correio de Will Casady da Burns Agency.

Deixe mensagem ap�s o sinal.

Fala Nate Kulina. Recebi o teu cart�o com a mensagem.

Este � o meu n�mero. Podes ligar-me, se quiseres.

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