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S�o horas, v�, anda.
- Ryan, levanta-te, est�o a chamar-te. - N�o vou, n�o quero combater.
Tarde demais. Isto mexe com bilhetes, dinheiro, contratos...
- Eles que me processem. - Tens l� tu dinheiro para isso!
- Perdi aquele �ltimo combate. - Isto, ainda?
- N�o presto, Alvey. - Estavas doente e ganhaste!
- Sou s� garganta, n�o sou capaz. - N�o pode ser sempre a mesma coisa!
N�o ouves o que digo. Odeio esta merda, n�o quero combater!
Vais lutar, sim, senhor! Vais lutar, e pronto.
Vais combater.
Precisas de ouvir palavras m�gicas, � isso?
�s o campe�o, �s um deus, �s o macho alfa!
As gajas andam quil�metros para te ver entrar no ringue. Serve?
N�o te sentes mais forte? Levanta-te, v� l�.
- Chegam-me as gajas da minha zona. - Desempregado, ningu�m te quer.
- Ryan, olha para mim. - Pe�o-te.
Este � o teu momento, aqui, agora.
Tens um prop�sito como nunca mais ter�s na tua vida.
Isto � um privil�gio raro, aproveita.
Isto n�o dura para sempre, isto acaba.
- � a �ltima vez que fa�o isto. - Combinado.
- Nunca mais. - Nunca.
- Estou a falar a s�rio. - Tamb�m eu.
Arranjo-te um trabalho num cub�culo das 09h00 �s 17h00 a introduzir dados.
- Processamento de dados! - Acorda-me.
- Quem � o campe�o? Quem �? - Acorda-me.
Quem � o campe�o? V�, cabr�o! V�!
�s invenc�vel!
Embora daqui!
KINGDOM
C� vamos n�s!
Anda, anda.
- Telefonas � m�e? - Agora?
- N�o atende. - N�o vou ligar-lhe agora, Jay.
Pois �, Nate, filma isto para o meu pai, sim?
- Est� feito. - S� um segundo.
- Filma tudo, o p�blico... - Ele faz. Vamos, concentra-te.
Espera, liga isso.
- Anda! - S� um segundo! Est� a gravar?
Pai, tudo bem? Vou entrar agora. Sinto-me bem, estou preparado.
- Gostava que estivesses aqui. - Pronto.
- Grava a m�sica. - Est� bem.
- Concentra-te! - Est� bem.
- Ligas-lhe? - � m�e? N�o vou nada ligar � m�e!
Chapas? Seu grandess�ssimo ot�rio!
- Que se passa? - Est� tudo bem.
Ele est� ao telefone?
Alvey, vou entrar! Qual � a tua, Alvey?
- Envia-me a morada. - Alvey!
N�o te atrevas a sair da�. Envia-me a morada.
- Ent�o, Alvey? - Concentra-te!
Vai, vai!
� ESTA A MORADA. VEM SOZINHO.
Primeiro round, cavalheiros.
Preparado?
Preparado?
- Levanta-te! - Tens de sair da� e trav�-lo.
Defende! Apoia-te nele.
- Pressiona! - Usa o cotovelo, Ryan.
Pressiona!
Vamos l�!
Acaba com ele! Acaba com ele!
V�!
Solta-te!
Sai da�!
Outra vez.
- Larga, larga a cerca. - Larga a cerca.
Sua grandess�ssima menina, est�s lixado!
S� inteligente!
Defende-te! Defende-te!
Acaba com ele!
Bem-vindo ao Navy Street!
Senhoras e senhores, aos 4 minutos e 33 segundos do primeiro round,
o vencedor por knockout,
ele continua a ser campe�o do mundo King Beast de pesos leves,
Ryan Wheeler!
Estou aqui com o vencedor, Ryan Wheeler.
Foi uma vit�ria enf�tica, um knockout dur�ssimo.
O que querias provar, esta noite?
N�o quero provar nada, isto foi s� pura viol�ncia profissional.
N�o venho aqui para brincar, venho para infligir o m�ximo de dano.
Isto � um neg�cio violento, e o neg�cio est� a correr lindamente.
Foste muito mais agressivo que no combate anterior.
- Foi essa a estrat�gia, hoje? - Dar-lhe uma sova? Sim.
� a estrat�gia que o treinador apregoa, � como treinamos sempre.
Vim lutar com uma costela magoada, � como funcionamos na Navy Street.
Provaste isso, hoje. Parab�ns.
Quero agradecer ao meu pai.
Sei que querias estar presente, est�s sempre comigo.
�s o maior homem que conhe�o, pai, adoro-te.
E, Jay Kulina, ouvi o que disseste.
�s como um irm�o, mas est�s tramado, n�o � pessoal.
N�o � pessoal.
Navy Street! Navy Street!
Sugiro que o Alvey seja o primeiro, depois o Jay e o Ryan.
J� agora, tamb�m gostaria de falar com o Nate.
N�o duvido, Kenny.
- Alvey! - Agora, n�o posso.
- S�o dois segundos! - Desculpa. Kenny, desculpa.
Vem ao gin�sio, dou-te o que quiseres.
- Dois segundos! - Adoro-vos, desculpem.
- Alvey! - Adoro-vos!
Desculpem-me!
Seu filho da m�e!
Caladinha.
Caladinha.
Tu ficas a�, no ch�o.
� isto que fazes com o meu dinheiro?
- N�o, calma. - Calma?
- Filho da m�e! - Tem piada, n�o tem?
- Est�s mais fraquinho, Alvey. - Estou?
Pregas-me um calote?
Que fizeste com o meu dinheiro? Que fizeste com ele?
Palha�o!
Onde est� o meu dinheiro?
Isto vai ser uma noite muito longa, para ti.
M�e?
M�e!
Jay, vem c�.
M�e!
Um para ti, um para mim.
Gracias!
De nada.
Foi um combate excelente.
Fui deveras impressionante.
- Vou ver da m�e. - Espera, quero dizer uma coisa.
Anda c�.
Quero dizer que tenho orgulho em ti.
Sei o que fizeste por mim a minha vida toda.
Acarretaste com muita porcaria para me poupar.
Jamais o esquecerei.
Porcas e dinheiro!
- Perd�o? - �s porcas e ao dinheiro.
�s porcas e ao dinheiro!
Bem executado, boa evas�o.
Bonito, bonito.
- Muito bonito, belo combate! - Obrigado.
- Isso h� de calar algumas pessoas! - N�o vai.
Arranjam sempre qualquer coisa para criticar.
Como est�s?
- Serve-nos um copo, serves? - Sim, senhor.
Falaste com a tua m�e?
- H� umas semanas que n�o. - Tem medo de te incomodar.
- Liga-lhe. - Sim, senhor.
Vou ter de ser internado.
Porqu�?
- Tens tudo o que precisas aqui, pai. - N�o temos dinheiro suficiente.
Eu e a tua m�e j� convers�mos, ser� na pr�xima semana.
Pai, tu queres ficar aqui?
Isso � irrelevante.
Eu posso ajudar...
Ryan, � assim que as coisas s�o, n�o vale a pena contrariar.
M�e!
M�e!
M�e...
M�e! M�e!
M�e! M�e!
M�e!
M�e, acorda!
- M�e, respira, por favor! - O que se passa? O que aconteceu?
Ela teve uma overdose. Ajuda-a a respirar, Nate, por favor.
Acorda, m�e, v� l�!
- Segura-lhe a cabe�a, fala com ela. - Onde vais? Que est�s a fazer?
Faz s� isso. P�e-na a respirar, fala com ela.
M�e!
- Ela est� a respirar? - Chamo uma ambul�ncia?
- Est� a respirar ou n�o? - Pouco, n�o sei.
- Eleva a cabe�a, p�e-na a respirar. - Ponho-a a respirar?
M�e, n�o morras, por favor.
- O que � isso, Jay? - � Naloxona, do Mac.
- Que vais fazer? - Baixa-lhe as cal�as.
Inclina a cabe�a dela para tr�s, para que n�o sufoque.
V� l�, m�e! V� l�, m�e!
V� l�, m�e, respira!
Acorda, m�e, por favor!
M�e, acorda.
- Que est�s a fazer? - Isso m�e, isso.
Senta-te, senta-te.
V�, m�e, respira, respira.
Respira, est� tudo bem.
Vais ficar bem.
Pregaste-me um susto de morte.
Est� tudo bem, est� tudo bem.
Onde est� o meu dinheiro?
N�o brinques comigo, n�o sou esse tipo.
Foi a� que me enganei, pensei que eras, escolhi mal a v�tima.
Onde est� o meu dinheiro?
- O teu dinheiro? - Sim.
- Fizeste um mau investimento. - Foi?
- Quero ressarcir-te, Alvey. - Sim?
Onde vais, gal�?
H� um saco atr�s do frigor�fico.
- Posso? - Devagarinho, n�o sejas est�pido.
Sacana!
Senta-te.
- Esse dinheiro n�o � teu. - N�o?
Isso � de outro pobre desgra�ado. O teu est� dividido por v�rios outros.
- No que andas tu metido? - J� n�o ando metido em nada.
Posso?
No que investi, eu?
Investiste em n�o me cortarem a cabe�a.
Devia muito dinheiro a pessoas muito perigosas.
Estava a safar-me bem, Alvey.
Estava a fazer dinheiro, a s�rio.
Mas estiquei-me.
Dois neg�cios foram por �gua abaixo, e virou tudo para o torto depressa.
Pensei que conseguia voltar � tona, pensei mesmo.
Comecei a arranjar quem me cobrisse as d�vidas,
depois outros que cobrissem essas...
Fraude do mais vulgar.
S� visto, Jesus!
N�o podia faz�-lo a ti, n�o podia deixar-te assim.
- Isto � para mim? - Sim.
- Fica com algum dinheiro. - N�o, n�o, amigo...
- Chapas, n�o quero que te matem. - Escuta.
Vou desaparecer, abandonar o barco.
� um al�vio! V� como tenho vivido.
Porque haveria de querer ficar aqui?
Acho que ficamos em casa, hoje.
- Ela est� bem? - Sim, acho que apanhou um caga�o.
Eu tamb�m apanhei um caga�o.
- O Mac deu-te isso? - Sim, quando a m�e se mudou para c�.
Vais precisar de mais.
Isto vai voltar a acontecer.
Sabes isso, n�o sabes?
S� n�o percebo porque achas que as coisas se v�o alterar. N�o v�o.
- Que � suposto fazermos? - N�o podes estar sempre de olho nela.
Posso tentar.
- N�o fazes ideia, Alvey. N�o sabes. - N�o sei o qu�?
O que � n�o ter nada.
- Achas que n�o sei. - N�o ter mesmo nada.
N�o ter onde ficar, nada diante nem atr�s de n�s,
ningu�m que veja se estamos bem...
O que aconteceu � Misha?
Sofreu uma overdose.
Quando fomos agarrados, disseste que tinha sido culpa tua.
- Disse isso? - Sim.
Eu estava a afogar-me em comprimidos, ela s� estava a tentar acompanhar-me.
- Foi isso que quis dizer. - Querias dizer isso, era?
Tenho de me ir embora.
Est�s bonito, est�s! Aceita isto e desaparece, entendido?
Alvey, escuta... eu tenho um plano.
Tenho um plano, n�o h� problema.
N�o te preocupes comigo.
E tu �s um bom amigo, sabias?
Alvey, desculpa.
- Desculpa ter-te metido nisto. - Tamb�m eu.
Boa sorte.
N�o me d�s um tiro.
Queres a porcaria do dinheiro, toma.
- Est� tudo bem. - Toma, n�o o quero. N�o fa�as isso.
Porra!
N�o me fizeste uma coisa destas, filho da m�e!
Ot�rio!
Palha�o! Merda!
Pronto, pronto...
Bem, Nathaniel,
acho que batemos no fundo, mas eu tive um bom combate,
toda a gente est� viva, n�s estamos juntos,
esta garrafa de tequila � beira da piscina...
No papel, at� parece que estamos bastante bem.
Estamos a arrasar!
O teu brinde de h� bocado � dif�cil, para mim, de ouvir.
Desculpa-me por ter emo��es.
Nunca devia ter-te deixado participar naquele combate.
Sabia que era um erro, devia ter dito alguma coisa.
Tens de parar com isso.
Estava t�o absorvido com a perda de peso e com a Laura
que me distra� de ti.
Mas tens raz�o.
Fresno... foi um erro gigantesco.
Talvez seja dif�cil de imaginar, mas tamb�m j� cometi alguns erros.
Mas olha para mim, agora!
Posso juntar-me a voc�s?
Claro que sim.
Est�s bem?
Ol�!
Que est�s aqui a fazer?
Vim deixar a minha chave.
Podias t�-la deixado no gin�sio.
Onde andaste?
Que se passa, Alvey?
Que foi?
O Chapas est� morto.
O qu�?
Deu um tiro na cabe�a � minha frente com a minha pistola.
Meu Deus!
- Onde? - Num motel.
Ele devia dinheiro a muita gente.
Dei-lhe um tare�o, Lisa.
Recuperei tudo, os 30 mil d�lares, at� ao �ltimo tost�o.
- Mas foi com a tua pistola? - Sim.
- E onde est� ela? - Limpei-a e deixei-a l�.
Limpaste-a e deixaste-a l�?
- E quando descobrirem que � tua? - Digo que ele ma roubou.
Ele � um ladr�o, certo?
Ele cometeu suic�dio, foi ele.
Devias t�-lo visto, sorriu-me.
Sorriu como se tivesse resolvido o problema.
Merda!
�s vezes penso que estariam melhor sem mim, nesta altura do campeonato.
N�o estive presente nos anos em que podia ter feito diferen�a.
M�e, precisamos de ti de outras maneiras, agora.
- Precisamos? - Sim.
Diz uma coisa que tenhas feito por n�s hoje.
- Ent�o? - O qu�?
N�o sei.
Diz uma coisa que alguma vez tenhas feito por n�s.
Tens toda a raz�o, n�o precisamos de ti.
Ainda assim, o Jay injetou-se com a tua hero�na,
quase se matou, s� para tentar chamar-te � raz�o.
Isso n�o te incomodou?
- Partiu-me o cora��o. - Mas n�o o suficiente para parares.
- � o suficiente, sim. - Ent�o, f�-lo.
Ou ent�o vai-te embora daqui,
porque n�o quero perder o meu irm�o por ti.
O Kenny vem entrevistar-me, amanh�,
e eu tenho de ir buscar umas coisas ao escrit�rio, vou l�.
O que vais fazer em rela��o � arma?
Eu arranjo uma solu��o.
- N�o v�s. - O qu�?
N�o v�s, quero que fiques, n�s conseguimos resolver isto.
- J� tent�mos. - N�o tent�mos o suficiente.
- N�o vou desistir. - Devias.
- Escuta... - N�o h� mais nada a dizer.
- Para! - Alvey...
N�o, senta-te, por favor.
Pe�o-te.
Vou ser completamente honesto. Porque n�o? � agora ou nunca.
Quando disseste que estavas gr�vida, fiquei aterrorizado.
"Sou demasiado velho, vou estragar tudo."
Sabes como sou, quando fico assustado, fico maluco, deixo de fazer sentido.
E isso tamb�m te assustou,
porque nunca fizeste isto antes, e eu nunca o fiz bem.
Precisamos um do outro.
Este beb� � uma b�n��o.
Quero ver-te a correr pelo gin�sio atr�s do beb�.
Casamo-nos, � isso que eu quero, isso � que � uma vida a s�rio.
Est� � minha frente, e n�o vou fugir.
De hoje em diante, s� tu e o beb� � que importam, juro-te, prometo.
N�o me deixes, n�o quero ficar sem ti.
Mais alguma coisa?
Sim, o que pensas de tudo isto?
O que penso?
Penso que viste o teu amigo cometer suic�dio e est�s em choque,
que est�s a pensar na tua morte...
- Isto n�o tem a ver com isso. - Tem a ver precisamente com isso.
Espera, senta-te.
Achas o qu�? Que vamos aninhar-nos no sof� e sentir os pontap�s do beb�?
- Estou a dizer-te como me sinto. - E depois? E aquilo que eu sinto?
- S� falaste acerca de ti. - Acerca de n�s!
Foi acerca de como eu e o beb� podemos salvar-te,
mas eu j� n�o estou interessada nesse encargo.
Se queres vir a fazer parte da vida da crian�a, orienta a tua,
n�o vou permitir que estragues a dele.
Pai?
Pai, o que se passa? O que se passa?
- D�-me um ansiol�tico, por favor. - Sim, s� um segundo, s� um segundo.
Aguenta, est� quase, pai.
Est�s pronto?
J� est�, j� est�.
- Todas as noites, estes ataques! - Est� tudo bem.
Isso vai ajudar, n�o tarda a fazer efeito.
- J� faz efeito. - Ryan, Ryan...
- N�o me deixes assim. - Estou aqui, n�o vou a lado nenhum.
- J� n�o aguento mais. - Est� tudo bem.
- Deixa-me partir. Mata-me, Ryan! - O qu�? N�o, pai! O qu�?
- Estou em sofrimento, j� n�o aguento. - Pai!
- Estou preparado, quero morrer! - N�o, nem penses!
- N�o, n�o, n�o! - Ryan, est� tudo bem entre n�s.
- Est� tudo bem entre mim e ti. - Pai...
- Ryan... - N�o, n�o, n�o.
Est� tudo bem entre n�s os dois.
- O que queres de mim? N�o! - Eu perdoei-te, faz isto por mim!
Faz isto por mim, Ryan, pe�o-te! Ryan, suplico-te!
- Mas que raio? - Ryan!
- Por favor, Ryan! - Est� tudo bem.
- Ryan! - Vai � merda! Vai � merda!
- Ryan! - Vai � merda! Vai � merda!
- Que se passa? - Como �? Que fazes?
Estou a comer e beber.
- Onde est�s? - Estou em casa.
J�?
Sim, j� s�o... 03h00.
Merda!
- Onde est�s tu? - Estou na do meu pai.
Mostraste-lhe o combate?
Sim. Sim.
- Que fizeram, voc�s? - A ponta de um corno.
- Fic�mos em casa. - Porqu�?
A minha m�e fez asneira.
Lamento, isso � uma merda.
Apetece-me tanto arruinar-me, neste momento!
- Que tal amanh�? - Combinado.
Que a paz esteja contigo.
E contigo tamb�m. Adeus! Tamb�m de adoro, adeus!
- Isto � t�o estranho! - � muito estranho, n�o gosto.
Tenho uma coisa para ti.
MAM�
Mam�! Adoro, obrigada.
Vamos falar imenso, vais ter montes de perguntas.
- Vou tentar n�o te chatear muito. - Chateia, vou ter saudades tuas.
Tamb�m vou.
- � melhor ires por causa do tr�nsito. - Sim.
- Podes regar-me as plantas? - Todos os dias.
Este, aqui, � de luxo!
"Baseando-nos nos 12 Passos,
"oferecemos uma variedade de planos de tratamento comprovados,
"incluindo mas n�o limitados a ioga e medita��o,
acupuntura, terapia pela arte..."
- N�o quero arte. - A arte que se lixe.
Nada com arte.
"Terapia comportamental dial�tica", muito moderno!
Parece caro.
N�o temos dinheiro para nada disto.
- Estamos s� a ver. - Mas para qu�?
Estamos falidos, e eu n�o tenho seguro.
N�o vais voltar atr�s.
Eu arranjo dinheiro.
Isto vai acontecer.
N�o vamos viver mais assim.
Sim, vais gostar deste.
"Psicodrama: recupere as suas emo��es naturais."
Soa perfeito para mim.
- Estiveste com a Lisa? - Sim.
Aguentas-te?
Temporariamente, mas quero treinar, tens de arranjar algu�m.
Fecha a porta, senta-te.
- Como te sentes? - Estou bem, e tu?
Estou fant�stico.
- O que se segue? - Tu �s o treinador, diz-me tu.
O que queres?
Quero retomar os treinos, recuperar e combater.
A longo prazo.
Alguma vez pensaste em casar-te, criar uma fam�lia?
- N�o. - Tens 23 anos, como sabes?
S� sei que n�o.
- Pensaste em estudar? - Estou sempre a treinar.
Porque n�o fazes ambas as coisas?
- Porqu� isto, agora? - Quero que penses no teu futuro.
Como vai ser a tua vida, depois disto?
Durante quanto tempo vais combater?
N�o sei. Se me mantiver saud�vel, 10 ou 15 anos.
10 anos seriam um milagre. 15 anos? Esquece.
Tu conseguiste.
Eu nasci para isto, e fi-lo durante demasiado tempo.
N�o contes com mais do que tr�s anos, e estar�s falido antes dos 30.
Obrigado pelos conselhos. Falemos do meu pr�ximo combate?
- �s um grande atleta, Nate. - Obrigado.
N�o sei se ser�s grande lutador.
- Por causa de duas derrotas? - Porque te conhe�o.
A diferen�a entre decente e grande � abissal.
Sou capaz de derrotar qualquer pessoa neste gin�sio, neste momento.
N�o � uma quest�o de habilidade, � uma mentalidade,
uma doen�a mental que n�o vejo em ti, n�o �s esse animal.
- Estive lesionado. - N�o est�s a perceber, Nate.
Ent�o, o que queres dizer?
Neste momento, s� estou a ouvir...
Achas que n�o sou capaz de combater?
Eu tive sorte. Com a minha idade, a maioria est� falida ou morta.
Quero mais para ti, percebes?
Claro que consegues combater, mas n�o tens de o fazer.
S� melhor que eu.
Certo.
Vou treinar.
Digo aos meus lutadores para identificarem o medo deles,
roubar-lhes o poder, apoderar-se dele e seguir em frente.
Confronto direto � a �nica forma de sobreviver.
O medo mata.
Eu odiava estar nos bastidores antes de entrar, � quando os nervos batiam.
Porque achavas que tinhas uma escolha, Kenny.
Quando te trancam no ringue, a vida torna-se muito simples.
� preciso lutar.
Podes perder ou levar uma tareia, mas isso � s� dor, certo?
O medo dissipou-se, o teu prop�sito torna-se claro,
e isso � uma coisa linda.
Qual traz maior satisfa��o, vencer enquanto lutador ou treinador?
- Como lutador, nem h� compara��o. - A s�rio?
- Mesmo ao fim destes anos todos? - Sim!
Est�s a falar da diferen�a entre experi�ncia e observa��o.
Pessoas como o Jackson adoram puzzles e teoria, buscam sempre algo novo.
Est� a correr atr�s de um dem�nio, e eu respeito isso.
Eu c� quero estar l� dentro.
Quando se est� a combater, est�-se num plano mais elevado.
Instinto e fluidez tomam as r�deas, superamos o p�nico da ansiedade,
e a nossa mente fica num sil�ncio profundo.
N�o para,
fica apenas em sil�ncio.
Busco isso todos os dias.
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