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Original subtitles

ESTA � UMA HIST�RIA VERDADEIRA.

VERDADEIRA

OS EVENTOS DESCRITOS TIVERAM LUGAR NO MINNESOTA, EM 1979.

A PEDIDO DOS SOBREVIVENTES, OS NOMES FORAM ALTERADOS.

POR RESPEITO AOS MORTOS,

A HIST�RIA FOI CONTADA EXATAMENTE COMO OCORREU.

O presidente Truman mostrou-se confiante de que os Marines

conseguiriam repelir as tropas norte-coreanas,

que avan�am para sul atrav�s do paralelo 38.

FARGO Medo e Terror

Em consulta com os Departamentos de Defesa,

Truman ofereceu apoio militar ilimitado � Coreia do Sul,

sem solicitar uma declara��o oficial de guerra por parte do Congresso.

FARGO, DAKOTA DO NORTE

Mr. Lawrence, o mundo est� a assistir a fen�menos astron�micos estranhos.

De todo o mundo, chegam relatos de objetos inexplic�veis...

Tenho de te revistar, Otto.

Certamente, um cientista n�o acredita em tal absurdo.

N�o estou a dizer isso.

Dodd.

Como as cabe�as da Ilha de P�scoa.

- O qu�? - Silenciosas.

O Cheech diz que vamos viajar at� � lua.

- Tu e o Cheech? - N�o, idiota. Os EUA.

Eu disse-lhe para n�o ser est�pido. H� muitos chinocas para matar.

Esse Mao Tse pensa que vai mandar em tudo, e dominar o mundo.

� isso que queres?

Seres rei como o teu pai? Sentares-te no meu trono?

Para mim, tu � que est�s no trono dele.

Rei morto, rei posto. O mundo � assim.

Se n�o te agrada, escreve uma carta ao Napole�o.

Talvez tenhas vindo para te vingares.

Eu? N�o... S� quero um lugar � mesa.

N�o h� mesa nenhuma. Sou s� eu.

Todos os outros se sentam no ch�o.

Do que est�s � espera? Senta-te. Desvia o olhar.

Adoro esta parte.

Fizeste mal em trazer o mi�do.

O rapaz tem de aprender como s�o os homens.

Sim, mas ser� a �ltima li��o que...

Dodd.

Dodd!

Dodd!

Pensava que o Hanzee � que te acompanhava em trabalho.

O mesti�o est� em Luverne, � procura do teu tio.

- J� tens 15 anos? - Dezassete.

�s pequeno para a tua idade.

O teu pai quer que tenhas uma profiss�o s�ria?

Advogado, talvez.

A s�rio? Dava-nos jeito um advogado.

� isso que queres? Cumprir hor�rios?

Sempre achei que podia fazer o mesmo que tu.

Rachar cabe�as? Como te safarias s� com um bra�o?

Sei disparar uma arma.

E o que aconteceria quando precisasses de recarregar?

Posso mostrar-te. Encosta.

Encosta.

Como vai ser, "Wild Bill"?

Pronto?

Olha s� para ti.

O que precisas que fa�a?

Entra no carro, valent�o.

Filho da m�e.

L� est� ele. O Joe Bulo manda cumprimentos.

O que vais fazer, matul�o?

- D� c� um beijo. - Queres um beijo?

Eu dou-te um beijo.

O meu pulso.

D�-lhe um beijo, rapaz.

Depressa, antes que ele chegue ao coldre.

Ainda est� de p�. Bate-lhe outra vez.

Bate-lhe outra vez.

Quero um donut com cobertura de chocolate...

E um...

- Um tradicional. - Tradicional? Um tradicional.

Vamos, v� se acordas.

Eles pagam a conta.

Estamos em guerra. O Nixon declarou-a.

"A guerra contra o cancro."

Desde que n�o seja uma guerra contra mim.

N�o � contra si, � uma guerra contra o seu corpo.

- Isso n�o parece... - O nosso m�dico disse...

O Dr. Gerber?

Sim, o Dr. Gerber disse que seriam umas semanas de quimioterapia.

Disse que o detetaram cedo...

Achou que umas semanas de quimioterapia chegariam

e que ela estaria fora de perigo.

As an�lises ao sangue e radiografias n�o est�o muito bons.

Estou a piorar.

Se por "piorar" quer dizer que o cancro est� a espalhar-se, sim.

Mas h� um ensaio cl�nico que pode ser ben�fico.

Sim, claro que sim.

- Experimentamos qualquer coisa. - � um novo medicamento.

- Chamemos-lhe "Xanadu". - � o nome do medicamento?

N�o, � s� o que lhe chamam durante os ensaios.

O "Xanadu" tem tido resultados promissores.

E vou submeter-me ao medicamento como parte dos ensaios?

Sim. Ou isso ou um placebo.

Um placebo?

N�o entendo.

Para verificarmos a efic�cia de um medicamento,

devemos test�-lo num ambiente controlado

contra um n�mero igual de pacientes que n�o est�o a tom�-lo.

E esses pacientes que n�o recebem o medicamento, tomam...

� como um "Smartie". Conhecem os "Smarties"?

Espere, estou confuso.

Disse que a Betsy faria parte dos ensaios.

Vou receber o medicamento verdadeiro ou o falso?

N�o posso dizer-lhe. Quer que a inscreva?

Estou quase.

Este entrou de certeza.

- Ed? - Sim.

Tenho de ir fazer chichi.

Claro.

Talvez o tenhamos no outono.

J� nos imaginaste com um beb�?

Eu comprava o talho...

... viver�amos como tr�s folhados de salsicha.

Vamos precisar de mais espa�o.

O que disseste?

Uma casa maior. N�o � para j�, claro.

Mas imagina, se tivermos dois,

um menino e uma menina, v�o precisar de quartos.

E um quintal, se tivermos um c�o.

Talvez tenhas de adiar aquele semin�rio.

O qu�?

Pensei sobre isso.

N�o tenho dinheiro agora.

Vou precisar de 500 d�lares para comprar o talho.

A menos que encontremos um mais barato.

- Um curso mais barato? - Sim.

Para ser uma "eu" menos boa?

N�o, eu...

Estou a dizer que...

... na lista de prioridades...

... isto � o nosso futuro.

O talho.

As outras coisas, o curso de tric� e...

N�o � um curso de tric�.

Vai ajudar-me a alcan�ar o meu pleno potencial.

Claro, eu sei isso. Mas, querida...

J� �s t�o fant�stica.

N�o sei se saberia viver com algo melhor.

� melhor vestires-te.

Agora que resolvemos aquela confus�o,

hoje � o primeiro dia do resto das nossas vidas.

Posso ajud�-lo?

Temos carros para venda l� atr�s. Esse est� para repara��o.

Um Corvair de 1965.

"Leveza de m�os, de p�s e de esp�rito."

Nunca percebi o que significava.

N�o posso deix�-lo ver o interior.

Os pertences dos clientes tamb�m s�o da minha responsabilidade.

Faz parte da conduta.

Desculpe. Isso �...

J� lhe disse, os carros para venda est�o l� fora.

- Conhece o dono? - O Ed?

Sim, � o homem do talho.

Quer dizer, n�o... Nunca o tinha visto.

O homem do talho?

Agora, deixou-me a pensar que n�o anda a tramar boa.

Certo...

Eu estive no Vietname.

Chamavam-me "C�o Raivoso".

Tenha cuidado com...

- Tens saudades? - Do qu�?

Do pa�s. Da humidade, do calor, dos insetos? Tens saudades?

Deus me livre.

� a este sil�ncio que n�o consigo habituar-me.

A este inverno gelado.

N�o posso discutir com isso.

Estiveste nos t�neis?

"Mandem o �ndio", diziam eles. Que interessam as armadilhas?

Deem uma lanterna e uma faca ao Hanzee e enfiem-no num buraco,

a avan�ar debaixo da terra como um rato.

A matar vietcongues. A cortar-lhes as orelhas.

As orelhas?

Tinha de lhes enfiar a cara na lama

para n�o gritarem e acordarem os outros.

Onde raio guardas o desentupidor?

H� algum problema, Sonny?

- N�o sei. - Claro que n�o.

- H� algum problema, amigo? - Ele tem uma faca, Karl.

Sim, Sonny, eu tenho olhos.

Eu perguntei: "H� algum problema?"

- Ele parecia estar zangado. - Percebi essa parte.

Tens mais ideias � Einstein que queiras partilhar comigo?

Acho que era um �ndio.

Vai buscar o telefone. � melhor avisarmos a autoridade.

- O Sheriff, idiota. - Sim.

Surpreendeste-me, no fim.

- Com o dedo. - Gostaste?

N�o disse que gostei, disse que me surpreendeu.

D�s-me um cheirinho?

Receio que a tua fam�lia tome a op��o errada.

A Floyd � inteligente. Vai aceitar o dinheiro.

E o teu pai?

Ele? Talvez tenhas de o matar.

N�o te importas com isso?

Sabes o que me deprime? Perdi os anos sessenta.

Amor livre, �cidos, Woodstock.

Se acordasse um dia e decidisse chamar-me "Flower Rainblossom",

bastava chamar-me Flower Rainblossom.

Sim, mas os anos setenta estavam ao virar da esquina.

Como uma ressaca.

Sabes o que aconteceu � Flower Rainblossom?

Est� numa cl�nica de metadona em Bismark,

a prostituir-se para pagar o pequeno-almo�o.

Eu sei, mas pelo menos ter-me-ia divertido.

Seria livre.

Como quando sonhamos antes de acordar.

Vi que o �ndio saiu da cidade, ontem.

O Hanzee? O pai mandou-o � procura do Rye.

Ouvi dizer que matou uma ju�za.

Ou est� escondido ou est� morto.

De qualquer maneira, pode nunca mais aparecer.

Est�s a aborrecer-me. Pensei que �amos divertir-nos.

N�s divertimo-nos, querida.

Ainda sinto o teu dedo no meu rabo.

Era o polegar.

Quanto � reuni�o de hoje, achas que a Floyd vai concordar?

Aceitar� a proposta?

Pelo que sei, ela quer chegar a um acordo.

Dar alguma coisa, manter o resto.

- Foi ideia do Otto? - Do av�?

N�o, ele est� vegetativo.

V�o lev�-lo ao m�dico, para tentarem impedir que se babe.

A s�rio?

Qual m�dico?

Pensei em levar a Molly a pescar no gelo, este fim de semana.

Leva mais do que carne seca, desta vez.

Era o que o meu pai levava.

Sim, mas ela tem seis anos e � uma rapariga.

Vais ter de aprender estas coisas.

Ent�o...

Achas que devia...

... tratar-te de modo diferente? - Por favor, n�o.

Bem, avisa-me.

� melhor entrar e tomar as minhas p�lulas de a��car.

Carro 18, comunique. Escuto.

- Sou eu. - Eu sei.

Vai l�. Eu fico bem.

Carro 18, comunique. Escuto.

Um fanfarr�o indiano. Tinha cara de rato.

- N�o gostei do ar dele. - Assustou-me um pouco.

Desculpem, tive de levar a Betsy a um especialista.

E ent�o?

H� um ensaio cl�nico.

Um medicamento novo. Inscrevemo-nos para isso.

O que foi que perdi?

Um tipo �ndio pregou um valente susto ao Sonny.

Felizmente, o Karl estava a arranjar a canaliza��o e afugentou-o.

O que fez exatamente esse �ndio?

Encontrei-o aqui na oficina a olhar para o carro do Ed. Parecia muito interessado.

- Ed Renner? - N�o, o Ed Blumquist.

Trabalha no talho do Bud.

O carro � da esposa. Tem alguns danos frontais.

"Danos frontais" daqueles em que se atropela um homem

que matou tr�s pessoas no "Waffle Hut"?

O qu�?

N�o, isto foi um acidente ontem. O Bluth fez o relat�rio.

Os Blumquist bateram numa �rvore no cruzamento de Ice Patch.

O ramo atravessou a janela. Felizmente, a mulher sobreviveu.

Bateram � ida e � vinda?

Sim, j� tinha reparado.

A Peggy disse que bateu na porta da garagem, ao sair.

Encontrei peda�os de madeira no para-choques.

N�o estou a dizer que ela esteja a mentir, mas...

- A trabalhar at� tarde? - Sim.

N�o vais atender?

Vou.

Obrigada por se reunirem comigo

e por nos darem tempo para considerar a vossa proposta.

Pedi ao banco para mediar o encontro, como parte neutra.

Como se sentir melhor. Est� na sua cidade.

- Onde est� Mr. Milligan? - Teve outro assunto em Kansas City.

Demos-lhe 48 horas para pensar. Temos um acordo?

N�o.

Mas tenho uma contraproposta. Consider�vel.

Em vez de uma venda direta, pagaremos um milh�o em dinheiro,

mais 20 por cento do nosso territ�rio no Minnesota.

Tamb�m descontaremos as taxas de transporte

em todas as mercadorias de Kansas City.

25 por cento durante os primeiros cinco anos.

Em troca, manteremos o controlo total das nossas opera��es.

A Fam�lia Gerhardt continuar� a controlar o Dakota do Norte,

juntamente com Kansas City.

Uma parceria, n�o uma venda.

� a nossa oferta. Achamo-la bastante razo�vel.

- Entendo. - Agora...

N�o sei, talvez quando olhe para mim veja uma velhota.

� verdade que tenho 61 anos.

Tive seis filhos, abortei tr�s vezes.

Dois dos meus filhos vieram comigo hoje.

Dois foram nados-mortos.

O meu primeiro filho, Elron, morreu na Coreia.

Um atirador chinoca arrancou-lhe metade da cabe�a.

A quest�o �...

... n�o presuma, porque sou uma velhota,

que a minha espinha � fraca e as minhas entranhas n�o s�o fortes.

Fa�o esta contraproposta

porque um acordo � sempre melhor do que uma guerra.

Mas n�o se engane,

lutaremos at� ao �ltimo homem para preservar o que � nosso.

� uma mulher com car�ter. Queria ter conhecido o seu marido.

N�o...

O meu marido t�-lo-ia matado assim que o visse.

Tem sorte em estar a falar com a mulher dele.

Fico feliz por isso.

Se dependesse de mim, aceitaria a sua contraproposta.

Ser�amos parceiros.

Mas pergunto-me,

se fizermos este acordo, se dividirmos o territ�rio

e n�s nos instalarmos,

pode garantir que os seus rapazes cumprir�o?

Os meus filhos obedecem � m�e.

�timo...

Exceto que est�o aqui dois dos meus homens,

que foram atacados esta manh� enquanto compravam donuts

pelo seu filho mais velho.

Atacados em tempo de paz, durante um per�odo de delibera��o,

sem provoca��o.

- Eu fui provocado. - Cala-te.

Os meus filhos cumprir�o.

� esse o problema dos neg�cios de fam�lia.

Se um dos meus homens me desafia

e p�e um neg�cio em perigo, eu arranco-lhe um bra�o.

Se falar quando n�o deve, arranco-lhe a l�ngua.

Mas com os seus filhos e os seus netos,

o que est� disposta a fazer para nos mostrar que est� comprometida?

Falarei com o meu filho. Esta parceria ir� manter-se.

Vais deix�-lo vir aqui desrespeitar-nos?

- Desrespeitar o pai? - Sil�ncio!

Um bando de maricas engravatados, com as canetas nos bolsos.

- Vou palitar os dentes com... - Levem-no!

Larga-me!

- Pe�o desculpa. - Ele � um homem orgulhoso.

O pai dele construiu um imp�rio e ele s� quer o que lhe pertence.

- Ele obedecer�. - N�o.

N�o me parece que o fa�a.

Espera.

Quem foi o idiota?

Entra pelo banco do passageiro.

Passa para o outro lado.

Despacha-te.

- Qual � o problema? - Acho que afoguei o motor.

Leva-o para dentro. Depressa!

O Joe Bulo manda cumprimentos.

A sua proposta foi rejeitada.

Vamos baixar o nosso pre�o em dois milh�es.

Porque a respeito a si e � sua fam�lia,

vou dar-lhe uma noite para pensar no assunto.

Qualquer resposta que n�o seja a rendi��o incondicional,

e erradicarei todos os Gerhardt � face da Terra.

- Ol�, Bud. - Onde raio te meteste ontem?

Sim, desculpa l� isso.

A Peg teve uma emerg�ncia, sabes como �...

Sabes aquele cheque que me deste para o adiantamento?

- Sim. - Veio devolvido.

N�o...

Eu verifiquei a conta. Mas enfim, tenho o capital.

Isso n�o sei, mas o cheque que me deste n�o tinha cobertura.

H� outro comprador em Sleepy Eye.

Quer estar mais perto da m�e que est� doente.

Ofereceu mais do que tu.

Eu vou mudar-me para a Fl�rida, por isso...

Bud, eu tenho o capital.

Deixa-me ligar para o banco e esclarecer esta hist�ria.

Hoje � ter�a-feira, podemos combinar para sexta.

Se n�o arranjares o dinheiro, vendo ao outro comprador.

Como te disse, ele mora em Sleepy Eye.

V� o que se passa com a trituradora, est� a fazer um ru�do estranho.

Querido, onde est� o teu casaco?

Querida, tu...

Fal�mos sobre isto. N�o t�nhamos falado sobre isto?

O que aconteceu? Encontraram sangue no carro?

N�o, � acerca do talho.

N�s t�nhamos um acordo, eu e o Bud.

Passei-lhe um cheque pelo adiantamento.

- E agora, ele disse... - Querido...

Disse que o cheque foi devolvido por insufici�ncia de fundos.

Liguei para l� e...

- Concord�mos, certo? - Bem, n�s nunca...

Tu disseste-me, mas eu nunca...

Agora h� outro comprador em Sleepy Eye que vai ficar com a loja.

Ele n�o pode fazer isso. Voc�s tinham um acordo.

Sim, mas o cheque foi devolvido. Fundos insuficientes.

Fal�mos sobre isto.

Se queres dizer que tu falaste

e depois eu tamb�m falei, acho que sim...

Mas n�o sei se ouviste alguma coisa do que eu disse.

Querido... Desculpa, a s�rio.

Mas este curso de que te tenho falado,

o "Lifespring", � muito importante.

Mais importante do que o talho?

Talvez. Pelo menos, para mim.

Tens de recuperar o dinheiro. Imediatamente.

Liga-lhes e diz que lamentas, mas precisas do dinheiro para...

Porque na sexta-feira ele vende ao tipo de Sleepy Eye

e depois estamos...

... tramados.

- Est� tudo bem? - Preciso do dinheiro do curso.

- J� o enviei. - Quero-o de volta.

O Ed diz que podemos perder o talho.

"O Ed diz"? Alto e para o baile.

Chega aqui. Senta-te.

Olha para o espelho e diz-me o que v�s.

- N�o sei, uma rapariga? - J� tens o per�odo?

Qual rapariga? �s uma mulher.

Uma mulher forte, bonita e vibrante.

E nenhum homem deve poder dizer-te o que fazer.

Nem com o teu corpo nem com o teu dinheiro.

Quanto te pago aqui?

- 600 d�lares por m�s. - E tens poupado?

O Ed e eu guardamos um ter�o todas as semanas, menos as...

Ent�o, s�o 200. Deste-me 500 para o curso.

S�o dois meses e meio de poupan�as.

� dinheiro teu para gastares como quiseres.

Mas eu entendo, � isso que fazemos.

Abdicamos das nossas necessidades em nome dos homens,

em nosso detrimento. Mas isso acabou-se.

Diz comigo: "Isso acabou-se." Muito bem.

Vais para Sioux Falls, vais fazer este curso

e vais ser a melhor Peggy Blumquist que puderes ser,

e ningu�m voltar� a dizer-te como deves viver a tua vida.

Que diabo?

Lou.

N�o me convidas para entrar.

- Vou fazer um caf�. - N�o quero, obrigado.

Vi o vosso carro na oficina.

Sim, derrapei no gelo a caminho do trabalho.

A culpa foi minha, estava com a cabe�a noutro lado.

Saiu da estrada e foi contra uma �rvore.

Foi uma sorte ela n�o ter morrido.

Passa-se alguma coisa?

N�o, eu s�...

Desculpa. Entra, senta-te.

Quero deixar algo bastante claro.

Posso ajudar-vos, mas t�m de ser sinceros comigo.

O que...

Se eu examinar o interior do carro, vou encontrar sangue?

O Ed magoou o pesco�o, mas n�o sangrou.

N�o combateste na guerra, pois n�o?

N�o. Para todos os efeitos, nasci s� com um rim.

H� um olhar que se tem quando se foi alvejado

ou se pisou uma mina,

e se est� deitado na lama, a tentar levantar-se,

porque ainda n�o se sente o que aconteceu.

O c�rebro ainda n�o acompanhou a realidade que �...

... a pessoa j� est� morta.

Ed, ele est� a assustar-me.

Mas n�s vemo-la. Os outros.

E mentimos.

Dizemos, "N�o te mexas. Vais ficar bem."

Se tivesses estado na guerra, conhecerias esse olhar.

Tu e a Peggy t�m esse olhar.

Ainda acham que se salvam. N�o fazem ideia do que est� para vir.

Lou, eu...

... estou a ser sincero contigo.

Derrap�mos no gelo, s� isso. Podia ter acontecido a qualquer um.

O Ed nem ia depressa.

O homem que atropelaram chamava-se Rye Gerhardt.

Batemos numa �rvore, j� dissemos.

Est�vamos a discutir e o Ed virou a cabe�a.

- Aconteceu num piscar de olhos. - Rye Gerhardt.

E a fam�lia mata pessoas em troca de dinheiro.

E eles v�m a�. Talvez j� tenham chegado.

O que quero dizer, e � melhor ir direto ao assunto,

se fizeram algo, se cometeram um erro e entraram em p�nico,

agora � a altura de confessarem. Agora mesmo.

Ainda podemos resolver isto.

Mas, se eu tiver raz�o, essa oportunidade perde-se

e voc�s t�m a cabe�a a pr�mio.

Ouve...

Est� a exceder-se.

Queremos que saia.

Sem ofensa, mas pedimos-lhe que saia.

� verdade, Ed?

Est�s a pedir-me que saia?

Lou, talvez seja melhor.

Foi um acidente. Mais nada.

Est� bem.

Fa�am um favor a voc�s mesmos e tranquem a porta.

M�e.

Estamos todos reunidos. Precisamos de saber.

O que queres fazer?

Vamos para a guerra.

- Querido? - Sim, sou eu.

- Devias voltar para a cama. - Est�s � espera de algu�m?

Nem por isso. N�o conseguia dormir.

Acho que te deram o medicamento verdadeiro.

A s�rio?

Esperas ou achas que sim?

Estamos desequilibrados.

- Tu e eu? - O mundo inteiro.

Distingu�amos o certo do errado.

T�nhamos uma base moral.

E agora...

Devias ir para a cama. Eu vou ficar aqui um bocado

para garantir que ficamos seguros.

Transcri��o: cravas72

Tradu��o e Legendagem Jorge Filho

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