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Original subtitles

UMA S�RIE DE ANIM� ORIGINAL NETFLIX

Sou Lirrak, ratinho. M�e dos Oceanos e das Tempestades.

N�o serei contida!

O fim � inevit�vel.

O Slyrak enlouquecer� em breve e estar� morto.

J� dev�amos estar a caminho.

DIZER AS PALAVRAS

- Presumindo estarmos no caminho certo. - Sei voltar para casa.

Devias tentar dormir na minha tenda.

Est�s com p�ssimo ar.

N�o vais gozar-me?

Dizer que tendas s�o para princesas e nenhum Cavaleiro Drag�o�

- O que tens tu? - Estou a morrer.

Chama-se ressaca.

Faz a trouxa, j� estamos tr�s dias atrasados.

Merda�

- Briga de namorados? - N�o somos. N�o � isso.

Parece ser f�cil discutir com ela. Se n�o � ela, ent�o�

N�o �.

- Se o dizes� - Digo pois!

Ent�o?

� por aqui.

- N�o gostas muito dela. - Gosto quanto baste.

Nunca tentaste dar-lhe ordens.

� o teu tique. Eu reparo nestas coisas.

Alto!

Drag�es voadores. Juntemo-nos, podem preferir um alvo menor.

� territ�rio de ca�a. N�o d� para contornar.

Porque sorris?

- N�o sorrio. Temos� - Vi dentes.

Est�s feliz.

Ser� bom ter um problema que sei resolver,

como n�o ser comida de drag�o.

Ca�am pelo movimento. Fiquem escondidas e quietas.

- Ou acabamos como o veado. - E se n�o houver abrigo?

Encontra-o.

O que est�s a desenhar?

N�o � m�gico, pap�?

Que nome lhe dar�s? Um nome traz poder.

Devo estud�-la antes de nome�-la, para escolher o nome certo.

Bem pensado. Tenho de mostrar-te algo.

O lar.

M�e�

- Lamento. - Talvez ela venha visitar.

Sabes que n�o vir�.

Tamb�m sinto a falta dela. N�o fiques triste.

Crian�a m�gica.

- Mostra-me, Filomena. D�i-te? - S� um pouco.

Sensibilidade ao toque.

Veias, hematomas, eczema. H� quanto tempo os tens?

Desde que deix�mos a m�e.

Achei que desapareceria. N�o quis preocupar-te.

O que foi? O que tenho eu, pap�?

- Estou bem? - Claro que sim.

Tens-me a mim.

Acampemos aqui.

Ser� seguro para passar a noite.

- Ela fala contigo. - A Fymryn? Sim, sobre a vida, as �rvores.

Sabias que sabe 87 palavras para "luar"?

- N�o consigo pronunciar nenhuma. - Parece encantadora.

N�o te disse mais nada?

- Nada sobre mim ou� - Pareces ciumenta, princesa.

Tanto rugido afetou-te os ouvidos.

- Parece-me bem. - Condi��es de luxo.

- Estavas a dizer? - Nada.

Far�o uma festa de pijama.

Conversar toda a noite.

Que queridos�

Est�s calada.

Estou s�

N�o me dou bem sozinha.

Tens sorte em ter a tua tribo contigo.

- Valham-me os deuses. - Desculpa, pensei�

N�s os tr�s?

N�o somos�

� ent�o verdade que os humanos t�m s� um amante.

- De cada vez, normalmente. - Uma pessoa?

- A mesma pessoa todas as noites? - Como lidas com mais?

Entendo, quantas mais, melhor, em alguns casos, mas�

Davion.

Devem acotovelar-se, o que n�o � bom.

� verdade, somos mais, h� mais altos e baixos, mais discuss�es,

mas somos fam�lia, estamos sempre juntos.

A tua tribo espera-te em Coedwig?

N�o.

Ningu�m espera por mim.

A Ordem da Lua Negra garantiu-o.

- Lamento. - N�o te atrevas a ter pena dela.

- � obra dela, a sua escolha. - Espera�

Ego�sta, est�pida.

Para qu�? Mortes sem sentido, uma guerra que ningu�m queria.

Foste at� Bosque de Nightsilver,

roubaste os l�tus e o sangue est� nas tuas m�os.

Agora vais dizer-me qual � a jogada.

- A esta dist�ncia tendo a acertar. - A minha fam�lia morreu.

- Foram massacrados. - N�o fa�amos isto aqui.

Traspasso-te com a flecha. Porque escondeste quem eras?

- Porque n�o disseste nada? - S� quero ir para casa.

- N�o me contaste� - N�o podia mostrar-lhe que sabia.

Tinha de saber o que ela n�o dizia.

Ocultaste-me as coisas. Usaste-me.

Tentei contar-te, mas estavas ocupado a travar amizade.

- N�o travo amizade� - E n�o falas comigo.

Terei feito algo para merecer o teu sil�ncio,

podias dizer-me o qu�.

N�o fizeste nada. Precisamos dela.

Vou � procura dela, antes que um Jovem Wyrm a encontre.

Fymryn, volta. N�o � seguro!

Sei que andas por aqui.

A Mirana n�o disse aquilo do cora��o.

Bom, n�o tudo. Viste do que os Jovens Wyrms s�o capazes.

Devoram-te viva e n�o quero isso a pesar-me na consci�ncia.

Volta, por favor.

J� todos perdemos demasiado.

Nem acredito que ficou do lado dela. � loucura.

Nunca conheci ningu�m mais gentil, corajoso�

Tirando tu, claro. Ou mais sincero.

Mas o ju�zo de car�ter� Ela destruiu-nos as vidas.

Sei que optei por n�o dizer nada,

logo, tenho parte da culpa, mas�

Tens raz�o, devo dormir sobre o assunto.

Falo com o Davion de manh�. Ele vai entender e ouvir.

Obrigada, Marci.

Sabes sempre o que dizer.

� lua de Mene oramos.

Que o luar crescente nos ilumine.

- Boa noite. - Boa noite, pap�.

N�o est�s a dormir.

A flor brotou de dois tipos de flores.

Filomena�

Nem crescem perto uma da outra.

- S�o h�bridos. - Incr�vel.

Como a tua capacidade para mudares de assunto.

Para a cama.

- O que � isto? - Os movimentos das flores.

A maioria acompanha o sol.

Heliotropismo.

"Heliotropismo."

Esta n�o. Esta acompanha a lua.

N�o � maravilhoso?

Indescrit�vel.

� noite de lua cheia.

A doen�a alastrou para o sangue.

Ervas, magia, nenhum tratamento � eficaz.

Li todos os livros, consultei todos os acad�micos e curandeiros.

Todos� Nada.

Fizemos tudo, mas � imposs�vel vencer a morte.

- Nada pode mudar isso. - Posso eu.

Talvez um deus. A m�e dela.

Desapare�am!

Levanta-te, querida.

Vamos viajar para al�m das montanhas.

- Vamos visitar as flores? - A tua m�e.

A tua amiga voltou.

Roubou os l�tus.

Outra vez.

Foi por aqui, para territ�rio dos drag�es voadores.

M� forma de morrer.

Descansa, aquela elfa � dif�cil de matar.

Encontraram-na.

Cochi.

Bem disse ser dif�cil de matar.

Abrigou-se na gruta, espertalhona.

N�o � apenas uma gruta.

� um ninho.

Fymryn!

Escuta bem.

Vou tirar-nos daqui, mas tens de fazer exatamente o que eu disser.

Aqui! E foge!

Foge!

Merda!

Esperas algum convite ou qu�?

Usa a tua magia, seja o que for.

- N�o posso, n�o com a caixa. - Ent�o, d�-ma.

Vale a pena morrer neste buraco por causa do raio das flores?

Tem de valer.

- Porque as roubaste? - Pelo que fiz�

N�o posso devolv�-las a Selemene.

N�o pode ter sido por nada. N�o esquecerei nunca!

- Ent�o, tamb�m n�o saio. - Porqu�?

N�o deixo que morras sozinha.

Desde mi�do, achava que o meu prop�sito era matar drag�es,

para que mais nenhum mi�do tivesse de ver a fam�lia morrer.

Soube depois n�o ser assim t�o simples. Tenho um monstro dentro de mim.

Um drag�o.

Um dia, ele sair� e eu n�o voltarei.

Mas, se vou morrer, quero que tenha significado.

Para j�, � a Mirana. Devo-lhe tudo, n�o lhe vou falhar.

Acredita, esquecer n�o tira significado ao teu passado.

Morrer aqui, agora, � que tira.

Significa que n�o aprendeste nada.

N�o posso levar-te comigo.

Eu fico bem. Fa�o uma loucura ou uma estupidez,

mas descansa, a loucura e a estupidez t�m dado resultado.

For�a!

O que aconteceu l� dentro? O que te aconteceu a ti?

O que foi?

Tenho algo a contar-te. Sei que j� o devia ter feito,

mas carregavas um fardo enorme e n�o precisavas do meu.

Obrigar-me-ias a ficar.

Estou a ouvir, basta falares.

Sei que est�s a�.

Dev�amos ser n�s a seguir-te, n�o o contr�rio.

Os drag�es voadores s�o perigosos, mas a minha gente?

- Precisam de uma guia. - Podemos arranjar outro.

N�o podemos.

Sei que n�o confiam uma na outra, mas podem ambas confiar em mim.

Vamos todos para o mesmo s�tio, dev�amos ir juntos.

Julgo poder aprender a viver contigo.

- Concordo. - Est�o a ver? Amigas. �timo!

Algu�m sabe alguma can��o?

Aprendi uma com os drag�es, mas n�o � muito boa.

Deixaste-me, abandonaste-me.

A Filomena est� doente, al�m da capacidade dos curandeiros.

Precisa de ajuda, da tua ajuda. Precisa da m�e.

Levaste-a por te recusares a adorar-me.

Agora voltas, a implorar que te salve.

A mim n�o, a ela.

M�e�

- Falhaste para com ela. - Aprendi os meus limites.

Todos os temos, at� eu tenho limites.

Precisas de algo de mim, eu preciso de algo de ti.

- Diz. - Devo��o, f�.

Ajoelha-te, diz a prece, presta-me culto.

- � a tua filha. - E a tua escolha.

Presta-me culto e corrige todos os teus erros.

Eu�

Eu sou teu, Selemene.

- Tens a minha devo��o e f�. - Amas-me?

Amo-te.

E tu, crian�a. Diz a prece.

N�o.

- Filomena, diz. - N�o digo.

�s minha m�e, n�o a minha deusa.

- Quero a minha m�e. - Diz a prece.

Nada sabes sobre as flores que crescem na montanha.

- Filomena� - Adoro-te, n�o te presto culto.

- Quero a minha m�e. - Selemene, � s� uma crian�a.

N�o sabe o que diz.

Tens-me a mim.

Venceste. Cura-a! Tens esse poder!

Por favor, Selemene! Volta!

Volta.

BASEADO NO VIDEOJOGO DOTA 2, DA VALVE

Legendas: Paulo Fernando

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