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ESTA LOIRA É UM DEMÔNIO
Isso mesmo, Freddie! Não espere muito tempo entre os tiros.
Ou o seu dedo pode mudar de ideia.
Atirar não tem nada a ver com a mente. É uma questão de instinto.
Aí vai você! Mais uma vez, puxou o gatilho muito rápido,
você só tinha que apertar suavemente.
Como quando você aperta um saco cheio de ratos mortos.
Está melhor, querida. Como um saco cheio de ratos...
Esse foi o sexto. Posso brincar agora com a minha boneca, vovô?
Solte essa boneca e aprenda primeiro a atirar. Carregue o seu revólver.
Este é um país perigoso, jovenzinha. O revólver é o melhor diálogo por aqui.
Seja uma boa atiradora e você não estará em apuros.
Você não tem mãe, nem pai, e eu sou apenas um velho.
Quem sabe onde estarei quando você florescer e virar uma garota?
Provavelmente no cemitério, e apenas os coiotes vão passear pelo meu túmulo.
Esse revólver será a sua mãe, o seu pai e o seu irmão mais velho.
Então atire, mocinha. Aprenda a atirar direito.
Pronto, aqui estamos.
- Vamos lá, agora. - Sim, senhor.
Isso mesmo! Minha garota! Agora um para o papai.
Um para a mamãe.
Um para o irmão mais velho.
Ótimo. Um para aquele garoto, que vive lá embaixo.
Nós criamos as crianças onde elas são melhores.
Agora você só precisa praticar muito.
Assim você irá se virar muito bem neste mundo perverso.
- Posso brincar de boneca agora, vovô? - Sim, você pode brincar de boneca.
Pobre Freddie, uma pequena órfã.
Mas sabe como atirar!
O que você está falando? Nós respeitamos a lei aqui, não é o velho oeste.
As pessoas aqui não atiram sem motivo.
Pelo amor de Deus, Freddie, o que você quer alcançar?
Eu não sei. Essas coisas acontecem. Isso pode acontecer com todos, só isso.
Não é tão ruim. É pior apenas nos primeiros 10 anos, mas você se acostumará depois.
- É o que dizem. - O quê?
Mas por que você atirou nele, Freddie?
Se queria resolver algo, deveria tê-lo empurrado para fora da janela,
empurrado para dentro de um poço, ou nos cavalos, ou bater nele no pântano ao luar.
Por que você teve que atirar nele?
Estava com ciúmes, eu acho.
- Você sabe como as garotas são. - Eu sei?
Eu estava sentada em uma mesa com apenas dois caras.
Blackie estava na mesa ao lado e me ignorou, por conta de nosso envolvimento,
e por causa de sua nova namorada.
Ela se chama Roulette. Eu não queria mostrar como estava com raiva.
Eu não daria a ela esse prazer. Estava apenas fazendo o meu trabalho.
Com licença, senhores. Faça-nos um favor e cante uma música, Freddie.
É por isso que sou paga, então não é bem um favor.
- Nos dão licença, senhores? - Aqui vou eu, mas não se esqueçam de mim.
- Impossível. - Vejo vocês depois.
- "Toda vez que eu te encontro." - Claro.
Toda vez que eu te encontro,
eu te encontro pela primeira vez,
como se nunca tivéssemos nos conhecido antes.
Toda vez que eu te beijo,
eu te beijo pela primeira vez,
e meu coração continua pedindo por ti,
por mais.
Eu tenho que pegar a minha bolsa. Querido, leve-me para o quarto.
Tenho medo de todos esses homens.
Bom, acho que vou indo, então.
O momento é maravilhoso e o sentimento é novo.
Toda vez que me deixas,
levas meu coração junto.
Eu me apaixonei pela primeira vez,
e também pela última vez.
Toda vez que eu te encontro,
eu te encontro pela primeira vez,
como se nunca tivéssemos nos conhecido antes.
Toda vez que eu te beijo,
eu te beijo pela primeira vez,
e meu coração continua pedindo por ti,
por mais.
Toda vez que me animas,
é como se fosse a primeira vez.
O momento é maravilhoso e o sentimento é novo.
Toda vez que me deixas,
levas meu coração junto.
Eu me apaixonei pela primeira vez,
mas também pela última vez.
Aqui está você!
Entendi. Então você não atirou intencionalmente no Alfalfa J. O'Toole.
- No Alfalfa J. O' Toole? - Juiz da Corte e Tribunal dos EUA.
- Foi ele quem gritou? - Você o culpa por isso?
E onde estavam Blackie e sua namorada?
Talvez debaixo da cama. Como eu saberia?
Estamos interessados na pessoa que estava sobre a cama. O Alfafa J. O'Toole.
Ele deve estar terrivelmente irritado.
Se ele estiver vivo, talvez "irritado" comece a descrevê-lo.
Talvez ele não se lembre do meu nome. Talvez tenha esquecido pela situação.
Ele se lembra do seu nome, pode escrever uma declaração de que se lembra do seu nome.
- Uma declaração de 3 metros de altura! - Quando eu pegar o Blackie!
Um homem é um homem, e uma nova chance virá até você, Freddie.
Sua mente está confusa... Isso é natural.
Olhe para mim, por exemplo. Estou sentado com você nessa masmorra.
- Até eu estou sentado aqui... - Você está aqui e... e daí?
- Eu tenho o direito de ficar sentado, não? - Apenas continue sentado.
Abra a porta, imediatamente! Veja só o que você fez!
Coloque a cama dela ali. Tome cuidado.
Coloque ali, por favor.
- O que está acontecendo aqui? - O juiz ainda está com raiva, Joe?
Se ele tem raiva? Não apenas isso, ele está borbulhando de raiva, mas não irá explodir.
- Eu lhe trouxe algo para comer. - Obrigada, Joe. E também pela cama.
Talvez eu devesse me desculpar por isso. Provavelmente eu tenha que me desculpar.
- Leve-me a ele, direi o quanto sinto... - Eu não posso!
Eu tenho direitos, Ambrose.
- Direitos Legais. - Que tipo de direitos legais?
Você tem direito a uma ordem judicial e sabe quem assina o mandato?
- Eu posso imaginar quem assina... - Isso mesmo. O Juiz Alfalfa J. O'Toole.
Eu não pedi nada de mais, Ambrose. Nunca colocaria você em apuros por nada...
Eu não vou nem considerar isso, Freddie. Só quero ter a certeza
de que você deixou o seu revólver, e ficou do meu lado a cada segundo aqui.
E com quem mais eu gostaria de estar a cada minuto, Ambrose?
Aguente! Se você não se mexesse tanto, eu já teria retirado.
Aqui está! Hum, perdeu-se de novo, acho que ainda está aí.
Nós teremos que tentar de novo.
E você fica feliz com isso, não é? Seu velho!
De todos os açougueiros... Ah! Eu vou me vingar por isso!
Sim, sim. Ah, aqui está. Esse não é o botão da sua calça?
Impossível. Tem um formato diferente. Não é um botão, porque é mais grudento.
Não, não pode ser o botão. Bem, acho que é esse mesmo!
Não fique nervoso. O que é uma pequena briga entre amigos?
Entre amigos?
Eu nunca a tinha visto e ela atirou em minhas costas.
Eu vou puni-la e colocá-la na solitária até que ela converse consigo própria!
E se o ladrão daquele xerife permitir apenas uma única visita...
- Vá embora e fique longe daqui! - Não entre aqui.
Oh, olá, meu amor.
Ouvi bem sobre atirarem em você, no quarto de uma mulher por sua "enamoratus"? (Amante)
- A palavra "enamoratus" não existe, senhora. - Quem é o corretor?
- Senhora, eu sou médico. - Pode ir. Vá para casa e espere por mim.
- Eu explicarei tudo. - O que fazia no quarto dela?
No quarto dela?
- Isto é um quarto? Eu não sabia disso. - Bem, você não está sentado em um fogão.
- Apenas some 2+2 para entender. - Por favor, não se meta!
- Foi o Doutor quem me colocou na cama. - Você foi alvejado numa cama! - Como soube?
- Toda a cidade sabe! - O quê? - É uma fofoca muito recente para todos.
Um cara velho como você em volta de uma loirinha, vem uma enamorada e atira em você.
- E acertou em cheio! - Ouça-me, Elvira. Eu fiquei com tontura.
Você sabe como fiquei nervoso desde que começou a cozinhar com a sua irmã.
Então, o Joe me trouxe aqui para relaxar e não atrapalhar ninguém.
- Por que você não se sentou lá embaixo? - Onde? Na mesa de cartas?
- Então você estava totalmente sozinho? - Sim, completamente sozinho.
- E o que aconteceu depois foi... - Entrou a 'enamoratus' e atirou em você.
Quem é a 'enamoratus'?!
Você confiará em mim se eu trouxer a mulher que atirou?
E o homem que ela supostamente deveria ter acertado, ao invés de mim?
Não, mas eu gostaria de ver você admitindo isso.
Doutor, traga-a aqui, e se precisar de algum documento, eu assinarei!
- Ela treinará para dizer o que você quiser. - Contem com isso, senhores!
- Então, a quem esse quarto pertence? - Eu não disse nada.
Provavelmente pertence ao hotel. Aqui se parece com um quarto de hotel.
- Esse não seria o quarto de uma garota? - Eu não sei, nunca estive em um.
- Então isso pertence a um garçom? - Como é que eu saberia? - Ou isso?
Eu não sei! Eu não sei de nada! Eu nem sei o que é. Eu acho...
Não importa quem seja, não entre!
Olá! Como você se sente, docinho? Você ainda está "animadinho"?
Não deixe sua coisinha ficar com raiva!
- O que está fazendo nesse quarto? - Por que eu não estaria aqui?
- O que está fazendo com minhas roupas? - Suas? É o que eu queria saber, Alfafa.
Agora que acha que sabe tudo, por que não vai para casa?
- Por que sua mãe está tão chateada? - Mãe?!
Não, por favor!
- Olá. - Olá. - Olá. - Olá, também para vocês.
- O que acham que isso é? Um churrasco? - Eu comecei a pensar que sim, senhor...
Pare com isso e vá embora!
Se precisar de mim, venha ao tribunal quando eu puder me sentar.
- Por que eu tenho que pensar nisso? - Ela se arrependeu e quer lhe falar.
- O quê? Eu vou acabar com você... - Não se exalte, não abale a sua condição.
Traga-me aqui essa pequena cobra. Eu irei acabar com você, garota...
- Por que deixaram essa mulher em liberdade? - Eu não a deixei em liberdade.
- Ela está se sentindo mal sobre isso. - Ela está de coração quebrado, Excelência.
Graças a Deus você está vivendo, em vez de estar e uma sepultura solitária!
Eu não irei enferrujar tão cedo.
Por que ele iria para tumba por conta de uma balinha?
- Você entende muito disso, não, Conchita? - Não é nada! Vire-se para mim.
- Vire-se, querido, e mostre-lhes. - Pare de chamar meu marido de 'querido'.
Sinto muito, Sr. Juiz. Se há um homem a quem eu nunca faria...
- Afaste-se do meu marido. - Por que você não vai para casa?
Eu não penso nele como um marido.
Não, não penso nele como um homem, eu penso nele como um pai.
Um pai que perdoa, que coloca os braços em volta de mim.
- Ai, "papi"... - Se puder achar algo em seu coração para me perdoar...
- E imaginar que isso nunca aconteceu. - Com uma arma cheia de balas?
Não foi planejado acertar você. Nem a ninguém...
Eu mal consigo distinguir o tubo da arma com o cabo...
Eu nem sei como apareceu na minha mão. Apenas vi aquele bastardo vestido de preto,
a quem eu comprei gravatas, e que me encheu de joias.
E ele estava lá com outra. O que eu deveria fazer?
Você não deveria ter atirado em mim, por exemplo.
- Olhe em meus olhos, Sr. Juiz. - Não faça isso, Alfafa.
Não dê ouvidos a ela. Está chateada essa noite. Pense no que as pessoas irão falar,
quando você me deixar ir: "Aqui está um homem com um grande coração,
- "mesmo depois de levar um pequeno tiro." - Um "pequeno"?
Alguns homens ficariam bravos como um urso com patas feridas.
- Não é minha pata machucada, querida. - O honorável juiz Alfalfa a libertou.
Ele a perdoou. Ele afagou-a com suas mãos e disse: "Eu a perdoo".
Você descreveu uma bela fotografia.
É o que você quer. Diga ao xerife para me deixar ir.
- E assim que ficar de pé, nós vamos... - Não faça isso, Alfafa.
Venha e me guie para o caminho certo. Preciso de sua ajuda, de seus conselhos...
- Eu preciso de um pai. - Oh! "Papa"!
- Bem, acho que você não mirou em mim. - Claro que não, Excelência!
Sabe que não fiz isso. Eu nunca conseguiria machucar um homem.
Eu sou uma pessoa gentil, dona de casa. Pode perceber isso.
Olhe em meus olhos de novo, olhe bem.
Eu cuido disso. Aqui está ele.
Queria me ver, juiz. Soube que um mal entendido aconteceu...
Eu não tenho conexão. Mas se puder ajudar...
Você não tem nada a ver com isso, certo?
Devo crer que não tem conexão com aquelas penas francesas, não?
- Você já aprontou com todas as garotas. - Pare com isso! Não vale a pena.
- Hipócrita mentiroso. - Ei, espere um minuto! - Acha que pode me passar a perna, não?
Nem sei do que você está falando, querida. Deve ter nos confundido com outro casal!
Ah, é mesmo?
Ah, aqui está você, minha linda! Espero não ter criado problemas.
- Não como os que causarei a você! Sua... - Não, não, Freddie!
- Você precisa de conselhos e orientações. - Não, eu preciso de um revólver! - Salve-me!
Me dê isso! Me dê isso!
- Cuidado! Você não diferencia uma arma! - Não distingue o tubo com o cabo da arma!
- Não! - Sim. - Você vai... - Ó meu Deus, Alfafa!
- Isso pode acontecer com qualquer um. - Duas vezes no mesmo lugar?
- Não é muito comum. - Meu Deus, me desculpe. - Vá embora!
- Nunca chateie uma mulher, eu avisei... - Cale a boca!
Levante a sua bunda e vá pegar essa assassina, antes que ela fuja para o Alasca!
O quê?
Claro que sim, Excelência. Movam-se!
E então, Doutor?
Eu não perderia o senso de humor. Você deveria se considerar privilegiado
por ter levado um tiro de uma beleza dessas, duas vezes. Lembro-me de uma vez...
Pode, por favor, para de falar?! Prepare os seus instrumentos e comece a trabalhar!
Essa era você? Achei que fosse o apoio da cadeira!
Todos a bordo!
Apresse-se, Conchita! Iremos perder...
O que você está fazendo?
- Onde conseguiu isso? - Não importa. Eu explico depois.
- O trem está superlotado. Têm passagens? - Claro que temos. O que acha que somos?
- Posso vê-las? - Nós as perdemos. - O quê? - Nós perdemos a chave.
- Estão na bolsa. Mas perdemos a chave. - Isso mesmo.
Cale a boca antes que um acidente aconteça. E você também!
- Onde podemos sentar? - Qualquer lugar servirá.
Eu só preciso ver as passagens primeiro, porque...
- Nós já dissemos a você que perdemos... - Não acredita em nossa palavra?
Entendi. Talvez eu possa ajudar na questão da chave.
- Que serviço! - Pronto, aqui está.
Veja! E aqui estão as passagens!
- Não. - Sim.
- Que surpresa! Se não é a Srta. Hilda Swandumper. - É claro que sim...
- O Sr. Hingleman estava preocupado com você. - Quem? - O sr.Hingleman.
Ele se perguntou onde estava. Implorou-me para procurar por você. Prazer em conhecê-la!
- Ele não tinha me dito quão bonita você é. - Sério? Ele é péssimo em elogiar!
- Eles estão sempre brincando. - Eu vou lhe dizer que você está no trem.
- Cale a boca! - Venham comigo. Deixe as malas com ele.
Espero que você goste da 'Cidade das Cobras'.
Você é a garota indiada, não? Deve ir com a "mama" e o "papa" para casa no "trenzinho"?
Você que vir comigo e ver homem branco fazer "tchu-tchu" com o trem?
- Eu prefiro chupar um ovo. - Ela está aprendendo um pouco de inglês.
Aprendeu um pouco demais, se quer saber... Se precisar de algo à noite, apenas me chame.
- Se responderem, diga o necessário. Boa noite! - Boa noite!
- Sim, madame, espero estar confortável. - Bem, não vamos nos perder, o que já é bom.
Agora, onde você achou isso? Essas malas foram pegas em algum lugar.
É uma viagem de estrada. Precisávamos de malas.
- Onde você as pegou? - Oh, nós mandamos de volta depois!
- Você as roubou. - O que está dizendo?
- Sim, você roubou! - Não, eu não fiz isso!
Eu ouvi uma mulher gritando, enquanto o trem estava partindo.
- Algumas mulheres estão sempre gritando! - Você a prendeu em algum lugar.
- Eu não fiz isso! - Você devia ter vergonha de si mesma!
Não pode fazer isso com uma mulher! Tudo bem com um homem, mas outra mulher...
- Eu falei que não fiz isso! - Você sabe o quanto podemos pegar por isso?
Você sabe o quanto pode pegar atirando na bunda do juiz? Quero dizer, nós?
Eu tinha me esquecido dessa parte.
Precisávamos de bolsas. Nós as pegamos. Precisávamos de casacos. Nós os pegamos.
Precisávamos de passagens. Nós as pegamos. Nós iremos devolver tudo mais tarde.
- É provável passarmos o resto da vida... - Ei! Olhe isso! Nós somos professoras.
- Quanto é 1x1? - Quem são as professoras? - Nós somos.
Nós somos Hilda Swandumper. E temos uma licença. Isso não é legal?!
É um trabalho legal e limpo. Nós não vamos roubar os bêbados,
nem escutar piadas estúpidas de mercadores. Nós não iremos beber, se não quisermos.
- Quem vai ensinar? Você? - Você vai. Eu sou apenas a indiana.
- Enquanto me ensina, eu faço as cestas. - Eu não serei uma professora.
Você tem uma solução melhor?
Primeiramente, eu não sei de nada...
O que você precisa saber para ensinar um monte de pequenos ignorantes?
O que vou ensinar a eles? Pôquer?
- Faça-os aprender algo, aos invés de dardos! - Muito engraçado...
- Depois, não pareço com Hilda Swandumper. - Você não sabe como ela se parece...
E terceiro, eu não quero estar presente quando a Srta. Swandumper aparecer,
sem as passagens, bolsa e capa, isso sem mencionar o chapéu!
- Ela não vai aparecer. - Como você sabe?
Porque peguei tudo emprestado de um caixão. Ele deve ter caído no meio do caminho.
- Então quem estava gritando? - Acho que a garota indiana.
Eu acho, não poderia ter sido a outra...
- Coitada! - Não faça isso. - O quê?
Dá má sorte colocar um chapéu na cama.
Bem-vinda, Hilda, à Cidade das Cobras...
Eu estava quase desistindo... Achei que tinha encontrado o Alasca.
Não, não, não! Se ela ouvir a gente cantando assim, não quererá sair do trem.
- Com um pouco mais de entusiasmo. - Vamos tentar de novo!
Bem-vinda, Hilda Swandumper! Você se parece com o seu nome!
Eu a reconheceria entre milhões. Sou o Dr. Smidlap.
Como professor de música e cuidador da Cidade das Cobras,
quero recebê-la em nossa pacata e tranquila cidade.
- Vocês podem calar a boca!? - Apresentarei outro orador, o Sr. Hingleman.
Presidente do Conselho Escolar e Ferreiro da cidade.
Amigos, moças e colegas da Cidade das Cobras,
como presidente do Conselho Escolar, saúdo calorosamente a nova professora,
por sua atitude de vir à Cidade das Cobras.
Obrigada por tudo, agradeço em nome de minha amig... Quero dizer, minha empregada indiana.
Calem a boca! Calem a boca!
Eu trouxe minha amiga porque é natural que eu não queira viver sozinha.
Vocês sabem como é para uma garota estranha em uma cidade estranha.
Você não tem com o que se preocupar, Hilda. Eu sou a Sra. Hingleman.
- Julius e eu queremos que você fique com a gente, não é mesmo? - Claro que sim!
E isso também se aplica a pequena "Fire Water".
- Como estão papai e mamãe? E em sua terra? - Tudo maravilhoso.
- Quero que cumprimente o Dr. Schultz. - O prazer é meu!
O Sr. Sweetzer é o nosso Xerife, para o caso de você atirar em alguém.
- O que deve ser improvável, não é? - Pode imaginar isso?
E aqui lhe apresento o Sr. Jorgensen, o Xerife Federal,
para o caso de você atirar em alguém numa propriedade do Estado.
- Eu também sou sueco, Hilda. - É mesmo?
- Passaremos um bom tempo nos divertindo. - Eu não apostaria nisso.
E por último, mas não menos importante, o meu filho Charlie que lecionava na escola antes de sua chegada.
Bem-vinda à Cidade das Cobras! - Então era você o professor antes de mim!
- Na verdade, sou engenheiro de minas. - Ele é o proprietário da mina.
- Uma pequena mina. - Prata? - Oh, não, ouro.
Oh, entendo...
Você pode me chamar de Hilda.
- Eu nunca a tinha visto antes... - Se eu puder ajudar de alguma maneira,
a conhecer a cidade, as pessoas, a escola, é só dizer.
Saiam daqui!
Eu levarei a Srta. Hilda para conhecer a nossa cidade, e tomar uma bebida.
Que homem malvado, como se atreve a falar desse jeito?
Não quero você, quero a verdadeira Hilda. O que você diz, querida?
- Como pode chamar essa jovem de querida? - Acalme-se, filho.
Nossa, olhem isso, se não é Jo Jo, o garoto psicodélico?
- Como estão as coisas no canal, Jo Jo? - Devia se envergonhar, Guse Bassermane.
Todos eles me culpam por alguma coisa. E eu só queria...
- Deixe de lado suas histórias! - Saia da frente, garoto!
- Você sentiu minha falta! - Vá embora, filho!
- Eu não vou sentir sua falta, Guse. - Seu pai está bem?
Parem com isso, senhores!
Parem com isso!
Eu não quero continuar, Gus, porque não quero machucar você.
Você não quer? Eu vou lhe mostrar o quanto você vai me machucar.
Vamos lá, vamos resolver isso do jeito certo...
Você nunca vai me machucar ou a ninguém.
- Eu não estou armado, Gus. - Olhe bem, Júlio.
Por que será a última coisa que você irá...
- Quem atirou? - Quem fez isso? - Que tiro?
Eu fiz inconscientemente. 100% inconsciente.
- Você tem um ótimo sentido de segurança. - Que bom ter um xerife que atira assim.
Especialmente quando se é 100% inconsciente.
Esta é a minha sala de costura, mas será confortável para você,
e aqui há uma máquina de costura, caso você queira que sua empregada faça alguma coisa.
Ela funciona com o pedal, é mais conveniente.
Querida, você irá dormir ali. E a outra garota pode...
- Qual é o seu nome, querida? - Pocahontas. - O nome dela é Consuelo.
- Ela é meio indiana. - Eu não sou pura. - Você não me parece, pura... sabe?
Você pode dormir nessa cama pequena. É confortável.
- Durante o dia, empurre-a de volta. - Quando eu me levantar. - Claro que sim!
Ela é muito inteligente para uma índia, não? Você certamente quer visitar a escola.
Charlie está esperando por você. Nesse tempo, "Concarns" limpa o quarto e pendura as roupas.
Ou melhor ainda, ela pode lavar tudo.
Sempre falo: Nada é mais importante do que trabalho, sabão e água. Prepararei um banho.
Seria melhor irmos para a cadeia.
O problema mal começou, espere que eu comece a ensinar na escola.
Espere até eu começar a passar roupa.
- Nós poderíamos ter andado. - Mas você queria me mostrar seus carros.
- Talvez quisesse. - Naturalmente!
- Você pediu por eles do Oriente? - Sim. De Omaha. - Sério mesmo?
- Tem que me mostrar a mina de ouro, um dia. - Se não se importar em descer por uma cesta.
- O quê? - Não há escadas na mina. Descemos na cesta.
- Como uma garota de Nuntucket. - O quê? - É apenas um poema.
- Há muito ouro em sua mina? - Pode ser, quem sabe.
- Atualmente, cerca de 40 onças. Isso é $800. - Por ano? - Por semana.
- Semanalmente? - Sim. - Bem, olhe só isso.
- Esta é a igreja. Você gostaria de ver? - Eu adoraria. - E eu vou adorar lhe mostrar.
- Ela é linda. Você vem aqui aos domingos? - Na realidade eu toco esse órgão no domingo.
- Sério? De onde veio esse órgão? - Na verdade, fui eu que dei para eles.
- Com o dinheiro que ganhei na Mina de Ouro. - Que maravilhoso.
Foi apenas US $65, mais o transporte.
- Você gostaria de ouvir? - Claro. Parece valer $100.
Obrigado. Isso é o que foi escrito no prospecto.
- Você canta? - Eu faço muitas coisas, além de ensinar.
- Tentemos de novo? Dessa vez você lidera. - Eu vou tentar me lembrar.
- Esta tonalidade é boa? -Eu não sei distinguir as tonalidades.
Isso foi maravilhoso. O jeito que você canta, com seu visual, com esse perfume...
- Desculpe. Não sei por que fiz isso. Não chore... - Dois índios!
Oh, os irmãos Basserman. Alguém lhes deu essas penas de Natal.
- Esqueci de comentar, eles gostam de espiar. - Fico feliz que tenha me avisado.
Achou que eu estava com medo porque você me beijou? Eu não tenho medo de você.
- Obrigado, Hilda. Eu não tenho medo de você também. - Obrigada.
$ Recompensa 1000 $ Winifred Freddie Jones.
- Compartilhe ao longo do caminho. - Sim, eu o farei.
Uma pequena loira, com um corpo bonito.
- Bom tamanho, odeio as grandes e gordas. - Soa familiar para mim.
- Eu sei disso. Pequena e fofa... - E tem uma mexicana com ela também...
Se as pessoas na Cidade das Cobras não fossem tão familiares, eu juraria...
que a estava guiando no sábado à noite com uma pequena indiana.
- Ela? - Ela disse que preferia chupar um ovo. - Você deve ter dito algo para ela.
Elas não deveriam ter entrado no trem. Mas eu não controlo o Estado.
- Eu vou levar esses comigo. - Obrigado, Orville. - Sem problemas, Wilbure.
A bordo!
- Senhor? - Cidade das Cobras. Apenas ida.
- Foi perfeito! Adeus e boa sorte! - Obrigada. - É como se soubesse tocar há anos, querida.
- Sabe como é, prática leva a perfeição. - Nossos filhos estão em boas mãos.
Adeus e boa sorte! Embora você não precise.
- Você virá para a escola? - Eu tenho que lavar roupa, é tão divertido.
Eu levo você para casa.
- Eu vou indo também. - Tchau!
Você quer que eu fique na primeira manhã?
Se eu que vou ter que lidar com eles sempre, é melhor que faça logo isso sozinha.
Não quer nem que eu observe à distância "de um grito"?
- Por que gritariam? Eu não vou machucá-los. - Eu não quis dizer isso, entretanto...
Leve isso para sua mesa. Com meus melhores desejos.
É maravilhoso! Você é tão cuidadoso!
- Espero que saiba qual o fim de alguém em quem se atira. - Oh, eu sei.
- Sabe segurar com essas pequenas mãos? - Sim, sei.
- Carregar e recarregar? - Claro.
- Espero que não se machuque. - Acho que não! Talvez outra pessoa, não eu.
Muito obrigada! Até mais, Charlie.
Eu tentei quatro vezes, e estou começando a ficar cansada disso.
Vocês são bons. Mas parecem haver estranhos aqui,
porque há alunos mais velhos que não sabem do que estou falando.
Também não gosto de geologia, mas vocês aprenderão, mesmo que não gostem.
E vão parar de conversar na aula. Vocês vão ouvir e...
Ah... E quem...
E aqueles que estão começando a beber e a fumar, ficarão muito surpresos.
Talvez pensem que eu seja pequena, mas onde venho, coelhos têm dentes afiados e grandes!
E uivam como lobos!
E até os anões são fortes!
Certo, garotos, apenas continuem, porque esta será a última.
Vocês têm 10 minutos de descanso. Podem sair do prédio e brincar.
Todos, exceto vocês dois. Não preferem brincar comigo?
Voltem para a sua mesa e aproveitem a diversão.
Apenas nós três.
Como ontem. Na janela.
- Vocês gostam de beber na aula, certo? - Então, qual é o problema?
E se eu disser que não gosto disso?
Outros professores nos disseram que não gostavam também.
- Mas vocês não se importavam com o que os outros professores falavam? - Isso mesmo.
- Irão se importar com o que essa professora diz. - É mesmo?
Porque essa pequena professora vai estourar a sua pequena cabeça.
- Como assim? - Por que não bebe um pouco mais? Aposto que vai descer bem.
- Você pode se juntar a nós. - Com prazer.
Coloque um cigarro na boca, seu caroço feio. E você também!
Espere um minuto! Você não pode nos tratar assim.
Coloque esse cigarro na boca antes que desça na sua garganta.
Agora olhe para o seu irmão e comece a rezar.
Cale a boca e coloque essa tinta na sua cabeça.
- Mas... - Vai logo!
- Eu direi ao papai. - Apenas para que aprendam, seus ratos.
Coloquem essa tinta na sua cabeça antes que eu arranque as suas orelhas.
Não se mexam!
Vocês querem que eu mostre para as outras crianças ou fazemos um trato aqui?
Vão lavar os rostos e começar a se comportar.
E irão me ajudar a manter os outros na linha.
Vocês são peixes pequenos para mim, não tenho medo.
Ainda restam mais duas balas, mas da próxima vez eu não serei tão cautelosa.
Entenderam?
Quietos!
E agora nós começamos com a lição.
A terra é dividida em três reinos.
Animal, vegetal e...
- Mineral. - Mineral, isso mesmo!
Eu sabia que vocês iriam se lembrar! E o reino mineral se chama: Geologia!
Isso não é ótimo?!
- Como vai você? - Olá, estranho. Posso ajudar em algo?
Estou procurando uma garota chamada Freddie Jones, Winifred Jones.
Eu ouvi que ela pode ter vindo para a sua linda cidade.
Foi vista na companhia de uma pequena garota do México. Eu estava pensando que...
Eu conhecia um Freddie Jones. Nós o chamamos de Fred.
Mas ele morreu há 20 anos. Também havia Charlie Jones.
Filho de Rufus B. E sua esposa Mary. Eles a chamavam de Mimie. Talvez Lucy.
- Isso não importa. - Claro, e Clifford Jones.
- Se tivesse visto Freddie, não confundiria. - Verdade, você disse que é uma garota bonita.
- Como ela é? Boa figura? - Fantástica. - Ah, que pena que eu não a vi então...
- Eu gosto de olhar garotas bonitas... - Quem não gosta disso?
Buenos dias, senhorita.
- Nós vamos conversar um pouco. - Solte-me, você é um estranho!
Você não é a minha mãe! Você não me conhece.
Não machuque meu cabelo!
Você não disse a ele que eu estava aqui? Eu poderia ir mais longe...
Eu não contei nada a ele!
Eu disse que não o conhecia. Falei que vim recentemente da Guatemala.
E se ele pensa que sou como alguém que ele conhece, sou louca.
Nós conversamos apenas em espanhol.
Eu disse que você desceu do trem duas estações antes e que não tinha nada a ver com a nova professora.
- O que ele disse? - Que irá esperá-la na escola, às 8 da manhã.
- Entendi, tudo em espanhol? - Em um espanhol perfeito!
- Você deve tê-lo enganado perfeitamente! - Não tenho certeza. - O que ele quer?
- Olhe para o espelho. - Bobagem! Ele não pegaria o trem por...
- Pode haver um prêmio. - Pelo quê? - Por mim! Viva ou morta.
- Quem quereria você morta? - Que cobra! Ele veio por causa do dinheiro!
- Cadê meu revólver? - Me escute. - Está na escola.
Diga ao Charlie que eu fui dar uma aula, hoje à noite. Que vou encontrá-lo às 20h15.
Eu vou ter tempo para lidar com o Sr. Blackie.
- Você não tem problemas suficientes? - Com ele ainda não!
$ Recompensa 1000 $ WINIFRED "FREDDIE" JONES.
Tem alguém aqui?
Tudo bem.
Pode entrar, seu rato!
- Boa noite, Hilda Swandumper. - Sr. G. Jorgensen!
Espero não estar interrompendo...
- Você é a última pessoa que eu esperava. - Eu espero que esteja bem.
- Sim, muito bem, e você? - Bem, obrigado.
Espero que aqueles dois não estejam te incomodando...
- Quem? - Os Bassermani. São assustadores... - Não, não. Eles são muito queridos!
Então você tem uma boa influência sobre eles, porque são dois jaguares.
- Não, não, não! - Sim, eles são.
- Saia da janela para não ficar resfriado. - Como você é gentil!
Agora eu vou lhe dizer porque vim.
Recebi uma carta do Xerife Federal da cidade de Rimpau.
A carta é um aviso de recompensa. Por uma garota, Jones.
- Freddie Jones. Ela atirou no Juiz Federal. - Deus do céu! Onde aconteceu isso?
- Na cidade de Rimpau. - Eu nunca ouvi algo assim.
- Eu gostaria de vê-la segurando um revólver. - Um revólver?
- Eu não sei nada sobre... - A Sr. Jones deve ser uma ótima atiradora.
Duas vezes à distância, ela acertou o juiz no mesmo lugar.
Eu não sei nada sobre segurar um revólver. Eu nem sei onde é o...
- Apenas para ver como você a segura. - Tudo bem, mas se algo acontecer...
Não desse lado, esse daqui...
- É aqui onde se põe o dedo? - Sim, está certo.
Não, não... nunca faça isso...
Sinto muito, eu te avisei...
- Fiz meu dever. Estou satisfeito, grato. - Eu também agradeço...
Obrigado, Hilda Swandumper. Boa noite!
- Por que essa agitação? Vocês atiraram? - De jeito nenhum.
- Não foi bom aprontar com aquele comediante. - Há quanto tempo você está aqui?
Sempre chegando cedo para a reunião, é um hábito saudável.
- Você acha? - Eu tenho certeza.
Estou feliz em vê-la, querida. E esses lábios provam que você também sentiu minha falta.
- Eu não senti... - Sentiu, sim.
Não entendo como você se passou pela Srta. Garborswamp, uma professora,
ou não sei como se fala esse nome horrível.
- Você não sabe soletrar a palavra gato. - Eu sei soletrar rato! - Muito engraçado.
- Posso conhecer algo que você não conhece. - Você pode conhecer, mas não conhece.
- Conheço seus talentos, e aprecio todos... - Entendi...
- Ainda tem observações inteligentes antes que eu possa começar? - O quê?
Novamente o mesmo jogo? Você não sentiu falta de mim em uma semana?
- Vejo que tem outras observações, seu rato! - Apenas que eu te amo.
Eu sempre te amei. Eu sempre te amarei.
- E você é mais bonita à luz de velas do que eu me lembro. - Cale a boca!
E é difícil para qualquer um, até você, parecer melhor do que na foto.
- Eu a carrego em meu coração. - Com uma recompensa impressa embaixo.
- Suponho que você não sabe de nada. - Eu sei, e por isso vim avisar você.
- Que cuidadoso. $1.000 não lhe diz nada. - Nada.
- Você venderia sua avó por $40. - Isso é algo completamente diferente.
Ela é muito velha e não muito bem preservada. Mas você, por exemplo,
é a mais bem humorada, mais maravilhosa e mais adorável do mundo.
- É mesmo? - Tem cérebro de bebê e disposição de tarântula.
Escute, não me venha com essas bobagens. Poupe-me de sentimentos, pois não possuo
- sentimento pelo pior e mais horrível... - Canalha.
Você já mencionou ratos, cobras...
Vamos sair daqui antes que seja tarde demais. Esta cidade não vale a pena.
Precisamos de uma cidade com um bom cassino,
- que goste de música, que esteja no mapa. - Depois do que você fez...
- O que importa onde estou ou que faço? - Eu me importo com as minhas coisas, querida.
Você sempre foi minha, desde a primeira vez que a vi.
E se acontecer algo comigo, com você, ou ambos, eu irei me importar.
- Não se aproxime, caso contrário... - Vamos, abaixe isso e não seja ridícula.
- Você sabe que está brincando com a morte? - Você é engraçada como assassina.
Você não acha que eu estaria assim se tivesse munição nessa arma, não é?
- Você acha que eu sou ingênuo? - O quê?
- Você está mentindo. - Atire e veja.
Agora você entende por que estou aqui, dessa forma. Suas duas balas estão aqui.
Você deve ter perdido alguns outros amigos.
Eu prefiro bater em você com uma pedra grande e plana.
Você quer que eu saia e traga para você?
Não será necessário. Obrigada!
Pare de brincar e venha logo comigo... Você sabe que quer isso.
- Você não tem escolha, de qualquer maneira. - Eu não tenho?
Claro que não. Eu não falo como comerciante, mas...
- Se me forçar a dizer quem você é... - Ganhará $1.000.
É um consolo pequeno após perdê-la, querida.
- Mas pelo menos teria algo. - É melhor do que nada.
Uma pedra grande e plana.
- Não uma pequenininha que só faria bagunça. - Não seja mórbida.
Ou as redondas que quebrariam o seu crânio...
Mas uma boa, grande, lisa, pedra plana.
- Mais ou menos assim? - Sim, mais ou menos. Mande ver, Gridley.
Você é a mais engraçad...
- Ele ainda está vivo. - O que fazemos? Vamos jogá-lo no pântano?
Vamos nos livrar dele antes que Charlie Hingleman entre.
Podemos jogá-lo nas minas do Hingleman e empurrar em uma lâmina.
- Ele sairia como um ouro torrado. - Não precisa ser nada tão dispendioso.
Alguém está vindo, eu ouço passos. Por favor, coloquem-no no armário.
Rápido! Levantem-no.
- Está trancado. - Você tem a chave?
- Eu não tenho! - Nós vamos levá-lo conosco!
Coloquem-no debaixo da mesa.
Um, dois, três!
Não precisam quebrar os ossos dele! Vamos, saiam daqui!
- Nós vamos ficar aqui, olhando de fora! - Para o próximo que vier.
Saiam!
Entre, Charlie.
Você está pronta para a aula de aritmética? Espero não estar atrasado porque...
Se viesse um minuto atrás, chegaria cedo demais.
Você não está com medo? Está aqui sozinha há muito tempo.
Você nunca está sozinho, sabe... junto com as corujas, os morcegos, a escuridão.
Sim, 'caprimulgus europaeus'.
Espero que seu primeiro dia não tenha sido estressante com aqueles dois carnívoros.
- Me refiro aos Basserman. - Não, não se preocupe! Eles foram amigáveis!
- O quê? - Eles até me ajudaram. - Fico aliviado em saber...
pois de todos as anfíbios de sangue frio que conheço, eles são os piores.
Não, não, não!
Sinto que está falando com outra pessoa, o que não pode ser, pois estamos sozinhos.
Talvez tenha sido algo que você comeu.
'Striges vulgaris' ou 'bubo virginianus'.
Se os animais pudessem se expressar, diriam o quão linda você está essa noite!
É muito gentil, Charlie, mas se vamos conversar, é melhor caminharmos.
- Você ouviu isso? - Não. O quê? - 'Felis concolor'. Puma americano!
- Ouvi de novo! - Não ouço nada. - Deve estar surda, pois está nessa sala!
- É um urso! 'Ursus americanus'. - Um urso? Então eu vou sair correndo!
Espere um pouco, como poderia ser um urso?
- É melhor não sabermos. - Cadê seu revólver?
Na mesa. Não! Não sei onde está!
- Eu preciso dele. - Não, talvez te morda!
- Eu tinha outros planos para essa noite. - Provavelmente sim... o que foi isso?
Foi perto da escola. Talvez tenham matado o urso.
- Vamos! - Tem certeza? - Tenho! Vamos!
Você queria me bater com uma pedra, não?! Seu pequeno bastardo sujo!
Outras pessoas já tentaram...
- Os irmãos Basserman. - Estão respirando?
Eu acho que não...
- Pobres cães. Eles não eram tão ruins! - Quem poderia tê-los matado?
- Embora muitos tenham razão. - Acho que fui eu...
Você estava comigo o tempo todo...
Eu sei, de certa forma... tem muitas coisas que você não sabe, Charlie.
Vamos avisar o xerife. Embora não haja muito benefício nisso.
- Eu não entendo. - Eu sei. Um dia explicarei. Não me faça explicar agora.
Eu me sinto muito mal...
Agora, esperem um minuto! Não vamos todos falar ao mesmo tempo.
Eu vou investigar, se você concordar, Júlio.
- Não há muitos tiroteios por aqui. - Eu só queria ajudar.
Eu sei, mas temos que ser lógicos sobre isso.
- Quem desejaria matar os irmãos Basserman? - Acho que todo mundo.
- Que acidente horrível aconteceu aqui? - Meu Deus, os pequenos irmãos Bassermans!
Alguém os transformou em pequenos montes de carne.
- Você não foi um pouco longe demais? - O Dr. Schultz foi buscar os corpos.
- Eles tinham mãe? - Eu a enterrei.
- Onde você falou que os cadáveres estavam? - Na frente da escola.
- Metade na varanda e metade fora, não é? - Sim.
Um com a cara para baixo e outro para cima?
- Isso mesmo. - Não estão lá. - Não?
Eu sabia que deveria ter ido lá sozinho, toda vez que eu confio no...
Ouça! Quando digo que não havia cadáver, é porque não havia cadáver!
- Nós encontramos apenas isso. - Suas impressões estão nela, agora!
- Traria em meus dentes, como um cachorro? - Esse é o revólver que lhe dei, Charlie.
Eu lhe dei pelo aniversário de 21 anos. Com o qual você nunca aprendeu a atirar.
Ele deu para mim.
- Acalme-se um pouco. - Esta é uma arma mortal.
Que tipo de arma?
Pare de assobiar, eu não o entendo.
Vocês mataram meus filhos, não? Primeiro, partem meu coração para com minha esposa,
depois tentam me expulsar da cidade, e agora vocês matam meus filhos!?
Quem fez isso? Vamos lá, falem!
Fique calmo! É tão difícil para você quanto é para nós.
- Chega de bobagem! Quem os matou? - Só um momento... - Cale a boca!
Estamos tentando descobrir, Gus. É por isso que estamos aqui.
Onde eles estão agora?
Você não precisa escondê-los de mim. Eu vou enterrá-los. E alguém mais,
se você não me disser quem os matou. Cale a sua boca!
Nós não sabemos quem é o assassino. Nós nem sabemos onde estão os corpos.
Meu filho os viu na frente da escola, e eles desapareceram.
Como assim desapareceram? Que tipo de história idiota é essa?
Espere um minuto...
Por que os está escondendo de mim, seu bêbado?
- Tire as suas mãos de mim! - Onde estão meus filhos?
Por que o filho do Hingleman é melhor
do que os filhos de Basserman? Não podemos tocar no filho de Hingleman,
mas os filhos do Basserman podem ser baleados como cachorros,
e jogados no lixo!
De quem é essa arma? Foi com ela que eles foram mortos? De quem é!?
- Sente-se, Gus. - O que você sabe disso?
Eu sinto muito. Eu não conhecia bem seus filhos.
- Mas eu gostava deles, realmente gostava! E essa arma é minha. - É mesmo?
- Tire suas mãos da senhora! - Que senhora?
- Eu dei a ela a arma. - Ah, você deu?
- Saia já daqui! Eu avisei! - É mesmo?!
Corram para trás da casa!
Cuidado, senhora.
Afaste-se de mim!
Cuidado!
Esses estranhos, nojentos.
- Use a arma! - Onde ela está?
Apressem-se, pessoal.
- Por que todos estão atirando? - Podemos atirar também?
- Podem... - Uh! Uhuuuu! Temos a arma!
- O que foi? - O que foi?! É por vocês que estão atirando!
Como vocês podem fingir estarem mortos, seus pequenos ratos?
Foi por isso que ele não nos matou! Ele estava lá quando você voltou com Charlie.
Quem estava lá?
Aquele cara alto vestido de preto! Ele queria nos explodir em pedacinhos pequenininhos!
Então paramos de respirar.
- O que é esse tiroteio? Onde está a luta? - Está aqui, meu amigo!
Parece que você já sobreviveu a uma batalha. Apenas atire pela janela. Você tem uma arma?
Pegue a minha, atire através dessa janela.
Atire em tudo o que você pode ver! Prepare um cavalo!
Parem! Parem de atirar. Sr. Hingleman. Veja!
Veja!
Ouça-me! Olhe aqui!
Parem com isso!
Como você está?
Levante isso e fique na frente de todos!
Olhe só! Pegamos o filho, ham?
Coloquem-no naquela gancho e deixe pendurado para fora da janela.
Vamos dar a eles motivos para atirar!
Por que não o enforcamos, Gus? Para termos vantagem?
O que há de errado com a maneira usual? Um filho por outro filho!
- Pendurem-no! - Vamos lá, mexa-se!
Vamos colocar Charlie de volta ou matarão todos eles.
Quem vai atirar, Hilda?
- Eu vou atirar. - Eu estou bem. Vamos!
- Vamos lá! Apresse-se! - Só um minuto.
- Oh, não! Hilda, eu apenas... - Isso não importa.
- Espere, por que estamos atirando nela? - Foi ela quem começou tudo isso!
- Então eu estou do lado errado. - Você está?
Espere, não me mate a sangue frio como a um rato.
- Ah, eu mataria... - Pare com isso, sim?
Você não pensou nas pessoas lá fora. Tome isso!
Você atiraria em mim, não é?
- Chefe, o que é isso? - É um espião. Olhe o que farei com ele.
- Você deveria enforcar os espiões. - É mesmo?
Vá lá e pendure-o com o outro!
As coisas devem ser feitas corretamente.
- Olhe! - Onde?
- No telhado do celeiro! - Charlie!
- Dê-me a outra arma! Depressa! - Estão colocando outro! - Onde?
Blackie!
- Apresse-se, Hilda! - Cale a boca!
Concentre-se, Freddie. Você tem tempo suficiente. Não puxe o gatilho.
Assim como seu avô falou. Coloque sua mão como em um saco de mortos...
Maravilhoso, Hilda!
E agora para vocês, seus ratos!
Um leve aperto como em um saco de mortos...
Vocês estão bem, rapazes? Charlie!
E você, seu rato? Abra os seus olhos.
Ninguém atira assim tão bem!
Abra os olhos, ponha a língua para fora, faça algo para sabermos que está vivo!
- Espere, Gus! Não são seus filhos? - O quê?
- Não estamos lutando por eles? - Me desculpe, eu esqueci!
- Vou colocar a bandeira! O que está fazendo? - Só mais uma para dar sorte.
Abra sua boca! Abra...
Como estão meus meninos?
- E como esse está? - A pulga é um verdadeiro elefante para eles.
Imagine mudar de uma mina de ouro para uma furada como essa.
O que você viu nele?
Não sei. É o jeito que o cabelo enrola em volta das orelhas.
É por isso que me apaixonei por ele.
Olá, Sr. Jorgensen. Eu não sabia que você estava aqui.
Estou feliz em ver que você está tão bem.
Eu me sinto bem, obrigado.
Srta. Jones. Desculpe-me,
mas nós dois vamos ter que fazer uma pequena viagem juntos.
À cidade de Rimpau.
Eu acho que você atira bem demais para uma sueca.
- Eu entendo, Sr. Jorgensen. - Devia ter deixado os dois se enforcarem.
Quanto mais você faz por eles, pior para você.
DISTRITO RIMPAU - JUSTIÇA
Por que você atirou? Freddie, logo atirar!
Não poderia ter sido com um machado? Uma faca?
- Onde está Blackie? - Eu não sei. Provavelmente...
Ele nem virá aqui
para ver os outros me condenarem?
- Sente-se aqui, senhora. - Obrigada.
Muito obrigada!
- Olá, querida. - Como vai, Freddie? Estou feliz em vê-la.
Ordem no tribunal! Levantem-se e retirem os chapéus.
Como vai, Excelência? Fico feliz em ver que está bem.
Eu estou bem! Estava aguardando por esse momento.
- Por que não olha por onde anda? - Eu olho, mas preciso de óculos novos.
Pegue suas coisas.
Calem a boca, sentem-se e façam silêncio.
Vamos resolver isso. Eu não quero ficar sentado mais tempo do que o necessário.
Todo mundo sabe quem atirou, quem foi baleado nas duas vezes
e onde o crime ocorreu. Então chamem as testemunhas!
Meritíssimo, antes de começarmos, peço-lhe um favor.
Apenas um favor rápido.
Eu não vou nem tentar descrever a coragem dessa jovem,
enquanto nós estávamos pendurados na janela do sótão de um bandido.
Ficamos sem fôlego, nossos rostos roxos, e nossos olhos saindo para fora.
As línguas saltavam para fora. Mas ela correu por uma chuva de balas,
e calmamente atirou nas cordas sem fazer qualquer bagunça!
- Ela atirou em mim. - O senhor não quis dizer isso, Sr. Juiz.
Estaria orgulhoso, assim como eu estou!
- A segunda vez que em ela acertou um pouco... - Um pouco? Tem talento para desviar atenções.
- Eu sei, é ruim ser um alvo... - É onde quero chegar, não é bom ser um alvo.
Estou convencido disso, mas foi tudo um erro e se alguém é culpado, então sou eu!
- Muito nobre! Mas isso não vai ajudar você. - Eu não espero que ajude, Excelência.
Só estou dizendo a verdade e pedindo um favor, antes que...
o tribunal comece a sessão para essa pobre garota.
O tribunal já começou! E você mostrou ser apenas um tagarela.
Não pense que salvará essa assassina de azul da punição.
Porque eu vou jogá-la em um calabouço tão profundo, com tantos ratos,
que quando a encontrarem, encontrarão apenas ossos e pele levemente ressecada.
Eu sei o que deseja fazer, e eu não quero persuadi-lo a outra coisa.
Porque eu sei que não mudará de ideia.
Eu só peço para que, antes de fazer isso com ela, deixe-me consertar tudo antes...
e mostrar a sinceridade de meus sentimentos. Para que entenda a nossa má sorte.
A nossa má sorte?
Que jogada... não imaginava.
Ah, não, você não vai se safar dessa tão simplesmente.
Eu sei que é difícil entender por que pessoas como você...
Nós provavelmente parecemos pessoas horríveis.
- Porque somos jogadores... - Cantores e coisas do gênero.
Mas no fundo do coração...
somos iguais a todos os outros.
- Sonhamos com uma casa branca... - Com uma cerca de madeira branca.
Ao amanhecer...
- Eu queria dizer, ao luar. - Pode ser ao amanhecer, não seja rigoroso.
Enquanto passarinhos crescem nas árvores.
Não se esqueça do carinho nos pezinhos das crianças.
- Ainda não as temos, Excelência. - Estamos loucos para fazê-las.
- Muitas crianças. - É uma imagem muito bonita.
Você acha que poderia morar com ele?
Ele não é tão ruim quanto parece.
No fundo do coração, é honesto e leal como...
Como uma trombeta barata.
Não precisa continuar, não quebre o meu coração.
Provavelmente está apaixonado por esse saco de problemas, no fundo do coração.
E é por isso que quer protegê-la e ajudá-la como ninguém. Sim ou não?
Ela não é tão ruim. No fundo do coração.
Eu provavelmente vou me arrepender, mas estou pensando, só estou pensando...
- Sobre uma sentença de condicional... - Excelência!
Quieta! Eu já ouvi o suficiente de você.
- Alguém tem um anel por aqui? - Excelência!
Pode pegar o meu. Eu não precisarei mais.
Com licença.
- Você é tão gentil. - Não é nada.
Não tenho nada para me lembrar e não quero me lembrar de nada.
- Veio de Paris, para boa sorte. - Isso é tão gentil da sua parte.
- Querida, essa é La Belle Bergere. - Como vai? - Como vai?
- Você é uma garota de sorte. - Provavelmente. No fundo do coração.
- Com um cara bonito. - Acho que sim, se você olhar na luz certa.
- E como ele dança! - Sim. Como você sabe disso?
- Como eu sei? É fácil de imaginar. - Não, não com ele.
Então esse é o pôquer que você joga enquanto eu estou na cadeia?!
- Calma querida, apenas aproveitei meu tempo. - Agora sei com quem passou, seu duas caras!
- Acalme-se, querida! - Agora, esperem um minuto!
E você ficou com ele...
- Ah, se eu tivesse uma arma! - Não!
Pare com isso, Freddie. Você não aprendeu a sua lição?
Parem com isso! Ordem no tribunal!
Xerife, não dê isso a ela!
Ordem no tribunal!
Segurem-na!
Cuidado! Cuidado!
Cuidado!
Não de novo!
Diga-me que isso não aconteceu.
- Quando se trata dele, você nunca erra. - Oh, não!
Aqui vamos nós de novo! Na terceira vez é sorte, eu sempre digo!
Legendas por Neştiută Revisão por Nandodijesus
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