All language subtitles for Game of Thrones - 4x08 - The Mountain and the Viper.720p.BluRay.DEMAND.pt

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Original subtitles

A GUERRA DOS TRONOS A Montanha e a V�bora

Aqui estamos n�s.

Preparados?

- "As Chuvas de Castamere". - �s surdo?

D�s sempre a mesma resposta errada. Ouve, seu ot�rio.

"O Urso e a Bela Donzela".

Eis um homem com ouvido.

� pena teres uma pila min�scula.

A primeira vez que te vi sem cuecas, achei que eras eunuco.

Voc�s j� a viram, meninas.

Parece um caracol beb� a espreitar da casca dele.

O teu beb� estava a chorar esta manh�.

Acordou-me.

- Est�s a ouvir? - Estou.

- Tens alguma coisa a dizer? - Lamento.

N�o me interessa se lamentas.

Mant�m o beb� calado ou eu calo-o.

N�o te atrevas a tocar-lhe.

Cabra selvagem.

Devias ter ficado com os teus.

- Est�s a ouvir-me? - Cala-te.

O qu�?

- � s� uma coruja, sua parva. - N�o �, n�o.

N�o devia t�-la l� deixado.

- N�o tinhas como saber. - Claro que tinha.

T�m estado a atacar as aldeias aqui perto.

E ficamos aqui escondidos enquanto matam os nossos irm�os.

Os nossos irm�os tinham ordens para ficarem em Castelo Negro.

Ent�o, n�o h� problema? O Jack Negro, o Barricas e o Mully

podem ser cortados �s postas porque infringiram as regras?

Eu n�o disse que n�o havia problema. Digo que n�o deviam estar l�.

Jur�mos proteger os dom�nios dos Homens.

- Ela est� morta por minha causa. - Nem protegemos Vila da Toupeira.

N�o podemos ir atr�s deles. Sabem disso.

- � o que eles querem. - E o pequeno Sam.

� como se tivesse sido eu a cortar-lhes as gargantas.

Talvez tenha conseguido esconder-se. Eu achei que voc�s estavam mortos.

Foram para norte com o Mormont e n�o voltaram durante uma eternidade.

Mas depois voltaram.

Ela sobreviveu ao Craster e ele era o pior sacana que j� conheci.

Sobreviveu � longa marcha at� � Muralha.

Sobreviveu a um Caminhante Branco, por amor de Deus.

Talvez tenha escapado.

Talvez.

Se atacaram Vila da Toupeira,

a seguir somos n�s.

O Mance e o ex�rcito dele devem estar perto.

- S�o 100 mil. - E n�s somos quantos? 105?

Est�s a contar com o Jack Negro, o Barricas e o Mully?

102.

Como � que 102 homens det�m 100 mil?

O �ltimo a morrer, seja bom rapaz e queime os outros.

Quando deixar este mundo,

n�o quero voltar.

- Achas que ele estava a espiar-te? - N�o, n�o estava a espiar.

Os dothraki acham os forasteiros rid�culos

por terem vergonha do corpo despido.

Fazem amor debaixo das estrelas para que todo o khalasar veja.

Sim, Vossa Gra�a.

Mas tu n�o �s dothraki.

N�o.

N�o vejo que import�ncia tem. O Verme Cinzento n�o est� interessado.

A nenhum dos Imaculados importa o que est� debaixo das nossas roupas.

Ele estava interessado.

O qu�?

Creio que ele estava interessado.

Quando os senhores dos escravos castram os rapazes, cortam tudo?

Tudo?

O pilar e as pedras.

N�o sei, Vossa Gra�a.

Nunca te perguntaste?

J�, Vossa Gra�a.

Missandei!

Vim pedir desculpa.

N�o precisas de pedir desculpa.

Espero n�o te ter assustado.

N�o.

As li��es que d�s a mim no idioma comum

s�o preciosas para eu. - Para mim.

Para mim.

N�o me lembro de te ensinar a palavra preciosa.

Jorah, o �ndalo, ele ensina a mim...

Ele ensina-me esta palavra.

Lembras-te do nome que te deram quando nasceste?

N�o me lembro de nada.

S� dos Imaculados.

Lembras-te de quando te cortaram?

Lamento.

- Lamento que to tenham feito. - Porqu�? Porque lamentas?

� uma coisa terr�vel para se fazer a um rapaz.

Se os senhores n�o me tivessem cortado,

nunca teria sido um Imaculado.

N�o teria estado na Pra�a do Orgulho

quando Daenerys, Filha da Tormenta, nos mandou matar os senhores.

Nunca teria sido escolhido para liderar os Imaculados.

Nunca teria conhecido a Missandei da Ilha de Naath.

Lamento, eu...

...pelo que aconteceu hoje.

Pe�o desculpa.

Verme Cinzento!

Fico contente que me tenhas visto.

Eu tamb�m.

Lulas gigantes.

S�o fortes enquanto est�o no mar.

Quando as tiramos de dentro de �gua, n�o t�m ossos.

Desabam sob o peso orgulhoso delas e transformam-se num monte de nada.

Imaginar�amos que saberiam isso.

Infelizmente, n�o s�o muito inteligentes.

O que lhes dizes?

Que sou Theon Greyjoy, filho de Balon,

herdeiro das Ilhas de Ferro. - E quem �s realmente?

Sou o Fedor.

Tens a certeza?

Pareces muito um senhor.

Tem�vel, orgulhoso.

- Sou o Fedor. - At� quando?

Sempre. Para sempre.

Exato.

At� estares a apodrecer debaixo da terra.

Lembra-te do que �s e do que n�o �s.

Traz-me Fosso Cailin.

N�o te aproximes mais!

Quem �s tu?

Chamo-me Kenning, sou o comandante desta guarni��o.

- E tu dizes ser o Theon Greyjoy. - Sim.

E porque hei de acreditar?

Nasci em Pyke, o meu pai � o Balon Greyjoy.

Sou o terceiro e �nico filho vivo dele. Sou o vosso pr�ncipe.

Juro pelo Deus Afogado. O que est� morto n�o pode morrer.

O que est� morto n�o pode morrer.

E se �s o meu pr�ncipe, porque marchas com um ex�rcito dos Bolton?

Lorde Bolton aprisionou-me depois de Winterfell.

Enviou-me para negociar contigo de boa-f�

por ser um homem de ferro como tu. - E o que quer Lorde Bolton?

Est�o a sucumbir � doen�a, est�o em desvantagem num�rica

e est�o a centenas de quil�metros do mar.

Lorde Bolton implora que protejas os teus homens

e que abandones esta fortaleza que j� n�o consegues manter.

Se o fizeres, ele ser� razo�vel e justo contigo como tem sido comigo.

Os Bolton conceder-te-�o passagem segura para a Costa Pedregosa.

Ele quer que nos rendamos?

O meu pr�prio pai, o vosso rei,

rendeu-se h� v�rios anos ao Robert Baratheon.

Eu vi-o a ajoelhar-se.

N�o foi vergonha nenhuma. Ele lutou de forma honrada, tal como tu.

N�o foi vergonha. Lutou de forma honrada.

Desculpa, n�o ouvi.

N�o foi vergonha. Lutou de forma honrada.

S� um lacaio falaria assim.

Ou uma mulher.

�s uma mulher, rapaz?

- N�o sabes... - Os homens de ferro n�o se rendem.

- Chamo-me Fedor. - Vai dizer isso ao teu senhor,

Theon Greyjoy, ou quem raio sejas.

- Chamo-me Fedor. - O que raio est�s a balbuciar?

Fedor.

Se nos rendermos, vivemos? � o que diz neste papel?

Sim. Diz aos teus homens para hastearem a bandeira branca

e para abrirem os port�es.

V�o para casa.

N�o achaste mesmo que os libertaria, pois n�o?

Esfolar est� fora de moda. � triste, mas � verdade.

As tradi��es s�o importantes.

Quem somos sem a nossa hist�ria?

Sim, meu senhor.

Vamos para casa agora?

Creio que sim. Para a nossa nova casa.

Tendes sangue estrangeiro, n�o tendes, Baelish?

Um bisav� de Bravos, sim.

Todos os nossos antepassados ter�o vindo de outro s�tio.

Os nossos antecessores vieram para o Vale h� milhares de anos.

Expulsamos invasores desde essa altura.

A beleza do Vale s� � igualada pela nobreza das grandes fam�lias.

A Senhora Arryn dizia-me muitas vezes

que �reis o apoio dela, Lorde Royce.

Ela n�o me disse nada sobre v�s, Baelish.

Mas n�o precisei de o ouvir por ela.

Usur�rio. Proxeneta.

Lambeis as botas do Tywin Lannister h� tanto tempo,

que admira que a vossa l�ngua n�o esteja preta.

E quando o Jon Arryn vos nomeou Mestre da Moeda ningu�m se importou.

Foi sempre um trabalho sujo.

Porque n�o havemos de deixar um homem sujo faz�-lo?

Mas quando soube que est�veis c�, a cortejar a Senhora Arryn...

Foi a Senhora Arryn que me convidou.

Ela e eu �ramos pr�ximos desde a inf�ncia.

Sim, todos sabemos qu�o pr�ximos eram.

As predile��es da Senhora Arryn eram da conta dela.

- A morte dela � da nossa conta. - Com certeza.

O suic�dio dela abalou-nos a todos.

Ela era estranha, toda a gente sabia disso.

Mas suic�dio? Ela adorava o filho.

N�o a vejo a abandon�-lo de livre vontade.

� estranho que poucos dias ap�s a vossa chegada

tenhais casado com a Senhora Arryn e ela tenha ca�do pela Porta da Lua.

Sempre foi melanc�lica.

O lugar da minha senhora n�o era num mundo t�o brutal como o nosso.

Ouvimos dizer que houve uma testemunha. Uma rapariga.

Uma sobrinha vossa, creio.

Uma rapariga sem educa��o e com pouca intelig�ncia.

- Garanto-vos que n�o ajudaria. - Gostar�amos de falar com ela.

- Deixai-me ir busc�-la. - N�o � preciso.

Preferimos ouvir o testemunho dela n�o adulterado.

Aproxima-te, crian�a.

N�o tens nada a temer da nossa parte nem da dele.

Lorde Baelish � teu tio?

Chamas-te Alayne?

Talvez estivesses mais � vontade se Lorde Baelish sa�sse da sala.

- Minha senhora... - A pergunta n�o era para v�s.

- Ele pode ficar. - Fala alto, n�o �s um rato.

Conta-nos o que viste.

Lamento, Lorde Baelish. Tenho de dizer a verdade.

Vou contar-vos tudo.

Por favor, Alayne, n�o ocultes nada.

N�o me chamo Alayne.

Chamo-me Sansa Stark,

sou a filha mais velha de Lorde Eddard Stark.

Lorde Royce, conhecemo-nos quando fostes a Winterfell.

Escolt�veis o vosso filho, Sor Waymar, at� � Muralha.

Sansa Stark?

Mentis-me descaradamente, seu verme?

Lorde Baelish disse muitas mentiras.

Todas elas para me proteger.

Desde que o meu pai foi executado

que fui feita ref�m em Porto Real.

Era um brinquedo para o Joffrey torturar,

ou para a Rainha Cersei atormentar. Espancaram-me, humilharam-me,

casaram-me com o Duende.

Eu n�o tinha amigos em Porto Real,

com a exce��o de uma pessoa.

Ele salvou-me.

Tirou-me de l� quando teve oportunidade.

Sabia que eu estaria em seguran�a aqui no Ninho de �guia,

com a minha fam�lia, a minha Tia Lysa.

Os Lannister t�m amigos em todo o lado, at� no Vale.

Fez-me jurar n�o revelar a ningu�m o meu verdadeiro nome.

O vosso segredo est� seguro connosco, minha senhora.

O vosso pai cresceu entre estas paredes.

Ca��mos juntos muitas vezes. Era um bom homem.

Dizei-nos o que aconteceu � vossa tia, Sansa.

V�s conhec�ei-la bem, meus senhores, minha senhora.

Era uma mulher perturbada.

Sempre amou Lorde Baelish. Foi ela que mo disse.

Desde que ele chegou aos port�es de Correrrio,

com oito anos a transportar tudo o que tinha num saco.

Ela confessou-me que nunca amou Lorde Arryn.

Fez o que o pai dela ordenou, como fizeram muitos de n�s.

Quando os deuses permitiram que ficasse com Lorde Baelish,

ela ficou muito feliz. Durante algum tempo.

A minha tia era uma mulher ciumenta.

Tinha pavor que Lorde Baelish j� n�o a amasse,

que a trocasse por uma mulher mais jovem.

E ent�o,

um dia, viu-o a beijar-me. - Senhora Sansa!

Foi um beijo na cara, Lorde Royce, nada mais.

Lorde Baelish agora � meu tio, por casamento.

Foi sempre muito atencioso comigo.

Eu estava muito contente por estar aqui, por ser livre.

Tudo gra�as a ele.

Mas a minha tia virou-se contra mim.

Insultou-me, chamou-me rameira,

prometeu lan�ar-me pela Porta da Lua.

Quando Lorde Baelish tentou acalm�-la, ela bateu-lhe.

Disse que n�o queria viver mais. P�s-se na borda da Porta da Lua.

Ele tentou cham�-la � raz�o.

Jurou-lhe que era a �nica mulher que ele alguma vez amara,

mas ela deu um passo em frente e...

A culpa n�o � vossa, doce menina.

A culpa n�o � vossa.

Via-se pela forma como ela educou aquele rapaz,

amamentando-o quando ele tinha dez anos.

Lorde Royce! Este n�o � o momento.

Perd�o, minha senhora. E a v�s tamb�m, Baelish.

- Trat�mos-vos de forma dura. - Quereis justi�a, Lorde Royce.

N�o posso queixar-me disso. Eu quero o mesmo.

N�o h� grande justi�a no suic�dio, pois n�o?

Para a Lysa, n�o. Mas e para o filho dela?

Apenas h� 20 anos, os cavaleiros do Vale

seguiam o Jon Arryn, o Ned Stark, o Robert Baratheon.

Lutaram juntos para derrotarem o Rei Louco.

E desde a�, Arryn e Royce, Corbray, Waynwood,

todas as grandes casas do Vale observaram a um canto,

como um rapaz t�mido numa rixa numa taberna.

Pondes em d�vida a nossa coragem?

Quero saber de que lado estais.

Apoiais os Lannister, a casa que executou o vosso amigo Ned Stark?

Claro que n�o apoiamos os malditos Lannister.

N�o? A Catelyn Stark implorou o apoio da irm� e ela recusou.

Ao n�o vos envolverdes, permitistes que o Tywin Lannister

destru�sse os rivais dele em todo o lado. Quem o enfrenta agora?

Quem quereis que apoiemos, Lorde Baelish?

- O Robb Stark est� morto. - Quero que apoieis o Robin Arryn,

o senhor do Vale. - Ele � um rapazinho doente.

E os rapazinhos doentes, �s vezes, tornam-se homens poderosos.

Mais vezes morrem jovens.

Eu adorava a Lysa com todo o meu cora��o,

mas ela amava tanto o filho que se tornou superprotetora.

Ele tem de aprender a usar uma espada, a andar a cavalo.

- Sim, est� na hora. - Sim.

Tem de percorrer o Vale, de visitar todos os castelos do dom�nio dele.

Est� na hora de o Robin sair do ninho.

- Sor Barristan! - Sim?

Quem te enviou?

O MAR ESTREITO

PORTO REAL

- Sor Barristan. - Sor Jorah.

Esqueci-me de uma reuni�o do conselho?

N�o.

- O que � isto? - Um perd�o real

assinado pelo Robert Baratheon.

Espiastes contra ela.

- Quem vos deu isto? - � importante?

- Contastes-lhe? - Queria dizer-vos cara a cara,

em vez de o fazer nas vossas costas.

Deixai-me falar com ela em privado.

N�o voltareis a ficar sozinho com ela.

Porque � que o usurpador vos perdoou?

- Podemos falar a s�s? - N�o, falai comigo aqui.

Explicai-mo.

Quem julgais que enviou isto para Meereen? Quem beneficia?

Isto � obra do Tywin Lannister. Ele quer dividir-nos.

Se lutamos uns contra os outros, n�o lutamos contra ele.

O perd�o foi assinado no ano em que nos conhecemos.

Porque fostes perdoado? A n�o ser que este documento seja falsificado.

- N�o � falsificado. - Ent�o, porqu�?

Enviei cartas ao Varys, o mestre dos espi�es de Porto Real.

Qual era o conte�do dessas cartas?

- Informa��o. - Que informa��o?

Quando v�s e o Viserys chegaram a Pentos.

O plano dele para vos casar com o Khal Drogo. Quando vos casastes.

Quando o vosso irm�o morreu.

Dissestes-lhe que estava gr�vida do Drogo?

- Eu... Khaleesi. - Sim ou n�o? N�o me chameis isso.

Dissestes-lhe que estava gr�vida do Drogo?

Disse.

Aquele vendedor de vinho tentou envenenar-me

por causa da vossa informa��o. - Impedi que beb�sseis o vinho dele.

Porque sab�eis que estava envenenado.

- Suspeitei. - Tra�stes-me...

...desde o in�cio. - Perdoai-me.

Nunca quis...

Por favor, Khaleesi, perdoai-me.

Vendestes os meus segredos ao homem que matou o meu pai

e que roubou o trono ao meu irm�o... - Eu protegi-vos.

- Lutei por v�s. Matei por v�s. - ...e quereis que vos perdoe?

- Amei-vos. - Amor?

Amor? Como podeis dizer-me isso?

Se f�sseis outro homem, mandaria executar-vos.

Mas n�o vos quero na minha cidade, morto nem vivo.

Voltai para junto dos vossos senhores em Porto Real.

Recebei o vosso perd�o, se quiserdes.

- Daenerys, por favor. - N�o volteis a tocar-me

nem a dizer o meu nome.

Recolhei as vossas coisas at� ao anoitecer e deixai esta cidade.

Se fordes encontrado em Meereen ap�s o nascer do dia,

mandarei lan�ar a vossa cabe�a na Ba�a dos Escravos.

Ide.

J�.

Fosso Cailin � vosso, Pai.

Acompanha-me.

- Houve not�cias do Locke? - N�o.

N�o � importante. Um aleijado, um rapaz.

Nenhum dos senhores do Norte os viu.

O mais prov�vel � estarem mortos.

A maior parte dos homens de ferro deixou o Norte.

Agora, mais os seguir�o, gra�as a ti.

Diz-me o que v�s.

Pauis, campos, colinas.

Diz-me o que v�s.

- Nada. - N�o � nada.

O Norte.

Se cavalgares 1.120 km naquela dire��o, ainda est�s no Norte.

640 km naquela dire��o.

480 km naquela dire��o.

O Norte � maior do que os outros seis reinos juntos.

E eu sou o Guardi�o do Norte. O Norte � meu.

Diz-me como te chamas.

Ramsay Snow.

N�o, n�o � Ramsay Snow.

Abre-o.

A partir de hoje, at� ao dia da tua morte,

chamas-te Ramsay Bolton,

filho de Roose Bolton, Guardi�o do Norte.

Honrais-me.

Juro que preservarei o vosso nome e as vossas tradi��es.

Serei digno de v�s, Pai,

prometo.

Anda, Fedor, vou precisar de um banho.

Sim?

A primeira vez que vos vi, n�o pass�veis de uma crian�a.

Uma rapariga do Norte que viera � capital pela primeira vez.

J� n�o sois uma crian�a.

Porque me ajudastes?

Ter-vos-iam lan�ado pela Porta da Lua se vos considerassem culpado.

Isso n�o � uma resposta.

Se vos tivessem executado, o que me teriam feito?

N�o sei.

Eu tamb�m n�o.

� melhor apostar no homem que conheceis

do que nos estranhos que n�o conheceis?

E julgais que me conheceis?

- Sei o que quereis. - Sabeis?

Achei que me faria feliz, mas n�o faz.

Nada vos faz feliz.

- Muitas coisas me fazem feliz. - Como o qu�?

Matar o Polliver, matar o Rorge.

Ent�o, estais triste porque n�o fostes v�s a matar o Joffrey?

Pelo menos, podia ter l� estado para ver.

Queria ver o olhar dele quando percebesse que era o fim.

Sim, n�o h� nada no mundo que se compare a esse olhar.

Protegeste-lo durante a maior parte da vida dele.

Julgais que pod�eis t�-lo salvado?

N�o era eu que provava o vinho.

O sacaninha merecia morrer, mas veneno...

O veneno � uma arma de mulher. Os homens matam com a�o.

Isso � o vosso orgulho parvo a falar.

Por isso � que nunca sereis um grande assassino.

Eu teria matado o Joffrey com um osso de galinha se fosse preciso.

Pagava para ver isso.

Dev�eis ter-me deixado queim�-la.

� uma picada de pulga.

Essa picada de pulga faz-vos andar mais devagar do que era costume.

N�o temos de andar muito mais.

- Achais que a minha tia vos pagar�? - Sim.

Nunca a conheci.

N�o importa, sois da fam�lia dela.

Fam�lia, honra e todas essas tretas.

Os senhores e as senhoras s� falam disso.

Eu n�o sou uma senhora.

Quem quer atravessar o Port�o Sangrento?

O C�o de Ca�a, Sandor Clegane,

e a companheira de viagem dele, Arya Stark,

sobrinha da tua senhora Lysa Arryn.

Ent�o, os meus p�sames.

A Senhora Arryn morreu...

...h� tr�s dias.

Nunca sa� de casa antes, Tio Petyr. Tenho medo de sair.

N�o devias ter.

A M�e disse que o lugar do senhor do Vale � no Ninho de �guia.

Que l� fora n�o era seguro.

Para ela, n�o foi seguro c� dentro.

As pessoas morrem � mesa de jantar,

morrem na cama, morrem agachadas nos bacios.

Toda a gente morre, mais cedo ou mais tarde.

N�o te preocupes com a tua morte, preocupa-te com a tua vida.

Assume o comando da tua vida enquanto ela durar.

� isso que significa ser senhor do Vale.

Vamos?

O vinho ajuda sempre.

Agrade�o-te por isso.

Julgamento por combate.

Decidir a culpa ou a inoc�ncia de um homem

aos olhos dos deuses

pondo outros dois homens a golpearem-se um ao outro.

Diz-nos algo acerca dos deuses.

Quanto tempo falta?

Ser� em breve.

Achas que o Oberyn tem hip�tese?

A V�bora Vermelha de Dorne.

N�o nos d�o um nome assim se n�o formos mort�feros, pois n�o?

- Nunca o vi a lutar. - Ele vai morrer. Eu vou morrer.

- O Oberyn acredita nele pr�prio. - Isso � um eufemismo.

Qual � o castigo por regic�dio?

Arrastamento e esquartejamento? Enforcamento?

- Partir os ossos na roda? - Decapita��o.

Parece bastante comum.

E tamb�m era meu sobrinho, como se chama a isso?

Fratric�dio � para irm�os. Filic�dio � para filhos.

Podia ser "nepotic�dio".

Matric�dio, patric�dio,

infantic�dio, suic�dio.

N�o h� nenhum tipo de homic�dio que n�o tenha uma palavra para ele.

- Primos. - Tens raz�o.

N�o h� uma palavra para assassinar primos. Muito bem.

Lembras-te do Primo Orson? O Orson Lannister?

Claro. A ama-de-leite deixou-o cair de cabe�a. Ficou tolo.

Tolo? Ficava sentado o dia todo no jardim

a esmagar escaravelhos com uma pedra.

- Nada o fazia mais feliz. - Nada te fazia mais feliz.

Julguei que seres atormentado desde a nascen�a

te daria mais afinidade com quem sofre.

Pelo contr�rio. Rir da desgra�a de outra pessoa

era a �nica coisa que me fazia sentir igual a toda a gente.

- Mas a piada durou pouco. - Para ti. Afastaste-te.

- Tinha outros interesses. - Sim, outros interesses.

- Mas eu fiquei com o Orson. - Porqu�?

Tinha curiosidade. Porque esmagava ele todos aqueles escaravelhos?

O que obtinha ao faz�-lo?

A primeira coisa que fiz foi perguntar-lhe.

"Orson, porque esmagas esses escaravelhos todos?"

Ele deu-me uma resposta: "Esmaga os escaravelhos. Esmaga-os."

N�o me dissuadiu. Eu era a pessoa mais inteligente que conhecia,

tinha, certamente, os recursos para desvendar os mist�rios

que existiam no cora��o de um tolo.

Ent�o fui � biblioteca do Meistre Volarik.

O Volarik tentou tocar-me uma vez.

Parece que foi escrita muita coisa sobre grandes homens

e praticamente nada sobre tolos. N�o parece certo.

N�o encontrei nada que esclarecesse a natureza da doen�a do Orson

ou da raz�o para a implac�vel chacina de escaravelhos dele.

Ent�o, voltei � fonte.

N�o fui capaz de falar com o Orson, mas podia observ�-lo, v�-lo,

como os homens observam os animais

para tentarem perceber melhor o comportamento deles.

E enquanto observava,

fiquei cada vez com mais certeza de que algo se passava ali.

A cara dele era como a p�gina de um livro

escrita numa l�ngua que eu n�o percebia.

Mas ele n�o era est�pido, tinha as raz�es dele.

E eu tinha de saber quais eram.

Comecei a passar imenso tempo a observ�-lo.

Almo�ava no jardim,

a mastigar o meu carneiro ao som de...

E quando n�o estava a observ�-lo, estava a pensar nele.

O Pai falava do legado da fam�lia

e eu pensava nos escaravelhos do Orson.

Lia as hist�rias das conquistas dos Targaryen.

Se ouvia asas de drag�es? N�o. Ouvia...

E continuava sem perceber porque � que ele o fazia.

E eu tinha de saber, porque era horr�vel

que estes escaravelhos todos morressem sem uma raz�o.

Todos os dias, no mundo inteiro,

in�meros homens, mulheres e crian�as s�o assassinados.

Quem quer saber de um punhado de escaravelhos?

Eu sei. Mas, mesmo assim, enchia-me de receio.

Pilhas e pilhas deles, ao longo de anos e anos.

Quantos seres vivos rastejantes

foram esmagados, secaram e regressaram � terra?

Nos meus sonhos, via-me

numa praia feita de carapa�as de escaravelho

que se estendiam a perder de vista.

Acordava a chorar pelos corpinhos deles destru�dos.

- Uma vez, tentei deter o Orson. - Ele tinha o dobro do teu tamanho.

Empurrou-me para o lado com um grunhido

e continuou a esmagar.

Todos os dias, at� aquela mula

lhe ter dado um coice no peito e o ter matado.

O que achas?

Porque o fazia?

Do que se tratava?

N�o sei.

Boa sorte para hoje.

- Parece uma armadura muito leve. - Gosto de conseguir deslocar-me.

Pod�eis, pelo menos, usar um capacete.

N�o dev�eis beber antes de um combate.

Aprendestes isso durante os vossos anos nas arenas?

Bebo sempre antes de um combate.

Pode fazer com que sejais morto. Pode fazer com que eu seja morto.

Hoje n�o � o dia em que eu morro.

Vais lutar contra aquilo?

Vou matar aquilo.

Nunca vi um homem t�o grande.

O tamanho n�o interessa quando estamos deitados de costas.

Gra�as aos deuses.

Diante dos deuses e dos Homens,

reunimo-nos para determinar

a culpa ou inoc�ncia deste...

...homem, Tyrion Lannister.

Que a M�e lhes conceda miseric�rdia.

Que o Pai lhes conceda a justi�a que merecem.

E que o Guerreiro guie a m�o do nosso campe�o...

- N�o me deixes sozinha neste mundo. - Nunca.

- Disseram-vos quem eu sou? - Um homem morto.

Sou o irm�o da Elia Martell.

Sabeis porque vim at� ao monte de merda malcheiroso que � esta cidade?

Por vossa causa.

Vou ouvir-vos confessar antes de morrerdes.

Violastes a minha irm�. Assassinaste-la.

Matastes os filhos dela.

Dizei-o agora e isto pode ser r�pido.

Dizei-o.

Violaste-la.

Assassinaste-la.

Matastes os filhos dela.

Violaste-la. Assassinaste-la. Matastes os filhos dela.

Violaste-la.

Assassinaste-la.

Matastes os filhos dela.

Esperai. Estais a morrer? N�o.

N�o podeis morrer ainda. N�o confessastes.

Dizei-o.

Dizei o nome dela: Elia Martell.

Violaste-la. Matastes os filhos dela. Elia Martell.

Quem vos deu a ordem?

Quem vos deu a ordem?

Dizei o nome dela. Violaste-la.

Assassinaste-la. Matastes os filhos dela.

Dizei o nome dela.

Dizei-o.

Elia Martell.

Matei os filhos dela.

Depois violei-a.

Depois esmaguei a cabe�a dela assim.

Os deuses mostraram qual � a vontade deles.

Tyrion Lannister,

em nome do Rei Tommen da Casa Baratheon, Primeiro do Nome Dele,

�s condenado � morte.

Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips

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