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A GUERRA DOS TRONOS Primeiro do Nome Dele
Que o Guerreiro lhe d� coragem
e o proteja nestes tempos perigosos.
Que o Ferreiro lhe d� for�a
para ele suportar este pesado fardo.
E que a Velha, que conhece o destino de todos os homens,
lhe mostre o caminho que ele deve percorrer
e o proteja na escurid�o que se avizinha.
� luz dos Sete, declaro Tommen da Casa Baratheon,
Primeiro do Nome Dele,
Rei dos �ndalos e dos Primeiros Homens
e Senhor dos Sete Reinos.
- Que seja longo o reinado dele! - Que seja longo o reinado dele!
� um dia feliz.
Vossa Gra�a.
Vossa Gra�a.
Vossa Gra�a.
Vossa Gra�a.
Ali est� ele.
- Que o reinado dele seja longo. - Que o reinado dele seja longo.
Senta-se no trono como se tivesse nascido para o fazer.
Sim. Mas n�o nasceu, pois n�o?
N�o.
Ainda estais de luto pelo Joffrey?
- Ele era meu marido, meu rei. - Teria sido o vosso pesadelo.
Vossa Gra�a, sinto...
Sab�eis perfeitamente o que ele era.
Eu tamb�m sabia. Nunca amamos nada no mundo
como amamos o nosso primeiro filho.
N�o importa o que eles fazem.
E o que ele fazia chocava-me.
Achais que me choco com facilidade?
N�o.
As coisas que ele fazia chocavam-me.
N�o passa de um rapaz.
Um bom rapaz. Um rapaz decente. Foi-o sempre.
Quem ter� sido o �ltimo rei decente?
Ele poder� ser o primeiro homem a sentar-se naquele trono em 50 anos
que realmente o merece.
Serviria de consolo, n�o serviria?
Dado todo o horror que o p�s l�.
Ele precisar� de ajuda
para governar bem. - Tem-vos a v�s.
Uma m�e n�o � suficiente.
Ainda estais interessada em ser rainha?
Depois de tudo o que aconteceu?
Parece estranho, mas...
N�o pensei no que se segue.
Claro que seria uma grande honra.
Mas terei de falar com o meu pai sobre o assunto.
Sim, falai com o vosso pai.
Eu falarei com o meu.
Talvez venhamos a ter muitos casamentos em breve.
Nem saberei o que vos chamar.
Irm�...
...ou M�e?
O Rei Joffrey Baratheon est� morto.
Foi assassinado no casamento dele.
E apoder�mo-nos da marinha meereenesa, Vossa Gra�a.
Os Segundos Filhos apoderaram-se da marinha.
Quem vos disse para vos apoderardes?
Ningu�m.
- Ent�o porque o fizestes? - Ouvi que gost�veis de navios.
- Quantos navios? - 93, Vossa Gra�a.
Quantos homens podem transportar?
9.300, sem contar com os marinheiros.
Seria suficiente para tomar Porto Real?
Os Lannister t�m mais.
Combatem nas guerras do Joffrey h� anos.
Est�o cansados, dispersos. E agora o rei deles est� morto.
Oito mil Imaculados, dois mil Segundos Filhos,
a navegar para a Ba�a da �gua Negra
e entrando pelos port�es sem aviso.
� dif�cil de dizer, poderia ser suficiente.
Mas n�o estamos a lutar para vos tornar rainha de Porto Real.
Dez mil homens n�o conseguem conquistar Westeros.
As casas antigas juntar-se-�o � nossa rainha,
quando ela atravessar o Mar Estreito.
As casas antigas juntar-se-�o ao lado que julgar�o que ir� ganhar,
como fizeram sempre.
H� mais not�cias. De Yunkai.
Sem os Imaculados para impor as vossas ordens,
os S�bios Meistres voltaram a controlar a cidade.
Voltaram a escravizar os homens livres que ficaram para tr�s
e juraram vingan�a contra v�s.
E em Astapor,
o conselho que criastes para governar a cidade
foi deposto por um carniceiro chamado Cleon
que se autoproclamou Sua Majestade Imperial.
Por favor, deixem-me.
V�s n�o, Jorah.
Parece que a minha liberta��o da Ba�a dos Escravos
n�o est� a correr como planeado.
Poder�eis navegar rumo a Westeros e deixar tudo para tr�s.
Est� um rapaz sentado no Trono de Ferro,
um rapaz que muitos creem ser um bastardo sem direito a ele.
Nunca estiveram t�o vulner�veis.
Em Qarth, aconselhastes-me a n�o ser precipitada.
N�o vos ouvi. Isso correu bem.
Como posso governar sete reinos
se n�o consigo controlar a Ba�a dos Escravos?
Porque haveria algu�m de confiar em mim
e seguir-me? - Sois uma Targaryen,
a M�e de Drag�es.
Tenho de ser mais do que isso.
N�o deixarei que aqueles que libertei voltem a ser acorrentados.
- N�o navegarei rumo a Westeros. - Ent�o, o que fareis?
Farei o que as rainhas fazem.
Governarei.
Ponde o vosso capuz.
A cor � reconhec�vel.
Mas como saberiam?
Sabeis de que tipo de hist�rias gostam mais os homens pobres?
Aquelas sobre raparigas ricas que nunca conhecer�o.
Este � o �nico caminho para o Ninho de �guia?
As montanhas s�o intransit�veis.
Se quereis chegar ao Ninho de �guia, tendes de passar o Port�o Sangrento.
N�o importa o tamanho do vosso ex�rcito,
para atacar este port�o, tendes de o fazer nesta estrada,
com tr�s homens lado a lado
e que ser�o chacinados como cabras.
Os primeiros senhores do Vale n�o tinham muito,
mas tinham estas montanhas e sabiam como as usar.
E a fortaleza que constru�ram aqui nunca foi tomada em mil anos.
Conhecei as vossas for�as, usai-as de forma s�bia
e um homem pode valer dez mil.
Quem quer passar pelo Port�o Sangrento?
Lorde Petyr Baelish e a sobrinha dele, Alayne.
- Em sentido. - Em sentido!
Bem-vindo de volta, Lorde Baelish.
Tio Petyr!
Meu senhor!
Trouxe-te um presente.
- Lorde Baelish. - Minha senhora.
- Vede o que o Tio Petyr me trouxe. - Um presente lindo
para um menino lindo.
� um prazer conhecer-vos, Senhora Arryn.
- Chamo-me Al... - Tira esse capuz, crian�a.
Julgas que n�o sei quem �s?
Achas que deixaria o meu prometido deixar o Ninho de �guia
para tratar de assuntos urgentes sem saber que assuntos eram?
Deixei-o ir para que ele pudesse trazer-te para c�.
Sangue do meu sangue.
� maravilhoso conhecer-vos, Tia Lysa.
N�o deves tratar-me assim em frente a mais ningu�m.
- Claro. Eu compreendo. - Ningu�m pode saber que est�s aqui.
Colocar-nos-ia numa situa��o muito prec�ria.
- Nunca diria nada. - Os Lannister querem destruir-nos.
Tentam faz�-lo h� anos. Agora sabem como �.
A Mam� disse que mataram a tua m�e e que cortaram a cabe�a do teu irm�o.
Sim, e do meu pai tamb�m.
Tamb�m mataram o meu pai, com veneno.
Eu queria fazer com que o homem beb� Lannister voasse,
mas a M�e disse que eu n�o podia. - Faz�-lo voar?
Atrav�s da Porta da Lua.
E ainda por cima,
obrigaram-te a casar com aquele troll nojento.
Obrigaram-nos a ambos. Lorde Tyrion n�o queria.
N�o acredito nisso. Ele abusou de ti?
- N�o. N�s nunca... - Ainda bem.
Robin, esta � a tua prima Sansa.
Mas s� podes trat�-la por Sansa em frente ao Tio Petyr e a mim.
Compreendes? Sansa, este � o meu filho Robin.
� um prazer conhecer-te, Robin.
Leva a Sansa at� aos aposentos dela. Usa as escadas das traseiras.
Ide. Falaremos em breve.
Porque demoraste tanto?
Tive de tratar da subida ao trono do Rei Tommen I,
de extrair a Sansa, de a trazer at� c� viva.
Ela j� c� est�. J� pass�mos tempo suficiente a tratar dela.
- Vamos casar-nos esta noite. - N�o dev�amos...
...informar os senhores do Vale da cerim�nia?
S� h� um senhor do Vale. Os outros podem ser todos enforcados.
Espreitavam e sorriam nas escadas como abutres
assim que o meu marido morreu, a tentarem deitar-me as garras.
- Penso que pod�amos esperar at�... - Estou farta de esperar, Petyr.
Tivemos a nossa noite de n�pcias h� muitos anos.
- Ou n�o te lembras? - Como se tivesse sido ontem.
Que esposa faria por ti as coisas que eu fiz?
Que esposa confiaria em ti como eu confiei?
Quando me deste aquelas gotas
e me disseste para as deitar no vinho do Jon, do meu marido.
Quando me disseste para escrever uma carta � Cat
a dizer-lhe que tinham sido os Lannister.
O que est� feito, est� feito, desvanecido,
s� se falarmos disso � que pode ser real.
Ent�o, ser� esta noite.
Deixa-me tomar banho e vestir-me para a ocasi�o.
Assim que estiver apresent�vel, chamarei logo o Sept�o.
Estou a avisar-te,
vou gritar quando o meu marido fizer amor comigo.
T�o alto
que me ouvir�o do outro lado do Mar Estreito.
Quando achas que deve ser o casamento?
Assim que a dec�ncia o permitir.
Assim que dermos ao Tommen tempo suficiente para chorar o irm�o
e � Margaery para chorar o marido. - Duas semanas?
Parece-me razo�vel.
Nada de malabaristas, nem de an�es a lutar,
nem de 77 pratos.
E o teu casamento com o Loras?
- Pouco depois do do Tommen. - Pouco depois?
Duas semanas.
Sei que n�o gostas deles. Eu n�o gostava do teu marido.
Batia-me muito nas costas. N�o confiava nele.
T�nhamos isso em comum.
N�o tens de fazer alian�as formais com pessoas em quem confias.
Ent�o, em quem podemos confiar?
S� em n�s.
Os Tyrell
s�o os nossos �nicos verdadeiros rivais em termos de recursos
e precisamos deles do nosso lado. - O Robert n�o era muito rico.
Eu � que financiava o Robert.
As guerras engolem ouro como um buraco no ch�o.
Suponho que isso explique porque nos sa�mos t�o bem na �ltima.
Sabes quanto ouro foi extra�do das Terras Ocidentais este ano?
- N�o fa�o ideia. - Tenta adivinhar.
- Quilos, toneladas, gramas? - N�o importa, a resposta � a mesma.
- N�o pode ser. - A �ltima mina em funcionamento
secou h� tr�s anos.
Ent�o, como pagamos as coisas?
A Coroa deve ao Banco de Ferro de Bravos
uma quantia elevada de dinheiro. - Quanto?
Uma quantia elevada.
Deve haver algu�m no Banco de Ferro
com quem possais falar, com quem possais fazer algum tipo de acordo.
O Banco de Ferro � o Banco de Ferro. N�o h� algu�m.
Algu�m trabalha l�, � composto de pessoas.
E um templo � composto de pedras.
Se uma pedra se desfaz, � posta outra no lugar dela.
E o templo mant�m a forma durante mil anos ou mais.
� isso que o Banco de Ferro �, um templo.
Vivemos todos na sombra dele e quase nenhum de n�s o sabe.
N�o podemos fugir deles, n�o podemos engan�-los,
n�o podemos influenci�-los com desculpas.
Se lhes devemos dinheiro e n�o queremos desabar, pagamo-lo.
Partilhar a coroa com os Tyrell ajudar� muito.
� para o bem da fam�lia, eu percebo isso.
N�o sei se os meus irm�os percebem.
Sei que elaboras um caso forte contra o Tyrion.
E enquanto m�e, tens esse direito.
Mas enquanto juiz, n�o posso discutir o julgamento contigo.
Eu respeito isso.
N�o temos de o discutir.
O legado dos Lannister � tudo o que importa.
Come�astes guerras para proteger esta fam�lia.
Virastes as costas ao Jaime por n�o contribuir para o futuro dela.
O que merece o Tyrion
por pegar fogo a esse futuro?
Joffrey.
Cersei.
Walder Frey.
Meryn Trant. Tywin Lannister.
A Mulher Vermelha.
Beric Dondarrion.
Thoros de Myr.
Ilyn Payne. A Montanha.
Podeis calar-vos?
S� posso dormir depois de dizer os nomes.
Os nomes de todas as pessoas de Westeros?
S� daquelas que vou matar.
O �dio � t�o bom como qualquer outra coisa para motivar uma pessoa.
� melhor do que a maioria.
Se encontrarmos o meu irm�o,
talvez possamos ambos tirar um nome da nossa lista.
Se ele estivesse aqui agora, o que far�eis?
Dir-lhe-ia para se calar, para eu poder dormir.
Despachai a vossa lista de homens condenados.
Estou quase a acabar.
S� falta um nome.
Dizei-o.
C�o de Ca�a.
- Obrigada. - A tua m�e sempre foi gulosa.
- A s�rio? - Sim.
Ao jantar, comia logo os bolos de mel,
as am�ndoas caramelizadas, o pudim. Tudo o que fosse doce.
O teu av� acabou por p�r uma septa a control�-la �s refei��es.
A Cat era a primog�nita, era importante manter-se desej�vel,
para o meu Pai lhe arranjar um bom casamento.
E ela estava a come�ar a ficar gorda.
A minha m�e, gorda?
Nunca me deixava comer a sobremesa sem acabar a comida a s�rio.
Isto foi antes de ela casar com o teu pai e se mudar para o Norte.
Quando tu nasceste, ela j� tinha adotado a austeridade do teu pai.
O casamento muda as pessoas.
N�o queria que parasses. Aprecia-os.
- Gostas? - S�o deliciosos.
Onde arranjastes os lim�es? N�o crescem aqui.
C�us, n�o. O Petyr trouxe tr�s caixas de Porto Real.
Ele sabia que gostavas de bolos de lim�o.
- Ele � muito gentil. - Ele preocupa-se contigo.
Imagina onde estarias sem ele.
Nas garras deles e a ser julgada por homic�dio.
- Sim, tenho muita sorte. - Ele sente-se respons�vel por ti.
- Eu sei. Estou-lhe muito grata. - Porqu�?
Porque se sente ele respons�vel por ti?
Sou metade Tully. Ele amava a vossa fam�lia.
Amava a tua m�e. Era isso que querias dizer.
Ele ama-vos, Tia Lysa. Casou convosco.
A tua m�e nunca o amou.
A Cat escolheu sempre o que era mais doce,
o que era mais �bvio. O teu Tio Brandon.
O teu belo, arrogante e cruel tio Brandon.
Quase matou o Petyr num duelo. E a tua m�e amava-o na mesma.
E agora o Petyr arrisca a vida dele para te salvar,
a filha de uma mulher que n�o o amava,
tal como aquelas rameiras nos bord�is dele.
- Ele falou-te delas? - N�o.
N�o te contou as coisas vis que elas fazem com os corpos delas,
que deixam que ele fa�a com os corpos delas?
- Nunca. - Est�s gr�vida?
O qu�? N�o, eu disse-vos, Lorde Tyrion e eu nunca...
N�o perguntava acerca do Tyrion.
O que deixaste o Petyr fazer com o teu corpo?
- Tia Lysa, n�o, eu... - Com o teu corpo jovem e bonito.
- Nada, sou virgem. - N�o me mintas.
Estais a magoar-me.
Eu saberei se mentes.
Sou virgem, juro. Ele ama-vos, Tia Lysa.
Ele s� diz que eu sou est�pida.
Que sou uma menina est�pida com sonhos est�pidos que nunca aprende.
E que sou uma p�ssima mentirosa, por isso, devo dizer sempre a verdade.
E juro-vos que ele nunca me tocou. Nem uma vez, nunca.
Est� tudo bem. Vai ficar tudo bem.
Ser�s vi�va em breve.
Executar�o aquele an�o por assassinar o Rei
e tu ser�s livre para casar com o Robin. Ser�s a Senhora do Vale.
N�o te ensinaram a montar a cavalo?
Ensinaram, minha senhora, quando era pequeno.
Mas n�o era muito necess�rio com Lorde Tyrion.
Ele preferia liteiras.
Talvez devesses ter ficado com ele.
N�o vai ser uma viagem agrad�vel para ti.
Podemos demorar semanas a chegar � Muralha, dependendo do tempo.
� muito longe.
O irm�o da Senhora Sansa est� em Castelo Negro.
Se eu fosse ela, iria para l�.
Est� � vontade para parares quando quiseres.
Nunca, minha senhora, sou o vosso escudeiro.
Cheguei at� aqui sem um escudeiro, porque preciso de um agora?
Os cavaleiros t�m escudeiros, minha senhora.
Eu n�o sou um cavaleiro.
E tamb�m n�o sou traficante de escravos, n�o sou tua dona.
Fiz um juramento, minha senhora.
Liberto-te desse juramento.
Isso quer dizer que poderias ir-te embora.
Eu sei.
O que achas que acontecer� se te fores embora?
Toda a gente dir� que n�o fui um bom escudeiro.
- O que raio estais a fazer? - A praticar.
- O qu�, formas de morrer? - Ningu�m me vai matar.
Matar�o se andardes assim � roda.
Isso n�o � maneira de lutar.
N�o � lutar, � a dan�a da �gua.
Dan�a? Talvez dev�sseis usar um vestido.
Quem vos ensinou essa merda?
O maior espadachim que alguma vez existiu.
Syrio Forel, o Primeira Espada do Senhor do Mar de Bravos.
Bravos. Aposto que era um sacana de cabelo oleoso.
- S�o todos. - N�o sabeis nada de nada.
Aposto que o cabelo dele � mais oleoso do que a rata do Joffrey.
- N�o era. - Era? Est� morto?
- Sim. Foi morto. - Como? Por quem?
Pelo Meryn Trant. Por isso � que Sor Meryn...
Pelo Meryn Trant?
O maior espadachim que j� existiu morto pelo maldito Meryn Trant?
- Eram mais do que ele. - Qualquer prostituto com uma espada
conseguiria vencer tr�s Meryn Trant.
O Syrio n�o tinha uma espada, nem uma armadura, s� um pau.
O maior espadachim que j� existiu n�o tinha uma espada?
Muito bem, v�s tendes uma espada, vamos ver o que ele vos ensinou.
Vamos, fazei-o pelo vosso amigo bravosiano.
Morto, como todos os vossos amigos.
O vosso amigo est� morto e o Meryn Trant n�o est�,
porque o Trant tinha uma armadura e uma espada grande.
- Vossa Gra�a. - Pr�ncipe Oberyn.
- A escrever cartas? - Na verdade, � um poema.
Posso mostrar-vos os jardins?
N�o poderia recusar uma companhia real.
Pois n�o.
- N�o sabia que �reis um poeta. - N�o sou muito bom.
- � para a vossa amante? - Para uma das minhas filhas.
Tendes v�rias, n�o tendes?
- Oito. - Oito?
- Oito filhas? - A quinta � dif�cil.
Dei-lhe o nome da minha irm� Elia.
- � um lindo nome. - Sim.
Mas n�o consigo diz�-lo sem ficar triste.
E depois de ficar triste, fico zangado.
Talvez seja por isso que ela � dif�cil.
Os deuses adoram as piadas est�pidas deles, n�o adoram?
Que piada � essa?
Sois um pr�ncipe de Dorne, um lutador lend�rio,
um homem brilhante temido por todo Westeros,
mas n�o conseguistes salvar a vossa irm�.
Eu sou uma Lannister, sou rainha h� 19 anos,
sou filha do homem mais poderoso que existe,
mas n�o consegui salvar o meu filho.
De que serve o poder
se n�o conseguimos proteger aqueles que amamos?
- Podemos ving�-los. - Sim, podemos ving�-los.
Acreditais mesmo que o Tyrion assassinou o vosso filho?
Eu sei que assassinou.
Haver� um julgamento e descobriremos a verdade.
Haver� um julgamento de qualquer forma.
N�o vejo a minha filha h� mais de um ano.
Da �ltima vez que a vi,
nadava com duas das minhas filhas nos Jardins de �gua.
A rir ao sol.
Quero acreditar nisso.
- Quero acreditar que ela � feliz. - Dou-vos a minha palavra.
N�o magoamos meninas em Dorne.
Magoam meninas em todos os lugares do mundo.
Podeis levar-lhe um presente meu?
N�o estive l� no dia do nome dela e n�o sei quando voltarei a v�-la.
O que quiserdes.
Os melhores construtores navais de Porto Real
trabalham nele h� meses.
A Myrcella adora o mar aberto.
Mandarei lev�-lo para Lan�a Solar para ela.
Por favor, dizei-lhe
que a m�e dela tem muitas saudades dela.
N�o. N�o. N�o.
Raios.
C�us.
Retiraste a pele?
- N�o, minha senhora. - J� cozinhaste um coelho antes?
N�o, minha senhora.
Alguma vez cozinhaste para Lorde Tyrion?
N�o, minha senhora.
Os cozinheiros faziam-no.
- O que est�s a fazer? - A ajudar-vos com a vossa armadura.
Retiro a minha armadura h� bastante tempo, muito obrigada.
O que fazias exatamente para Lorde Tyrion?
Trazia-lhe as refei��es e levantava a mesa quando ele acabava.
Mantinha a roupa dele e os len��is limpos.
Levava as mensagens dele e trazia as respostas.
A maior parte do tempo servia vinho.
Enquanto estiveste ao servi�o de Lorde Tyrion,
fizeste algo relacionado com combate?
Matei um homem.
Quem?
Um guarda real.
Ele tentou matar Lorde Tyrion na �gua Negra.
Como mataste um guarda real?
Espetei uma lan�a na parte de tr�s da cabe�a dele.
Isto � rid�culo.
Ajuda-me com estas correias.
Ouve. Levanta-te!
Levanta-te.
Isso mesmo, rapaz, p�e-na l� dentro.
Acende o fogo e depois deixa descongelar.
- Sim, e depois comemos. - Apetecia-me peixe.
Agora, est� calada.
Precisas de �gua.
- N�o interessa. - Claro que interessa.
N�o podes deixar que nada te detenha.
Eles j� me detiveram.
N�o.
N�o est�s aqui.
Est�s longe daqui.
O que quer isso dizer?
Na colina.
Um grande represeiro.
Tamb�m o viste.
A Meera e eu, at� o Hodor,
s� estamos aqui para te guiar.
Ele est� � tua espera.
Temos de o encontrar.
Tens de l� chegar.
Chegaremos.
Isto n�o � o final.
Para ti, n�o �.
Ainda n�o �.
Como saberemos que � o final?
Saber�o.
Irm�os!
Deslocas-te silenciosamente.
- Quantos? - 11 homens.
A maior parte deles j� est� b�beda.
N�o h� guardas. N�o parecem estar nada preocupados.
Vamos cort�-los como se fossem um bolo de noz.
O Karl era o assassino mais bem pago de Fundo das Pulgas.
J� vi o que ele consegue fazer com uma faca.
J� viste o que eu consigo fazer com uma faca?
Ainda n�o.
H� uma cabana no lado oeste. Dev�amos manter-nos longe dela.
- Porqu�? - T�m c�es acorrentados l� dentro.
Quanto mais perto chegarmos sem os c�es sentirem o cheiro, melhor.
Hoje h� lua nova.
Descansem. Avan�aremos ao p�r-do-sol.
Sempre gostei de raparigas com carac�is.
D�-lhes um toque de classe.
Fica com o que sobrar.
Levantem-na.
Parem.
- Parem. O que est�o a fazer? - Hodor.
- Hodor. - Parem.
Parem!
- Hodor. - Parem!
- Por favor. - Hodor.
- Por favor, deixem-na em paz. - Hodor.
Por favor, deixem-na em paz!
Por favor, parem.
O que est�o a fazer? Deixem-na em paz!
N�o!
Tens um cabelo bonito, n�o tens?
O que faz aqui uma bem-nascida bonita como tu
nos bosques profundos e escuros?
Deixaste o castelo do pap� � procura de sarilhos, n�o foi?
N�o usas vestidos.
Gostas de viol�ncia, n�o gostas?
Gostas da valeta, n�o gostas?
Se libertares a minha irm�, eu posso ajudar-te.
- Podes ajudar-me? - Posso.
E como vais fazer isso?
Tenho a vis�o. Consigo ver coisas.
- Isso � muito �til. - Coisas que ainda n�o aconteceram.
Que maravilha.
Uma maravilha.
Viste o que vou fazer � tua irm�?
O que eles v�o fazer?
N�o.
N�o feches os olhos.
Vi-te morrer esta noite.
Vi o teu corpo a arder.
Vi a neve a cair e a enterrar os teus ossos.
Atacar!
Eles est�o aqui, a Patrulha da Noite.
A equipa de salvamento chegou, rapazes.
- Minha senhora. - O Jon est� convosco?
Est�. Eu levo-te at� ele.
�s o Brandon Stark?
Hodor.
O pequeno senhor aleijado. Vamos dar um passeio, rapaz.
Jon!
Continua a falar e corto a garganta dos teus amigos.
Come�ando pelo idiota.
Ouviste?
Hodor!
Hodor.
Hodor.
Hodor.
Hodor!
Hodor, tira-lhe a faca. Liberta-me.
Hodor, tira-lhe a faca!
Liberta-me, Hodor!
Liberta o Jojen e a Meera. Vai!
Jon.
Jon!
Se ele te vir, n�o te deixar� ir para norte.
- Ele � meu irm�o. - E quer proteger-te.
Levar-te-� para Castelo Negro.
Tens de decidir.
Queres encontrar o corvo com tr�s olhos?
- Hodor. - Bran.
Temos de libertar o Ver�o. E temos de nos ir embora.
Lorde Snow.
Vais levar-me de volta para ser julgado?
Era bom o que t�nhamos aqui.
�ramos homens livres. Tu nunca ser�s livre.
Nunca saber�s como �.
Aprendeste a lutar num castelo?
Um velhote ensinou-te qual a postura a adotar,
como te esquivares?
Como lutar com honra?
Sabes qual � o problema da honra?
Tu.
Est�s bem?
Vem comigo.
Vem.
Perdemos quatro irm�os?
Cinco.
O que, pelos sete infernos, podia fazer isto a um homem?
Eu conto dez amotinados mortos.
O Locke disse que havia 11.
Onde est� o Rast?
- Toma mais uma. - Jon!
Onde, pelos sete infernos...
Anda c�!
Tive saudades tuas, rapaz.
O que fazemos com elas?
N�o est�o em seguran�a aqui sozinhas.
O Mance Rayder tem um ex�rcito que vem nesta dire��o
e h� coisas piores por aqui do que o Mance.
Venham connosco para Castelo Negro.
Podemos arranjar-vos trabalho, manter-vos em seguran�a.
Com todo o respeito, Sor Corvo,
o Craster espancava-nos e fazia-nos coisas piores.
Os vossos irm�os corvos espancaram-nos e fizeram-nos coisas piores.
- Havemos de nos orientar. - Querem ficar aqui
na Fortaleza de Craster?
Peguem-lhe fogo
e a todos os mortos com ela.
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