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Original subtitles

A GUERRA DOS TRONOS Cumpridora de Promessas

Chamo-me Verme Cinzento.

Venho das "Ilas" do Ver�o.

Ilhas. Ilhas do Ver�o.

Ilhas do Ver�o.

Eu venho de uma ilha chamada Naath.

Quando raptaram-te?

Quando me raptaram?

Eu tinha cinco anos.

Lembras-te da tua casa?

Lembro-me de quando nos levaram em barcos a remos para longe da costa.

De como as praias eram brancas.

De como as �rvores eram altas.

E lembro-me da minha aldeia a arder.

Do fumo a elevar-se no c�u.

Tu lembras-te da tua casa?

Imaculado. Sempre Imaculado.

- Antes de ser Imaculado, nada. - Isso n�o � verdade.

Talvez um dia regresses �s Ilhas do Ver�o.

N�o quero regressar.

- Matar os senhores. - Matar os senhores.

Como est�o a correr as aulas?

Muito bem, Vossa Gra�a.

A Missandei � professora boa, minha rainha.

Ter�o de continuar mais tarde.

Est� na hora.

Voc�s ouviram-na. Ela disse que veio libertar-nos.

�s um tolo. Os senhores s�o muito fortes.

Ela proteger-nos-�.

Ela derrotou o campe�o dos senhores.

Ela tem um grande ex�rcito.

Querem viver o resto da vida acorrentados?

Quero viver. Viste o que fizeram �quelas crian�as.

O que achas que nos far�o?

J� assisti a duas revoltas de escravos, rapaz.

Acabam sempre da mesma forma:

os senhores no poder e os escravos mortos.

Todos os homens t�m de morrer.

Mas eu prometo-vos

que um �nico dia de liberdade vale mais do que uma vida acorrentado.

- Quem �s tu? - Este chama-se Verme Cinzento.

Fui raptado em beb� pelos senhores de Astapor.

Fui criado e treinado para ser um Imaculado.

Agora luto por Daenerys,

a M�e de Drag�es

e Quebradora de Correntes.

�s Imaculado?

Ensinaram-te a lutar antes de saberes andar.

- N�s n�o somos soldados. - N�o temos treino,

nem armas.

H� tr�s escravos nesta cidade para cada senhor.

Ningu�m vos pode dar a vossa liberdade, irm�os.

Se a querem, t�m de a tomar.

MATAR OS SENHORES

Mhysa!

Mhysa! Mhysa! Mhysa!

Mhysa! Mhysa! Mhysa!

Mhysa!

Recordai-me, Sor Jorah,

quantas crian�as � que os Grandes Meistres pregaram aos marcos?

163, Khaleesi.

� verdade.

Vossa Gra�a, posso falar-vos?

A cidade � vossa.

Todas estas pessoas s�o agora vossos s�bditos.

�s vezes, � melhor reagir � injusti�a com miseric�rdia.

Reagirei � injusti�a com justi�a.

O que raio foi isto?

Fui eu a atirar-vos ao ch�o com a vossa m�o.

Sois um talento raro.

Pelo menos, quando lutais contra aleijados.

Aprendestes a lutar como um bom menino.

Aposto que o apunhalamento do Rei Louco pelas costas foi lindo.

Quereis lutar de forma bonita ou quereis ganhar?

- Falais assim com o meu irm�o? - A toda a hora.

Ele habituou-se.

- Achais que foi ele? - N�o.

� verdade que ele odiava o fedelho, mas quem n�o odiava?

E o veneno n�o � o estilo dele.

Nem o homic�dio.

Se quereis ter a certeza, porque n�o lhe perguntais?

Ainda n�o fostes visit�-lo?

Por hoje, chega.

O vosso irm�o contou-vos como comecei a servi-lo?

Lutastes no lugar dele no julgamento dele no Ninho de �guia.

Sim.

Mas s� quando a Senhora Arryn exigiu que o julgamento fosse naquele dia.

V�s fostes a primeira escolha dele. Ele nomeou-vos campe�o dele,

porque sabia que cavalgar�eis dia e noite para lutar por ele.

Ides lutar por ele agora?

Para ser sincero, isto n�o � assim t�o mau.

Quatro paredes, um bacio onde mijares.

Eu estive acorrentado a um poste de madeira

coberto pela minha pr�pria merda durante meses.

Isso deve fazer-me sentir melhor?

Talvez um pouco.

- Desculpa n�o ter vindo antes. - � complicado.

- Como est� a nossa irm�? - Como achas que est�?

O filho dela morreu-lhe nos bra�os.

- O filho dela? - N�o...

Sabes o que se avizinha?

O meu julgamento por regic�dio.

Sei que todo o territ�rio julga que sou culpado,

que um dos meus tr�s ju�zes

desejou a minha morte mais vezes do que posso contar.

E esse juiz � o meu pai.

Quanto � Cersei, deve estar a procurar uma forma

de evitar um julgamento mandando-me matar.

Ela pediu-mo.

Ent�o, devo virar as costas e fechar os olhos?

Depende.

Mataste-o?

Os irm�os Regicidas. Gostas?

Eu gosto.

Est�s mesmo a perguntar-me se matei o teu filho?

Est�s mesmo a perguntar-me se mataria o meu irm�o?

Como posso ajudar-te?

Podias libertar-me.

Sabes que n�o posso.

- Ent�o, n�o h� mais nada a dizer. - O que queres que fa�a?

Que mate os guardas? Que te retire da cidade numa carro�a?

- Sou o Comandante da Guarda Real. - Desculpa, tinha-me esquecido.

Detestaria que fizesses algo inadequado.

Inadequado? �s acusado de matar o Rei.

- Libertar-te � trai��o. - Mas eu n�o o matei.

Por isso � que vai haver um julgamento.

Um julgamento.

Mesmo que o assassino se lan�asse diante do Trono de Ferro,

confessasse o crime e apresentasse provas irrefut�veis da culpa dele,

isso n�o importaria para a Cersei.

Ela n�o descansar� at� a minha cabe�a estar numa estaca.

N�o s� a tua.

Oferece o t�tulo de cavaleiro a quem encontrar a Sansa Stark.

A Sansa n�o poderia t�-lo feito.

Tinha mais motivos do que qualquer outra pessoa nos Sete Reinos.

Ser� coincid�ncia ela desaparecer na noite da morte do Joffrey?

N�o, mas...

A Sansa n�o � uma assassina.

Pelo menos, por enquanto.

Para onde me levais?

Vou casar com a vossa tia Lysa.

Ela est� � nossa espera no Ninho de �guia.

L� estareis em seguran�a.

Matastes o Joffrey?

Se matei o Joffrey?

- Estou no Vale h� semanas. - Sei que fostes v�s.

E quem me ajudou nesta conspira��o?

Havia Sor Dontos.

Usaste-lo para me tirar de Porto Real,

mas nunca confiar�eis nele para matar o Rei.

Porqu�?

Porque sois demasiado esperto para confiar num b�bedo.

Ent�o, talvez tenha sido o vosso marido.

- N�o. - Como sabeis?

Porque sei.

Tendes raz�o. Ele n�o esteve envolvido na morte do Joffrey.

Mas v�s estivestes.

Lembrais-vos do belo colar que o Dontos vos deu?

N�o deveis ter reparado que faltava uma pedra depois do banquete.

O veneno.

N�o compreendo. Os Lannister deram-vos riqueza, poder.

O Joffrey fez de v�s senhor de Harrenhal.

Um homem sem motivo � um homem de que ningu�m desconfia.

Mantende sempre os vossos inimigos baralhados.

Se n�o souberem quem sois e o que quereis,

n�o podem saber o que planeais fazer a seguir.

N�o acredito em v�s.

Se vos apanharem, espetar�o a vossa cabe�a numa estaca

como fizeram com a do meu pai.

Arriscar-vos-�eis a isso s� para os confundir?

H� tantos homens que arriscam t�o pouco.

Passam a vida a evitar o perigo.

E depois morrem.

Eu arriscaria tudo para conseguir o que quero.

E o que quereis?

Tudo.

A minha amizade com os Lannister foi produtiva,

mas o Joffrey,

um rapaz odioso com uma coroa na cabe�a,

n�o era um aliado de confian�a.

E quem poderia confiar num amigo assim?

Quem poderia confiar em v�s?

Eu n�o quero amigos como eu.

Os meus novos amigos s�o previs�veis,

s�o pessoas muito razo�veis.

Quanto ao que aconteceu ao Joffrey,

era algo que os meus novos amigos queriam muito.

N�o h� nada como um presente atencioso

para fortalecer uma nova amizade.

N�o acredito que vos ides embora.

Que me ides deixar aqui sozinha com estas pessoas.

Chegou o momento, minha querida.

N�o h� nada mais aborrecido do que um julgamento.

Exceto talvez estes jardins.

Se tiver de dar mais um passeio por estes jardins,

lan�o-me dos despenhadeiros.

- J� foste visitar o Tommen? - N�o.

Eles concordaram com a uni�o? Ningu�m me diz nada.

Eu n�o devia ter casado com o teu av� Luthor.

Ele estava noivo da minha irm�, a tua tia-av� Viola.

Eu devia ser entregue a um Targaryen qualquer.

Casar com um Targaryen estava na moda na altura.

Mas assim que vi o meu prometido,

com a cara nervosa de fur�o dele e o cabelo prateado rid�culo,

soube que n�o serviria.

Ent�o, na noite antes de o Luthor pedir a minha irm� em casamento,

perdi-me no regresso da minha aula de bordado

e fui parar aos aposentos dele.

Que distra�da.

Na manh� seguinte, o Luthor n�o desceu as escadas

para pedir a minha irm� em casamento, pois n�o conseguia andar.

E quando conseguiu, a �nica coisa que queria

era o que eu lhe tinha dado na noite anterior.

Eu era boa. Era muito boa.

Tu �s ainda melhor. Mas tens de agir depressa.

A Cersei pode ser malvada, mas n�o � est�pida.

Virar� o rapaz contra ti assim que puder.

E quando te casares, ser� tarde demais.

Felizmente para ti, a Rainha Regente est� distra�da neste momento,

a chorar o filho querido que faleceu

e a acusar o irm�o dela do homic�dio que ele n�o cometeu.

- Poderia t�-lo cometido. - Mas n�o o cometeu.

- N�o sabeis, Av�. - Sei.

Achas que te deixaria casar com aquele animal?

O qu�? N�o compreendo.

N�o te preocupes com isso.

Limita-te a fazer o que tem de ser feito.

Lutem!

Outra vez!

Muito bem. �timo.

Muitos selvagens lutam com uma arma em cada m�o.

A primeira coisa a fazer

� desarm�-los para tentar equilibrar a luta.

Vamos prender isto como vos mostrei!

Vamos ver do que s�o capazes.

- Olly, fica a ver por agora. - Eu consigo lutar.

J� pegaste numa espada?

Era o melhor arqueiro da nossa vila. Era!

Eu acredito em ti. Um dia, vamos ca�ar coelhos.

Mas agora, observa e aprende.

Voc�s os dois.

Devagar, tentem desarmar o outro.

Sabes lutar.

Podias ter tido mais calma com ele.

Assim, n�o teria aprendido nada.

Lorde Snow!

O que achas que est�s a fazer?

O Grenn e eu est�vamos a ajud�-los.

O Grenn � um patrulheiro, tu �s um intendente.

Talvez tenhas esquecido isso quando estavas com a tua cabra selvagem,

mas eu n�o esqueci.

- Algu�m tem de os treinar. - E esse algu�m n�o �s tu.

Vai procurar um bacio para esvaziar.

Vamos. F�-lo. Seu bastardo de um traidor.

D�-me uma desculpa. O Mormont agora n�o est� aqui para te proteger.

Voltem ao trabalho!

J�!

Eu disse j�!

Eles gostam do bastardo, de ti n�o.

Achas que me importa se gostam de mim? Estamos em guerra.

Por agora. Mas n�o podes ser comandante interino para sempre.

Vai haver uma escolha. O velho meistre insistir� nisso.

Talvez seja melhor reconsiderares o pedido dele

de marchar at� � Fortaleza de Craster.

Deixa os amotinados tratarem do Snow,

ou poder�s receber ordens dele durante o resto da vida.

�s um bastardo?

Achei que eras bem-nascido.

O meu pai era bem-nascido, a minha m�e n�o.

Chamo-me Locke.

Jon Snow.

Lutas bem. O que te trouxe at� aqui?

Uma no��o de dever.

Queria fazer a minha parte para proteger o dom�nio.

Era guarda de ca�a nas Terras da Tempestade.

Dei uma perdiz aos meus filhos esfomeados.

Fui est�pido o suficiente para ser apanhado.

Escolhi a Muralha em vez de perder a m�o.

Achei que aqui n�o teria de dar graxa a ot�rios bem-nascidos.

Vamos, despachem-se! Do que est�o � espera, do Ver�o?

Parece que estava enganado.

Mandastes chamar-me, Vossa Gra�a?

Vossa Gra�a... Que formal.

Quantos guardas reais est�o � porta do Tommen?

Sor Boros est� de servi�o esta noite. Amanh�, creio...

Ent�o, um?

Tens um homem a guardar o futuro rei?

Garanto-te que o Tommen est� em seguran�a. Estamos a proteg�-lo.

Como protegeram o Joffrey?

Porque te libertou a Catelyn Stark?

- O qu�? - Pergunto-me h� meses.

Desde que aquela grande vaca te trouxe de volta para a capital.

- Porque te libertou? - Sabes porqu�.

Esperava que mandasse as filhas dela de volta para ela.

Ela esperava que o fizesses ou prometeste faz�-lo?

Jurei por todos os deuses

que, se as filhas dela estivessem vivas, lhas devolveria.

Ent�o, fizeste um juramento sagrado ao inimigo.

Queria voltar para junto de ti.

- Devia ter-lhe dito para se lixar? - Ent�o, n�o falavas a s�rio?

N�o deves qualquer lealdade � Catelyn Stark?

A Catelyn Stark est� morta.

Se te dissesse para deixares a capital agora e encontrares a Sansa,

se te dissesse para encontrares aquela cabra assassina

e para me trazeres a cabe�a dela,

f�-lo-ias?

Sei que foste visitar o Tyrion.

Aquela criatura que assassinou o nosso filho.

Tinha de ir visit�-lo. Tinha de saber.

E ent�o?

N�o foi ele, Cersei.

Sempre tiveste pena dele.

O nosso pobre irm�o mais novo.

Maltratado pelo mundo, desprezado pelo pai e pela irm�.

Matar-nos-ia a todos se pudesse.

Quero quatro homens � porta do Tommen, dia e noite.

� tudo, Comandante.

Sor Salto?

Como passastes pelos guardas reais?

Guarda real.

Acho que n�o dev�eis estar aqui.

A minha m�e n�o permite que eu tenha visitas � noite.

N�o sou uma visita, Vossa Gra�a. Diz-se que vou ser a vossa noiva.

Sab�eis que as pessoas em casamentos arranjados

muitas vezes n�o se conhecem at� ao dia do casamento?

Antes de decidirmos passar a nossa vida juntos,

dev�amos conhecer-nos, n�o achais?

Sim.

- Mas se a minha m�e descobrisse... - Pode ser o nosso segredo.

Se vamos ser marido e mulher,

espero que tenhamos alguns segredos dela.

Ent�o, Vossa Gra�a...

Sim?

Contai-me um segredo.

- Ol�. �s um belo gato. - � Sor Salto.

� muito bonito.

O Joffrey n�o gostava dele.

Amea�ou esfol�-lo vivo

e misturar as entranhas dele na minha comida

para eu n�o saber que estava a com�-lo.

Isso � muito cruel.

N�o me pareceis cruel.

N�o.

- Acho que n�o sou. - Que al�vio.

Porque sabeis o que acontece quando nos casarmos?

Dizemos os nossos votos diante do Alto Sept�o.

- E depois h� um banquete. - Ao nos casarmos, torno-me vossa.

Para sempre.

Est� a ficar tarde.

Devia ir andando.

Posso voltar a visitar-vos?

Est� bem.

N�o vos esque�ais, � o nosso segredo.

"Sor Jaime Lannister.

"Ordenado cavaleiro e membro da Guarda Real aos 16 anos.

"Na pilhagem de Porto Real, assassinou o rei dele, Aerys II.

"Foi perdoado por Robert Baratheon.

"Passou depois a ser conhecido como o Regicida."

� dever do Comandante encher essas p�ginas.

E ainda h� espa�o na minha.

A�o valiriano.

- � vossa. - N�o posso aceit�-la.

Foi forjada a partir da espada do Ned Stark.

Us�-la-eis para proteger a filha do Ned Stark.

Jurastes devolver as raparigas Stark � m�e delas.

A Senhora Stark est� morta. A Arya tamb�m deve estar morta,

mas ainda podeis encontrar a Sansa e lev�-la para um local seguro.

Tenho outra coisa para v�s.

Espero ter acertado nas vossas medidas.

Hei de encontr�-la.

Pela Senhora Catelyn.

E por v�s.

Quase me esquecia.

Tenho mais um presente.

- N�o preciso de um escudeiro. - Claro que precisais.

Vai atrasar-me.

O meu irm�o est� em d�vida para com ele. N�o est� em seguran�a aqui.

Estais a afast�-lo do perigo. � um ato de nobreza.

N�o vos atrasarei, senhor...

...minha senhora. Prometo servir-vos bem.

Vedes? Ele � bom rapaz. V�o dar-se bem.

Com os cumprimentos de Lorde Tyrion.

O machado dele da �gua Negra.

Do que est�s � espera, de um beijo?

Prepara o cavalo da senhora.

Dizem que as melhores espadas t�m nomes. Alguma ideia?

Cumpridora de Promessas.

Adeus, Brienne.

Vamos, toca a andar.

N�o devia t�-la tirado daqui.

- Ela n�o estava em seguran�a aqui. - N�o est� em seguran�a l�.

Eu devia ter sabido. Disseste que havia selvagens a sul da Muralha.

Se atacam as aldeias mais pequenas, Vila da Toupeira pode ser a seguir.

Ou Castelo Negro pode ser a seguir.

- Eu devia ir buscar a Goiva. - Ningu�m pode sair do castelo.

Lembro-me de desobedeceres a ordens e de ires para sul ajudar o Robb.

E eu lembro-me de quem foi atr�s de mim e me trouxe para casa.

Eu sei como � dif�cil, Sam, acredita em mim.

Quando me disseste que o Bran fora para al�m da Muralha,

s� pensava em recuperar as minhas for�as para ir procur�-lo.

Quem me dera t�-lo convencido a voltar comigo.

Eu tentei. A s�rio que tentei.

A que velocidade poderiam eles viajar?

Um rapaz aleijado a ser puxado num tren� por um simpl�rio.

N�o sei. Passariam por aldeias de selvagens.

Poderiam tentar encontrar abrigo numa delas.

Os selvagens juntaram-se ao Mance.

Todas as aldeias ou abrigos estar�o desertos.

Com exce��o...

Do Craster?

- O Bran ter� encontrado... - Snow!

N�o queria interromper. O Thorne quer falar contigo.

Autorizo a tua incurs�o at� � Fortaleza de Craster.

Mas n�o mandarei ningu�m ir contigo,

s� ir�o volunt�rios.

Obrigado, Sor Alliser.

Irm�os!

Vou para al�m da Muralha at� � Fortaleza de Craster

capturar ou matar os amotinados que l� est�o.

Pe�o volunt�rios para virem comigo.

H� 96 km de terra despovoada daqui at� � Fortaleza de Craster

e o Mance Rayder tem um ex�rcito a preparar-se para nos atacar,

mas temos de fazer isto.

A nossa sobreviv�ncia pode depender

de chegarmos aos amotinados antes do Mance.

Eles conhecem a Muralha, conhecem as nossas defesas.

Se o Mance ficar a saber o que eles sabem, estamos perdidos.

Mas se isso n�o bastar, pensem no seguinte:

se na Patrulha da Noite somos realmente irm�os,

ent�o o Comandante Mormont era nosso pai.

Ele viveu e morreu pela Patrulha e foi tra�do pelos homens dele,

apunhalado pelas costas por cobardes. Merecia muito melhor.

Agora, s� lhe podemos dar justi�a.

Quem se juntar� a mim?

N�o posso deixar um recruta ir para norte da Muralha.

Ent�o, deixa-me fazer o juramento.

Se te diriges para uma luta, precisas de homens que saibam lutar.

Obrigado, irm�os.

N�o.

N�o, por favor. Por favor, n�o.

Est�s a magoar-me.

Karl Tanner de Beco do Gin

a beber vinho do cr�nio do maldito Jeor Mormont.

Alguma ordem para n�s, Comandante?

O qu�?

Quereis que as fodamos at� estarem mortas?

Ouviram, rapazes? Fodam-nas at� estarem mortas.

Rast!

- Vai l� fora alimentar o animal. - Dev�amos mat�-lo.

Tu devias fechar a maldita boca, seu ot�rio feio.

Pareces um escroto.

Tens uma cara feia de ot�rio.

Podia mijar em qualquer sarjeta e ensopar cinco como tu.

Sabes quanto me pagavam para matar um homem em Porto Real?

Sete moedas de prata.

Diziam-me o nome de um homem e ele n�o voltava a ver a luz do dia.

Nenhum desses sacanas me escapava.

N�o perco uma luta desde os nove anos.

Talvez esteja na altura.

O que te parece?

Talvez sejas tu o homem que me far� perder. Que tal, ot�rio?

N�o teria hip�tese.

- Nenhum de n�s teria. - Eu era uma lenda em Beco do Gin.

Uma porra de uma lenda!

Enfrentaria qualquer cavaleiro em qualquer altura!

Malditos ot�rios com armaduras. Malditos cobardes.

Um presente para os deuses.

- Um presente para os deuses. - Um presente para os deuses.

O que raio � isso?

O �ltimo filho do Craster, um rapaz.

O que hei de fazer com ele?

O que fazia o Craster?

Matava-os antes de poderem crescer e fazer-lhe o mesmo?

Est� bem.

N�o preciso de outra boca para alimentar. D�-mo.

Ele n�o os matava, oferecia-os.

- A quem? - Aos deuses.

- Aos Caminhantes Brancos. - Um presente para os deuses.

Um presente para os deuses.

- Um presente para os deuses. - Calem-se!

Bem...

Se funcionou para ele,

vamos dar aos Caminhantes o que eles querem.

O Rast vai nessa dire��o.

Besta com conjuntivite.

Tens sede?

Porra!

Hodor.

Est�o a ouvir?

� um beb�?

Vem a�.

Vou at� l�.

- N�o, temos de nos manter juntos. - Eu vou.

- Bran! - Hodor.

- Bran, o que aconteceu? - O Ver�o est� ferido.

- Apanharam-no numa armadilha. - Quem?

N�o vi, mas t�m o lobo do meu irm�o.

T�m o Fantasma.

S�o da Patrulha da Noite. Vejam.

O Jon pode estar aqui.

Se o Jon estivesse aqui, porque poriam o lobo dele numa jaula?

Podem ter sido da Patrulha da Noite, mas j� n�o s�o.

N�o estamos em seguran�a aqui. Temos de nos ir embora.

- N�o. - Bran, temos de ir j�.

N�o me vou embora sem o Ver�o.

- Lembras-te de onde estava a jaula? - No lado leste da fortaleza.

Se eu n�o voltar em breve, encontramo-nos...

Hodor.

�s uma vergonha. Anda c�!

Hodor.

Hodor.

Hodor.

Se fosse do teu tamanho, seria rei da porcaria do mundo.

Ajudem-no a sentar-se.

Isto � bom.

Pele de qualidade.

N�o �s um selvagem.

�s importante, bem-nascido.

Quem �s tu?

No s�tio de onde eu venho,

um homem do povo que esbofeteia um pequeno senhor como tu

fica sem a m�o direita.

Mas estamos muito longe de casa, n�o estamos?

E voc�s os dois, gente elegante

a norte da Muralha a vaguear pelo bosque.

N�o � um pouco estranho?

Gosto do teu cabelo encaracolado.

A minha m�e tinha carac�is assim.

Carac�is castanhos lindos.

Porque arrastaram um rapaz aleijado at� aqui?

Vejo que n�o jogaram este jogo antes.

Um ref�m bem-nascido � algo valioso.

Mas tr�s s�o muitas bocas para alimentar.

- O que raio se passa com ele? - Anda c�.

N�o, por favor.

- Por favor, deixa-me ajud�-lo. - Quem �s tu?

- Por favor. - Quem �s tu?

Sou Brandon Stark de Winterfell!

� o irm�o do Jon Snow.

� a Meera. Estou aqui.

E eu que pensava que este ia ser outro dia aborrecido.

Estou aqui. Estou aqui.

Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips

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