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Em epis�dios anteriores...
Menti quando disse que n�o tinha visto o Capit�o.
Por causa das minhas transgress�es, nenhum de n�s
voltar� a ser consultor da Pol�cia.
O teu pai ligou. Chega amanh�.
Fizeste uma trapalhada, Sherlock.
Vim resolv�-la.
Que pena.
A hist�ria repete-se. N�o temos ch� de Tienchi.
Isto acontece-te muitas vezes?
Aconteceu na sua �nica visita a Baker Street.
Ou n�o se lembra de me ter censurado por n�o ter o seu ch� preferido?
Hoje n�o vou faz�-lo.
Deixei de beber Tienchi em 2003.
Apesar da nossa correspond�ncia pouco frequente,
n�o esqueci os pilares da nossa rela��o, portanto poupe o discurso.
Pensei que um grande detective tivesse de ser um grande ouvinte.
Ouvi atentamente durante anos.
N�o tinha paci�ncia para a fraqueza,
real ou imaginada, e isso n�o mudou.
N�o precisa de me relembrar
que uma reca�da leva ao despejo.
- J� disse que vim ajudar. - � isso que faz agora?
Ajudo-te a ti, Sherlock.
Temos defini��es diferentes dessa palavra.
Quem te p�s na desintoxica��o h� v�rios anos?
Quem te juntou a Ms. Watson?
Quem te p�s no caminho certo?
E como vais ajudar-me desta vez?
Se consentires,
farei com que possas voltar a ser consultor na Pol�cia de Nova Iorque.
Porque faria isso?
Quando tiveste problemas em Londres,
perdi a f� em ti.
Mandei-te para c�,
porque te queria longe da vista e da mente.
Mal sabia eu que ias ficar t�o forte e saud�vel.
Sim, estou robusto.
S�brio h� sete dias.
N�o me refiro aos �ltimos dias.
Estou a falar dos �ltimos anos.
Respeito o que constru�ste aqui, o trabalho que fizeste.
Orgulho-me de ti.
Nunca pensei.
Antigamente,
Ms. Watson e eu comunic�vamos por e-mail.
Ela descreveu o sistema de apoio que estavas a construir,
como o teu trabalho com a Pol�cia era uma parte importante dele.
L� tens estrutura, amigos.
Receio que tenhas dificuldades sem ela.
Tenho a Watson,
tenho um programa,
e a Pol�cia n�o det�m o monop�lio do trabalho de investiga��o.
Talvez seja errado preocupar-me.
Sabes quantas vezes me engano.
N�o sei quanto tempo vou ficar, mas a proposta mant�m-se de p�.
�-me bastante f�cil reverter o teu estatuto junto da Pol�cia,
se tu e a Ms. Watson o desejarem.
- N�o posso falar por ela. - Claro que n�o.
Espero que ma apresentes para lhe fazer a mesma proposta.
E quero agradecer-lhe.
Salvou a vida do meu filho.
Os ricos deviam pagar mais impostos.
A) concordo.
B) discordo.
Dra. Sarkisian, preciso de um intervalo.
O ordenado m�nimo devia ser aumentado.
A) concordo.
B) discordo.
N�o quero estragar o estudo, mas n�o aguento mais.
D�-me um minuto, est� bem?
Os terroristas n�o merecem um julgamento justo.
A) concordo.
B) discordo.
A imigra��o, legal e ilegal, devia ser controlada.
- Est� a� algu�m? - A) concordo.
- Est�o a�? - B) discordo.
Meu Deus!
S04E02 "Evidence of Things Not Seen"
Ol�.
Est�s a� sentado desde ontem � noite?
Cheguei, disseste que estavas a pensar e fui para a cama.
Est�s vestida para trabalhar.
Pareces lento. M� altura para isso.
Temos um triplo homic�dio.
O qu�?
Temos uma entrevista de emprego.
Mais ou menos. � mais uma audi��o.
- Com quem? - Gary Burke. � do FBI.
Conheci-o enquanto trabalhavas para o MI6.
� um pouco conservador,
mas acho que podemos dar-nos bem com ele.
Sim, se chefia investiga��es de triplos homic�dios.
N�o sei como costuma ser, mas hoje calhou-me um.
Tr�s mortos num laborat�rio de neuroeconomia no Harlem.
Roubaram uma investiga��o secreta.
Disse-lhe que o nosso conhecimento de neuroeconomia lhe daria jeito.
�s perita em neuroeconomia?
Comparativamente com um agente do FBI...
Estudamos pelo caminho.
Foi o �nico que me ligou.
Queres trabalhar ou n�o?
Joan...
- Que bom voltar a v�-la. - Igualmente.
Deve ser Mr. Holmes. Agente Especial Gary Burke.
Obrigado pelo convite.
Tenho algumas regras.
Costumam ter margem de manobra, mas aqui
v�o s� para onde eu for.
Temos dois cientistas mortos, um sujeito de teste,
e sete discos r�gidos roubados.
Os empregados de limpeza encontraram os corpos esta manh�.
Um dos computadores roubados tinha o v�deo de seguran�a?
Sim.
E o conte�do dos outros seis � a raz�o por que o caso � do FBI?
Sim, mas o pessoal da DARPA explica
Acabaram de chegar.
- Bom dia. - Bom dia.
Samuel Meher, Director-adjunto. Esta � Alta Von See,
Directora de Projectos Especiais.
O Director teve de informar a comiss�o do Congresso
Sobre isto?
Temos centenas de projectos, mas este era mesmo especial.
� mais que uma trag�dia para as fam�lias.
O que levaram � muito importante.
Depreendo que possa descrever-nos melhor o que foi roubado.
O que sabe sobre neuroeconomia?
- Somo peritos. - Eu n�o, portanto explique devagar.
A Dra. Sarkisian e o Dr. Weller mapeavam os loci no c�rebro
que se iluminam quando h� respostas emocionais, mudan�as de opini�o.
Us�vamos os dados para aperfei�oar um algoritmo.
Funciona um pouco como uma busca personalizada.
O programa organiza as not�cias que o utilizador l� online...
- Organiza? - O programa aprende
quais s�o as hist�rias a que reage e d�-lhe mais do que quer,
como sistema de entrega para narrativas favor�veis.
Torna as opini�es dos utilizadores mais fluidas.
Ou seja, aperfei�oam a arte da lavagem cerebral.
N�o � assim que o explicamos.
� uma arma de poder suave.
Sarkisian e Weller n�o tinham apresentado resultados,
ainda estavam nos testes beta.
Mas havia esperan�a.
Dra. Gail Sarkisian.
Deve ter sido morta primeiro, est� mais perto da porta.
Os tiros foram disparados � queima-roupa.
Seguiu-se o Dr. Frank Weller.
O atirador tamb�m o matou com dois tiros.
Como um profissional.
O sujeito de teste na sala ao lado era Ollie Tate, aluno volunt�rio.
N�o h� sinais de luta, deve ter sido r�pido.
Como eu disse, � um profissional.
Mr. Holmes?
Este rato morreu recentemente.
N�o h� sinais vis�veis de ferimentos.
Ontem houve muita confus�o.
Talvez tenha tido um enfarte.
Brinca, mas t�m uma predisposi��o para doen�as cardiovasculares.
Como acha que entrou o assassino?
Acho que a Dra. Sarkisian o deixou entrar.
Talvez o conhecesse.
Pass�mos por duas portas que exigiam um cart�o.
O da Dra. Sarkisian n�o est� ao pesco�o,
como o do Dr. Weller. Portanto...
Foi morta depois de deixar entrar o assassino.
N�o tinha aqui muitos artigos pessoais.
Para a conhecermos melhor, temos de falar com familiares e amigos.
Podemos ir a casa dela.
- J� l� temos uma equipa. - Vamos l� ter?
Tenho de acabar isto, ficar por aqui,
mas, se quiserem ir embora, podem.
Ir embora para casa?
Queremos ajudar, Gary.
Temos bastante tempo livre.
Se precisarmos de ajuda com o que encontrarmos em casa dela,
mandamos-vos tudo.
Serve?
Apesar de ser conveniente investigar no conforto caseiro,
a abordagem de equipa do FBI � muito desencorajadora.
N�s somos uma equipa.
Como vamos ajudar colados ao Agente Burke?
Uma investiga��o de homic�dio n�o � uma corrida de tr�s pernas.
Se provarmos o nosso valor, talvez tenhamos mais margem no pr�ximo.
Ou regressamos � Pol�cia,
onde os colegas j� conhecem o nosso valor.
De que falas?
Estive ontem com o meu pai.
Ofereceu-se para ressuscitar a nossa consultoria.
Viste o teu pai?
Veio c� enquanto fazias uns recados.
Est�s bem?
- N�o pare�o? - N�o o vias h� 5 anos ou mais, n�o?
� simp�tico ele querer ajudar,
mas n�o � poss�vel voltarmos � Pol�cia.
A Guerra das Malvinas tamb�m n�o era, mas ele consegue o que quer.
- N�o sei se falas a s�rio. - O que sabes do meu pai?
Raramente fal�mos das condi��es do teu emprego anterior.
Falei mais com subalternos.
Sei que � um consultor internacional.
� verdade, n�o sou o primeiro consultor da fam�lia.
Mas as semelhan�as terminam a�.
O meu pai oleia as engrenagens
para que pol�ticos e empresas operem em todo o mundo.
Por vezes, s�o actividades nobres.
Na maioria das vezes, n�o.
Mas acontecem porque ele � um influenciador por excel�ncia.
Se ele diz que podemos voltar, � a s�rio.
O que disseste?
N�o disse.
- N�o sei se o custo vale a pena. - Que custo?
O que pagar�amos se aceit�ssemos a proposta dele.
- Pediu que fiz�ssemos algo? - N�o, mas � uma quest�o de tempo.
com ele, h� sempre um custo.
O pagamento surge sempre.
Mas a decis�o n�o � minha,
� nossa.
O pai � teu.
Mas, como disseste, somos uma equipa.
Mereces conhecer o homem,
descobrir se queres dever algo a Morland Holmes.
Os caracteres chineses s�o suspeitos, n�o achas?
N�o a sua fibra nacional,
mas a marca neste papel.
- Significa bonito. - Eu sei.
As marcas no cart�o indicam que foi usado num ramo de flores.
"20 de Agosto, um dia que nunca esquecerei, Beijos, DZ."
DZ enviou mais tr�s ramos
com mensagens semelhantes.
As redes sociais pouco usadas da Dra. Sarkisian
est�o cheias de comunicados
de um DiplomatDan.
Por acaso, existe um Dan Zheng
que trabalha na Miss�o da China junto da ONU.
DZ, Dan Zheng, DiplomatDan s�o uma s� pessoa?
DanEspi�o seria mais adequado.
Talvez at� DanAssassino.
N�o seria o primeiro agente a viajar com imunidade diplom�tica.
A imunidade n�o abrangeria o homic�dio,
mas ele faz sentido como assassino.
H� meses que corteja a Sarkisian
e ela pode t�-lo deixado entrar.
E um motivo?
Os espi�es t�m ordens.
Refiro-me ao motivo da China.
Eles j� controlam o acesso � Internet.
O que quereriam com a investiga��o da Gail Sarkisian?
Quem tem bastante poder geralmente quer bastante mais.
O Partido Comunista tem um historial extenso e ilustre de propaganda
e os Drs. Weller e Sarkisian aperfei�oaram a arte.
A quest�o � saber
se a China matou para a adquirir.
Desculpem fazer-vos esperar.
Enquanto esper�vamos que chegasse, vimos os agentes,
melhores que n�s, analisarem a casa de Mr. Zheng.
� como lhe disse.
Os consultores precisam de um acompanhante. Somos o FBI.
Seguimos as regras. O que temos?
J� viu tudo, excepto o p�ssego com bolor no frigor�fico.
Pagou seis meses adiantados.
� dif�cil dizer quando desapareceu.
Vimos alguns agentes a falar com vizinhos.
Ningu�m o v� h� um m�s. Parece que todos o odiavam.
Falhou-vos isto.
Parece uma antiga queixa por ru�do.
Procuramos o espi�o chin�s menos competente desde a Dinastia Ming.
Tem estado � nossa frente.
Esta casa fica perto de Times Square,
a zona mais barulhenta da cidade mais barulhenta.
Ainda assim, Mr. Zheng incomodou os vizinhos.
Se se integra assim t�o mal,
vai deixar um longo rasto.
Bem...
N�o precisamos de um rasto.
S� precisamos de um ping.
Nada de nada.
Os computadores t�m de estar, pelo menos, a 1,5 km.
Dir-nos-ia se estivessem perto?
Simula uma antena de telem�veis.
apanha todos os sinais num raio de 10 quarteir�es.
Quando a DARPA financia investiga��es classificadas,
os bolseiros t�m de usar computadores da DARPA.
Os port�teis roubados
t�m um router 4G alimentado por uma bateria
e receber�amos um sinal se esta unidade estivesse pr�xima.
Ou�am...
Temos de falar.
Fiquei impressionado com a rapidez com que o descobriram.
O desaparecimento dele � suspeito.
Mas...
... a vossa participa��o no caso poder� ter chegado ao fim.
- Sabe que podemos ajudar. - J� vi casos
menos sens�veis serem-me tirados por Washington.
Os meus chefes far�o tudo para manter isto em segredo.
N�o querem avisar o Zheng, portanto ele foge.
E n�o v�o querer problemas com a China.
Isto vai ser resolvido discretamente e pelas chefias.
N�o, est� enganado.
Desculpe?
N�o vai ser resolvido por Washington nem vai ser discreto.
Vai ser espalhafatoso.
PROCURA-SE ESPI�O DAN ZHENG
Enquanto a DARPA pede que se encontre o respons�vel,
o Departamento de Estado n�o diz
se o Governo chin�s responder� esta noite ou amanh�.
N�o h� mais informa��es neste momento.
Boas not�cias.
A fuga tamb�m n�o partiu de mim.
N�o foi um interrogat�rio dif�cil, mas a t�cnica foi adequada. E tu?
Desculpem o interrogat�rio, mas percebem a raz�o.
Pessoas novas, fuga nova.
T�m raz�o para estar em p�nico.
N�o sei se os m�dia se interessam mais pelo programa de propaganda
ou pelo facto de n�o ser bem vigiado.
Washington est� preocupada com o modo como afecta a ca�a ao homem.
Se o Zheng n�o tinha fugido, agora fugiu de certeza.
Quero agradecer a vossa ajuda.
Fomos ilibados e manda-nos embora?
Lamento, mas estamos a cerrar fileiras.
Talvez reconsidere se lhe disser onde o Zheng deve estar.
Como?
Admito que a minha teoria est� em estado larvar.
O seu desenvolvimento est� inibido devido � falta de acesso.
Quando se v� pela frincha da porta, n�o se apanha muito.
D�-nos um momento l� dentro e diga-nos se merecemos ficar.
A fuga tem uma coisa boa.
11 milh�es de nova-iorquinos v�o ajudar na busca.
E, pelo menos, uma das dicas era boa.
Foi visto perto do World Trade Center.
Temos uma equipa no World Trade Center?
Ainda n�o h� pings mas temos 25 pessoas a procurar.
Posso sugerir um local mais promissor para a busca.
O saco que Mr. Zheng leva � de baterista.
� para peles e baquetas.
Havia marcas estranhas na alcatifa da casa de Mr. Zheng.
Dada a queixa por barulho, e agora este saco...
Bem, a causa foi uma bateria.
- E ent�o? - A queixa tem mais de um ano.
A bateria desapareceu, mas tem material.
Tem tocado noutro lado.
H� sete ag�ncias estaduais e federais atr�s deste homem
e acham que foi tocar bateria?
H� uma esta��o de metro sob aquele edif�cio com acesso ao metro
para Columbus Circle, onde fica o Conservat�rio Bernstein,
e a maior concentra��o de espa�os para ensaiar m�sica.
H� s�tios piores para passar despercebido.
Manda uma equipa, vale a pena tentar.
Merecemos o nosso lugar?
Por agora.
Dev�amos avisar o teu pai de que n�o vamos conseguir ir.
Da �ltima vez que faltei,
s� voltei � agenda um ano depois. Vai tu.
Sozinha?
Pode ser bom. Sou uma distrac��o perto do meu pai.
Fico ansioso por saber a tua opini�o.
Mr. Holmes?
Ms. Watson est� aqui.
Ms. Watson.
Finalmente.
Depreendo que o Sherlock n�o venha.
Sim, teve trabalho. Compreende melhor que ningu�m.
Ainda bem. Queria poder conhec�-la.
Fa�a favor.
Quem me dera que os neg�cios me trouxessem c� mais vezes.
Sim, � uma pena n�o usar este escrit�rio.
O meu filho deve ter-lhe falado de mim.
As suas opini�es e descri��es t�o criativas do nosso passado.
Sei que n�o se d�o.
Se pensa que o Sherlock � o �nico que me v� como inimigo, engana-se.
Ele n�o o considera um inimigo.
Um antagonista?
N�o, acho que pensa apenas
que o senhor � um p�ssimo pai.
Depreendo que ele tenha explicado a minha proposta.
Disse que conseguia que a Pol�cia voltasse a aceitar-nos.
At� parece que pode usar uma varinha de cond�o.
N�o usaria uma varinha, pegaria no telefone.
E o que quer em troca?
Nada.
Custa-lhe a crer?
Custa-me a crer que tenha chegado onde chegou atrav�s de caridade.
N�o foi pela caridade.
Mas por resolver problemas.
� isso que eu e o Sherlock somos? Problemas?
A hero�na � um problema, Joan.
Sabe isso melhor que a maioria.
Quando a contratei para cuidar do meu filho,
n�o sabia que estava a criar uma parceria.
Nem antevi os benef�cios de trabalhar com a Pol�cia americana.
Mas aconteceu
e funcionou.
Quero que volte a funcionar.
Os computadores captaram algo na esquina sudoeste deste quarteir�o.
Marshall e Barrios, vejam os andares pares.
O'Neill e Singer, vejam os �mpares.
Se tiverem dificuldades,
se algu�m quiser ver um mandado,
comunicam-me via r�dio e tratamos disso.
Nada de atalhos.
Est� bem?
Vamos.
Sinto-me um pouco in�til aqui, portanto vou para o caf�.
Est� bem.
Sim, aqui Burke.
Sim, est�o a entrar.
Sim, eu aviso-o.
Esqueceu-se de destacar...
Deixa bem claro que ele n�o est� aqui.
Onde encontrou isso?
Um dia, ter� de explicar aos seus agentes se C � par ou �mpar.
C de cave.
As outras coisas est�o no fundo dos caixotes e ia sujar-me todo,
mas deve ter pessoas para isso.
- Estava no lixo? - Mr. Zheng deve t�-lo posto l�
depois de copiar a investiga��o
e de limpar as imagens dos tr�s homic�dios que cometeu.
Sim, fala Burke.
Est�s a brincar.
Vou a caminho.
Dan Zheng entregou-se.
Diz que � inocente.
O meu cliente n�o podia ser o autor destes tr�gicos acontecimentos.
Estava aqui em Manhattan, na sinfonia.
Mas a vossa imprensa transformou-o num p�ria internacional.
Ningu�m disse que foi Mr. Zheng que premiu o gatilho.
Mas est� relacionado com um dos falecidos.
Pode ter induzido a Dra. Sarkisian a trabalhar com um c�mplice.
Desculpem a interrup��o.
N�o podemos controlar o que a imprensa escreve.
Claro que n�o.
Como gostam de dizer, � um pa�s livre.
Mas o meu cliente � suspeito
por ter sa�do com uma mulher solteira.
Pergunte-lhe como apareceram os port�teis no bairro
onde tem um espa�o arrendado?
Todos neste hemisf�rio sabiam que Mr. Zheng era o vosso suspeito.
� �bvio que o culpado os deixou para lhe armar uma cilada.
E, por extens�o, ao nosso pa�s.
N�o t�m nada.
- O que fazes? - Trabalho.
No meu escrit�rio?
Teoricamente, � do meu pai.
Ou ele melhorou a proposta e ofereceu-nos a casa?
- O que achas dele? - N�o sei.
Em certas coisas era como o imaginava, noutras n�o.
Explica.
Para come�ar, n�o tinha cornos. Nem forquilha.
E parecia sincero quanto ao que queria para ti.
� a parte que mais confunde.
Ainda estou a pensar, mas...
... n�o achei que tiv�ssemos de nos precipitar.
Nem devemos. N�o num momento t�o cr�tico para o nosso caso.
- Mandaram-nos embora. O que � isto? - Depende.
De?
Do que achas de ser c�mplice moral?
Estava sozinho quando encontrei os port�teis,
portanto enviei c�pias de dados e e-mails da Sarkisian para mim.
Isso � extremamente ilegal.
Mas muito prudente.
Quem sabe quanto tempovai levar o FBI a retirar conclus�es erradas
e ter de pedir desculpas � China?
De que est�s a falar?
Consegues detectar uma diferen�a entre estes dois?
N�o. Mas h� muito que estudei Neurologia. H� diferen�as?
Mais um teste � tua capacidade de compara��o.
S�o iguais ou diferentes?
S�o id�nticos.
Sim. Excepto num aspecto chave.
As datas em que foram administrados.
S�o inqu�ritos do antes e do depois
nas experi�ncias da Sarkisian e do Weller.
Faziam testes beta ao algoritmo.
Os sujeitos de teste passaram por protocolos de lavagem cerebral
e nenhum resultou minimamente.
Este homem era especialmente resistente � propaganda?
Eram todos. Centenas de alunos inscreveram-se como cobaias.
O algoritmo da DARPA que queria mudar mentes
n�o conseguiu convencer ningu�m a mudar de opini�o
nem mesmo nas pol�ticas mais fracas.
Retirar o "penny" de circula��o, por exemplo.
Isso � propaganda m�.
A Dra. Sarkisian admitiu isso.
Enviou um e-mail ao colega
a dizer que n�o ia pedir mais financiamento.
E o Weller concordou.
"A nossa compreens�o dos processos neurol�gicos
"n�o � suficiente para criar um sistema
que manipule esses processos eficazmente."
Se acreditarmos no Dan Zheng, e creio que podemos faz�-lo,
o seu �ltimo encontro com Gail Sarkisian
foi no dia em que este e-mail foi enviado.
Achas que ela disse que o programa n�o prestava e ele perdeu interesse?
Ele informou-se do que precisava e informou o Governo chin�s
de que nada tinha a ganhar ou a temer
com o programa americano de propaganda.
N�o foram os chineses.
Pior ainda, Watson.
Acho que as tr�s pessoas morreram para nada.
- Temos de contar ao FBI. - Contar o qu�?
Que roubei uma investiga��o secreta
ou que eliminar� mil milh�es de suspeitos chineses
e desconfiamos de um mon�rquico neorreacion�rio?
N�o diria isso exactamente assim.
Mas Maurice Antonov tem dois bons motivos.
E s� estamos preparados para falar de um deles.
Porque n�o fazemos isso?
Divorciou-se da Gail Sarkisian h� seis meses.
Ex-marido odeia ex-mulher. Mata a ex-mulher e as testemunhas.
O roubo dos computadores pode ter sido para nos enganar.
Prefiro n�o apresentar uma teoria em que n�o acredito.
As hist�rias f�ceis convencem.
Leste demasiada teoria de propaganda.
N�o quero levar o FBI a perseguir Mr. Antonov.
Quero interrog�-lo. E, se tiver sido ele,
apresento uma tese completa do seu motivo.
Tem um blogue em que escreve como Henrique IX,
e que defende uma monarquia do estilo Tudor no s�culo XXI.
N�o � por ser louco que n�o � um assassino.
Se tiver sido o Antonov,
pode n�o ter sido por odiar a ex-mulher,
mas por estar apaixonado pelo trabalho dela.
As experi�ncias anteriores de Sarkisian tentaram levar sujeitos
a desenvolver opini�es neofascistas
sobre os fracassos da democracia,
um protocolo sugerido pelo Antonov.
Acho que ele esperava que o software da mulher
pudesse vender as ideias dele �s massas.
Mas n�o sabemos se ele achava que isso era poss�vel
ou se sabia que o algoritmo era um fracasso.
Precisamente. Deve ser f�cil perguntar-lhe.
Parab�ns.
N�o sabia que deixaria pistas suficientes para me encontrarem.
Mas s�o os primeiros seguidores
a descobrir a minha identidade.
Porqu� o anonimato, Mr. Antonov?
N�o � dif�cil apressar a queda do imp�rio americano
com um pseud�nimo? - Sejamos claros.
Nunca sugeri ser rei.
Apenas que algu�m deveria ser.
� uma opini�o pouco aceite em termos sociais.
Um dia.
Como pode estar animado com a modernidade e o progressismo
a erodir a ordem natural?
Tem alguma raz�o para estar optimista?
Claro.
Voc�s os dois.
A verdade atrai pessoas talentosas como tra�as a uma chama.
Cada vez s�o mais.
Ac�litos.
� isso que nos considera?
S�o almas g�meas.
Devem conhecer Plat�o.
"Os problemas da humanidade
"n�o ter�o fim
at� os fil�sofos serem reis."
N�o somos ac�litos, somos detectives.
E concordo com Churchill.
"A democracia � a pior forma de governo,
� excep��o de todas as outras."
Gostar�amos de saber onde esteve h� tr�s noites por volta das 21h00?
� por causa do que aconteceu no laborat�rio da Gail.
H� provas que sugerem que queria usar o algoritmo dela
para impulsionar as suas ideias.
Estava aqui.
Apresentei um semin�rio sobre Thomas Carlyle.
Come�ou �s 19h00 e terminou �s 22h00.
V�rias testemunhas podem comprov�-lo.
Sabe algo, Mr. Antonov.
E porque ajudaria algu�m de um imp�rio inchado e moribundo?
Porque n�o quer ser visto como funcion�rio p�blico.
O que diriam os seus seguidores de mamar nas tetas do Governo?
Est� enganado.
Ningu�m mataria a Gail por aquele algoritmo.
N�o funcionava.
E como sabe isso?
Ela nunca mudou a palavra-passe.
�s vezes, via o trabalho dela.
Tivemos 11 bons anos e tinha saudades dela.
A Gail estava desiludida com o programa, obviamente.
Mas tamb�m estava nervosa.
N�o sabia como iria o seu mecenas reagir.
Que mecenas?
Um homem chamado Samuel Meher.
Trabalha na DARPA.
Ele arriscou ao financiar o projecto.
E � muito intenso.
Eu n�o gostava da maneira como ele lhe falava nos e-mails.
Teria dito algo.
Mas tinha de confessar que entrara no port�til dela.
Nunca lhe faria mal.
Pois.
Boa sorte no derrube do governo. N�o nos encoste � parede
quando tiver pelot�es de fuzilamento.
Achas o Meher suspeito?
� ex-militar, � capaz.
Vale a pena procurar os coment�rios intimidantes nos e-mails.
Investiga-lo no FBI?
E se perguntarem porqu�?
Diz que foi ordenado pelo arquitecto de uma monarquia tecnofeudal.
Est� a investigar o Samuel Meher?
Sabe das minhas pesquisas?
Os acessos das visitas s�o monitorizados.
Tenho de estar a par da sua actividade. Eu nem...
Nem sabia que vinha c� hoje.
O que se passa?
A Sarkisian e o Weller respondiam ao Meher, o defensor deles.
Quero saber se a rela��o deles era boa.
E isto?
Escudos de press�o s�nica,
c�es rob�ticos, nanotecnologia?
S�o projectos cujo financiamento era administrado pelo Weller
para o mesmo laborat�rio que foi atacado.
Queria saber quem mais teria acesso.
- Mantenha-me informado, sim. - Claro.
O que tem a mans�o a ver com o Meher?
Isto � para outro caso.
Sei quanto ganham os consultores.
Se procura uma casa nova,
� melhor baixar os par�metros.
Como te sa�ste no FBI?
N�o muito bem. N�o encontrei nada no passado do Samuel Meher
que sugira que matasse tr�s pessoas
para encobrir um projecto falhado. - N�o me surpreende.
Come�o a achar que n�o � suspeito.
Porqu�?
Exceptuando as v�timas,
ningu�m sofreu mais com o crime.
Mr. Meher n�o deve gostar do velho ad�gio
de n�o haver m� publicidade.
Temos um programa secreto de lavagem cerebral que todos pensam
ter ca�do nas m�os dos chineses.
Diria que � um pesadelo de rela��es p�blicas.
Isso � ch� Tienchi?
Pensei nele hoje.
Entre outras coisas.
Decidi aceitar a proposta do meu pai.
N�o acho que a Pol�cia seja essencial
no meu sistema de apoio.
O nosso trabalho n�o tem contribu�do para o meu bem-estar.
Mas h� mais a considerar.
Acho que me faria feliz.
Isso � importante.
O custo n�o te preocupa?
Posso dizer que foi pago h� muito.
O que queres dizer?
Se houve coisa que aprendi foi a import�ncia de corrigir erros.
Por vezes, temos de aceitar que outros o fa�am.
Se n�o te importas, preciso de mais tempo.
Claro.
Dois editoriais pedem a demiss�o do Samuel Meher.
Se tivesse sido ele, seria o maior acto de sabotagem.
L� porque o algoritmo n�o influencia a opini�o p�blica,
n�o significa que um bom esc�ndalo n�o o fa�a.
Talvez devamos procurar quem beneficie disto.
Quando voltarmos, envia as especifica��es � Gilchrist e...
S� um momento.
Ol�.
S�o os consultores que trabalham com o Agente Burke, n�o s�o?
Samuel Meher disse que tinha vindo reunir-se com o Senador Shapiro.
Exacto.
Deve reunir com todos os membros do Comit� das For�as Armadas
que aprovam os nomeados presidenciais.
O director da sua ag�ncia vai reformar-se.
E como a carreira de Mr. Meher acabou,
� a prov�vel herdeira.
- � uma possibilidade. - E tamb�m um motivo.
Tr�s homic�dios, o roubo de um projecto secreto.
Foi arriscado, mas tinha de ser para tirar o Meher do caminho.
Daqui a uns meses,
vai controlar o or�amento de 2,8 mil milh�es da DARPA.
N�o sei do que falam.
Dan Zheng, suspeito identificado por Nova J�rsia.
N�o d�o muitas not�cias nacionais em Trenton,
mas foi a eles que confiou o furo,
porque andou na faculdade com o editor-chefe.
Segundo as Primeira e Quinta Emendas, � improv�vel que seja revelado
que foi a fonte da fuga,
mas s� a senhora faz sentido.
N�o sabia nada sobre o Zheng quando cometeu os homic�dios.
Mas aproveitou quando ele se tornou suspeito.
Soube que o FBI ia procur�-lo na zona de Columbus Circle,
portanto deixou l� os computadores roubados.
Al�m de ser a fuga,
vim a Washington a meio da noite e matei tr�s pessoas, como uma
super espia? - N�o, teve um c�mplice.
Foi ela?
Fazemos assim.
Podem procurar o meu c�mplice onde quiserem.
Entrego-vos os registos telef�nicos, e-mails, extractos. O que quiserem.
Vai ser tudo vasculhado quando me escolherem para dirigir a ag�ncia.
Podem ser os primeiros a aprovar-me.
Pronto, acabou.
Toda a correspond�ncia pessoal, dados financeiros,
todos os registos telef�nicos que a Alta Von See entregou ao FBI.
Examinei tudo e n�o consegui descobrir o seu c�mplice,
nem um vest�gio de algo impr�prio.
Este cheiro a ran�o n�o � impr�prio?
� Hakarl.
Carne de tubar�o island�s fermentada.
Boa para o c�rebro.
� um choque para os sentidos.
Descongelei-a quando adormeceste para nos tirar deste impasse.
Isso contribui para o impasse.
Poupa-me.
O Burke disse para devolvermos as provas como as recebemos.
Deus nos livre se a unidade chamada Burke,
Agente Gary recebesse pap�is manchados.
O sistema operativo dele podia ir abaixo.
Os agentes s�o todos rob�s.
Est�s assim porque nos repreendeu por falarmos com a Alta sem ele.
N�o � uma m�quina programada para seguir o protocolo do FBI?
A DARPA deve ter uma pensada juntamente com os c�es mec�nicos,
escudos de press�o, dirig�vel para transporte de carga.
O que foi?
Acho que descobri o c�mplice da Alta Von See.
S� h� uma maneira de saber. Quando dissecaste um rato pela �ltima vez?
A Alta n�o � r�pida, n�o � �gil no andar.
Admito que n�o a achei capaz de cometer este crime.
N�o devia t�-la discriminado. � muito inteligente.
Fizemos-vos um favor vindo aqui l� para o que isto �.
N�o vai deixar este homem insultar a minha cliente.
Inteligente � um elogio.
Se quer insultos, espere.
Vai ouvir triplo homic�dio daqui a nada.
� o que insinuo, Ms. Von See.
Sem nenhuma aptid�o ou treino com armas de fogo,
conseguiu criar aqui um banho de sangue
que parecia obra de um profissional.
Foi a senhora.
Disse que n�o haveria raz�o para eu falar,
mas posso dizer que isto � uma loucura?
Foi destemida ao apresentar registos telef�nicos e extractos banc�rios.
Ach�mos que encontrar�amos a pessoa que a ajudou no seu plano.
J� para n�o falar de tr�s inocentes.
O problema � que procur�vamos uma pessoa, n�o um dispositivo.
O que � isso?
Explica ou explico eu?
Isto � um escudo de press�o s�nica.
Uma tecnologia engenhosa, apesar de fascista.
Os cientistas aqui da frente desenvolveram-no
para controlar multid�es. Emite ondas sonoras de baixo alcance,
que vibram na mesma frequ�ncia que tecido pulmonar.
Quer uma demonstra��o?
A ideia � ser usado pela Pol�cia para manifestantes violentos
para interferir na respira��o e incapacit�-los.
Usou-o para transformar Sarkisian, Weller e Tate em alvos f�ceis.
Quando entrou, os seus alvos estavam a sufocar.
P�de aproximar-se � sua velocidade
e disparar � queima-roupa sem que pudessem ripostar.
- Que loucura. N�o t�m provas. - Isso n�o � verdade.
O poderio do escudo � invis�vel, mas os seus efeitos n�o.
Matou-os antes que as les�es pulmonares surgissem na aut�psia.
Mas houve uma quarta v�tima.
O rato de laborat�rio de Frank Weller.
Como v�em, o saud�vel roedor faleceu por asfixia.
N�o sei o que estou a ver, mas mesmo que soubesse,
quem diz que foi Ms. Von See a fazer isto?
Eu.
Havia sangue na parte inferior do escudo,
portanto foi usado. E havia um risco estranho na base do arm�rio
do outro lado do corredor
onde o escudo � guardado.
Borracha preta.
Isso obriga-a a entregar-nos a sua canadiana
para vermos se a borracha corresponde.
- Se corresponder... - Como vai explicar estar num arm�rio
com uma arma ensanguentada?
Podia ser pior.
Imagine como seria vergonhoso se se soubesse na audi�ncia.
Desculpe.
Ms. Watson est� aqui, mas n�o deve estar na agenda.
N�o faz mal, Jessica.
Sente-se, por favor.
Estou bem assim, obrigada.
Perdeu o meu n�mero?
H� coisas que prefiro discutir pessoalmente.
Como violar leis de financiamento de campanhas,
subornar funcion�rios.
O Sherlock n�o me contou muito sobre si, mas contou o suficiente.
Achei que n�o devia confiar em si,
portanto n�o confiei.
Deve reconhecer isto.
Uma propriedade que detinha em South Hampton.
At� h� pouco tempo. Vendeu-a poucos dias ap�s a reca�da do Sherlock
Exacto.
O pre�o chamou-me a aten��o. Tr�s milh�es abaixo do valor de mercado.
N�o foi um bom neg�cio.
- N�o ser� t�o mau como pensa. - N�o.
Provavelmente n�o.
N�o se pensarmos que o comprador lhe fez um grande favor.
Financiou um comit� pol�tico que apoia o procurador.
E o Sherlock n�o foi acusado de crime contra Oscar Rankin.
Toma algo, Joan?
N�o, obrigada.
N�o sei o que lhe dizer.
H� coisas que o dinheiro n�o compra,
mas menos do que quer acreditar.
Estou curioso.
Porqu� remexer em tudo se n�o quer saber a verdade?
Veio sozinha porque n�o contou ao Sherlock, n�o foi?
N�o, n�o contei.
Espero que tenha o bom senso de n�o lhe contar.
O meu filho nasceu com uma rectid�o maligna.
Acredito que expusesse o acordo e que fosse para a pris�o
s� para me provocar. Voltaria para onde esteve h� dias.
� deriva, na incerteza e em risco.
Tamb�m se arriscou bastante.
Sempre fiz de tudo para proteger o Sherlock.
Tamb�m eu.
Tenha isso em mente,
porque o Sherlock vai ligar-lhe e aceitar a sua ajuda.
Ele quer voltar � Pol�cia.
- E eu vou com ele. - S�o boas not�cias.
N�o sei porque o disse em jeito de amea�a.
N�o tem de ser.
Mas se vai regressar � vida do Sherlock,
quero deixar uma coisa bem clara.
N�o deixo que lhe fa�a mal.
Tradu��o: Fox Sincronia: subsfactory Transcri��o: fininhos
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