All language subtitles for Ad Vitam_S01E03 - Épisode 3

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Original subtitles

ANTERIORMENTE...

Seu filho est� morto, Sra. Ritt.

Enoch? Meu Enoch?

Foram encontrados esta manh�,

tr�s garotas, quatro rapazes, entre 18 a 23 anos.

Identificados como desaparecidos.

Alguns h� dias, outros h� meses.

Acha que vai come�ar outra vez?

Veio daqui a mensagem de suic�dio que foi enviada?

- Tem uma lista de membros? - Registrar, observar,

controlar. Se isso funcionasse, n�o teria 7 mortos na praia.

Linus?

Ele � o �nico vivo do "Grande Est�dio".

D�i sentir-se viva?

Como voc� sobreviveu?

Viu Caron novamente?

- Eu o vi. Caron. - Quem?

Linus falou dos suic�dios?

Centenas est�o esperando pelo sinal.

Que sinal? Quem d� ele?

Algo codificado na linguagem deles. Entende?

Chegar� o nosso dia, Nahel.

Estou pronto.

Reconhece ele? Samian Vanghen.

Era regular na sua funda��o.

- Como eu disse... - Mil vezes, sim.

Virgil! V�o fechar o centro!

Apenas atos falam. Apenas atos nunca mentem.

Apenas atos falam. Apenas atos nunca mentem.

Equipe inSanos Apresenta:

AD VITAM ~ 1� Temporada Epis�dio 3 de 6

inSana Regenerada: LikaPoetisa

Christa.

Arrume suas coisas, vamos voltar para o centro.

Vamos sair em dez minutos.

S� sabe pensar nisso?

O dia todo na delegacia e � noite na pris�o.

� bom ter um pouco de equil�brio.

N�o � uma pris�o, � um centro hospitalar.

Conhece essa cl�nica? Porque eu conhe�o.

Darius, deixe-a aproveitar uma sa�da aprovada pelo juiz.

Voc� n�o advoga h� mais de 20 anos.

Ela tem direitos.

N�o pode ficar com ela assim.

Christa, tem o direito de contestar isso.

Foi um prazer conhec�-la.

N�o se preocupe comigo.

Eu me concentrei nos perfis mais fr�geis.

Menores fora da escola, que fugiram.

Usu�rios de drogas e outros do tipo.

Provavelmente todos se radicalizar�o.

Cheguei a 277 desaparecidos nos �ltimos seis meses.

277 � consistente com as declara��es do Linus.

Capit�o, posso falar com voc�?

- Sra. Ritt. - Ningu�m diz nada.

Por que se calaram?

Meu Enoch n�o era assim.

Precisa explicar para mim.

- Lesky. - N�o pode ficar aqui.

- Venha comigo. - Vamos contatar as fam�lias,

alguns menores devem ter dito algo.

Mande os outros verem outros desaparecidos.

Vamos a fundo nisso. E leve dois agentes com voc�.

Darius, eles s�o 300, s� dois agentes?

277 e a prioridade continua sendo o Linus.

Darius, encontramos o respons�vel do Samian Vanghen.

Um tio.

J� acabou com o c�digo?

N�o, ainda tem v�rios discos r�gidos para ver.

O que espera encontrar?

Os nomes, datas e lugares de encontro.

Qualquer coisa que possa dar uma luz.

Use isto para transcrever.

- Ligado � internet? - N�o.

- Preciso de acesso. - Sabe que � proibido.

Por favor.

Verei o que posso fazer.

Nesse meio tempo, se achar algo, mostre ao barbudo a�.

- Lesky, vamos. - J� vou.

- Voc� tem at� uma mesa. - Que legal.

- Lesky! - J� estou indo.

�s vezes a barba co�a um pouco,

mas nada que mate, sabe?

A Turinapsis Idraecula

foi descrita pela primeira vez quase 80 anos atr�s

por Augustus e Paula Stern,

dois bi�logos especializados em bi�topos do Mioceno.

Eles foram os primeiros a perceber

a faculdade infinita dela de regenera��o.

A �gua-viva observada por Stern,

foi capaz de bloquear o processo de envelhecimento...

Lembrei da �poca de escola.

V�nhamos aqui todos os anos.

Ainda � o mesmo filme.

Charles Vanghen foi avisado.

� no primeiro andar.

- Queiram me acompanhar. - Obrigado.

Perdi minha virgindade numa dessas salas de proje��o.

Concentre-se, Lesky.

MUSEU STERN ESP�CIE: TURINAPSIS IDRAECULA

MUSEU STERN IDADE: DESCONHECIDO

PAULA E AUGUSTUS STERN DO PROCESSO DE REGENERA��O

Voc�s querem falar comigo?

- Voc� � tio de Samian Vanghen? - Sou.

Nossas condol�ncias.

Nosso psic�logo est� a caminho.

Como soube da morte dele?

- Nosso escrit�rio... - Pelo notici�rio.

Por que n�o nos contatou? Ele era seu sobrinho.

O trabalho. Eu estava sob a �gua.

Tinha mais de dois anos que n�o via o Samian.

Sou moderado em rela��o � educa��o.

- Sr. Vanghen... - Nunca pedi a guarda dele.

O juiz me for�ou a ele ap�s a morte dos pais.

Voc� o reconhece?

N�o.

Ele tem um rosto distinto.

J� disse, faz dois anos que n�o o vejo.

Com licen�a.

Espere aqui.

Al�? Sim, sou eu.

Aconselho a tomar cuidado ao falar com ele.

Ele est� meio tenso agora.

Uma cicatriz no lado direito.

Posso te fazer uma pergunta?

Qual � seu problema com os menores?

E da� que eles se matam?

- Como? - � verdade.

De um lado, temos superpopula��o,

e, por outro lado, evitamos que menores se matem.

N�o te parece absurdo?

Hospital? Qual hospital?

A verdade, mesmo que ningu�m se atreva a dizer,

� que n�o precisamos de mais crian�as.

Lesky, vamos. Talvez tenhamos algo.

Ele invadiu a UTI pelo pronto-socorro.

Deixe-me sair!

� ele. � o Linus.

H� quanto tempo ele est� l� dentro?

Ele entrou �s 12h12.

E s�o exatamente cinquenta minutos

que est� batendo nas paredes.

Quer ver uma coisa bizarra?

isso foi uma hora atr�s.

N�o tenha medo.

Vai ficar tudo bem.

Abra!

Ajudem!

Ele encarou a morte sem hesitar.

Ele n�o recusou a ta�a de sacrif�cio oferecida.

Ele resistiu a tenta��o de mentir.

O Senhor abriu a porta dele.

N�o tenha medo de ir pelo caminho que Ele tra�ou.

N�o h� amor maior que sacrificar-se

por aqueles que voc� ama.

Ele ir� limp�-lo com o poder de cura.

N�o tenha medo da amea�a.

N�o tem nada escondido. A verdade prevalece.

Todos os segredos ser�o revelados.

Quando eu der a ordem, cumpra-a de prontid�o.

Aten��o para o sinal.

A �nica solu��o � a a��o.

� o �nico jeito de se sacrificar.

Salvar a humanidade � nossa �nica miss�o.

Por isso n�o tema ao Senhor.

Ele ser� o escudo que te rodeia,

mesmo se estiver sozinho contra dez mil atr�s de voc�.

- Quantos anos voc� tem? - 24, por qu�?

Quer saber de uma coisa? N�o tem ningu�m com voc�.

Voc� est� sozinha.

Tudo que te espera � o completo nada.

Se quiser falar com algu�m, conhe�o um bom lugar.

Agora voc� tem internet.

FUNDADOR DA AVENIR

ENDERE�O PESSOAL DE VIRGIL BERTI

HIST�RICO

NOME | ENDERE�O

Espera a�, onde pensa que vai?

Vou ao banheiro, fazer o n�mero um.

Eu te acompanho.

Tudo bem a�?

- Algum problema? - N�o, nenhum.

Vamos logo, o chefe est� esperando.

- Que chefe? - Seu chefe.

277 menores, Linus.

Sabemos que n�o pode organizar tudo isso sozinho, n�o �?

Voc� a encontrou na Avenir.

Explique como faz isso. Anda!

Est� procurando pelos mais fr�geis?

Voc� a ludibriou para falar com voc�?

Voc� diz a eles que s�o �nicos.

Escolhido, certo? Escolhidos!

Onde a levou depois?

- Onde o encontrou? - No necrot�rio.

Ele queria recuperar o corpo do amigo dele.

Para enterr�-lo.

Essa coisa de ser "escolhido" � uma ideia bem absurda.

N�o vamos reclamar.

E como est� indo com a decodifica��o?

Ela falou com voc�?

"O mundo acaba aqui,

mas a verdadeira exist�ncia aguarda no mundo l� fora.

N�o tenha medo, no fim tudo dar� certo."

Continua assim?

N�o, tem at� mais coisas espirituais

se voc� gostar dessa coisa m�stica dele.

Aparentemente, isso ainda convence.

Quem quer ir, n�o precisa de muito para ser convencido.

Lesky, leve-a de volta.

Vejo voc� amanh�.

Voc� a escolheu na Funda��o Avenir, certo?

- N�o direi mais nada. - Desisto.

Por que aqui atr�s?

Tem medo que eu te ataque?

� o novo procedimento.

N�o fa�a essa cara.

Assim que Linus abrir a boca, acabamos logo com isso.

- Parece feliz. - Voc� n�o est�?

Acredite ou n�o, mas eu comecei a achar menos idiota.

- O que foi? - Nada.

Vamos falar sobre o que houve com seus pais no outro dia.

Ser� pra valer.

N�o estou brincando.

N�o estava preparada para aquilo.

Ainda n�o est�.

E de certa maneira, � uma mensagem para n�s...

Eu j� entendi.

- E suas alucina��es? - Est�o bem.

Sabia que estou quase 100 anos nesta �rea?

Conhe�o estas paredes como ningu�m.

Uma noite tive que interrogar um traficante.

Tive uma terr�vel enxaqueca,

que n�o sumiu por semanas por conta da quimio.

Nada fez aquela merda parar.

Nenhum tratamento foi eficaz.

A epidemia come�ou na Am�rica do Norte,

espalhou-se rapidamente.

Em poucos meses, milh�es de pessoas morreram.

Uma hecatombe.

Na fase terminal,

manchas vermelhas aparecem na pela.

Eu estava nessa fase.

Naquela noite, eu vomitei sangue.

E eu pensei em parar.

Queria aproveitar os momentos que ainda tinha.

O sol, minha fam�lia, meu filho.

Ainda penso nas duas crian�as

que tiveram uma overdose naquela manh�.

Eles sufocaram com as pr�prias l�nguas.

Ent�o retomei o interrogat�rio.

E n�o pensei mais no sol e nas manchas vermelhas.

Uma semana depois,

fui um dos pioneiros.

Eu estava na lista priorit�ria para a primeira regenera��o.

Foi um milagre.

Mais nada ap�s algumas semanas.

As manchas sumiram.

Comecei a me sentir melhor, mais v�vido,

mais jovem.

O mundo cresceu de novo.

Ficou grande e lindo de novo.

Voc� acha que pensou muito nisso.

Mas quando li o que escreveu aqui,

posso afirmar que n�o sabe de nada.

Para voc�, a morte � algo abstrato.

Outro mundo.

O Al�m da Vida, o Para�so. O c�u.

Isso s�o apenas imagens.

Se tivesse vivido com o cheiro da doen�a,

sentido sua pele se decompor,

se chorasse toda vez que mijasse,

talvez a� visse as coisas de um jeito bem diferente.

Essa decad�ncia,

esse sentimento de que o mundo est� encolhendo,

de que voc� tem apenas um �nico lugar.

� verdade, � sua cela.

Igual esta aqui. Estas paredes.

Esse cheiro.

N�o vou deixar que isso se repita.

Seus devaneios justificam

aquelas mortes desnecess�rias.

Eu falo com os vivos!

Somente com os vivos!

Voc� � apenas um fantasma.

Um fantasma.

Um animal desconhecido foi encontrado

no final do dia nas redes de um barco,

que recolhia lixo do local.

Autoridades do porto, vigil�ncia sanit�ria

cientistas, pescadores, por enquanto ningu�m foi capaz

de identificar esta criatura encontrada.

Um sil�ncio que j� alimenta os boatos mais inSanos.

A tripula��o entrou em quarentena por precau��o.

Os cinco homens foram postos em quarentena

e o barco passou por desinfec��o preventiva.

Os servi�os de sa�de alegam ter tomado as medidas necess�rias

para evitar o menor risco, n�o apenas...

- Sua encomenda. - Oi.

- Desculpe. - At� logo.

Sim, um momento, por favor.

Agora estou ouvindo.

N�s prendemos um suspeito.

Talvez eu passe a noite interrogando.

Estou gr�vida, Darius.

De voc�, caso tenha d�vida.

Certo.

Peguei uma coisa emprestada na sua aus�ncia.

Mas n�o importa.

Voc� tem tudo o que quiser mesmo.

Vale a pena dar a bunda para os policiais?

Preciso da sua ajuda.

Isso � novidade.

- Est� falando s�rio? - Complemente.

Eu preciso de uma arma.

Voc� n�o tem condi��es de pagar por isso.

A f�rmula mais recente dos comprimidos.

Tenho um endere�o. Vou contatar algu�m l� fora.

Contate-o hoje.

Diga que o encontrarei em alguns dias.

- Para que quer uma arma? - N�o � da sua conta.

Seu pai?

Sua m�e?

N�o t�o f�cil assim, sabia?

Voc� pode planejar tudo direitinho,

seguir tudo passo a passo,

repetir as palavras,

mas na hora do "vamos ver", n�o � nada igual.

Vou te dar uma conselho.

Nunca olhe para a pessoa. Sen�o nunca ir� conseguir.

Passa pra c�.

N�o confia em mim?

� uma merda, Christa, mas ainda n�o.

Christa, sua advogada est� aqui.

- Minha advogada? - Pode recusar a visita.

N�o te esperei, estava faminta.

Sente-se.

Lamento que esteja aqui novamente.

N�o � t�o ruim.

De qualquer jeito, obrigada.

Meu advogado de verdade nunca trouxe nada.

E ent�o, est� trabalhando em qu�?

Agora estou lutando pela preserva��o

de uma reserva de biodiversidade.

� uma ilha.

Um pequeno arquip�lago ao norte daqui.

Um ecossistema onde nunca ningu�m esteve.

� lindo.

Um verdadeiro para�so.

- Olha, tirei uma foto. - De que adianta?

Em todo lugar ouvimos que n�o temos lugar habit�vel.

Posso fazer uma pergunta, Christa?

O que aconteceu com seus pais?

- Como... - Como nos rebaixamos tanto?

Acho que n�o era surpresa.

Sempre foi mais ou menos assim.

O que quer dizer com isso?

De certa forma, eu os entendo.

Quando testemunharam, tinha 173 anos.

Cada um com tr�s convers�es.

Provavelmente chegaram ao fim de uma coisa

e procuram algo novo.

Uma experi�ncia ou algo para cuidar.

Para mim, eles acharam algo mais simples,

ou revers�vel.

Drogas ou viagens pelo mundo, algo desse tipo.

Uma filha para sempre, � tempo demais.

Sentamos � mesa no outro dia e me dei conta disso.

Eles t�m medo de mim.

Eles sempre tiveram medo de mim.

Como se n�o f�ssemos da mesma esp�cie.

Talvez eles n�o saibam mostrar como te amam.

Tem uma Lana na minha cela.

Ela matou os pais, mas sempre diz que os ama.

Parric�dio � a principal causa de morte.

Foi o que ouvi.

Mas pode ser diferente.

Como voc� imagina?

Eu n�o sei.

Ter um filho tamb�m � um presente a si mesmo.

Meus pais me substitu�ram por uma �gua-viva.

N�o estou brincando.

Sobremesa?

- Sim? - Darius.

Um jovem diz ter informa��es sobre uma desaparecida,

Linn Gonzales. Acho que vale a pena v�-lo.

Est� bem.

� ela. � a Linn.

Estamos ouvindo, Maxim.

Ela queria que sa�ssemos juntos.

No come�o, eu aceitei.

Eu queria. Mas depois me pressionei.

N�o consegui.

Encontrou-se com ela recentemente?

Uma pessoa com quem ela possa ter entrado em contato,

e a levado?

- Mulher ou homem? - N�o sei.

Onde voc�s foram, Maxim?

�amos encontrar outras pessoas.

Pessoas?

Sim, outros menores.

Voc�s tinham um destino?

Um ponto de encontro?

Ela disse que nos encontrar�amos na rodovi�ria.

Foi no dia 26 de abril.

Bem cedo, umas 5h40.

Para mim, era como uma jornada.

Nunca teria acreditado que...

aconteceriam suic�dios.

- Ela nunca falou disso? - Do que fazer?

- Isso. - N�o, eu juro.

Eu a teria impedido.

Ela s� dizia que existia um lugar

onde ser�amos livres.

Que poder�amos ser felizes.

Ela chamava de "o resto do mundo".

"O resto do mundo"?

Isso. N�o sei de mais nada. N�o sei onde �. Sinto muito.

Precisa encontr�-la.

N�o pode acabar como na praia.

N�o se preocupe.

Obrigado, Maxim.

Ela n�o traduziu nem um quarto,

a express�o j� apareceu 23 vezes.

O caminho do mundo. O resto do mundo abre os bra�os.

O caminho para o mundo.

- 23 vezes. - 23 vezes!

N�o � uma met�fora.

Leyla, por favor, encarregue-se da rodovi�ria.

Encontre pistas da Linn Gonzales.

O que ela fez �s 5h40 do dia 26 de abril?

Onde e com quem ela foi.

Se ela pagou a viagem, como pagou?

E mande Linus. Ainda tenho perguntas.

Ele ser� apresentado ao juiz.

- Agora? - Saiu agora, talvez o alcance.

Azuelo!

Eu preciso interrog�-lo.

A deten��o dele acabou.

- Vou lev�-lo. - 2 horas.

Tenho coisas novas.

- Que juiz? - Miller.

Miller.

Olhe para o ch�o. O que est� acontecendo?

Nada. Devo lev�-lo ao juiz.

J� falei, olhe para o ch�o.

Olhe para mim.

N�o fa�a isso, Abaixe a arma.

Abra a boca.

Escute-me.

Traga logo o desfibrilador!

N�O AO CONTROLE DE NATALIDADE!

N�O AO FECHAMENTO DO PROGRAMA DE MATERNIDADE!

18 MIL EMPREGOS EM JOGO!

Ele est� fora de perigo. Poder� v�-lo em breve.

Obrigado.

Ele n�o morreu.

Certo.

N�o precisa recome�ar.

Eu sei.

Se voc� precisar conversar com algu�m,

tem um psic�logo no pr�dio.

N�o, obrigada. J� fiz terapia pelos pr�ximos 100 anos.

"O imortal � fora desse mundo.

Ele � nosso guia e nossa salva��o.

Sei que ele � o caminho.

Levanto minha voz e minhas a��es s�o verdadeiras.

Teste-nos."

- Est� tudo bem? - Sim, tudo bem.

Desculpe, n�o sei o que me deu.

� sua primeira vez?

Que v� algu�m morrer?

Teve medo?

Tive.

E voc�?

Ali�s, valeu pelo susto de antes.

Acabou me protegendo.

Est�o me fortalecendo.

Achei que eram de verdade.

Pergunto-me por que usa isso.

Voc� � regenerado, n�o precisa disso.

- � um super policial. - Para.

Quantos anos voc� tem?

31.

Logo isso passa.

Mas por enquanto est� a�.

O que vai passar?

O que vai passar?

LOGO ISSO PASSA MAS POR ENQUANTO EST� A�

O QUE VAI PASSAR?

N�o se sinta culpado.

Voc� queria, eu queria, foi bom.

Certo.

Por isso acho dif�cil falar com voc�.

Fala o que comigo?

Preciso ir � cidade por 3 horas esta noite.

- � por isso que voc�... - Falei que queria.

N�o menti.

Desculpe.

Pode parar aqui.

Voc� tem tr�s horas.

Correu tudo bem.

Voc� vai para o programa de regenera��o

daqui dois dias.

Foi por pouco.

E o Linus?

Ele morreu.

O que aconteceu?

A m�e de um dos suicidas da praia.

Voc� a conheceu de manh�.

Ela n�o superou a dor.

Maldito luto.

J� ouviu os lamentos desse povo?

Eles acreditam que podem confortar-se

com suas generaliza��es sobre o al�m.

Alguns falam dos mortos como se estivessem vivos,

como se nos esperassem em algum lugar.

Isso finalmente poria um fim nisso.

N�o h� outro mundo, Darius.

N�o tem nada ap�s a morte.

Os m�dicos disseram que morri por quatro minutos.

Durante quatro minutos, tive morte cerebral.

O papo de ver um t�nel,

os anjos, a vida passando pelos seus olhos,

� tudo mentira.

� tudo preto.

� aqui.

A �nica luz que tem � daqui.

MORTE

A MORTE

A sensa��o � entre um choque el�trico

e a picada de uma vespa, � bem �nico.

E o veneno? � fatal?

Todos s�o potencialmente fatais. Depende da dose.

Com este, ap�s um n�mero de picadas,

voc� sente a plenitude.

O corpo fica em transe, como se voc� voasse.

- Que interessante. - � uma sensa��o fant�stica.

N�o tem perigo, est� inclu�do um soro.

Tem os hematomas das picadas,

mas eles somem ap�s duas regenera��es.

- Obrigada, vou pensar. - N�o tem de qu�.

� para voc� ou para presente?

- Presente. - N�o sabe ler?

� proibida a entrada de menores aqui.

Lana me indicou.

Voc� � a Christa?

N�o, senhora, n�o pode arcar com essa.

- Lana disse... - Ela n�o sabe mais os pre�os.

Sabe o risco de vender a um menor?

30 anos de cadeia. 15 para voc�, se te pegarem.

Isto � melhor.

- O que � isso? - Isso?

� um colar de BDSM.

Trava autom�tica e controle remoto de 15 metros.

Este aqui.

� o que os casais mais compram

porque ajuda a chegar perto do enforcamento.

A sensa��o de morte � bem realista.

Ent�o � um brinquedo.

Por�m perigoso.

Sem seguran�a, se apertar muito, pode matar.

Joseph!

N�o, n�o tente tirar.

Vou levar.

Foi levado at� a delegacia...

Com envolvimento no massacre de hoje.

�s 7h30, uma mulher entrou no pr�dio

e atirou nos policiais. Leonard Ader,

uma testemunha e poss�vel suspeito,

das "Grandes Ondas". Um morto e um gravemente ferido...

Leonard Ader, conhecido pela pol�cia...

- Boa noite. - Ela quer falar com voc�.

- Agora? - Venha comigo.

Estou indo.

� s� isso?

Devo continuar?

Voc� quem sabe.

- Leyla, pode falar. - Como vai?

- Tudo bem? - Sim, tudo.

E a rodovi�ria?

Linn Gonzales? Diga que achou algo.

Por isso liguei. Vem para c�. N�s a achamos.

Estou indo.

Ela est� aqui h� 36 horas, mas era dif�cil de identificar.

Voc� vai entender por qu�.

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