All language subtitles for Brigada Costa Del Sol S01E04

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Original subtitles

UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX

Quando o Elvis morreu naquele dia,

achei uma pena, mas pelo menos ele curtiu a vida.

Est� perdendo sangue!

Mas, quando levei aquele tiro, n�o queria que meus dias acabassem.

Eu n�o ia me entregar assim.

Aconteceram dois milagres naquela noite:

o Chino me encontrou e cheguei vivo ao hospital.

E se acontecesse mais um?

Por que as salas de cirurgia ficam no fim do corredor?

Por que n�o ficam ao lado da porta? Mas tudo bem.

Tenho que sobreviver ao maldito corredor.

Anda, caramba. Trabalhem direito!

Andem logo, ainda quero curtir muito.

BEM-VINDO A TORREMOLINOS

Caramba!

Minha nossa...

Belo carro para uma persegui��o.

Se fosse meu, nem seria policial.

-L� est�o eles. -O que acha que v�o fazer?

Uma troca. Aposto o que voc� quiser.

O que est� fazendo? Vai nos entregar! Eles v�o voltar pelo c�mplice.

�mega 2 para �mega 1, c�mbio.

�mega 2 para �mega 1. Anda, Hippie!

Ficaremos aqui. Cubram a praia.

J� o vimos, Bruno. Vamos atr�s dele.

Continua.

L� est�o eles.

Outra noite sem dormir.

Pois �.

Minha nossa...

Quero chegar a tempo de assinar o contrato da casa.

J� dei cano quatro vezes.

Quando a Charo vir�?

Ela est� esperando a mudan�a. Quanto antes, melhor.

�. Pra voc� n�o cair em tenta��o.

Como assim?

Nada, relaxe.

"MORTE SOLIT�RIA"

�mega 2, vamos segui-los a p� agora.

Capitano!

-Ele disse "capit�o"? -Disse.

"Capitano". N�o deve ser �rabe.

E o Falconetti e o outro cara?

N�o fa�o ideia.

Vou dar uma olhada.

Beleza.

Vamos.

Merda...

Pol�cia!

Saia com as m�os para cima.

O passeio acabou.

-Leo, o que houve? -Eles v�o escapar!

Leo!

Vamos avisar o Bruno e pegar os caras na praia!

Vamos, Leo!

Vou arrancar o outro olho dele!

N�o! N�o acredito! Que falta de sorte, cara!

Tamb�m! Depois dessa confus�o toda!

Anda, vamos embora.

�mega 2, aqui � o Mart�n. Conseguiu v�-los?

O que ele disse?

-O que ele disse? -Olha ali.

Parece que eles s� conversaram. Anda, vamos atr�s do Falconetti.

Aqui est�.

Voc� vai adorar!

Olha pra ele! Parece um menininho.

Se voc� diz...

Uma cerveja.

Foi s� um arranh�o. Nem d� pra ver.

Foi na porta do carro!

Ele precisava estacionar perto do meu carro?

Ei, ainda n�o se vestiu?

Se arrume, temos visitas.

-O garoto � talentoso. -Com certeza.

Voc� � a Yolanda?

-Como voc� cresceu! -Ei!

Ela est� fora do seu alcance.

Eu s� disse "oi".

Fora de alcance!

Prove as azeitonas. S�o para o festival de ver�o.

Todo mundo vai � sua festa.

Vai ser um arraso, escute o que digo.

E voc�? Como est� tudo na imobili�ria?

Bem, na verdade...

Eles n�o sabem tocar um neg�cio.

Eu sa� porque n�o ia crescer l�.

Saiu? E vai viver do qu�?

� s�rio, Elena? Eu trabalhava o dia inteiro.

Eu acordava �s 9h15 para chegar na hora.

-Trabalho melhor � noite. -Voc� pode ser gari.

-Ele podia nos ajudar na festa. -� s�rio, Elena?

Claro! Voc� est� livre mesmo.

N�o � uma �tima ideia?

Aceite, cara!

�timo.

Nossa, eles te pegaram de jeito mesmo.

O que houve, Franchi?

Eu disse para todo mundo que era cabelereiro.

At� me deram uma tesoura.

Isso � �timo, n�o �?

-N�o, Chino. -Por qu�?

Eu arranhei o cara e ele nem sangrou.

E olha o que ele fez.

Cortar o cabelo � assim mesmo.

Ele est� dizendo que sou gay.

Agora todo mundo me olha feio.

Se me pegar, o Jarabo me mata!

Voc� j� o viu aqui?

Bem...

-Quanto custa a fian�a? -Cinquenta mil.

Vou mexer em nosso cofrinho.

Combinamos de n�o mexer nas coisas do Coruja.

-Aquilo s� nos trouxe problema! -Franchi.

Vou mexer, se precisar.

Se vender uma barra de cada vez, vou passar 20 anos aqui.

O Tony Curtis estava l�.

Ele dan�ou com La Faraona, eu apresentei os dois.

� La Faraona.

-Espere sua m�e. -Certo.

A� ele disse: "La Faraona � talentosa, mas � maluca."

Pode servir?

Apague esse cigarro e ajude.

Sabe quem � La Faraona?

O presunto acabou. Me ajude a fatiar mais.

O Manolo, da imobili�ria, ligou.

Ele disse que voc� n�o apareceu mais e que nem avisou.

-�. -Te dei esse trabalho.

� melhor voc� n�o me constranger de novo.

-Cuidado, vai cortar minha orelha. -Entendeu?

N�o vou te decepcionar, Reyes!

Agrade�o o trabalho na festa.

Im�veis n�o s�o para mim.

Eu estava morrendo l�.

Sabe o que � isto?

� um baseado!

O que faz com isso?

Voc� fuma?

J� provei.

Fuma ou n�o?

J� fumei.

-Devo enrolar um? -N�o. E onde comprou?

N�o sei. Minha galera sempre tem.

Todos fumam. Atores, turistas...

-Certo. -Mas eu nunca comprei.

� seu dia de sorte.

Nossa!

N�o acredito! Voc� sabe quanto isso vale?

Sei quanto paguei.

Mas...

vai vender tudo na festa?

Eu, n�o. Voc�.

-N�o. -Voc� � o Rei da Noite.

-Conhece todo mundo. -Calma.

-Tony e La Faraona, certo? -�.

Eles v�o provar e chamar os amigos.

Eu cuido das bebidas, e voc� fica com isso.

-Mas como vamos... -Depois discutimos o pagamento.

Certo. Minha irm� sabe de alguma coisa?

Sabe e n�o sabe.

N�o vou contar sobre voc�.

-Certo. -Fatie o presunto.

Certo.

Que beleza...

N�o fique assim. Vamos pegar aqueles caras.

O que vai fazer?

Olha quem est� ali.

Espere l� dentro.

O que foi?

Saiu da Camelot para me irritar?

A causa � nobre. Voc� saiu no jornal.

N�o acredite naquilo, � tudo mentira.

�, te chamaram de "her�i". Bem que achei estranho.

Viu?

Voc� viu os Pe�a e sobreviveu!

Imagina o que fariam comigo.

-O que sabe sobre os Pe�a? -Que tamb�m quero v�-los presos.

Sabe de algo?

N�o sei se posso contar.

� melhor se afastar, Corujinha.

Deles ou de voc�?

Tchau, Terr�n.

Passamos o dia em uma persegui��o e ficamos parados numa passeata.

Est� tendo greve?

De �nibus.

E amanh� ser�o as feministas.

-Querem liberar o adult�rio. -Eu concordo.

-Pronto, chefe. -Obrigado.

Se anime, pessoal. Aprendemos muito hoje.

Pensamos que o haxixe vinha por Algeciras, mas n�o.

Ele chega direto na praia.

-Voc�s confiscaram a droga? -N�o.

Eles sa�ram em disparada.

Chegamos na praia, e n�o tinha ningu�m.

Como vamos nos animar? Nos ferramos!

-� tipo um contrabando normal. -Isso a�!

Os contrabandistas mudaram

do tabaco e do �lcool para lucrar com o haxixe.

Ent�o estamos perdidos.

N�o controlamos o litoral.

Exato. Precisar�amos de helic�pteros, lanchas...

Fala s�rio! Estamos na Espanha.

Estou falando s�rio.

Vamos convencer a chefia da import�ncia disso.

Sen�o, em 20 anos, a Costa del Sol ser�...

um Velho Oeste.

Enquanto isso n�o acontece, vamos interrogar uns contrabandistas.

Mataram um recentemente. A Guarda Civil estava investigando.

-�timo, comece a�. -Era o pai da Yolanda.

� todo seu. Terr�n, v� dormir.

Hippie, vamos procurar o Falconetti.

Vamos.

Yolanda!

Abre!

Corujinha!

Bem...

ela deve ter sa�do.

O morto era o pai dela?

Era.

O chamavam de Coruja.

Isso j� mostra no que ele trabalhava.

Em contrabando?

Tabaco e �lcool da �frica.

Era um bandido.

Eles parecem uns selvagens. A filha � igualzinha a ele.

Bom dia.

Bom dia.

-� amiga da Yolanda? -Com orgulho.

Sabe onde ela est�?

Sei l�.

-N�o? -N�o.

-N�o s�o amigas? -�, mas n�o somos grudadas.

Cai fora daqui, garota.

Ei!

Estava mentindo sobre o Coruja.

Era um santo, o melhor pai do mundo.

Santo? J� o pegamos no contrabando!

Claro. E voc� nunca compra cigarros.

Est� tentando ser presa?

J� chega.

Obrigado...

Soledad.

Vem comigo.

O Santo Coruja mexia com haxixe?

Claro que n�o! Isso � coisa dos marroquinos.

E de outros pa�ses.

-Espanh�is n�o usam drogas. -Claro...

Mas n�o acredito que o matariam s� por alguns cigarros.

Eles s�o todos bandidos.

-Quem se importa? -Eu me importo.

Achou alguma coisa na casa?

Nada.

E no barco?

N�o achamos nada porque nem fomos procurar.

Se achar que pode fazer melhor, pode ficar com o caso.

N�o.

Nunca os vi.

� mesmo?

Vamos l�.

Eles estiveram aqui �s 5h45 da manh�.

Pediram bebidas e telefonaram.

Voc� estava com essa camisa, babaca. Viu como minha mem�ria � boa?

E a sua? Os ouviu conversando?

Me solta!

Eles gritaram o tempo todo.

O cara sem olho falou com um marroquino.

Precisa deixar os sinais de sempre.

�...

Isso. Atum.

-Eles n�o estavam se entendendo. -Leve as crian�as.

Disseram algo sobre levar crian�as.

-Tinha mais algu�m? -Por qu�?

-Um palpite. -N�o consigo pensar assim!

Calma, eu aperto mais.

Tinha um franc�s tamb�m, mas eles n�o se falaram.

S�o clientes, n�o quero me encrencar.

Mais uma coisa. Como assim "levar as crian�as"?

-Sei l�! O policial � voc�! -Ei!

Respeite as autoridades!

E o que mais?

Disseram para o marroquino deixar os sinais de sempre.

O atum.

-O qu�? -Eles disseram "atum".

Atum.

-Olha l�. -Olha, tem outra ali.

-Onde? -Ali.

Isso...

Bruno!

-Caramba, tem mais aqui! -Cacete...

-Olha isso! -Tem mais?

Eu sabia, cara. Eu sabia!

Vai, Hippie...

Tem outro!

E mais um.

Voc� � um g�nio, Hippie! N�o �?

-Tem algu�m ali! -O qu�?

Tem algu�m ali.

Sai da�!

Sai ou vou atirar.

N�o!

Sai! Anda logo.

Vem.

Os idiotas usam crian�as.

Eles ficam na praia tomando conta do haxixe.

O garoto chorou muito no consulado.

V�o acabar com ele no Marrocos. Desgra�ados.

Acabou para o Falconetti.

-Que ele se dane! -�, mas ainda n�o acabou.

Precisamos fazer...

como as galinhas.

Vamos p�r o ovo...

e depois cacarejar.

Saiam, por favor.

-Esquadr�o Pata Negra, hein? -O qu�?

Chamam voc�s de Patas Negras, sabia?

Est�o todos com inveja.

Cifuentes, pode me falar mais sobre a opera��o,

para eu falar com os jornalistas?

Claro.

A opera��o...

Bem, a opera��o...

O Pulido... Ele come�ou a fazer rondas.

-Isso, como sempre. -Do que est� falando?

Delegado, temos fotos da opera��o. Certo? Leo?

Vamos explicar os detalhes.

Certo, vamos ver as fotos.

E voc� vem comigo.

N�s n�o t�nhamos um trato?

-Eu... -Sim ou n�o?

-Sim. -Ent�o por que essa cara?

O delegado n�o consegue ver

quem est� no banco e quem est� marcando os gols.

O qu�? Acha que n�o sei fazer a mesma coisa que voc�s?

Se eu pensasse em voc�...

sim, pensaria exatamente isso.

Vamos ver...

Deixe tudo ali.

FESTIVAL DE VER�O DE 1977

�timo.

Aquele policial ficou dizendo que o Coruja era traficante,

que o mataram por isso.

Que loucura!

E eles sabem quem matou?

Eu imagino que sim.

Aquele loiro � esperto.

O que houve?

Nada!

Sole...

se eu fosse preso, voc� iria me visitar?

Quem, eu?

Acha que sou sua av�?

Vou buscar a Corujinha. Te vejo depois.

Bom dia.

Duas cervejas.

Bom dia. Tudo bem?

Que calor�o, hein?

Seu tapa-olho � maneiro!

Eu soube que est�o querendo um baseado.

Se eu n�o estiver errado,

voc�s perderam umas crian�as na praia.

Quem � voc�?

Para quem voc� trabalha?

Para um cara lindo.

Queremos conhec�-lo.

Podem falar comigo, d� no mesmo.

Temos um problema. Precisamos de tr�s quilos urgente.

O cliente est� esperando.

Tr�s quilos, assim, do nada? N�o sei...

Voc� consegue?

-V�o pagar quanto? -Duzentos e cinquenta mil.

-A oferta final s�o trezentos. -Mais a minha parte.

Mais a sua parte.

Vou tentar convencer meu chefe.

O Coruja morreu na mesma noite em que perseguimos os Pe�a.

Bem aqui.

Foi ali que os perdemos.

Conhecemos bem estes legion�rios. N�o acha muita coincid�ncia?

Conte sua teoria.

Os Pe�a assaltaram o Oma para pagar pelo haxixe

que o Coruja trouxe do Marrocos.

Eles discutiram e o mataram.

E os irm�os ficaram com tudo.

-Estou louco? -N�o est�, n�o.

Mas o Coruja n�o entregou a droga.

Eles compraram com o Dandy no outro dia.

� mesmo.

-O estoque que achamos no carro. -Mas precisamos de provas.

-Nem sabemos se ele contrabandeava. -Fala s�rio!

Prove.

Leo, isso � importante.

Eu sei.

Se mostrarmos que drogas causam mortes,

os chefes v�o se assustar.

E ent�o...

conseguiremos recursos.

O cara do carr�o!

Amigo, o pneu do carro est� ruim.

Que terr�vel!

Eu te ajudo a trocar.

N�o precisa, vou para uma oficina.

Relaxa, eu conserto em um segundo.

Qual pneu foi?

Acho que este aqui.

N�o est� furado.

S� falta alinhamento.

-Voc� tem ferramentas? -As pessoas daqui s�o prestativas.

Turistas s�o importantes, precisamos cuidar deles.

E os turistas adoram isso.

Voc� vai pegar a chave inglesa?

Por que n�o me leva a uma oficina?

Est� na cara que voc� seria enganado.

Anda, me d� a chave.

Tudo bem.

Eu nunca usei isso.

E talvez nem precise.

Entre no carro, eu verifico a dire��o.

Certo.

Por que n�o falou do franc�s?

Ele estava limpo.

Olhei a mala do carro, e n�s conversamos.

-Acho que ele est� liberado. -Ali tem coisa.

Ainda vou segui-lo.

E ent�o, onde eu assino?

Aqui.

Como assim, dez mil? � o dobro do combinado.

�, mas a moeda est� desvalorizada, os pre�os subiram.

N�o posso fazer nada, sinto muito.

-� isso. -Me desculpe.

Estou trabalhando, isso incomoda.

Sabe que a conversa que tivemos h� apenas uns dias

foi um contrato verbal?

-Eu n�o sabia. -Pois estou te dizendo.

E mentir em contrato...

� crime.

Isso � pre�o de turista, eles pagam o que for.

CONTRATO DE ALUGUEL

Voc� n�o tem casa? Est� aqui o dia todo.

Ent�o sua amiga achou voc�.

O que fazia com os guardas?

Eu queria falar com voc�.

Eu soube do seu pai. Sinto muito.

Ele est� morto, mas s� eu estou sofrendo.

Li o relat�rio dos guardas.

Eles n�o investigaram nada.

Veio dizer que vai investigar?

Vou ser sincero.

A morte dele teve a ver com o tr�fico.

Meu pai n�o mexia com drogas!

Ent�o me desculpe.

Erro meu.

Espere.

Se ele contrabandeava drogas, nunca me disse.

Ele tinha novos amigos?

Marroquinos?

J� o viu com dois caras grand�es?

Os irm�os Pe�a.

Os conhece?

Foram eles que o mataram.

Lembra deste bot�o?

Meu pai o arrancou do assassino. Estava na m�o dele quando morreu.

Encontrei um dos irm�os na Camelot.

A jaqueta tinha o mesmo bot�o, Leo.

E faltava um.

Prometa que v�o apodrecer na cadeia.

Eu prometo.

Querido

Tentei esquecer a tens�o

Mas voc� disse...

Nos vemos depois.

Querem outro? Mas j�?

Por favor, n�o pe�am mais.

Precisam pagar na pr�xima.

E tomem cuidado!

Estou passando!

Eduardo, � s� pedir se quiser mais.

Ferm�n!

Finalmente! Aqui est�.

Divirta-se.

-E a�, cara? -Oi. Calma, n�o vai embora.

Tudo bem?

Oi, bonit�o.

-Oi. -Oi.

Quem � voc�?

Vicky.

E voc�?

Alfredo.

Oi, Alfredo.

Pode me dar um?

Com quem voc� veio?

Com aqueles caras ali.

Com quem?

Aqueles caras?

-Isso. -Ent�o pe�a para eles!

�, mas voc� deve ter mais.

Disto?

Ei.

S� se voc� me der um beijo.

-Um beijo? -Um beijinho.

Ei!

Ei, Vicky.

Pai, o que aconteceu?

Socorro!

Leve esta.

-Me d� a outra... -Aquela � minha.

Est� mal-humorado hoje, pai.

E a�?

O que achou?

Como assim? Olha isso!

-Est� tudo �timo. -Todos est�o curtindo.

�, est� um sucesso! Isso a�.

-Aproveite! -E quanto vendemos?

Depois conversamos.

Como assim? Quanto j� vendemos?

Relaxa, est� tudo certo, Reyes.

Relaxar me deixa nervoso.

Quanto vendemos?

Ainda nada.

Mas, calma, n�s...

Como assim, "nada"?

-Estou dando amostras, Reyes! -O qu�?

Relaxa!

Estou pagando tudo isso!

Mas quem vai pagar por algo que n�o conhece?

Deixe-os curtir.

Veja como est�o felizes.

Eles v�o voltar.

E quanto j� gastamos?

Quase uma barra inteira.

Vamos pra casa buscar mais.

Ursinho?

Ursinho, � voc�?

Que susto!

Me desculpe.

Entrei pela garagem porque esqueci a chave.

E essa faca a�?

Quase me cortei! Merda.

Ela... estava no caminho.

Passou na festa para ver meu irm�o?

Ainda n�o. Mas deve estar tudo bem.

Ursinho, obrigada por essa oportunidade.

Reyes, vou levar a barra...

Oi, Elena.

Espero l� fora.

Ainda tenho pesadelos com aquele homem me apontando a arma no banco.

Querida...

Queria estar com voc�.

Mas me diga, como conseguiu um aluguel t�o baixo?

O que voc� fez?

O cara gostou de mim.

Ligou para o pintor?

Relaxe, o Terr�n e eu vamos cuidar disso.

E logo nos vemos.

Quero ir logo para Torremolinos.

Amo voc�, seu dur�o!

Um beijo, querida.

Bom dia.

Procuro um policial loiro que dirige um Ford Capri...

-S� um minuto. -Obrigada.

Que bom come�ar o dia assim...

Desculpe, Starsky. Quero ver o Hutch.

O qu�?

Devia ver mais TV. Quero ver o cara loiro.

Ah, o Leo.

Isso. A� est� ele.

Fiquei sabendo do seu pai.

Sinto muito.

Obrigada.

Voc� podia ter me contado antes, mas tudo bem.

Sabe...

ainda n�o sei se confio em voc�.

Vamos?

Obrigada.

Obrigada.

-Aonde vai com isso? -� para o Leo.

Posso entregar pra ele.

Me lembrei que, no fim...

D� uma olhada nisto quando puder.

Certo.

Como eu dizia,

andei pensando muito. E me lembrei de que...

Voc� quer um caf� ou...?

Estou bem. Obrigado.

E voc�?

Venha aqui.

Sabe aquela garota que est� com o Leo?

Ela disse o que queria?

-N�o disse. -N�o?

Que sortudo, n�o?

Se manda.

-Estamos indo. -At� mais.

Anto�ito, espere seu pai no carro, por favor.

Poxa, m�e. Vai nos atrasar!

Vai ligando o r�dio.

-Merda. -Est�o indo � praia.

Quero passar um tempo com ele.

Por que meter meu irm�o nisso? Ele � descuidado!

Ent�o voc� tamb�m o acha irrespons�vel.

N�o venha com essa agora.

Passei a noite de olho nos gar�ons e nos shows.

E ele? Bebendo e dando risada.

Ele s� sabe fumar maconha.

E vender tamb�m, n�o �?

Para voc� n�o fazer isso!

Para n�o se incriminar. Se ele se der mal, � problema dele.

Me diga que n�o foi nisso que voc� pensou.

Ele n�o corre risco, se quer saber.

Voc� n�o entende mesmo.

Ele � um in�til! Me preocupo com ele!

E eu me preocupo conosco! Somos donos daquilo tudo!

E o que sugere?

Que voc� pare de nos p�r em perigo!

Pensei que decid�amos juntos.

Estamos decidindo.

Fa�a o Anto�ito usar filtro solar.

Ela acha que caiu da jaqueta de um dos Pe�a.

Mas ela disse se o Coruja era traficante?

N�o.

Mas, antes de morrer,

ele n�o a deixou tocar numa das cestas.

-Certo. E onde est� a cesta? -Sumiu.

Os Pe�a devem ter pegado.

Ent�o voc� acha que s�o os assassinos.

Vejamos.

Os Pe�a e Dandy tinham um c�mplice.

Pode ter sido o Coruja.

Com certeza.

Certo.

A testemunha viu um carro fugir na praia.

E o carro era parecido com o dos Pe�a.

Perfeito!

Vamos peg�-los por assassinato tamb�m.

Exatamente.

Antes precisamos peg�-los.

E ele?

N�o o conhe�o.

E ele?

Tem cara de traficante.

Mas n�o �.

Ele, sim. Certo?

Ei!

Cuidado com a minha van!

Voc� bateu em mim e quebrou minha seta!

Veja!

Cai fora daqui.

Espere um momento.

Eu peguei a van emprestada.

Posso te passar o n�mero do dono.

Estou com pressa.

Aposto que voc� a roubou. Vou procurar um policial agora!

Ei, amigo. Vamos tentar nos entender.

Venha aqui.

Vamos l�.

Quanto custa a seta? Uns quinhentos?

Quinhentos?

Ela � importada da Alemanha! Que pre�o � esse?

Ah...

Te dou mil e fica tudo certo.

N�o estou gostando disso.

Vou procurar um guarda pra resolver.

Pegue o dinheiro...

ou minha amiguinha aqui.

Me d�.

Espere a�, calma...

Olha s�...

Vou te apresentar meus dois amigos, desgra�ado!

Vem aqui, garoto!

"Quatro corvos no c�u da manh�."

Viu?

Voc� n�o � o �nico que procura haxixe.

Viu? Eu at� prendi o traficante.

Esse cara?

� um merdinha. Um fracassado!

Ele tinha 3kg de drogas e cinco mil pesetas. N�o � um fracassado.

Vem comigo. Vem.

Escute, primeiramente, admito que fez um bom trabalho.

Sei que isso te irrita.

Mas n�o podemos prend�-lo.

-Como assim? -N�o podemos.

Sempre que o prendo, recebo ordens para liber�-lo.

� s�rio. Deve ser sobrinho de algu�m, sei l�.

O delegado at� me ligou uma vez.

A gente n�o d� sorte mesmo.

Se lembra do Jarago?

-Lembro. -Um cara escapou.

Foi ele.

Me deixe falar com ele antes.

Vou tentar descobrir onde ele pegou o haxixe.

Certo?

Obrigado.

-Foi por pouco! -Com certeza.

Voc� � um pai para mim. Obrigado.

Tire as algemas, minhas m�os est�o doendo!

Tr�s quilos, Chino?

Tr�s quilos de drogas?

O que fazia com 3kg de drogas?

Explique!

Preciso pagar a fian�a do meu amigo.

Mas 3kg? Sem essa! A fian�a n�o � t�o cara!

A droga n�o � minha, sou s� o mensageiro!

De quem �?

N�o sei, eu s� precisava pegar tudo e fazer a entrega.

Quanto vai ganhar?

O dinheiro da fian�a.

Certo.

Diga pra onde a droga vai, ou vai se juntar aos seus amigos.

Eu n�o sei.

N�o me sacaneie, Chino. Nem tente!

Um deles se chama Falconetti.

O outro � o Gaguinho.

O Falconetti tem um olho ruim. O outro...

-� gago? -Isso.

Merece um beijo!

Merece um beijo.

J� deviam estar aqui.

A pista da Yolanda � boa.

Mas n�o quero que fique esperan�osa.

Fui � casa dela ontem, e ela...

Foi � casa dela ontem?

Nossa, a Charo tem que chegar logo.

-Devo ir com voc�? -N�o.

Aonde ele vai?

O chefe te deu a droga?

A sua parte. O resto est� no carro.

Venha.

Ent�o vamos logo!

-E a�? -Est�o l� atr�s.

Deixa comigo.

Me d� o haxixe.

Agora o dinheiro.

Anda, Gaguinho. Vamos.

Desgra�ados!

Voltem aqui, malditos!

De p�!

-Bruno, est� tudo bem? -Est�.

Merda!

Beleza, Chino.

Vamos ver.

Por que saiu de perto da janela? Por qu�?

Eles me amea�aram!

Pegaram meu dinheiro!

N�o temos nada! Nada!

Por que n�o prenderam o franc�s?

Com que motivo?

Porque eu quero, merda!

Voc�s s�o dois covardes!

Diamantes.

Melhores amigos das mulheres.

N�o tem diamante aqui.

Se procura o Reyes, ele...

Vim falar com voc�.

Mar�a, n�o tem perigo vendermos o haxixe no festival.

Voc� n�o entende mesmo.

O Reyes est� te usando!

N�o quero que voc� seja preso! E nem a gente!

-Como assim? -Hoje, n�o!

Voc� s� vai vender bebidas e amendoim hoje!

Posso falar?

Me escute.

O qu�?

Admito que fiz coisas idiotas.

Admito.

Talvez n�o tantas.

Ele n�o est� me usando. No come�o, sim.

Mas ele sabe que trabalho bem.

Ele me d� valor.

Por que te deixa vender drogas?

Porque trabalho bem!

-Tive uma �tima ideia... -N�o tente me convencer!

Me deixe vender hoje, Mar�a Elena.

Para qu�? Para o Reyes te dar valor?

Eu n�o vendi haxixe antes.

S� sa� dando amostras. Todos curtiram.

Para ganhar clientes.

Mas agora o Reyes quer que eu pague.

De quanto estamos falando?

Mais de cem mil pesetas.

Mais de cem mil.

Vou matar voc�!

Por que n�o vai vir?

Bruno, a casa est� uma zona.

Minha m�e est� ajudando, n�o posso deix�-la sozinha.

Venha relaxar um pouco.

Seu fofo. Nos vemos em breve.

Amo voc�.

Um beijo.

E ent�o?

Uma noite juntos.

Ligue a TV.

Vamos ver Starsky and Hutch.

N�o sei quem � quem.

Eu vou sair.

Para onde?

Que cheiro � esse?

De dinheiro.

Elena!

N�o vai beber nada?

Viu? Eu nasci pra isso!

Pronto, aqui est�.

Pegue uma.

E nosso combinado?

Nosso combinado?

Vamos ficar sem presunto, isso sim.

Quanto?

Olha pra isso.

E a noite est� s� come�ando.

�timo. Bom trabalho, Fredo!

V�o se divertir!

Est� bem.

Voc� venceu.

N�o.

N�s dois vencemos.

-Vou pedir um sandu�che pra voc�. -Obrigada.

-N�o tem medo de mim? -N�o.

Perdi Starsky and Hutch para te ver.

-S� veio me dizer isso? -N�o.

Sei por que perguntou dos Pe�a.

Mataram seu pai.

Vem comigo.

Ele tentou me dizer quem tinha sido,

mas s� conseguiu me dar o bot�o.

Morreu nos meus bra�os.

Ele n�o ficou sozinho.

S� isso que me consola.

Que o vi antes de ele morrer.

Os Pe�a estiveram aqui.

Fiquei do lado deles.

Ia mat�-los com um picador de gelo.

Isso n�o iria resolver nada.

-Fui uma covarde! -Nada disso.

N�o quer matar ningu�m, Corujinha.

Me deixe ajudar.

N�o quer te prender, ouviu?

S� quero que eles morram.

Corujinha...

n�o sirvo pra voc�.

Por que � policial?

Est� tudo bem?

Tem certeza?

Nossa, que carinha...

� o cara mais chato que conhe�o.

Tamb�m n�o conhe�o algu�m pior. � que n�o tive um bom dia.

N�o teve um bom dia?

Ent�o venha. Vou animar sua noite.

Anda! Vamos l�!

Voc� � a Vicky, certo? Me deve uma dan�a.

E voc� me deve um baseado.

N�o.

-Tudo tem um pre�o. -S� pega garotas assim?

Vicky!

-Est� tudo bem? -Sei me cuidar, pai.

Eu sei, mas espere. Ei!

Saiam, por favor.

Tr�s por ali e tr�s por aqui. Revistem todo mundo.

Lucas, encontre os propriet�rios.

Reyes.

Pode explicar o que � isso?

O que � isso?

Podem me explicar?

-Podemos ajudar? -Ali.

N�o achamos nada.

Sou a que te mant�m acordado

Sou a que conhece seus segredos

Sou quem guarda sua foto

Embaixo do travesseiro

Sou a que te espera atr�s da porta

A que reza para ter sua resposta

Sou a que suspira por seu amor

A tigresa enjaulada

Mais que uma amiga

Eu diria

Mais que uma amante

Eu diria

Daria minha alma inteira

Para ser sua esposa

Noite e dia

Sou a que se esconde em seu reflexo

Sou a que cria suas mem�rias

Sou a que est� queimando de desejo

A tigresa enjaulada

Sou a que te espera atr�s da porta

A que reza para ter sua resposta

Sou a que suspira por seu amor

A tigresa enjaulada

Chega de joguinho e vem comigo.

Estou bem ali, no Hotel Solymar.

N�o cometa este erro, certo? Eu gosto de mulher.

Porque nunca esteve com um homem.

� minha �ltima noite.

Tenho uma reuni�o bem cedo. Nunca mais vai me ver.

Com um cara muito feio.

Cego de um olho.

Prefiro me lembrar dos seus olhos azuis.

DELEGACIA

-Achei o cara do carro esportivo. -Que beleza, Terr�n!

Excelente!

Voc� � mais doce do que um p�o doce!

Achou que s� voc� era o bom aqui?

E onde o encontrou?

Na Discoteca Paradiso.

Paradiso? L� n�o �...

Uma discoteca gay.

L� tinha at� travestis. Quase vomitei.

Cuidado...

O seu...

Seu suti� est� aparecendo.

-Eles est�o no Hotel Solymar. -O qu�?

Ele te chamou pro quarto?

Eu achei o franc�s.

E ele tem uma reuni�o com o Falconetti hoje.

Pode ficar a� brincando ou agir como um profissional, cacete!

Fa�a algo antes que ele volte pra Fran�a!

-Terr�n, relaxa! -Ei!

V�o pro inferno!

Agora s�o 3kg. Quando voc� voltar, teremos mais.

Parados! Pol�cia!

Parado, maldito!

Ei!

Parado. Levanta.

Escute, n�o se mexa. Eles me cobram por bala!

Anda, levanta!

Anda logo!

Ei!

At� logo, amigo.

Anda, levanta!

Quebraram a l�mpada do jardim.

N�o posso mais viver assim. Tem haxixe nas ruas,

na Camelot, na festa e na garagem.

Ent�o diga o que podemos fazer.

-Eu? -Precisam nos pagar a l�mpada!

Me assustei tanto ontem!

J� tomei dois rem�dios, e ainda nem � meio-dia.

Quase infartei quando vi a pol�cia.

N�o infarte, apenas resolva.

Quero essas drogas longe da minha casa e da minha fam�lia.

-O que foi? -Desgra�ados!

-Reyes... -Ele � idiota?

Ent�o voc� curte futebol...

Eu leio no banheiro.

Voc� me traiu, Chino.

Ferrou a opera��o para ficar com a grana.

�, mas a� eles me ferraram.

Quanto te prometeram?

Muito, chefe.

Fiquei cego.

Eu devia ter atirado em voc� ontem, cara.

Escute, Chino.

Fa�o de tudo pelo meu pessoal.

Tudo.

E espero que fa�am o mesmo por mim.

N�o fa�o mais parte do seu grupo?

N�o me engane de novo, Chino. Nunca.

Aqui est�. Aprenda a ler.

Vou acertar bem no meio.

Merda...

Aqui ningu�m presta, hein?

Anda, vamos l�.

Bom trabalho, pessoal.

Obrigado.

Ei!

-Oi? -Larguem os dados, a imprensa est� aqui.

Certo.

Tudo bem, Chino?

Voc� saiu!

Eu te amo, cara!

Viva!

O Franchi est� livre!

Quando vamos bater as botas,

percebemos que as melhores coisas da vida s�o de gra�a.

Nos agarramos �s mem�rias

e nos lembramos de quando fomos felizes.

Fazemos isso at� o fim.

Essa lembran�a � sua �nica amiga.

Se voc� for morrer sozinho, claro.

Legendas: �rica Silveira

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