All language subtitles for Brigada Costa Del Sol S01E02

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Original subtitles

UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX

MIRANTE DO LOBO 1o DE DEZEMBRO DE 1977 - 2h08

Meu pai me dizia: "Filho,

h� dois tipos de pessoas no mundo.

Aqueles que nos ajudam

e os que querem acabar com a gente.

Mas ele nunca me ensinou a reconhec�-los.

Agora chegou a hora de aprender.

BEM-VINDO A TORREMOLINOS

Mas que sorte!

Caramba!

Por que estamos enterrando dinheiro?

N�o quero acabar como o Coruja.

N�o matamos o Coruja.

-N�o. -S� o roubamos.

Que se dane!

-Pronto. -Espere.

O que est� fazendo?

S� um pouco, amig�o.

Para me ajudar. Estou ferrado.

Vamos tentar e ver no que d�.

Vamos deixar o resto enterrado.

Quem sabe cres�a.

E o garoto?

Dando trabalho. Como o pai dele.

Voc� sabe que adora isso.

-Quando voc� vai vir? -Por qu�?

Voc� n�o vai me buscar mesmo.

O qu�? Quer apostar?

�s nove. Repetindo:

n-o-v-e.

Quero te ver logo!

Vamos comer camar�o de Huelva, sei que voc� adora.

Vai at� lamber os dedos.

Ligou para sua m�e?

Ainda n�o. Mas vou ligar.

� s�rio, amor. Vou ligar.

"PODE CONFIAR EM MIM"

Voc� claramente n�o est� acostumada a trabalhar � noite.

Nem chegou at� a cama. Venha.

Trouxe tudo isto para voc� provar.

Aqui n�o tem espa�o para pregui�a. Acorde!

Vamos ver...

Tente este primeiro, deve servir.

Anda. Se mexe!

PROCURADOS

E a�, Luke Sortudo?

A Unidade de Narc�ticos n�o tem escrit�rio?

Ainda n�o. Deixem tudo no escrit�rio do inspetor Pulido.

Onde o Hippie est�?

Interrogando um suspeito.

O filho da m�e se adiantou.

N�o sabe quem o apresentou...

N�o percebeu que havia 20kg de haxixe no carro?

Dandy, seja bonzinho e diga onde os Pe�a est�o.

V� se danar, cara.

Nos respeite. Estamos conversando civilizadamente.

N�o sei onde eles est�o.

-N�o os conhe�o. -E o Marroquino?

Voc� pode n�o conhec�-lo, mas quem juntou voc�s dois?

Ningu�m.

Vai ter que ser no tapa.

Dandy...

sabe qual � a pena por posse e tr�fico?

De seis a 12 anos.

Voc� decide se ser�o 6 ou 12 anos.

Dandy!

Quem mais estava envolvido?

Ora, Dandy. Voc� n�o � ningu�m.

Ningu�m.

Rouba carros de velhinhas e agora � traficante?

Venha aqui!

Sabe o que os traficantes fazem?

Sabe o que eles fazem?

Fale, caramba!

S� vou falar com o juiz.

Tem outra pessoa.

"Encontraram um pacote pesado no carro.

Eles investigaram e descobriram que havia a droga 'haxixe' dentro."

O Dandy n�o vai falar?

N�o.

Ele � legal. Confio nele.

-Vai ficar quieto. -Certo.

E onde os Pe�a est�o?

Sei l�. Quanto mais longe, melhor.

Ainda estou devendo ao Marroquino.

Quanto temos no cofre?

Ursinho...

Mas s�o...

S�o nossas economias.

Nosso tesouro.

Quanto antes eu sair dessa, melhor.

-Vai para a pris�o de Puerto. -Puerto?

�. Quem sabe isso libera a sua l�ngua. Ande!

Ele podia ter falado se pudesse respirar.

Ele tem parceiro.

-Ele podia ter dito quem �. -Claro. E a identidade dele.

Bruno, n�o pode ser assim.

Pensei que eu n�o tinha chefe.

Vamos ouvir o Hippie.

-Ele conhece o neg�cio. -O que � isso?

Nosso escrit�rio.

Depois conversamos. Luquitas, traga o mapa.

O Dandy n�o � o �nico vendendo drogas em Torremolinos.

Tem gente vendendo nas ruas de Playamar,

El Pinillo, La Carihuela...

Sabemos onde est�o, mas n�o de onde vem a droga.

Conhecemos os varejistas, mas n�o os atacadistas.

Agora vamos fazer compras?

Sugiro que os sigam, mas n�o prendam ningu�m.

Traficantes n�o s�o nada.

Precisamos descobrir como, onde

e de quem compram a mercadoria.

Fala, Bruno.

Isso de n�o termos chefe quer dizer que voc� manda em tudo?

Se algu�m tiver outro plano, pode falar.

Vamos, Terr�n.

Sem pris�es!

Certo, chefe.

O que tem a�?

O que temos aqui?

S� a melhor coisa de Torremolinos.

-� das boas. -N�o �?

-Ei, pare. -� a melhor que voc� vai encontrar.

-Droga! -Aonde voc� vai?

-Volte! -Vou pegar voc�!

Vamos te encontrar!

-Oi, Jarabo, tudo certo? -E a�?

-Esvazie os bolsos. -Est�o vazios.

S�rio? Posso dar uma olhada?

-Jarabo... -O que foi?

Me entregue.

O que fazem na minha �rea?

O mesmo que voc�.

Ganhando a vida. � da sua conta?

-Jarabo, � muito boa. -� mesmo, n�o �?

� boa, sim.

Agora saiam daqui.

E vou dizer uma coisa para voc�s.

S� eu posso vender aqui. V�o embora.

-Se mandem, agora! -Devolve a minha pedra.

Quer sua pedra de volta? Vem pegar.

Vem pegar, vem.

Pode vir, vem.

Vamos, Chino.

E a�?

Olha s� quem �. Nosso queridinho.

Estacione aqui.

Vou para casa. Te vejo depois, certo?

Que merda...

Ei!

E a�, Paquito?

Cuidado para n�o se machucar.

Viu como correu? Est� escondendo algo!

-N�o tenho nada, estou limpo. -Cala essa boca.

Estou limpo.

-Quieto. -Est� bem.

-O filho da m�e est� limpo. -O Mart�n s� mandou segui-lo.

Que se dane o Mart�n!

-Tira a jaqueta. -O qu�?

Tira a jaqueta ou te dou uma surra.

-Estava indo repor o estoque? -N�o.

Estava indo repor tudo.

Que fedor, Paquito!

-Apresente seu colega. -Quem?

O vendedor da merda.

-Vamos! -Beleza.

A atitude dele me preocupa.

Relaxa, a intui��o dele � boa.

Ele deve virar chefe, n�o acha? Ele tem uma medalha.

-Voc� queria ser o chefe? -N�o.

-Mas n�o � assim que devemos agir. -Mo�a.

Sabe para que servem os sapatos?

-Entra. Te damos uma carona. -N�o. V�o achar que fui presa.

Olha a cara dele.

Se n�o entrar, ele vai me encher o saco por um m�s.

Olhe para ele!

Vou dizer uma coisa: hoje vou fazer o que voc� quer.

Pare logo.

Tudo bem?

Tudo �timo.

�mega 2, chame a Central.

Prossiga, Central.

O inspetor Bruno L�pez da �mega 1

est� monitorando a �rea de Las Mercedes, perto de Rey Fernando.

-Precisa de refor�os. -Estamos a caminho.

Vamos l�!

O que ser� que vamos ver?

-O que ela faz aqui? -Senhorita, poderia...

Claro.

Diga.

O Paquito veio comprar.

E o Bruno?

-� o cara de jaqueta e bon�. -Fala s�rio.

-N�o iam ser discretos? -Tanto faz.

-Tudo bem? -E a�?

-Quem � ele? -Meu primo. Ele me ajuda nas vendas.

Prazer.

-Quanto vai querer? -Duas pedras.

Duas pedras, �?

-Mostra a grana. -Claro.

E voc�? Veio passar f�rias na praia?

� o sinal!

Vai! � a pol�cia! Vai logo!

Pare, filho da m�e!

-Anda logo. -Vamos, r�pido!

Bruno!

Merda!

-Sai da frente, caramba! -Sai da�!

-Sai logo! -Calma, quebrou por culpa de voc�s.

-Est�o na contram�o. -� mesmo, seu merda?

Sai logo da�, caramba.

Deixa, Chino.

Chino. Chino, deixa pra l�.

Se minha van quebrou, vou dar queixa.

Voc� est� bem?

Calminha. J� foi.

-Onde fica o hospital? -N�o tem.

-E a sua casa? -� aqui perto. Vamos.

Vamos. Bruno, vamos l�.

Vem c�.

Por que fez isso?

N�o gosto de policiais.

Voc� � muito corajoso, Chino.

Preciso de gente como voc�.

Quero que trabalhem para mim.

-E quais s�o as condi��es? -Vou explicar.

Tem sal�rio mensal, f�rias e bonifica��o.

Voc� � idiota?

Achou engra�ado, garoto? Tire a m�o da�!

Achou engra�ado, �?

Ele � meu amigo.

Toma.

Este � um adiantamento. � meu.

Entenderam?

Ent�o podem ir. R�pido. Se mandem.

Valeu, Jarabo.

De nada.

Se manda!

Isso � �cido ou o qu�?

�cido? � s� �lcool.

�lcool?

Achei que policiais eram mais corajosos.

-Vou pegar mais. -Eu disse que voc� podia entrar?

O cara machucou a cabe�a.

Mahamud Alsi.

-Bem-vindo � minha casa. -Obrigado.

Senhores, senhoras...

Voc� disse que n�o ia fugir. Agora eu entendi por qu�.

Eles n�o podem voltar para o Marrocos

dizendo que o Mahamud Alsi n�o trata bem os convidados.

Claro. Champanhe, por favor.

Champanhe, senhores e senhoras.

-� por conta da casa. -Isto n�o � uma visita.

Temos neg�cios pendentes.

Foi por isso que te liguei.

J� posso quitar minha d�vida.

Voc� tem palavra. Temos um belo futuro pela frente.

N�o, Alsi. Escute... Para mim, o neg�cio acaba aqui.

� muito arriscado.

S� me diga quando e onde deixo o dinheiro.

Eu aviso voc�.

Parec�amos quatro idiotas.

O bonit�o aqui, o Hippie, Terr�n e eu. Todos de arma na m�o.

-"Parado! Pol�cia!" -"Ou vamos disparar!"

-Uma zona... -S�o todos policiais?

De delegacias diferentes, mas somos.

-Viva o corpo policial! -�, o corpo...

Aumenta a m�sica.

E onde os bandidos est�o agora?

Um est� preso. Mas n�o sabemos dos outros.

Hm.

-"Os outros" s�o os Pe�a? -Devem estar roubando bancos.

O Dandy sabe onde os filhos da m�e est�o.

Filho da m�e...

E agora a m�sica do ver�o!

Aonde voc� vai?

Socorro!

O que foi?

Nada. Saiam quando quiserem.

Acho que a festa acabou.

Vim muitas noites pra c� esperar meu pai.

Ele pesca � noite?

N�o mais.

Fui uma vez com ele. Pensei que seria incr�vel, mas n�o.

Estava muito frio.

Daria tudo para poder passar frio com ele agora.

Qual � o seu nome?

Yolanda. Mas me chamam de Corujinha.

Corujinha? Por qu�?

Voc� n�o tem cara de policial.

N�o te imagino recebendo ordens.

Pois �. A disciplina n�o � o meu forte.

-Mas n�o te expulsaram. -N�o.

Mas eles t�m um motivo.

Eu sei pegar bandidos.

Talvez um dia voc� precise me prender.

N�o duvide disso, Corujinha.

Est� melhor?

Eu j� vou indo.

Se me virem com um policial, minha reputa��o vai acabar.

E a�, Luquitas?

Quer pontos pra entrar no esquadr�o?

-Senhor, ligaram para voc�. -Me ligaram?

Foi a sua mulher, a Charo.

-Merda... -Est� na casa da sogra.

Na casa da sua m�e.

-Obrigado, amigo. -De nada, senhor.

Oi.

Quanto tempo ela vai ficar aqui?

O tempo que ela precisar. Passou por tanta coisa...

Sei o que aconteceu, mas n�o somos casa de caridade.

Nossa... N�o acredito que voc� est� em Torremolinos

e n�o me ligou.

Alicia, sabe como s�o os homens.

-Ignoram o que n�o importa. -Me desculpe.

O dia foi cheio, nem vi a hora passar.

N�o precisa se explicar.

� melhor se acostumar.

� esposa de um policial.

-Querem cerveja? -Quero.

-Seria �timo. -J� volto.

Voc� sumiu, a� liguei para ela. E ela nem imaginava.

Voc� sabe que minha m�e e eu...

Ele � t�o esperto!

Nossa...

Que alegria, n�o �?

Ter a fam�lia aqui!

Precisamos comemorar!

E nem pensem em ficar em um hotel.

Tem que ser aos poucos. O fogo j� vai aparecer.

-Est� funcionando? -Estica tudo. Isso...

-Vicky... -Que desajeitada!

-M�e, n�o fiz nada. -Est� tudo bem.

-O Bruno est� na fogueira. -E a�? Bom dia, pessoal.

Bom dia.

-Minha sogra, Encarni. -Sou a Alicia.

Senta, por favor.

-Bom dia, inspetor. -Oi.

N�o vai me revistar? S� para garantir...

-Uma cerveja para refrescar. -Beleza.

Que tal um brinde?

-E a�, rapazes? -Oi.

-Esta � a Brigitte. -Brunilde.

-Brunilde. -Prazer.

-Quer uma cerveja? -Quero.

Essa Brunilde � uma beleza.

-Bom dia. -Ela � boa mesmo.

Ele � magro porque sempre troca de mulher.

Deem uma cerveja para ela.

-Cuidem bem dela. -Relaxa.

Voc� � t�o... bonita!

Quem � ela? Onde a encontrou?

� s� uma amiga.

Amiga, �?

Voc� n�o tem problemas em comer as sobras.

-O vestido? -Brunilde, ajude a cortar a melancia.

-N�o sei como fazer. -Corte.

-Abra. -Cortar?

Eram umas 16h.

Meu chefe e eu est�vamos atr�s de um caminh�o

esperando tr�s bandidos aparecerem.

N�s no calor de 40�C l� fora, e eles tomando cerveja.

O cara do caminh�o de sorvete ria da nossa cara.

Ficou com pena e deu uma casquinha para cada um de n�s.

Tinham que ter visto. Fiquei l� abaixado

com uma arma e uma casquinha

esperando os caras sa�rem.

De repente, eles sa�ram.

Eu gritei: "Parados! Pol�cia!" Levantei, mas as pernas estavam dormentes.

Comecei a correr sem nem sentir as pernas, mas beleza.

Peguei dois deles e me joguei no ch�o.

A� o outro cara apontou um rifle bem no meu nariz.

Eu disse: "Me mata, vai." De repente, bum!

Meu parceiro atirou. O cara deu no p�

e eu fiquei lutando com os outros dois.

A� eu notei algo meio grudento na minha perna esquerda.

Eu disse: "Voc� cagou, seu filho da m�e!"

Ele falou: "Eu n�o fiz nada!" A� eu disse: "Cagou, sim, desgra�ado!"

-"N�o caguei!" -E seu chefe?

Meu chefe? Estava atr�s do caminh�o de sorvete!

Eu fiquei gritando: "Chefe, traga as algemas, s� tenho duas aqui!"

Olhei para tr�s e vi o careca espiando

para ver se j� estava limpo. A� ele se levantou todo imponente.

Ele apareceu e jogou as algemas no ch�o.

Coloquei as algemas dele em um dos caras e as minhas no outro.

Me levantei todo tranquilo na frente dele e olhei para minha perna.

Claro que n�o era merda, era sorvete!

Ele tinha ca�do.

E n�o sei nem como aconteceu.

Dei um soco gigante

e ele engoliu o sorvete todo.

Suspens�o de tr�s meses, transfer�ncia pra Almeria

e o primeiro processo da minha carreira brilhante.

Mas isso n�o vai acontecer mais. Sabem por qu�?

Porque agora estamos sozinhos!

-Um brinde para os que agem sozinhos! -Os solit�rios!

Viva!

-Toquem aqui! -Que beleza...

Coloque sua boca na minha

Antes que o dia acabe

Vai, maravilhosa!

Coloque sua boca na minha

Devagar e com alegria

Vem, garanh�o, me d� um beijinho

Vai, moreno!

Lere lerele

-Lere lerele -Vamos, Alicia. Vamos l�.

-Vamos passear e tomar um arzinho. -R�pido, hein?

-Vamos l�. -Estou bem.

-Anda, vamos logo. -Rapidinho.

Vamos dar uma volta.

Isso. Vamos.

Vamos dar uma voltinha?

-Que calor... -Estou tonta.

Calma, cara.

Sua fam�lia � �tima.

N�o sabia que era casado.

E aquela sua garota?

Nem perguntei nada.

Tive uma ideia.

Vamos guardar tudo e tomar a saideira na Camelot.

-Boa, cara. -Beleza.

-Vamos. -Vou ficar aqui.

-Como assim? -Voc�s podem ir. Eu vou ficar.

Por que n�o vai com eles?

-Vai ser legal. -Ela te deu carta branca.

-N�o. -Vai, n�s guardamos tudo.

Vou ficar com voc�.

-Vou ficar com voc�. -Tudo bem.

-Vamos, Bruno. -Ele disse que vai ficar.

-� isso. -Ent�o vamos!

-At� mais. -Tchau.

Tchau.

-Se comporte. -Pode deixar.

-N�o sei dan�ar muito bem. -Est� �timo.

Amo voc�.

Veja o mapa do Jarabo. Procure os la�os vermelhos.

Olha, estamos quase l�.

Vamos!

Vamos cair fora!

-N�o me apresse! -Boa, Franchi!

Depressa!

Anda, cara. N�o temos o dia todo! Vamos!

R�pido!

-Isso! -Est� indo muito bem, Chino.

N�o te falei?

Vamos logo. R�pido.

Aqui. Tome cuidado, hein?

Anda logo. Sai.

J� cansei de voc�.

O Dandy est� preso em Puerto.

� considerado perigoso.

Falam muito mal desse pres�dio. Como ele est�?

Mal.

L� tem assassinos, delinquentes, marroquinos...

� o pior lugar que poderia estar.

Ele foi pego em flagrante. Tinha armas...

Ele deve pegar uns seis anos.

S� ele foi preso.

Mas ele n�o estava sozinho.

N�o suspeitam de voc�.

Os Pe�a t�m ficha, mas...

do Sr. Reyes, dono da Camelot, ningu�m sabe de nada.

S� se o Dandy contar.

Ele n�o far� isso, relaxem.

Sei que s�o amigos h� muito tempo.

O Dandy n�o quer isso para voc�.

Quanto?

Imagine aquele lugar. Cheio de estupradores, assassinos...

Quanto?

Um milh�o e meio.

Olha s� para voc�...

A rainha da noite.

Est� maravilhosa.

O que faz aqui? Algu�m ponha essa maluca para fora.

Nada. Pode nos conseguir alguns cuba libres?

E quem est� com voc�?

Nem comece.

Ele est� na minha m�o. Pedi para vir aqui, e ele nem hesitou.

Mas tome cuidado com seu pr�ncipe encantado.

A� tem coisa.

Deixa de ser amarga, poxa.

Ponha um sorriso no rosto e curta a vida!

Est� se achando uma bailarina?

-Adoro dan�ar. Me d� um gole. -Toma.

-Est� vazio. Vou pedir para encherem. -Vai l�.

Roc�o,

dois cuba libres e um mart�ni.

Essa discoteca tem a melhor vista de Torremolinos.

E onde est� seu amigo?

Ele sabe se cuidar.

Espero que n�o machuque a cabe�a.

N�o faz diferen�a. L� s� tem ar.

S� muito ar.

Vi duas camas na sua casa e roupas masculinas.

-Te pedi para n�o entrar. -N�o pude evitar, sou policial.

Sabe, loirinho... quando eu confiar em voc�,

aviso.

M�e, tem leite a�?

Charo!

A Vicky trouxe um ber�o, est� l� na sala.

Deixei o beb� no quarto.

-M�e, e o leite? -Quando o trocar, traga-o para c�.

Este ber�o era do Bruno!

Sabe como a persiana funciona.

E pegue os len��is. Boa noite.

Boa noite. Tenha bons sonhos!

Olha aquele cara.

Merda, � o babaca daquele dia.

Ele sabe todos os idiomas, � amigo dos turistas.

Vamos ver a van dele.

N�o! Vamos pagar e pronto.

N�o quero ser presa por causa do Dandy.

Ele assiste muita televis�o!

Anto�ito, meu filho.

Dormiu vendo televis�o?

V� l� para cima.

-Boa noite. -Vai l�.

E escove os dentes.

Isso.

Ursinho, estou falando s�rio.

Se n�o reagirmos, vai ter que depor.

Vai sair nos jornais. E a discoteca?

E temos dinheiro no cofre, certo? Pronto.

Aquele cara fala como um vigarista.

E ainda preciso pagar o Marroquino.

Ent�o o qu�?

N�o posso pagar os dois.

Vamos precisar escolher.

O Dandy ou o Marroquino.

Ela colocou muito aliche.

Bebeu um monte, e a culpa � do aliche?

E a�?

S� tem merda aqui.

Ele est� vindo!

Caramba...

-Vou procurar meu cigarro. -Claro.

-O que est� fazendo? -Que foi?

Eu disse que n�o.

-O que foi? -Eu j� disse que n�o!

Quem voc� pensa que eu sou?

Ent�o por que viemos para c�?

N�o sei. Pensei que f�ssemos ver as estrelas,

ou que tomar�amos caf� da manh� como um casal normal!

E n�s somos um casal?

Minha bolsa.

Vamos dar um susto antes de ele sair?

Vamos segui-lo um pouco.

E a sua amiga sueca?

-Ela � finlandesa. -Opa, foi mal.

N�o consegue dormir?

O que voc� acha?

Bruno.

Ela teve uma vida dif�cil.

Ela tirou as fotos do meu pai.

Como se quisesse apag�-lo.

J� faz muito tempo. Ela tem que pensar no futuro.

-N�o vai ficar mais um dia? -Por qu�?

-Por qu�? -�.

Por qu�?

N�o sei.

Para irmos embora e procurar outra casa para nos mudar.

-Para sairmos daqui. -Entendi.

Voc� n�o me engana.

Voc� n�o voltaria a tempo nem que fosse demitido.

-Ah, n�o? -N�o.

-N�o? -N�o.

-N�o? -N�o.

Bruno.

Ai, desculpem.

Boa noite, Charo.

Ela � irritante.

Tio Reyes, quero te agradecer por tudo.

� s�rio.

Sei que posso contar com voc�.

Sempre contamos com seu pai.

N�o digo isso para todos.

Ele era um homem bom.

Sabia que tivemos um neg�cio juntos?

Ele tinha mel�es, e eu tinha uma caminhonete.

Vend�amos mel�es pelos vilarejos.

Quando nossos mel�es acabavam, roub�vamos outros.

Um dia, nos pegaram.

Eu me escondi...

em uma cerca.

Mas pegaram o Coruja.

Bateram nele,

perguntaram onde eu estava,

de onde n�s �ramos...

Eu estava escondido bem do lado dele,

mas ele n�o disse nada.

Ficou mudo.

Um bom amigo n�o decepciona.

� importante saber diferenci�-los.

-E a�, vigilantes? -Merda!

Eu trouxe churros.

O cara ainda est� na van?

-Est�. E o Mart�n? -Oi?

O Mart�n? Esqueci de ligar para ele.

Ent�o o cara da van est� metido nisso?

Gostei. Ele � corajoso.

-A gar�onete perguntou de voc�. -A Yolanda.

J� sabe o nome dela?

Ela cuidou de mim e nos deu u�sque. Tive que perguntar.

Ela � bem hospitaleira.

-Ela ofereceu outros servi�os? -N�o seja vulgar. Fala s�rio.

Beleza, desculpe.

Olha o cara ali.

Que sorte, hein?

Agora n�o encha meu saco.

O Hippie diria:

"Vamos esperar e ver o que ele vai fazer.

Sabe, o narcotr�fico..."

Aonde voc� vai?

Passear para gastar os churros. N�o me ca�ram bem.

Bom dia.

-Eu queria um chocolate quente. -Claro.

O que acha? O chocolate daqui � bom?

-Eu bebo mais caf�. -� mesmo?

N�o foi o que me disseram.

Esvazia os bolsos, vai.

Vai logo. Anda.

Eita!

Nossa!

Caramba...

-Tanto dinheiro e n�o tem carteira? -Quer um pouco?

-Ganhei metade do seu sal�rio ontem. -Fique parado.

Vai ser o rica�o da pris�o.

�.

Quando sair, vou comprar um t�nis igual ao seu.

E outro par no dia seguinte.

� mesmo?

E isto aqui, hein?

N�o � meu.

N�o. � do meu pai, que desceu do C�u e colocou a�.

-Olha quem chegou. -Eu estava te procurando.

Bom dia.

Bom dia.

Eu queria saber como est� sua van.

Ainda vai nos denunciar?

N�o.

-Claro que n�o. -�.

Vamos dar uma voltinha.

Bom dia.

Eles s�o de Barcelona.

Roubam bancos e fazem parte do Ex�rcito.

Est�o escondidos.

Est� tudo aqui nestes pap�is?

O cara que sabe de tudo est� preso.

O Dandy foi preso com o haxixe.

Ele est� no pres�dio de Puerto.

�timo.

Quem sabe assim voc� esquece de procurar o assassino do seu pai.

Corujinha.

Nem pense nisso.

Por qu�?

-Ele sabe onde eles est�o! -Calma.

N�o estava se mostrando toda para aquele policial bonit�o ontem?

Fale com ele.

Est� maluca? Confiaria em um policial?

-Nunca. -Hmm.

Pois �.

Eu s� confio em voc�.

� minha �nica amiga.

Escuta...

Preciso pedir um favor.

Que favor?

Trouxemos um peixe fresco de M�laga. Pescamos hoje.

-Olha a carinha dele. -Pode interrog�-lo.

-Voc�s prenderam o garoto? -Isso.

-Era s� para segui-lo. -E seguimos.

E o seguimos a noite toda.

A� ele apareceu e decidimos agir.

Ligaram para o Bruno e n�o me falaram nada?

�timo.

Olha, n�o era necess�rio chamar todo mundo...

para pegar esse merdinha.

Ele tinha drogas?

Tinha. E ele ainda trabalha com o Jarabo.

N�o queria o atacadista?

-Se o pressionarmos, ele abre o bico. -Entendi.

E se n�o abrir?

Calma, Einstein. Vai abrir comigo.

Se voc� estiver seguindo uma pista, n�o fa�a besteira.

Foi o que voc�s fizeram quando o prenderam.

Besteira.

Posso participar do interrogat�rio? Ou vai me contar depois?

Ele � todo seu.

Meu Deus!

Que lugar lindo! Olha tudo isso!

-Eles moram mesmo aqui? -Fica quieta!

Ai, Jesus, Maria, Jos�!

Fica quieta!

-Trouxe as coisas? -� o seu quarto?

�.

Que espelho grande...

E essas flores s�o verdadeiras?

Sole, voc� trouxe?

E tem um vaso s� seu!

Para que serve esse outro?

-Sei l�. -Opa.

Olha isso.

Que roupas boas...

Devem ter sido muito caras.

S�o da Mar�a Elena. Escute, voc� trouxe ou n�o?

-Sole, voc� trouxe? -Trouxe, caramba.

Que cama...

Est� bem.

Toma.

Os registros da sua fam�lia.

Meu primo Fele pegou, ele � coroinha na par�quia.

Ent�o...

temos que escrever...

o nome do Dandy e o meu. E pronto.

Cuidado.

-Baixinha... -O qu�?

Pode escrever? N�o sou muito boa.

E eu sou pior.

Quase n�o sei o alfabeto.

O que vamos fazer?

LIVRO DA FAM�LIA

Isso � ilegal, n�o �?

�.

Voc� vai guardar segredo porque � muito bonzinho.

Beleza.

Vamos negociar?

Olha s�.

Ele aprendeu r�pido.

Pronto. Pegue a caneta e escreva.

A parte da escrita est� paga.

Se quiserem que eu fique calado,

mostrem os peitos.

Devo contar � sua m�e que voc� fuma?

Deixa pra l�.

Pronto.

O acidente com a van n�o foi coincid�ncia.

Voc� trabalha com o Jarabo.

Trabalho no ferro-velho!

-N�o sei quem � o Jarabo. -Certo.

Qual � seu trabalho? Entregar as drogas ou traficar?

Se for pela van, me deem uma multa. Eu pago.

Dinheiro n�o � problema.

N�o ganhou aquele dinheiro com sucata.

Sabia que pode ser preso por tr�fico de drogas?

Chefe, n�o sei de tr�fico nenhum. S� do tr�fego das ruas.

Escute, garoto...

� melhor falar para n�o se encrencar.

N�o deduramos ningu�m no meu bairro, chefe.

Seguimos a lei.

Diferente de voc�s.

Ent�o pode me prender.

� o que vou fazer. N�o tenha d�vidas.

-Ele n�o vai falar. -Deixa comigo!

-N�o. N�o quero mais viol�ncia. -Beleza.

Por que n�o...

o prendemos por uns dias e vemos no que d�?

-E o motivo? -N�o achou haxixe com ele?

Eu perdi.

Tivemos um desentendimento, n�o sei onde foi parar.

Certo. Ent�o vai solt�-lo?

Chino!

Aonde voc� vai?

Se esqueceu disto.

Considere como um presente.

N�o me provoca, Chino. Eu te fiz um favor.

Um grande favor!

Muito obrigado.

Nada disso. Voc� est� me devendo agora.

Me solte. N�o vou dedurar.

Sem essa merda de voc� ser legal.

N�o vai falar agora, mas vai falar um dia, Chino.

Vai se danar!

Vou esperar voc�, Chino.

Anto�ito!

Anto�ito, meu filho, tenho cara de empregada?

Sempre recolho suas roupas.

O que est� fazendo?

Quem disse que podia fumar? Apague isso ou vai queimar a cal�a!

-Voc�s dois fumam. -E somos exemplo?

� para isso que a escola serve! Me d�.

-Eu s� tinha aquele. -Tenho cara de idiota?

Anda.

Toma.

De onde veio isso? � muita coisa.

A Yolanda me deu.

A Yolanda? V� para o seu quarto!

-E os cigarros? -J� para o quarto!

Onde conseguiu isto?

N�o confia em mim?

Eu sou advogado, lembra?

Somos s� dois amigos tentando ajudar o Dandy.

-E o dinheiro? -Quero falar com ele antes.

Oi, Dandy?

Tenho um amigo aqui querendo falar com voc�.

Certo.

E a�, Reyes?

Por que me ligou?

Estou com seu advogado.

Ele te disse o que eu quero?

Dandy, n�s somos amigos.

Reyes, eu estou preso.

Mas, voc�...

Quero o dinheiro.

Chino, sabe o que vou fazer com o dinheiro que eu receber?

O qu�?

Abrir uma barbearia.

N�o ria, eu sei cortar cabelo.

J� sei at� onde vai ser, Chino.

E voc�?

Eu?

-O que vai fazer? -Mandar todo mundo para o Inferno!

N�o diga isso, cara.

Eu queria conhecer aquele cara.

Devem receber um carregamento hoje.

Chino, venha aqui.

Ele perguntou de uma mercadoria que roubaram.

S�rio? N�o se pode confiar em ningu�m.

-Foi o que eu disse. -� verdade.

Ele disse para procurarmos.

Eram pacotes vermelhos.

Onde conseguiu a droga daquele dia?

Jarabo, sou um dos seus, cara.

Marroquinos mentem.

Se voc� me trair, Chino, acabo com a sua ra�a.

Vai.

-Jarabo... -Pare!

Est� com a gente.

N�o conte para ele.

E eu trabalho para ele?

Voc�s t�m 24h para me entregar os pacotes.

Entendeu? 24h. Agora deem o fora!

Vem c�.

Vamos, cara.

Esperem um minuto.

Seu amigo e a van ficam aqui. Temos que trabalhar. Venha.

Como assim, Jarabo?

Chino!

Chino, volte antes que me matem!

Por favor!

Senhora, o que devemos fazer? Esperamos mais?

N�o precisa.

J� consegui ver tudo.

O Jarabo tomou ch� de sumi�o.

Fizemos muito barulho ontem. Se esconderam como ratos.

Nada. Nenhum informante.

Estamos cegos.

E surdos tamb�m.

Foi uma �tima ideia soltar o Chino, Bruno. �tima.

E ainda me perguntaram se eu vendia drogas.

Eu disse, cara. Fala s�rio. Ele � �timo.

Eu disse.

� esse cara, n�o �?

-Est� tudo bem? -Tudo.

Ei, espere. Espere.

Espere um pouco.

Se lembra de n�s? L� da Camelot.

Lembro. O que querem?

-Tem alguma coisa? -N�o. N�o estou mais vendendo.

O que quer em troca?

-Dinheiro? -Dinheiro, claro.

Quanto voc� quer?

Mil pesetas?

Duas mil pesetas?

Ol�, boa tarde.

Hoje � a minha vez.

Obrigado, estou seco.

Todos os problemas t�m solu��o.

S� voc� pode solucionar o meu.

Isto � para voc�.

O que eu devia e um pouco mais.

N�o sei quanto vai custar o que te pedi.

Guarde o dinheiro. Ele pode ser �til.

N�o vai fazer?

Como eu disse, hoje � a minha vez.

N�o precisa me pagar a d�vida e nem me dar dinheiro pelo que pediu.

� uma amostra de confian�a.

Em troca, voc� vem comigo agora.

Escuta, Alsi... Eu te falei no outro dia.

Sa� desse mundo.

J� fiz minha parte. E, se for � Camelot,

vou receb�-lo de bra�os abertos.

Eu agrade�o,

mas voc� n�o tem escolha.

Vamos.

Venha conosco, senhor.

Sem piadinhas hoje?

Se eu te contar agora...

estamos quites?

N�o. N�o � assim que funciona.

N�o..

Me conte o que eu quiser, quando eu quiser.

E eu verei o que posso fazer.

Certo.

Quer se vingar do cara que deu uma surra em voc�?

Pr�ximo!

-Documentos. -Aqui est�o.

Vim ver meu marido.

Dandy.

Quem � voc�? Uma prostituta?

O que aconteceu?

Veio pelo Marroquino?

N�o sei quem ele �.

Estou procurando os Pe�a. Quero encontr�-los.

O que � isso?

Est� me testando?

V� para o Inferno!

N�o, calma.

Me escute, por favor. � importante.

Eu imploro. Preciso saber onde os Pe�a est�o.

O que voc� quer? Dinheiro? Posso conseguir.

-Posso conseguir tudo... -Eu n�o disse nada.

Juro pela minha m�e que n�o disse nada.

-N�o, n�o... -Nada! Guardas!

N�o, por favor.

-Eu n�o disse nada! Guardas! -� importante!

-N�o abri a boca. Guardas! -� importante!

Guardas!

Guardas, a levem daqui!

-� uma prostituta! -N�o, Dandy!

Levem-na daqui, pelo amor de Deus!

Tirem essa prostituta daqui!

Levem-na daqui!

Levem-na daqui.

Levem-na daqui.

Ainda est� com o beb�?

Ele s� faz coc�, xixi e dorme. � um transtorno!

Espere at� ter filhos.

Preciso de um namorado antes.

N�o quer se casar?

Para eu ter que largar o emprego, como voc� fez?

Voc� � feliz com meu irm�o?

Eu sabia o que esperar, ele � policial.

Minha m�e sempre diz isso.

E ele est� t�o carinhoso...

Claro...

Ele � fiel, n�o te bate, n�o te abandona...

At� agora.

E voc�? O que quer fazer da vida?

Nada.

Como assim? Precisa fazer alguma coisa.

Por qu�? Quero viver um dia de cada vez.

Ou uma noite de cada vez.

N�o imagina como Torremolinos mudou.

Eu n�o sou assim.

Mas poderia. S� precisa parar de pensar.

Pega aqui.

Isso alegrou meu dia.

Viu?

Vou ficar com ele.

Oi, gata.

Bela bunda...

O qu�?

-Imbecil! -Ei!

-O qu�? -Esse � pra voc�.

-� mesmo? -Est� tranquilo.

Vou arrebentar sua cara!

Me solta!

-Calma. -Me solta, caramba!

Acha que � meu anjo da guarda, para ficar me salvando?

Seu policial de merda!

Corujinha!

Meu nome � Bruno.

O apartamento n�o valia a pena.

N�o tem desculpa.

Eu me esqueci.

Vamos embora pela manh�.

Est� tudo bem?

O que anda fazendo?

Voc� � louco, sabia?

N�o quero te desapontar.

Ent�o n�o me desaponte.

Por favor.

Onde estamos? Algu�m pode me dizer, por favor?

Onde estamos?

Por favor.

O que � isso? Algu�m pode me explicar?

Tire a venda dele.

O que � isso?

Os homens...

est�o tirando o p�len.

O ouro.

Quem � ele?

Um conhecido.

Confia nele?

Bruno.

N�o podemos s� seguir a intui��o.

N�o vamos pegar o Jarabo e o pessoal dele s� no tapa.

Voc� tem raz�o.

Vamos fazer do seu jeito. As pistas.

Obrigado.

Para sermos uma equipe, precisa me escutar.

Isso n�o � uma competi��o.

Seria uma bobagem, sou o melhor.

Voc� tem 15 minutos.

Franchi, voc� est� bem?

Pode apostar, Chino.

Vamos l�, Chino. Fala s�rio, Chino.

Arrastou a droga por toda a cidade?

Voc� ficou com a van!

-Me d� a chave. -N�o dou dar nada. Anda logo.

Vou dar a chave quando terminarmos aqui.

N�o me olhe assim, estou fazendo um favor.

Se o Marroquino te pega...

Valeu, Jarabo.

Vou ajudar o pessoal e pegar minha van.

Vamos nos mandar.

O que est�o cochichando?

Vem aqui.

Eu n�o queria que voc� pensasse que sou injusto.

Vou dar um pouco da droga para voc� vender.

N�o, obrigado. N�o precisa, cara. S�rio.

Vamos, Chino. Voc� � idiota?

Vai me insultar e rejeitar meu presente?

-N�o. -Chino, aceite.

�, cara. Escute o garoto.

Mas � melhor n�o venderem em La Carihuela.

-Entendeu? -Pode deixar.

-Parados! -Pol�cia!

Pol�cia! Parados!

N�o se mexa!

Se abaixe!

Saia da� com as m�os levantadas!

Chino, me ajuda, por favor.

Me ajuda, Chino.

Me ajuda. Chino!

-Aonde vai? -Ali no meio. Ei!

Parado! N�o se mexe!

Vai logo. Anda, sai daqui.

Vai virar para c� e largar a faca.

Chino!

Ei!

Para, Bruno! Chega!

J� o pegamos, caramba! Ei!

-Filho da m�e! -Ei!

Calma! J� pegamos o cara.

-J� o pegamos, certo? -Certo.

J� o pegamos.

Certo.

J� o pegamos.

Prontinho.

Al�?

Mar�a Elena, sou eu.

Ursinho, at� que enfim! Eu estava t�o preocupada!

Amor, escute...

precisei sair, mas est� tudo bem, tudo sob controle.

Com quem?

Reyes, preciso saber de alguma coisa?

J� resolvi a quest�o do Dandy.

N�o vamos pagar o Marroquino?

N�o, j� resolvi isso.

Amor, voc� estava certa.

At� sobre a Yolanda.

Ela pode ficar o tempo que precisar.

Amo voc�.

Coloque um em cima do outro para parecer que tem mais.

Levante os pacotes.

-Beleza. -Senhores, bem-vindos � nossa nova casa.

Uma salva de palmas para a Brigada Costa del Sol.

Mais uma.

Deixa o garoto.

Chega, Lucas. Deixa a�.

Pronto.

Inspetores, quero parabenizar voc�s.

Aproveito para apresentar o inspetor-chefe Eugenio Cifuentes.

Ele est� a cargo da Unidade de Narc�ticos.

Oi, Bruno L�pez. Tudo bem?

Oi, Cifuentes. Quer um sorvete?

-� aquele cara? -Tudo bem?

-Sebasti�n Terr�n. -Eugenio Cifuentes.

Leo Villa.

Pol�cia de Torremolinos.

Sei que sou esquentado

e que sempre atraio problemas.

Alguns desses problemas est�o sempre comigo.

Pessoal, vamos pescar.

Com licen�a, Terr�n.

Voc� nunca errou?

Eu j� errei muito.

Colhemos o que plantamos,

e eu plantei muita merda.

Mas devo ter feito algo de bom.

Tem uma coisa que todo mundo sabe sobre mim.

Eu sou de confian�a.

Legendas: �rica Silveira

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