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CÓDIGO TRAUMA: HERÓIS DE SERVIÇO
TRAUMATOLOGIA SALA DE DESCANSO
És um zombie ou quê?
Morreste?
Acabou-se?
Ainda estás vivo.
Ânus, pouco barulho.
- Outra vez não! - O que é?
A equipa de auditoria enviou um aviso.
O Dr. Baek fez de tudo.
Não podem ignorar os prejuízos,
mas isto é um hospital.
Estou, Unidade de Traumatologia.
Yang Jae-won, traumatologia.
Dr. Yang, houve um acidente. Venha depressa!
Vou já.
Dr. Baek, tem de acordar.
Pacientes?
Sim, a ambulância vem a caminho.
Não corres?
- Desculpe! - Dr. Baek!
A este ritmo, caio para o lado.
- Devo tratar disso? - Não!
Excelente corredor.
Vamos preparar.
- O Dr. Baek está a chegar. - Certo!
Está bem?
- Sim. - Desculpe.
- Desculpe. - Obrigado.
Olá, Gângster.
O que aconteceu?
- Não me chame isso. - Vá, diz lá.
Um camião embateu num ligeiro.
Suspeitam de cansaço.
Foi num túnel com a estrada molhada.
Os lugares da frente do ligeiro foram os mais afetados.
Os pacientes vêm para cá.
CENTRO DE URGÊNCIAS REGIONAL
Vamos ver.
Dr. Yang, a barriga…
É hemoperitoneu. É muito grave.
- Vá! - Sim?
- Para a reanimação. Já! - Sim.
- Há quanto tempo está inconsciente? - 15 minutos.
Obrigado.
- Uma LA e vai para o bloco - Sim.
Dr. Baek, outro paciente.
Abram alas.
- Aqui. - Sim.
- Certo. - Sim.
- Tesoura. - Tome.
Vamos levá-lo para o bloco.
- Diz ao Ânus que já vou! - Sim!
Por favor, dê-lhe anestesia.
Está bem.
- Dr. Hwang. - Sim?
Pode acelerar um pouco?
Ouça, doutor.
Já me sinto muito desconfortável a anestesiar sem análises.
E apressar-me assim é abusar.
Como o paciente está em estado crítico…
Está bem.
Deixe isso comigo. Não se intrometa.
Desculpe, doutor.
Não vê o estado dele?
Já lhe demos muito sangue.
Responsabiliza-se pela morte dele?
Esperem.
- O que diz aquela? - "Aquela"?
- "Aquela"? - Sim.
Estamos a tentar salvar uma vida.
- E insulta-me, seu mandrião? - Quê? "Mandrião"?
- Ouviram? - Calma!
O que disseste?
Também quero salvá-lo!
Palavras não bastam!
- Pare! - Dr. Hwang!
Está bem, vou tratar da anestesia.
Em troca,
quero o nome dela.
Vou apresentar queixa.
- Pare. - Vou fazê-la pagar.
E olha-me! Como te chamas?
- O quê? - O teu nome!
Olá, anestesista.
Qual é o problema?
Como te chamas?
Senhor?
Não perguntes se não respondes.
Faz isso bem se não queres ter problemas.
Entendido?
Sim, senhor. Vou começar já!
Vou preparar-me.
- Gângster. - Sim?
Não sabes como agir diante de um paciente?
Desculpe.
Não discutas à toa.
Deixa isso para mim.
Sim, senhor.
O que acha do Dr. Baek Kang-hyuk?
Não o conheço bem o suficiente.
Só quero a sua opinião sincera.
Como residente de anestesiologia,
lida com vários cirurgiões, certo?
O Dr. Baek é…
É uma máquina.
Fez uma descompressão intracraniana e uma ressecção em menos de duas horas.
Preciso de dizer mais?
Compreendo.
A perícia dele é realmente notável.
Infelizmente,
essa genialidade individual
por vezes pode ser prejudicial para a organização.
Nesse sentido,
se me ajudar um pouco, Dr. Park,
terei muito pelo qual o compensar.
Quer que seja um infiltrado?
Céus, a Lua está tão brilhante, não está?
SALA DE OPERAÇÕES DE EMERGÊNCIA
NOME: LEE GI-YEONG, SEXO: MASCULINO HEMOPERITONEU
Irrigação.
A TA baixou!
- Inotrópicos! Agora! - Sim.
- Soro, por favor. - Sim.
- Ânus, sucção. Foco! - Sim, senhor.
- Inotrópicos. - Mais 30 unidades de sangue.
- Transfusão rápida. - Sim.
Estamos a perder muito sangue.
Temos de encontrar a origem.
A TA continua a descer. A 60 por 40.
Dr. Baek?
Dr. Baek, o que fazemos?
Dr. Baek! Assim perdemos o paciente!
Tanto sangue, é uma artéria.
Dr. Baek!
Onde está?
Onde?
Onde estás?
Encontrei-a.
Sutura. Vá! É escorregadia.
Como encontrou isso?
Eu não vi nada.
Sucção. Concentra-te! Não opero sozinho!
Sim, doutor.
A artéria mesentérica superior foi danificada.
Ânus, usa o afastador e cauteriza a hemorragia.
Sim, senhor.
O que fazemos com o fígado?
Não posso cauterizar tudo.
Está pior do que esperava.
Temos de remover 80 % para controlar a hemorragia.
Uma rutura hepática…
Raios, ele até tinha cirrose.
Pelo menos de classe B.
A função hepática é quase nula.
Controlando a hemorragia,
sobreviverá?
As hipóteses são mínimas. Gaze.
Então…
Não devíamos limitar-nos a fechá-lo?
A medicina assenta em probabilidades. A morte nunca é certa.
Só lhe damos mais umas horas. Sabe disso.
Ninguém nos dará crédito.
Podemos tentar outra coisa?
Que raio sabe ela?
Agora é médica?
Pode ter tento na língua?
O quê?
É a enfermeira Cheon Jang-mi.
Está cá há cinco anos, desde o tempo do Dr. Kwon.
Deve ter visto muitos casos de traumatologia.
Tem mais experiência do que nós.
Por favor, respeite-a.
Não trabalham?
Já acabaram?
- Desculpe, doutor. - Desculpe.
Gângster.
O que sugeres?
E um fígado de um dador?
O fígado de quem?
O teu? O meu? O dele?
Dr. Baek, hoje de manhã,
cruzei-me com um coordenador de dadores.
Desculpe.
AUTORIZAÇÃO PARA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS
Se estava cá àquela hora,
foi declarada morte cerebral a um dador…
O que esperas? Liga-lhe.
Sim, doutor.
Fala Kang Chang-su.
Precisamos de um transplante hepático.
É possível? Há um dador em morte cerebral, certo?
A cirurgia já começou?
Bem…
Está tudo suspenso.
Não conseguimos contactar a família.
Estamos à espera que liguem.
Sabe como é. Precisamos do consentimento.
Dê-me a morada.
O quê?
Quem falou?
Mandamos alguém lá.
- A morada. - Não posso. Isso é ilegal.
Esqueça a lei. Salvar uma vida vem primeiro.
Dr. Baek, e se verificarmos o tipo de sangue?
Se o dador não for O, o consentimento será inútil.
O Sr. Lee Gi-yeong é O…
Esperem.
Que nome disse?
Do paciente?
O paciente é Lee Gi-yeong.
FAMÍLIA: LEE GI-YEONG, FILHO LEE HYE-YEONG, FILHA
O nome do filho do dador
é igual ao do paciente.
Um momento.
Nascido a 12 de julho de 1988?
Exato.
Será que…
É familiar do dador?
Esperem lá.
Aquela mulher será…
Estava alguém no lugar do passageiro.
Sabe quem é?
Deve ser
a filha, Lee Hye-yeong.
Então, os dois irmãos vinham para cá
para verem o pai, o dador em morte cerebral,
quando tiveram um acidente.
Ótimo.
Confirma que o dador é tipo O?
Sim, é, mas…
Então, será um transplante entre familiares.
O quê?
- É ilegal sem consentimento… - Ouça!
Os familiares estão inconscientes. Quem consentirá?
O Sr. Lee Gi-yeong morre sem o fígado!
Irá para a lista de espera e…
Está a brincar?
E fazemos o transplante num morto?
Avançamos com o transplante de fígado.
Se houver problemas,
assumo toda a responsabilidade.
Eu compreendo.
Vou apressar isso.
Mais uma coisa.
Preciso de um favor.
CENTRO DE TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS
A doação de órgãos avançará hoje.
Vão transplantar o fígado.
Contactem quem receberá os outros órgãos.
- Sim, senhor. - Mais uma coisa.
O Dr. Baek Kang-hyuk fez um pedido.
Que sorte a nossa.
Quase perdemos o paciente, mas agora tem um dador.
Mesmo assim, como pode dizer algo tão…
Podes reverter a morte cerebral?
Senhor?
Responde-me.
Não, não posso.
Eu posso salvar o Sr. Lee Gi-yeong.
Então, qual é a escolha certa?
Desculpe.
Vou salvá-lo, seja como for,
para garantir que o dador
pode morrer em paz.
Podem começar.
Um momento de silêncio.
Muito bem.
Dr. Baek, foi um segundo.
Ele compreenderá.
É mais importante salvar o filho do que a nossa oração.
Bisturi.
NOME: LEE JI-YEONG, SEXO: MASCULINO DOAÇÃO DE ÓRGÃO
Outra vez.
Tudo pronto.
Porque corre?
Temos outra paciente, a Lee Hye-yeong.
Dr. Baek! Espere!
O que é?
Raios!
Tenho de lhe contar do aviso da auditoria.
Céus.
Em que sala está a paciente de há bocado?
Na sala 27, no edifício principal.
- Muito bem, 27. - Sim.
O Dr. Jung Jun-su está lá!
O quê?
Dr. Baek, espere.
Está em ortopedia, já não é connosco.
É paciente de traumatologia. Vamos.
- A questão é… - O que é agora?
Dr. Jung Jun-su é um pouco…
É do seu género.
Como assim?
- É um génio? - Sim.
O quê? Não, isso não é…
O que quero dizer é
que é um pouco…
… intenso.
Certo. Vou só verificar uma coisa. Vamos.
Segurem bem, raios!
- O quê? - Nome errado.
Baek Kang-hyuk, traumatologia.
Vim só verificar uma coisa.
O tal Dr. Baek.
O Dr. Han falou muito de si.
Como se atreve a roubar o meu protegido?
Mastigá-lo não seria suficiente!
MORRE, BAEK HANG-HYUK
A minha chávena!
Baek Kang-hyuk!
Fez a triagem. Veio acompanhar o caso?
Não podia ter feito logo um trabalho melhor?
Veja isto. Está uma confusão.
É um caso difícil.
Há algum fácil?
Cabe-lhe trabalhar bem.
Que raio, filho?
Se fosse seu filho,
seria filho da mãe.
Este cretino…
Dr. Jung, por favor, controle-se.
Outro ato de violência e a direção não o deixará impune.
Raios!
Abre mais, cretino.
A creatinina dela disparou.
Enfermeira, como estão os fluidos?
Fluidos e transfusões rondam os dois mil cm³.
mas não houve produção de urina.
Não tem função renal.
Sim. Já está com hidronefrose.
As análises já revelam uremia.
Vai para a ala de nefrologia?
Sim, o Dr. Shin Jeong-u, de nefrologia, vem a caminho.
Shin Jeong-u.
Baek Kang-hyuk, traumatologia.
A Lee Hye-yeong é sua paciente?
- Lee Hye-yeong? - Sim. Qual é o seu plano?
Vou pô-la em diálise e avaliar os resultados laboratoriais.
Uma sentença de morte,
sobretudo para quem tem insuficiência renal aguda.
Eu sei, mas não tenho opção. Não é fácil arranjar um rim.
Quanto a isso,
já lhe arranjei um.
Mais uma coisa. Preciso de um favor.
Além do fígado, reserve-me um rim.
Creio que a Lee Hye-yeong tem insuficiência renal aguda.
Vou já tratar do transplante. Pode começar a diálise no bloco?
Aqui está o rim.
Já ouvi falar desse rim.
O dador é o pai da Lee Hye-yeong.
Deixo a diálise nas suas mãos.
Vou começar já.
- Ânus. - Sim?
A paciente está muito mal.
Vamos fazê-lo em 30 minutos.
Sim, Dr. Baek.
Um transplante renal em 30 minutos?
Que grande aldrabão.
Bisturi.
NOME: LEE HYE-YEONG, SEXO: FEMININO TRANSPLANTE RENAL
Seda 3/0.
Corta.
Pronto. Já está.
Demorou exatamente 24 minutos.
Sou incrível.
Diz-me alguma novidade. Vamos.
Depois de si.
Então?
Como consegues bocejar agora?
Mas já acabámos.
Pensei que eras um rapaz bem-educado. Acho que me enganei.
Vem. Temos de ir a um sítio.
- Onde? - Vem.
Façamos silêncio.
Não fizemos isso antes?
Foi uma versão curta.
Desta vez, é formal.
Como deve ser.
Que insensível da minha parte.
A doação de órgãos é um sacrifício nobre.
Vamos prestar
a devida homenagem.
Obrigado.
Descanse em paz.
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO HANKUK
Estou cansado.
- Acorda! - Sim, doutor!
Céus!
Tens de te esforçar mais para partir a cabeça.
Desculpe.
Vai sair?
Sim, vou dar consultas.
- Fazemos a ronda na UCI depois do almoço. - Claro.
Eu dormi?
Ânus!
Ele chamou-lhe "Ânus".
Tu és mesmo mauzinho.
Porquê? Acertei, não acertei?
Não é o teu título oficial?
Estive em cirurgia este tempo todo e ele ainda me chama Ânus!
Então?
Não é assim tão mau. Já passou um mês.
Achas mesmo?
Sabes o que ouço sempre?
Primeiro: "Ânus."
Segundo: "Não corres?"
Terceiro: "Que tal? Foi fácil, certo?"
É fácil tirar um fígado e transplantá-lo.
É fácil coser uma artéria desfeita. Até uma cardiotomia é fácil.
Achas essas coisas
fáceis?
O Dr. Baek deve ser dos que se vangloriam.
Nesse caso, eu ficaria calado.
A verdade é
que acha mesmo estas coisas fáceis.
Será que o problema é meu?
Nada disso. Está tudo normal.
O mesmo se aplica ao fígado.
Parece estar tudo bem.
Volte daqui a seis meses.
Se estiver tudo bem, não terá de me voltar a ver.
Muito obrigado. Nunca lhe agradeci devidamente.
Estava mesmo mal no helicóptero.
Se quer mostrar gratidão,
porque não me faz um favor?
Um favor?
Um, dois, três!
É o primeiro médico a pedir-me uma foto.
É para documentar e para comemorar.
Obrigado por tudo.
Mais vale exibi-las. Caso contrário, ninguém repararia.
Eu devia dizer-lhes.
Dr. Baek!
Aquele rufia! Não está a dar consultas. Onde raio está?
Raios…
Ânus.
Sim?
É o teu primeiro transplantado hepático?
Sim, senhor.
E tu, Gângster?
Também.
Prestarão cuidados pós-transplante pela primeira vez?
Sim.
Que hei de fazer?
Como lhes vou ensinar
a fazer o que é preciso?
A propósito, Dr. Baek, tentei dizer-lhe antes…
O quê? Porquê?
Estou às escuras?
A questão é…
AVISO DE CORTES ORÇAMENTAIS
Cortes?
Cortes orçamentais, o tanas.
Desde que chegou,
enviaram-nos mais de dez emails de aviso.
Espera, então,
qual é a desculpa para os cortes orçamentais?
Têm um limite, não uma desculpa.
Se o ultrapassar, há cortes. Se não, recebe. Sabe disso.
Isso está errado.
Enviei-lhes uma compilação de teses e relatórios de casos.
Entendo a sua perspetiva.
Mas eu represento a traumatologia.
Sou enfermeira-chefe após só cinco anos.
Não o seria em mais lado nenhum.
Isto é uma fachada que mal funciona.
Então,
como conseguimos sobreviver apesar disso?
Curvámo-nos perante o diretor,
rastejámos com a direção
e suplicámos à auditoria.
Foi assim que aguentámos
e que sobrevivemos.
Muito bem. Bom trabalho.
Andas à pesca de elogios?
Se continuar assim, esta unidade acaba.
Quero proteger-nos.
Gângster.
Como assim, proteger? Nós só…
Dr. Baek!
Aí estás tu!
Como estás?
Qual é a ocasião?
Vem comigo.
Para onde?
Saberás quando lá chegarmos!
Gostava de saber antes de ir.
Sinceramente… Raios.
Peço desculpa.
Tiraram algum tempo da vossa agenda ocupada,
mas a reunião de hoje…
Foi cancelada por tua causa! Sabias?
Essas reuniões não são obrigatórias.
Então?
Vá lá, Dr. Han.
Ouça, Dr. Baek.
Mandei mensagens e emails a pedir a todos que arranjassem tempo
para esta reunião.
Sim, eu vi. E esqueci-me.
Isso pode acontecer.
Eu percebo.
Mas isto?
O défice do departamento de traumatologia
passou os 300 milhões de wons.
Não posso ignorar isto.
Os subsídios do governo não cobrem isso?
Não acredito neste tipo.
Esse dinheiro
é para a manutenção do centro e para comprar equipamento.
Não serve para cobrir défices como este.
Não é esse o objetivo. Deviam aplicar o dinheiro bem.
Falemos da UCI do Centro de Traumatologia.
Acolhe doentes da UCI geral.
Num quarto com três camas,
temos um paciente traumatizado e dois de medicina interna.
Os pacientes são todos iguais. Nada de tretas!
Não me parece.
Usar noutra coisa dinheiro de traumatologia
não é, basicamente, fraude?
Cuidado.
Se formos alvo de uma auditoria especial,
esqueça os 300 milhões, podemos perder muito mais que isso.
Então, não exagerem nos tratamentos.
Só querem dinheiro!
Dr. Baek!
Essa tua bocarra não tem filtro, pois não?
Peço desculpa!
De qualquer forma,
não voltem a chatear-me com o défice.
Com licença. Tenho de ir salvar vidas.
Desafio-te a sair.
Não ouses abrir a porta!
Então? Para!
O quê? Vais-te embora? A sério?
Eu vi esse olhar!
Seu rufia, volta aqui!
Aquele cretino…
Yu-rim.
Sim, doutor.
Aquele sacana não vale nada.
É um pit bull.
Eu sei.
Não podemos permitir. Vai meter-nos em sarilhos.
A administração não vai aceitar este défice.
Eu não seria o próximo diretor.
Nem tu serias o chefe de planeamento e organização.
Não pode ser.
Doutor.
Deixa isso comigo.
Eu trato disto, está bem?
Todos têm esqueletos no armário.
Confia em mim.
Olá, Dra. Yoon. Soube que voltaste à Coreia.
Devíamos jantar e conversar.
Estiveste muito tempo na Associação Médicos Pela Paz.
Podes verificar algo para mim?
Está bem.
UCI - NOME: LEE HYE-YEONG
A propósito,
acha que vai correr bem?
O inchaço demora a desaparecer.
Ela vai ficar bem. Teremos de esperar.
Não me referia a isso.
O chefe de planeamento e coordenação chamou-o.
Que te importa? Estás a intrometer-te.
Eu sei, mas isso preocupa-me, Dr. Baek.
Ânus.
Os médicos não erram por salvarem vidas.
Isso é certo.
Quanto ao nosso défice e assim,
limita-te a ignorar.
Sim, senhor.
Assim não dá.
Eu pago. Vamos comer fora.
- Fora? - Sim.
- Fora daqui? - E…
Sim?
Passa o recado à Gângster.
Que recado?
Desculpe?
Ele quer que venha com um ar decente.
Está bem, entendido.
Não acredito nisto.
Não costumo arranjar-me, mas quando me arranjo…
Desde que não vá nua, tudo bem.
O que devo vestir?
Estas séries são irrealistas. Nenhum médico é tão bonito.
Dr. Baek!
Céus!
Desculpe o atraso.
Boa, Ânus.
Pareces outra pessoa.
Sou conhecido por ter algum estilo.
É o estômago vazio a falar? Estás a brincar?
Na verdade, compraram-me esta roupa.
Quem? A tua namorada?
Não me digas que foi a tua mãe.
Não importa. Vamos.
Podemos ser chamados de urgência, temos de comer depressa.
O que vamos comer?
Carne de vaca? Peixe cru?
Sushi?
Santo Deus.
CULINÁRIA TRADICIONAL CHINESA
Enfermeira Cheon, coma.
Devia ter-me esmerado. Vivo perto e vesti qualquer coisa.
Que importa? Estamos aqui para comer. É bom estar confortável.
Diz isso, mas… Prada!
Está muito bem.
Não é um exagero, Dr. Baek?
É um restaurante muito caro.
Sou rico.
Berço de ouro?
Ou os seus pais têm um prédio?
Nada disso.
Eu é que sou rico.
Perdi os meus pais cedo.
Desculpe, não falei por mal.
Tudo bem. Posso falar disso.
Claro.
Compaixão.
Não é a melhor altura,
mas já que falamos nisso,
eu era pequeno e não tenho memórias da minha mãe.
O meu pai era varredor de ruas.
Um dia, durante um turno matinal,
teve um acidente de viação.
Os ferimentos dele eram tão graves
que nenhum hospital o quis tratar.
No final,
morreu no último hospital para onde foi levado.
Por isso, tornei-me médico.
Aconselhaste uma história triste.
Mas referia-me a…
Se não comerem, como eu tudo.
Espere. Também queremos.
Dr. Yang, coma.
Claro.
Certo.
Dr. Baek, também tenho curiosidade.
A sua tatuagem.
É só…
Dizem que afasta todas as balas.
O quê?
Percorri inúmeros campos de batalha
e nunca fui atingido.
Cubram-me!
Na Síria?
Numa missão da AMPP?
Algo assim.
Aprendeu a pilotar lá?
Os médicos pilotam os helicópteros…
Hora do grande anúncio.
Ânus.
Isto é sobre ti. Agora que fazes parte da equipa,
é errado chamar-te "Ânus".
Concordo. É errado.
Então, pensei
que podia…
… desmarcar-te do rótulo "Ânus".
Pensei muito nisso.
Que tal "N.º 1"?
- "N.º 1"? - Sim.
Como Protegido N.º 1?
Um guardanapo.
Claro.
Não, protegido não.
Escravo N.º 1.
Nem pensar! Por favor, não.
Quero outro… Chame-me pelo meu nome.
N.º 1, então? Atende o telefone.
URGÊNCIAS - HUH
Yang Jae-won, traumatologia.
O quê?
Um acidente com peões.
Preparem uma sala. Dez minutos.
Vamos já para aí.
Eu vou convosco.
Não, estás de folga.
Ele tem razão.
Estou de folga.
Queria dizer-te isto. Tenho pressa e serei breve.
Gângster, estás muito enganada sobre algo.
Luta para vencer. Que se lixe a proteção da equipa.
Eu vou vencer.
Come tudo e segue-nos.
O que disse ele?
Como tudo isto?
Táxi!
- N.º 1! - Senhor?
Menos de cinco minutos.
Empreste-me isso.
ENTREGA DE COMIDA CHINESA
Dr. Baek. Iniciámos a reanimação há 34 minutos.
Afastem-se!
Choque.
Para.
Afasta-te.
Liguem à família.
Levem-no para a morgue.
A culpa não é sua, Dr. Baek.
A vértebra cervical está fraturada e tem o crânio esmagado.
Se eu estivesse cá…
Teria sido igual.
Nem o doutor pode salvar todos.
Vítima de queda!
Abram alas.
Preparem uma sala. Depressa!
Tínhamos de continuar a correr.
Até lamentar a morte de um paciente
era um luxo para nós.
Vinte e quatro horas por dia, 365 dias por ano.
Parecia que, se parássemos,
mesmo por um instante, o coração de alguém pararia.
Então,
tínhamos de continuar a correr.
Novo paciente!
Para manter vivos os nossos pacientes,
temos…
… de continuar a correr.
CIRURGIA EM CURSO
Legendas: Lígia Teixeira
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