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Original subtitles

NA �LTIMA D�CADA,

OS EUA COIBIRAM A PRODU��O DE METANFETAMINA

CART�IS MEXICANOS OCUPARAM O VAZIO, INUNDANDO OS EUA

COM UMA METANFETAMINA MAIS PURA E MAIS BARATA CHAMADA "ICE"

Agora ele foi para a esquerda, para uma rua sem sa�da.

Espere.

Ele bateu no meu carro,

tentei bloque�-lo, e ele conseguiu passar.

Norte na Rooster Road.

Joe, prepare-se, ele n�o vai parar.

Ele capotou na Rooster.

No ch�o! No ch�o!

M�os na cabe�a! Mostre as m�os!

Mostre as m�os, entendeu? Mostre as m�os!

Mostre as m�os!

-Caramba, que pedra gigante! -N�o quero que use tudo sozinho.

-� t�o boa assim? -�.

A� tem pelo menos meia pedra. � demais.

N�o para mim.

� quase meia pedra. Quer que eu fa�a por voc�?

Quero, mas n�o v� errar.

Feche o punho.

Fure direto. N�o pode fazer assim.

Acho que consigo.

Essa veia � dura. Parece uma pedra.

Caramba! Vou ficar irritado.

� muita droga para desperdi�ar.

Arrume uma seringa nova, ponha a coisa na seringa nova.

Voc� precisa me ajudar.

Est� bem, estou indo.

Charlie, vou pegar uma nova.

Pegue uma nova no porta-luvas.

Foi por isso que eu as trouxe.

-� muito para desperdi�ar. -�. N�o vai desperdi�ar.

Inspire.

Vamos l�.

N�o est� homog�neo.

Olhe para mim. Vire o bra�o para c� e olhe para mim.

Bombeie. Mais.

Certo. Veja isso. Bem a�.

Eu disse.

Manda ver.

-Ponha a tampa a�. -� isso a�.

Caramba...

Me d� um abra�o.

Poxa...

Eu te disse.

Preciso do meu cart�o de alimenta��o de volta.

N�o quis dizer agora. Maggie, guarde para mim.

At� eu chegar � igreja. A� vou guardar

na minha carteira. Digo, no meu bolso.

Puxa vida! N�o estou me sentindo bem.

Vamos aplaudir Jesus nesta manh�.

Obrigado, Jesus! Gl�ria!

Obrigado, Jesus!

Aleluia.

Louvado seja. Sou grato por celebrarmos Jesus hoje.

J� se sentiram exclu�dos?

Algu�m j� se sentiu rejeitado por seus colegas, sua fam�lia?

At� por seus amigos?

J� chegaram ao ponto de se sentir rejeitados

apenas por estar nesta vida?

Se sua fam�lia foi afetada negativamente

pelo uso de metanfetaminas ou outras drogas,

fique de p�.

Deus pode cur�-los. Deus pode ajud�-los.

Estou prestes a morrer.

N�o importa se usa metanfetamina,

seja qual for seu pecado, ainda precisa de um salvador

para libert�-lo do seu pecado.

Quer ver todos vencerem,

quero ver as pessoas na pris�o vencerem.

Quero ver o viciado sair de sua casa e vencer.

Ser salvo e chegar a Cristo.

N�o v� jogar com o inimigo.

N�o v� jogar na casa do traficante.

-Um, dois, tr�s. -Um!

Pol�cia! Mandado de busca!

Saia com as m�os erguidas!

M�os erguidas!

Mandado de busca! Pol�cia! Mandado de busca!

Mandado de busca!

Entramos!

A partir de 2014, o DEA lan�ou

a opera��o Ice Storm no interior do Arkansas

Suspeito passando.

Vire-se!

Sim, senhor.

-Bobby? -Sim, aqui.

Ajude a lev�-la.

Se algu�m se machucar porque est� mentindo,

voc� vai ter um p�ssimo dia, entendeu?

O objetivo � voltar traficantes contra os fornecedores

e localizar a fonte da metanfetamina no M�xico

Frankie o deixou aqui ontem � noite?

N�o, senhor. N�o sei quem �.

Ela disse outra coisa.

Frankie n�o me trouxe. N�o sei quem � Frankie.

� loucura. Cheguei aqui ontem, n�o conhe�o Frankie.

Ent�o ela inventou?

-Perguntem para ela! -Acabei de perguntar.

Um de voc�s est� louco. N�o conhe�o nenhum Frankie,

n�o fui trazido por nenhum Frankie.

N�o diga que n�o sabe quem �. N�o diga que n�o sabe!

Vamos parar nesta entrada, e o trailer estar� � esquerda.

Ali?

E teremos de observar isto, existe um...

Anexo?

� onde a filha mora. Tamb�m temos um mandado.

Voc�s dois ficam l�, e n�s vamos pela frente.

Pol�cia! Saia!

O que est� havendo?

Quem mais est� aqui? S� voc�s dois?

N�o tem mais ningu�m, certo?

Quero que me expliquem. Estou sendo preso.

N�o quero ser preso.

� pela subst�ncia controlada que voc� vendia.

N�o faz sentido, tr�fico.

Vendeu metanfetamina para um agente disfar�ado.

Temos gravado em v�deo.

Voc�s me filmaram vendendo metanfetamina a um policial?

Sim, senhor.

-Acho que est�o errados. -N�o. Estamos certos.

Bom... eu acho que n�o.

Este � o mapa do Arkansas, e a maioria dos casos

se concentra na regi�o central, em Faulkner County, Conway.

� nesta regi�o que o cartel se concentra,

para onde traz metanfetamina.

Quando eram laborat�rios caseiros,

eram moradores locais fazendo quantidades pequenas.

Agora h� carregamentos de dez a vinte quilos.

Semanalmente.

Seu irm�o est� saindo.

Est� indo a Sherwood e deu um jeito de sair sob fian�a.

Pode deixar.

Ele me disse para busc�-lo. Ele quer sair de l�.

CENTRO DE DETEN��O DE VAN BUREN

Esta � Veronica Converse. Lidamos com ela h� anos.

Ela tem um filho, Teddy. Esta � uma foto do Teddy.

Ela ficou presa por quase um ano.

Eu e o xerife j� trabalhamos nisso h� muito tempo.

Prendemos os pais, agora estamos prendendo os filhos

e, �s vezes, at� os netos.

Tem outro filho. Este � o Daniel.

Eles vendem para sustentar o v�cio.

Esta � a foto da Veronica em 2008.

Depois em 2009.

E aqui est� ela em 2011.

A droga � uma parte normal do dia a dia.

Queria que houvesse uma solu��o. N�o h� muitos empregos aqui.

E no ambiente em que esses meninos cresceram,

n�o sei se tiveram uma chance de ficar longe disso.

Espero que desta vez seja diferente para o Teddy

e que ele d� a volta por cima.

Oi, m�e.

Que alegria ver voc�!

Se fizer isso de novo, mato voc�.

Vamos para casa.

-Vamos para casa. -Quero ir.

Vou lhe dizer, um dia voc� vai me matar.

Vai, sim. J� lhe disse isso.

Pare de tremer, filho.

Est� muito espesso.

-Essa � da boa. -�.

Veja. Essa � a cara do ice.

� uma pedra.

Um pouco mais que 25, 50 d�lares.

N�o � de primeira m�o dos mexicanos,

mas � de segunda m�o.

N�o � ruim.

N�o h� necessidade de fazer metanfetamina.

Se voc� conhecer os mexicanos, consegue quilos.

Eles trazem de monte.

A Brenda mora aqui.

A Brenda est� com c�ncer, tem analg�sicos, e os filhos vendem.

E o Chad mora aqui.

Trabalha com ar-condicionado, mas tamb�m � drogado.

Viciado em metanfetamina.

E essa aqui, ela usa drogas porque comprou l� em casa.

Essa pessoa aqui,

drogas e comprimidos.

Nove em dez pessoas aqui usam metanfetamina.

-Acha que � tanto assim? -Sei que �.

� bem ruim.

Comecei a usar com 26 anos. Tenho 43 agora.

Meus dois filhos est�o bem envolvidos nisso.

O Teddy come�ou com 14 anos.

E o Daniel tinha 15 ou 16.

Mas � assim que s�o as coisas por aqui.

-� o refrigerante do papai? -N�o � refrigerante.

Ent�o o que �?

N�o sei o que �.

N�o sei o que �.

-Quer o qu�? -N�o sei o que �.

N�o ouvi. Vire para mim. Vire e me fale de novo.

Fale. Olhe para mim e fale. O que voc� quer?

Cuidado. Cuidado.

Derrubei um pouco de cera.

Parab�ns a voc�

Parab�ns, querida Trinity

Parab�ns a voc�

Sete anos? Trinity? Seis?

N�o sabia.

Fa�a um pedido.

N�o � �timo?

Que legal!

Minha nossa, que lindo presente!

Minha nossa, uma bola bem grande!

-Bate a bola. -Bate pra ver o que acontece.

Gostou? Veja s�, Trin.

Precisa pegar um cobertor e p�r em volta da privada.

Isso vai quebrar a privada se bater.

Vira isso de lado.

Chegamos. � aqui.

Vamos descarregar. Obrigada, Jesus.

Vou deixar os cobertores no quarto e pegar o saco vazio.

Assim posso reutilizar o saco.

Odeio me mudar.

� quase imposs�vel manter uma casa alugada

ou fazer qualquer coisa quando n�o se tem emprego.

� preciso ter emprego e ganhar dinheiro para viver.

Ponha aqui.

Vamos.

Naquela casa ali, com o toldo grande nos fundos,

confiscamos 14kg de metanfetamina.

Eles ficam nessas �reas remotas, e � mais dif�cil de fiscalizar.

N�o h� vizinhos para relatar atividades incomuns.

Sabe qual � a acusa��o?

� acusada da venda de metanfetamina ou coca�na.

Cerca de 14 dias atr�s.

Nunca vendi metanfetamina ou coca�na.

Ningu�m disse que � culpada. S� est� sendo acusada.

Para isso existe a Justi�a.

Entre a�.

Temos uma boa quantidade de cristal aqui.

E, se ficar roxo, temos metanfetamina.

A metanfetamina deu positivo, e o peso est� correto.

E agora? V�o me prender e depois?

Voc� vai ser fichada e ter� uma audi�ncia no tribunal.

E v�o definir a fian�a.

Veja como cristalizou. Parecem pedrinhas de gelo.

Certo.

-� metanfetamina. -� um menino.

� um menino! Tudo certo.

Precisa de ajuda?

PROMOTOR

A metanfetamina pesa uns tr�s quilos.

-Tr�s quilos. -Trezentos mil d�lares.

Bom trabalho.

Certo. Um, dois, tr�s.

� algu�m escrevendo para o Teddy.

Mas � minha amiga tamb�m.

Perguntou se o Teddy tem alguma coisa.

Falei que n�o.

Perguntei do que ela precisa, de quanto precisa.

Tento n�o me meter. N�o quero me envolver.

� melhor p�r um cartaz na estrada dizendo:

"Sou traficante. Estou ferrado, venha me pegar".

A coisa � assim.

Tem de rodar muito para chegar a algum lugar.

Mas a pol�cia n�o vem aqui. � uma vantagem.

Por isso gosto daqui.

Eu disse que n�o ligo para as drogas que ele vende,

desde que deixe no quarto dele.

Ele fica bravo quando digo que me preocupo com ele.

Ele fica bravo, diz que sabe se cuidar.

Eu sei que ele sabe, mas fico com medo.

Eu tamb�m me preocuparia com os meus filhos,

se fizessem o que fa�o.

Ent�o entendo um pouco.

N�o quero que ele volte para a cadeia,

ou que leve um tiro. N�o quero que se machuque.

Ele est� me devendo 200 pratas.

Ele precisa arrumar essa grana. Se n�o conseguir,

Deus tenha piedade da alma dele. Entende?

Vou matar o cara de porrada.

Semanas ap�s sair da pris�o, Teddy � preso novamente

Aos 26 anos, � sua sexta pris�o por causa de drogas

Acordei com dois policiais na cabeceira da cama.

Fui trazido para a cadeia.

Briguei com a pol�cia logo de cara.

Tentei bater em uns policiais, me puseram na solit�ria.

Fiquei na solit�ria, s� eu e uma B�blia.

Comecei a folhear, e era isto

que me faltava. Deus me faltava.

Vejo agora que eu n�o estava nem ganhando dinheiro.

Estava deixando outro cara podre de rico.

Quando perguntei sobre a acusa��o,

disseram que duas vadias o denunciaram.

Ele fornecia drogas, mas n�o o suficiente, acho.

N�o gosto dessa gente tamb�m, mas ele conhecia o risco.

Ele ferrou o pr�prio mundo e se ferrou sozinho, sei l�.

Tudo bem. Vai dar tudo certo.

J� passei por isso.

Falo para todos, � quase como se ele estivesse destinado.

Mas ele nunca tinha voltado t�o r�pido.

Estou zangada com ele.

Estou zangada por ele ter feito isso.

Sabe quanto tempo ele vai ficar preso?

Uns seis meses.

Aqui.

� Jo�o,

2:29.

Diz: "Se sabeis...

Se sabeis que ele � justo,

sabeis que todo aquele que pratica a justi�a

� nascido dele".

Significa que, como eu,

que digo ser crist�o agora,

tenho de fazer o que � certo.

Acho que j� disse isso antes, n�o acho que ele...

Ele tem a religi�o da cadeia. � como eu chamo.

O que �?

Voc� vai para a cadeia e come�a a rezar,

come�a a ter Deus na vida.

Quando sai, esquece Deus e volta a fazer besteiras.

Espero que ele tenha entendido

que n�o pode mais fazer isso, que tem filhos.

� hora de ser um homem.

Mas n�o vai acontecer. O Teddy � viciado.

Onde est� a...

Quero que limpe isto.

Limpe bem.

V� limpar logo. V� limpar!

N�o.

-Vamos fazer aqui? -N�o. V� limpar.

-E deixe pronta. -Eu fa�o isso aqui.

N�o, Daniel, na casa!

N�o fa�a isso aqui.

Voc� � um retardado, sabia? Vamos l� dentro.

Vamos!

� melhor fazer l� dentro.

Isso pode dar certo.

-Preciso de �gua. -N�o quero...

�gua!

Um pouco mais.

Pode ficar quieto?

Voc� me ama? Quer ser meu amigo?

Ent�o n�o tenha medo De pegar minha m�o

Se quiser

O amor � assim Diga sim ou n�o

N�o est� a�.

Onde est�?

Onde?

N�o estou achando.

Tudo bem, vou olhar.

-O que estamos vendo? -Na estrada.

Em que lugar da estrada?

Que estrada? O que procuramos?

Aponte para mim.

Ali, do outro lado da estrada. Na mata.

N�o, n�o tem nada l�. Nada.

M�e, uma carta do Teddy.

"Como v�o as coisas e todos a�?

Bem, espero. Preciso de dinheiro.

Sinto falta de voc�s. Venham me ver.

-Apenas n�o esque�a..." -� chato ouvir isso.

N�o sabe como � complicado l� sem dinheiro.

Eu entendo. Nunca tive grana para mandar a ningu�m.

Ainda mais para um branco. � um inferno.

Ele j� foi preso seis vezes.

Se estivesse com medo, teria falado muito antes.

"Mande fotos de todos. A sa�da � n�o usar drogas."

Voc� se arrepende da forma como criou seus filhos?

Eu podia ter feito muita coisa, mas agora

n�o penso mais nisso.

Quanto o Teddy se encrencava, eu pensava que era minha culpa,

ou culpa do pai dele.

Porque o pai biol�gico deles n�o esteve muito presente.

Eles ficaram com �dio.

Ent�o pensava que talvez fosse minha culpa.

Mas n�o vou ficar me culpando

por ele ir para a cadeia e o Daniel ir para a cadeia.

Meus filhos nunca estavam perto de mim,

nunca me viram usando drogas.

-Mentira. -S� quando...

-Tinham mais ou menos... -Falo que � mentira.

D� licen�a. Daniel, n�o fale enquanto estou falando!

-S� estava espirrando. -Escute.

Pode discordar, se quiser.

Mas n�o enquanto estou falando. Me espere terminar.

S� estou espirrando.

-Quer fechar a porta? -Quero.

Ent�o feche.

Eles dependem de mim para tomar conta deles.

N�o posso fazer nada, se n�o quiserem parar.

� o que penso agora. Quando era mais nova,

eu dizia a eles o que realmente pensava:

"Vou desistir, vou desistir". Mas nunca aconteceu.

Tem a ver com ter drogas, eu acho.

-Eu amo voc�. -Sei disso. �s vezes.

N�o. O tempo todo. Maggie, pegue a colher.

Vou mexer um pouco, espere um segundo.

Maggie! Espere. Saia da�.

-Gosto assim. -Est� derramando tudo.

-Quer uma colher? -Quero, obrigada. Pegue isso.

Voc� est� estragando tudo em vez de fazer devagar.

Droga!

ACESSO RESTRITO RENEWAL RANCH

Rezo por esses homens que partilham esta manh�.

Pai, oro para que sejam abertos e honestos

e sei que tem um plano para a vida deles aqui,

no Renewal Ranch. Em nome de Jesus, am�m.

Bati na minha mulher. Eu a tra� v�rias vezes.

Eu n�o ligava para mais nada. N�o ligava para mim,

n�o ligava para meus filhos, para minha mulher.

S� pensava nas drogas. Eu era uma pessoa ruim.

N�o quero mais isso, n�o mesmo.

Nossa!

Eles t�m barcos e tudo o mais. Gostei.

Foi o que eu disse ao Teddy, n�o � uma pris�o.

Eles v�o ajudar, sabe?

-Oi, como vai? -Bem.

Meu nome � Maggie.

-James. Como vai? -Prazer.

Bem-vindos ao Renewal Ranch.

Eles estudam a B�blia nesse pr�dio, na sala de tr�s.

Teddy Converse. Como o t�nis.

� uma chance maravilhosa, se Teddy quiser mudar de vida.

Qual � a droga que ele usa?

-Metanfetamina. -Metanfetamina?

Ele tem de escolher para ter mais chances de sucesso.

Voc� � a �nica estrutura de apoio que ele tem?

Basicamente. Vou ser sincera,

metade dos meus outros irm�os tamb�m tem v�cios.

Minha m�e � viciada. N�o quero que ele volte a isso.

O Teddy ter� de decidir o que quer da vida.

Espero que ele n�o tenha de ir adiante nesse caminho

antes de acordar e ver que existe algo diferente.

As �nicas duas pessoas que n�o usam drogas

s�o minhas duas irm�s.

H� pouco tempo, eu estava na mesma sala,

usando drogas com minha m�e.

Enquanto outras fam�lias conversam e veem um filme,

fic�vamos sentados ali falando da qualidade da droga.

Vendo agora, isso n�o � normal.

Vejo que muitas coisas na minha vida n�o eram normais.

Tem de segurar a seringa. Segure a seringa, n�o solte.

Essa coisa � muito boa.

-N�o consegue? -N�o d�, cara. Isso � duro.

Espere. Eu posso ajudar.

Preciso de mais. N�o est� dando certo.

Voc� entortou a agulha, idiota.

-Eu arrumo. -N�o. Vai quebrar.

Escute isso.

Uma vez, minha m�e matou um cervo na varanda de casa.

Acabamos comendo o bicho.

Droga! Merda!

� bom aqui, n�o?

Prontinho.

-Foi bem ruim. -Precisa jogar mais longe.

�, eu sei.

Vai melhorar com a pr�tica.

Nunca pesquei um peixe aqui.

-Pescou um aqui no rio. -N�o pesquei.

Quando ele era menor, �amos a um restaurante, e ele dizia:

"Pai, aquelas pessoas usaram metanfetamina".

Voc� falava da boca deles,

eles tinham dentes ruins.

S� pode falar com seus filhos e dizer como faz mal.

Tentar ficar longe disso. Certo, Kyler?

Voc� sente medo?

N�o. N�o.

Eu sentiria muito medo.

Agora sim.

-O alvo est� no 217. -Certo.

Ele vai aparecer a qualquer momento, voc� o ver� subir.

A outra � a camareira. De vermelho, � a camareira.

Ele vai para o 113, depois vai para o 217.

Estamos vendo, ele est� chegando na porta.

Ele bateu na porta.

Est� entrando.

N�o vi ningu�m. A porta fechou.

Certo.

� a primeira vez que ele compra desse cara?

�. Da garota ou do cara.

Ele ainda est� l�.

No momento, estamos tendo problemas de verba,

por isso temos de comprar quantidades pequenas.

Sei que parece loucura, mas h� v�rios anos,

o governo federal vem reduzindo nossa verba.

H� um foco em descriminalizar as drogas. � loucura.

Nunca imaginei que veria isso na minha carreira.

-Ainda est� l�? -Sim, ainda est�.

Ele acabou de sair.

A quantidade de metanfetamina

que os cart�is trazem ao interior do Arkansas

� inacredit�vel.

N�o temos tanto dinheiro quanto as pessoas acham.

Compramos meio grama por 50 d�lares.

-Bata, bata. -Algu�m bata.

Pol�cia, mandado de busca!

-Vai, vai, vai. -Mostre as m�os!

-Mostre as m�os! -No ch�o!

Para o ch�o!

-Est� comigo. -Mandado de busca!

DTF, pol�cia, mandado de busca!

-Levante. -Eu n�o fiz nada.

Levante!

-Para o ch�o! -Sim, senhor!

Estou no ch�o.

Temos um mandado de busca e um mandado de pris�o

por venda de subst�ncia controlada.

N�o vendi nada para ningu�m.

Compramos drogas de voc� duas vezes.

-� mesmo? -Sim, foi filmado.

Que droga!

Droga!

-Est� em liberdade condicional? -N�o, senhor.

Vou ler seus direitos.

"Tem o direito de permanecer calado.

Tudo o que disser poder� ser usado no tribunal.

Se n�o puder pagar, um advogado ser� indicado sem custos."

-O que acharia de viver assim? -N�o � impressionante?

Sim, � bem ruim.

-Estudei com o seu pai. -� mesmo?

-Sim. -Que �timo...

-Qual � o seu nome? -Johnny Sowell.

-Voc� � o Johnny Sowell? -Sou.

N�o queria pedir, mas pode erguer para mim?

Eu pego um lado, voc� pega o outro.

J� deu.

Ele vendia metanfetamina misturada com sais de banho.

Estava fazendo os garotos viajarem.

Landon, Sheena,

Dustin.

Todos andam com ele. Os nomes est�o na parede.

Garotos de 15 e 16 anos. O de ontem come�ou aos 14.

-N�o sou t�o mau assim. -Eu sei.

N�o achamos que �, s� tem de parar com isso.

Talvez isso lhe d� o incentivo para parar.

Largar as drogas.

-Ter uma boa fam�lia. -�.

� assim para todos,

todas as fam�lias foram afetadas pelas drogas.

Todos neste munic�pio.

Especialmente neste aqui.

Veremos.

� muito frustrante. Trabalho nisso h� 25 anos,

meu trabalho � fazer valer a lei contra as drogas

e, apesar do que fa�o, ainda afeta minha fam�lia,

membros da minha fam�lia e das fam�lias dos meus amigos.

Por mais que a gente fa�a, n�o � poss�vel controlar.

S-u_b_r-i_p P_i-x_

Opera��o Ice Storm no Arkansas.

Foi principalmente em Van Buren.

Apreenderam mais em Van Buren do que em Faulkner.

Aqui diz: "Ap�s 18 meses

do que a pol�cia chama de opera��o Ice Storm,

49 suspeitos foram presos,

acusados de posse com inten��o de distribuir metanfetamina."

Acho que foram uns 150 quilos em Van Buren.

Este aqui � o Hero. Essa foto nem � dele.

-Venha ver a foto, Daniel. -O qu�?

O Hero.

-N�o � uma foto dele? -�, mas ele est� p�ssimo.

Nossa!

Fred Wessle, Richard Reynolds,

Patricia Nolenberg, eu a conhe�o.

Amber Tharp, eu a conhe�o,

James Nod, eu o conhe�o.

Para cada um que � preso, dez tomam o lugar.

Verdade. A maioria s� trafica porque precisa do dinheiro.

Eu n�o mexeria com droga se tivesse um bom emprego.

Talvez nos finais de semana, s� para curtir e me divertir,

mas, fora isso, n�o mexeria se tivesse um emprego.

E diz: "Uma grande organiza��o de tr�fico

em Van Buren foi desmantelada".

Que merda!

� engra�ado porque n�o foi!

Tudo isso � papo furado, n�o pararam nada.

Ainda continua.

Ainda continua.

E vai continuar at� o final dos tempos.

Eles s�o idiotas.

SHIRLEY POPULA��O: 337

CORREIOS COMPLEXO DE BEISEBOL

ARENA DE RODEIOS

Quando n�o est� prendendo traficantes,

voc� comanda uma cidadezinha.

Isso mesmo.

Isso mesmo.

-Como �? -Gosto muito.

�s vezes, queria apenas ser o prefeito daqui

e fazer isto todo dia.

J� tive que prender amigos com quem estudei a vida toda

e com quem cresci e brinquei quando crian�a.

Eles seguiram um caminho errado na vida,

s� est�o em uma situa��o ruim.

A nossa economia piorou depois que o Walmart veio para Clinton.

Este edif�cio desmoronou alguns anos atr�s

e era um dos mais antigos que restavam.

Isto era um supermercado.

T�nhamos um posto de gasolina ali.

A cidade tinha uma f�brica de m�veis.

Isto era um mercado com produtos, bebidas,

carnes e tudo mais.

Aquele � o meu filho, Kyler.

Ele joga na terceira base e tem nove anos.

Heath Crow, que est� colocando as bases...

O xerife, eu e alguns outros fomos � casa dele

e o prendemos por posse de metanfetamina.

Isso mudou a vida dele,

e eu queria ter visto mais pessoas como ele,

que mudaram de vida, mas � uma porcentagem �nfima.

Pouqu�ssimos conseguiram derrotar esse v�cio.

Na �poca,

eu... sabe como �...

voc� e o xerife disseram que queriam me ajudar,

n�o me prejudicar.

A primeira coisa que pensei � que voc�s

queriam marcar mais pontos, sabe?

Prendeu mais um, meus parab�ns.

E eu j� disse que sou grato, mais do que voc� pode imaginar.

Eu ainda estaria onde estava

se n�o tivessem feito o que fizeram.

Cem por cento, sem d�vida alguma.

Eu tentei parar, tentei parar e n�o consegui. N�o consegui.

Sim, voc� consegue.

Eu n�o voltaria. Eu n�o voltaria para l�.

Aqui tem uma. Certo.

Duas.

Tem tr�s ou quatro aqui.

-S�o seringas para diab�ticos. -Eu n�o tenho mais.

� o que usamos para injetar droga.

Daniel! Se quebrar alguma coisa, eu arrebento voc�!

Caramba! Nossa! Acabei de achar um monte!

Duas curtas... Duas...

-M�e, como � que chamam? -O qu�?

-As curtas. -Agulhas curtas.

-�, s� temos duas. -Idiota.

Temos duas com agulhas curtas para diab�ticos e uma longa.

O aqu�rio da tartaruga est� imundo. Preciso limpar.

-O que aplicou? -Novolin. Insulina.

Saia dessa picape!

N�o pode ficar sentado dentro dessa picape imunda.

Obrigada.

Sinto muito. Sei que est� me odiando.

Trocaram a sua insulina. Deve tomar duas vezes por dia.

E precisa checar a glicose, ainda n�o fez isso.

Voc� n�o deveria fumar.

Aqui diz... vejamos.

N�o pode consumir biscoitos, bolos e refrigerantes,

por causa dos carboidratos.

Batata frita n�o pode.

Batata assada sim, mas s� pode metade.

Deve pensar nos carboidratos, nos a��cares e nas gorduras.

Falando nisso,

as batatas chips, elas s�o fritas.

Em �leo gorduroso.

Sorvete de iogurte da TCBY.

Daniel... Est� bem.

Quando lan�aram, eram os copos daquele tamanho.

Eu comprava tr�s ou quatro,

porque era sorvete de iogurte.

Mas n�o � sem a��car. logurte tem a��car.

E como come�ar com drogas, � viciante.

Ele comeu bolos a vida toda, � viciante para ele.

Ele � viciado no h�bito de comer.

Ele � viciado em comer.

� uma coisa que fiz a vida toda.

Agora, tenho diabetes e tal.

� dif�cil mudar h�bitos antigos.

Nunca me disseram o que comer e o que n�o comer.

Sempre pude comer o que quisesse.

Quando crian�a, eu tomava dois litros de sorvete.

Comia pizzas inteiras. Sozinha.

E eram pizzas grandes. J� fiz isso.

O Teddy tem diabetes tamb�m.

Nos estados do Sul, as pessoas comem feito loucas.

� doido, � um horror.

A fam�lia tem hist�rico de doen�as card�acas, c�ncer.

A minha fam�lia tem diabetes, a dele tamb�m.

J� perdi um marido, foi um infarto fulminante.

Merda!

Todo mundo tem limite.

Quero dizer... Droga!

Mas que lugar ca�do!

Casas fechadas e tudo. N�o � assim onde moramos.

-O que est� fazendo? -Estou presumindo que...

Dizia Wrightsville bem ali.

Se n�o virarmos, j� era, porque dizia Wrightsville.

Acho que � ele passando pelo port�o ali, Maggie.

-Certo. -Volte.

Espere.

Quero olhar. Podemos sair e olhar?

-N�o sei, n�o... -Uma ova que n�o.

Posso congelar e morrer, mas vou sair e olhar.

Faz 10 meses que n�o o vejo,

desde que eles o levaram de casa.

Consegui falar com ele duas vezes, mas foi s�.

Ele vem vindo, ele vem vindo!

Nossa! Olhe pra ele!

Cuidado!

Vamos l�. Vamos!

Voc� est� �timo.

Maggie!

-Seu gordo! -Olha quem fala!

Cheguei a 100. Preciso chegar a 97.

-Preciso arrumar o cabelo. -Tudo bem, Maggie.

-Vai logo, ele est� congelando! -�, vamos embora.

-Meu Deus! -A sensa��o � boa?

As bochechas dele parecem de beb�.

Est�o tirando onda porque estou gordo.

As bochechas parecem com as de uma boneca!

� melhor ver voc� gordo do que magro e ossudo.

�, n�o consigo abaixar para amarrar o t�nis.

Isso � engra�ado, Teddy.

Mas � a verdade!

Como voc� est�, Teddy?

Estou muito bem. Eu me sinto bem.

Estou tentando seguir outro caminho na vida.

Eu vou me esfor�ar.

Vi grandes quantidades de drogas e vi as coisas,

as coisas e as pessoas que elas atra�am.

Por que est� chorando, m�e?

� de ouvir voc� falar sobre sair dessa.

-� uma coisa boa. -Eu sei que �.

Quando foi a �ltima vez que falou com o Hero?

Falei com ele, ele saiu faz um m�s.

-Tem o telefone dele? -Eu tinha. N�o tenho mais.

Ele est� sob prote��o federal.

Foi preso na opera��o Ice Storm e est� sob prote��o federal.

Quer dizer que ele deve ter denunciado o cartel.

-Voltou-se contra eles. -Ent�o...

-Tem como ach�-lo? -Mais ou menos.

Deve ter o contato no meu antigo celular.

N�o consigo fazer seu celular funcionar.

-Abra a porta! -N�o pode gritar assim.

Que idiota! Caramba!

Caramba! Cale a boca.

Oi, amor. Eu falei que estava vindo.

Est� pesada! Como voc� est�?

Vai � escola amanh�?

Quer faltar um dia? Quer faltar um dia, n�o �?

O papai est� gordinho.

-Voc� est� grande! -Estou grande, �?

Fiquei muito maior desde a �ltima vez que vi voc�s.

Alexis, fa�a o seu sotaque ingl�s.

Oi, colega! Eu sou Alexis Converse!

Faz mais de um ano que eu disse a ela que viria,

que ligaria para ela quando sa�sse de casa.

Ela disse: "Promete, papai?" E eu disse que prometia.

E acordei com dois policiais na cabeceira da cama.

N�o cumpri a promessa. Agora eu sa�.

Foi a primeira coisa que fiz, estou aqui.

Tenho uma bola de basquete. N�o, uma coisa de basquete.

Tem um jogo de basquete?

N�o sei se posso ficar tanto aqui.

Eu n�o tenho dormido, passe-me o travesseiro.

-Fazemos cem polichinelos. -Mostre o que fez com a dan�a.

L� vamos n�s. Pronta?

Muito bom, meninas. Muito bom.

Obrigado.

Amo voc�.

Vai ficar apertado, mas d�.

Pronto.

Vamos, entre.

Cuidado. N�o pise naquilo antes de entrar no carro.

Quero sentar com o papai!

Tudo bem, querida.

Contem ao papai o que fizeram na escola hoje.

Aprendi matem�tica boba.

-A matem�tica n�o � boba. -�, sim! � um t�dio!

Por qu�? Quando ficar mais velha e receber o sal�rio,

precisa saber contar o dinheiro.

Adivinha s�! J� sei contar dinheiro.

-A gente pode sair? -Feche os vidros.

-Sim, querida. -Pegue as suas coisas.

V� at� a entrada, n�o v� para a estrada.

-N�o sou burra. -E ent�o?

Que tal? Acha que pode fazer isso todo dia?

O ano todo?

Estudamos para isso por...

N�o h� motivo para isso. J� discuti isso repetidamente.

Antes de surtar, fale para mim o que �.

Ela teve quatro provas diferentes de Ci�ncias,

e todas elas foram assim. Todas elas.

-N�o estudamos isso? -Eu tentei!

Voc� pode fazer melhor do que isso.

Quando l� isso, voc� entende o que diz?

N�o estou dando bronca. Voc� s� precisa estudar.

Mas eu estudei! Fiz tudo o que pude!

Meu Deus...

Voc� s� tem que estudar um pouco mais.

Eu estudo, pai.

-Mas nunca estudou comigo. -Porque voc� n�o estava aqui!

Eu sei, mas estou agora.

Ent�o, depois de pegarmos as roupas...

Vai ficar uma semana e depois vai embora?

Vou pegar as minhas coisas e voltar aqui para morar.

-Ent�o, tem de voltar l�? -Tenho.

Para n�o me encrencar e n�o voltar para a pris�o.

Se eu voltar para a pris�o,

eles v�o me manter trancado l� por muito tempo.

E a�, nunca mais nos veremos.

Preciso fazer as coisas do jeito certo.

Para o papai n�o se meter em encrenca, ele vai at� l�.

Vou juntar as minhas coisas,

falar com o pessoal da condicional

e dizer que quero que mudem a minha condicional para c�.

E, quando mudarem para c�, poderei me mudar para c�.

Ent�o, s� vai ficar aqui por tr�s dias?

-Por dois dias, sim. -Vai embora amanh�.

Voc� n�o sabe disso. Pare de dizer isso.

Venha aqui. Venha aqui!

Alexis, venha aqui.

Vou pegar voc� pelo p� e arrastar.

Voc� n�o pode se drogar. Eu sou a m�e.

Sei o que elas pensam e sentem antes mesmo de dizerem.

Eu sinto. E sei que essa menina precisa de voc�.

Esta � a sua �ltima chance. Se alguma coisa acontecer,

e essa menina perder voc� de novo,

eu n�o poderei salv�-la.

Percebeu que j� passei seis anos preso?

Eles encontraram 130 quilos de ice em Van Buren,

e eu estava envolvido nisso.

-N�o est� cansado de tudo isso? -Estou cheio disso.

-J� chega! N�o quero mais. -O tempo voou.

Parece que foi ontem. Sabe aquela foto?

Ela tinha dois dias, chegando da maternidade.

-Eu me lembro. -Eu olho...

Viv�amos na casa de tijolos amarelos.

De repente, voc�s sumiram.

E viu o que me tornei? Eu me tornei um monstro.

Fiz coisas que nunca imaginei que faria.

Mas n�o � tarde demais. Nunca � tarde demais.

Eu sei disso.

Quando voltou aqui, voc� provou muita coisa.

N�o estou pedindo para morar com voc�...

-Consegue n�o se drogar? -Sim!

Veja, estou pesando 115 quilos.

Em seu cora��o e na sua mente, abriu m�o disso completamente?

Elas precisam disso. Precisam mesmo.

E se voc� as ama, trabalhe comigo e vamos fazer isso.

S�brio.

Vou come�ar a participar mais das atividades.

N�o importa, posso lev�-las � lanchonete.

N�o importa.

Precisamos recolher os peda�os.

Precisa come�ar em algum lugar. Eu ajudo.

Se voc� ama alguma coisa o suficiente,

voc� encontra for�as e encontra coragem.

E voc� consegue.

Hoje � a segunda fase da opera��o Ice Storm.

Vamos atr�s de 46 suspeitos.

Pol�cia! Mandado de busca!

Pol�cia! Mandado de busca!

No ch�o! No ch�o!

Meu Deus, n�o!

Filhos da m�e!

Venham aqui.

Foi identificado?

Deus! Quebraram o meu nariz e um osso da cara!

-Fique aqui comigo. -Eu estou bem agora!

�timo. Fique mais um minuto aqui.

Sou Afton Fletcher e estou com a for�a-tarefa.

S� quero explicar que temos...

Temos um mandado para a sua pris�o

por tr�s acusa��es de tr�fico de metanfetamina.

S� queria dinheiro para o aluguel.

N�o queria ser chef�o do tr�fico.

Tem sacos para sandu�che.

Uma caixa da LG.

Caramba!

-S�o pelo menos 100 gramas. -Provavelmente.

E tem sacos menores tamb�m.

Achei que estivesse tudo na embalagem do Crown Royal.

Caramba!

E para isso que trabalhamos, rapazes.

Parece que tem pelo menos 100 gramas.

Cem gramas de ice e pilhas de dinheiro,

balan�as e parafern�lia para fumar,

tudo num saquinho no carro.

E tem uma crian�a aqui, vamos chamar o juizado.

J� apreendemos oito gramas, uma pistola e ele tem ficha.

Fizemos mais quatro pris�es com o mandado. Ent�o, � bom.

Tentei dizer a ele que entregar o fornecedor vai ajud�-lo.

O cara nos disse que veio de Little Rock,

� um latino chamado Jos�,

com um carro escuro, da cor da lata do Dr. Pepper.

� ele, com certeza. Jos�.

Seguindo para o norte na Rooster.

Joe, prepare-se. Acho que ele n�o vai parar.

Ele capotou! Capotou na Rooster.

No ch�o! No ch�o!

No ch�o!

-M�os na cabe�a! -Na cabe�a, entendeu?

Mostre as m�os! Mostre as m�os!

Ponha as m�os na cabe�a! M�os na cabe�a!

Eu seguro voc�.

Por favor, cara, pode mudar as algemas?

Meu bra�o est� doendo, cara...

-O que voc� jogou do carro? -Nada, cara!

J� pegamos. Sabemos o que �.

N�o joguei nada para fora.

-Qual �? -N�o joguei nada!

N�o fa�a esse jogo comigo.

N�o joguei nada para fora, cara! N�o joguei.

Aposto que foi depois que ele fez a curva.

Deve estar por aqui.

A� est�. Tem um grande aqui.

Tem cristais aqui, no meio do vidro,

cristais de metanfetamina.

Podemos pegar alguns.

-Tem alguns cristais, cara. -J� bastam para acus�-lo.

Ele n�o jogou tudo fora.

-Isso estava no carro? -No console central.

Vire para a esquerda.

Estamos usando o gin�sio

como centro de comando e processamento.

E provavelmente prendemos 50 pessoas hoje.

Sente-se.

Jos�, sou Johnny Sowell, da for�a-tarefa,

e este � Afton Fletcher.

Se colaborar e nos disser onde comprava a metanfetamina,

� o que nos interessa, saber de onde vem.

N�o mesmo.

Deve conhecer quem compra do M�xico, n�o �?

Toda a metanfetamina vem do M�xico.

Cara...

N�o �... eu n�o posso...

� um risco de vida, sabe?

N�o d�.

Voc� sabe como �, cara.

-Voc� tem fam�lia no M�xico? -Tenho.

Eles v�o se vingar.

Como �?

Eles sabem tudo, cara.

Se eu disser alguma coisa, amanh� estou morto.

� como funciona. N�o sei como fazem.

Prefiro chamar o meu advogado e falar disso com ele.

Tudo bem.

-Mas n�o posso dizer nada. -Est� bem.

-Tudo bem, cara? -Tudo bem. Obrigado.

Quando trabalhamos nesses casos grandes,

o cartel mexicano, quando prendemos algu�m,

envia outro em poucos dias para tomar o lugar.

N�o tem fim.

Esta � uma fotografia da opera��o Ice Storm,

o quadro dos presos.

Eu conhe�o a maioria, s�o amigos de escola.

A nossa meta principal, quando come�amos,

era fazer com que fosse um caso de impacto local,

para ajudar esta �rea.

Mas n�o tem jeito de controlarmos isso.

Nenhum deles era um chef�o rico.

Eles n�o t�m emprego

e tentam sustentar o vicio vendendo drogas.

Mas a meta tamb�m era chegar � fonte, no M�xico,

e acho que conseguiremos fazer isso.

PRONTO-SOCORRO

Vou mexer.

Agora, prove. Tome.

Est� melhor?

Certo, est� forte demais.

Sei que diz Sprite, mas n�o �.

Onde est� a porcaria do...?

Certo, espere. Espere, devagar.

Perdi uma coisa.

N�o, n�o perdi.

� clonazepam.

� como coca�na.

O que foi? Prefiro que n�o calce as botas, ande de meia.

As botas s�o meio pesadas.

Eu n�o me importo.

Oi. Recebemos os resultados.

Ele tem cirrose hep�tica.

Parece um maldito viciado em crack, um "cracudo".

Parece. Parece mesmo um viciado em crack

andando por a�.

Talvez d� para ele recuperar algum peso.

Eu sabia que ele estava mal por algum motivo.

Disseram que � o diabetes e tamb�m o problema do f�gado.

Esse foi o motivo.

Ent�o...

Ele tenta fazer piada,

mas sei que n�o est� rindo por dentro.

Vou procurar cirrose hep�tica no Google e ver...

Ver o que ela afeta

e o que podemos fazer para ajudar.

Que tipo de comida comprar

para evitar que...

Para ele n�o piorar.

N�o gosto de fedor.

Eu meio que...

s� estou tentando...

-Quase pisei no coc�. -N�o duvido.

Caramba!

O interruptor n�o funciona?

Preciso chegar at� ele. Est� bloqueado. Droga!

Espere.

-N�o. A l�mpada est� queimada. -Certo.

Ronnie, olha o que achei. Liquido para aliviar a dor.

-E outras coisas. -Deixe-me ver.

Posso tirar daqui.

Tem um monte de frascos de rem�dio.

Este at� tem comprimidos.

Ela s� tinha a roupa do corpo quando veio.

Mais nada. Tinha a roupa e s�.

Bom...

-A porta est� trancada? -Est�.

Certo. Est� pronta?

E se n�s...

Que tal na parte de tr�s, para n�o dar hematoma?

Vamos fazer aqui.

-Tudo bem aqui? -Sim. Pode ser.

Aqui. � s�... Espere.

Erga o bra�o, vamos ver.

Segure o bra�o a�.

-Por que voc�...? -Aqui.

N�o, n�o, n�o. Espera, espera.

Nesse n�dulo? Ele est�...

Acima do n�dulo.

-O n�dulo � bem a�, Ronnie. -Vou acima do n�dulo.

-Respire. -Ronnie, isso queima!

Queima mesmo.

Desculpe, sujei a sua m�o de sangue.

-N�o foi nada. -Nossa...

-Vamos na parte de tr�s. -Mas...

Tem uma veia grande.

Bombeie. Segure a�. Bombeie.

-Por favor, n�o... -Agora, bombeie.

Relaxe e vire o bra�o totalmente para mim.

Pego essa e termino. Arregace isso.

Isso � novidade.

Prontinho.

Al�?

Al�?

Al�?

Voc� est� a�?

Sim.

Teddy Converse.

Est� bem.

Est� bem.

Tchau.

O Teddy est� na cadeia. Eles me ligaram.

Droga!

Al�?

Al�? Posso falar com o meu pai?

Amor, agora n�o pode. A sua mam�e est� por a�?

Fica quieta!

Cad� a sua mam�e?

Preciso falar com a sua mam�e agora.

-Por qu�? O que foi? -Deixe-me falar com a mam�e.

Heather, tire do viva-voz.

N�o est� no viva-voz.

O Teddy est� na cadeia, foi apanhado com 4g de droga.

Est� de brincadeira?

N�o, n�o estou. Por favor, n�o conte para a Lacie...

-Quando? -Acho que ontem.

Por favor, n�o conte a ela. Vou ver se d� para solt�-lo.

Por favor, n�o conte a ela.

Eu queria tanto que desse certo desta vez...

-Al�? -Oi.

Est� me ouvindo?

-Voc� est� me ouvindo? -Estou.

-Est� ouvindo melhor agora? -Sim, tudo bem. Est� �timo.

Falei com a sua filha hoje.

-O que ela disse? -"Feliz anivers�rio."

Ela me ligou �s 7h20 da manh�.

Legal!

Ela pediu para eu dizer que ama voc� e disse:

"N�o quero ser mal-educada,

mas diga ao papai para fazer escolhas melhores".

�. Preciso. Preciso mesmo.

Tenho umas fotos aqui.

Voc� se lembra disso?

Tenho no meu celular. E no meu tablet.

A Alexis est� t�o grande!

Esta � de quando est�vamos no Kansas.

Voc� se lembra desta?

Foi quando me soltaram.

Estando aqui, vi as meninas crescendo s� pelas fotos.

E metade da inf�ncia delas j� passou.

-O que foi? -Eu n�o quero chorar.

� normal voc� estar aqui.

Tem sido assim nos �ltimos 10 anos.

Tem, sim.

Achei que n�o seria capaz de suportar antes,

mas depois de ver o seu sorriso enorme...

Fico feliz de ver voc�.

Fico feliz de ver voc� tamb�m.

Mas depois que vi voc� sorrir,

achei que superaria.

N�o se esque�a de mim.

Nunca esqueci antes.

Certo, vou sair.

-Vai embora? -Sim, preciso ir.

-Amo voc�. -Amo voc� tamb�m.

-Feliz anivers�rio, viu? -Obrigada, filho.

-Amo voc�, m�e. -Amo voc�, filho.

Pe�a para todo mundo me escrever.

-Pode deixar. Farei o poss�vel. -Amo voc�.

Caramba...

Este � o Daniel, no anivers�rio dele,

e o Teddy, furioso porque n�o ganhou bolo.

Que saudade desses dias!

Eu tinha 16 anos quando tive o Daniel.

Quando ele nasceu, o pai tinha ido para a pris�o.

Ele nunca foi um bom pai.

Este � o Teddy.

A dan�a do canguru. Foi como ele chamou.

Eu n�o sabia que ele injetava metanfetamina aos 14 anos.

Ele tinha quase 19 quando me droguei na frente dele

e, naquela �poca, eu s� cheirava.

Esta sou eu com cabelo encaracolado.

Esta � a casa onde nascemos e nos criamos.

A minha m�e...

viu sangue na nossa calcinha, na minha e na da Missy.

E ela perguntou por que eu estava sangrando,

e eu disse que tinha me machucado,

mas ela sabia o que tinha acontecido.

Os vizinhos, os primos... Eu tinha medo.

Porque me disseram que se eu contasse,

eles iam me matar ou me machucar.

Droga!

Que horror!

Realizou o seu desejo, querido.

Voc� foi embora.

Fica perto do aquecedor e deita.

Agora � a era do ice. E n�o vai passar.

A pol�cia n�o vai impedir.

N�o!

Voc� est� sofrendo e sai para buscar droga,

toma uma dose

e n�o sofre mais.

Tem muitos viciados que vendem.

E tem mais viciados todos os dias.

Cada vez mais, todos os dias.

Subrip: Pix

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