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CAP�TULO 1 RUMORES ALARMANTES!
No ano de 1868 o mundo n�utico andava alarmado com rumores de um...
monstro vingativo � solta. Uma s�rie de estranhos acontecimentos...
... vitimaram determinadas embarca��es que navegavam os grandes Mares do Sul...
... e a travessia ao longo desta faixa de mar de pesadelos...
... foi reduzida para apenas alguns ousados.
Eu digo que n�o h� nenhum monstro.
Mas precisamos de homens.
E apenas para trat�-los justamente, pagamos o dobro do sal�rio e um b�nus,
de S. Francisco a Xangai e volta, tudo pago.
Todos mortos, quer dizer!
N�o assinem por ele, companheiros.
N�o podem pagar para se livrar do monstro...
... com o dobro do sal�rio e um b�nus.
Nunca voltar�o a S. Francisco para receber o seu pagamento.
Tenho aqui um homem que navegou no "Golden Arrow"...
... e viveu para contar a hist�ria.
Ande, Billy.
Diga a eles o que viu.
Era o monstro, sim senhor.
Duzentos metros de comprimento da cabe�a � cauda.
E tomou forma no meio da escurid�o,
com um grande olho como um farol.
Somos abalroados a estibordo.
Somos esmagados a bombordo.
E depois aparece no meio do navio.
E partiu-nos o casco e afundou-nos.
Quarenta pobres marinheiros afogados.
A quest�o �, esta coisa � um assassino de barcos.
E � um milagre que o velho Billy esteja vivo hoje.
Fale-lhes dos dentes, Billy.
T�o grandes quanto uma vela principal, juro.
E o seu bafo... O seu bafo era como uma fornalha.
Voc� tamb�m tem um bafo bastante forte, meu amigo boca-aberta.
Se importa de responder a algumas perguntas?
Sou arpoador de profiss�o.
Os monstros interessam-me. De todo o tipo.
Mantenha-se afastado dele, seu espertalh�o desordeiro!
Apenas quero sentir o bafo dele. J� consigo sentir o seu.
Resumindo e concluindo, rapazes, havia bebida de gra�a para toda a tripula��o,
se a conseguissem engolir depois destas mentiras...
Ali! Ali est�o eles!
- Alto! - Anda da�, Casey.
Isto n�o � lugar para o filho de um cl�rigo.
Minnie!
Daisy, vamos!
Vamos embora!
O que � que est�o fazendo?
N�o se incomodem a descarregar. A viagem foi cancelada.
Cancelada novamente?
Isto � rid�culo. J� veremos sobre isso.
- Cocheiro, espere aqui. - Sim, senhor.
� verdade que a viagem foi cancelada?
Infelizmente, sim, Professor Arronax. A tripula��o desertou esta manh�.
Temos mesmo que chegar a Saigon. N�o h� outro barco qualquer?
Completamente nada. Lamento. Pr�ximo.
Meia volta ao mundo vindos de Paris, e agora acontece isto.
N�o h� nada que possamos fazer.
Excetuando fazer e desfazer malas.
� a �nica coisa que tenho feito h� um m�s.
Professor.
A qualquer custo, S�o Francisco ter� a honra...
... da sua companhia por um pouco mais.
Eu sou do "Bulletin". Estes senhores s�o do "Globe" e do "Post".
Como v�o?
Estamos interessados na sua opini�o acerca deste monstro.
A minha opini�o. Sinceramente, � bastante negativa por agora.
Mas, de fato, senhores, n�o sei mais sobre isso do que voc�s.
Professor. S� um momento.
Sim?
Professor, o que � que o Museu Nacional em Paris acha disto?
N�o posso responder a isso.
Ouvimos que esta sua expedi��o...
... era para recolher fatos sobre o monstro.
Temo que tenham sido mal informados.
As minhas raz�es para ir para o Oriente s�o meramente cient�ficas,
se alguma vez chegar l�.
Professor, n�o � verdade que o narval gigante...
... atinge um comprimento de 25 metros?
Porque � que n�o pergunta a um peixe?
Se pud�ssemos atingir determinadas profundidades,
ficar�amos todos surpreendidos com as criaturas l� existentes.
Poderia tal criatura destruir um navio ou arrast�-lo at� ao fundo?
Bem, talvez, se fosse suficientemente grande.
N�o publiquem isso. Por favor tenha cuidado, Professor.
Bem, senhores, prepararei uma declara��o mais tarde.
N�o nega ent�o que tal monstro possa existir. Est� correto?
- N�o estou negando nada. - Tem certeza?
- O que � que est� a� desenhando? - Um esbo�o do monstro.
Obrigado, Professor.
- Bom dia. - Bom dia, senhor.
Agora p�e-lhe umas asas.
Veja o que me fizeram. Eu n�o fiz tais afirma��es.
- Olhe para este desenho. - Eu sabia.
"Horrores vivos das profundezas foram descritos hoje...
"... pelo Professor Arronax do Museu Nacional de Paris."
Bem, este � a tolice mais rebuscada de sempre.
Rebuscado?
Eu acho que as propor��es est�o mais ou menos corretas no monstro.
N�o est� falando s�rio, Professor.
N�o quero dizer levantar v�o com um navio na sua boca.
Mas o tamanho geral...
Se pensarmos nisso, at� � uma concep��o realmente interessante.
Com licen�a. Professor Arronax?
J� chega de jornalistas. J� fizeram estragos suficientes.
O professor est� muito ocupado.
Eu n�o sou jornalista. Represento o governo dos Estados Unidos.
O governo dos Estados Unidos?
Posso entrar?
- Ele pode entrar? - Claro, senhor.
- Por favor entre Sr. Howard. - Obrigado.
Serei breve, Professor.
Tenho conhecimento de que o seu destino seja o Oriente, e que foi atrasado.
O que � que diz, se os lev�ssemos l�, mas por uma rota alternativa,
uma travessia de tr�s ou quatro meses pelos Mares do Sul?
Aceitaria?
Ficaria interessado, sim, naturalmente.
Sente-se.
Obrigado.
N�o vejo nenhuma raz�o para que voc� e o seu aprendiz...
... n�o se considerem convidados do governo dos Estados Unidos...
... at� que os deixemos na costa de Saigon.
Posso perguntar porque � que honraram o professor desta forma?
Acho que a honra � nossa.
Como a autoridade mais considerada nos oceanos e seus mist�rios,
poder� ser um excelente observador.
As suas observa��es influenciar�o enormemente a opini�o p�blica,
e n�s poderemos tanto confirmar como negar certos rumores.
Eu sabia. Tem a ver com o monstro.
- Isso � verdade? - De fato.
De acordo com os jornais, voc� parece acreditar nos rumores.
N�o. O professor foi escandalosamente mal citado.
Sim, temo que tenha sido mal citado.
Contudo, tenho uma mente aberta relativamente ao assunto.
Ainda melhor. Os seus relat�rios seriam imparciais.
Sabe, outras na��es, al�m da nossa, est�o organizando expedi��es.
Mas gostaria de pensar que a nossa tem a vantagem,
se por mais nenhuma raz�o sen�o consentir juntar-se a n�s.
- Isso � muito simp�tico de sua parte. - Aceitamos.
�timo.
Se n�o se importa, gostaria que viesse l� abaixo...
... e conhecesse o Capit�o Farragut.
Ele � o comandante do navio de guerra no qual partir�o.
E talvez deva acrescentar que ele tem algumas id�ias muito fixas...
... no que diz respeito a monstros marinhos.
Quer dizer que a sua mente n�o � aberta?
Definitivamente n�o.
Rumamos para sul, e a excita��o estava alta.
Todos os homens a bordo estavam alerta,
e a vigia mantinha-se dia e noite.
Apesar da sua opini�o sobre o assunto,
o Capit�o Farragut n�o deixou nada ao acaso.
Com meticulosidade tradicional,
o plano da Marinha era dividir o Pac�fico Sul em �reas...
... e procurar em cada �rea.
Durante o primeiro m�s, navegamos em c�rculos,
cruzando e recruzando a nossa rota.
N�o havia sinal da nossa presa.
Falsos alarmes eram comuns,
e n�o ajudavam a nossa moral.
Sopro!
A sotavento!
Por dias e noites sem fim, percorremos o Pac�fico Sul.
As nossas esperan�as come�aram a esmorecer.
N�o foi nenhuma surpresa...
... quando o Capit�o Farragut na noite de 8 de Dezembro de 1868,
reuniu-nos na sala de guerra.
Senhores, acredito que a minha obriga��o...
... para com esta lenda foi cumprida.
Apresento estas cartas como prova.
Representam um registro preciso...
... de tr�s meses e meio navegando a vapor...
... em busca de um monstro marinho.
Na minha opini�o considerada,
tal monstro n�o existe ou nunca existiu.
- Est� abandonando as buscas? - N�o h� outra alternativa, Professor.
N�o tendo ganho mais nada,
podemos ao menos dar esses rumores como mentiras...
... e fazer com que os jornais retirem os seus exageros.
N�o parece a mim que tenhamos provado alguma coisa,
para um lado ou para o outro, Capit�o.
N�o me parece que se justifique gastar mais tempo.
A minha decis�o mant�m-se.
O deixaremos na costa de Saigon.
Senhores.
Anime-se, Professor.
Se esquecer� de todo da pesca quando vir as garotas de Saigon.
Pensei que lhe ofereciam um b�nus se arpoasse este monstro, Sr. Land.
Sabendo perfeitamente que n�o o poderia recolher.
Quando voltar, vou embarcar no primeiro baleeiro que me aceitar.
N�o ficarei rico, mas n�o ficarei sentado por a�,
a palitar os dentes com o meu arp�o.
Talvez tenhamos sorte. Talvez nos afunde.
Voc� assusta-me.
Seja bom perdedor, Professor. O peixe que escapou � sempre o maior.
Que pena, Professor.
Sei que teve vis�es desse monstro em exposi��o no Museu Nacional.
Tenho uma "baleia" de uma hist�ria para vos contar, rapazes
Uma "baleia" de uma hist�ria ou duas
Acerca dos peixes aos saltos E das garotas que amei
Em noites destas com a lua l� em cima
Uma "baleia" de uma hist�ria, e � tudo verdade
Juro pela minha tatuagem
Havia a Sereia Minnie
Conheci-a em Madagascar
Ela beijava-me
De cada vez que lhe pedia
Ent�o uma noite A sua chama de amor apagou-se
Afastou-me e empurrou-me
Trocou-me por uma truta
Tenho uma "baleia" de uma hist�ria para vos contar, rapazes
Uma "baleia" de uma hist�ria ou duas
Acerca dos peixes aos saltos E das garotas que amei
Em noites destas com a lua l� em cima
Uma "baleia" de uma hist�ria, e � tudo verdade
Juro pela minha tatuagem
Havia a Tessie "Tuf�o"
Conheci-a na costa de Java
Quando nos beijamos borbulhei como lava
Depois ela deu-me O susto da minha jovem vida
Afastou-me e empurrou-me
Era a mulher do Capit�o
Tenho uma "baleia" de uma hist�ria para vos contar, rapazes
Uma "baleia" de uma hist�ria ou duas
Acerca dos peixes aos saltos E das garotas que amei
Em noites destas com a lua l� em cima
Uma "baleia" de uma hist�ria, e � tudo verdade
Juro pela minha tatuagem
Havia a Hannah "Arp�o"
Tinha uma cara que vos fazia estremecer
L�bios que pareciam anz�is
E um nariz tal como um leme
Se a beijasse
E a agarrasse carinhosamente
Agarr�-la carinhosamente
N�o h� monstro marinho grande o suficiente
Para alguma vez me assustar
Tenho uma "baleia" de uma hist�ria para vos contar, rapazes
Uma "baleia" de uma hist�ria ou duas
Acerca dos peixes aos saltos E das garotas que amei
Em noites destas com a lua l� em cima
Uma "baleia" de uma hist�ria, e � tudo verdade
Juro pela minha tatuagem
Navio a estibordo!
Leme a fundo! Dirija-se para aquele navio!
Contramestre, mande todos os homens para as posi��es de salvamento.
Sim, senhor.
Todos os homens �s posi��es de salvamento!
Estou pensando que ter� afundado com todos os homens.
Pobres diabos.
N�o resta viva alma.
O que poderia ter causado t�o tem�vel explos�o?
P�lvora e pior. Todo um carregamento disso.
O que � que a desencadearia, contudo? Deve ter batido em alguma coisa.
Ou poderia ser que alguma coisa bateu no navio?
O que � que quer dizer com alguma coisa o atingiu?
Est� se referindo ao monstro, n�o �, companheiro?
Sim, talvez seja mesmo o monstro.
Monstro? Eu vi mais monstros no aqu�rio da minha tia Gaussie
do que em toda esta travessia.
- Claro, � o monstro! - � o monstro!
Bico calado no conv�s!
Devo insistir, Professor,
que mantenha estas hist�rias de peixes para voc� mesmo.
Ao conv�s, objeto flutuante a bombordo.
Ali est� o monstro!
Rapaz do tambor, toque para alerta m�ximo.
Preparem os compressores e disparem!
Tudo mexendo a�! Apontem e disparem. O que houve?
Est� nos mostrando os calcanhares, senhor.
Ent�o atinjam ele nos calcanhares. Fogo!
Entendido, senhor. Manobrem com efic�cia..
Atingimos ele, senhor! Est� virando!
Est� dando a volta!
Sr. Land, para dentro do escaler.
Preparem-se para baixar.
Professor! Aguente!
Ag�ente!
N�o nos deixem! Socorro!
Socorro!
Socorro!
Est� se afundando. N�o podem nos ajudar.
Mas t�m que o fazer! Socorro!
Socorro!
Socorro!
Consegue ver alguma coisa, alguma coisa que seja?
N�o. Espere at� que este nevoeiro se levante.
Estou ficando todo dormente.
Olhe, Professor. Ali h� qualquer coisa.
- O que �? - N�o sei. Parece o monstro.
N�o me interessa o que seja, desde que flutue.
Quem � que poderia ter concebido tal milagre? Um barco submarino.
Quer dizer um barco submers�vel?
Isto � incr�vel.
Os homens sonharam com tais milagres.
Sabe uma coisa? N�o gosto nada disto.
Tem algu�m a bordo?
Par... Parece deserto.
Acho que estamos pedindo problemas, Professor.
Porque � que n�o esperamos? Talvez algu�m apare�a.
N�o. Se esperamos,
esta coisa � prov�vel que se afunde por debaixo de n�s.
� bastante capaz disso, sabe.
Ol�.
Tem algu�m a� em baixo?
Bem, � t�o iluminado como o dia.
E n�o � a �leo nem a g�s.
H� um grande g�nio por detr�s disto tudo.
Sim, e um grande mal.
N�o se esque�a que isto � uma m�quina de destrui��o.
Ol�.
Tem algu�m a�?
Tem algu�m a bordo?
Ouviu isso, Professor?
Algu�m est� chamando do exterior.
- Ande. - Espere.
Olhe para isto.
D�-me uma ajuda com esta linha, companheiro.
- Segure neste remo. - Bem, Ned, � voc�.
- Mais algu�m conseguiu escapar? - Sim, o professor est� l� em baixo.
Bem, ele apanhou mesmo o seu monstro, n�o apanhou?
Este navio parece deserto, mas tenho a sensa��o que n�o por muito tempo.
Pessoalmente, n�o estou com disposi��o para conhecer os propriet�rios.
N�o estou ansioso pela companhia deles tamb�m.
Vou tentar a minha sorte no mar aberto.
Tal como eu penso. Deixe-me chamar o professor.
D�-me uma ajuda primeiro. Pegue naquele remo.
Temos que virar isto.
Segure.
Grande.
Nunca vi uma barca�a como esta antes.
Isto parece a cozinha.
- Dia de folga do cozinheiro, tamb�m. - Deixe-me chamar o professor.
Professor.
Professor.
Professor!
Consegue-me ouvir?
Professor.
Professor.
Professor.
Professor.
Professor, onde est�?
Ol�, estou aqui dentro.
Onde?
Nunca pensei que o voltasse a ver novamente.
O que houve?
Cerim�nia f�nebre submarina.
O Ned Land est� aqui com um barco.
- Sim. Aquele alto deve ser o chefe. - Chegar�o a qualquer momento.
Saiam daqui!
Socorro!
Socorro!
- Revistem o barco. - Sim, senhor. Venham comigo.
Peguem nele!
Afundem esse escaler.
Cuidado com os empurr�es, companheiro.
Voc�s s�o do navio de guerra que me atacou, n�o s�o?
T�nhamos a impress�o que isto era um monstro,
n�o uma embarca��o constru�da pelo homem.
Este � Ned Land, mestre arpoador.
O meu aprendiz, Conseil,
e eu sou Pierre Aronnax do Museu Nacional de Paris.
Professor Aronnax.
J� ouvi falar de voc� e estudei as suas obras.
� afortunado pelo seu passado diferir um pouco
dos seus companheiros de crime.
Pode ficar. Levem os outros para o conv�s.
Espere um minuto. O que � que vai fazer conosco no conv�s?
Eu n�o os convidei. Vieram como um inimigo para me destruir.
Isso n�o � verdade. Eles n�o fizeram qualquer mal.
N�o nos culpe porque o navio de guerra o bombardeou.
- Exijo um julgamento justo. - J� teve o seu julgamento.
O mar trouxe-os. O mar os levar�.
Cuidado com os empurr�es! Calma, companheiro!
Mas n�o pode fazer isto. Isto n�o � civilizado.
Eu n�o sou o que se chama de um homem civilizado, Professor.
Abdiquei da sociedade por raz�es que me pareceram boas.
Como tal, n�o obede�o �s suas leis.
Mas eu sou t�o culpado como eles.
Garanto que os dois e eu, tamb�m,
embarcamos para perseguir aquilo que pens�vamos ser um monstro.
Mas n�o somos mais culpados do que o resto do mundo.
Eu considero isso culpados o suficiente.
Tem muit�ssimas coisa para aprender, Professor.
O seu livro � brilhante,
mas falta-lhe profundidade.
Levou o seu trabalho at� onde a ci�ncia terrestre o permite.
A verdadeira hist�ria das profundezas do oceano come�a onde voc� ficou,
maravilhas que desafiam o meu poder de descri��o.
Os segredos que s�o apenas meus,
mas que estaria disposto a partilhar com voc�.
� custa das vidas dos meus companheiros?
Lamento. Ter� que escolher entre eles e eu.
Ent�o n�o posso aceitar.
Professor, lamento a sua escolha.
Levem-no para cima!
- E preparem-se para mergulhar. - Sim, senhor.
Todos a postos! Preparar para mergulhar.
Sim, senhor.
Todos a postos. Preparar para mergulhar.
Para a frente devagar.
- O que � que ele planeja, Professor? - N�o sei.
Retirar lastro dianteiro.
Tr�s graus para baixo.
Tr�s graus para baixo.
Parar todas as m�quinas! Emergir e aguardar.
- Peguem aqueles dois homens na �gua. - E ent�o o outro?
Levem-nos todos para baixo e mantenham-nos nos aposentos.
Descobri o que queria saber.
Esmie. Toma. Toma.
Toma. Agora, beijo.
Agora, vai l�, Esmie. Entrem, senhores.
Sentem-se, por favor.
Obrigado.
Professor.
Pode servi-los.
As suas roupas est�o secando e ser�o devolvidas brevemente.
No entretanto, desfrutem da minha humilde hospitalidade.
Humilde, como lhe chama.
Voc� n�o se trata nada mal, companheiro.
Pode tratar-me por Capit�o Nemo.
Gostaria de expressar a nossa gratid�o, Capit�o.
Estamos gratos por estarmos vivos.
N�o quero a sua gratid�o. Todos est�o sob uma estrita vigil�ncia,
e aconselho-os a n�o tentarem escapar.
Compreendem a sua posi��o?
N�o sei, Capit�o. Um prisioneiro tem o direito a escapar.
Isso � verdade.
E um convidado n�o tem necessidade disso.
Acho que isso faz de n�s um pouco de ambos.
Considere isso um afortunado compromisso ent�o, Sr. Land.
N�o tolero convidados a bordo do Nautilus,
e voc�s j� conhecem o destino dos prisioneiros.
A comida est� deliciosa, n�o est�, Professor?
Muito boa. Nunca me soube t�o bem.
H� um garfo � sua esquerda, Sr. Land, ou n�o est� habituado a talheres?
Me s�o indiferentes.
Posso perguntar como � que consegue preparar tal refei��o, Capit�o?
Estes pratos v�m inteiramente da minha cozinha do oceano.
N�o h� nada aqui vindo de terra.
Not�vel. Isto � como carne.
O paladar engana-o. Isso � filete de cobra marinha.
Suponho que isto n�o seja carneiro, ent�o.
Isso � lombo de peixe luminoso com molho de asc�dia irrigado com percevejos.
� muito bom.
Por acaso, � melhor do que carneiro.
O meu cozinheiro suprime-se ao preparar estes variados pratos.
Ainda n�o acabou, n�o �?
Bem, apenas o prato principal.
Me passe as natas, companheiro.
As natas s�o, claro, leite de cachalote gigante.
E esses frutos deliciosos s�o de fato conservas feitas de pepinos do mar.
Bem, nunca diria. S�o excelentes.
Coma o seu pudim, Sr. Land.
N�o tenho certeza que seja pudim.
O que �?
� uma receita minha, salteado de embri�es de polvo.
Nada aqui serve como comida! Salteado de embri�es de polvo.
Uma vez que nos aproximamos da ilha de Crespo,
ter�o uma oportunidade de selecionar a sua pr�pria comida.
Quer dizer, vamos sair deste submarino?
Para uma breve expedi��o de ca�a.
- Bem, me parece �timo. - A mim, tamb�m.
Quando � que come�amos, companheiro... Capit�o?
J� de seguida.
Estes dois se juntar�o � expedi��o. Preparem-nos.
Sim, senhor.
- Aceite um destes charutos, Professor. - Obrigado.
Tabaco delicioso.
De alguma forma diferente. Havana?
Algas marinhas.
N�o o posso acusar de n�o nos deixar � vontade, Capit�o.
De certa forma, no entanto,
sinto-me como um condenado que comeu a sua �ltima refei��o,
e uma muito boa, tamb�m.
Obrigado.
Ainda estou curioso quanto � raz�o de nos ter poupado as vidas.
No seu caso, quis testar a sua lealdade para com os seus companheiros.
Posso ter uso para t�o mal aplicada devo��o.
Mal aplicada?
Conforta-me saber que a sua vida n�o era t�o querida como pre�o a pagar
pelo afeto dos seus companheiros.
Temo que n�o compreendo.
De momento, n�o pretendo que compreenda.
Mas talvez me seja �til.
At� que me decida, dever� distrair-se facilmente aqui.
Tem livros,
tesouros de arte, as minhas cole��es,
e at� m�sica, se assim desejar.
Estamos quase na ilha de Crespo.
Tudo isto outrora fora uma ilha.
Apesar de agora estar submersa, � no entanto f�rtil.
Fazemos a nossa ca�a e agricultura aqui.
Debaixo da �gua?
O mar fornece todas as minhas necessidades.
Bela maneira de ir ca�ar. Eu sabia que haveria um sen�o nisto.
Parece que n�o pode fazer nada neste barco sem se molhar.
Sinto-me como se estivesse tirando o lugar de um peixe.
Esperem um minuto. Onde � que v�o com isto?
O que � que est�o fazendo com isso?
Uma expedi��o do Nautilus.
O par que v� tentando acompanhar s�o os seus companheiros.
� uma nova experi�ncia para eles. Aprender�o rapidamente.
- Gostaria de se juntar a eles? - De fato, sim!
Gostaria de conhecer estas maravilhas cara a cara.
Muito bem. Eu lhes apresentarei.
Um estranho mundo na penumbra abriu-se perante mim...
... e senti-me como o primeiro homem a p�r o p� noutro planeta,
um intruso neste m�stico jardim das profundezas.
O Capit�o Nemo e eu n�o est�vamos sozinhos.
Havia ca�adores e agricultores do submarino,
fazendo uma colheita do fundo do mar.
Apenas podia ficar maravilhado com a sua ingenuidade...
... e invejar a sua soberania nesta parte da natureza esquecida.
Ele tinha uma abund�ncia de variadas subst�ncias...
... necess�rias ao sustento da vida.
Uma despensa submarina a rebentar pelas costuras,
e apenas o Capit�o Nemo dela usufruir.
N�o posso acreditar nisso! Capit�o, deixamos ali um tesouro!
Um ba� de ouro, prata e diamantes!
Fomos l� para ir buscar comida, n�o tesouros. N�o pode comer dobr�es.
Posso comer em qualquer hora!
P�e um valor absurdo na mais in�til das comodidades humanas.
A bordo do Nautilus, usamos tais bugigangas como lastro.
Lastro?
Bem, com certeza poderia aligeirar este navio.
O maior tesouro de todos, Sr. Land,
reside numa mente s� e numa barriga cheia.
Entretanto, quando for enviado para recolher mantimentos,
n�o se abaixe para pegar moedinhas.
Voc� tem elas pego, e pego bem. Lastro!
- Ned, voc� se esquece. - N�o ponha a minha paci�ncia � prova.
Em vez de observar todos os seus movimentos,
conhe�o uma solu��o muito mais simples para o problema.
Que desperd�cio!
Ned, o professor quer v�-lo.
Sim?
Feche a porta, por favor.
N�o pense sequer que aquela foi uma amea�a sem fundamento que ele fez.
Vai nos matar se continuar a contrari�-lo.
Olhe as confus�es que arranjou em ir passear assim.
- Porque � que o fez? - Pergunte a ele. Ele veio comigo.
Isso era interesse cient�fico. N�o fazia id�ia que ele andava atr�s de tesouros.
N�o?
At� ajudou a carregar o ba�, seu mentiroso.
N�o devemos discutir entre n�s. Devemos ficar unidos.
- � a nossa �nica chance. - Chance? De qu�?
Eu sei o que quer, Professor. Este tacho de ferro maluco deixou-o louco.
Quer fazer um jogo de espera, � espera de descobrir os segredos de Nemo?
Acredito que devemos isso ao mundo, Ned.
- Tem um plano melhor? - Sim.
Quero sair.
Claro que n�o me importo de ir com os bolsos cheios.
N�o posso crer que possa ser t�o tolo.
Porque n�o? Ele tem um tesouro real a bordo.
E n�o diga que � roubar porque foi assim que ele o arranjou.
Se consegu�ssemos levar esta coisa, ficar�amos ricos.
Teria um barco mesmo meu,
e voc� n�o teria que passar fome com o sal�rio de um professor.
N�o olhe para mim com esses olhos de ovos mal cozidos.
Eu vi o trejeito do ouro quando aquele ba� se abriu.
Ned, ou�a-me.
Quero que esque�a esta id�ia.
Prometa-me que n�o come�ar� nada por conta pr�pria.
N�o prometerei isso, Professor.
Pelo menos tente da minha maneira primeiro.
Sei que posso ganhar a confian�a do Capit�o,
mas preciso de tempo, e preciso da sua ajuda.
Posso contar com voc�?
Muito bem. Bem, eis at� onde irei.
N�o tentarei nenhum motim de um s� homem. Para j�.
� a melhor maneira, acredite em mim.
H� uma coisa que deveria saber, Professor.
O Nemo n�o bate bem.
Ainda estou para ver o dia...
... em que consiga fazer um acordo com um c�o raivoso.
Ent�o enquanto lhe d� a��car, eu vou pensando numa maneira de o reprimir.
Tolo.
Ele simplesmente n�o pode compreender a import�ncia de tudo isto.
Aqui estamos...
... ao alcance das mais fabulosas descobertas de todos os tempos,
e ele tagarela de ouro, fugas.
Trivialidades. Tolices.
- Isso depende do seu ponto de vista. - O que � que quer dizer com isso?
Apenas acho que o Ned valoriza mais a sua vida do que feitos cient�ficos.
A sua vida nada significa.
Nem a minha ou a sua, comparado com o que est� por detr�s de tudo isto.
N�o podemos t�-lo instigando Nemo.
Hoje demos de caras com uma terr�vel tempestade.
Uma embarca��o vulgar teria sofrido graves danos.
A salvo e calmamente,
o Nautilus navegou por debaixo da tempestade.
Havia muito para me ocupar,
por isso deixei o meu aprendiz encarregue de lidar com Ned Land.
Apesar de ter aparentemente acalmado,
sabia que era necess�ria vigia constante.
Sim, senhor, verificarei todos os conveses inferiores.
Tenho uma "baleia" de uma hist�ria para vos contar, rapazes
Uma "baleia" de uma hist�ria ou duas
Acerca dos peixes aos saltos E das garotas que amei
Em noites destas com a lua l� em cima
� uma gra�a, n�o �?
� medida que a viagem avan�ava,
o Nautilus e a sua for�a motriz...
... despertavam a minha m�xima curiosidade.
A convite do meu anfitri�o, inspecionei o navio.
Ele parecia determinado em mostrar-me tudo.
Fomos mesmo at� ao cora��o da embarca��o,
a unidade propulsora.
Era aparente que o Capit�o Nemo descobrira...
... o que a humanidade sempre procurara,
o verdadeiro poder din�mico do universo.
Esse segredo apenas deu-lhe a soberania nos mares.
Mal posso acreditar,
como algu�m poderia conceber e construir tal embarca��o.
E num s� golpe,
dominar poder para al�m dos mais loucos sonhos da ci�ncia.
Bem, tal segredo poderia revolucionar o mundo.
Ou destru�-lo.
Veja qu�o pac�fico � por aqui.
O mar � tudo,
uma imensa reserva da natureza por onde navego � vontade.
Com not�ria indiferen�a,
o Capit�o Nemo guardava a chave para o futuro mundial.
� medida que o estudava,
apercebi-me que for�as poderosas...
... trabalhavam dentro deste estranho homem.
Pense nisso.
� superf�cie, h� fome e medo.
Os homens ainda aplicam leis injustas.
Lutam, despeda�am-se uns aos outros.
A uns meros p�s abaixo das ondas, os seus reinos cessam,
a malvadez afoga-se.
Aqui no leito do oceano � a �nica independ�ncia.
Aqui sou livre.
Imagine o que aconteceria se controlassem m�quinas...
... tal como um barco submarino.
� bem melhor que pensem que h� um monstro...
... e que me d�em ca�a com arp�es.
Ap�s viajar 10,000 l�guas debaixo do mar,
ainda n�o tinha resolvido o mist�rio do Capit�o Nemo.
Mas ent�o um dia ele pedira-me para ir a terra com ele.
Senti que finalmente iria obter a minha resposta.
O campo de prisioneiros de Rorapandi, a sepultura do homem branco.
Pensei que tivesse sido abolido.
Nada � abolido se puder dar lucro a aquela na��o odiosa.
Ver� melhor o que quero dizer atrav�s disto.
O que � que tem naqueles sacos que carregam?
Nitratos e fosfato para muni��es, as sementes da guerra.
Carregam toda uma carga de morte,
e quando aquele navio zarpar para casa, o mundo morrer� mais um pouco.
Eu fui outrora um daqueles lament�veis patifes que v� l� em baixo.
Veja novamente.
N�o quero que esque�a o que viu aqui hoje.
J� vi o suficiente.
Est� gravado para sempre na minha mem�ria.
N�o fugi dali sozinho.
Houve outros, e a maior parte deles ainda est�o comigo.
A tripula��o do Nautilus?
S�o homens dedicados com um plano para viver,
mas tamb�m um plano para morrerem.
Tomamos controle sobre um dos seus navios e rumamos para al�m dos mapas,
um lugar conhecido para mim simplesmente como Vulcania.
Vulcania? Parece remoto.
Remoto e �til.
Foi l� que constru�mos o Nautilus.
Ter� o privil�gio de ver tudo isto em primeira m�o.
Quando a nossa miss�o estiver terminada, o Nautilus vai para casa.
Est�o prestes a zarpar, senhor.
Muito bem.
Aquele navio sem bandeira navega com a mar�.
Mas o mal no seu interior nunca chegar� ao seu destino.
- Tem as suas ordens. - Sim, senhor.
- Aos seus postos. - V� para baixo, Professor.
- Vai afundar aquele navio? - Eu disse para ir para baixo!
Fique nos seus aposentos!
Preparar os motores!
Velocidade de colis�o, ao m�ximo!
Velocidade de colis�o, ao m�ximo!
Professor?
Est� bem?
Todos aqueles homens, nem sequer tiveram uma chance.
Eram marinheiros, tal como eu,
chacinados por aquele monstro por quem est� tentando criar amizade.
Ned, n�o.
N�o sei como se sente, Professor,
mas sinto-me como uma faca que acabou de apunhalar um amigo nas costas.
V�o para os seus aposentos.
J� tive a minha conta.
Relat�rio de danos, senhor.
Leme e leme de profundidade de estibordo fora de servi�o.
Re�na uma equipe de conserto. Faremos repara��es tempor�rias aqui.
Sim, senhor.
Pedi que sa�sse, Professor.
Tamb�m me pediu em terra,
para me mostrar a desumanidade do homem para com o homem.
Porqu�? Para justificar isto?
N�o � apenas um assassino. � um hip�crita.
As provas est�o ali fora.
Chama �quilo assassinato? Bem, eu tamb�m vejo assassinato!
N�o estampado naquelas caras afogadas ali fora,
mas nas caras de milhares mortos.
Eles s�o os assassinos, os negociadores da morte. Eu sou o vingador.
� o assassinato um direito reservado a aquela odiosa na��o...
... que me tirou tudo o que tinha? Tudo menos o meu segredo,
o segredo do meu submarino e da energia que o impulsiona.
Eles tentaram. Puseram-me numa cela, e quando falharam...
Quando falharam,
torturaram a minha mulher e o meu jovem filho at� � morte.
Sabe o significado do amor, Professor?
Creio que sim.
O que falha em compreender � o poder do �dio.
� certo que pode encher o cora��o da mesma maneira que o amor.
Lamento por voc�.
� um substituto rancoroso.
As explos�es espalharam tudo por todo o lado.
Estava apenas tentando dar uma arruma��o.
- Professor, gostaria de falar com voc�? - Sobre o qu�?
Bem, acredito que as coisas foram longe de mais.
Assassinato nada significa para ele. Acho que ele tira prazer disso.
Est� certo disso, n�o est�?
Bastante certo?
Apenas posso julg�-lo daquilo que observo.
N�o � a sua fun��o de julgar. Voc� n�o sabe nada sobre o capit�o.
Ele j� disse que eu lhe seria �til.
Mas o que � mais importante, ele seria �til ao mundo.
E eu tenho que faz�-lo compreender isso.
E quando o fizer, garanto,
que ele se julgar� mais severamente do que alguma vez voc� consiga.
Est� claro?
Como queira, Capit�o.
Agora, por favor, saia e deixe-me sozinho.
O que � que me chamou? "Capit�o"?
Sim, chamei.
E devo diz�-lo, h� uma certa semelhan�a.
- J� viu o suficiente? - Quero falar com voc�.
Sua hienazinha espi�. Foi o professor que o mandou fazer isto?
� do professor que eu quero falar com voc�!
Tinha raz�o. O Nemo deu-lhe a volta completamente.
Pode crer que tinha raz�o. E tinha raz�o sobre voc� andar me espiando.
Sempre soube que voc� andava roubando comida e tesouros.
N�o disse a viva alma. Fico feliz por t�-lo feito. Poderemos precisar.
N�s? Desde quando preciso de voc�?
Precisamos um do outro. Ned, quero que sejamos amigos.
"Quero que sejamos amigos". Eu quero fugir.
Tamb�m eu, com voc�.
E temos de salvar o professor apesar de ele n�o o achar.
Outrora disse que tinha um plano. Bem, tem mesmo?
- Sim, tenho um plano. - Bem?
O problema �, n�o vai funcionar.
N�o consigo descobrir como � que controlam esta barca�a.
N�o h� nada escrito. N�o h� rotas, dire��es, nada.
Se ao menos consegu�ssemos descobrir para onde estamos indo,
talvez tiv�ssemos uma chance.
Isso n�o � problema.
Quando estava lendo o di�rio do professor, soube dos planos do Nemo.
Nos dirigimos para um lugar chamado Vulcania.
- Vulcania? - Sim, � a base do Nemo.
Porque � que n�o o disse? Era disto que estava � espera!
- Era? - Claro!
Vulcania!
Tenho que dar uma espreitada naquelas cartas.
Porque n�o?
Vou precisar de todos os homens.
- Mantenha a vigia. - Sim, senhor.
- Mantenha os olhos abertos ao imediato. - Sim, senhor.
Ned.
Ned, ponha-as no lugar. Ele vem a�.
Est� bem, est� bem!
Saia. Saia, ele vem a�!
Foi � justa, companheiro.
Muito.
- Este � o camarote de Nemo. - Sim.
Ele trata-se realmente bem.
Talvez...
Vamos sair daqui. Se nos descobrirem no seu camarote, estamos...
- O que foi? - Arranje-me um papel e l�pis depressa.
- Para qu�? - Acho que encontrei alguma coisa.
Sim?
V�? Todas as dist�ncias s�o medidas a partir daquele ponto.
� mesmo.
D�-me esse compasso, depressa.
Deixe-me ver se consigo descobrir isto. Agora, longitude...
- Calada! - Calada.
Toma. Toma. Come um charuto.
Ela gosta!
- Quer outro? Me d� um beijo. - Tem bastante jeito para os animais.
Me salvo melhor com mulheres.
Fica calada!
- Alimente-a voc�. - Est� bem.
Eu te dou um charuto. Est� bem. Toma. Come um.
Sim, tamb�m gosto de voc�. Eu arranjo mais alguns.
- Pare de brincar com ela! - N�o estou brincando!
Fica caladinha. Seja uma menina bonita.
Toma, come-os devagar. N�o tem de ser gulosa.
- Acabaremos as repara��es na base. - Ele vem a�.
Vamos.
- Avan�ar a 50 bra�as. - Avan�ar a 50 bra�as.
Esmie.
Tenho que fazer alguma pesquisa. Preciso de alguns esp�cimes. Arranje-os.
- Esp�cimes? De que tipo? - Daqueles nas garrafas. Ande.
- E n�o seja pego. - N�o.
Ned, aqui tem de tudo, desde a mais rara lesma do mar a ostras.
A ostras est�o fora de esta��o.
Despeje-as na pia, todas. Apenas quero as garrafas.
N�o pode fazer isso. S�o inestim�veis.
N�o est� pensando em p�r mensagens nestas garrafas?
Bem, isso acabou-se com o Robinson Crusoe.
Esqueceu-se que este � o s�culo XIX.
H� outra coisa que me esqueci.
Isso � por me espiar.
Que n�o o pegue ocupando a sombra da minha popa outra vez. Lembre-se disso.
Eu n�o gosto de esmurrar ningu�m, mas voc� estava pedindo ela, rapaz.
E eu pensava que �ramos amigos.
Claro que somos amigos!
Ande. Bata-me. Bata-me.
- Est� falando s�rio? - Claro, � vontade. N�o pode falhar.
Agora somos amigos.
Muito bem, companheiro de bordo.
Agora direi o que tinha em mente.
Isto pode ser velho... atirar mensagens em garrafas e deix�-las � deriva...
... mas j� ouvi hist�rias em que funcionou.
- �lcool. - �lcool muito puro.
Mandamos apenas a bicharada fora e ficamos com a bebida.
� inestim�vel.
Seja como for... segure aqui, rapaz.
Este homem que conheci naufragou nas Bahamas.
Ele e uma senhora sozinhos numa ilha.
Bem, eles tinham muito tempo pela frente,
por isso come�aram a escrever mensagens,
a p�-las em velhas garrafas de rum e puseram-nas � deriva.
Uma delas foi apanhada e eles foram salvos.
O que houve?
Engoli-o.
Havia uma Flabellina Oculina aqui dentro.
Coitadinha.
Flabellina Oculina.
A dire��o n�o responde, senhor.
� popa, a fundo!
- O que aconteceu? - Parece que encalhamos.
O que � que aconteceu?
- Um acidente, Capit�o? - Um incidente.
O nosso leme quebrado p�s-nos num recife.
A mar� nos soltar� ao anoitecer.
Estamos na costa da Nova Guin�? Gostaria de ir a terra?
N�o, obrigado. Da �ltima vez que fomos a terra,
foi o prel�dio de um assassinato.
- Vejam se h� fugas. - Sim, senhor.
Desperdi�ar assim uma chance como esta.
O professor anda perdendo o seu lastro.
Cheire. Doce como o beijo de um anjo.
Terra firme, companheiro. C�cos, mangas e...
... nativas sedentas de carinho.
Daria tudo para apertar a m�o a uma �rvore novamente.
Tamb�m eu. E tamb�m o professor.
Eu sei o quanto deseja recolher esp�cimes,
mas n�o pedir� nenhum favor a Nemo.
Qual � o mal de ir voc� em vez dele?
Nenhum. Ent�o e voc�?
Eu? Eu sou um tolinho por recolhas.
N�o faz mal nenhum em perguntar.
N�o h� mal de todo, companheiro.
Capit�o, estava pensando,
uma vez que o professor n�o vai a terra, se podia ir em vez dele.
Gostaria de recolher uns esp�cimes e tirar algumas notas.
- Sente-se apto? - Apto?
Durante anos, o professor e eu trabalhamos juntos.
E eu posso remar, senhor. Tenho umas costas fortes.
E um forte desejo de fugir.
Quem, eu? N�o sou nenhum desertor. Estou feliz de estar a bordo, senhor.
- Muito bem. Permiss�o concedida. - Obrigado, senhor.
Mas fiquem na praia. Os nativos s�o canibais.
Comem mentirosos com o mesmo entusiasmo que comem homens honestos.
- Libertar o esquife. - Sim, senhor. Libertar o esquife.
Empurrem!
N�o vejo nenhuma nativa sedenta de carinho.
Tenha calma.
Ned. N�o sup�e-se sairmos da praia.
Quem � que vai sair?
- Venha aqui, depressa. - O que houve?
Olhe. Um caminho atrav�s da selva.
Tinha isto em mente o tempo todo. Pretende fugir.
O que � que diz, companheiro? � canja!
N�o me parece, caso contr�rio Nemo n�o nos teria deixado vir a terra.
N�o se esque�a dos canibais.
Que se lixem os canibais. Ele disse isso para nos assustar.
Al�m disso, n�o poderia deixar o professor.
Calculei que sim.
Olhe para mim. N�o consigo atravessar essa selva. Ir� mais depressa sozinho.
- Espero que consiga, Ned. - Conseguirei.
E farei com que tudo o que seja navio armado da Marinha d� ca�a a Nemo.
Riremos disto, enquanto tomamos uma bebida em S. Francisco.
Boa sorte, Ned.
D� os meus cumprimentos ao professor.
Espere por mim!
Espere por mim!
Canibais! Centenas de canibais!
Capit�o! Capit�o!
- Montes de barcos! - Estamos sendo atacados!
Naturalmente. Uma vez que invadiram a privacidade deles,
t�m todo o direito de invadir a nossa.
Est�o entrando a bordo, Capit�o. Arranje-me um arp�o, depressa.
Feche a escotilha!
Eu dou as ordens neste barco, Sr. Land!
- Afaste-se! - Sim, senhor.
- Tenho que ver isto. - Isto � incr�vel.
Capit�o, � uma maneira de impedir os convidados de entrar.
Uma pequena carga de eletricidade.
N�o muito hospitaleira, mas inofensiva.
E por falar em hospitalidade, eu digo que abusou da minha pela �ltima vez.
Como assim?
Desobedeceu continuamente �s minhas ordens.
Quem, eu?
Lhe disse uma vez o destino dos prisioneiros.
Mas uma vez que insiste em ser tratado como um,
n�o tenho escolha sen�o fazer a vontade.
- Levem-no para baixo. - Porque � que � isto tudo?
Deixou a praia com a inten��o de fugir.
A �nica raz�o porque voltou foi porque os nativos o obrigaram.
Vai se arrepender dessa escolha, Sr. Land.
Navio contornando o cabo, senhor.
Quando sairmos deste recife,
certificarei que n�o me incomode mais.
Devia ter me arriscado com os canibais.
Um navio de guerra.
- Um navio de guerra? - Ponham-no sob vigia l� em baixo.
Levem-no para baixo.
Todos os motores a postos.
- Temos que nos libertar do recife. - Sim, senhor.
Aligeirar navio e largar todo o lastro.
V� para baixo! Ir�o nos bombardear daqui a nada.
Sim, senhor.
- � popa, a fundo! - � popa a fundo, senhor.
Tirem-me deste... Tirem-me deste cub�culo!
Professor! Professor!
- Um navio de guerra, Professor. - Navio de guerra?
Estamos nos soltando!
- Selar as portas estanques. - Sim, senhor.
Selar as portas estanques!
Est�o fechando a porta.
Esperem!
- Esperem! - Deixem-nos sair!
Esperem! Estamos aqui!
Esperem!
Segure no leme.
Quanta �gua no compartimento da energia?
Metro e meio e subindo, senhor.
Tragam um veio sobressalente.
- Tragam um veio sobressalente! - Temos que usar alavancas.
Tragam-no atravessado.
Ponham a parte posterior debaixo da fuga.
Aqui com o guincho.
Retirem a folga.
Puxem com for�a.
Professor.
Veja. Os man�metros n�o se mexem.
Viemos a uma profundidade muito grande.
- Estejam a postos com as escoras! - Sim, senhor!
Escoras!
Escoras colocadas, senhor!
Homens aos seus postos! Iniciar m�quinas!
O ar ficar� mais puro agora que as ventoinhas est�o trabalhando novamente.
- Est�o bem? - Obrigado. Muito melhor.
- J� paramos de afundar? - Felizmente.
H� limites ap�s os quais...
... o homem e os seus insignificantes esfor�os n�o podem sobreviver.
N�s os excedemos em 1500 metros.
Estamos agora a uma maior profundidade do que o homem alguma vez esteve.
Lula gigante � popa, senhor!
Velocidade de emerg�ncia, todos os motores!
Estamos agarrados. Carga repelente m�xima!
Sim, senhor.
Prepare outra carga.
Lamento, senhor. Todos os elementos queimaram.
Ent�o teremos que lutar na superf�cie. Re�na todos os homens na sala dos mapas.
Sim, senhor.
Largar todo o lastro. Controles de mergulho, tudo para cima.
Ir�o lutar a curta dist�ncia com o mais tenaz de todos os animais marinhos.
Mantenham-se afastados dos tent�culos.
Prender�o qualquer coisa ao seu alcance e agarram at� � morte.
O �nico ponto vital � diretamente entre os olhos.
Doze metros e subindo, senhor.
Preparem-se.
Para tr�s!
Depressa! A escotilha da frente!
Leve os seus homens para estibordo! Voc�s, venham comigo!
D�-me um arp�o! Eu vou por tr�s.
Fiquem aqui!
Afastem-se!
Atirem-me outro arp�o!
Cuidado!
A sua m�o!
Bem, diabos me... Est� muito machucado, companheiro?
O que houve? O que � que aconteceu?
Sr. Land.
Salvou a minha vida.
Porqu�?
� uma boa pergunta.
H� apenas uma coisa que um indiv�duo pode fazer...
... quando comete um erro t�o grande como este.
O qu�?
Ficar b�bado.
E das garotas que amei em noites destas com a lua l� em cima
Uma "baleia" de uma hist�ria, e � tudo verdade
Juro pela minha tatuagem
Fico feliz por ver que tamb�m gosta de m�sica. Temos muito em comum.
Obrigado, querida. Que tal uma bebida?
Muito bem.
Quer uma Flabellina Oculina?
J� experimentei. Muito bom.
Quer um pouco?
Esmeralda, � a �nica nesta barca�a que me entende.
D� aqui uma beijoca.
Os seus bigodes picam. Deixe-me ver os seus bigodes.
Devia fazer a barba, querida. Come�a a ficar parecida com o Nemo.
Vamos tentar novamente. Vamos tentar novamente.
Havia o velho Nemo
Alimentava a sua tripula��o com minhocas e peixes
Enguias para o caf� da manh�
Baba viscosa em pratos de algas
Quando comiam
Sabiam que n�o era carne de vaca
Mas l� comiam o lombo da lula
Que cheirava como um recife
N�o t�o alto, Ned. N�o t�o alto.
Ela adora estas Flabellinas Oculinas.
Estou t�o feliz por estar livre da cela, Ned.
Sim, tenho o controle do navio. Nemo de grande cora��o.
O professor tamb�m est� muito feliz.
Afinal de contas, � a primeira vez que Nemo mostra alguma gratid�o.
N�o queremos nenhuma da sua gratid�o!
N�o queremos nenhuma da sua gratid�o!
Isto � terr�vel.
Pode dizer-lhe isso por n�s dois.
Queremos, Esmeralda?
Anda.
Vou fazer uma pequena sesta aqui. Voc� deite-se ali.
Tape-se bem. N�o quero que fique constipada.
Boa noite, Esmie.
O meu aprendiz me disse que ficou com o meu di�rio.
Posso perguntar porqu�?
N�o tenho qualquer registro no Nautilus,
e estava francamente curioso para ler o seu relato com a lula gigante.
Em particular, a minha fuga � tangente e salvamento.
De acordo com voc�, o Sr. Land � um her�i na melhor tradi��o da fic��o in�til.
Isso s� poder� ser verdade se considerar a sua vida in�til.
Talvez estivesse esperando que dissesse isso.
Por acaso, ele arrepende-se de salvar a minha vida...
... tanto quanto eu lamentaria salvar a dele.
A �nica diferen�a � que eu n�o teria tentado.
� essa a diferen�a que d� a Ned Land uma dignidade humana que voc� j� n�o tem.
- Posso dizer uma coisa? - Parece determinado a isso. Diga.
Voc� protesta demais.
Sei que voc� ficou extremamente sentido pelo ato do Ned,
mas tem vergonha de o admitir.
N�o consegue tolerar uma esperan�a na humanidade,
porque se o fizer, tudo isto, a estrutura da sua pr�pria exist�ncia,
que construiu sobre �dio e vingan�a,
tudo isto ruir� � volta da mentira nua da sua vida.
Voc� � um homem vencido, em guerra com os ditados do seu cora��o.
E voc� � um homem muito cr�dulo, Capit�o.
Cr�dulo?
Sim, � facilmente levado pelo sentimento...
... boas a��es individuais sobre as m�s, os extremos abruptos.
O mundo � mais complexo do que isso,
e o bem n�o pode ser medido numa escala t�o pequena...
... como os imprudentes hero�smos do Sr. Land.
O que ele faria um dia, destruiria alegremente no dia seguinte.
Para que seja ben�fica, a bondade tem que ser constante, sempre construindo.
Tem que ter for�a.
Temo que o que procura � a perfei��o.
- Nunca a encontrar�. - J� a encontrei.
Aqui. � o mundo l� fora que � imperfeito.
Se os homens e as na��es tivessem esta bondade de que falo,
estaria disposto a partilhar isto tudo...
... os meus apontamentos, tudo.
Alguma vez pensou em partilh�-los?
Essa � a �nica raz�o por estar vivo hoje.
Desde o momento em que entrou a bordo,
tive esperan�a que fosse a chave para um plano que tinha em mente.
Tinha inten��o de usar a voc� como emiss�rio.
Mas agora n�o sei.
- � por n�o confiar em mim? - N�o!
Mas � sempre o otimista.
Acredita mesmo que baixariam as armas e aboliriam os seus campos de escravos?
Sim, acho que os conseguiria convencer. Deixe-me tentar.
Nos aproximamos de Vulcania.
Quero que veja a extens�o destes segredos...
... pelos quais me deram ca�a.
O conhecimento que custou as vidas �queles que me eram mais queridos,
o poder que ainda � meu.
Energia suficiente para erguer a humanidade...
... das profundezas do inferno aos c�us...
... ou para destru�-la.
Talvez depois se sinta menos inclinado a discutir tal pre�o.
Discutiremos nessa hora.
Temos a ilha � vista.
- Porque � que paramos? - H� navios de guerra adiante.
- Que bandeira mostram? - N�o t�m bandeira, senhor.
Muito bem.
A� tem a sua resposta, Professor.
Fomos emboscados pelas mesmas for�as com quem desejava negociar.
As suas equipes de terra j� desembarcaram.
Isto � uma hora negra para a hist�ria, Professor.
Estar�o para l� do cume em meia hora, senhor.
Calculo que sejam vinte minutos.
Tudo tem que ser destru�do antes que alcancem a lagoa.
- Preparar para mergulhar! - Sim, senhor. Postos de mergulho.
- Para a frente a fundo! - Postos de mergulho.
Quatro graus para baixo.
Parar todas as m�quinas. Separar o esquife.
Sim, senhor.
Porqu� toda a agita��o, Capit�o?
- O que houve, Professor? - Estamos na base.
A ilha est� cercada por navios de guerra.
- Por navios de guerra? - Navios de guerra!
Empurrar.
- Tenham tudo a postos a bordo. - Sim, senhor.
Abriguem-se!
Olhem! V�m a�.
Vou fazer com que saibam que estamos aqui.
N�o, Ned, n�o!
Voc�s a� em cima, somos amigos!
N�o disparem! Somos amigos, estou dizendo!
Fomos n�s que lan�amos as garrafas!
Somos amigos! N�s enviamos as mensagens!
Isso � que � gratid�o, depois de tudo o que fizemos por eles.
Ent�o foi voc� que encaminhou esses navios de guerra at� aqui.
Algu�m tinha que dar um golpe pela liberdade.
Fizemos o que pensamos estar certo.
Certo? Seus tolos!
Isto vai custar ao mundo as maiores descobertas de todos os tempos.
Ele foi a terra para destruir tudo.
Professor... Destruir tudo?
Soa como se fosse ativar uma bomba ou algo assim?
- Todos os homens aos seus postos. - Todos os homens aos seus postos.
Preparar os motores. Preparar para mergulhar.
Sim, senhor. Preparar para mergulhar.
Quer que tome o seu lugar?
No meio vapor.
Quatro graus para baixo.
Para a frente a fundo.
Diminuir motores.
Todos os controles, oito graus para baixo.
Largar o leme.
Sim, senhor. Largar o leme.
Capit�o.
Estamos levando o Nautilus para baixo pela �ltima vez.
Compreendemos, senhor, e estamos com voc�.
Espere um minuto. Eu n�o entendo. O que � que isso tem a ver conosco?
Estou morrendo e o Nautilus est� morrendo comigo.
- Professor? - Sim.
Numa quest�o de minutos,
uma explos�o, como o mundo nunca conheceu,
ir� destruir a minha ilha e todo o trabalho feito para sempre.
Foi por isso que trouxe o Nautilus...
... at� aqui,
at� ao seu �ltimo, e profundo local de descanso.
Aqui ao menos morreremos em paz.
Deixe todos os homens irem at� aos seus aposentos e l� ficarem.
Porque � que nos leva para baixo com voc�?
- Tranquem-nos nos seus aposentos. - Sim, senhor. Levem-nos para fora.
N�o quero morrer. N�o o deixem fazer isto.
N�o quero fazer parte disto!
Capit�o, n�o pode fazer isto.
H� mais em jogo do que apenas as nossas vidas.
Era seu o sonho de um futuro tornado realidade.
Lhe pe�o que reconsidere.
Um poder maior do que o meu torna-o imposs�vel.
Mas h� esperan�a para o futuro.
Quando o mundo estiver preparado...
... para uma nova e melhor vida,
tudo isto ir� um dia passar...
... no bom tempo de Deus.
Lamento, Ned.
N�o desistam, companheiros! N�o faremos parte de nenhum pacto de suic�dio!
Ponham-no no seu camarote.
Vamos, vou controlar este navio. Vamos sair daqui.
Estamos � superf�cie. Preparem-se.
Vamos levar o esquife e desaparecer.
- Professor, onde � que vai? - O meu di�rio.
A ilha vai explodir a qualquer momento.
Tenho que ir buscar o meu di�rio.
Saia do caminho.
O que houve? Ele est� ferido?
Nos esquecemos da Esmie.
Esmeralda, vamos. Depressa!
Anda. Anda.
Para dentro do barco, anda. Para dentro do barco.
L� foi ela!
Lamento ter-lhe batido, Professor.
N�o havia tempo para parar para recorda��es.
Talvez tenha feito um favor � humanidade, Ned.
Mas h� esperan�a para o futuro.
Quando o mundo estiver preparado...
... para uma nova e melhor vida,
tudo isto ir� um dia passar...
... no bom tempo de Deus.
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