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Original subtitles

IRMÃS, ANO DE 1918 UMA MANHÃ SOMBRIA

ALEXEI TOLSTOI THE ROAD TO CALVARY

BASEADO NO LIVRO HOMÓNIMO

EPISÓDIO 2

A revolução é o nosso sonho.

Parece que o teu sonho está a tornar-se realidade.

De que é que não gostas, Ivan Illich?

Vi pessoas a serem mortas hoje.

Vi-as morrer.

Isto é tão doloroso. Tão doloroso.

Liza, basta! Basta!

Daria Dmitrievna,

ainda não pus a mesa. Só comprei leite.

Marfusha, os tiros faziam tanto barulho lá, que...

Tiros? Onde?

Como é que foi, Sr. Telegin,

apoiou a rebelião dos seus trabalhadores contra as autoridades?

Vou voltar a explicar. Eu vim trabalhar,

tentei entrar no estaleiro,

mas os cossacos que contratou não me deixaram.

E, por isso, Sr. Engenheiro, ficou no exterior,

para apoiar os rebeldes?

Meu caro senhor, não lhe dei o direito de me falar desta forma.

Trabalho aqui há dez anos.

E não fico sentado o dia todo. Trabalho na fábrica.

Não respondeu à minha pergunta sobre o seu apoio aos rebeldes.

- E não responderei. - Porquê?

Porque não quero arranjar desculpas.

Como quiser.

Bem...

Tenha a bondade de assinar a sua demissão.

E é tudo.

Achaste, Telegin, que uma revolução seria como um baile de máscaras?

Com música, dança e sorrisos?

Bem, não, nunca sequer pensei numa revolução.

Porque não te juntas ao nosso movimento, Ivan Illich?

Porque temes a verdade do futuro? Da cisão que virá...

Liza! Fui expulso do estaleiro.

Expulso.

Vou para Kineshma, ter com a família.

- Isso é uma traição! - Sim. E nós?

Que traição? Seryozha...

Que traição? De que falas?

Fica, vive aqui. Eu não te chateio, pois não?

Não sei.

Gostas mesmo desta felicidade burguesa?

Gostas?

Felicidade burguesa?

Este é o meu sonho.

- Samara? - Por favor, não...

Para Samara, Marfusha. Tenho saudades do meu pai.

E pronto.

Obrigado por tudo.

Dá notícias.

Vai regressar? Tenho medo de ficar sozinha aqui.

Vou. E o barão vai voltar.

Mas quando?

Adeus.

Ivan Illich!

És tu!

Sou eu.

Isto parece um milagre.

Vou a Samara, ver o meu pai.

- E tu? - Eu...

Vou ver uns familiares a Kineshma.

Sabes, Daria Dmitrievna, tinha um medo de morte de ti.

Tinhas medo de mim?

E agora já não tens?

Não.

Não.

És simplesmente maravilhosa!

Tenho inveja de ti.

Tens inveja de mim?

Tens o teu trabalho e uma espécie de confiança.

E eu não tenho nada disso.

E, além do mais, sou mulher.

Estás a ver? É terrível!

Neste momento, não há motivos de inveja.

Fui despedido do estaleiro.

Porquê?

Sem mais nem menos.

Tudo aqui acontece de uma forma unicamente estúpida e sem sentido.

E que bela reputação que nós, russos, temos.

É injusto e uma pena.

Pensa nisso. Pessoas talentosas e o país mais rico,

mas é uma ilusão!

Deves estar desiludido!

Não muito.

Só pensei que as coisas fossem melhorar para nós algum dia.

Não é pior que noutro sítio qualquer.

Talvez.

Até amanhã, Ivan Illich.

- Sim! - É Kineshma, senhor!

Sugiro-lhe que se apresse.

Onde estão todos?

Ainda estão a dormir, senhor. É bastante cedo.

Certo, vá primeiro. Eu vou a seguir.

Bom dia!

Estamos a chegar a Kineshma?

Já passámos Kineshma, menina.

Daria Dmitrievna!

Daria Dmitrievna.

Não sei como vais reagir ao que fiz.

Não saí em Kineshma de propósito.

Como vou reagir ao que fizeste?

Não to direi.

- Boa noite. - Daria Dmitrievna.

Se fores agora e fechares a porta,

a minha noite não será nada boa.

Ivan Illich, também não dormirei, mas vou fechar a porta na mesma.

Tenho sido muito feliz nestes últimos dias.

Para que tudo acabe assim.

Perdoa-me.

Não, perdoa-me tu.

Boa noite.

Temos...

... uma epidemia de doenças oculares agora.

Nada mal.

Nada mal.

O que querias?

Nós, médicos, somos pessoas cínicas.

O que significa "epidemia"?

Trabalho e dinheiro.

Mortes, papá.

Sim, querida, mortes, também. Isso é um facto.

E mortes.

Olha. Por falar em morte.

- "O arquiduque foi assassinado." - Quem?

"O arquiduque Fernando da Áustria e a esposa foram mortos em Saraievo."

Tão simples assim. Meu Deus.

Sabes que mais?

Acho que os austríacos podem dar uma coça a estes sérvios.

O que achas do problema eslavo, já agora?

Não penso nisso.

Porque o problema eslavo, querida,

é o ponto central da política global atual.

Não te rias.

Os eslavos representam um tipo mentalmente novo

e extremamente perigoso

para a civilização europeia.

Chamo-lhes "os que procuram Deus".

Papá, vens a horas de almoçar?

- Estou a falar contigo. - Papá!

Procurar Deus, Dashenka,

é a negação e a destruição de toda a civilização moderna.

Porquê?

Estou à procura de Deus.

O que significa que procuro a verdade dentro de mim mesmo.

E, para isso, tenho de ser completamente livre.

Completamente.

Depois, destruo todas as condições morais

e o próprio Estado que me mantém em rédea curta,

compreendes?

E é este o período de doença

que a Rússia está a atravessar de momento.

À luz disso, vens a horas do almoço, papá?

- Não! - Papá...

Tenho um caso de escarlatina.

Na casa de campo do Postnikov.

Não quero que nos separemos.

- Encontramo-nos amanhã. - Não foi o que quis dizer.

Quero estar sempre consigo.

Quero que seja minha mulher.

Mas já sou casada.

Divorcie-se.

Não posso. Foi um padre que nos casou.

Que formalidade!

Para mim, não!

E foi por isso que saiu comigo?

Desculpe, não queria ofendê-la.

Então, porque disse isso?

Porque é verdade.

Conheci-a, pela primeira vez, em São Petersburgo.

No salão de exposições de arte.

Fui muito tímido para abordá-la.

Pensei em si, sonhei consigo.

E aqui, em Paris, arranjei coragem.

Há muito que estou apaixonado por si.

- Não sei o que dizer. - Não diga nada.

Dê-me só uma oportunidade...

... para lhe provar que...

... não estou a mentir.

Não me acompanhe.

É-me muito difícil falar francês... a língua.

A língua.

"Dashunya, Paris é muito bonita.

Vivem cá tantos russos.

Sabes, Dasha, não sou a única pecadora.

Os meus amigos daqui contaram-me que o Nikolai foi íntimo de uma mulher.

É viúva, com dois filhos.

E o terceiro filho é do Nikolai.

Fiquei tão magoada, no princípio.

Tive tanta pena desse miúdo.

Dashunya,

às vezes, gostava de ter tido um bebé.

Mas só podemos ter um bebé com alguém que amamos.

Tem um bebé assim que casares,

estás a ouvir?"

Papá...

- Sim, querida. - O que aconteceu?

- Ele morreu. - Quem?

O meu paciente com escarlatina.

Um menino. Só tinha três anos...

- Meu Deus. - Por favor, nada de lamentações.

Detesto essas cenas à filme mudo.

A vida é terrível, querida.

E acaba sempre da mesma forma.

Com a morte.

Mas a vida continua, bolas!

Temos de viver, percebes?

Estás a ouvir?

Olha. É da Katya.

Diz-me, por amor de Deus...

A Ekaterina acabou, finalmente, com o marido, é isso?

Papá, ninguém sabe nada.

É verdade. Ninguém sabe nada.

Ninguém.

Sabes, estava a pensar.

Devias ir a Revel, ter com o Nikolai Ivanovich.

Porquê?

Primeiro, dizes-lhe

que ele é um desmiolado e um inútil.

Diz-lhe para ir, imediatamente, para Paris, ter com a mulher.

Espera!

Ele devia implorar-lhe,

maldita seja,

ele devia pôr-se de joelhos, afinal...

Tens de fazer alguma coisa.

Ouve, esta ideia que tive

não é má.

Estás a ouvir?

Nikolai Ivanovich!

Meu Deus! Dasha!

Que aconteceu?

- Passa-se alguma coisa com a Katya? - Calma.

Tenho uma carta dela para ti.

Querida amiga!

Quanta galantaria! Eu não devia ter vindo.

Claro que devias. Estou muito feliz por te ver.

Reparei nisso.

Dasha, não te quero ofender, mas...

Deves estar faminta!

Tens fome?

Está tudo bem.

Quando começar a chover,

o meu pássaro voará de volta a casa.

Amo tanto a Katya, independentemente de tudo.

É verdade?

Aquilo da Sofia Ivanovna.

Bem, mesmo que seja verdade,

só significa que a Katya e eu estamos quites.

Ai sim?

Sabes, se eu fosse a Katya, ter-te-ia feito o mesmo.

É a natureza dos Bulavin, vocês complicam sempre as coisas.

Não compliques as coisas, Dasha.

Aproxima-te da natureza!

- Daria Dmitrievna Bulavina? - Sim.

Uma carta para si.

Obrigada.

É do meu pai.

Bem...

"Dasha, envio-te uma carta da Katya.

Li-a e não gostei muito dela.

Está tudo como de costume, muito calor.

Também recebi um postal de um Telegin, mas perdi-o."

Papá, então!

- Que aconteceu? - Ele perdeu-o, percebes?

- Perdeu-me um postal importante. - Tem paciência, Dasha,

ele é um homem idoso.

- É um egoísta e um desleixado. - Calma, espera.

Ouve o que a Katya escreveu.

"Era feliz, independentemente de tudo.

Tinha entes queridos.

E agora, nem rasto disso tenho.

E o meu coração parece ter secado.

Eu sei, eu sinto-o. Vem aí uma imensa tristeza.

Esta é a minha recompensa pela minha má vida."

Sim, nós temos uma má vida.

Estes prazeres sem fim acabarão um dia...

... numa erupção de desespero!

Que posso fazer em relação a isso?

Por vezes, olho para o mar.

E penso...

... que deve haver outra Rússia.

Onde as pessoas lavram o solo,

levam a pastar o gado,

minam em busca de carvão.

Batem no ferro e constroem.

Essa Rússia dá-nos sustento! E nós...

E nós somos papillons.

Não, claro, nós escrevemos livros,

fazemos discursos, falamos de política, mas, em suma, são apenas passatempos.

Nikolai Ivanovich, estamos a falar da Katya.

Da Katya!

E estás a falar de ti novamente.

Não, Dasha. Não.

A Katya é uma mulher bonita, tímida e doce. E eu mimei-a demais!

Acabei com ela!

Pode trazer champanhe, querida?

Para com isso. Não quero champanhe.

Há nevoeiro após a chuva.

Os candeeiros brilham lá fora.

Está tudo morto. Estas pessoas estão mortas.

Não!

Espera!

Por favor, hoje não. Sinto-me mal.

Sinto-me mal.

Quando devo vir?

Mais tarde...

Mais tarde.

Mais tarde, por favor.

Mais tarde.

- Voltarei uma vez. - Mais tarde.

- Olá! - Ivan Illich!

- Senta-te. - Como soubeste que estava aqui?

- O teu pai escreveu-me. - Meu Deus, estava furiosa com ele!

Espera, Daria Dmitrievna. Deixa isso para depois!

Por favor.

Não importa. Vim despedir-me.

Porquê?

A guerra.

Que guerra? Contra quem?

A Alemanha.

Fui chamado.

Adeus.

Ivan Illich!

Ivan Illich!

Sabes, eu...

Queria tanto ver-te, eu...

Eu vou amar-te tanto!

Não, não é verdade. Eu...

... já te amo tanto.

Amar-te-ei a vida toda.

Silêncio!

Primeiro, as cartas para os oficiais.

- Cadete Nezhniy. - O cadete Nezhniy foi morto.

- Petrukhin. - Aqui!

Com este nevoeiro, tentarão certamente atravessar o rio.

- Egorov! - Aqui!

Obrigado.

Sidorenko!

Morto ontem!

- Volkov! - Aqui!

Trifonov!

Sou eu.

- Cadete Telegin! - Aqui!

Obrigado.

"O que aconteceu entre nós é tão grande e repentino

que não consigo cair em mim.

Amar-te-ei lealmente e com todo o coração.

Sei que não deveria escrever isto, mas, mesmo assim,

tem cuidado na guerra."

Cadete, o tenente-coronel Rozanov está a chamá-lo.

Quem devia trabalhar o solo? As mulheres?

Elas já nos vulgarizaram o suficiente.

Mas os generais não pararão de lutar tão cedo.

Tenente-coronel, cadete Telegin apresenta-se.

A questão é esta, meu caro.

Precisamos de trabalhar hoje.

Precisamos, meu querido Ivan Illich,

de passar para o outro lado.

Quanto mais simples, melhor, creio eu.

Não é necessário construir uma ponte.

Passamos o rio a vau.

Leva dois pelotões e atravessa o rio.

O mais importante é fortalecer a posição.

Percebido? Fortalece a vossa posição.

Vamos, depressa!

Depressa, em posição.

Não caiam! Não se entrincheirem!

Não caiam! Não se entrincheirem!

Ao ataque, malta!

- Sigam-me! - Ao ataque!

Vossa Graça, ele não vai ceder...

Vossa Graça, ele está preso...

Retirada!

Vossa Graça, esta boina é sua?

- Quer papas de aveia? - Não.

Não o devias ter matado.

O artilheiro?

Claro que não devia.

Ele tinha a sua casinha

e a sua família.

Depois do primeiro que matei,

não conseguia comer, sentia-me mal.

Agora, já matei uns dez ou nove,

e estou bem.

Talvez queira fazer uma sesta, Vossa Graça?

E tu?

Eu estou bem, não adormecerei.

Liga-me ao quartel-general!

As comunicações não estão a funcionar.

- Bolas... - Estamos cercados, Vossa Graça.

- O que fazemos? - Saiam!

Saiam da barricada!

Vamos sair. Vão!

Vamos romper. Vamos!

- Bonjour. - Bonjour.

Senhor?

Está à procura de alguém?

A senhora está cá?

Já saiu.

- Já saiu? - Sim.

Ela liquidou as contas e saiu com as malas todas.

Mas como...

Não pode ser...

Lamento.

Obrigado.

- Obrigado. - Eu é que agradeço.

Idiota!

Deixei-me levar.

Queres um pouco?

Bebe, por favor.

Dasha, sinceramente, não podes continuar assim.

Comes ar, vives dentro dos teus sentimentos exaltados...

A guerra está a decorrer, querida.

Cada manhã começa com uma pergunta:

"Uma carta? Chegou alguma carta?" Nem dizes "olá".

Bom dia.

O teu Telegin não tem tempo para escrever, está na guerra.

Vocês, mulheres, só pensam no amor.

Quão sortudo és, Nikolai.

Não amas ninguém.

Isso não é verdade.

Não é.

Eu amo a tua irmã, mas também tenho trabalho a fazer.

Não tenho tempo de vaguear por aí como uma sombra,

a perguntar pela Katya e porque não escreve.

Não consegues fazer um bom trabalho e preocupar-te com alguém ao mesmo tempo?

Vais perceber, Dasha,

assim que encontrares trabalho.

Talvez tenhas razão, Nikolai.

Tudo o que faço é esperar por cartas do Ivan Illich e da Katya.

Há uma guerra mundial e eu preocupo-me com insignificâncias...

Sim. Desfruta da tua refeição.

- Para a sala de operações! Agora! - Vamos.

Bem... Bravo.

Daria Dmitrievna...

Não dê água aos pacientes, mesmo que peçam.

- Só com autorização. - Sim.

Só os moribundos podem receber morfina.

Certo.

Mais uma coisa, Daria Dmitrievna...

ENFERMARIA

Ajude-me na operação, já que é filha de um médico.

Não tem medo de sangue?

- Não. - Isso é ótimo.

Uma outra jovem desmaiou no outro dia.

Sergei Konstantinovich...

Se não consegue trabalhar, é melhor sair já.

Saia da frente.

Que bom para si!

Não esperava que...

Normalmente, as pessoas vêm com ideias altruístas,

mas, após verem feridas com gangrenas,

metade vai-se logo embora.

Eu ficarei a trabalhar. Não me vou embora.

Aconteceu alguma coisa?

O meu noivo que está na guerra não me escreve...

... há já dois meses.

Tenho tanto medo de o vir a ver numa destas camas.

Mas ficarei feliz por o ver,

não importa como, desde que esteja vivo.

Tenho inveja do seu noivo.

Tragam o próximo!

Quanto mais nos derrotarem, mais depressa virá a revolução.

Estás louco. Por muito que sonhe com a revolução,

rendermo-nos aos alemães com esse fim não é uma opção.

- Boa noite, senhores. - Boa noite, Dashenka.

Os meus cumprimentos, Daria Dmitrievna.

Que ótimo, teres vindo

honrar a nossa vulgar... - Marfusha!

- Dá sopa à senhora! - Não, obrigada.

Não quero sopa.

Daria Dmitrievna, que achas da guerra?

O tópico é muito popular na sociedade agora.

Que posso pensar da guerra, Antosha?

Hoje, no hospital, vi um oficial morrer por causa das feridas.

Mal tinha 20 anos.

Depois, ajudei numa operação. Amputámos uma perna.

- Que posso pensar? - Isso. Ouviram?

Para quê mais mortes?

Quanto mais depressa ganharmos, melhor.

Como podemos ganhar, meu caro?

- Estamos embrenhados na guerra. - E o culpado?

É o nosso governo.

Foi quem meteu a Rússia na guerra.

- Tens razão. - Então, escreve sobre isso.

Tens um jornal liberal.

Porque não criticas o governo?

Porque depois nos fecha.

Censura.

Tens medo da censura?

Aí está a tua oposição.

Só criticamos as autoridades quando sabemos que não há consequências.

Se fecharem o nosso jornal,

os rudimentos da imprensa livre morrerão.

Acho que o governo

é uma questão menor agora. Primeiro, temos de ganhar

e só depois podemos atribuir culpas.

Partilho da mesma opinião, senhores.

Não apoio o governo, sou patriota e trabalho pela vitória.

E eu apoio a sabotagem.

Se os nossos soldados se virarem contra o Estado,

podemos criar uma sociedade mais justa.

A sério, meu caro? Dar os nossos territórios?

Nenhuma revolução no mundo me fará dar Kiev, por exemplo.

Eu nunca... Qual é o problema?

Qual é o problema?

Qual é o problema, Dashenka?

Não penses coisas más.

Ele desapareceu, não está morto.

CAMPO DE PRISIONEIROS DE GUERRA

O que é isto?

Um campo para prisioneiros de guerra.

Continuem a andar. Vamos.

Graças a Deus.

Que tem de tão bom?

Não nos vão matar.

Não sabemos o que é pior.

Sou um homem simples, Vossa Graça.

Para mim, a vida é mais valiosa que qualquer retórica.

- Bem-vindos ao campo de prisioneiros! - Despachem-se.

- Vamos! - Caluda!

Levanta-te. Vais fazer com que te matem.

Não armem confusão.

Legendas: Vânia Cristina

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