All language subtitles for Asesino.del.Olvido.S01E07

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Original subtitles

Ele está matando um após o outro.

E eu não consigo pegá-lo.

Por que me manda mensagens?

Você precisa de alguém mais forte do que você,

alguém que te dê confiança,

alguém que remova o medo.

Precisamos investigar, não?

- Ou quer que eu pergunte a Pira? - Não.

Não se aproxime mais de mim.

Eu matei os salvadorenhos.

O relatório da psiquiatria explica.

Ele é esquizofrênico com distorção da realidade.

Isso não é verdade.

Todos esses gritos que você ouve na sua cabeça.

Finalmente vão parar.

Então, Sr. Pascual?

Tem se mantido ocupado?

Sim, doutora.

Decidi enfrentar minha condição

com todas as minhas forças.

Pascualito, o que está fazendo?

Você sabe.

Eu malhei.

Te peguei, desgraçado.

Tirei todo o lixo acumulado.

Quero terminar todas as minhas pendências

antes de me esquecer de tudo.

Não devemos desperdiçar o tempo.

Isso é algo que esta doença tem me ensinado.

Isso é ótimo, Sr. Pascual.

Mas também aproveite o tempo para desfrutar.

Nem tudo são pendências.

Não se sobrecarregue.

Saia daí.

Por que não faz uma lista de prioridades?

E resolva só o indispensável.

O que lhe trouxer paz.

Só o que for realmente indispensável.

O que você acha que obterá deles?

Às vezes, com o passar do tempo,

as pessoas começam a lembrar de coisas bloqueadas.

Ou esquecem as mentiras que contaram.

Vamos ver, Gabriel.

Fale sobre o Ángel.

O centro-americano que morava na casa que pegou fogo.

É melhor dizer a verdade, Gabriel.

Não estamos em família aqui.

Bem, o que lembro é que o nome dele era Ángel.

Ele tinha uma esposa, uma mulher muito antipática.

Tinha personalidade difícil. Pior que sua mãe.

Eles tinham dois filhos.

Quando chegaram,

todos pensamos que eram de alguma cidade próxima,

mas descobrimos que eram de El Salvador.

Eles pareciam muito necessitados.

A casa pertenceu a um homem que morreu antes de terminá-la.

Eu disse ao Ángel:

"Vão morar lá até achar outra coisa."

Ele queria ir aos Estados Unidos com toda a família.

Mas então ele mudou de ideia

porque eles tiveram alguns problemas

com a imigração e os coiotes.

Começaram a desaparecer coisas.

Todos nos conhecemos aqui.

Ele veio dividir a comunidade,

isso era o que o desgraçado estava fazendo aqui.

Ele ia ao bar

para ouvir o que um falava do outro.

E depois saía por aí fofocando.

Contando tudo.

Muito ingrato.

"Não peguei nada", disse Ángel.

"Eu juro. Não sou ladrão."

Comecei a ouvir gritos.

Olhei para fora e sim, eu os vi.

Era uma multidão. Estavam todos muito zangados.

Eles me viram e gritaram: "Venha, Gabriel."

E você sabe...

Sempre nos ajudamos aqui.

Quando eu vi, todos estavam atirando coisas na casa.

Você jogou alguma coisa?

Eu...

Eu...

Sim.

Apenas uma pedra.

Quem começou o fogo?

Eu realmente não sei disso, Jimena.

De verdade. Eu juro pela minha mãe.

O lugar virou uma bola de fogo em um segundo.

Todos nós tentamos ajudá-los a sair.

Mas as chamas estavam muito altas.

Uriel foi o que mais se desesperou.

A certa altura, ele chegou perto demais da casa

e aconteceu.

Uma viga caiu em cima dele.

Aqui, na cabeça.

E veja como terminou. Como estava.

Já disse para você não me incomodar em casa.

O que é agora?

Vim agradecer, não preciso mais da sua ajuda.

Ganhou na loteria?

Não.

Um pistoleiro me sequestrou e eu escapei.

- Mesmo? - Sim.

Sou um herói para todos os meus colegas.

Eu ganhei um aumento.

Deve ser um aumento muito bom

para continuar pagando o hospital.

Bem, não.

O desgraçado que me sequestrou me fez uma doação suculenta.

Aqui está tudo que pagou pelo tratamento do meu filho.

A partir de agora, cada um para seu lado.

Pegue.

Não ouviu?

Não preciso fazer isso, Olmo.

Vamos.

Eu não quero ficar com frio.

O que ele tem?

Parece confuso, não?

Está rindo de nós, Guerra.

Este desgraçado sabe que não temos pistas

e está esfregando na nossa cara.

Mas nós temos, Tolsá.

O incêndio dos salvadorenhos, ele não sabe disso.

Nós o tínhamos, Guerra,

até perdermos a única testemunha disposta a falar

que não foi um acidente.

Talvez não seja o único.

Como posso ajudá-lo?

Somos da CODIP.

Estamos investigando o assassinato do juiz Duarte.

Sua assinatura está em vários processos do juiz, doutor.

Criminosos que agiram em momentos de loucura.

Vítimas com tendências suicidas

e testemunhas com distorção da realidade.

Ouçam,

não sei o que estão procurando aqui.

Mas parei de fazer perícia há muito tempo.

Estamos procurando o assassino do juiz.

Essa é a nossa prioridade.

Temos a opinião de quatro psicólogos e dois psiquiatras.

Eles analisaram seus diagnósticos.

Eles encontraram várias irregularidades.

Você está em apuros, doutor.

Se cooperar, podemos...

Não sei, ser amáveis com você.

O que é "cooperar"?

Dizer quais diagnósticos foram tendenciosos.

E vão usar isso para me prender?

Não pode escapar disso, doutor.

A questão aqui

é que diremos que você cooperou para pegarmos o peixe grande.

Isso pode ajudar a diminuir sua sentença.

Uriel Domínguez. Lembra?

Você disse que ele era esquizofrênico

com distorção da realidade.

É verdade?

Ele estava apenas obcecado.

As memórias do incêndio não o deixavam em paz

e isso levou a uma depressão.

A partir daí, uma série de tentativas de suicídio.

Mas nada que tornasse seu testemunho menos confiável.

"Eu nomeio para a próxima vítima do gato

meus pais."

Estou cansado de toda essa coisa do divórcio.

Estou interrompendo?

Depende.

Quer se juntar a nós?

Vamos, ele não morde.

Relaxe, cara.

Está tudo bem aqui.

- Não é, Beto? - Sim, cara. Tudo bem.

Vamos.

Vejam, postei a convocatória

para o desfile de fantasias de gato.

Vejam todos que compartilharam.

- Que viagem. - Vai ser incrível, cara.

Sim.

Legal.

Você trouxe?

Isso vai sair mais caro, Garduño.

Também tive que apagar a informação.

Tem certeza de que não é o sangue da vítima, certo?

Completamente.

O cara morreu de asfixia.

Alguém mais viu as provas?

Que provas?

Muito bom.

Veja bem, cara,

se surgirem mais provas, as próximas fotos serão suas.

Espere, se despeça direito.

Não seja fresco.

Obrigado, Gutiérrez.

Obrigado como sempre.

Richo,

por favor, coloque o que pedi no prompter.

- Obrigado. - Paco.

O que foi?

A pauta que enviou está incompleta.

Não, por quê?

Mas e o gato?

Não vamos mencionar isso?

Não há nenhuma atualização sobre o caso.

Obrigado.

Quando isso foi um problema para você, Paco?

Você cria as informações.

Cada vez que você sacaneia a CODIP,

a audiência sobe como um foguete.

Não queremos perder o que ganhamos, não é?

Não se preocupe.

Tenho informações fortes sobre as desaparecidas do metrô.

Paco, as pessoas querem ouvir sobre o gato.

O programa matinal falará das velhas perdidas.

As velhas perdidas?

Ouça, cara.

Acho que é hora de fazer uma mudança no programa.

Vamos tentar ampliar nosso conteúdo.

Falar sobre o que ninguém está falando.

Mas você não decide isso, Paquito.

Não?

Eu faço toda a investigação para o programa e apresento.

Mas você não paga, Paco.

Esqueça.

Se não me deixar decidir a linha jornalística

do programa, não vou apresentá-lo, certo?

Faça como quiser.

Temos Jackie Martínez no camarim ao lado.

Ela está sempre pedindo para ter uma chance

e tudo mais, o que você acha?

Perfeito, então coloque Jackie Martínez.

Cansei dessa porcaria.

- Eu me demito. - Pare com isso!

Obrigado a todos.

Chega de chilique!

Paco!

O quê? Vão trabalhar!

Já vou!

Não fui clara? Não quero nada com você.

Ouça, você tem razão. Eu fui um idiota.

Apenas ouça o que tenho a dizer. Vou embora depois se quiser.

Ouvir suas reportagens é o suficiente para mim.

Eu me demiti.

Eu me demiti!

E a piscina?

"A hipoteca desta casa não se paga sozinha."

Acho que já nadei demais naquelas águas.

Terei meu próprio canal na internet.

Vou fazer o jornalismo que sempre quis fazer.

E tudo graças a você.

A mim?

Sim, você me mostrou que me tornei um idiota.

Na verdade, ligue a TV.

Você verá que encontram um substituto em cinco minutos.

Tenho coisas para fazer.

Acabou o discurso sobre o herói do jornalismo?

Não.

Também quero dizer que pode contar com esse péssimo repórter

para sua investigação.

Mas se você não quiser,

eu também entenderei.

Agora terminei.

Ele tinha um irmão que foi para os Estados Unidos.

Eu preciso encontrá-lo.

Você não tem mais informações sobre ele?

Foi deportado para o México há dois anos.

Foi detido na imigração por seis meses.

Aí ele escapou porque o mandariam para El Salvador.

Eu conheço uma ONG que fornece abrigo

e trabalho para migrantes.

Eles podem ter informações.

Eu posso te levar amanhã.

Obrigada, mas posso ir sozinha.

Ouça.

Por favor...

Francisco, não.

É sério.

O que aconteceu entre nós foi um erro.

Se acontecesse de novo, seria estúpido, não acha?

Quer água?

O que foi?

Tive uma namorada na faculdade.

Karen Manzano. Você conhece?

Não, por quê?

Uma jornalista.

Não.

Ambos queríamos fazer...

um jornalismo diferente.

Sem quaisquer concessões.

Quando nos formamos,

ela foi chamada para trabalhar em Tijuana.

Eu estava...

Estava em um jornal, então pensei em ficar

mais seis ou oito meses, economizar algum dinheiro

e encontrá-la.

Ela conheceu outro cara?

Ela foi morta.

Ela estava investigando

o tráfico de mulheres.

Ela publicou um artigo.

Em seguida, outro.

Ela mencionou nomes importantes.

Atiraram seis vezes nela.

Eu fui assim que soube.

Organizei protestos.

Vigílias.

Publiquei artigos no jornal

exigindo que a promotoria investigasse o caso.

Sabe o que aconteceu?

Nada.

Esses desgraçados nunca prenderam ninguém.

Acho que também morri naquele momento.

Nada parecia importar mais.

Até eu conhecer você.

O que foi, Pascual?

Sua mãe.

Ela disse que não dormiria aqui?

Ela pensa que aqui é um hotel.

Vamos, Pascual, dê um tempo a ela.

Ela é grande.

Além disso, você também tem namorada, não é?

Você conhece o namorado dela?

Você não se importa, não é?

E se ela estiver namorando um louco que pode machucá-la?

Pascual.

Enquanto você está indo, ela já foi e voltou.

Ela transava com todos em Miami.

Mais respeito, moleque. É sua mãe.

Vocês viveram muitos anos lá.

Esta cidade está ficando muito perigosa.

Precisam tomar cuidado.

Ela não pode terminar na cama com um tarado ou assassino.

Bem, mas não seria tão ruim

se eu tivesse o gato como padrasto.

O gato?

O GATO

Tchau.

Desci para tomar um copo de água.

De repente, ouvi uma batida seca.

Depois tocaram a campainha.

Eu abri a porta.

Acho que foi por obra de Deus,

porque o gato abaixou a arma ao me ver.

E então?

Bati a porta e comecei a correr.

E não o vimos mais, não foi?

Você me deixaria falar com o oficial a sós, querida?

Sim, claro.

Com licença.

Jimena está procurando o irmão de Ángel.

Quer que eu o encontre antes?

Ela ouvirá coisas delicadas se o encontrar.

Silenciar Miguel só atrairá mais atenção para eles.

Deixe que fale.

Mas você fale também.

Conte o que aconteceu. Entendem?

Bem, estou saindo.

Pedi o teste de DNA nas manchas de sangue.

Quando sair o resultado, saberemos quem é o mascarado.

A CODIP está chegando muito perto do meu território.

E não acertam uma para pegar o maldito assassino.

Você sabe por quê?

Porque Tolsá deixa Jimena Guerra

fazer o que lhe dá na telha!

Mexa-se, Garduño.

Você é mais inútil para mim a cada dia.

E eu me livro do lixo muito rapidamente.

Pollito Chicken.

Meu Deus! Francisco Pira!

Tesouro nacional da TV mexicana.

A que devo esta honra?

Você desce ou devemos subir?

Subam. Venha, senhorita.

Que prazer.

Se chama Miguel Hernández Simán.

Ele poderia estar em um dos grupos de refugiados.

Ele escapou da imigração há cerca de um ano.

Por que o querem?

O que foi, Pollito? Não confia mais em mim?

Eu confio,

mas a imigração tem sido difícil ultimamente.

É uma precaução.

O problema é que a irmã dele trabalha na minha casa.

Ela adoeceu e eu queria encontrar o irmão.

Irmã dele?

Ele está longe daqui.

Está fazendo coisas ilegais.

É muito perigoso.

Ainda quer saber?

Sim.

Tudo bem.

MATAR

Você acha que estando com Sarita

vai se salvar, seu doente?

Eu quero que você sofra.

Que sofra muito!

Mas era o gato? O autêntico?

Como você sabe?

Bem, era um gato, parecia um bicho de pelúcia.

E você não se borrou toda?

- Jonás. - Ora, vamos!

Mãe!

É estranho, mas não.

- Não? - Não.

Por quê?

Não sei, tive a sensação de aquela pessoa lá dentro

não me machucaria.

Senti confiança nele.

Uma confiança que não tenho nem no seu avô.

Bem, Pascual tem um temperamento forte, não?

Bem, não importa!

Não importa nada!

Era o gato!

O maldito gato, mãe!

Ele não mata por diversão.

Não mata qualquer um. Você é prova disso.

Não acredito! Meu Deus!

Você está certo.

Seu gato.

O maldito gato! Não acredito!

Posso ajudar?

Sim, sim.

Procuro uma planta de sombra,

algo não muito grande

e que resista a um velho que se esqueça de regá-la.

Temos várias.

Deixe-me mostrar.

Você não é Pascual?

Pascual León?

Sim, sou Pascual.

Sou Lucas Pérez.

De Asunción de la Sal.

Lucas?

- Lucas! - Sim.

Como vai, rapaz!

- O quê...? - Entre.

Posso oferecer um pulque?

- Claro! - Vamos.

Atenção! Estamos chegando à área de extração.

Não disparem. Repito, não disparem.

Vamos! Vamos!

Vamos! Parados!

- Alto! - Parado!

Mãos ao alto!

Parado! Alto!

Desçam, desçam!

Para baixo!

Bem, você sabe como são as coisas.

Começamos a perder contato com as pessoas.

Não vejo ninguém de lá há anos.

Bem, alguns foram para uma vida melhor.

Soube do Martínez?

O motorista de caminhão.

Não, o que aconteceu com ele?

Disseram que ele foi morto por uma prostituta.

Ou pela emoção de estar com ela.

Não sei.

Que péssimo.

Ele não era velho, não é?

Sim.

Mas...

Bem.

Houve vários que foram mortos

pelo cara maluco com a fantasia de gato.

Sim.

Eu vi esse canalha no noticiário.

Eu vi o Olmo outro dia.

Estava muito triste.

Ele estava tentando pegar esse desgraçado.

Você sabe.

Ele está sempre cuidando do povo de lá.

Nosso anjo da guarda.

Você o vê com frequência?

Sim.

Olmo ficou rico.

Mas ainda é o mesmo cara.

Nós nos juntamos para jogar pôquer.

Na primeira terça-feira de cada mês.

Pôquer?

Mas apostamos feijões. Nada profissional.

Olmo não gostaria

de tirar nosso dinheiro.

Imagine.

Estávamos te esperando desde ontem.

Sim, sinto muito, mas algo aconteceu.

Eu estou aqui.

Pergunte o que quiser.

Por que me trouxeram aqui?

Quero que me conte sobre o seu irmão.

Genaro?

Genaro ainda está em El Salvador.

Ele nunca quis sair de lá.

Ángel. Seu irmão Ángel, Miguel.

Todos nós fizemos um pacto de silêncio aqui.

Mas agora que Uriel morreu, podemos contar a verdade.

Que verdade é essa, Mateo?

Ángel?

Ele está morto há um tempo.

Sim, sei que ele está morto,

mas ele contou alguma coisa antes de morrer?

Não falávamos com frequência.

Ele não queria mais ir para os Estados Unidos.

Tentei convencê-lo.

Naquela época,

Uriel estava babando por uma garota no vilarejo,

mas ela não gostava dele.

Ele não entendia por quê.

Acontece que a garota foi estuprada por Ángel.

O centro-americano.

Não uma, mas muitas vezes.

Isso deixou a garota perturbada.

Eu andei perguntando por lá, no vilarejo.

Alguém me disse:

"Parece que seu irmão

abusou de uma novinha."

"Novinha"?

Uma mocinha. Sim, uma mocinha.

Aí parei de perguntar

porque fui ameaçado.

"Pare de perguntar", me disseram.

"Pare de perguntar."

"As pessoas ainda estão com raiva,

é melhor você ir embora."

Eu fui embora.

Eu sempre achei estranho.

Como isso aconteceu?

Nenhum deles conseguiu escapar

daquela casinha.

Também parece estranho para nós.

O que mais?

Uriel ficou muito bravo.

Uma noite, ele foi e acorrentou a casa

para que não pudessem abrir por dentro.

Ele pegou uma tocha.

Morra, estuprador maldito!

Ele ateou fogo no telhado.

Ele fez tudo isso sozinho?

Sozinho.

As pessoas foram por causa das chamas.

Todos nós tentamos apagar o fogo.

Mas era impossível.

Uriel não parava de gritar e berrar.

Maldito estuprador!

Ángel é um maldito estuprador!

Ángel é um maldito estuprador!

As pessoas acreditaram nele.

Alguns até jogaram pedras na casa.

Como não ficariam bravos?

Acha que seu irmão fez isso?

Sóbrio, não.

Mas se ele andava bebendo...

A bebida o tornava uma pessoa diferente.

É possível, mas quem sabe?

Ele contou sobre a menina?

Não.

Não, nunca.

As pessoas no vilarejo disseram alguma coisa?

Quem sabe quem era?

Uriel levou o nome dela para a sepultura.

Alguém pensou em dizer que foi um curto-circuito.

Para não ter problemas.

Eles me disseram que foi um curto-circuito na casa.

Morreram ele, a esposa,

meus sobrinhos.

Ángel merecia.

Você acha?

Quero dizer,

a esposa e os filhos não. Eles não.

Isso foi errado.

É por isso que Uriel ficou louco.

É por isso que ele se matou.

Está bem, está bem.

Já não estou normal.

Você está inteiro, cara.

Eu? Eu não esqueço.

Você tem grande resistência com a bebida.

Pode beber sem parar.

Porque em Asunción de la Sal

não havia nada para fazer.

As tardes eram longas.

Mas escute.

Tem que procurar.

Tem que procurar uma maneira de se divertir.

Porque é assim...

As mulheres de Asunción de la Sal

são as mais lindas...

Os caras de San Martín,

os de San Lucas

e os de Acahuatlán,

todos aqueles idiotas sempre quiseram

roubar uma das nossas mulheres.

Uma.

Está ficando tarde.

Eu tenho que ir.

Espere.

Foi bom ver você.

Não vai levar a planta?

Quase esqueci minha planta.

Chega de pulque para Pascual.

Quanto custa?

Por favor!

Essa é por minha conta.

Obrigado.

Pascual!

Minha maleta.

Sabe, minha memória

não está tão boa.

Essa é por minha conta.

O que está fazendo? Espere, Pascual! Não!

SALVE-ME, JIMENA

Estão prontas.

Acho que sei o que está acontecendo.

Sabe de quem são essas mensagens?

Não.

Da menina, Zampayo. Ela deve ter 30 anos.

Se a encontrarmos, resolvemos o crime.

Venha.

Tenho que ir mais cedo. Vou ficar de castigo.

Não, Jonás.

- Não entendeu? - O que foi?

Somos namorados, não é?

Namorados?

Quem disse isso?

Mas estamos saindo e tudo mais, certo?

É muito divertido.

Mas é só isso, certo?

É o Beto?

Beto o quê?

Está dormindo com ele de novo?

Sei que vocês estavam juntos.

Você só gosta dos três juntos?

E se for assim?

Você faria isso?

Chegamos.

Além de ciumento, é fresco?

Que decepção.

Pessoal,

estamos aqui.

E aí?

- Vamos fazer isso! - Claro.

E aí?

São todos fãs do "Gato Assassino"?

Sim, cara.

Isso aí.

Vamos ver. Tragam aqui.

Acreditamos que os assassinatos estão ligados a uma jovem

que foi estuprada há cerca de 15 anos.

Mas não sabemos quem ela é.

Peço que se alguém tiver alguma informação,

se souberem de alguma coisa, contem para nós.

Sem medo, senhoras.

Qualquer coisa, eu me responsabilizo por vocês.

Diga.

O que você quer saber, menina?

Se você conhece uma mulher que foi estuprada.

Bem, muitas.

Você não?

Não sabia?

Bem, eu sei que todas sofreram

alguma forma de violência machista.

Mas procuro uma vítima específica.

Ela foi estuprada não uma, mas várias vezes.

Por favor.

Se isso acontecesse comigo, eu me mataria.

O que disse, senhora?

Que eu me mataria porque não aguentaria.

Pascual!

Ele sempre nos disse que, quando morresse,

queria que fizéssemos uma grande festa.

Com muita comida.

Ele era meu melhor amigo.

Meu irmão.

Eles o tiraram de mim.

Olmo.

Espero que você encontre algum conforto em breve.

Sim, Pascual.

Eu vou encontrar.

Vou encontrar esse maldito filho da mãe

e vou matá-lo.

Eu vou matá-lo.

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