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Viva?
Não temos certeza se é verdade, não totalmente,
mas um cara do Topo que diz ser o sombra do Bernard
veio escondido pra cá e me disse...
A Jules estava viva na última vez que a viram.
Onde?
- Lá fora? - Não sei.
Mas isso nos dá esperança.
Não que você tenha perdido.
Muita gente me diz que a Juliette está viva.
Eles cantam isso nas escadas,
escrevem nas paredes...
mas vocês são os primeiros em quem acredito.
Acabaram as luvas.
Estamos com falta de pessoal, eu ainda não dormi direito...
Precisamos de você para algo urgente.
Estou dando assistência médica para todos abaixo da barricada
durante uma rebelião.
O que pode ser mais urgente?
Guerra.
Tá, já peguei.
Vamos.
- A minha lancheira. - Jimmy.
O quê?
- Você está bem? - Sim.
É que faz tempo que não entro aqui.
A última vez foi também a última que vi minha mãe.
O lugar disso é aqui.
Eu lembro.
Eles estavam de pé...
lá.
Eram mais jovens que eu.
Bom, do que eu agora.
Fiquei tão velho.
Faz tanto tempo.
A minha mãe queria que eu me sentasse e comesse meu almoço como...
como se fosse um dia normal.
Você era filho único?
Nenhuma irmã ou irmão?
- Não. - Tem mais trajes?
Se você tivesse um quando criança, pode me servir.
Nunca vi um traje pra mim, mas meu pai tinha aquele
e a minha mãe tinha o dela, mas não estou vendo aqui.
Jimmy.
Precisamos ir.
Tudo bem se eu ficar um pouco aqui dentro?
Só um pouquinho?
Estou indo embora logo.
Eu sei.
"Procedimento de Salvaguarda."
- É muito longe? - Você morreria
- antes de dar um passo... - É curiosidade.
- Não é longe, mas... - Ei!
O quê?
- Você tem que ver uma coisa. - Tenho que ir.
Por isso você precisa ver!
Pode ser o único jeito de salvar o seu silo.
Vem!
Vem rápido.
Merda.
PERIGO!
PROSSEGUIR É UMA VIOLAÇÃO DO PACTO
Olha só o Sr. Crachá Azul.
Posso ver?
Aqui.
"Lukas." Verdade.
- Vem comigo. - Não, preciso subir.
A Shirley disse pra eu prender o cara chamado "Lukas".
- Você não tem ideia... - Não devo ter.
E não me importo.
Quer andar ou ser arrastado?
Olha...
Arrastado, então.
- Filho da mãe. - Merda, cara. Foi mal.
Vocês estão bem?
Sim, estamos.
O que é isto?
Algo que nós não queríamos fazer.
- "Nós" quem? Nunca vi isso. - Ninguém viu.
Tem pólvora sendo carregada lá fora. Alguém viu.
Só sabem o necessário. Não tudo.
Confiamos só em quem está aqui.
Qual é o plano?
É arriscado.
A chance de dar certo é pequena.
Não começou bem.
Mas, na nossa situação atual,
a chance de sobrevivência de longo prazo também não é boa.
Os recursos estão acabando.
Logo vão conseguir retomar a fazenda. Então é agora ou nunca.
Eu não teria dito isso quando começamos, mas agora eles precisam saber
que estamos dispostos a arriscar tudo.
E "tudo" é o quê?
A única vantagem que temos.
Em uma hora vou levar um grupo pra atacar a barricada.
Shirley vai liderar a 2a onda.
Mas o objetivo não é vencer na barricada.
- Então o que... - É...
É segurar os batedores por pelo menos três horas.
Por que três?
PLANO DO GERADOR PÓLVORA - BARRIS
Porque é o tempo que leva pra preparar o gerador pra explodir.
- Você vai explodir o gerador? - Se não nos derem o que queremos.
Caso contrário, você vai matar todo mundo?
- Não vamos fazer isso. - O que quer, xerife?
- Saber a verdade. - Não vão dizer pra gente.
Só se for necessário.
Três horas.
Só precisamos disso.
Mas os detalhes não saem daqui.
Se alguém do Topo descobrir, vai ser tudo em vão.
Eu vou com a primeira onda.
Peguei vocês.
ZELADORIA
Mande batedores para derrubar as barricadas
e proteger a sala do gerador.
- E mando quantos? - Todos.
Anda!
BASEADO NA SÉRIE LITERÁRIA "SILO", DE HUGH HOWEY
O que eles estão fazendo?
Eu não sei.
Que merda é essa?
Vão!
Porra.
- Corre! - Quê?
Para...
Parem! Vocês não entendem!
Anda. Está aqui.
- Está por aqui. - Tá.
- Como salvar eles. É... - Quê?
Você não pode ouvir isso.
- Quê? - A Parasita tem que sair!
- "Parasita" não! - Você é nova demais.
- Não me chama assim! - Chega.
Está tudo bem.
Como quer ser chamada?
Minha mãe me chamava de Hope.
Hope? É um ótimo nome. Hope.
Volta pro cofre. A gente já vai pra lá, eu prometo.
Tá bem?
Desculpa.
Jimmy.
Olha, está escrito aqui: "Procedimento de Salvaguarda."
Ouvi meus pais sussurrando sobre isso.
É pra matar pessoas.
Mas, naquele dia, eles descobriram como impedir isso.
- Se você aprender... - Tá.
...se souber, pode impedir que seu silo morra.
Me lembro da minha mãe não voltar
e aí... não sei o que meus pais fizeram, mas deu certo.
- Quê? - Meus pais salvaram vidas.
As pessoas que saíram não morreram.
Não de cara.
Elas não morreram, Juliette.
E você acha que o que eles fizeram pode salvar meu silo?
- Isso! - Tá bom.
- Está por aqui. Nós... - Tá.
Eu...
Não sei o que estou procurando. Eu...
Espera. Pra gente fazer isso, você tem que lembrar.
- Tem que tentar. - Tá bom.
Eles estão vindo!
- Sai daqui. - Caralho.
- Estão aí embaixo? - Estão.
Está comigo?
Sempre.
Então vamos lá, porra!
- Tá. - Revistem tudo!
- Você está bem? - Sim.
O que está acontecendo?
Encontrem ele!
Eles estão vindo. Então...
Paul Billings, você está preso por violar a Ordem do Pacto 11-24 Delta:
abandono do dever com intenção sediciosa.
Espera. Tem uma criança aqui.
Não é pessoal, Paul. Só estou fazendo meu trabalho.
Como você me ensinou.
Kathleen.
Kathleen!
É uma hora bem inconveniente. Volta quando sua mãe estiver aqui...
Andem.
Reestabeleça a comunicação por rádio.
Sim, senhor.
O senhor está bem?
Sim, estou.
Conseguiu achar o Lukas Kyle?
Ainda não.
Escolhemos o lado errado?
Por entregar a mensagem do Billings?
Talvez.
Se o Bernard descobrir,
nos enviar pra fora com nosso filho assistindo
vai ser uma punição até generosa.
A mensagem ainda pode dar resultado.
Seja como for, chegou a hora.
Dá um jeito de entrar no cofre, e vou pegar nosso filho.
Eu me lembro do cofre, dos meus pais pedindo pro Solo me levar lá.
- Ele me pôs lá. - Certo.
Uns dias depois, eu me lembro de explosões,
me lembro de tiros, e me lembro do xerife
levando meu pai de volta, mas a minha mãe não estava lá.
Mas aí, meu pai...
meu pai disse a ele que era seguro sair.
Que eles tinham feito algo para que fosse seguro.
Mas o xerife...
Ele queria a verdade.
E meu pai contou a verdade...
É um cano.
A Salvaguarda é um cano.
O quê?
- Temos que achar. - Tá.
Vocês estão aqui para a segurança de vocês e do Silo.
Se ficarem calmos, seremos gentis.
- Se forem violentos... - Cala a boca!
Ei!
Para com isso! Você está bem?
Teddy.
- Você está bem? - Claro. Olha pra ele. É um rapaz durão.
Deixou sua mãe orgulhosa.
Estávamos preocupados.
Você chutou as bolas do Randy?
É, eu precisava ir pro Topo.
Por quê?
Não vai dizer o que tinha lá embaixo?
Fica tranquila, não importa mais.
- Me diz... - Não importa.
É só...
- Oi, amor. - O que vão fazer conosco?
- Fica calma. - Vem com a gente.
- Ei! - Vai ficar tudo bem.
A tela é uma mentira!
É tudo mentira! Sabem disso, né?
A tela!
É tudo mentira!
Eu vi!
Alguns de vocês também.
A Nichols me mostrou. Ela queria mostrar a verdade pra todos!
Espera.
Eu vi. Um lampejo de azul e verde.
Quando desligaram a energia pra consertar o gerador, eu vi.
É seguro lá fora.
A Juliette Nichols está viva!
Juliette vive!
O prefeito mandou que fiquem em celas separadas.
Não. O prefeito disse: "Obrigado.
O Silo agradece por sua cooperação."
Você, Walk?
Era o único jeito.
Vocês duas podem ir.
Fica longe de mim.
Não vou a lugar nenhum.
Tenho que ver ele.
Para você, ele vai arranjar tempo.
Espero que ele mande você pra limpeza.
Todo mundo sabe que a Juliette está viva.
É seguro lá fora.
- Eu vi. - Sai da frente.
Espera aí.
Se eu não levar seu colega pra uma Clínica, ele vai morrer.
Eu tenho ordens.
Deixa comigo, Dan.
Jean, tenho ordens de não deixar ninguém sair
- até que eles digam e... - Encontramos pólvora.
- E muita. - Porra. Vai, vai logo!
Vamos.
Qual nível? Onde?
Na Mecânica. Está por tudo.
Entendido.
Eles bloquearam o cano com uma tampa.
Mas estavam com medo
- que algo desse errado. - Por que eles tamparam?
Porque tinha veneno no cano.
Veneno suficiente para matar todo mundo. Dez mil pessoas.
Precisamos de um mapa do silo.
O cano vinha de fora.
- Aqui. - Espera.
Aqui.
- Ali. - Ali.
SILO SUPERIOR
- Aqui! - Nível 14.
É onde minha mãe trabalhava.
- Devemos ir lá? - Vamos logo.
Tudo limpo.
Faz de novo.
Olha só.
OS SONS DA NATUREZA
GRAVAÇÕES DA VIDA SELVAGEM
De novo.
Benny, experimenta isto.
Você primeiro.
Soube que sua ex-esposa não quer mais nada com você.
Pelo menos você está livre, diferente deles.
- Uma bebida? - Não, obrigada.
Temos alguns minutos até termos a confirmação
de que o gerador está seguro.
Sente-se.
Vamos parar.
Podem subir.
Avisem se alguém descer.
Vamos.
Relaxe.
Vão avisar quando terminarem.
E então, por que você queria me ver?
Quero contar uma história sobre o gerador.
Toda conversa sobre a Mecânica
começa e termina com o gerador?
Não é como esta história termina.
Vá ver se os rebeldes no refeitório se acalmaram.
E vê se tem comida.
Vai ficar bem?
Esses idiotas não vão sair daqui.
Tudo limpo. Você está pronto?
Porra, se estou!
Quase morri nesta coisa.
Não vou deixar ninguém subir.
O que foi?
O que houve?
Sumiu.
O temporizador.
Como?
Não sei, mas sumiu.
Ei!
O quê?
Avisa que está tudo bem. Eles não conectaram a bomba.
Graças aos Fundadores.
Escuta, temos que ter cuidado. Nada de tiros nem faíscas, tá?
Tá bem!
É o Dan.
A bomba não está conectada, avisa o Bernard.
O gerador é barulhento.
Pra se comunicar, você tem que gritar.
Ao longo dos anos, as equipes desenvolveram um sistema de sinais,
a maioria feito com uma só mão.
E ficou tão aprimorado que dá pra ter conversas inteiras.
E ensinei isso às crianças.
Então, quando você achou que tudo que estava vendo pela câmera
era o que estava sendo comunicado...
Pare.
...nossa conversa era outra.
Estamos sendo observados.
Tá bem.
Recebemos sua mensagem.
O que está fazendo?
Se ela estiver viva, dê isso a ela.
Diz a ela que a amo.
Diz pra ela nunca parar de lutar.
Nunca deixar de ser ela mesma.
Porque durante a vida toda...
a vida toda...
ela foi perfeita
do jeito que ela é.
Doutor, deixa comigo.
De jeito nenhum.
Vai.
- Não posso. - Ei.
Vai.
Meu erro foi ter colocado meus desejos pessoais
acima dos da Mecânica, minha família.
Mas esse é um erro que espero corrigir
em cinco, quatro, três,
dois, um.
A bomba foi neutralizada.
Chegamos antes de ela ser conectada.
Porra.
Nossa, isso foi dramático.
O que foi isso?
No final da contagem regressiva, nós ficaríamos sem energia?
O que era pra acontecer?
O que foi isso?
Alguma coisa lá fora.
Parece que veio do...
É.
- Seu tempo acabou. - O quê?
- Você precisa ir agora pra casa. - Merda.
- O que você fez? - Não só eu.
Todos nós.
DEPARTAMENTO DO XERIFE
Larguem isso. Agora!
Vamos lá!
Me sigam!
- Como assim sumiram? - As escadas entre o 92 e o 90.
Simplesmente sumiram.
Quantos batedores estão presos abaixo do 92?
Você me mandou enviar todos.
Vamos!
Queremos a verdade!
Kat!
Kat!
- Você está bem? - Sim, estamos.
Ótimo. Vamos continuar.
- Digam a verdade! - É tudo mentira.
Queremos a verdade.
Mande alguém pra proteger a TI.
Todos estão defendendo as posições ou abandonando o posto.
Posso tentar alguém. Talvez o Sims?
Vai. Anda!
Vai!
- Bernard. - Onde você estava?
- Cala a boca e escuta. - O quê?
Não temos tempo, tá?
Finja que estamos tendo uma conversa séria.
Mas só escuta. Não diz nada.
Porque, se ele nos ouvir, estamos mortos.
Solucionei o código.
É verdade.
É por isso que a Meadows desistiu de ser sua sombra.
Por isso que eu desisto.
Chefe?
Bernard. Ei, Bernard!
O que o Lukas Kyle disse?
Oi, Rob.
O que ele disse?
Ei.
Ainda quer ser meu sombra?
O quê?
Você conseguiu. Você é meu sombra.
O código é 552039.
Boa sorte, Robert.
Você foi muito leal...
até não ser mais.
- Pode pegar a fita? - Sim.
Está na gaveta.
Preciso de ajuda pra vedar o traje depois de vesti-lo. Então...
Não.
Porra!
- Porra! - Pode dar pra consertar...
Como? Ele deve estar estragado por culpa sua mesmo.
- Como é culpa minha? - Você é a Parasita.
Calem a boca! Parem!
A morte dos nossos pais é culpa dela.
- Não é, não! Não é! - É, sim.
Ela não pediu por isso. Nenhum de nós pediu.
Quer ficar com raiva?
Fica com raiva dos putos que construíram este lugar e nos enfiaram nele!
Não da gente.
Não dela.
Nós só estamos tentando sobreviver.
Mas só dá pra fazer isso confiando nas pessoas
que estão presas na mesma merda que nós.
- Não é o seu caso. Você vai embora. - E vou mesmo. Vou pra casa.
Porque em algum lugar perto daqui
as pessoas que eu amo podem estar se matando neste momento.
E é com elas que estou presa.
Meus amigos. Minha família. Meu pai.
Olha o que você tem.
Você tem o Rick.
O Benny. E a Tess.
E você tem a Hope.
Não "Parasita" nem qualquer outro apelido cruel.
Sintam raiva, mas façam isso juntos, não tenham raiva uns dos outros.
É isso.
Vocês são tudo o que restou. Então façam isso dar certo.
Mas precisam fazer isso agora, porra!
Eu tenho outro traje.
Nem sei se vai funcionar, mas preciso tentar. Jimmy...
Cadê o Jimmy?
Não.
Não.
Sumiu.
- Você ficou furiosa, e o Jimmy... - Saiu.
Ele...
- Você voltou. - Voltei.
Você está bem?
Sim, estou.
O que está acontecendo?
Ouvi gritos. Tudo tremeu.
- É besteira. - Lukas, o que é? O que houve?
Tudo está bem, mãe. Está...
tudo bem.
Você fez o que precisava?
Nada precisava ser feito.
Não.
Eu vou cuidar de você.
Walk?
- E o Bernard? - Foi embora depois da explosão.
Quase todo mundo foi.
A TI é nossa.
Eu sabia.
Sabia nada.
Lá no fundo eu sabia.
- O que está acontecendo? - Vamos sair!
Eles vão tentar sair.
Saiam da frente!
Saiam! Merda!
Jimmy!
Porra.
Espera.
- Tudo bem? - Tudo.
O que está fazendo?
A vedação do capacete é hermética,
e usei a fita boa nos meus pulsos.
Imaginei que ficaria tudo bem se não entrasse água e eu não me afogasse.
E funcionou.
Você pode usar este pra voltar.
- Não. - Tá bom.
Ei, eu... Obrigada.
Obrigada.
- É melhor irmos. - É.
Certo.
Na minha memória mais antiga,
eu tenho menos de dois anos,
estou deitado ao seu lado e brincando com suas mãos.
Elas eram tão grandes.
Por que pensou nisso?
Eu não sei.
Desculpe entrar assim, Sra. Kyle,
mas preciso falar com seu filho.
O que você disse pro Bernard, porra?
Sr. Holland. O que está havendo?
O que a gente faz?
- Precisamos saber. - Diga a verdade.
Diga a verdade, Sr...
Saiam daqui, porra.
Saiam!
Você não.
- Juliette, vamos preparar o traje. - Tá.
Assim está bom?
Sim, está ótimo.
Obrigada.
Certo. Isso.
Está tudo bem.
Espera.
Você volta, né?
Não, eu...
não sei o que vai acontecer lá fora, então não vou mentir.
Entende?
O que aconteceu com os pais não é culpa sua. Sabe disso, né?
Você é forte, esperta e hábil.
Entendeu? Você vai ficar bem.
Todos vocês vão.
Saiam, não fiquem aqui quando abrirmos a porta.
Tá.
É o sombra dele agora?
Sou.
Ele te deu a chave?
Deu.
Será que dá pra baixar a arma?
- Não. - Está tudo bem.
A verdade sobre a chave é que o Bernard cometeu o erro
de presumir que tudo está bem porque ela não está acendendo,
mas ele se enganou.
Ela não está acendendo porque acabou.
O que acabou?
A rebelião?
Não.
Então o quê?
O que você disse?
Não posso te dizer.
Não vou te dizer.
Sim, você pode me matar, matar minha mãe. Não importa.
É melhor você ir.
Vá pro cofre. Veja o Legado enquanto há tempo.
Vai saber quando vir.
- O código é 55... - Eu sei qual é a porra do código.
Tá bem.
Certo.
- Tá. - Ei,
eu sei por que você disse o que disse, mas...
você vai voltar, né?
Nada vai me impedir de tentar.
Não deixem eles passarem!
Vamos!
Teddy! Pega aquilo!
Vai!
Calma. Dá licença. Está tudo bem.
Bernard.
Precisamos de você.
Não sei no que está pensando,
mas você precisa contar a verdade às pessoas.
Billings!
- Sai! - Conte a verdade.
É só o que querem.
- Sai do caminho. - Por favor. Um minuto.
Vamos falar com ele. Bernard, por favor.
- Bernard. - Vai.
Abra... Para, cara! Ouve ele! Vamos ouvir o que ele tem a dizer!
Kennedy, me escuta! Vamos ouvir o que ele tem a dizer!
Não vão lá pra fora! Parem!
Tragam o aríete!
Rápido! Tragam!
Vamos até o fim. Vamos sair.
- Saiam da frente! - Espera!
Aquela é...
Só pode ser.
É ela.
Ela vive.
Juliette vive!
NÃO É SEGURO. NÃO SAIAM.
Merda!
Por favor, diga seu nome.
Meu nome é Robert Sims.
Marido da Camille.
Pai do Anthony.
Por que está aqui?
Eu quero salvar o Silo.
Eu também.
Juiz Sims, você e seu filho devem deixar o cofre.
A Camille pode ficar.
Ei!
- Vai atirar em mim? - Por que está aqui?
Pra impedir que todo mundo saia.
Isso... É por sua causa que todos querem sair.
Se fosse atirar, já teria atirado.
- Por que está aqui, Bernard? - Quero ir lá fora.
Me sentir livre uma vez na vida.
E por que a arma?
Para o fim.
Se a dor for muita.
De nada adianta você querer salvá-los.
Está fora do seu controle. Nunca ninguém esteve no controle.
Por causa do veneno?
- Você sabe? - Eu sei.
Mas não sei quem faria isso ou por quê.
Eu sei o quem, mas não sei o porquê, e não me importo.
Depois de tudo que fiz e sacrifiquei, descubro que nunca teve importância.
- O nome é "Procedimento de Salvaguarda". - Salvaguarda. Eu sei.
Um nomezinho inofensivo
que significa que eles podem nos matar quando quiserem.
Não. Talvez não.
- Como assim? - Olha...
Acho que descobri uma coisa.
- Não! - Não entra aí!
Vai morrer queimada.
Não!
Abaixa!
Você ainda tem que fazer isso?
Alguma vez deu vermelho?
Não.
- Oi. - Oi.
Helen?
Vamos fazer aquele negócio de fingir
que não sabemos a aparência um do outro?
Acho que não.
Tá, vamos tirar isso da frente. Onde você estava quando aconteceu?
- Eu estava em sessão... - Em sessão naquele dia. Né?
Sim. Servindo o povo do 15o da Geórgia.
E quanto a você?
Eu... No trabalho. No...
Devo terminar a frase? Não sei. Isso é ruim?
É um veículo de comunicação.
Uma revista... É o The Post.
Minha nossa, é o The Post.
- Você ainda trabalha no The Post? - Não me procurou no Google mesmo?
É tão ruim assim?
Nossa. Tá bem.
Bom, eu sei que você é um congressista novato.
Minha idade e o broche de bandeira me entregaram.
Você representa o 15o distrito da Geórgia.
O 15o de guerra.
E como hoje em dia só apoiam candidatos que já serviram,
depois de concluir um mestrado em engenharia
você entrou pro exército.
Bom, mais ou menos.
Mais ou menos?
Ser do Corpo de Engenheiros do Exército não é exatamente como entrar na guerra.
Obrigado.
Vou mudar de assunto, senão vou me gabar sobre o que fizemos em Nova Orleans.
Olha só você inserindo isso sutilmente na conversa.
Conhece alguém que foi afetado?
- Pela bomba suja? - É.
Não. E você?
Não. Meu tio Tyler reclama do Irã há anos, então ele levou para o pessoal.
Mas...
minha irmã é a única que mora em D.C. e não estava lá.
Na verdade, eu...
É sobre a bomba suja que eu queria falar com você.
Acho que só eu pensava que isto seria um encontro.
- Um encontro? - Eu sei, ninguém fala mais assim.
Só quem tem 95 anos.
Não teria dado certo mesmo.
Sou um Buldogue. Você é um Pato.
É o mascote, né?
- Da Universidade de Oregon? - E você não me procurou no Google?
Na verdade, eu fugi da pergunta.
Vou direto ao assunto.
Acho que as pessoas pra quem você trabalha,
e com isso me refiro aos cidadãos deste país,
não às figuras suspeitas que pagam pelas campanhas.
Acho que o povo precisa saber se há planos de retaliação contra o Irã,
independentemente de ter ocorrido um ataque com arma radiológica nos EUA.
E você? O que acha?
Acho que já vou indo.
Aqui.
Um presente ou...
- Foi assim que fui criado. - É do seu estado natal?
Não é um pêssego.
Não, é só uma coisa que comprei no mercadinho perto do meu apartamento.
Se cuida.
Pode me dar a conta? Obrigada.
DOCE & DISPENSER
Sincronia e melhorias: The Legender
Ajude-me a fazer esse trabalho: https://bit.ly/3Shfa5o
Legendas: Juliana Gallo
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