All language subtitles for Oh God, Book II (1980) [DVDRip, Xvid, 1.85 WS, Eng] - QuincyMKT-por

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Original subtitles

Que bagun�a

Toda vez que eu olho l� para baixo, piora.

Talvez eu deva parar de olhar para baixo.

Milh�es de planetas, e aquele sempre foi um problema.

Por que aquele? Eu sei porqu�.

Pessoas. Eu tinha que colocar pessoas nele.

Talvez eu deva ir l� para baixo e dar uma olhada. Eu tenho que fazer alguma coisa.

Vamos ver.

Por favor, agora n�o. Eu estou pensando.

Tracy, n�o esque�a de colocar seu chap�u.

Tchau, m�e.

-M�e, quem usa chap�us? -Jovens mo�as usam.

-Al�m do qu�, chap�us est�o voltando. -M�e.

Quem sabe aonde ele vai levar voc�?

Ele � meu pai, E voc� sabe onde ele vai me levar.

Ao cinema e um restaurante chin�s. Ele sempre faz iss.

Voc� est� �tima.

Na verdade, voc� est� fant�stica.

Divirta-se.

-Oi, Shingo. -Pense r�pido.

-Quer brincar? -N�o posso. Vou sair com meu pai.

Eu gostaria de ir ao cinema e comer comida chinesa.

Eu queria que meus pais se separassem...

Mas pais japoneses nunca se separariam.

-Por que n�o? -Eles simplesmente n�o se separam.

Muito bom para uma garota.

-Quer tentar de novo? -N�o abuse da sorte.

-Como vai meu beb�? -Bem.

-Voc� est� bonita. -Obrigada.

Voc� pode fechar a porta?

Ent�o, como vai a escola?

-Bem. -Bem.

Escute, voc� pode tudo hoje:

Pe�a uma por��o dupla de rolinho de ovos, biscoito da sorte extra, o que voc� quiser.

-S�rio? -S�rio, eu consegui uma nova conta de spaghetti.

Quer ouvir o slogan que eu inventei? Pronta?

"O gosto da Mama."

� isso?

Vamos l�, isso � s� o slogan. Agora imagine.

Tem um pote grande de molho de tomate borbulhando.

De repente, saindo dele...

Surgem dois extremamente deliciosos fios de spaghetti, certo? Ent�o...

Eles come�am essa dan�a selvagem de uma m�sica disco.

Spaghetti dan�ante?

-O Sr. Tenesto gostou. -Ent�o eu gostei tamb�m.

Olhe, voc� n�o vai nem perguntar o que eu trouxe para voc�?

Obrigada.

S� isso? "Obrigado"? Voc� n�o vai abrir?

A pessoa abre e uma cobra grande pula, certo?

Certo.

Papai, voc� e seus truques.

Voc� est� sempre tentando pregar pe�as em mim.

Ent�o, o que voc� acha, meu bem? O que voc� quer ver?

-Ataque do planeta escondido. -N�o, Tracy. N�o mais um desses.

-Deve ser excelente. -�, que excelente.

Voc� disse isso sobre o filme da semana passada. Que terror que ele foi.

Em um segundo, uma planta se transforma em uma pessoa? Qual �, Tracy.

-Mas eles explicaram. -Foi?

Foi porque elas vieram de outro planeta.

-Quer dizer, seus esp�ritos vieram. -Eu n�o vi esp�rito nenhum. Que esp�ritos?

Papai, n�o d� para ver esp�ritos.

Tracy, s� uma vez, n�o podemos ver um filme normal...

com Laurence Olivier ou Walter Matthau?

Benji. Eu vejo at� um filme sobre um cachorro bonito.

S� porque n�o d� para ver esp�ritos n�o significa que eles n�o est�o l�.

� meio que como acreditar em Deus.

�s vezes voc� tem que acreditar em coisas que voc� n�o consegue ver.

-Eu preciso ligar pra Joan. Volto logo. -Voc� ainda est� saindo com ela?

-Sim. -Ela n�o � t�o bonita quanto mam�e.

Ela tem outras qualidades que me atraem.

-Os peit�es dela? -Me d� um tempo, t�?

Mam�e diz que ela tem peit�es.

Eu imagino que tipo de peitos eu vou ter.

Volto logo.

Encontre-me no sal�o - Deus

� com voc�, Tracy - Deus

-Eu vou querer o camar�o amanteigado. -Isso � bom.

� uma festa pra tr�s �s 7:00. Certo, Sr. Jones.

Entre, Tracy.

Est� tudo bem. Entre.

Tracy, eu gostaria de falar com voc�.

Mas onde est� voc�? Eu n�o consigo te ver.

-Mas voc� pode me ouvir, Tracy. -Papai?

J� fui chamado de "Nosso Pai", mas nunca de "Papai".

Vamos, papai. Mais um de seus truques de voz?

Voc� n�o me engana. Onde est� voc�?

Tracy, Eu sou Deus. De verdade, do biscoito da sorte.

Certo, ent�o voc� � Deus. O que eu posso fazer por voc�?

Tracy, Eu realmente sou Deus. Eu n�o sou seu pai.

Eu gostaria de conhecer voc� um pouco melhor.

Isso seria bom, mas antes acerte com mam�e.

Ent�o por que n�o nos encontramos em frente � loja na segunda?

Sim, isso seria �timo.

Tracy, se eu fosse seu pai, essas garotas me ouviriam, certo?

-Voc� ouviu aquela voz de homem? -Que voz, docinho? Onde?

-Tracy, elas n�o podem me ouvir. -A� est� de novo. Voc� ouviu?

N�o.

Mas se voc� fosse Deus, por que se incomodaria comigo?

Foi algo que voc� disse que meio que me interessou.

Que algumas vezes voc�s tem que acreditar em coisas que n�o conseguem ver.

-Uau, como voc� sabe que eu disse isso? -Eu sei, Eu vejo, Eu escuto.

Este lugar est� muito cheio. Te vejo depois.

Espere, n�o v� ainda!

Depois onde? Como?

-Oi, senhorita Manley. -Com quem voc� estava falando?

Eu n�o sei. N�o tenho certeza.

Voc� ainda est� a�?

Ele se foi.

-Voc� est� bem? -Sim.

Voc� est� terrivelmente quieta desde que sa�mos do restaurante.

-Eu estou bem. S� estava pensando. -Pensando? No qu�?

Voc� j� sentiu como se pudesse estar sonhando...

mesmo sabendo que est� acordado?

Voc� gostaria de repassar isso para mim?

Como se algo tivesse acontecido com voc�, mas est� mais para um sonho do que realidade.

Sonhar acordado. Sim, claro. Acontece com todo mundo.

Est� tudo bem.

Eu tenho que passar no escrit�rio por um minuto para pegar uma coisa.

-Voc� me espera no carro? -Tudo bem.

Tudo bem?

-Tracy, sou eu de novo. -O qu�?

Voc� n�o estava sonhando. Era real.

-Onde est� voc�? -No banco de tr�s.

Bem, desapontada?

Por Deus, n�o, Deus, senhor.

Por que eu ficaria desapontada, senhor?

-Voc� realmente � Deus, senhor? -Esque�a o "senhor". Simplesmente Deus.

O dono da loja. Tamb�m conhecido como "O cara l� de cima".

Eu n�o sei, mas de algum jeito Eu achava que voc� pareceria mais espiritual.

E mais chique, mais ou menos.

Quer dizer, com uma coroa, barba longa...

e um roup�o branco liso.

Voc� est� pensando em Charlton Heston.

Eu n�o consigo deixar para l�. � s� que...

Eu acho que esperava que voc� parecesse mais velho.

Obrigado, Tracy. Eu me cuido.

-Quantos anos voc� tem? -Quem sabe?

Depois dos primeiros dois milh�es de anos, Eu parei de contar.

� estranho falar assim.

Uau! Como voc� fez isso?

Se eu consegui dividir o Mar Vermelho, Eu certamente posso me mover pra frente de um carro.

Sabe, Tracy...

� refrescante falar com uma jovenzinha como voc�.

Tira da minha mente alguns de meus problemas.

-Voc� tem problemas? -Sim. Eu n�o estou sempre em alegria divina.

Elas continuam n�o entendendo minha mensagem. Eu simplesmente n�o estou na cabe�a das pessoas.

Elas n�o acreditam em mim tanto quanto deveriam esses dias.

Eu certamente acredito, e n�o estou dizendo isso s� porque voc� est� aqui.

Eu sei disso, Tracy.

Mas existem pessoas que pensam em mim apenas algumas vezes por ano.

Tem outros que n�o pensam em mim nem um pouco, at� chegar o �ltimo minuto.

E ent�o, nossa, eu escuto deles.

As pessoas precisam ser lembradas que eu ainda estou por a�.

Ent�o porque voc� n�o aparece com um dos seus grandes milagres?

Aposto que isso ia sacudir eles.

As pessoas se lembram do milagre e esquecem porque eu fiz.

J� sei. Meu pai � desse ramo. Voc� devia fazer propagandas:

Televis�o, r�dio, outdoors, revistas. Arranje um slogan.

Um slogan?

Tracy, eu n�o sou um tubo de pasta de dente.

Slogans funcionam de verdade. Voc� se tornaria uma palavra familiar.

Palavra familiar? Sim, isso seria bom pra mudar um pouco.

Muito bem, Tracy. Voc� se arranjou um emprego.

Voc� pensa em um slogan. Eu penso num jeito de espalh�-lo por a�.

Vou perguntar ao meu pai. Ele vai surgir com um �timo.

N�o. Eu n�o tenho me sa�do muito bem com adultos ultimamente.

-Eu prefiro que venha de voc� -De mim?

Eu sou a pior escritora do mundo e minha ortografia � horr�vel.

Eu n�o considero a ortografia.

Se vier de voc�, ser� algo que seus amigos podem entender.

Desse jeito, eu terei as crian�as ao meu lado.

E quando elas crescerem, terei as crian�as delas.

Uma vez que se tem as crian�as, se tem a bola do jogo.

Ent�o eu serei capaz de cuidar de algumas coisas...

Como toda essa polui��o que voc�s t�m a�.

E voc�s perceberam que est�o ficando sem �guias?

E existem alguns vulc�es que precisam ser esfriados.

O que voc� me diz, Tracy? Voc� vai inventar um slogan?

-Certo. Eu certamente tentarei. -Bom.

N�o acredito que isso est� acontecendo comigo.

Ningu�m mais vai, tamb�m.

Voc� � a �nica que pode me ver ou ouvir.

Se voc� contar a eles sobre nossas visitinhas, eles v�o achar que voc� est�...

-Pirada? -Definitivamente.

Eles deram uns maus tempos a alguns dos meus melhores homens.

A� vem seu pai.

Aqui est�. Desculpe ter demorado tanto.

-Certo. Pronta para o seu filme? -Sim.

Tr�s lutas com laser, uma colis�o de planetas, voc� nem olha.

No meio do filme, voc� quer ir embora. Voc� est� bem?

-Desculpe, papai. -N�o precisa se desculpar.

Papai, vamos dizer que voc� tenha um grande cliente novo...

e voc� precisa de um slogan realmente bom.

Por onde voc� come�a?

Primeiro voc� examina o produto.

Voc� tenta escolher a coisa mais importante sobre ele...

a coisa que realmente vai faz�-lo vender.

Tipo, pegue as batatinhas por exemplo.

N�o, algo maior. Mais importante.

N�o importa na verdade. Um produto � um produto.

O princ�pio � o mesmo.

-Vamos dizer que se esteja vendendo uma pessoa. -Certo.

Uma pessoa muito importante, como...

Vamos dizer... Deus.

Deus?

Eu n�o acho que daria conta disso.

Voc� comete um erro, e acaba arranjando um monte de problemas.

N�o tente escapar dessa, papai. Como voc� venderia Deus?

Tudo bem. Deus.

Primeiro, eu faria uma lista de Suas boas qualidades.

Suas caracter�sticas mais comerci�veis.

Ent�o eu surgiria com um slogan inicial.

Ent�o eu marcaria um almo�o com Ele no Polo Lounge e passaria para Ele.

E ent�o?

Se Ele gostar, eu escolho os formatos. Se Ele n�o gostar, eu deixo Ele escolher.

O que � tudo isso sobre Deus? � algum trabalho para a escola, ou...

-Mais ou menos. � uma tarefa que eu tenho. -Entendo.

Antes de lhe deixar em casa, eu quero pegar Joan.

-Tudo bem? -Tudo bem.

A� est� ela.

-Sim, a� est�o eles. -Voc� poderia parar de falar dos--

-Peit�es dela? -Qual �.

-Voc� prefere que eu chame de "tetas"? -Podemos "pegar" eles para l�... deixar para l�.

-Oi. Como vai? -Voc� que me diz.

-Oi, Stacy. -Tracy.

Claro. O que � isso?

� um presente que meu pai me deu. Abra.

Que bonitinho. Obrigada.

-Oi, m�e. -Oi. Como foi o filme?

Bobo.

-Como estavam os rolinhos? -Bons.

-E a namorada dele? -Grande.

Ela me chamou de Stacy de novo.

N�o � exatamente no c�rebro dela que seu pai est� interessado.

M�e?

-Eu tenho algo na minha cabe�a-- -Como ele pode pensar que ela s� tem 28?

-Aquele homem � muito f�cil de enganar. -M�e, eu queria perguntar--

-Ele falou onde ia lev�-la? -M�e.

O que ela estava vestindo?

M�e, ela � estranha. Tem bem mais de 28 e voc� � 10 vezes mais bonita.

Voc� � uma crian�a brilhante.

N�s sabemos que Deus tem um monte de qualidades maravilhosas...

Mas quais voc� diria que s�o seus pontos mais fortes?

Tracy, sobre o que voc� est� falando?

Deus.

Vamos falar disso depois. S�o os Gelmans.

Vou mostr�-los uma casa. Eles v�o me levar para jantar.

V� pra cama quando Rosa mandar. N�o cause problemas, ok?

Eu posso ficar acordada mais um pouco? N�o tem aula amanh�.

Est� certo.

N�o assista nenhum filme de terror, viu?

Esconda-se, ele vai ver voc�.

Rosa, voc� est� perdendo a melhor parte.

Eu prefiro assim.

Voc� acredita em Deus?

Claro que acredito.

-Voc� o v�? -N�o, mas eu falo com Ele.

Voc� fala com Deus?

-O tempo todo. -Voc� falou com Ele hoje?

-Falou? -Esta manh�, quando rezei.

-E Deus falou com voc�? -N�o, Ele nunca fala comigo.

Talvez Ele n�o entenda espanhol muito bem.

Sim?

O que voc� diria se eu te contasse...

Que eu vi Deus hoje e n�s nos falamos?

Melhor voc� ir para cama.

Voc� est� ficando loca por causa desses filmes malucos.

-Voc� viu Deus no carro do seu pai? -Isso mesmo.

E voc� falou com Ele no restaurante chin�s?

Isso.

-Voc� pegou o aut�grafo Dele? -Voc� est� me gozando.

-N�o, voc� que est� me gozando. -Shingo, eu realmente vi Deus.

T� certo. O que Deus disse?

Ele disse que se conseguisse que n�s crian�as o ajud�ssemos a espalhar sua mensagem...

Ele teria mais tempo para fazer outras coisas.

Como esfriar um vulc�o e essas coisas...

Voc�s tiveram uma conversa e tanto.

Ele queria que eu inventasse um slogan para Ele.

Slogan?

-Como eles t�m nos comerciais da TV. -O que mais Ele disse?

Ele disse que ortografia n�o contava.

Eu n�o acredito em uma palavra do que voc� est� dizendo.

Ortografia sempre conta.

Por que eu perco tempo falando com voc�?

Talvez ela tenha vista Deus.

Harold.

Voc� pode me dar um jogo de...

Cinco n�meros primos?

Dois, tr�s, cinco, sete e onze.

Muito bem, Harold.

Senhorita Hudson.

Lisa.

Voc� pode me dizer as propriedades de um conjunto?

� uma s�rie de n�meros inteiros.

-Muito bem. Obrigada. -Senhorita Hudson.

-Eu sei-- -Tracy.

Voc� pode me dizer as propriedades de um subconjunto?

Eu gostaria de v�-la depois que a aula terminar.

Voc� tem estado desatenta na aula...

E voc� n�o tem entregado seu dever de casa a semana toda.

Me desculpe, senhorita Hudson.

Tem alguma coisa acontecendo em casa, algo que eu deveria saber?

Tem certeza?

O que voc� tem feito com seu tempo?

Eu n�o posso explicar.

Vou mandar um bilhete para seus pais.

Talvez voc� possa explicar para eles.

Meninas, eu comprei v�rias cuecas para meus homens...

e todo ano eu escolho "Frutos do tecer.

-Surpresa, Emma! -Ol�, gracinhas.

Eu digo que todo homem deve comprar Cuecas "Frutos do tecer".

...mas eles n�o.

Ent�o eu carrego o cart�o da American Express.

Eu pedi carne.

-Eu n�o quero um filme. -Mas eu queria carne.

Eu n�o acho que ele quer o filme.

Na PSA, n�s nunca perdemos o sentido do que uma linha a�rea deve ser.

Ent�o na PSA damos a voc� mais voos e menos fantasias.

N�s damos tarifas baixas, n�o fanfarras.

-Voc� ainda est� vendo televis�o? -Sim, � sexta � noite.

Voc� deveria estar dormindo.

S�o quase 23:30.

Vou ver um pouco o programa do Johnny Carson.

-Tudo bem. Voc� gostaria de um pouco de chocolate? -Sim, �timo.

Mas depois do chocolate, voc� vai dormir.

De Hollywood, o Tonight Show estrelando Johnny Carson...

Este � Ed McMahon juntamente com Tommy Newsome...

e a orquestra NBC...

convidando voc�s para curtir Johnny e seus convidados:

Bob Hope, Angie Dickinson, Melissa Manchester...

e o especialista em olimp�adas Bud Greenspan.

E agora, senhoras e senhores...

Aqui est� Johnny!

Deus? No programa do Johnny Carson?

Porque n�o? Ele pode arrumar qualquer pessoa para substitu�-lo.

Eu n�o acredito.

N�o se preocupe, Tracy. S� voc� pode me ver.

Todos os outros est�o assistindo ao Johnny Carson.

Uau! Voc� realmente se movimenta.

Quando voc� tem um territ�rio t�o grande como o meu, voc� n�o pode ficar a toa.

-Conseguiu um slogan para mim? -Sim, eu tenho alguns.

-Bom. Vamos ouvi-los. -Certo, aqui vamos n�s.

"Como se soletra al�vio? D-E-U-S."

Isso � bom. � realmente bom.

Mas n�o acho que seja para mim.

Que tal este: "Deus � otimista com a humanidade".

Isso � bom, tamb�m. Voc� tem mais?

Claro. Este � meu favorito:

"Voc� est� em boas m�os com Deus".

Isso � bom.

Mas mais uma vez, Tracy, isso tem sido sempre bom.

Eu pensei que voc� escolheria esse.

-Que tal, "Deixe Deus lhe colocar--" -"No banco do motorista"?

Olhe, eu trabalhei duro nisso.

Tenho certeza que sim.

Mas, Tracy, n�o quero que pense que eu estou me gabando...

Mas vamos encarar isto: Eu sou o original, o primeiro e �nico.

Eu fiz meu pr�prio molde e joguei fora.

Voc� sabe, isso n�o � f�cil.

Eu n�o disse que seria. Vou te dar outra semana.

-S� uma semana? -� bom o bastante.

Veja o que realizei em uma semana. E fiz sem ajuda de computadores.

�, mas voc� n�o tinha uma prova de matem�tica chegando.

Uma semana.

Eu digo que se voc� n�o estabelecer prazos, nada acontece.

Posso pedir ajuda ao meu pai?

Com a matem�tica, claro.

E Shingo? Ele pode me ajudar?

Seu amiguinho? Sim, Shingo pode ajudar.

N�s faremos o nosso melhor para voc�. N�s realmente tentaremos.

Mas uma semana? N�o sei por que precisa disso t�o r�pido.

-Com quem voc� est� falando? -Nada. Ningu�m.

Voc� estava falando com algu�m.

Aquilo? Eu estava falando com a televis�o.

-O aparelho nem estava ligado. -Eu desliguei.

Era algum comercial bobo.

Est�o sempre tentando te vender alguma coisa.

Que tal, "Voc� pode ter certeza se � Deus"?

N�o, eu te disse. Tem que ser original.

Estamos nisso h� horas. Vamos para casa. Estou faminto.

-Espere, eu acho que estou pensando em algo. -Gostei. Vamos.

Eu n�o disse ainda.

Que tal, "Compre Deus"? C-O-M-P-R-E.

Maravilhoso. Vamos.

N�o, � comercial demais. Ele n�o gostaria disso.

Eu acho que voc� conhece Ele melhor que eu.

-Que tal, "Tente Deus"? -�timo.

-"Deus � bom". -� melhor ainda.

-"Deus � grande". -Perfeito!

N�o, falta alguma coisa.

Como pode sempre faltar alguma coisa?

Eu n�o sei. � s� um sentimento de dentro. Isso � uma express�o de publicit�rio.

Eu tenho um sentimento de dentro, tamb�m. Estou com fome. Vamos para casa.

Pensaremos em Deus amanh�.

-O que voc� disse? -Eu disse, pensaremos em Deus amanh�.

-� isso! -O qu�?

"Pense em Deus". � um slogan formid�vel!

Shingo, voc� salvou o dia.

"Pense em Deus". Ele vai amar isso!

N�o acredito nisso. Com quem ela acha que est� falando?

Deve haver algo de errado com essa crian�a.

Sabe, � a segunda vez que a vejo agindo desse jeito.

Harriet, veja o jeito que ela vai continuando.

-Pobre Tracy. -Pobre Paula.

Eu n�o queria ser a m�e dela.

"Pense em Deus".

"Pense em Deus". Muito interessante.

Tem uma mensagem, � curta, e diz tudo.

Tracy, eu realmente gostei.

Gra�as a Deus.

Eu gosto dessa, tamb�m. Mas vamos com "Pense em Deus".

-Shingo veio com essa. -Eu tinha um pressentimento que ele conseguiria.

Agora que Voc� gostou do slogan, como voc� vai espalh�-lo por a�?

Voc� tem feito um bom trabalho at� agora, Eu vou deixar voc� fazer isso.

Eu? Eu n�o saberia por onde come�ar.

-Por que n�o come�a com seus amigos? -Mas toda uma campanha publicit�ria?

-Como eu farei isso? -Tenho certeza que achar� um jeito.

N�o acho que isso seja justo.

Por que Voc� n�o escolhe algu�m que n�o esteja presa ao dever de casa?

Tracy, Eu escolhi algumas pessoas bem boas.

Voc� deveria estar feliz em estar na companhia deles.

Bom, tudo bem.

Voc� sabe, n�o � exatamente f�cil recusar algo a Voc�.

Ent�o � isso que temos que fazer.

Temos que escrever "Pense em Deus" em todos os cantos.

Nas paredes, cal�adas...

Temos que fazer pequenos cartazes e pendur�-los nas �rvores...

para-choques de carros, cabines telef�nicas, em todo lugar.

N�s queremos em todo canto: "Pense em Deus".

-Voc� sabe o que eu acho? -O qu�?

Eu acho que voc� est� pirada.

Se eu vou escrever em paredes, n�o vou escrever "Pense em Deus".

Sim, eu conhe�o voc�, Charlie.

As coisas que se escreve nas paredes emba�ariam seus �culos.

Vamos l�, pessoal. Deixem Tracy falar.

Ou�am. � uma boa ideia.

Todos n�s nos garantimos demais em Deus.

Por que n�o devemos lembrar as pessoas para pensar Nele?

Se n�o fosse por Ele, nenhum de n�s estaria aqui.

Isso sacudiria minha m�e e meu pai.

Eu acho que Tracy teve uma boa ideia. Vamos fazer algo de bom para variar.

Vamos fazer uma vota��o. Todos a favor, levantem suas m�os.

O que � isso? O que somos, um bando de fan�ticos religiosos?

Pr�ximo passo, rasparemos nossas cabe�as.

Tenho escutado algumas ideias idiotas, Tenho escutado algumas ideias malucas...

mas eu tenho que contar a voc�s, essa leva o pr�mio.

E ela deveria levar o pr�mio porque � a melhor ideia que j� ouvi.

Vamos nos unir a Tracy e fazer isso funcionar.

O que me fez dizer isso?

O que pensa que est� fazendo?

V�. Saia daqui!

Pronto. Agora est� melhor.

Sim?

Tracy, quero falar com voc�.

N�o pode esperar? Estou com uma fome terr�vel.

Quero falar com voc� agora mesmo.

-Recebeu o bilhete da senhorita Hudson? -Sente-se.

Voc� n�o precisa se preocupar com nada. Eu vou me recuperar na li��o de casa.

-Tracy, sente-se. -Quando � o jantar?

Estacione.

Harriet passou no escrit�rio hoje...

E ela me disse que viu voc� falando sozinha no Red Dragon.

Que voc� estava fazendo o mesmo no McDonalds. O que est� acontecendo?

-Eu n�o estava falando sozinha. -Ent�o com quem voc� estava falando?

Foi a mesma pessoa com quem voc� estava falando na outra noite?

-Voc� n�o vai acreditar em mim. -Eu vou.

Deus.

O que Deus tem com isso?

Era com Ele que eu estava falando.

Deus.

Voc� quer dizer que esteve rezando para Deus, como que, em voz alta?

N�o, Ele fala comigo e eu falo com Ele.

Voc� quer dizer na realidade que O ouviu?

Claro, eu O ouvi. Ele estava bem ali no canto.

Voc� quer dizer que O viu, tamb�m?

Isso � imposs�vel. Voc� est� imaginando coisas, querida.

Pessoas simplesmente n�o veem e batem papo com Deus.

M�e, eu O vi, muitas vezes.

Eu sabia que voc� n�o acreditaria em mim.

Shingo, isso � �timo...

Mas n�o posso falar sobre isso. Estou tentando fazer meu dever de casa.

Dever de casa? Quem est� fazendo dever de casa? Estams imprimindo, pintando e publicando.

Meus primos est�o fazendo isso na escola deles.

-Est� se espalhando por todo canto. -Isso � �timo.

Simplesmente fant�stico. Continue com o bom trabalho.

-Voc� pode continuar por mim. -Tracy, voc� come�ou isso.

Eu sei que comecei isso, mas voc� pode terminar para mim.

-Tchau, Shingo. -Espere. Tracy--

-Oi. -Tracy, voc� n�o pode sair.

Acabei de sair.

Voc� est� tendo um grande come�o. Voc� est� fazendo um �timo trabalho para uma grande causa.

E arrumando um grande problema.

Bem vinda ao clube.

Tem alguns grandes nomes nessa escala��o:

S�crates, Martin Luther King...

Mahatma Gandhi, Abe Lincoln.

Mas sou s� uma crian�a.

Eu contei tudo para minha m�e e agora ela acha que estou abananada.

-Nunca falha. -Ela est� bem certa disso.

"Abananada". Odeio essa express�o.

Eu fa�o uma linda fruta, e as pessoas usam como "doida".

Minha professora est� na minha cola, tamb�m.

Estou t�o ocupada fazendo suas coisas, que n�o fiz nenhum dever de casa.

Vejamos o que temos aqui.

Cerca de zilh�es de problemas para resolver, s� isso.

Deixe-me ver. Talvez eu possa ajudar.

Matem�tica. Isso foi um erro.

Eu devia ter feito tudo um pouco mais f�cil.

Voc� comete erros?

Ningu�m � perfeito.

Estraguei tudo com o Mar Morto. Todo aquele sal e nenhuma vida nele.

E o flamingo, lindo p�ssaro...

E eu coloquei os joelhos ao contr�rio.

E eu poderia ter descoberto um jeito melhor do gamb� se defender.

E Voc� certamente se atrapalhou com a girafa.

-Girafa? -Por que fez um pesco�o t�o comprido?

Pra ela comer as folhas das �rvores.

Por que Voc� n�o fez as �rvores mais baixas?

Onde voc� estava quando eu precisava de voc�?

-Eu n�o acredito. Isso � incr�vel. -Eu sei, � horr�vel.

Algumas semanas atr�s, ela estava agindo um pouco estranha.

Sim. Ela estava me perguntando algumas coisas sobre Deus.

Como eu agiria numa campanha publicit�ria para Ele.

Eu n�o pensei nada sobre isso na �poca.

Eu simplesmente n�o sei como uma coisa como essa acontece.

Voc� acha que talvez ela esteja inventando tudo isso?

-Voc� sabe, como uma brincadeira para chamar aten��o-- -Qual �, Don.

Se tem uma coisa sobre Tracy, � que ela n�o � mentirosa.

Eu acho que essa crian�a nunca contou uma mentira em toda a vida dela.

-Desculpe por estar t�o mal-humorada antes. -Eu entendo.

Aqui est� seu dever de casa.

Uau! Obrigada.

Deus...

Voc� reza para quem?

Eu? Bom, algumas vezes eu falo comigo mesmo.

Deve ser muito solit�rio l� em cima.

Deixe eu colocar dessa forma.

Quando eu espirro, n�o tem ningu�m por perto para desejar sa�de.

Agora � meu pai. Eu tenho que ir.

E sa�de, Deus. Isso � para seu pr�ximo espirro.

Talvez eu devesse ter feito as �rvores um pouco menores.

-Oi, papai. -Oi, minha querida.

-Como est� meu beb�? -Estou bem.

-Ent�o.... -Mam�e contou a voc�?

Veja, minha querida....

Voc� sabe, algumas vezes as pessoas imaginam coisas.

-Crian�as, em particular. -Eu n�o imaginei isso.

O fato �, parece t�o real. Realmente parece que aconteceu.

Eu falei com Ele. Ele falou comigo.

Sua imagina��o simplesmente escapa de voc�.

Papai, eu sei que � dif�cil de acreditar.

� dif�cil para mim acreditar, mas aconteceu.

Aconteceu?

Deixe-me ver se entendi. Voc� est� dizendo que realmente viu Deus?

-Eu digo, como uma pessoa real? -Muitas vezes.

-Quando foi a �ltima vez que voc� O viu? -Ele acabou de me ajudar com o dever de matem�tica.

Ai, meu Deus.

Deus estava l� em cima ajudando voc� com o dever de casa?

Sim, aqui est�.

A multiplica��o Dele � muito boa...

mas, querida, esses s�o os seus n�meros.

-� a sua letra. -Isso foi f�cil para ele fazer.

Sim, eu imagino que foi.

Certo.

Certo. Falaremos sobre isso depois, tudo bem?

Por que n�o volta l� para cima e termina...

seus estudos, certo?

Mas voc�s pensam que estou abananada.

Eu n�o deveria ter dito isso. Ele odeia essa express�o.

O que diabos est� acontecendo por aqui desde que fui embora?

O que diabos isso significa?

Se voc� passasse menos tempo nas ruas vendendo aquelas casas superfaturadas...

isso provavelmente n�o teria acontecido.

Eu nunca negligenciei aquela garota, e voc� sabe disso.

Droga, n�o fui eu que me mudei. Foi voc�.

N�o vamos falar sobre isso agora. O problema n�o � esse.

Por que eu n�o a levo para um psiquiatra pediatra?

De jeito nenhum. Nunca.

Paula, ela precisa de ajuda.

Veja.

Voc� cuida de Peit�es, e eu cuido de Tracy.

N�o estamos aqui para discutir. Ela est� com problemas.

-E que tal um padre? Ele poderia ao menos-- -Veja.

Por que temos que lev�-la para algu�m?

Eu digo, talvez isso n�o seja t�o ruim, percebe?

Ela � nossa.

N�o podemos trabalhar nisso n�s mesmos?

Tudo bem, d� dois dias. Talvez ela apenas acorde.

Ligarei para voc�.

Deus a ajudou com seu dever de casa.

Fant�stico. Simplesmente fant�stico.

O que diabos est� acontecendo por aqui? Onde quer que eu olhe, "Pense em Deus".

-Quem � o respons�vel por isso? -� Tracy Richards.

Quem � Tracy Richards? Em que turma ela est�?

-Ela est� na turma da senhorita Hudson. -Traga-a aqui e a senhorita Hudson, tamb�m.

Vou chegar ao fundo disso.

O que n�s temos funcionando aqui, uma escola ou um monast�rio?

Ent�o, sr. e sra. Richards, como isso � um problema de comportamento...

eu chamei a Dra. Young, nossa psic�loga escolar, para participar.

Ela est� um pouco atrasada com seu dever de casa, mas--

� muito al�m disso, Sra. Richards.

Voc�s j� viram todos aqueles cartazes de "Pense em Deus" por a�?

Tracy � a respons�vel pela coisa toda.

Ela fez uma reuni�o e colocou as crian�as nisso.

Agora eles est�o todos por a� escrevendo, colando cartazes.

O que exatamente � t�o terr�vel em escrever "Pense em Deus"? Quero dizer--

Se as crian�as v�o escrever coisas nas paredes de qualquer forma...

poderiam muito bem escrever algo legal.

Eu concordo, mas o ponto �...

religi�o em escolas � uma �rea muito sens�vel. N�o � permitido.

Ela transformou todo o lugar num alvoro�o. Ela corrompeu a escola inteira.

Ela nunca foi uma encrenqueira.

Ela certamente est� fazendo isso dessa vez.

Eu tive uma conversa com ela.

Eu disse a ela para cortar tudo isso. Mas ela disse que n�o podia.

Ela n�o podia?

Esse � o motivo de voc�s estarem aqui. Pode trazer Tracy, por favor?

Se voc�s n�o puderem faz�-la cooperar...

eu simplesmente terei que suspend�-la da escola.

Me desculpem.

Tracy, poderia sentar, por favor?

Seus pais gostariam de falar com voc�.

Voc� realmente tem que cooperar.

Eu digo, Sr. Benson est� certo. Voc� est� corrompendo a escola inteira.

A menos que isso acabe...

Eles v�o suspender voc�. Voc� n�o quer que isso aconte�a, quer?

T� certo, m�e. Acho que voc� est� certa.

Vou falar para as crian�as jogarem tudo fora.

Agora, isso � tudo que queremos!

Tudo bem, Tracy, pode voltar para a sala agora.

-Obrigada, Sr. Benson. Tchau, mam�e. -Tchau, minha querida.

-Vejo voc� s�bado, papai. -Tchau, querida.

Mas antes que eu diga para as crian�as pararem, eu tenho que perguntar a Ele.

Perguntar a quem?

Perguntar a quem, Tracy?

Deus.

Ah, Deus.

Foi ele quem falou para voc� fazer isso?

Sim. Foi parte ideia Dele e parte minha ideia.

Quando voc� falou com Ele, Ele falou com voc�, tamb�m?

Sim. Na verdade, Ele falou comigo primeiro.

Entendo.

N�s conversamos algumas vezes.

Quando foi a primeira vez?

Voc� quer dizer a primeira vez que eu falei com Ele ou a primeira vez que eu O vi?

-Voc� O viu? -Claro.

Como ele �?

Ele usa �culos, e Ele tem cabelos grisalhos...

e � um homem muito elegante.

Tenho certeza.

Como foi seu primeiro encontro com Ele?

No restaurante chin�s. Ele me enviou uma mensagem no biscoito da sorte.

Tracy, voc� poderia esperar l� no sal�o, por favor?

Sua filha precisa de ajuda. Ela est� completamente fora da realidade.

-Agora, espere um minuto. -Eu tenho minha responsabilidade.

Desculpe dizer isso a voc�s, Sr. e Sra. Richards...

mas a aprtir de agora, Tracy est� suspensa da escola.

-Por quanto tempo? -At� que ela melhore.

How do you like that, suspendendo Tracy?

-N�o � justo. -Ela n�o fez nada de errado.

Se eles a est�o expulsando, por que n�o expulsam n�s todos?

-Todos n�s estamos escrevendo "Pense em Deus". -O que vamos fazer?

N�o vamos aceitar isso de bra�os cruzados. Vamos revidar. Vamos.

E outra coisa, todos est�o tentando me ajudar.

Eu n�o preciso de nenhuma ajuda. Eu me sinto bem. Sou perfeitamente normal.

Na verdade, voc�s deveriam estar orgulhosos. Nem todo mundo � escolhido por Deus.

Eu estou num clube muito legal, tamb�m:

S�crates, Abe Lincoln, e pessoas como essas.

Sr. e Sra. Richards, o doutor gostaria de v�-los primeiro.

Voltaremos em um minuto, querida.

Ol�, Tracy.

Ol�. Eu estava imaginando quando voc� iria aparecer.

Expulsa da escola, e agora est� chateada por causa disso?

N�o, eu estou bem.

Eu imaginei que voc� poderia estar um pouco chateada.

Eu sei que voc� tem muitas coisas para fazer...

mas voc� n�o ficaria t�o ocupado a ponto de me esquecer, ficaria?

-Voc� est� um pouco chateada, n�o est�? -Eu acho que estou.

Deixe-me contar uma pequena est�ria.

Havia esse tigre na selva, E ele tinha um espinho em sua pata.

E foi muito dolorido.

Havia uma gatinha l� que viu tudo.

Ela tirou o espinho da pata do tigre.

Isso deixou o tigre muito feliz.

A gatinha disse, "Agora que eu lhe fiz um favor, voc� pode me fazer um favor".

O tigre disse, "Qualquer coisa".

A gata disse, "em qualquer lugar que esteja na selva, tenho medo de todos os outros animais".

O tigre disse, "Sem problema.

"quando voc� andar pela selva, apenas mantenha sua cabe�a erguida.

"Sacuda a cabe�a, abane seu rabo, e todos pensar�o que voc� � um tigre".

A gatinha tentou, e seguiu com isso por tr�s anos.

At� que um dia ela encontrou o mesmo tigre.

L� estava ela, sacudindo sua cabe�a, abanando seu rabo.

O tigre disse, "Crian�a, voc� n�o precisa sacudir sua cabe�a e abanar seu rabo para mim.

"Eu sei que voc� � uma gata".

-� isso? -� isso.

O que isso tem a ver comigo?

Nada, mas � uma est�ria bem bonita Eu pensei que fosse alegrar voc�.

Assim est� melhor.

Voc�s est�o separados h� sete meses, certo?

-Sim. -Sei.

Pelo que voc�s me disseram, Tracy tem contato com Deus...

ocorrendo principalmente em �reas de alimenta��o:

o restaurante chin�s, McDonald's, um carrinho de sorvete.

E todos eles apareceram desde que voc�, Sr. Richards...

deixou sua casa depois da separa��o.

Obviamente...

Tracy criou a fantasia de uma figura paterna como um substituto...

para lhe dar o apoio emocional que ela precisa por causa da aus�ncia do pai.

-Tem certeza? -Uma pessoa nunca est� completamente certa...

mas tem algo que voc� disse que � muito intrigante.

O pai na fantasia de Tracy, Deus...

como seu pai de verdade, � interessado em publicidade...

ou espalhar uma mensagem, por assim dizer.

� verdade.

S�o apenas teorias.

Terei que fazer alguns testes com Tracy a fim de verific�-los.

Tragam Tracy de volta!

Qual sua primeira imagem envolvendo a pessoa?

Lembro-me do meu pai descascando uma ma��.

Agora, quero que voc� me diga...

se as pessoas s�o reais ou se s�o personagens imagin�rios.

Robert Redford. Ele � real.

George Washington.

-Ele foi real? -Claro.

Pernalonga.

Real ou imagin�rio?

Por favor, Doutor.

Voc� se importaria de olhar essas l�minas e dizer o que voc� v�?

Ovo foo yung.

Certo, e quanto a isso?

Camar�o ao molho de lagosta.

E isso?

Spaghetti. "O gosto da Mama."

Parece que voc� associa tudo com comida.

Parece muito significativo.

Tamb�m poderia significar que estou faminta.

N�o h� nenhuma evid�ncia de qualquer dist�rbio org�nico em Tracy.

Isso � bom.

Entretanto, a avalia��o na �rea comportamental...

n�o � encorajadora.

Tracy ainda est� insistindo com firmeza...

que ela realmente viu e falou com Deus...

uma ilus�o que indica psicose real.

-Psicose? -Suponho que sim.

O que Tracy precisa � observa��o e tratamento.

Agora, n�s temos um �timo lugar em Santa Barbara...

onde ela ter� cuidados especializados e antes--

Espere um minuto. Voc� n�o est� sugerindo...

que ela seja internada numa institui��o, est�?

Sr. Richards, n�o deixe a palavra aborrec�-lo.

Um banco � uma institui��o.

Uma escola, um supermercado, tudo � uma institui��o.

O fato que realmente importa, que � um bom, agrad�vel...

ambiente controlado com uma equipe treinada.

Ela estar� muito melhor l�.

E ela tem que ir para l�.

� um tipo de rancho em Santa Barbara, minha querida...

E voc� n�o ter� que ir por pelo menos dois dias.

E voc� estar� de volta antes que perceba.

N�o fique t�o aborrecida. N�o estou nem um pouco preocupada.

� uma boa atitude, querida.

Voc� � uma mocinha brilhante.

Deus nunca deixaria eles me colocarem numa institui��o.

Estou faminta. Vamos almo�ar.

Tragam Tracy de volta!

Deus?

Onde est� Voc�? Eu preciso de Voc�. Tem sido dias dif�ceis.

Amanh� eles me colocar�o numa institui��o.

Eu estive em tr�s igrejas e em uma sinagoga.

Eu tenho procurado Voc� por toda parte.

De Hollywood, o Tonight Show estrelando Johnny Carson.

Este � Ed McMahon juntamento com o Doutor Severinsen...

e a orquestra NBC...

convidando voc�s para curtir Johnny e seus convidados:

Buddy Hackett, Steve Lawrence, e Dizzy Gillespie.

E agora, senhoras e senhores...

aqui est� Johnny!

Tracy, qual o problema?

Eu vim dizer adeus. Estou fugindo. Eles n�o v�o me trancar.

-Para onde est� indo? -N�o sei. Qualquer lugar.

Eu vou descer. Encontre-me na garagem. Eu conhe�o um lugar perfeito para voc� se esconder.

"Queridos mam�e e papai, n�o irei para nenhuma fazenta divertida.

"N�o se preocupem, estarei bem. Amo voc�s dois.

"Lembrem de alimentar meu peixinho dourado".

Paula, est� tudo bem. Iremos encontr�-la.

-Rosa, voc� est� bem? -Estou.

-Tem caf� na cozinha? -Sim, claro.

Poderia trazer um pouco? Vamos.

Don, aquela pobre crian�a. O que ter� acontecido com ela?

-Onde ela poderia estar? -Tudo vai ficar bem.

A primeira coisa que devemos fazer � chamar a pol�cia.

Vai sair em todos os jornais.

J� est�.

Por qu� Shingo teve que trazer ela pra c�?

Quem sabe? Quem consegue entender aquele japon�s horr�vel dele?

Ele � nosso neto

Se ele quer n�s a mantenhamos aqui,

N�s a mantemos.

Quem vai mant�-la quando nos colocarem na pris�o?

O que n�s podemos fazer?

Ela deve estar com grandes problemas

Pra algu�m com problemas ela come como um cavalo.

Shingo, por onde esteve? Estive procurando a cidade toda por voc�.

Estive por a� colando cartazes.

-Onde est� Tracy? -Por qu�? Ela est� desaparecida?

-Shingo, onde est� Tracy? -Eu n�o sei. Eu n�o a vi o dia todo.

Veja, parceiro. Voc� e Tracy s�o muito amigos.

Ela conta tudo a voc�. Agora me ou�a, isso � muito s�rio.

Eu quero saber onde ela est�.

-Shingo, falar voc�. -Obrigado.

Oi, Shingo. O que foi?

-Eu tive que contar ao seu pai onde voc� est�. -Por qu�?

Ele arrancou de mim. Eles est�o a caminho para pegar voc�.

Obrigada, Shingo.

Essa � a �ltima chamada para o Southwest Limited...

Trem Amtrak N�mero 4...

partindo para Chicago na Linha 3.

Todos a bordo!

Onde Voc� esteve?

Eu O procurei por toda parte.

Tracy, Eu sou um homem muito ocupado.

Meu telefone nunca para de tocar.

Fugindo? Isso n�o parece com voc�.

Eu estava assustada. Eu n�o queria ir para aquela institui��o idiota.

-Tudo parecia t�o sem esperan�a. -Ent�o voc� entrou em p�nico.

Tudo o que eu fazia estava causando problemas.

-Meus pais estavam t�o preocupados comigo. -Agora eles est�o ainda mais preocupados.

-Eu acho que fugir n�o � a solu��o. -Nunca foi.

Quando voc� sabe que est� certa, voc� continua firme.

Eu suponho que n�o sou mais um membro do clube.

N�o. Os melhores deles tiveram seus momentos de fraqueza.

Todos passaram por isso algumas vezes. N�o seja t�o dura com voc� mesma.

Tracy, vou levar voc� para casa.

Quero que fa�a isso mesmo.

-Voc� se sente melhor agora? -Sim.

-Posso perguntar uma coisa? -V� em frente.

Por que Voc� deixa coisas ruins acontecerem?

Voc� faz perguntas muito boas.

Sabe, coisas que voc� imagina serem ruins nem sempre s�o ruins.

Algumas vezes elas t�m um prop�sito que voc� n�o conhece.

Mas e quanto �s doen�as?

E quanto �s crian�as da minha idade que ficam doentes e morrem?

-Essas s�o realmente coisas ruins, n�o s�o? -Essas s�o coisas ruins.

Sim, dor e sofrimento. Esses s�o dif�ceis de explicar.

Aposto que sim.

Eu sei que isso soa como uma desculpa...

mas n�o h� realmente nada que eu possa fazer a respeito da dor e do sofrimento.

Foi criado com o sistema.

-Que Voc� inventou. -Isso.

Meu problema � que nunca pude imaginar como fazer qualquer coisa...

-com apenas um lado das coisas. -Um lado?

-Voc� j� viu a frente sem as costas? -N�o.

-O topo sem alicerce? -N�o.

-Uma subida sem uma descida? -N�o.

Certo. E n�o pode haver o bom sem o mau...

vida sem morte, prazer sem dor.

� assim que as coisas s�o. Se eu levasse a tristeza embora, a felicidade teria que ir com ela.

Se algu�m souber outro jeito, Eu gostaria que colocasse na caixinha de sugest�es.

Eu acho que algum dia entenderei.

Se voc� entender, ser� a primeira. Algumas coisas n�o podem ser compreendidas.

O que � o fim? O fim dos tempos?

O fim do universo? At� Einstein foi reprovado nessa.

Voc� fala comigo como se eu fosse crescida. Eu gosto disso.

Bom. Vamos indo. Em meia hora, voc� estar� em sua cama.

Em meia hora? Mas voc� entrou em minha sala do programa do Carson em um segundo.

Tracy, funciona comigo.

Com voc�, eu terei que fazer do jeito dif�cil.

E aqui est�.

-Uau! Eu vou gostar disso. -Venha, vamos.

-Voc� j� esteve em uma dessas? -N�o.

Nem eu. Segure-se.

Divertindo-se, Tracy?

Isso � fant�stico!

A� vem a pol�cia!

Segure-se!

Voc� viu o que eu vi?

-Sem motorista, s� o passageiro? -Isso mesmo.

-N�o registraremos esse. -N�o mesmo.

Devemos ter perdido ela.

Paula, est� tudo bem. A pol�cia ir� encontr�-la.

Veja, por que n�o fico por aqui no caso de sabermos algo?

A luz est� acesa no quarto de Tracy.

Onde voc� estava, querida? O que aconteceu?

Docinho, voc� est� bem?

-Como voc� chegou em casa? -Deus me trouxe em sua motocicleta.

Isso � maravilhoso, querida.

-Vamos, durma um pouco agora. -Certo.

-Boa noite, docinho. -Boa noite.

N�o se preocupe. N�o estou mais com medo daquela institui��o.

Conversaremos sobre isso pela manh�, Tracy. Boa noite.

Bom dia. Sou Hugh Downs.

Eu tenho difundido por um pouco mais de quatro d�cadas...

e eu nunca tinha visto um fen�meno como esse que est� acontecendo hoje.

Quatorze dias atr�s...

uma pequena estudante do Oeste de Los Angeles, California, Tracy Richards...

decidiu escrever "Pense em Deus" nessa cal�ada.

Ela chamou alguns colegas da escola para ajud�-la. E essa coisa realmente se espalhou.

Em cercas, em adesivos de para-choques.

E olhem para isso.

E para isso.

E se voc� acha que � tudo, h� mais.

Londres.

Do Pal�cio de Buckingham ao Piccadilly Square...

qualquer lugar que os Londrinos v�o hoje...

eles s�o lembrados por avisos, para pensarem em Deus.

Paris.

T�quio.

Cairo.

Agora aqui est� uma not�vel psiquiatra, Dra. Joyce Brothers.

Eu acho que devemos manter nossa mente aberta.

Se n�o existe um Deus, eu gostaria de apontar...

que essa crian�a que poderia facilmente fantasiar...

que tenha tido um amigo imagin�rio ou um companheiro imagin�rio...

atualmente lida melhor com as crises da vida melhor que aqueles que n�o tiveram.

E se existe um Deus...

eu acredito que Tracy Richards O viu e realmente falou com ele.

Estranhamente, crian�as geralmente t�m um maior controle da realidade que a maioria dos adultos.

E como o Velhos Testamento diz:

"E uma crina�a pequena os guiar�".

Agora sabemos o porqu�.

As igrejas est�o cheias, mas as salas de aula est�o vazias.

Sim, quando Tracy Richards foi expulsa da escola...

isso desencadeou uma greve estudantil municipal.

Isso tamb�m causou s�rios confrontos...

entre o Diretor Escolar, Jeffrey Hodges...

e o psiquiatra Dr. Jerome Newell, em cujos cuidados Tracy foi colocada.

O Diretor quer ela de volta � escola...

mas Dr. Newell diz n�o.

O caso est� sendo ouvido hoje pelo Juiz Thomas Miller.

Merit�ssimo, estamos em uma crise.

Como Diretor Escolar, � minha responsabilidade...

trazer a menina de volta � aula.

Eu quero uma ordem judicial para for�ar o Dr. Newell a liberar Tracy Richards de seus cuidados.

Diretor Hodges est� errado, Merit�ssimo.

Essa garota n�o pode ficar na escola. Ela est� sofrendo de del�rios.

Ela tem que ir para um lugar onde ela possa receber cuidados e tratamento.

Crian�as imaginam muitas coisas.

Todo o nosso sistema escolar est� paralisado...

por causa da opini�o pessoal de um homem.

Desculpe-me, mas eu n�o pretendo...

me basear na opini�o pessoal de um homem, senhor.

Agora, antes que eu emita uma ordem judicial, Dr. Newell...

Gostaria que fizesse uma coisa para mim. Gostaria que convocasse um j�ri...

com os melhores psiquiatras da cidade...

e eles devem examinar minuciosamente essa pobre garotinha, Tracy Richards, � isso?

E ent�o, quando eles tirarem suas conclus�es...

eu tomarei minha decis�o.

Sim, eu O conheci no carro do papai, Ele saiu do aparelho da TV...

Ele me deu um casquinho de sorvete, Cherry Jubilee...

almo�amos no McDonald's, e vou dizer novamente...

ele me trouxe para casa em Sua motocicleta.

Dr. Whitley, tem uma pergunta que eu gostaria de fazer--

Acho que j� tivemos perguntas suficientes.

Senhor e Senhora Richards, existe algo que gostariam de acrescentar?

-O que podemos dizer? -N�o.

Gostar�amos de fazer o melhor para Tracy.

Voc�s tr�s se importariam de aguardar na sala de espera, por favor? Carl.

Est� muito claro com o que estamos lidando aqui.

Eu devo adicionar, Dr. Newell, voc� fez muito bem o seu trabalho.

-Obrigado. -Posso levantar uma quest�o?

Antes de votarmos, gostaria de relembr�-los...

que existe um grande acordo de simpatia com aquela garotinha...

e muitas crian�as est�o fora da escola.

Nossa profiss�o estar� sob uma press�o tremenda.

-N�o podemos ceder a isso. -N�o, n�o podemos ceder a isso.

N�o, n�o podemos. Se a deixarmos andar por a� com seus devaneios...

o que faremos com o paciente que pensa ser Napole�o?

Certamente. Se ela est� certa...

ent�o estamos todos errados.

N�o, a menina ir� para uma institui��o.

H� alguma obje��o? N�o? Ent�o est� resolvido.

Carl, voc� poderia traz�-los de volta, por favor?

Eles est�o prontos.

N�s todos decidimos que voc� precisa de ajuda...

e acredite em mim, isso � para o seu bem.

E as chances s�o de que voc� n�o v� ficar l� por muito tempo.

Se voc� olhar pelo lado positivo, tenho certeza que--

� ele. � Deus.

Desculpem pelo atraso.

Quero pedir desculpas aos meus distintos colegas.

Eu deveria ter chegado mais cedo, mas estava preso no tr�nsito.

Com licen�a, senhor. Quem � voc�?

-Dr. Stevens. -Eu n�o lembro de ter sido convidado.

Se Eu esperasse ser convidado, Eu perderia muitas coisas importantes.

Entretanto, nesse caso, Eu acho que voc� est� enganado.

Mas seu nome n�o est� na lista.... Sim, est� sim.

Senhoras e senhores, somos todos psiquiatras experientes.

O que essa garotinha fez que foi t�o terr�vel?

Ela juntou um monte de crian�as. Todos elas escreveram "Pense em Deus"...

e o mundo todo est� com o pensamento em Deus. Isso � t�o ruim assim?

Mas, senhor, como psiquiatra experiente...

voc� deveria saber que essa n�o � a quest�o.

Esta garotinha cr� n�o somente que viu Deus e falou com Ele...

mas que Ele falou com ela, tamb�m.

Quem somos n�s nesta sala para dizer que ela n�o falou?

Talvez ela tenha falado.

Talvez n�o.

Veja, senhor, todos n�s votamos.

Eu sei disso, Dr. Whitley, e voc� disse que se ela est� certa, ent�o estamos todos errados.

Como Voc� sabe que eu disse isso?

Eu tamb�m leio folhas de ch�.

Veja, o que � tudo isso?

Somos profissionais competentes. Conhecemos nossa �rea.

N�s analizamos esse caso, frente e verso...

e n�s tomamos nossa decis�o.

Eu n�o gostaria que isso se espalhasse por a�, mas se somos todos t�o competentes...

t�o certos de nossos m�todos e teorias...

como � que existem tantas pessoas que nunca saem das institui��es?

Mas essa � uma situa��o que est� fora do nosso controle.

Existem muitas pessoas que nunca v�o ser capazes de distinguir...

a realidade da ilus�o.

Mas temos que lembrar que algumas vezes � muito dif�cil...

determinar o que � realidade e o que � ilus�o.

Por exemplo, o lustre.

Agora, isso � realidade.

Todos n�s olhamos para cima, todos n�s vimos ele. Todos n�s sabemos que est� l�.

Mas est�?

N�o posso acreditar nisso.

Ai, meu Deus. � Deus.

O que � ilus�o e o que � realidade?

O lustre desapareceu ou n�o?

Somos todos pessoas inteligentes. N�s vimos, ou n�o vimos?

Talvez essa garotinha tenha visto e falado com Deus.

Onde est� escrito que Mois�s foi o �nico?

S� porque n�o falamos com Deus n�o significa que ela tamb�m n�o fale.

Eu n�o sei o que est� acontecendo aqui! Eu n�o sei quem voc� �.

Talvez voc� seja um m�gico ou um hipnotizador...

mas existem algumas coisas que eu tenho certeza.

Eu sei que somos todos psiquiatras aqui.

Eu sei que sou Benjamin Charles Whitley. Eu sei que tenho quatro filhos.

Eu sei que pago $2,200 por m�s de pens�o aliment�cia.

Eu sei que aqui � o Centro M�dico UCLA...

e eu sei que agora s�o precisamente 11:30 da manh�.

Doutor, tem certeza que � de manh�?

Doutor, voc� est� certo. S�o 11:30 da manh�.

Eu sei que estamos todos ansiosos em irmos para casa, mas antes de julgarmos Tracy...

N�o dever�amos estar todos um pouco mais seguros de n�s mesmos?

Se n�s diss�ssemos a todo mundo que vimos o dia virar noite e a noite virar dia...

eles nos tirariam da escola, tamb�m.

Ent�o talvez Tracy tenha visto Deus.

Talvez voc�s O estejam vendo agora mesmo.

Talvez n�o.

Pensem nisso. Reflitam um pouco.

Se nos derem licen�a, vamos levar Tracy para casa agora.

Temos que apront�-la para a escola pela manh�.

Vamos, querida.

N�o sei se algum de n�s...

entendeu o que realmente aconteceu aqui...

mas estou inclinado a achar...

que seria uma �tima ideia...

se mantiv�ssemos isso entre n�s.

Muito bem, ent�o.

O caso de Tracy Richards est� encerrado.

-Gra�as a Deus. -De nada.

A n�s tr�s.

Que tal um beijinho?

Obrigada.

-Que tal um bem aqui? -Com prazer.

Reconcilia��es s�o mais divertidas que casamentos.

Com licen�a. Voltarei logo.

-Aonde est� indo? -Vou ao sal�o por um instante.

N�o demore muito, Tracy. Seu rolinho de ovos vai ficar frio.

Entre, Tracy.

Estava esperando a porta abrir sozinha.

Desculpe. Eu esqueci.

Veja, Tracy, tudo funcionou.

Funcionou mesmo.

Muito bacana Voc� fazer meus pais voltarem a ficar juntos.

N�o. Eles fizeram isso sozinhos.

Qual �, aposto que voc� arranjou a coisa toda.

Acredite, n�o fiz.

Tracy, a raz�o pela qual chamei voc�...

Gostaria de agradecer a voc� e a todas as crian�as pelo trabalho maravilhoso que voc�s fizeram.

Verei Voc� novamente?

Se eu tiver um grande problema...

voc� ser� a primeira pessoa que chamarei.

Voc� n�o precisa de mim. Voc� � Deus.

Voc� n�o precisa de ningu�m.

Deus precisa de todos.

Eu preciso de toda a ajuda que possa conseguir.

Adeus, Tracy.

V�, Tracy.

N�o h� nada pior que rolinho de ovos frio.

Portugu�s - Brasil

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