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Liga para a Polícia. Vou procurá-la.
# TEMA INSTRUMENTAL TRISTE
#
ANABELA:'Estou, bom dia. É da Polícia ?'
'O meu nome é Anabela Silva. Não sei da minha filha.'
'Não está em casa, não passou aqui a noite. Não está em lado nenhum.'
'Já liguei para todo o lado.'
'Não está na escola.'
'Chama-se Luísa Silva.'
#
#
#
#
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# TEMA INSTRUMENTAL TRISTE
#
#
#
#
Podem dar-nos um minuto ?
Obrigado. Já vos chamo.
#
Sabes quem é ?
- É a filha do Henrique, não é ? - É.
#
#
#
#
O que é que a equipa forense acha ?
Nada. Ainda é cedo para terem respostas.
#
- A fogueira é recente ? - É.
#
#
#
#
Quero impressões digitais de tudo.
#
Depois de levarem o corpo verifiquem os acessos à praia.
Duvido que haja câmaras mas, se houver, quero as imagens.
Claro.
#
#
#
#
- A família já sabe ? - Não.
Ligaram da central pouco antes de chegares.
A mãe ligou para a Polícia a reportar o desaparecimento dela.
Pedi à colega que atendeu para eles esperarem em casa.
Preferes ser tu a dar a notícia, certo ?
#
#
CAMPAINHA
# TEMA INSTRUMENTAL TRISTE
#
#
OPERADORA:"O número para o qual ligou não está atribuído."
#
#
#
LARA:- Rita ? - Sim ?
Está tudo bem ?
Peço desculpa por pedir para vir mais um turno.
- A Andreia ficou com febre. RITA:- Não faz mal.
Já sabe mais alguma coisa da sua filha ?
Não.
Se precisar de alguns dias a Rita fala comigo, está bem ?
Só preciso que me diga com antecedência para arranjar alguém.
Obrigada.
O pai da Matilde ?
Ele está a ajudá-la a procurar a menina ?
Eu não quero falar com ele.
Entendo.
E agora ? O que está a pensar fazer ?
Não sei.
Já procurei o nome da assistente social por todo o lado. Online...
Só aparecem imagens de outras pessoas.
Parece que esta mulher não existe.
Não há de ser a primeira vez que um caso destes acontece.
MARTA ASSENTE
Eu vou tentar, mas...
Não prometo nada.
Pedro, acho melhor seres tu a falar com ela.
Combinado. Até já.
JÚLIA:Um momento.
Então ?
O Pedro acaba de me ligar.
A Polícia Judiciária pediu o nosso apoio.
Porquê ? O que aconteceu ?
O caso envolve menores.
Uma rapariga morta. Precisam de uma psicóloga.
Sabes que não sou capaz. Não vou conseguir.
Júlia, o protocolo que temos com eles
é essencial para a associação. Preferia que aceitasses.
O que queres dizer ?
Que não tenho escolha ?
- Neste caso não. - Não me podem obrigar.
O Pedro já está a caminho.
O Pedro que dê meia-volta. Não vou aceitar.
CAMPAINHA
- Sra. Professora, bom dia. - Bom dia.
Viu a Luísa Silva ?
A Luísa não. Porquê ?
A mãe dela ligou para cá.
Não a consegue encontrar. A diretora pediu que a procurasse.
Claro. Se eu a vir aviso logo.
Obrigado, Professora. E...
( Por favor, não conte a ninguém que está desaparecida. )
A Sra. Diretora não quer que se saiba, para não incomodar.
- Claro. Não se preocupe, Mário. - Bom dia.
# TEMA INSTRUMENTAL INTENSO
#
PASSOS APROXIMAM-SE
Não me vais conseguir convencer.
Eu sei que não devia pedir isto.
Especialmente com o que se passa contigo e entre nós.
Mas não tenho hipótese. Preciso de ti.
SUSPIRA
Não sei o que a Marta te disse, mas uma rapariga foi assassinada.
De certeza que arranjas outra pessoa.
Temos o protocolo especificamente por falta de verbas.
Se não fores tu não tenho outro psicólogo que possa ajudar.
Como se chamava a miúda ?
Luísa. Luísa Silva.
Tens alguma fotografia dela ?
Tenho.
É amiga da filha da Leonor.
Tens a certeza de que foi homicídio ?
Acredito que foi estrangulamento e depois atirada ao mar.
Foi encontrada na praia esta manhã.
Posso contar contigo ?
CHAVES TILINTAM
# TEMA INSTRUMENTAL SUSPENSE
#
# PRESSIONA TECLAS
#
# (...)
#
#
#
#
HENRIQUE:Não, mãe, ainda não sabemos onde ela está.
A Polícia pediu-me para vir para casa.
Mãe, não sei ! Estás a fazer perguntas que não sei responder.
Sim...
CAMPAINHA Tenho de desligar. Estão a tocar à porta.
Depois ligo.
PEDRO:Henrique, podemos entrar ?
Pedro, o que se passa ?
Ninguém nos diz nada.
PEDRO:É melhor falarmos lá dentro.
JÚLIA:Com licença.
PORTA FECHA
HENRIQUE:- Pedro, o que foi ? - Encontraram-na ?
- Talvez seja melhor sentarmo-nos. - Não quero sentar-me !
Pedro, o que se passa ?
Gostava que nos ouvissem com a calma que for possível.
A Júlia é psicóloga e está aqui para ajudar.
# TEMA INSTRUMENTAL TRISTE
Infelizmente a vossa filha foi encontrada morta na praia hoje.
- Não... - Suspeitamos de homicídio.
Não pode ser. Estás enganado. Enganaram-se.
JÚLIA:É natural a sua reação.
HENRIQUE:Pedro, diz-me que é mentira.
- Henrique, é ela. HENRIQUE:- Não...
Não pode ser, não pode ser... Não pode ser !
Não pode ser !!
# TEMA INSTRUMENTAL TRISTE
#
#
#
#
#
#
Posso ?
#
Devia ter vindo ver
como ela estava ontem quando chegámos.
Nunca mais vai voltar a este quarto.
Nunca mais a vou ver aqui.
A morte não vai apagar a sua filha.
Ela vai continuar presente.
No seu dia a dia, nas suas memórias.
E nós ?
Vocês vão...
Aprender a viver um dia de cada vez.
Henrique.
Pode parecer cruel, mas tenho de fazer umas perguntas.
É essencial para descobrirmos o que aconteceu rapidamente.
Quando foi a última vez que viste a tua filha ?
Antes de ir para o trabalho ontem de manhã.
Que horas eram ?
PEDRO CLICA NA CANETA
A Bela ligou-me ainda do carro.
Eram para aí umas oito ou oito e meia.
Mas não tenho a certeza.
Onde é que jantaram ?
No restaurante perto do cais.
A última vez que a viu foi aqui neste quarto ?
Sim.
Será que ela teve medo ?
Há perguntas para as quais nunca vai ter resposta.
Consegues dizer-me a que horas chegaram a casa ?
Já passava da meia-noite.
Não te sei dizer a hora certa.
Estiveram acompanhados o jantar todo ?
Porque é que me estás a perguntar isso ?
Porque se trata de um homicídio, Henrique.
São procedimentos normais.
Estiveram sempre acompanhados ou não ?
Não. Estávamos só os dois.
Esteve na praia ? Viu-a ?
Não.
Acho que não vou ter coragem de a ver.
Era costume sair de casa à noite sem dizer nada ?
Não.
Nunca ? Nem para sair com os amigos ?
Ela não tinha amigos.
Parece tudo mentira.
Ainda esta manhã o Henrique andava à procura dela e...
Eu a ligar para a Polícia e para a escola. Nada.
É natural.
Mas o tempo ajuda-nos a aceitar a perda.
Mas a dor não, pois não ?
Esta pergunta pode parecer estranha, mas...
Aconteceu alguma coisa fora do normal ultimamente ?
Receberam algum tipo de ameaça a colegas, familiares ou amigos ?
Coisas do género ?
Não.
Só os problemas que ela tinha na escola.
Mas acho que não era nada de importante.
O que se passava na escola ?
Não se integrava.
Nunca devíamos ter voltado para cá.
Se não tivéssemos voltado
ela não a tinha conhecido.
SUSPENSE
Conhecido quem ?
Uma miúda que não a deixava em paz.
Foi desde que se conheceram que começaram os problemas.
Como é que ela se chama ?
Sara.
- A Anabela disse alguma coisa ? - Nada.
Está em choque. Acho que ainda não caiu em si.
- E ele ? - Igual.
Falou-me da amizade dela com a Sara.
Achava que era má influência.
Pedro, acho melhor afastar-me do caso.
Sou amiga da Leonor, mãe da Sara...
- Fui psicóloga dela... - E então ?
Não tinhas qualquer tipo de relação com a vítima, não é ?
Posso contar contigo ?
Por favor.
Rita ?
Sim, sou eu.
Maria. Obrigada por ter vindo.
Sente-se aqui, por favor.
O que sabe sobre o meu filho ?
Lamento.
Não sei nada sobre o seu filho.
Mas estou a passar pelo mesmo.
Encontrei o seu blogue e precisava de falar consigo.
Pode contar-me a sua história, por favor ?
SUSPIRA
# TEMA INSTRUMENTAL TRISTE
#
#
Já tinha três filhos na altura.
#
Quando engravidei foi um acidente, mas...
Eu e o meu marido quisemos tê-lo.
#
Tive o Marco.
#
Estive com ele umas semanas em casa
quando aquela mulher veio bater-me à porta.
#
Trazia muitos papéis.
Disse que a casa não tinha condições para tantas crianças.
#
Que eu e o meu marido não tínhamos rendimento suficiente
porque eu não estava a trabalhar.
Depois disse que iam levar o menino por uns tempos
para uma instituição para cuidarem dele.
#
Nunca mais o vi.
#
Comigo foi a mesma coisa.
Também foi uma assistente social que levou a minha filha.
#
Também lhe deram um número de telemóvel que não funciona ?
Sim.
Por favor, vamos tratar-nos por tu, pode ser ?
#
E o nome da tua filha não aparece no sistema, certo ?
Certo.
Quando descobri fui logo à Polícia.
Disseram que se tinha sido uma assistente social
a levar a minha filha, tinha de esperar pelo tribunal.
Não esperes.
Ninguém te vai ajudar.
Se queres encontrar a tua filha tens de ser tu a fazer
o que for preciso para a trazeres para casa.
Não sei por onde começar.
Não faças como eu.
Eu fiquei à espera.
Acreditei no que me disseram.
#
Só comecei à procura passado meses.
Se tivesse começado mais cedo talvez tivesse encontrado o Marco.
#
Já passaram dois anos.
E eu penso nele todos os dias.
#
Não deixes que te aconteça o mesmo.
#
#
Qual era o nome da assistente social que levou o teu filho ?
Vera Santos.
É aqui.
MÁRIO BATE À PORTA
LEONOR:Só um minuto.
Por favor, vão à página 20 do manual.
Resolvam os exercícios três e quatro.
A delegada de turma fica encarregue de garantir que não há barulho.
Já volto.
PORTA ABRE
O que se passa ?
Sra. Professora, estes senhores estão aqui para falar consigo.
Há algum sítio mais privado onde possamos falar ?
Claro que sim. Pode ir, Mário. Obrigada.
- Obrigado. - Vamos ?
PEDRO:Leonor, tu és professora
de uma rapariga chamada Luísa Silva, certo ?
Sim. Ela é aluna minha, é amiga da Sara, tu sabes.
A mãe dela ligou para a escola esta manhã.
Disseram que está desaparecida. Estão à procura dela ?
Infelizmente foi encontrada esta manhã morta na praia.
Eu sei que é difícil e inesperado.
Mas vais ter de ter calma e falar com a Sara.
Leonor.
Leonor, estás bem ?
Desculpem.
Desculpem, estou só...
Parece impossível.
Eu não sei se a Sara vai aguentar.
Júlia, não sei mesmo.
Eu sei que não vai ser fácil, mas ela vai precisar de ti.
Vai precisar do teu apoio.
Leonor, desculpa, vou ter de fazer perguntas sobre a Luísa.
Não podemos fazer isso mais tarde ?
PEDRO:Infelizmente não.
Suspeitamos de homicídio.
Homicídio ?
Quem era capaz de uma coisa dessas ? Ela só tinha 17 anos.
Reparaste em alguma coisa de diferente nela ?
Como assim ?
PEDRO:Mudança de comportamento, por exemplo.
Maior agressividade ou...
Sinais de receio, de problemas aqui na escola, não sei.
Era uma rapariga sossegada, estava igual ao que sempre foi.
Sabes se ela tinha problemas com alguém aqui na escola ?
Sim.
Por muito que estivéssemos atentos aqui na escola,
não conseguíamos evitar que gozassem com ela.
Ela era uma...
Era uma rapariga frágil e tímida.
Não lhes dava troco e fazia com que fosse um alvo fácil.
A minha filha, a Sara, era a única pessoa próxima dela na escola.
Elas são...
Eram. Muito amigas.
A Sara está aqui na escola ?
A Sara não tem nada que ver com a morte da Luísa.
A Sara não tem nada para vos dizer.
Se era a pessoa mais próxima dela pode saber de algo, certo ?
Júlia, tu conheces a Sara.
Sabes como ela vai reagir.
A melhor amiga dela está morta.
Não podes contar-lhe isso e enchê-la de perguntas logo.
Eu preferia falar com ela aqui do que em interrogatório.
Mas fazemos como preferires.
Tem mesmo de ser ?
Infelizmente sim.
Vais tu chamá-la ?
Não consigo, Júlia.
Eu não consigo contar...
Não tenho coragem.
Eu percebo.
Eu falo com ela. Não te preocupes.
É demasiada coincidência. Temos de ir à Polícia.
Se formos falar com eles sem termos provas
não nos vai servir de nada.
Não temos nada, só o nome dela.
Mas tem de haver um padrão.
- Nestas coisas há sempre. - Como assim ?
Se ela fosse assistente social aparecia no sistema, certo ?
Vamos presumir que não é.
- Em que dia levou o teu filho ? - 10 de outubro.
A Matilde foi a 15 de setembro.
Eu já tinha três filhos, tu não tinhas nenhum.
A mim disseram-me que foi por causa das drogas.
A mim porque não tinha condições para criar tantos filhos.
E estava desempregada.
- O teu filho tinha semanas. - Sim.
A Matilde meses.
Sara...
Eu lamento profundamente...
O que foi ? O que aconteceu ? O que se passa ?
# TEMA INSTRUMENTAL TRISTE
#
A tua amiga Luísa...
#
Sim ?
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SUSPIRA
Sara, sei que te sentes esmagada e profundamente triste.
Lembra-te das nossas consultas.
A única forma de enfrentar a dor é aceitá-la.
De falares sobre as tuas emoções.
Lamento profundamente que estejas a sofrer.
E é muito injusto que estejas a passar por isto.
ARRASTA CADEIRA
O Inspetor está aqui porque quer ajudar.
A Luísa alguma vez falou de alguém que quisesse fazer mal ?
Há alguma coisa que queiras saber que te ajude a ultrapassar isto ?
Vamos ficar por aqui.
Eu fico com a Sara. Falas com a Leonor, pode ser ?
PORTA FECHA
A minha filha ?
A Júlia ficou com ela.
Ela disse-vos alguma coisa ?
Por agora não.
Mas vou precisar que ela venha falar comigo amanhã.
- Pode ser ? - Ela não sabe de nada.
Se não falar vai parecer suspeita.
Sim, eu levo-a lá amanhã, claro.
Disseste que havia colegas da Luísa que gozavam com ela ?
Sim, é verdade.
Vou precisar dos nomes.
PEDRO FOLHEIA
PEDRO:Olá, João.
Tenho de te dizer que...
Podes sair a qualquer momento. Como é óbvio, não estás detido.
Visto já teres 18 anos podes falar sozinho sem os teus pais
ou um representante legal.
Percebeste o que eu disse ?
Sim.
Chamo-me Pedro Sousa.
Sou Inspetor da Polícia Judiciária.
Esta é a minha colega Júlia Mendes, psicóloga.
SUSPENSE
Temos estado a falar com os teus colegas.
Todos eles mencionam o teu nome.
(...)
Acho que já deves saber porque te chamámos.
Não.
Não fazes ideia ?
(...)
Gostávamos de falar contigo sobre a tua colega Luísa.
O que tem ?
# TEMA INSTRUMENTAL SUSPENSE
Infelizmente foi assassinada.
#
A Luísa era da minha turma, mas não nos dávamos muito.
Não ?
Porquê ?
Porque ela e a Sara tinham a mania.
- Porque dizes isso ? JOÃO:- Porque tinham.
- Isso não é resposta. - Mas é verdade.
JÚLIA:Era por isso que gozavam com elas ?
#
Vocês ainda não sabem porque gozavam com elas ?
Não sabemos. Porque não nos dizes ?
JOÃO:Depende. Quanto pagam ? Não costuma haver recompensas ?
A recompensa é não ires preso por suspeita de homicídio.
Diz-me uma coisa. Porque atacavam a Luísa ?
- Ninguém atacava. Só gozávamos. - Porque gozavam ?
JOÃO:Elas eram anormais.
- O que queres dizer ? - Comiam-se. Já percebe assim ?
E toda a gente viu as fotos delas aos beijos
e as mensagens que mandavam. Já ninguém falava com elas.
- Quem divulgou as fotos ? - Sei lá. Recebi por WhatsApp.
Andavam a circular no Facebook e no Insta.
A malta da escola ia lá comentar.
- Não fui o único. - Ainda tens as imagens ?
#
- Dá-me o teu telemóvel. - Não mo podes tirar.
Duas opções: dás-me o telemóvel
ou ligo aos teus pais e és preso. Como queres fazer ?
#
PEDRO:Desbloqueado.
Deves mesmo achar que isto é a tua festa de anos.
#
#
Sabes que a Luísa era menor, não sabes ?
Tens noção de que partilhar estas fotos é crime, sabias ?
#
Quem divulgou as fotos ?
#
Se souberes é melhor dizeres já.
- Vamos descobrir e é pior. - Diz-me uma coisa.
O que te incomodava tanto na relação da Luísa com a Sara ?
JOÃO:- Nada. - Disseste que eram anormais.
JÚLIA:Então ?
- Sentias raiva ? - Não.
- Inveja ? - De ser gozado pela escola toda ?
#
Onde estiveste ontem à noite ?
Estive com os meus amigos e à meia-noite estava em casa.
PEDRO:- O que fizeram ? - Estivemos por aí.
- Não é resposta. JOÃO:- Estivemos no jardim.
Está bom ? Pode ser ?
- Não foram até à praia ? - Não.
Porquê ? Foi aí que a mataram ?
#
- Tu viste a Luísa ontem à noite ? - Não.
#
E se eu ligar aos teus pais agora ?
Confirmam que estavas em casa à meia-noite ?
Desculpa lá, disseram que não precisavam de falar com eles.
Eu posso sair quando quiser, não é ?
JÚLIA:Se saíres daqui agora
deixamos de poder ajudar-te.
É suspeito não quereres colaborar com a Polícia.
PEDRO:Vamos vasculhar a tua vida toda.
Se sabemos que estás a mentir vai acabar mal para o teu lado.
#
- Fixe. Podes dar-me o telemóvel ? PEDRO:- Não.
Dá-me o telemóvel !
#
#
Com licença.
BATE COM CADEIRA
#
LARGA CANETA
JÚLIA:O telemóvel.
Não podias ter feito o que fizeste.
#
O que achas ?
Acho que sabe mais do que nos está a contar.
#
- Sabias que eram um casal ? - Não.
Não fazia a mínima ideia.
Sabes que isso torna a Sara suspeita, certo ?
#
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Adaptação e Legendagem RTP - Conteúdos Adaptados
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