All language subtitles for The Count of Monte Cristo 2024 S01E06 Providence 1080p RTS WEB-DL AAC2 0 H 264-playWEB

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Original subtitles

Como est� o champanhe?

Todos felizes?

�timo.

Pe�o a todos que tomemos os nossos lugares � mesa,

mas aguardo a chegada de um distinto jovem de Roma

a quem meus banqueiros anteriores pediram que eu apresentasse

� sociedade parisiense.

Aparentemente, ele n�o conhece ningu�m aqui

e se sente um tanto perdido.

Isabelle, mais champanhe.

� um privil�gio t�-lo aqui, senador.

Eu esperava conversar com voc� em nosso baile de primavera,

mas voc� desapareceu bem cedo.

Perdoe-me, mas quando soube que a dan�a iria come�ar,

fugi como um covarde.

Sou um p�ssimo dan�arino.

Trope�o e caio, e me envergonho infinitamente.

Dan�ar n�o � obrigat�rio nos bailes parisienses, conde.

Ent�o eu deveria ter ficado.

- Voc� dan�ou, condessa? - N�o.

Ofereci-lhe uma dan�a, mas voc� recusou.

Conde, devo agradecer-lhe por dar aquela po��o a Heloise.

Nosso filho Edward teve uma convuls�o

na noite do baile, mas uma gota o restaurou

quase instantaneamente. Foi not�vel.

O que meu marido est� tentando dizer, conde,

� que duvidou da pot�ncia da po��o que voc� me deu.

- Eu admito. - Acredito que sua profiss�o

exija que voc� seja c�tico, ent�o...

Pode ser que seja isso.

Mas tudo isso me leva a uma pergunta, senhor.

H� dois anos, meu pai sofreu um derrame

que o deixou quase completamente paralisado.

Ent�o eu queria saber,

voc� tem ou conhece

alguma po��o que pudesse reverter essa condi��o, mesmo que um pouco?

Receio que n�o haja cura para a apoplexia, senhor.

Foi o que pensei.

O destino pode ser muito cruel.

Quase t�o cruel quanto a justi�a aplicada pelo homem.

Destino e justi�a n�o devem ser confundidos.

N�o s�o a mesma coisa.

N�o acredita na provid�ncia, senhor?

N�o.

Eu acredito. Mas n�o no sentido religioso.

De que maneira ent�o, se posso perguntar?

No sentido geral de que o destino garantir� a ordem

e a justi�a ser� restaurada.

E se isso n�o acontecer?

Ent�o, a humanidade deve for��-la a fazer isso.

N�o acredita que Deus pode cuidar disso?

N�o.

Embora deva confessar, orei a Ele em v�rias ocasi�es

sobre esse mesmo assunto.

Ele j� respondeu �s suas ora��es?

Ele est� respondendo enquanto falamos.

Mas diga-nos, Monte Cristo,

quem � esse convidado que est� esperando?

Apresento-vos, de Roma, o Conde de Spada.

Sauda��es a todos.

BarryAllanBr apresenta...

O Conde de Monte Cristo - S0106- "Provid�ncia"

Conde Spada, sei que pode parecer rid�culo, mas...

voc� por acaso n�o seria parente do falecido Cardeal Spada, n�o �?

Ele era meu tio-av�.

Diz a lenda que ele era um homem muito rico.

H� at� um ditado naquela parte do mundo,

"t�o rico quanto um Spada", correto?

Est� correto sobre o ditado.

Mas est� incorreto sobre meu tio-av�.

- Ele n�o era rico. - Ent�o era apenas uma lenda.

Eu, no entanto, tive a sorte

de transformar a lenda de Spada em realidade.

S�rio? Como assim?

H� alguns meses, eu vasculhava a antiga biblioteca do meu tio-av�.

Quando estava limpando

a biblioteca do Conde Spada, encontrei um peda�o de pergaminho.

N�o havia nada nele. Nada interessante.

Joguei no fogo.

Sem pensar, joguei-o na lareira.

E?

E enquanto as chamas o lambiam,

milagrosamente, palavras e um desenho come�aram a aparecer.

- Ent�o eu peguei de volta. - Naturalmente, tirei-o das chamas.

E era um mapa.

E estava escrito com tinta invis�vel.

Desenhado com tinta invis�vel que reagia apenas ao calor.

Um mapa do tesouro escondido?

Como sabia, bar�o Danglars?

Quem estudou a hist�ria de fortunas e dos tesouros na Europa

conhece a hist�ria de Caesar Spada

e como ele escondeu seu tesouro antes que o Papa o envenenasse.

- E nunca foi encontrado. - At� recentemente.

O que est� dizendo, Conde Spada?

Talvez se o deixar terminar, Bar�o Danglars, voc� descubra.

O mapa me levou � localiza��o exata

do tesouro de Caesar Spada, escondido no ano de 1502.

- Imposs�vel. - Voc� acreditaria?

E como �nico herdeiro da propriedade Spada...

tive permiss�o para ficar com ele.

� claro que o que estou contando n�o � de conhecimento p�blico,

e Deus n�o permita que isso se torne tal.

Terei mendigos batendo � minha porta dia e noite.

Tem esse tesouro em sua posse?

N�o aqui, claro, mas no cofre dos meus banqueiros,

Thompson & French, em Roma.

Quanto vale nos termos de hoje?

N�o sou exibido, senhor.

Isabelle, acho que estamos prontos para a entrada agora.

Srta. Haydee teve a gentileza de nos preparar um prato persa.

Diga-me, conde Spada, � verdade o que dizem,

que o tesouro consistia

em caixas de diamantes, rubis, barras de ouro?

Bar�o, com respeito,

preferiria que n�o discut�ssemos assuntos financeiros � mesa.

Digo isso a ele o tempo todo, conde.

Tenho uma �ltima pergunta.

O que o traz a Paris?

Vim encontrar uma esposa.

Uma esposa?

Est� pensando o que estou pensando?

Sim.

- Pode ser um pouco estranho. - Certamente daremos um jeito.

Com licen�a.

Vou me refrescar.

Preciso verificar a entrada.

Sua viagem a Paris parece estar dando frutos, Vampa.

Como foi meu desempenho?

Foi um pouco direto sobre querer encontrar uma esposa.

Mas no geral, pareceu correr muito bem.

Conde, a mulher do sr. de Villefort n�o foi ao banheiro.

Ela entrou em seu laborat�rio.

Eu deveria t�-la impedido?

Est� tudo bem.

Acho que ela est� fascinada por tudo isso, s� isso.

Nenhum dano causado. Obrigado.

Louise n�o deveria estar lhe dando uma aula esta tarde?

Amanh�, pai.

- Albert vem hoje? - Para o ch�, sim.

Voc�...

Voc� gosta dele, do Albert?

N�o h� muita coisa errada com ele.

Entendo... Bem, at� mais tarde.

Bar�o, o que o traz aqui?

Decidi aumentar os juros do seu dep�sito

em 1% ao ano.

Que generosidade da sua parte.

Por que motivo, posso perguntar?

- Generosidade. - Sim.

Sim, claro, uma excelente virtude.

Vinho? Licor? Conhaque?

Espere, � uma garrafa de u�sque escoc�s

que eu vejo escondida ali?

Isso � algo novo. U�sque de single malte.

Eu n�o bebo, ent�o n�o saberia qual � o gosto.

Diga-me, onde o Conde Spada est� hospedado enquanto est� em Paris?

O Grande Hotel.

Parece que n�o lhe falta nada. Exceto uma esposa.

- Por favor, sente-se. - Obrigado.

Isso � muito bom. Tem um sabor meio amadeirado.

Como chupar um l�pis.

Ent�o, fiz alguns c�lculos

sobre o conte�do estimado do tesouro Spada,

e o valor ultrapassa

os 650 milh�es de francos em termos atuais.

- Meu Deus. - Foi o que pensei.

Ent�o, que tipo de esposa o Conde Spada procura?

Como devo saber?

Quais s�o os gostos dele, do que ele n�o gosta?

- Sei que ele n�o gosta de cavalos. - Por que n�o?

Convidei-o para as corridas, mas ele recusou.

Disse que os cavalos o aborrecem.

Voc� o convidou para alguma outra fun��o?

Ca�a ao pato. Isso tamb�m n�o lhe interessava.

Parece complicado.

Espere.

Quando mencionei a �pera,

ele ficou bastante animado, quase entusiasmado.

A �pera? Muito bem.

Sabe, eu estava conversando um pouco com Eugenia mais cedo.

Parece que ela n�o se sente t�o atra�da por Albert de Morcerf.

- Achei que ela o adorava. - N�o, parece que n�o.

Mas ambas as partes j� concordaram com o casamento, n�o?

N�o seria capaz de se libertar agora, certo?

Sigam-me.

Imagine isso! Minhas duas pessoas favoritas no mundo.

Bar�o, que surpresa!

- Est�vamos s� de passagem... - N�o, n�o est�vamos, papai.

Voc� disse que queria vir aqui para comer bolo e caf�.

Caf� e bolo? Caf� e bolo, uma rodada.

Permita-me apresentar-lhe minha filha, Eugenia.

Eugenia, este � o Conde de Spada de quem lhe falei.

Encantado.

- Sua filha � linda, bar�o. - Obrigado.

Por aqui, meninas.

Sente-se e toque um pouco de �ria, por favor.

- Papai... - Cante. E cante bem.

Aquelas duas jovens veem um piano e s�o atra�das por ele como um �m�.

Sente-se e junte-se a n�s, por favor.

Ent�o, conde, voc� tem aproveitado sua estadia em Paris at� agora?

Eu gosto das mulheres.

Onde est� aquele caf� e bolo?

Conde, voc� j� pensou

em investir em ferrovias?

Bar�o, voc� est� atrapalhando minha audi��o.

Bravo!

Sua voz � como mel, mademoiselle. Estou encantado!

Elas deveriam estar no palco em Roma ou Viena.

Champanhe. Traga champanhe!

E escolheu uma �ria do Gluck, minha favorita.

Muito obrigado.

Vov�, s� esper�vamos voc� esta tarde.

Como foi a viagem?

4 dias e noites de inferno insuport�vel

em vias impr�prias para cavalos, muito menos para carruagens!

Mas eu n�o teria perdido o seu noivado por nada.

- Onde est� seu pai? - No trabalho.

- E aquela sua madrasta? - L� dentro com Edward.

Mantenha esse pestinha longe de mim.

Onde me colocar�?

- No quarto de h�spedes l� em cima. - Odeio subir escadas.

N�o sei por que voc� e sua fam�lia n�o vieram a Marselha

para a assinatura do contrato de casamento.

Facilitaria minha vida.

Papai est� muito ocupado para tirar uma folga.

O qu�?

- Preparado? - Claro.

Minhas duas pessoas mais favoritas no mundo.

Sigam-me, senhores.

Tenho os planos, os esbo�os, os ganhos projetados e,

mais importante, os lucros estimados

que colheremos do nosso empreendimento.

Enviei a proposta ao Ministro do Interior

e j� recebi a not�cia de que a concess�o

ser� concedida antes do final da pr�xima semana.

Tenho certeza de que o sr. Debray ajudou nesse sentido.

Ele me devia, e ainda deve.

Aqui, senhores,

est� o plano de neg�cios elaborado at� o �ltimo franco.

N�o preciso olhar para nada disso. Eu confio em voc�, bar�o.

Espl�ndido. E voc�, conde?

Veja, meu medo

� que os trens n�o sejam adequados para transportar passageiros.

Mercadorias, sim.

Mas duvido que os passageiros se sintam atra�dos pela ideia.

Mas olhe para Londres.

Veja a Inglaterra. Os brit�nicos adoram seus trens.

- Mas somos franceses. - Somos pessoas, assim como eles.

Sil�ncio, por favor.

� a minha filha.

Acha que eu n�o reconheceria a voz dela?

Deve me levar at� ela agora.

Elas est�o l�.

- Sem aviso pr�vio? - N�o. Eu disse que voc� viria.

Ela est� esperando por voc�.

N�o, n�o, n�o.

N�o parem por minha causa, por favor.

Desculpe. Vejo que os estou incomodando.

A aula da Eugenia acabou, bar�o?

Como pode ouvir, n�o. A aula foi estendida.

Eu disse a ela que estaria aqui depois das duas.

Minha filha est� indisposta, senhor.

Eu n�o entendi.

Ofendi algu�m de alguma forma?

Eugenia n�o quer ser incomodada hoje.

Valentine? Sua av� quer ver voc�.

Estou esperando h� tanto tempo por voc�.

- Quando assinam o contrato? - Amanh� � noite.

Estarei aqui pela manh� com uma carro�a.

N�o posso. Voc� sabe que n�o posso.

Por favor, n�o se case com Franz.

- Eu te amo, Valentine. - N�o posso. Sinto muito.

Valentine?

Venha aqui, querida.

Est� bem descansada?

Estou com hematomas por ter andado naquela carruagem,

mas esque�a de mim.

Voc� deve estar muito animada.

Estou.

Ama o pretendente?

Franz � muito fofo.

O amor n�o � tudo.

Contanto que goste dele, passar� a am�-lo.

O �ltimo desejo do seu av� era que esta uni�o

entre as nossas fam�lias fosse cimentada.

Se ele ainda estivesse vivo, ficaria extremamente feliz.

Como sua m�e tamb�m estaria.

Que Deus a tenha.

Queria que ela estivesse aqui agora.

Deus a levou.

E ele me levar� em breve, temo.

E quando isso acontecer, seu futuro estar� seguro.

Deixei tudo para voc�, e somente para voc�, Valentine.

Voc� n�o parece feliz.

Venha.

V� agora.

Verei voc� na assinatura do contrato.

Valentine?

Voc� est� bem?

Estou bem.

H� outra sa�da para esse casamento, sabe.

Uma vez, voc� manifestou interesse em entrar para um convento.

Tenho certeza de que se fizesse isso,

ningu�m ficaria ressentido, nem mesmo sua av�.

Mas ent�o, o que aconteceria com o vov�?

Ele tem Barrois e n�s, claro, para cuidar dele.

Se eu entrasse em um convento e fizer os votos,

toda a minha heran�a iria para meu pai.

- Iria mesmo? - Sabe muito bem que iria.

E dele, iria para Edward, o �nico filho dele.

Que � o que deseja mais que tudo. N�o �, Heloise?

S� estou oferecendo conselhos

de uma mulher para outra.

Conhece o garoto Morrel, Max?

Ele est� apaixonado pela filha de Villefort.

Valentine? Eu sei.

Mas o pobre garoto est� perdendo tempo.

Ela acabou de ficar noiva de Franz d'Epinay.

Ela n�o est� muito feliz, mas � do tipo obediente.

Sempre faz o que seu pai manda.

O conde quer impedir que isso aconte�a.

A fam�lia d'Epinay � conhecida por ser monarquistas convictos.

E?

Lembro-me de ter lido algo sobre o pai de Franz.

Ele foi...

Ele foi assassinado.

Preciso ir � biblioteca para refrescar a mem�ria.

Bem, fa�a isso logo.

O conde est� impaciente.

- Conde, como voc� est�? - Muito bem, obrigado, Valentine.

Receio que meu pai e minha madrasta n�o estejam aqui agora.

Eu sei.

Vim ver o sr. de Noirtier.

Meu av� n�o consegue falar, senhor.

Ele n�o precisa. Ele s� precisa ouvir.

Tenho algo muito importante que preciso contar a ele.

Quem � esse, Valentine?

O Conde de Monte Cristo, Edward. Ele veio visitar o vov�.

- Bom dia para voc�, conde. - E para voc� tamb�m, meu jovem.

Se ele piscar duas vezes, significa que sim.

E se ele fechar os olhos, significa n�o.

Preciso falar com ele em privado, se n�o se importa.

Obrigado por me receber, senhor.

Posso falar francamente com voc�?

A sua neta est� sendo for�ada a casar

com Franz d'Epinay contra a vontade dela.

Ela est� desesperadamente infeliz, senhor.

Ela tem toda a vida pela frente.

E ningu�m tem o direito de roubar a felicidade de outro.

Especialmente algu�m t�o jovem como Valentine.

� triste.

E acredito que voc� possa ajudar.

Sr. d'Epinay, os nomes das suas testemunhas?

O Visconde de Morcerf e o sr. Beauchamp.

E as suas, sr. de Villefort?

Eu, eu mesmo e a Marquesa de Saint-Meran.

O que foi, Barrois?

O sr. Noirtier gostaria de ver o sr. d'Epinay.

Por que motivo?

Ele deseja comunicar algo a ele antes da assinatura.

N�o, n�o. Isto � muito inconveniente.

Est� tudo bem, sr. de Villefort.

Temos a noite inteira.

Siga-me, por favor, senhor.

Pai, por favor, seja breve. Voc� est� atrasando o processo.

Isso?

Quer que o sr. d'Epinay leia em voz alta?

- O que � isso? - � uma confiss�o.

O sr. Noirtier me ditou esta tarde.

"A seguinte confiss�o foi feita por mim, sr. Noirtier,

de livre e espont�nea vontade e sem remorso."

"Na noite de 4 de mar�o de 1815..."

Essa foi a noite em que meu pai foi assassinado.

"Eu, acreditando que o general d'Epinay

havia mudado de lealdade do imperador Napole�o para o rei,

convidei-o para uma reuni�o secreta do Clube Bonapartista em Paris,

onde Ihe informaram os detalhes da fuga de Napole�o da ilha de Elba.

Durante a reuni�o, ficou claro que...

n�o se podia confiar esta informa��o ao general d'Epinay,

e, com medo de ser tra�do e exposto,

foi decidido que, no interesse da nossa causa,

dev�amos garantir que ele n�o fizesse isso.

Decidi ficar de olho nele.

Em vez de voltar para sua casa,

o general d'Epinay caminhou em dire��o ao pal�cio do rei.

Ficou claro que suas inten��es eram de fato nos expor.

Ele desembainhou a espada

e eu desembainhei a minha.

E duelamos na rua.

E eu o matei."

Casar com a mulher cujo av� matou meu pai � absurdo.

O que o traz a Paris?

Eu...

O que houve com sua m�o?

Tem sangue nele, pai.

Ontem � noite me cortei em uma grade enferrujada.

Sr. d'Epinay...

Senhor, certamente n�o acredita em uma palavra disso.

Estas s�o as divaga��es de uma mente delirante.

Digo, olhe para ele, olhe para o homem.

Ele est� doente. Est� louco. Ele n�o est� bem.

Esta n�o � a confiss�o de um louco, senhor.

Podemos prosseguir, por favor?

Sinto muito.

- Estamos indo embora. - O que est� acontecendo?

Senhores, eu Ihes imploro.

Tudo isso � um terr�vel mal-entendido.

S� h� uma coisa a favor do sr. de Noirtier.

N�o foi, como todos presumimos, um assassinato, mas um duelo.

N�o � verdade.

Nunca mais ter� not�cias minhas, senhor.

Vamos.

Para quem � isso?

- A marquesa. - Ch� de ervas, n�o �?

Sim.

Barrois estava procurando por voc�. Seu av� quer dizer boa noite.

Posso levar o ch� � marquesa.

Est� tudo bem, eu levo.

N�o vou demorar.

Partirei logo pela manh�.

Lamento as coisas n�o terem dado certo.

O pai do seu pai � um homem diab�lico.

Sempre foi!

Isso � uma coisa horr�vel de se dizer, vov�.

- Boa noite, crian�a. - Boa noite.

Doutor, por aqui.

Ela sofreu muito pela apar�ncia disso.

- Quem foi o �ltimo a v�-la viva? - Eu.

Trouxe ch� para ela, disse boa noite e...

Ela n�o reclamou de nada? Sem dor de est�mago ou algo assim?

- Nada. - Sem desconforto?

N�o.

Traga-me um pouco de a��car. Um punhado deve ser suficiente.

- O que � isso, doutor? - Quem preparou este ch�?

- Valentine. - Quem entregou � marquesa?

Valentim entregou.

Eu me ofereci, mas ela insistiu em fazer isso sozinha.

Obrigado.

� como pensei.

A marquesa foi envenenada com brucina.

Chegaram.

Sr. de Villefort...

Minha filha est� l� em cima, esperando por voc�.

Ela ser�...

bem tratada onde est� indo, n�o �?

Bem, falei com o governador da pris�o

e ele me garantiu que ela receber� tratamento preferencial, senhor.

Venha.

Diga adeus agora.

O que foi?

Seu caf� da manh�, senhor.

Sim, estou vendo. Obrigado.

Senhor, estamos preocupados com voc�.

Comigo? De que diabo est� falando?

Ouvimos voc� � noite, senhor, andando pela casa.

Tarde da noite, nas primeiras horas da manh�,

caminhando, para cima e para baixo.

Parece que n�o dorme, senhor.

Eu durmo. N�o preciso dormir muito.

N�o deve se preocupar, estou bem.

Ent�o?

Tenho estado de olho no administrador do conde.

De vez em quando ele visita um homem chamado Caderousse.

No come�o pensei que eram apenas amigos,

mas depois fui mais fundo.

Comecei a fazer investiga��es sobre este Caderousse.

Parece que ele veio para Paris com dinheiro sobrando.

Passava a maior parte do tempo em bibliotecas,

folheando jornais antigos,

e pesquisando tr�s pessoas.

Voc�, o senhor de Villefort,

o banqueiro, o bar�o Danglars

e o Conde de Morcerf.

O conde convidou n�s 3 para jantar outra noite.

Bem, isso n�o parece uma coincid�ncia.

- Voc�... - Quero saber o que � esse...

Caderousse est� tramando com o maldito Monte Cristo.

Sr. de Villefort. N�o posso simplesmente...

N�o, n�o, claro que n�o pode, seu maldito ganancioso!

Suficiente?

Eu quero saber tudo.

L� fora est� tudo bem.

Quem est� a�?

� tarde. O que est� fazendo acordada?

O que vai acontecer com Fernand Mondego?

Ainda estou esperando uma resposta do Sult�o.

De qualquer jeito,

garantirei que ele seja exposto e publicamente desonrado.

Isso prejudicar� a esposa e filho dele.

Espero que sim.

Mas lembre-se, eles tamb�m lucraram com as m�s a��es dele.

No dia em que chegou, disse querer vingar a morte do seu pai

mais do que qualquer coisa neste mundo.

Faremos exatamente isso.

N�o deveria se preocupar com essas coisas.

Realmente, voc� n�o deveria.

O mordomo do Conde de Monte Cristo deixou isto para voc�, senhora.

Obrigado, Mari. Isso � tudo.

EM GRATID�O CONDE DE MONTE CRISTO

N�o estarei aqui para o jantar.

Parecem lindos, mam�e.

Que tipo de homem d� a uma mulher,

uma mulher casada, veja bem, brincos do nada?

Gratid�o por qu�?

Talvez por aceitar o convite para jantar.

Estou pensando em devolv�-los.

Voc� n�o o entende. Ele � naturalmente generoso.

Vejo voc� mais tarde, mam�e.

Est� gastando dinheiro de novo, n�o �?

- Eles s�o um presente. - De quem?

O Conde de Monte Cristo.

Acredito que ele gosta de voc� como amante.

N�o acho que ele seja desse tipo.

Acha que ele est� satisfeito o em foder a protegida dele

e n�o precisa procurar em outro lugar?

Voc� tem uma mente t�o vil, Fernand.

Eu tenho olhos, Merc�d�s.

Vi voc� no baile, indo sozinha com ele para o jardim.

N�o houve mal nenhum nisso.

- � constrangedor. - Por favor.

E no jantar dele,

o jeito que olhava para ele, conversava com ele.

N�o sou cego.

Deve ser terr�vel viver atormentado pelo ci�me.

Exijo que devolva esses brincos

e acabe com qualquer ideia que ele possa ter sobre voc�.

Eu n�o vou.

Voc� me recusa?

Acho que ficam bem em mim.

Fernand!

Obrigada por ter vindo.

Por que aqui, posso perguntar?

N�o conhe�o ningu�m que venha a este parque.

Entendo.

Receio n�o ter muito tempo.

Devo chegar � casa do Bar�o Danglars �s 16h.

N�o vai demorar muito, eu...

Temo que eu...

Quem fez isso com voc�?

Merc�d�s?

Nunca me chamou assim antes.

Bem, � o seu nome, n�o �?

Tenho que Ihe devolver isso.

N�o gosta deles?

Eu gosto deles. Mas meu marido n�o.

Voc� brigou com ele por causa disso?

Sim.

Diga-me, conde.

J� se apaixonou de verdade?

Uma vez.

O que aconteceu?

Fiquei muito tempo fora e...

Ela n�o esperou por voc�?

Ela pensou que eu estava morto.

Talvez ela ainda esteja esperando por voc�.

N�o.

N�o, ela seguiu em frente com a vida dela.

Ela agora � uma mulher diferente.

E eu sou um homem diferente.

Receio que meu tempo com voc� tenha acabado, condessa.

Sinto muito...

Sinto muito pelos brincos.

Os brincos n�o s�o nada.

Adeus.

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