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V�RIOS ANOS ATR�S
Quanto tempo?
Est� perto.
- Voc� me chama quando terminar. - Certo.
Estarei l� embaixo.
� um menino, senhor.
Tem que sair agora.
- Ainda tenho de limpar o beb�... - N�o. Esque�a isso.
Vamos.
- Quanto lhe devo? - 10 francos.
- Sabe quem sou? - Eu sei, sr. de Villefort.
Sabe o que eu fa�o?
Eu processo criminosos.
Nunca mencione uma palavra sobre isso para ningu�m, nunca.
- Entendeu? - Sim, senhor.
BarryAllanBr apresenta...
O Conde de Monte Cristo - S0104- "O Quarto Vermelho"
MARSELHA
Pode fazer isso na It�lia, Jacopo, mas n�o aqui em Marselha.
O que diabos...
Caderousse, por que n�o est� em Paris?
Jacopo avisou que voc� embarcaria hoje para Marselha,
ent�o pensei em vir pessoalmente para lhe dar a novidade que tenho.
- Que novidade? - � sobre a parteira, ent�o...
Estou ouvindo.
N�o posso sentar com voc� e Jacopo para almo�ar?
Conte-me sobre a parteira.
Bem, parece que ela fez algo bastante tolo.
Ela foi at� Villefort para tentar chantage�-lo.
Ela foi imediatamente presa e internada em um hosp�cio.
Descobri isso de um funcion�rio que ainda trabalha l�.
E a casa em quest�o, onde ocorreu o nascimento,
pertence � sogra de Villefort do primeiro casamento dele,
e agora est� abandonada e � venda.
H� algo mais que preciso saber?
H�. Eu...
J� mencionei que Merc�d�s e Fernand t�m um filho?
- Que idade? - 18.
O nome dele � Albert.
A mulher que eu amo...
A �nica mulher que amei...
tem um filho, e voc� deixou de mencionar isso para mim.
Conde, eles est�o juntos, casados h� 19 anos.
Muito tempo para ter um filho.
Mas por que n�o mencionou isso para mim antes?
Eu mesmo s� descobri recentemente.
O rapaz esteve em um internato
durante meus anos em Paris.
E por que est� me contando isso agora?
Porque chegou ao meu conhecimento
que Albert est� atualmente em viagem pela It�lia com um amigo
e ele est� planejando ir ao carnaval de Roma.
Sabe onde est�o hospedados em Roma?
Hotel de Londres.
Jacopo, arranje uma carruagem.
Vamos para Roma.
Espl�ndido. Nunca estive em Roma.
N�o, voc� n�o vir�.
Voc� voltar� a Paris para comprar a casa abandonada.
ROMA
Os garotos chegaram e fizeram check-in.
�timo.
- Qual � o nome do amigo do Albert? - Franz d'Epinay.
Eles reclamam como loucos
por n�o conseguirem alugar uma carruagem.
Sente-se, Jacopo.
Eles n�o devem ter a menor ideia do que est� reservado para eles.
Se tiverem, tudo desmoronar�.
Entendi.
O importante � que fa�amos com que se sintam confort�veis.
Que confiem em n�s.
Se tudo der certo, Paris ser� bem mais f�cil para mim.
- Albert � o seu ingresso. - Precisamente.
Voc� � Albert, o Visconde de Morcerf?
Sou.
Meu mestre, o Conde de Monte Cristo, gostaria que almo�asse com ele.
- Quem � esse conde? - Ele � um homem muito poderoso.
Tudo o que precisarem, o Conde de Monte Cristo pode dar.
Bem, diga ao conde que ficar�amos honrados em nos juntar a ele.
Por que n�o? Sim, espl�ndido.
Sim, j� ouvimos falar deste lugar. � muito impressionante.
A comida em Floren�a era boa, mas isso...
Isto � sublime.
Ouvi dizer que a culin�ria de Paris � incompar�vel.
J� esteve em Paris, conde?
Ainda n�o, n�o.
Que outros planos voc�s, senhores, t�m enquanto estiverem em Roma?
Bem, vamos visitar o Coliseu.
E assistir � antiga �pera.
E espero conhecer algumas
das jovens ador�veis pelas quais esta cidade � famosa.
Enfim, � isso que Albert quer.
Acho que Franz est� falando de si mesmo agora.
Visconde, seu pai, o Conde de Morcerf,
� militar, n�o �?
Ele foi. Renunciou ao cargo h� muitos anos.
Distinguiu-se muito em Argel
quando ainda era conhecido como capit�o Fernand Mondego.
Sim. Dizem que ele era destemido diante do fogo.
E agora ele � membro da C�mara dos Pares do Parlamento.
Muito impressionante.
N�o deve ser f�cil viver com algu�m t�o poderoso quanto ele.
De fato.
�s vezes acho a reputa��o dele intimidante.
Presumo que assistir�o � execu��o hoje.
Que execu��o?
Dois criminosos ser�o executados antes do in�cio do carnaval.
Meu quarto tem vista para a pra�a onde est� prestes a acontecer.
Est�o convidados a se juntar a mim.
Nunca estiveram em uma execu��o antes?
N�o.
Bem, � muito interessante
testemunhar um homem enfrentando a morte.
E depois ser�o mais que bem-vindos a usar minha carruagem no carnaval.
Espl�ndido.
Como ir�o mat�-los?
O primeiro, o mais corajoso dos dois, Peppino,
faz parte do bando de Vampa. Ele ter� a cabe�a decepada.
O outro ser� espancado at� a morte.
Vejam como abordam isso de maneira diferente.
O que est� por tr�s de Peppino est� totalmente apavorado.
Isso � normal. � medo.
Sim.
Mas este tipo de morte n�o � a verdadeira expia��o.
N�o acha que a morte � castigo suficiente para eles?
Imagine um homem que o for�ou a uma exist�ncia de dor e mis�ria.
� suficiente para ele sentir apenas alguns segundos de dor e depois?
E depois tudo acabou?
Seria mais justo exercer vingan�a contra eles lentamente...
equivalente � dor que infligiram �s suas v�timas.
Parem!
Parem a execu��o por ordem do Papa!
"Pela suprema miseric�rdia
de Sua Santidade o Papa Gregory XVI,
ordeno que a gra�a seja concedida
ao condenado Peppino."
Est� livre para ir.
Por que ele e n�o eu?
Por qu�?
Soltem-me! Eu tamb�m quero viver!
Por que ele e n�o eu? Por que ele?
Por qu�?
Ora, senhores. Homens t�m morrido desde que o mundo come�ou.
O sinal de que o carnaval pode come�ar.
Arrumei algumas roupas e m�scaras para vestirem.
H� espa�o para voc� aqui tamb�m. Venha.
- Qual � o seu nome? - Chame-me do nome que desejar.
Vou te chamar de Deliciosa.
Eu te verei de novo, Deliciosa?
Viu o jeito que ela olhou para mim?
Ela estava olhando para mim, na verdade.
Deliciosa! Venha at� mim!
Venha at� mim, por favor. Vou regar voc� com amor.
- D�-me uma chance. - Siga-me.
- Eu te vejo de volta no hotel. - O qu�?
Espere.
Onde est� indo?
- O que � isso? - Leia.
Se quiser que seu amigo veja o nascer do sol amanh�,
voc� me trar� o dinheiro. Estarei esperando aqui.
Lamento muito incomod�-lo, conde.
- Franz? - Mas...
Veja isso.
Entre.
"Franz, fui sequestrado por alguns bandidos.
Precisa dar 4 mil escudos ao homem que entregou esta carta,
ou eles v�o me matar, Albert."
O que aconteceu?
N�o sei. Albert fugiu no meio do carnaval.
- Esta � a letra dele? - Sim.
O que devo fazer?
Digo, ele n�o tem o dinheiro. E eu tamb�m n�o.
Onde est� o homem que lhe deu este bilhete?
Ele est� l� fora, esperando.
Jacopo!
Preciso que traga minha carruagem para a frente.
E traga duas pistolas carregadas com voc�.
Pistolas?
- Sabe quem eu sou? - Como diabos eu deveria?
Sou o Conde de Monte Cristo
e o homem que voc� sequestrou � um amigo meu.
Voc� �...
Sinto muito, senhor. N�o sab�amos.
Onde est� seu l�der?
Ele est� em um castelo deserto, a uma l�gua da cidade.
Leve-nos at� ele.
Por que aquele homem lhe prestou tanta homenagem?
Eu tenho uma reputa��o.
N�o sou homem com quem se possa brincar.
Sigam-me.
Quem est� a�?
O que traz o Conde de Monte Cristo aqui?
Seu imbecil.
Seu idiota.
O Visconde de Morcerf
� meu amigo pessoal e voc� o sequestra?
Mant�m como resgate como um cachorro?
Est� maluco?
Ele � seu amigo?
Traga-o para mim. Agora!
Estou completamente envergonhado de mim mesmo.
Por que est� a� parado? N�o ouve o conde?
- Albert! - Gra�as a Deus voc� est� aqui.
Jacopo, leve estes cavalheiros de volta � carruagem.
Eu te vejo l� em breve.
Sigam-me.
- Como conseguiu o dinheiro? - N�o consegui.
O conde aqui de alguma forma conhece esse...
Esse dem�nio e providenciou sua liberta��o...
Tire essa coisa boba agora.
- � quente debaixo. - Onde est� Peppino?
Em seguran�a a caminho de Marselha com o passaporte que arranjou.
�timo.
Este Papa muda de ideia por capricho.
Voc� teve que pagar muito pela vida do Peppino?
Digamos apenas que a balan�a entre n�s
ainda est� muito inclinada a meu favor.
- Como foi meu desempenho? - Teatral.
Mas eficaz.
Bom trabalho.
Conde, de onde conhece aqueles bandidos?
Bom dia, senhores.
Espere. Esta � uma estrada perigosa.
H� bandidos operando nesta �rea, liderados por Luigi Vampa.
Tive um encontro com eles h� alguns meses,
que terminou favoravelmente para mim.
Qual de voc�s � Luigi Vampa?
Como sabe meu nome?
Passei por um esquadr�o que me disse
que estavam ca�ando um bando de bandidos liderado por voc�.
Deveriam se esconder, n�o acha?
- Por que n�o nos traiu? - Tenho avers�o � autoridade.
Parece que estou em d�vida com voc�, senhor.
Bem, talvez possa me ajudar.
Como posso retribuir por isso?
N�o pense nisso. Tudo o que custou foi um pouco de tempo.
Mas deve haver algo que eu possa fazer para recompens�-lo.
Bem...
Eu estava pensando em ir para Paris em alguns meses.
Bem, isso � perfeito ent�o.
Voc� n�o conhece a cidade. Eu vou lhe mostrar o lugar.
Vou apresent�-lo a todos. E aos meus pais.
Veremos. Neste ponto, ainda estou trabalhando a ideia.
Bem-vindo a Paris, conde.
Bela casa, Jacopo.
Sim, custa muito dinheiro.
Ent�o, o que voc� acha?
Gostou?
N�o sabia que voc� tinha tanto bom gosto, Jacopo.
N�o fui eu.
Pessoas chamadas de decoradores de interiores fizeram tudo.
Cuide da minha bagagem, sim?
Sim, senhor.
Estou contando os dias para sua chegada.
- Voc� est� bem, conde? - Extremamente.
Entre, por favor.
Todos est�o ansiosos para conhec�-lo.
Gosta do estilo de pintura de Pinot?
� muito impressionante.
� um retrato da minha m�e.
Ele a pintou h� cerca de 6 anos,
mas n�o creio que ela tenha envelhecido um dia desde ent�o.
Voc� ver�. Ela se juntar� a n�s em breve.
Ela est� muito animada para conhec�-lo.
Seu pai tamb�m se juntar� a n�s?
Infelizmente, ele far� um discurso hoje no Senado.
Posso apresent�-lo? Sr. Beauchamp, editor do Enquirer.
E sr. Debray, Secret�rio do Ministro do Interior.
O Conde de Monte Cristo.
- Prazer em conhec�-lo. - Prazer.
- Albert disse que � novo em Paris. - � uma cidade muito bonita.
Tenho certeza de que gostar� como um pato na �gua.
Sem vinho, conde?
N�o, eu n�o bebo �lcool.
Conde, que gentileza sua ter vindo!
Minha m�e, a Condessa de Morcerf.
Condessa, � um...
Eu estava t�o ansioso por esse momento.
Quero agradecer-lhe pessoalmente por salvar a vida do meu filho.
Meu marido e eu seremos gratos eternamente pelo que fez.
Imagina.
Acredito que esta seja sua primeira vez em Paris.
Sim.
- Em que hotel est� hospedado? - N�o preciso de hotel.
Eu tenho duas casas. Uma, a poucos passos daqui,
na Champs-�lys�es. E a outra em Auteuil.
Como adquiriu essas propriedades se chegou ontem?
Mandei meu mordomo na frente
para organizar minhas necessidades residenciais.
Mas...
Mam�e?
Voc� est� bem?
Por favor, com licen�a.
Qual � o nome de nascimento do conde?
N�o fa�o ideia.
Eles est�o todos l�, com suas fam�lias.
- Todos os 3? - Todos os 3.
- E eles n�o te viram? - N�o. Eu me certifiquei disso.
�timo.
Diga a Ettore para trazer a carruagem.
� ele, papai. L�!
Vou apresent�-lo durante o intervalo.
Pensei que o embaixador austr�aco tivesse comprado aquele camarote.
O conde comprou-o para a temporada.
Voc� fica aqui.
Pegue isso.
Vou apont�-los para voc�, um por um.
Estava ansioso para lhe apresentar ao meu pai,
mas infelizmente minha m�e adoeceu e ele a levou para casa.
- Espero que n�o seja nada s�rio. - Tenho certeza de que vai passar.
Mas h� outros que posso lhe apresentar.
Seria maravilhoso.
Meus futuros sogros.
Bar�o e baronesa Danglars, Conde de Monte Cristo.
Acredito que seja um banqueiro, senhor.
De fato.
Prazer em conhec�-lo.
Ouvimos muito sobre voc�, conde.
� um verdadeiro prazer finalmente conhec�-lo.
Igualmente, senhora.
Um dia destes pretendo fazer-lhe uma visita
para abrir uma conta, depositando uma quantia bastante elevada.
- Qu�o elevada? - 4 milh�es de francos.
- � muito pouco? - Dificilmente.
H� algu�m que precisa conhecer. Sra. e sr. de Villefort.
Senhor de Villefort � o procurador-geral de Paris.
O Conde de Monte Cristo.
Prazer em conhec�-lo, senhor.
Sra. de Villefort.
E a filha do sr. de Villefort, Valentine.
Valentine, prazer em conhec�-la.
Toda Paris est� falando de voc�, conde.
N�o mere�o aten��o, garanto.
Voc� sabe que nosso povo exagera. � uma das nossas fraquezas.
Certamente na sua profiss�o s� os fatos s�o relevantes, certo?
A verdade � tudo o que conta, no final.
E no come�o?
Receio n�o estar entendendo voc�, senhor.
Dev�amos voltar para o nosso camarote.
Soo apenas o primeiro sinal, Valentine.
Mesmo assim, n�o gosto de deixar o vov� sozinho por muito tempo.
- Voc� nos d� licen�a, conde? - Claro.
- Voc� est� bem, conde? - Sim, eu...
Estou com uma leve dor de cabe�a. Acho que vou embora agora.
Queria convidar todos eles
para a inaugura��o da minha casa no campo.
Poderia fazer isso por mim?
Enviarei convites formais mais tarde.
Certamente. Conde...
Sente-se.
Havia muito para descobrir, conde.
A parteira, ela conhece nossas inten��es?
Sim. E ela est� mais do que disposta a participar.
Subornei um funcion�rio do hosp�cio para me dar um tempo com ela.
Podemos chamar a parteira esta noite, se desejar.
Organize isso para amanh�. Algo mais?
Solte-a.
Quero o dobro por ela.
N�o. T�nhamos um acordo.
N�o me importo. Estou correndo muito risco.
- N�o posso. - O dobro, ou chamo os guardas.
S� tenho comigo o que voc� me pediu.
Ent�o v�. Saia.
Meu Deus...
- Voc� est� louco? - Ouviu o que ele disse?
O que aconteceu?
Pois �, eu tive que matar o funcion�rio.
Mas v�o pensar que ela tirou uma faca dele,
cortou a garganta, roubou as chaves.
Limpo e bonito, n�o?
Assassinato nunca � limpo e bonito, Jacopo.
Esta � a casa onde aconteceu?
�.
Mostre-me o quarto onde ocorreu o parto.
Est� exatamente como eu me lembro.
Mostre-me onde a caixa foi enterrada.
Foi aqui.
Descreva a caixa para mim.
Era de madeira,
retangular, com tampa.
Leve-a para a casa da cidade.
Ela precisar� de roupas novas, de tudo novo.
Mais importante ainda, deve ser mantida fora de vista.
Eu garantirei sua seguran�a.
Deus o aben�oe, conde. Obrigado.
Sim?
Inspetor Boville quer v�-lo, senhor.
Seja r�pido, Boville. Estou atrasado para o tribunal.
A parteira escapou.
A parteira que voc� internou no hosp�cio.
Aquela que estava espalhando mentiras sobre voc�.
Escapou?
De alguma forma ela conseguiu uma faca.
Assassinou um funcion�rio, pegou as chaves dele e...
Encontre-a.
N�o importa o que for preciso. Voc� a encontra.
E dessa vez ela n�o vai voltar para o hosp�cio, n�o.
Vou mand�-la direto para a guilhotina.
Os primeiros convidados chegaram.
Bem-vindos.
- Que casa linda. - Obrigado.
- Cad� seus pais, Albert? - Minha m�e arrastou meu pai
para a casa perto de Marselha para o fim de semana.
Que pena.
Por favor, Jacopo, acompanhe estes senhores
e pe�a ao mordomo que lhes sirva champanhe.
Isto � uma grande coincid�ncia.
Esta propriedade pertencia aos pais da minha primeira esposa,
av�s da Valentine.
Ent�o j� esteve aqui antes, sr. de Villefort?
Sim, em in�meras ocasi�es.
Voc� transformou o lugar consideravelmente.
Obrigado.
Por favor, depois de voc�s.
Bom dia, bar�o. Que bom ver voc�.
- Baronesa... - Bom dia, senhor.
- Est� tudo bem, baronesa? - Tudo bem.
Ent�o aqui fica meu est�dio.
Adoro moedas.
- S�o n�s de marinheiro? - Sim.
Sim, acho-os simb�licos.
Nossas vidas muitas vezes acabam em n�s.
Enredadas em reviravoltas inesperadas.
Sabe como amarrar tudo isso?
Sim, embora alguns eu tenha dificuldade em desamarrar.
Voc� tem moedas aqui do Jap�o.
Venham.
H� outra sala que quero lhes mostrar.
Estudei qu�mica desde jovem.
Que extraordin�rio.
E nas minhas viagens, encontrei muitas plantas
que, quando processadas de certas maneiras, podem curar e matar.
Estes aqui, por exemplo, chamo de "os mortais�.
4 gotas deste frasco matar�o um homem em poucos segundos.
- O que �? - Brucina.
- Deixa algum rastro? - N�o no corpo, n�o.
E por que tem esses venenos?
Finalidades veterin�rias.
�s vezes, os animais precisam ter seu sofrimento eliminado.
Entendo.
Conde, meu querido filho sofre convuls�es.
Heloise! Agora n�o � a hora.
N�o, n�o, por favor. Pode falar.
Eles ocorrem em m�dia uma vez a cada quinze dias e...
ele demora muito para se recuperar, deixando-o exausto e irritado, e...
- Queria saber se... - Pode experimentar isso.
Marcinez,
derivado da casca de uma �rvore encontrada apenas no Camboja.
Como o processa?
A casca � fervida, o l�quido destilado
e depois o concentrado � deixado para cristalizar,
sendo ent�o dissolvido em �lcool.
Fascinante.
Quantos anos tem o garoto?
- Oito. - Uma gota ser� suficiente.
Mas tenha cuidado, 3 gotas o deixar�o inconsciente.
Embora eu tenha um ant�doto para ele.
Voc� tem um ant�doto para Brucine?
N�o. Para os mortais, n�o h� ant�doto.
Monte Cristo n�o � uma ilha na costa da It�lia?
�, sim.
Comprei do Gr�o-Duque da Toscana.
Da� o seu t�tulo?
Posso perguntar seu nome de nascimento?
Zaccone.
- Zaccone? - Zaccone, sim.
Devo dizer, senhor, fez um �timo trabalho com a casa.
Est� quase irreconhec�vel.
Quando o Saint-M�ran a colocou no mercado, ningu�m a quis.
Estou certo, sr. de Villefort?
� de se perguntar por que, porque a propriedade � um para�so.
O not�rio que consultei
contou-me uma hist�ria sombria sobre esta casa.
O que aparentemente desanimou os compradores.
Que hist�ria?
N�o quero incomodar as senhoras.
Mas n�o vai nos incomodar.
Conte-nos! N�o pode nos deixar em suspense assim.
Muito bem. Depois do almo�o, eu mostrarei.
Decidi deixar este quarto exatamente como o encontrei.
Dizem que um crime terr�vel foi cometido aqui.
Um infantic�dio.
Loucura!
Um beb� indesejado nasceu nesta mesma cama.
O pai da crian�a colocou-o em uma caixa.
Gostariam de ver o que houve com essa caixa?
Sim!
A caixa foi enterrada bem aqui.
Meus jardineiros desenterraram e me mostraram, mas...
Estava vazia.
Onde est� essa caixa agora?
Mandei queimar.
Eu preciso sentar.
N�o se conta esse tipo de hist�ria para mulheres!
Mas a sua mulher insistiu que eu contasse,
n�o foi, sr. de Villefort?
Tem certeza de que aquele � o homem?
Sim.
Controle-se, Hermine!
- E, meu Deus, aquela � a mulher. - Que mulher?
A mulher sentada no banco. � a que deu � luz naquela noite.
Recomponha-se, Hermine!
- Precisamos conversar. - N�o. Aqui n�o.
Sorria.
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