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INTRUSION - MINISS�RIE
LEGENDA AlbustigriS
PARTE 1 Disson�ncias
Sr. e sra. Kessler, sentem-se, por favor.
Os contratos est�o prontos.
O valor do contrato � de 1 milh�o de euros.
Ele cobre gastos m�dicos, mais indeniza��o por acidentes,
risco de invalidez tempor�ria ou permanente, e morte.
A senhora ser� a �nica benefici�ria
se acontecer algo com voc�.
Quando voc� gostaria que o contrato entrasse em vigor?
Philippe tocar� na �pera de Rhin na semana que vem.
- Quanto antes, melhor. - Ent�o, imediatamente.
Hoje �...
- Desculpe-me. - Tudo bem.
Pode assinar aqui.
Contudo, sinto muito,
mas devo lhe pedir que n�o use alian�a.
Pode ser surpreendente, mas em alguns casos,
um anel pode causar a perda de um dedo.
� uma quest�o de precau��o.
Sem isso, o contrato n�o tem validade.
- Isso � tudo? - Sim. Bom concerto!
� um prazer receber seu marido na �pera de Rhin.
� uma grande honra para Philippe.
- Desculpe-me. - Tudo bem.
Al�?
Sim.
N�o posso falar agora.
L� bemol.
Sim, eu te ligo depois. Fa�a como combinamos.
Eu te ligo.
- Bom. - Certo.
- N�o consigo essa parte. - Parece bom para mim.
Voc� sabe perfeitamente essa parte.
Voc� est� pronto. Vai ser �timo.
Voc� se incomoda se eu praticar mais uma hora?
Claro que n�o.
Droga! Esqueci minha echarpe no carro.
- Eu vou com voc�. - N�o, pode ir.
Feliz Anivers�rio!
Voc� demorou!
Ficamos uma hora aqui.
Felizmente, ficamos � vontade.
- Feliz Anivers�rio! - Obrigado, eu n�o esperava.
Sa�de!
- Sa�de! - Obrigado.
Sa�de!
Sa�de!
- Est� feliz? - Sim, muito.
Estou muito emocionado.
Eu n�o esperava.
Obrigado, mesmo. � maravilhoso.
- Sa�de! - Parab�ns!
- Obrigado. - Parab�ns!
- Tudo bem? - Tudo bem.
Obrigado.
- Tenha uma boa noite. - Divirtam-se.
- Est� tudo bem? - �timo.
Est� apenas come�ando.
Tem certeza?
Tudo bem, Philippe?
Philippe?
- Tudo bem? - Sim, tudo bem.
Olha que gracinha.
Oi, voc�.
Philippe!
Desculpe, eu n�o sei o que aconteceu comigo.
Senti uma dor na cabe�a...
- Uma enxaqueca? - N�o, n�o sei o que �.
- Pe�o para irem embora? - N�o, eu vou ficar bem.
- Tem certeza? - Sim.
F� sustenido.
N�o ou�o isso.
N�o � poss�vel. Est� um quarto de tom a mais.
Verifique, por favor.
Sua m�quina que n�o funciona. Escute aqui!
Sinto muito, Philippe. Est� tudo bem, eu garanto.
N�o, n�o est�. N�o est� tudo bem.
N�o.
Voc� primeiro.
- Est� tudo bem. - Obrigada, doutor.
- At� logo. - Tchau.
Tchau.
Entre.
O t�mpano est� destru�do. Nunca vi isso.
Estou brincando. Voc� n�o tem nadinha.
Voc� � um idiota.
� psicossom�tico. � normal.
O concerto chegando... � o estresse, s� isso.
Como tem dormido?
- Mal. - � isso.
Acabe com o estresse e dormir� melhor.
- N�o h� nada mesmo? - Eu sou pediatra.
Eu examino melhor bumbuns assados do que t�mpanos.
Posso te encaminhar a um bom otorrino.
N�o, voc� deve ter raz�o de que n�o � nada.
Certo.
Tem certeza?
De qu�?
N�o quer que eu examine se seu bumbum est� assado?
Voc� � louco.
Recebeu os ingressos para o concerto?
Sim, mas sinto muito.
N�o podemos ir. J� t�nhamos compromisso.
N�s estaremos l�, � claro.
Sim. Bom dia, senhora.
Sim.
Uma crian�a de que idade?
Desde quando?
Voc� est� sozinho?
Cad� os seus pais?
- Com quem est� falando? - Estou falando com...
Est� ficando velho.
Desculpe, estou no telefone.
Sinto muito. N�o consigo.
N�o importa.
Tudo bem, tudo bem.
- Vim para ajud�-la, mam�e. - Eu sei, eu sei.
Seu irm�o teria feito 40 anos ontem.
Foi o seu anivers�rio tamb�m.
Desculpe, eu n�o te dei nada.
Est� tudo bem, mam�e. Eu tamb�m esqueci.
Est� sujo, n�o acha?
- Espere, eu ajudo. - Fa�a isso.
- Voc� est� bem? - Sim, estou bem.
Seu irm�o adorava desenhar.
Ele tinha talento.
Sim, Marc tinha talento para muitas coisas.
Lembra-se das sonatas de Mozart que tocamos a quatro m�os?
Claro.
Deu a parte mais dif�cil a ele. Foi complicado.
Ele queria mostrar que podia.
Voc� sempre teve mais talento do que ele.
N�o diga isso, mam�e.
Apenas �ramos... diferentes.
N�o quis dizer isso. Desculpe.
O que foi?
N�o, nada. Est� tudo bem.
Certo, vamos. Est� frio.
N�o pode ser, h� um monte de coisa estragada!
Perder um filho...
� a pior coisa que pode acontecer.
Eu estou aqui.
- Eu sei, Marc. Eu sei. - Sou o Philippe.
O que eu disse?
- N�o importa. - Acho que preciso descansar.
Eu te ligo.
Continue, estava �timo.
N�o, eu perdi o jeito.
- Como foi? - Nada bom.
Ela est� piorando rapidamente.
� algo delicado,
mas poder�amos arrumar algu�m para ajud�-la em casa.
Veremos. Depois eu cuido disso.
O que � aquilo?
- Flores. - Quem enviou?
O diretor da �pera.
Para nos agradecer pelos quatro dias de recital.
Sim, certo.
Fant�stico!
N�o ouvia um dom�nio assim havia muito tempo.
Est� brincando?
Espere!
Droga!
O problema auditivo poderia ser zumbido,
mas as alucina��es...
Vi o garoto pela primeira vez em sua sala de espera.
Ele estava vestindo um pijama vermelho.
Tenho certeza.
Desculpe, mas n�o entendo.
Ou�a...
Acho que ap�s os concertos, a press�o vai diminuir.
Voc� vai apagar e dormir por 72 horas.
E tudo vai melhorar.
Mas...
Se n�o melhorar, aqui est� o n�mero de um especialista.
Ele � muito bom.
Um psiquiatra, o dr. Garraud.
Se os sintomas persistirem, diga-lhe que eu o enviei.
Tenho certeza de que ele pode ajudar.
Est� bem?
Obrigado.
Astrid me ligou.
Ela n�o deu detalhes, mas disse...
que n�o est� conseguindo entender voc�.
- Quando ter�o o beb�? - O que tem a ver?
Voc�s falam nisso h� anos.
- N�s estamos pensando. - "N�s" ou "Astrid"?
Philippe, fala s�rio.
Eu tenho que ir. Obrigado, Olivier.
At� logo.
O que foi?
Desculpe por ontem � noite.
Voc� est� estressado por causa do concerto.
N�o � s� isso.
Podemos conversar?
N�o tenho certeza de que quero um filho.
Eu n�o me sinto capaz.
Por que est� me dizendo agora?
Sinto muito, eu...
Eu n�o deveria ter dito.
Conversaremos ap�s o concerto, est� bem?
N�o sei.
- O que est� fazendo? - Tenho que ir.
N�o, espere. Espere, por favor.
Eu...
Preciso de voc�.
Ol�, este � o correio de voz de Astrid Kessler.
N�o estou dispon�vel no momento.
Deixe uma mensagem que eu retorno.
Marc?
Marc?
- Marc? - O que aconteceu?
Marc!
- O que aconteceu? Ele caiu? - N�o sei.
Marc! Est� me ouvindo?
Deixem-no respirar! Voltem ao trabalho!
Marc? Marc, est� me ouvindo?
Tudo bem? Levante-se lentamente.
Levante-se. Vamos.
O que aconteceu?
- Perdemos voc�. - Tudo bem?
Deixe-o respirar. Volte ao trabalho.
Seu nariz est� sangrando.
H� uma pia ali. Vamos limp�-lo.
Voc� parece um pouco...
Certo, vamos. Consegue ficar de p�?
Tudo bem? H� �gua ali.
Tudo bem?
Vou pegar algod�o e j� volto.
- Tem ingresso? - Sou Philippe Kessler.
Deixe-me entrar.
Ou�a... Chame o diretor, Laurent.
- Eu o conhe�o muito bem. - Por favor, senhor.
Por favor. Obrigado.
D� o fora!
Machuquei voc�?
Vamos, se manda!
Droga!
O que faz aqui?
Obrigado.
Com o que aconteceu, n�o sei se posso...
Eu n�o estou bem.
Olivier me falou de um psiquiatra...
O dr. Garraud?
Esse mesmo.
Ele te falou?
N�o sei por onde come�ar.
Eu estava num tipo de...
Enfim...
Eu estava tocando Scriabin...
O que havia no meu copo?
Tudo bem, Marc.
Vai ficar tudo bem.
Aqui.
Beba. Deve estar com a boca seca.
Ela exagerou na dose, mas vai passar.
N�o se preocupe.
Procurei voc� em todo lugar. Astrid me ligou.
- N�s o trouxemos para c�. - N�o entendo, o que fa�o aqui?
- Onde est� a Astrid? - Marc, meu amor...
Do que voc� me chamou?
Voc� se chama Marc Kessler.
Sou sua esposa, Jeanne. Somos casados h� 9 anos.
N�o � a primeira crise que voc� tem.
Eu dei um concerto na �pera...
Aqui, veja.
Veja!
KESSLER, MARC
O que � isto?
Philippe � seu irm�o. Voc� � o Marc.
Voc� � o Marc.
- Marc. - Sinto muito, Marc.
Eu n�o tive escolha.
Espere, fique. N�o, n�o.
- Marc! - Papai!
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