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Svälta 1. Morrer de fome, ficar faminto (em sueco)
2. Uma ilha sueca isolada onde, no século XIX, ocorreu uma terrível tragédia.
SUÉCIA, 200 ANOS DEPOIS
Desculpa, querida. Continua, diz lá.
Então, em 1824,
a ilha inteira colocou-se em quarentena por medo
de uma pandemia de gripe mortal.
Diz quanto tempo durou a quarentena?
Sim. O que começou como três meses
acabou por durar quase dois anos e meio!
Que sofrimento. Incrível.
Mesmo incrível.
Muito depois do continente ter acabado com a quarentena,
esta permaneceu na ilha
até que a maioria das pessoas morreu
ou recorreu ao canibalismo para se alimentar
e alimentar os seus filhos.
- Quantas pessoas morreram? - Não diz, na verdade.
- Merda! Preciso de um número. - Linguagem.
Porque te importa quantas pessoas morreram?
Na verdade, concordo com o Sam nisto.
Seria bom ter um número exato.
Sim, acho que me importaria mais
se fossem 200 pessoas em vez de, digamos...
- Quatro? - Sim, quatro.
- Sim... - Quatro pessoas.
Ouvi dizer que foram centenas.
- Estás feliz? - Muito, obrigado.
De dez em dez anos,
os habitantes celebram o festival de...
- Karantän! - Karantän!
Ou quarentena, uma peça sangrenta de oito horas...
Caralho, oito horas de peça?
Desculpa, pai.
Detesto teatro...
Mamã, obrigado pela informação.
- De nada, querido. - Nojento.
Eu nunca comeria uma pessoa.
- Porquê? - Sou vegetariano.
- Aqui vamos nós. Pois claro. - Não menosprezes as minhas crenças.
- Crenças! - Desculpa, mas acredita em mim,
se tivesses fome suficiente, comias um homem.
- Ou uma mulher. - Sim.
- Não te esqueças de nós! - Desculpa.
02 DIAS ATÉ O KARANTÄN
Desculpa, olá.
Desculpem a interrupção.
Podemos pedir alguma comida, por favor?
Podiam trazer dois hambúrgueres, por favor?
E depois duas porções de batatas fritas,
pommes frittes, chips...
E depois duas cervejas grandes, por favor.
E miúdos, o que querem?
Sim, olá.
Desculpem, têm hambúrguer vegetariano?
- Meu Deus. - Um pão sem carne?
Sim.
Temos hambúrgueres feitos de carne terrestre ou carne do mar.
Perfeito, o que é carne do mar?
Ânus de cavala fermentado.
O quê...?
Só batatas fritas, obrigado.
- Batatas fritas. - Sim, obrigada.
E Jessie, o que vais querer, querida?
Nada. Não tenho fome.
Meu Deus, tens de comer...
Como depois.
Bem, prometes-me que vais comer mais tarde?
- Não. - Jessie, onde é que...
Meu Deus.
Desculpa, será que...
posso pedir queijo no meu hambúrguer, por favor?
- Nej. - Não, certo... Porquê?
Onde vais?
Vou procurar a Jessie.
Meu Deus!
Desculpa. E desculpa pelos meus filhos.
Estão um verdadeiro pesadelo hoje.
Acho que estão aborrecidos.
Tens filhos?
Nej. Morreu.
Pois, claro que sim.
- Olá, querida. - Aqui tens.
- Obrigado. - Isto sabe a peixe?
Desculpa.
Ainda bem que temos o número da mesa
- para não confundir com ninguém. - Engraçado.
Vais chamar os miúdos?
- Onde estão? - Meu Deus, Richard, não sei.
Usa o cérebro.
- Está bem, desculpa. - Onde estão?
Parece que sou vidente?
O que achas que aconteceu?
Não sei.
- Miúdos, comida! - Devíamos ir.
Estou cheio de fome.
- Que nojo. - Pois, eca.
- Estava bom. - Não sei.
Para mim sabe a peixe...
- Estava bom? - Foi ótimo, muito obrigada.
Uma pergunta, podemos comprar os bilhetes para o ferry aqui?
Pareço um ferry?
- Não. - Achei que valia a pena perguntar.
- Para onde vão? - Vamos para Svälta.
Não podem ir para lá. É forbujdet durante o Karantän.
Acho que não é, pois não?
Isto é a Europa, certo?
Não há hotéis na ilha.
Este é o último ferry. Vão ficar presos.
Não, não vamos ficar presos
porque vamos ficar na ilha.
- Reservámos uma casa de hóspedes. - Espera, olha aqui.
- Aqui. Vê. - Richard.
Calada.
Essa é a casa do Matts Larsson.
Sim, é.
Não há nada mais sueco que isso, pois não?
Há, sim.
Porque é que lhe mostraste a app?
- Pareceu simpático. - Ele não é da polícia!
Eu sei que não é. Desculpa.
Não tens de pedir desculpa por tudo.
- Talvez, mas... - Isso faz de mim a má da fita.
Garanto-vos, não serão bem-vindos na ilha.
Eles não gostam de visitantes nem nos melhores dias.
Porquê?
Estrangeiros na ilha durante o espetáculo Karantän?
É como servir costeletas de porco num bar mitzvá.
- Alguém faria isso? - Sim.
- Delicioso. - Qual é o problema dele?
Talvez não goste de vegetarianos.
Tenho a certeza de que há vegetarianos na Suécia.
Em Estocolmo, sim, claro.
Malmo, Gotemburgo, com sorte.
Acho horrível alguém guardar rancor durante 200 anos.
Diz a irlandesa...
- O ferry! - Boa. O ferry..
Sim! Vamos!
Desculpem interromper.
- O que foi? - Posso pagar?
Não sei. Podes?
Vamos lá, estou com pressa.
Por favor, vou perder o ferry.
- Talvez seja melhor assim. - Quanto te devo?
300 coroas.
Certo...
Não consigo...
As minhas mãos estão tão suadas.
Certo, sim.
Só em dinheiro.
Certo...
Um...
É esse? Sim. Dois.
O que estás a fazer? Estás a magoar-me.
Se sabes o que é melhor para ti, não entres nesse ferry.
Leva a tua família simpática
e volta para o teu carro alugado e desaparece.
Eu disse que estás a magoar-me!
Tenho de ir embora.
Não digas que não te avisei.
O que se passa? Richard?
Conheço esse olhar. O que foi?
- Estou bem. - Richard!
Sim?
Olá.
Podemos pedir quatro bilhetes, por favor?
Quatro bilhetes?
Para onde?
Bem, vamos para onde vocês vão, claro.
- Vamos para... Svälta. - Vamos lá!
Bem, isto é muito incomum.
Vamos, pai.
- Desculpa. - O que foi?
Acho que deixei a carteira lá dentro.
- Cala-te, Sam. - Sam, só...
Então, vai lá.
- Depressa, depressa, depressa. - Sim.
- Vai, vai! - Sim..
- Vai, Richard! Corre. - Estou a ir.
Temos de partir agora.
Chegar atrasado é forbjudet.
Depois deste barco, não há mais.
Quando é o próximo ferry?
Daqui a três dias, depois do Karantän acabar.
Então, sim, quatro bilhetes de ida e volta, por favor.
Preciso dos vossos nomes, por favor.
Porque precisam dos nossos nomes?
Para o manifesto de passageiros.
Caso afundemos e todos se afoguem.
- Maravilhoso, claro. - Bem, somos os Smith.
- Eu sou a Susan, e este é o Sam. - Apenas Sam.
E esta é a Jessie.
E o meu marido é... Vamos, querido!
E este é o Richard, o meu marido.
Vamos, querido, a maré.
Está tudo bem?
- Sim, tudo. - Sim?
- Sim. - Sim.
Tens ketchup na tua camisola, tontinho.
Pois, cá estamos.
Obrigado.
Certo, vamos!
Vamos lá.
- Todos a bordo do Skylark! - Ele é tão embaraçoso.
- Somos adotados, certo? - Tu de certeza que sim!
O que está a acontecer?
Não sei, Richard, não sei.
Saiam daqui!
Porra. É o Johan, o dinamarquês.
Querem beber comigo?
É uma oferta simpática.
Na verdade, nós não somos grandes bebedores, pois não?
- Não. - Não estava a falar contigo,
seu homem de óculos frouxo.
- Vamos...? - Podemos dar uma volta.
Vamos.
Muito bem...
- Obrigado. Honram-nos! - Não, Richard, não faças isso.
O quê?
Quem são vocês?
Porque vieram aqui hoje?
Porque estão aqui?
Estamos de férias.
Férias?
Sim, mas não são apenas férias.
Também viemos para assistir à vossa peça maravilhosa.
Peça?!
Como ousam?
"Billy Elliot" é uma peça.
"Grease", o musical, é uma peça.
Isto é Karantän.
Isto é a nossa vida.
Não é uma peça.
Desculpem, acho que começámos mal.
A comuna tomou uma decisão.
Têm de voltar ao ferry e regressar ao continente.
- Não são bem-vindos aqui. - Certo, mas...
Sim. Desculpem a insistência,
não pensávamos que isto fosse...
Isto não é uma ilha privada, pois não?
Olhem, tudo o que queremos é...
apenas ver a vossa coisa, o espetáculo,
e prestar homenagem aos mortos.
Os mortos?
O que sabem sobre os mortos?
- Bem, sabemos bastante... - Mãe, não digas nada.
A sério, vão achar interessante.
Vão achar interessante.
O meu trisavô, trisavô, trisavô, trisavô,
morreu aqui nesta ilha,
em Svälta.
Quem era o teu antepassado?
Ele era o... bem, um dos corajosos oficiais
que os vossos antepassados assassinaram.
Vão sair deste lugar de uma maneira ou de outra.
Sue, mãe, estás...
Ela lambeu-me a cara, ela lambeu-me a cara!
Vejo que já conheceram a simpática comuna.
Bem-vindos a Svälta.
- Obrigado. - Eu sou... eu sou o Matts.
Eles são, na maioria, inofensivos.
Na maioria.
- Bem, não parecem inofensivos. - Pois.
Matts Larsson! Conheces estes estrangeiros?
Sim. Aluguei-lhes a casa da minha mãe.
Não pediste autorização à comuna.
Esta não é a tua ilha.
Não é da tua conta
a quem eu alugo a casa da minha mãe.
Isto é Suécia, 2024.
As regras da nossa sociedade são claras neste assunto.
As regras continuam em vigor
para nos proteger de pessoas como estas.
Há 200 anos.
A tua pobre mãe revirar-se-ia no túmulo
se pudesse ver o tipo de homem em que te tornaste.
Espero que possas contar-lhe tudo isso
pessoalmente um dia destes.
Aproveitem a estadia em Svälta.
Será curto.
- Obrigado. - "Obrigado."
Meu Deus, honestamente, desisto, desisto.
- Pronto, vamos. - Ponham as malas no carrinho.
- Vamos agora para a vossa casa. - Está bem.
Nós empurramos o carrinho, obrigado.
- É a vossa decisão. - Miúdos, esperem um segundo.
Estás bem?
Se estás com dúvidas,
é melhor dizeres algo agora.
Não, preciso destas férias, Richard.
Preciso mesmo.
- Vai correr bem. - Está bem.
- Sim. - Ótimo.
Sim.
Tirem os sapatos, por favor.
Claro.
Encontrarão um par de pantufas aqui para cada um.
Tenho mesmo de tirar?
Preferia ficar com as sapatilhas calçadas.
É tradição na Suécia, portanto, se puderem.
Bem, é nossa tradição...
Sentes-te confortável, não?
- Sim. - Tudo bem.
Confortável.
Não percebo porque é que tenho de tirar as sapatilhas.
É a nossa tradição aqui em Skane.
- Sentes-te confortável também? - Para de dizer isso.
- As minhas sapatilhas são confortáveis. - Calça as pantufas...
Raios!
Bem, bem, bem. Isto é adorável.
É muito sueco.
Isso é porque estamos na Suécia.
- Sim. Porque estamos. - Ele apanhou-te aí.
E disseste que esta...
era a casa da tua mãe, Matts?
Sim, ela nasceu aqui e em 1974 casou com o meu pai,
aqui mesmo, na ilha.
Meu Deus, isso é tão doce.
Não, foi em fevereiro, menos 25 graus.
Nevava muito.
A minha mãe e as suas irmãs chegaram ao ferry
e descobriram que o mar fora do porto estava congelado.
- O que aconteceu? - Bem, de saltos altos e...
grandes casacos, elas atravessaram o gelo a pé.
O meu pai e...
...os irmãos dele encontraram-nas no porto,
e o casamento aconteceu.
Isso é tão romântico.
Sim.
E ela ainda está connosco, Matts?
Infelizmente, não. Morreu há 10 anos,
- Tinha 91 anos. - Meu Deus.
Lamento. Mas teve uma vida longa e bonita.
Sim, e depois foi assassinada, decapitada,
ali mesmo na sua cadeira favorita.
Jesus.
- Desculpa. - Richard, sai da cadeira.
Podemos subir e ver os quartos?
Sim, claro. Esta é a vossa casa agora.
- Obrigado. - Está bem.
Sai da cadeira, Richard, por favor.
Ajuda-me aqui. Isso mesmo.
Já era hora de te levantares.
- Quero este quarto. - Porra, Sam!
- Jesus! - Idiota.
Porra!
O meu telemóvel não tem rede, Sam.
Claro que não tem!
Viemos de férias para um filme de terror sueco.
Então?
Não tenhas medo.
É só o Matts.
Não estou com medo.
Só não ouvi quando subiste.
Sou quase silencioso nas minhas pantufas.
Talvez devesses usar um pequeno sino no pescoço.
- Como um gatinho. - Sim.
Assim podes avisar os pássaros pequeninos de que estás a chegar.
E porque é que eu ia querer fazer isso?
Vai-te embora.
Idiota!
Tenho de ir e deixo-vos a começar as vossas férias.
Matts, antes de ires,
conseguiste trazer as compras que pedi?
Sim, consegui.
Guardei tudo nos armários e...
e no frigorífico.
Bem, é melhor começarmos.
Este frango com pimentão não se vai cozinhar sozinho.
Sim. Não consegui arranjar pimentão.
Não faz mal.
Ou frango.
- Bem, tostas então, querido. - Delicioso.
Estas facas estão mesmo afiadas.
Tem cuidado, querido.
A vida devia ser uma porcaria antes dos telemóveis.
Não admira que tivessem grandes guerras, certo?
Tão aborrecidos o tempo todo. Nada melhor para fazer.
Tenho tempo para um banho?
Claro que tens, querida!
Estás de férias!
Vai relaxar e esquece-te do telemóvel.
Não me toques. Não me toques, porra!
- Mãe, podes dizer-lhe? - Sim, não lhe toques, porra.
Não... Jessie, não...
O que está a acontecer?
Bem, não sei, pois não? Como é que eu devia saber?
Não percebo. O que fazemos?
- Vou lá abaixo. - Não sejas estúpida.
Vou mesmo lá abaixo.
Querido, não vou deixar-me intimidar por estas pessoas.
Seja lá o que forem.
Temos todo o direito de estar aqui, Richard.
Temos, mas o Brexit...!
Deixem-nos em paz!
Há crianças a dormir aqui dentro.
E estão a assustar-nos.
Por isso, por favor...
Vão-se embora!
Richard, olha.
O que estás a fazer?
Não podes deixar isso aqui!
Obrigada pela tua ajuda, Richard.
Pensei que te deixava liderar esta.
- Obrigada. - Estás chateada?
Falámos sobre isto na terapia de casal.
É muito importante, sabes, como homem,
às vezes recuar e dar-te poder, e tu estiveste ótima.
Cala-te, Richard.
Desculpa.
Vou voltar para a cama. Tu lidas com isto.
O que queres que faça com isto?
Resolve tudo!
Temos sacos do lixo?
02 DIAS ATÉ O KARANTÄN
01 DIAS ATÉ O KARANTÄN
Olá, bom dia! Tudo bem?
Não, nem por isso.
Certo. Posso ajudar com alguma coisa?
- Provavelmente não. - É sobre ontem à noite?
Não, o que aconteceu ontem à noite?
Esquece. O que tens em mente?
Sabes que podes falar comigo sobre qualquer coisa.
Não vou ficar chocado, prometo.
Entre nós, quando era mais novo,
morei em Viena, e...
Entre nós, costumava usar um pouco de cannabis.
Tenho a sensação de que estamos a ser observados.
Porque dizes isso?
Ontem à noite estava a tomar um banho,
e ouvi barulhos vindos de trás do espelho.
Certo. Que tipo de barulhos?
Não sei, como um arrastar,
- um estalar alto. - Bem, olha, quero dizer,
podíamos ser nós a mexer-nos.
- A casa é muito antiga. - Não. Não era isso.
Porque foi mesmo assustador e...
- Vem cá. - Desculpa, só...
Está tudo bem. Não faz mal.
Se voltares a ouvir alguma coisa,
vem acordar-me, está bem?
Sim, está bem.
- Prometes? - Desculpa, estou a ser parva...
Brincadeiras à parte, o que disse antes sobre cannabis...
Certo.
Não o faças porque, no meu caso...
acabei por ficar um pouco maluco.
E não foi agradável.
Bem, eu experimentei cannabis uma vez...
Não era a minha cena. Detestei.
- Ótimo. - Então sim. Tranquilo?
- Tranquilo. - Tranquilo.
E o que é a tua cena?
Cocaína e pilas grossas.
- Olá! - Olá.
Posso... posso entrar?
Isto é um pouco embaraçoso...
Por acaso não viste todas as pessoas lá fora ontem à noite,
viste?
Não. O que estavam a fazer?
É difícil de dizer. Estavam...
a zumbir.
Foi mesmo ameaçador, sabes?
Olha.
Atiraram-nos isto.
Sabes o que é?
Está morto.
Sim, eu sei que está morto, mas...
Também parece uma espécie de aviso, percebes?
Sim, talvez, talvez não.
Pode também ser uma espécie de...
boas-vindas tradicional aqui em Skane.
Certo.
É uma boas-vindas tradicional aqui em Skane?
Não. É um aviso.
Desde que chegámos a Svälta,
não sentimos nada além de hostilidade,
e é... é uma pena, sabes,
porque a app prometia muito mais.
E, entre nós, eu não...
Eu não sou uma pessoa confrontacional, mas...
a nossa avaliação vai ser menos favorável.
Vou levar isto à comuna.
Obrigado. Agradeço isso. É...
Tem sido um ano difícil.
Precisamos disto, sabes?
Certo.
- Obrigado. - Sim.
Adeus.
Meu Deus, precisava disto.
Espera.
Aqui está, espera. Não...
É vídeo. Retrato.
O que estás a fazer?
Espera, deixa-me fazer assim.
Dá-me isso.
Adoro-te, Mãe.
Amo-te, Pai. Mal posso esperar pelo grande dia.
Lindo!
Certo.
Muito bem.
Pronto.
Abaixa-te, Richard!
Ou fica quieto, na verdade.
Susan! O que faço?
Só...!
Tens de ficar quieto, Richard!
Para de rir! Para com isso!
Ele acha que és um dos ovos dele!
- O que é que ele quer? - Ele acha que és um ovo!
- Eu não sou um ovo! Para com isso! - És sim!
Olha, há um barco.
Parece tão pequeno.
É porque está bastante longe.
Dá-me isso.
Olha para aquilo.
Achas que é porque morreram quatro pessoas?
Ainda não.
Eu e a Jessie vamos nadar.
- Mas tenham cuidado, está bem? - Não.
- Ficas bem sozinha? - Não.
Par de idiotas.
Achas que estão felizes?
Sinceramente, neste momento, não quero saber.
Queres um broche?
O quê?
Queres um broche?
Detetive.
Como está a Yanet?
A Yanet morreu.
Assim é a vida.
Ela acaba.
Acaba mesmo.
Viste o Johan hoje?
Vi-o a sair do ferry ontem.
Bastante bêbado.
Isto é sério.
Ele acabou de ser libertado.
Avisaste a comuna?
Ainda não.
A Klara vai querer saber.
Anda lá!
Mamã.
Obrigada, Papá.
- Desculpem por... - Para!
Como te atreves a interromper o meu ensaio?
Assassinato. É por isso.
Tenho a certeza de que entendes que a morte vem antes da arte.
Conheces o Johan?
- O dinamarquês? - Viste-o hoje?
Nej.
Alguém de vocês o viu?
Ele deixou a ilha.
Tens a certeza?
Sabes para onde ele foi?
Provavelmente ao Systembolaget para comprar mais vodka.
- Obrigado pelo vosso tempo. - Bom.
Sai deste lugar e não voltes.
Não tens jurisdição aqui, Detetive Forsberg.
Aqui, o Karantän é o juiz.
É o nosso modo.
Sempre foi o nosso modo.
Tem cuidado.
Detestaria que fizesses algo impensado e perdesses a cabeça.
Vai-te foder!
Olá! Vamos fechar em breve,
mas gostavas de provar a minha waffle crocante?
Waffle? Sim, por favor!
Virem aqui foi um grande erro para vocês.
Porquê?
- As tuas waffles são uma porcaria? - Como te atreves!
Está bem, vamos sair.
Sim, pois vão.
Sabes que mais?
Não queremos estar aqui, está bem?
Só viemos porque os nossos pais querem ver uma peça de teatro estúpida.
- Não é uma peça! - E sabes que mais?
As tuas waffles parecem sequinhas, para ser honesta.
As minhas waffles... são húmidas!
Não parecem, então...
Não me toques, porra.
Os meus olhos!
Vamos embora.
Idiota.
Quero dizer, a placa dizia, "Mentirosos Ingleses"!
Isto é tão estranho.
O que está a acontecer, mas que raio!
Devíamos contar aos outros.
Não, não, não.
Não quero que a mãe perca a peça.
Ela tem-se esforçado tanto.
Sam, podes pôr a chaleira... a ferver?
Sam, estiveste... estiveste aqui?
Não, porquê?
Sê honesto.
Mexeste na minha roupa interior?
Estás a parecer muito suspeito agora, Sam.
Não estou! Desculpa! Estou nervoso.
Olha, se as tiraste para te divertires ou algo assim,
ou para cheirar, o que seja, não me importa.
Só as quero de volta. Custaram-me 22 libras.
Divertir-me? Não sejas estranha.
Sou gay.
Está bem... Não sabia disso.
Há muitas coisas que não sabes sobre mim.
- Tenho a certeza que há. - Há mesmo.
Todos vocês trabalharam muito durante os últimos 10 meses.
Muito bem.
Eu tenho trabalhado arduamente toda a minha vida.
É o que faço.
Tenho feito isto com sucesso há muitos anos,
muitos Karantäns.
Mas em breve o meu tempo terminará,
e será a altura de um de vocês
se tornar o guardião das nossas tradições.
Estou orgulhosa e honrada por dizer que me foi mostrado um caminho,
e me foi dada a oportunidade...
...recentemente...
de fechar o círculo.
Seria ótimo ter alguma clareza sobre o que quer dizer
quando falas em "fechar o círculo".
Nos anos que passaram,
honrávamos as tradições sacrificando tributos.
Imagino que, tanto quanto queremos honrar os mortos do Karantän,
a ideia de que quer que... nós...
Acho que o Marten está a tentar dizer é que a ideia de ter de...
Fala claramente, Ingemar.
Matar de novo.
Parece muito antiquado.
Sei que era o nosso modo no passado, mas agora...
Os ingleses que vieram cá solidificaram a minha determinação.
Ofereceram-me uma clareza incomparável.
Os ingleses devem ser sacrificados.
Será o maior Karantän moderno de todos.
Achei que íamos apenas assustá-los para irem embora!
A última vez que honrámos o Karantän desta forma,
éramos todos muito mais jovens.
Eu nem era nascido!
O mundo era diferente na altura.
Era?
Não acho que fosse assim tão diferente.
Lembro-me de ti nesse verão, Sven Svensson.
Estavas ansioso para matar aquelas pobres pessoas.
Não vamos matar e comer pessoas.
Adoramos o Karantän e a nossa cultura e tradições, mas...
Vocês vão fazer o que eu vos mando fazer!
Não vão estragar esta oportunidade para mim.
Jesus.
Estas batatas estão uma porcaria.
Jens, ouves-me?
Matts Larsson, como estás?
Presumo que tenhas recebido uma visita do Detetive Forsberg.
Um polícia na ilha durante o Karantän é mau.
Como sabes,
muito trabalho foi investido na produção deste ano.
Como sempre.
E o Karantän continuará como sempre aconteceu.
A nossa dívida deve ser paga.
- Sabes disso. - Sim.
Trazer essas pessoas aqui foi um erro, Matts.
A comuna não aprovou tal pedido,
e olha o que aconteceu.
Porque deveria pedir aprovação a uma comuna
que mal reconhece a minha existência?
Porque é o nosso modo.
É o modo de Svälta,
desde o primeiro Karantän, Matts Larsson.
Tu fazes o que queres.
Vens e vais, trazes raparigas bonitas, rapazes bonitos.
Chegam a rir. Saem a chorar.
Nós vemos isso.
Aproveitas-te da fraqueza, da beleza,
és um pervertido, um alcoólico,
um porco drogado.
Certifico-me de que fechamos os olhos
a essas indiscrições.
Sabes porque faço isso?
Porque és um de nós.
Isso pode mudar muito facilmente.
Entendes?
O que queres?
Faz 200 anos desde que o Karantän começou.
Acho que é algo importante.
Sinto que este aniversário deve ser celebrado ao estilo antigo.
Há quem pense...
sobre o que aconteceu antes.
Eles já não têm estômago para os antigos modos.
Acho que tu talvez tenhas.
Não fazemos isso há 30 anos.
Quando o Karantän terminar amanhã,
irei à tua casa,
e colocaremos as coisas no lugar juntos.
Comeremos rosbife.
Ao estilo antigo.
Talvez os nossos amigos gostassem de uns biscoitos.
Tens tudo o que precisas para esta receita?
01 DIAS ATÉ O KARANTÄN
00 DIAS ATÉ O KARANTÄN
Reclamas com os meus saquinhos de plástico
com tralha, mas deves estar contente
por ter trazido o nosso chá de casa.
Sim. Absolutamente delicioso.
Nunca mais duvido de ti, Mamã!
Posso ter isso por escrito, Papá?
- Dormiste bem? - Sim, dormi.
- Sim? - Foi profundo e...
Sinto-me mesmo revigorado aqui.
- E tu? - Igual. Muito relaxada.
Terminei o que estava a fazer.
- Olá, pessoal! - Bom dia.
Tudo bem ontem à noite?
- Sim, foi tranquilo. - Vamos comer!
Papá...
Não quero continuar a repetir-me,
mas não vou comer isto.
Então come só o ovo, Sam.
Não vou comer um feto de galinha subdesenvolvido.
Feto de galinha? É um ovo, por amor de Deus.
Tu é que és um ovo.
- Não me chames isso... - Sam.
- Ovo. Porque razão dirias ovo? - Richard, por favor.
Não chames ovo ao Pai.
Certo?
Agora, porque não acabamos o pequeno-almoço,
e vamos vestir-nos porque hoje é o grande dia.
- Sim. - Sim.
Hoje é o grande dia!
Boas notícias.
Tive uma conversinha com a comuna,
e decidiram que vocês são mais do que
bem-vindos a assistir à peça.
Até reservaram lugares para vocês.
Ótimo, obrigado.
Não vais assistir ao Karantän?
- Não. - Vou nadar no porto.
Achei que tinham vindo cá especificamente para ver a peça.
- Não toda, amigo. - São oito horas, querido!
Mas garanto-te que não vamos perder o clímax.
- Voltam para almoçar? - Absolutamente.
Ótimo! Tenho uma surpresa para vocês.
Nej!
Eu não quero devorar o teu kaga.
Não enquanto o resto da comuna luta tanto.
Como queiras.
Mas sabe que no continente ainda há muita doença.
Muitos milhares de mortes.
Muitos mais a morrer.
Demorará meses até teres a oportunidade
de comer um kaga húmido novamente.
Porque não abres o porto?
Como líder desta comuna,
decidi manter o porto fechado por agora.
É o melhor.
Mas por quanto tempo?
Não aguentamos muito mais.
Os nossos amigos ingleses avisar-nos-ão
quando for seguro levantar o Karantän.
Isso foi doce!
Talvez agora eu me delicie com o teu doce kaga.
Nej!
Salpicos para todos!
- Já chega. - Sam! Sam, vá lá!
Tu ficas com um! E tu, e tu!
- Para! - Cresçam.
Eu...
recebi notícias dos nossos amigos ingleses.
Receio que o Karantän deve continuar.
Nej!
Os nossos filhos e famílias estão mortos.
Estamos fracos e muitos estão perto do fim.
As pessoas começaram a comer os mortos.
Não sabia que estavam mortos!
AINDA ESTÁ QUENTE. APROVEITEM!
Isso é agradável.
Parece que é hora de uma chávena de chá e...
Biscoitos!
- Traidor! - Vendido!
Traidor!
Em breve a ilha toda vai estar morta.
E quem vai lucrar então?
O que se passa, Sr. Larsson?
Estás a perder o estômago para isto?
Acho que não.
Deixei amigos morrerem.
Esposas perderam maridos.
Pais enterraram filhos.
Porquê?
Não há doença!
Nej!
Nunca imaginei o horror que o nosso acordo traria.
O que achaste que iria acontecer, velho?
Eles ficam magros e fracos enquanto tu ficas gordo e rico.
Nej! Nej!
Nej!
Traidor podre!
Estes são estranhos.
Nojento...
Estão muito secos.
- Acho que é... - Podias...
Secos? Vão-se foder!
Sim, sirvam-se. Aproveitem.
As tuas mentiras não nos enfraquecerão mais.
Sofrerás como nós sofremos.
Posso implorar pelo teu perdão para um último desejo
antes de passares o teu julgamento final?
Yor!
Por favor, não!
Por favor!
Fica tranquilo, Matts,
vais receber uma grande avaliação positiva da nossa parte na app.
- Não, não, não, não. - Adeus, Matts.
Mama! Mama!
Ajuda!
O que está a acontecer?
- As pessoas estão a ser mortas! - Quem nos atacaria aqui?
Devíamos sair, procurar abrigo.
Deve haver um barco no porto que possamos usar.
Não vou fugir.
Este é um momento a ser apreciado.
O meu último Karantän,
o meu melhor Karantän.
Mereço todos os...
Vou tentar chamar o Polargen
do escritório do porto.
Que se foda o Polargen!
É o Johan, o Dinamarquês!
Vai matar-nos a todos! Fujam!
Não posso ficar aqui. Vem comigo.
Não posso.
Então boa sorte.
Olá.
- Estás bem? - Estou tão fora de forma.
Estou completamente exausto.
Devias ter continuado nas aulas de dança jazz
comigo e com a Mandy, sabes?
Eu odeio dança jazz!
Mas estavas a ficar muito bom nisso.
- Talvez. - O que fazemos agora?
- Deus! - Estas férias são para vocês,
o que querem fazer?
- Clyde River Paradigm! - Sim!
Vamos!
Desculpa, Pai. Não quero chatear-te,
só me preocupo com o teu ombro.
- Estou bem. - Odeio sentir-me uma chata.
- Sabes? - Sim.
E se fortaleceres as costas, o resto torna-se fácil.
Bem-vindos ao centro de comunicações do porto.
Queres chorar desta vez?
Achei que não conseguias chorar com os teus remédios.
Não saem lágrimas a sério,
mas parece que estou a chorar.
Finjo que te estou a consolar?
- Nem pensar. Não me toques. - Certo, desculpa.
Está tudo bem, aprecio que perguntes.
- Fixe, mano. - Sim.
Sim.
- Pronto? - Sim.
O quê?
Vamos fazer Mamã, Mamã.
Sim, sim, está bem...
Mamã! Mamã!
Mamã, Mamã, Mamã!
- Mamã! - Por favor, ajude-nos!
Meus pobres filhos!
- Entrem! - Havia um homem estranho!
Escondam-se dos monstros.
Nós somos os monstros, amor.
Sim.
Estou entediado.
Certo, vamos foder este sítio.
Isso mesmo.
Por favor, Klara, vem comigo.
Temos que nos esconder.
Não tenho de fazer nada, Sven Svensson.
Esta é a minha ilha,
e garanto-te que tudo está bem.
Vou fazer uma visita ao meu amigo Matts Larsson.
Jesus Cristo.
Tão bonito.
Não é bonito, são más notícias.
Não estava a falar do sinalizador.
És um lamechas...
Aqui é o Controle do Porto de Kristianstad.
Por favor, um de cada vez!
Estamos sob cerco, por favor!
- Vão, vão! Escondam-se rápido! - Vão, vão, vão, vão!
O que queres fazer?
Acho que devemos ver quantos conseguimos atrair,
- e depois atacamos. - Sim.
E depois podemos atear fogo a esta porcaria!
- Crianças. Estão a divertir-se? - Sim, a valer!
As minhas fotos não carregam na app Slay-cation.
Parece que alguém destruiu os equipamentos de comunicações, não é?
- Raios. - Temos de fugir.
Aquele sinalizador era bonito, não era?
Sim, pois era.
- Amo-te. - Guarda a pila, pai.
A minha... o quê?
Sim, isso, pendurado entre as tuas pernas.
Certo, vamos arranjar um sueco para nós.
Vegetarianos idiotas.
Abre esta porta já.
Sabes como fico quando estou com fome.
É para o teu bem, Klara.
Alguém viu o Ingemar?
Vi-o a dirigir-se para o Vandrarhem há uns minutos.
Cobarde de merda.
Tal como a sua mãe gorda.
Já vimos muita morte e sofrimento.
Temos que sair daqui, encontrar um barco e ir.
Não vou deixar a minha ilha!
Volta para trás! É o Johan, o Dinamarquês!
Tenho mesmo de fazer xixi!
O quê?! Richard, és um maníaco homicida.
Mija-te! Sê um homem.
- Não, é estranho. É estranho. - O quê?! Só...
Quem se importa?
Para! Não sou um lunático.
- Fico todo molhado... - Não, para!
O papá não se quer molhar.
Vou chorar!
Quem está aí?
O Johan vai matar-nos!
Dinamarqueses de merda.
Apanhámos um!
- Sim! - Sim! Vamos, pai.
Klara.
Dinamarqueses de merda.
Isso está profundo!
Meu Deus, derrubou uma das minhas coroas.
Não, não!
Não! Não!
Pateta!
Mamã?
Marten...
Graças a Deus. Quando vi os sinalizadores...
Os teus waffles parecem secos...
Que se foda...
Por favor. Por favor, não.
Por favor, não faças isso!
- Isso foi bom, não foi? - Sim.
Certo, vamos lá. Vamos voltar ao trabalho, sim?
- E tu também. - Estás bem?
Preciso de ir...
Preciso de ir à casa de banho.
Certo, entendi, entendi.
Vou sair daqui.
Isto tem de ser bom...
Forsberg, olá? Forsberg, estás aí?
- Olá, Forsberg! - Olá?
É a Agnes do Controlo do Porto.
- Tens de me ouvir! - Sim.
Svälta está sob ataque!
- Muitas pessoas já estão mortas. - Sim?
A cidade está a arder! É um massacre!
- Isto é uma piada? - Um verdadeiro massacre!
- Um massacre em Svälta? - Sim, estás certo!
Andaste a fumar outra vez, Agnes?
O Johan, o Dinamarquês, foi avistado na ilha.
- Estou a falar a sério. - Acorda o Peter.
Porquê?
Diz-lhe que preciso da Linda Sortuda.
O que é que o Peter tem a ver com...
Diz ao Peter que preciso da Linda Sortuda!
O Johan enlouqueceu!
Está tudo em chamas!
O cheiro lembra-me a nossa lua de mel.
Kasiruta.
Kasiruta.
Deus, foi tão romântico.
Lembras-te quando me fodeste com a pila do gajo gordo morto?
Sim, lembro-me.
Nojento. Já chega, Jesus...
Cala-te, Sam. Estava a ser bom até chegares.
Porque não te vais lixar, pai?
Devias pensar melhor no que me dizes, rapaz.
- Devo? - Sim, deves.
Irritaste-me bastante nesta viagem.
Irritei?
Sim, irritaste...
Vai-te foder, Richard.
Sim, vai-te foder também, Sam.
Ou devo dizer Ian.
Nem sei porque te convidámos depois da última vez.
- Porque fizeste isso? - Meu Deus!
- Isso é tão mau. - Porquê? Vá lá, porquê?
A sério...
A atitude dele em geral é uma merda,
a sua caracterização é cliché na melhor das hipóteses,
e a sua higiene pessoal é absolutamente nojenta.
É porque eu tenho TD... AH.
Pois...
Bem, agora tens M-O-R-T-O.
- Muito bem. - Brilhante, Richard, brilhante.
E quem é que vai ter de resolver isto?
A idiota aqui. Esta idiota.
Sabes, eu gostava que pudéssemos falar
sobre as coisas antes de chegar a este ponto.
- Exato. - Sabes o que quero dizer?
Sim, porque eu é que vou ter que passar duas horas
ao telefone com a limpeza internacional,
enquanto o que eu queria mesmo
era andar por aí, matar algumas pessoas,
e depois sentar-me com um bom copo de vinho rosé.
- Consegues perceber isso, Richard? - Sim...
Sabes o pior disto tudo?
Agora temos que sair e arranjar um irmão novo,
- e isso dá trabalho. - Está bem.
Já percebi... Desculpem, está bem?
Mas ouçam-me só, está bem?
Perdoamo-lo?
Está bem, parem de me provocar!
Vocês nem estão a sussurrar a sério.
Certo, vamos voltar para casa e beber uma chávena de chá.
- Vá lá. - Sim!
Anda, pai, anda.
Agora quem é o ovo?
Klara, Klara, espera.
Ainda estás decidida a fazer a homenagem?
Talvez seja isso que o Karantän quer.
Chega! Não há mais espaço para estas velhas tradições.
Sven Svensson, eu amo-te.
Não poderia ter desejado um filho melhor.
Quando estiveres no comando,
podes fazer o que quiseres.
Mas esta noite, isto é para mim.
Ajuda-me a completar o Karantän.
Vou fazer uma homenagem contigo, uma última vez.
Deixa-me só ir a casa buscar a minha espingarda.
Eu sei...
Meu Deus.
Vai, vai, para a casa do Matts.
Rápido, papá.
Eu bem te disse!
Sim. Pois disseste.
Nojento, aquele pervertido...
Ainda bem que o assassinámos brutalmente.
- Sim. - Eu concordo.
Onde achas que isto leva?
Obviamente, leva de volta para a casa, Richard.
Eu sei, só estava a tentar ser retórico.
Desculpa. Não percebi, desculpa.
- Como queres fazer isto? - Bem, papá...
Sabes que há alguém que me impressionou muito esta semana.
Quem é, mamã?
É alguém que tem sido...
uma rapariga muito bem-comportada.
E que está a florescer numa jovem lunática encantadora.
Para com isso!
Pergunto-me de quem terá herdado isso?
Acho que...
Acho que a Jessie está pronta para liderar
o seu primeiro Cavalo de Troia.
- Sim! Sim! - Muito merecido. Muito bem.
- Parabéns. - Podemos mesmo fazer isso?
Vá lá, encontro-te lá.
Adoro-vos, malta!
- Vens? - Não, eu vou...
Vou ficar por aqui e ver na televisão.
Está bem, vejo-te lá.
Ajuda-me.
Porra! Espera, espera, espera!
- Ele matou-os! - Treta!
Não, não, não, ele matou o meu pai e o meu irmão.
Está bem, está bem.
Quem? Quem foi?
Matts Larsson.
Matts Larsson?
Como? Quando é que ele fez isso?
- Porquê? - Eu não sei, eu não sei.
Ele enlouqueceu.
Eu perdi... Eu perdi toda a gente.
O que sabes tu sobre perda?
Vais saber.
O que disseste?
Está bem, anda cá...
O que foi?
Ele ainda está aqui.
Tenho de verificar o resto da casa.
Não, não...
Por favor, não me deixes sozinha! Estou tão assustada!
Estou tão assustada! Por favor, não!
Diz-me, rapariga.
Onde está a tua família agora?
Onde estão os seus corpos?
Ele comeu-os.
É melhor que não o tenha feito!
Não, não, não, não! Não abras!
Não abras. Pode ser um psicopata.
Deixa-me entrar!
Sua bruxa, deixa-me entrar!
Fica longe do meu bebé!
Bebé? Bebé!
- Mamã! - Bebé!
Era mesmo um psicopata.
Não!
Hara gud.
Olá?
Por favor, ajuda-me...
Idiota!
Mamã!
Sven Svensson! Desce imediatamente.
Sven Svensson!
Explodiram a minha maldita mão.
Papá!
Vais ter de te masturbar com a esquerda...
- Não, é muito cedo para piadas. - Desculpa.
Olá.
Foram vocês! Os ingleses.
Claro.
A história repete-se novamente.
Os ingleses mentiram ao nosso Larsson.
Agora percebo que o Karantän foi apenas um ensaio geral.
Esta é a verdadeira performance.
- Mataram o meu filho! - Mamã! Mamã!
Tiraram-me a mão com que escrevo.
Temos de sair daqui.
- Agora mesmo. Vamos! - Sim.
- Vamos, papá. - Vão!
- Sim. - Minha menina...
Com licença. Vamos, querida.
- É o Johan, o Dinamarquês! - Ele está a fugir!
Para!
Foram as melhores férias de sempre.
Bem, sabem o que dizem, malta.
A família que mata junta...
- Fica junta! - Fica junta!
Papá...
És um lamechas, mas adoro-te.
Get Away
Amo-te.
Je t’aime.
Legendas: Nisbgui
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