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Era um rosto, sim. Mas um rosto como nenhum outro que j� tivesse visto.
Ou quisesse ver novamente.
O cabelo, ou o que restava dele,
era ralo, oleoso e cinza como de um cad�ver
balan�ando longo sobre os ombros esquel�ticos.
A boca era apenas um enorme
buraco molhado, preto e sangrento.
Os olhos.
Os olhos eram o pior de tudo.
Encarando, prontamente, de...
Prontamente?
� isso mesmo? Algu�m fala assim? Prontamente?
Tanya?
- Tara. - Tara! Tara!
Tara, desculpe, desculpe, desculpe.
Checando.
Eu recebo cartas.
E-mails, agora s�o e-mails.
Tweets!
Susanna me convenceu a fazer isso. Entrar l�.
Perfil de m�dia social.
Pior decis�o da minha vida.
N�o h� mais privacidade, nem um pouquinho.
Sem mist�rio.
- Todos sabem de tudo... - "Prontamente" est� certo.
Est�? Ok.
Aonde quer voltar?
- Buraco molhado, preto e sangrento? - Ok.
Ok, luz verde chegando.
A boca era apenas um enorme buraco, molhado, preto e sangrento.
E os olhos... os olhos eram o pior de tudo, encarando prontamente
das cavidades vazias, plenas de pura malevol�ncia,
totalmente dirigida a ele.
A ele.
Respirou fundo para se firmar e afastou-se rapidamente pelo p�tio.
A porta era como a tampa de um caix�o.
Vasculhou os bolsos.
A chave!
Onde estaria a chave?
Ali! L� estava!
Desesperado, tentou encaixar a chave enferrujada na fechadura.
Mas n�o encaixava!
N�o conseguia!
Era a chave errada!
Devia ter deixado cair l� atr�s, na vegeta��o rasteira.
Mas como poderia voltar l�?
Como poderia enfrentar aquela coisa terr�vel e monstruosa?
Desculpe!
Desculpe, almo�o pesado, desculpem!
Sem problema.
Podemos voltar para... Na verdade, vamos dar uma pausa para o ch�?
Oh, sim, ch�, ador�vel.
Ch�, Joan?
Ch�?
- 40 anos. - Hum?
40 anos e acho que ela nunca disse mais que um ol� para mim.
Bem, ela � confi�vel.
S� posso esperar que sim.
Faz mesmo tanto tempo?
Receio que sim.
"A Sala da Morte", hist�rias de terror e inquieta��o,
com seu anfitri�o, Aubrey Judd,
trazendo uma leva perturba��o aos ouvintes desde 1976.
- Faz um bom tempo. - Parecem dez minutos para mim.
N�o venho aqui faz s�culos.
Mudamos de est�dio depois...
Quando voc� nasceu?
1990.
Cristo!
Havia um camarim por aqui, o que houve com ele?
- Eles derrubaram. - Claro que sim.
� tudo pele e osso agora.
Sabe que fiz um bico outro dia, no Pa�s de Gales,
e tive que comprar meu pr�prio almo�o!
Ent�o, o show come�ou aqui, antes de mudarem de est�dio?
Sim, sim, antes do meu tempo.
- Bem antes, quando Seymour apresentava. - Seymour?
Voc� n�o se lembraria dele.
"Seymour Rand, uma voz como chocolate preto,
com uma pitada de veneno", dizia o jornal.
Sempre fazia o papel de malvado.
Ele que come�ou o "Sala da Morte" original, antes da guerra.
Ah! Sabe, esse lugar tem fama de assombrado.
Ora, vamos...
N�o, s�rio! Parece que foi constru�do sobre as ru�nas de um antigo convento.
Tudo � constru�do em cima de alguma coisa.
- N�o, � verdade. - N�o, minha querida,
se h� uma coisa que todos esses anos interpretando hist�rias de fantasmas
me ensinou, � que n�o existe
isso de sobrenatural.
Tem gente que viu uma freira esquel�tica na cantina.
N�o me surpreende, a torta de cottage era intrag�vel!
Falta muito dessa merda enfeitada?
N�o muito.
"Jogador Vermelho da Morte", por Tom Wallace.
Ele � muito promissor. Tem s� 22 anos.
Um feto!
O que houve com os escritores cl�ssicos?
As velhas hist�rias, elas tinham estilo,
um senso de amea�a e pavor.
"Deus permita que ela continue morta", esse sim � um t�tulo.
- J� interpretou esse? - Antes do seu tempo, sim.
"O Papel de Parede Amarelo", "Na Cabine do Navio",
"Sra. Amworth", "Ch� Verde".
N�o, prefiro caf�, obrigada.
N�o, n�o, Sheridan...
Le Fanu, sim, eu li. Tem um macaco, n�?
Bem, vou te dizer uma coisa sobre seu antecessor,
Ken, ele realmente sabia como escolher.
Esse n�o � t�o ruim.
Merda enfeitada.
Perdoe-me, mas uma boa hist�ria de fantasmas precisa de certos
elementos, certas regras que a fazem funcionar.
Na verdade, dev�amos voltar.
O ideal � conhecer os personagens de uma maneira corriqueira,
conversando sobre coisas cotidianas, comida, bebida, etc.
E nessa aparente calma,
a coisa ruim vai mostrando sua cabe�a feia.
Discretamente, a princ�pio, depois com mais insist�ncia,
at� tomar o palco. � s� quest�o de criar a atmosfera certa.
Quer dizer que este n�o faz isso?
Pra mim � um tanto �nico.
N�o h� grada��es de unicidade.
� �nico ou n�o �.
- Certo. - Isso � �nico.
Em sua ruindade.
Adolescentes jogando jogos de computador assombrados!
- � bem real para algumas pessoas. - Quem?
- Crian�as. - N�o, � muito imediato, muito agora.
Voc� precisa ter... Como posso colocar isso?
Uma certa n�voa de dist�ncia.
"N�o muito tempo depois da guerra..." � uma boa maneira de come�ar uma hist�ria.
Ou... "30 anos atr�s..."
- Ou 40 anos? - O que?
Quando come�ou a fazer esse show.
- Ah, sim. - Um fantasma dos anos 70 funcionaria?
N�o vejo porque n�o.
- N�o parece certo, de alguma forma. - Tem que fazer parte da mem�ria viva.
Se ambientar em, digamos, 1348, voc� meio que acredita
que tudo � poss�vel.
Drag�es, esse tipo de coisa, como aquele programa idiota,
aquele com as putas e o an�o.
Acho que n�o pode mais usar nenhuma dessas palavras.
Tem que parecer que poderia acontecer com qualquer um, algu�m como eu.
N�o h� muitas pessoas como voc�, Aubrey.
Tomarei isso como um elogio.
Mas tem que ser assustador, n�o �?
Quer dizer, s�o hist�rias de horror.
Horripilante sim, mas n�o s� horr�vel.
Esse tro�o n�o � diferente de ir ao necrot�rio apalpar cad�veres.
Que gra�a tem isso?
N�o, voc� precisa de uma coisa um tanto antiquada, retic�ncia.
Conten��o.
Sempre conter, at� o cl�max.
Sem sexo, por favor, por favor, arru�na tudo!
N�o se ofenda, querida,
- Te acho muito boa no que faz. - Obrigada.
S� estou tentando transmitir um pouco da velha sabedoria, sabe.
- Certo. - O velho Seymour n�o toleraria nada disso.
Ele sabia o que faz uma hist�ria de fantasma funcionar.
Eu o vi uma vez, sabe, lendo "O Wendigo" � luz de velas,
em King's College.
Encantador.
Que ator maravilhoso ele era.
Insubstitu�vel.
S� que n�o.
- Como? - Voc� o substituiu, n�o foi?
Sabe, Tanya...
Tara...
Seu antecessor era um amor.
Morreu numa queda, n�o �?
Seymour Rand. Bom de copo.
Antes que diga, eu n�o o empurrei!
Nem removi um var�o da escada,
como o que levou o C�nego Pulteney � morte.
"As Bancadas da Catedral de Barchester", M.R. James, querida. O mestre! Procure!
Vamos continuar?
OK, podemos voltar em...
"Mas como poderia voltar l�." Tudo bem?
Sim.
- OK, luz verde chegando. - Certo.
Mas como poderia voltar l�?
Como poderia encarar aquela coisa terr�vel e monstruosa,
que amea�ava deixa-lo � beira da loucura?
N�o era mais como jogar um jogo, n�o era como sentar
no sof� com um console nas m�os.
Oh! Cristo!
- Desculpe! - O que foi isso?
Desculpe. Gremlins.
Quase me deixou surdo!
- Desculpe, j� vai estar tudo certo. - N�o eu...
"Fundo".
- N�o ouviu isso? - Desculpe?
Pensei... pensei ter ouvido algu�m.
- O fone est� ligado? - O que?
Ah, sim, sim, n�o, n�o era isso.
Foi como...
Aubrey? Voc� est� bem?
Sim, sim, sim...
Vamos logo com isso?
Pronta quando estiver.
Luz verde chegando.
Isso era diferente.
O calor era mais do que opressivo, era tang�vel.
Grama queimada, branca e morta, o horizonte tremulando.
Ao voltar para dentro do carro, tive que piscar para clarear a vis�o.
A imagem chocante no reservat�rio parecia ter sido queimada,
como uma fotografia, nos meus olhos.
A imagem do jovem de bru�os na toalha azul e laranja, ombros esbeltos, loiro.
Cabelo loiro e pele branca, que foi rapidamente...
Desculpe. Tara?
Essa, essa...
Esta n�o � a mesma hist�ria, a n�o ser que pulei algumas p�ginas.
N�o, n�o, n�o.
� completamente diferente.
Tara?
Fundo.
Ol�?
Ol�?
Voc� est� bem?
Oh, Deus!
Sim. Sim!
Sim.
Olha, � o roteiro.
- O que? - Vou te mostrar.
Veja, ele vai para a primeira pessoa, como se fosse...
tipo, algo completamente diferente...
O que?
Mas...
Eu poderia jurar...
Oh, desculpe!
- O que? - N�o � muito profissional?
N�o, essa m�sica.
Sim, desculpe, tenho certeza que odeia.
- N�o, n�o. - Pronto.
Por que essa m�sica?
Amo um pouco de disco, voc� n�o?
N�o, suponho que n�o.
N�o fa�a suposi��es sobre mim!
Voltamos pro mesmo lugar?
Sim.
Voc� est� bem?
- Sim. - Ok...
Ok.
No seu tempo.
Suas m�os se moveram rapidamente sobre os controles.
Ele jogou esse jogo antes e venceu.
O que quer que essa coisa, essa criatura fosse,
era apenas outro alvo.
Outro fantasma bidimensional para ele eliminar.
Ele usaria as habilidades que aprendeu nos jogos
e destruiria esse mal, para sempre.
"Morra!" ele gritou para a carca�a horr�vel e podre que borbulhava
e deslizava em dire��o a ele.
"Morra, seu bastardo!"
A coisa parecia sorrir, ou uma c�pia vil de um sorriso,
e abriu sua boca imunda.
Enquanto falava, sua voz era sussurrante, horr�vel.
"Venha, venha pra dentro,"
"eu estava esperando voc�..."
"chegar."
"Seus sapatos, tire-os, enquanto eu abaixo um pouco a m�sica."
Tudo o que eu tenho � uma cama de solteiro.
N�o tem outro quarto pra descansar sua linda cabe�a.
N�o � uma pena que tenha perdido o �ltimo trem?
Porque tudo o que eu tenho � uma cama de solteiro.
Nunca houve ver�o como aquele.
Semana ap�s semana de sol ininterrupto, cal�adas esturricadas,
asfalto derretendo nas estradas, reservat�rios secando.
- E ent�o l� estava ele. - Que diabos?!
T�o especial quanto o ver�o e igualmente inesperado,
um sorriso t�mido na fila do caixa.
Gin demais naquele pub de piso pegajoso.
As janelas entaipadas.
Mas o ver�o tinha que acabar, n�o �?
Tudo tem que acabar.
Aubrey! Aubrey!
Aubrey! Aubreeey!
Deus, o que ele quer agora?
Aubrey, voc� est� bem?
- Deve se achar muito esperta. - O que?
Montou tudo isso de grava��es antigas? N�o, n�o fazem mais isso, n�o �?
Agora � tudo uma maldita tecnologia!
Porcarias digitais!
D� pra fazer qualquer coisa agora, n�o �?
Quis pregar uma pe�a no velho, hein?
Aubrey, n�o tenho ideia do que est� falando.
O roteiro!
- A hist�ria! - O que tem ela?
� sobre mim! � sobre mim e...
ele!
Como sabia?
Foi Joan?
Ela estava aqui.
Ela estava aqui quando tudo aconteceu.
N�o estava? Sim, claro que estava!
N�o est� fazendo sentido.
Quero que me explique o que est� acontecendo!
O que est� acontecendo desde que tudo isso come�ou.
Desde que o que come�ou?
Os sons!
- Essa m�sica, a m�sica do seu telefone. - O que tem ela?
Era a m�sica favorita dele.
Todo aquele ver�o.
Quem?
Paul!
Paul.
Tinha acabado de substituir Seymour.
Eu era muito jovem, mas gostaram da voz.
Paul trabalhava aqui, no foley, o trabalho da Joan.
Ela era s� uma estagi�ria, ent�o.
Nos demos bem, Paul e eu.
Muito bem.
Tudo era muito mais demorado, voc� tinha que ter certeza.
Eu topei com ele uma noite no supermercado.
Eu tinha 27, 28?
Ele tinha quase 20.
N�o era exatamente legal. Era preciso ter cuidado.
Mas aquele ver�o, nunca houve um ver�o como aquele.
N�o na mem�ria viva.
Semana ap�s semana de ininterrupto...
- O que foi? - Houve uma seca.
Uma seca de verdade.
Todos os dias costum�vamos ir de fininho ao parque ou � charneca.
Toalhas de praia velhas, uma "trava"...
Um r�dio transistorizado.
Essa m�sica...
Protetor solar, alguns litros de Carling.
Ele...
N�s nos apaixonamos.
Era...
perfeito.
Perfeito demais.
O que aconteceu?
Um dia ele foi nadar.
Sem mim.
Eu estava ensaiando uma pe�a ou algo assim, eu acho.
Havia um reservat�rio que conhec�amos.
Os n�veis d'�gua tinham ca�do tanto, mas...
ainda assim n�o era um lugar pra se nadar.
N�o sei por que Paul subiu l�.
Sozinho.
Fiquei esperando ele ligar.
Eu n�o estava preocupado, a princ�pio.
Todo mundo era t�o menos dispon�vel naqueles dias.
Mas depois de um dia ou dois, fiquei preocupado.
Ent�o, uma semana se passou, e vim pra c� gravar algumas hist�rias.
E ent�o um dia,
na cantina,
ouvi algu�m dizer...
"Ouviu falar daquele pobre rapaz?"
"Afogado."
Claro, ningu�m sabia sobre n�s.
Eu s� disse...
"Que pena!"
Aubrey!
"Que coisa terr�vel."
Pouco depois, mudamos de est�dio. N�o por causa do que aconteceu,
mas foi uma ben��o.
Foi... melhor.
Acha que estar aqui trouxe tudo de volta?
�...
deve ter sido.
Mas eu poderia jurar...
que ouvi... coisas.
Algu�m dizendo "fundo",
"fundo,"
"fundo", repetidamente.
� como Rei Lear! E o roteiro...
realmente pareceu mudar.
Mas n�o era real, n�o �?
- S� mem�rias. - Sim.
N�o fantasmas.
Mem�rias.
Joan, nos pergunt�vamos onde tinha ido.
� bom pro encanamento, mant�m os graves.
"Jogador Vermelho da Morte" foi escrito por Tom Wallace,
produzido por Tara Mohiya e narrado por Aubrey Judd.
"A Sala da Morte" � uma produ��o da Black Door da ZZ Media.
At� a pr�xima.
Bons sonhos.
Obrigado, Aubrey, isso foi �timo.
- Ainda sou bom? - Ainda �.
Voc� diz todas as coisas certas!
Gosta do Warwick?
Seria bom uma bebida.
Foi um longo dia.
Acho que terei que deixar pra outro dia.
Ok, sem problema.
Que tal sexta-feira?
Acho que n�o, tenho um trampo na TV!
- Homem Demente II. - Uma continua��o?
N�o, n�o, � o nome do personagem.
Tem um Homem Demente I na lista tamb�m.
Me oferecem muitos pap�is assim, ultimamente.
Fundo.
Desculpe n�o poder ir. Tenho um audiolivro amanh�.
Vou precisar de alguma prepara��o.
V�rios nomes dif�ceis. Turco, eu acho.
Fundo, fundo...
Fundo, fundo...
Fundo, fundo, fundo...
Fundo, fundo, fundo, fundo, fundo...
Sr. Dennis, at� o momento, Ministro do Esporte,
foi nomeado Ministro da Seca,
pelo Primeiro Ministro, Sr. Callaghan.
Com a temperatura ainda atingindo 30 graus cent�grados,
89 graus Fahrenheit, n�o h� tr�gua � vista.
Demais, hein, John?
- Obrigado, David. - Nunca estamos felizes, n�o �?
Muito quente, muito frio, como prefere?
Enfim, fiquem com Fox em "Cama de Solteiro".
O ver�o tem que acabar, n�o �?
Tudo tem que acabar.
Venha, venha pra dentro,
eu estava esperando voc� chegar.
Seus sapatos, tire-os.
Enquanto eu abaixo a m�sica um pouco.
Ele n�o conseguia entender qu�o dif�cil era para mim!
Um homem de vida p�blica.
Eu estava ficando muito conhecido. N�o dava, eu n�o podia arriscar.
N�o � uma pena que tenha perdido o �ltimo trem?
Eu tinha que acabar tudo.
Eu vou aos jornais!
Que acha disso, hein? Que acha disso?
Subimos no reservat�rio.
Achei que poderia resolver tudo, acalm�-lo.
- N�o quero ouvir isso, n�o posso... - Ele foi nadar para clarear a cabe�a.
Ent�o eu o ouvi.
Socorro!
Ajude-me!
Ajude-me! Ajude-me, por favor!
Aubrey!
Eu poderia ter salvado ele.
S� fiquei l� vendo-o afundar,
levando todos os meus problemas com ele.
Fiquei sentado l� na terra esturricada.
Pareceram horas.
Ent�o fui pra casa. N�o podia ir � pol�cia, muitas perguntas, muito arriscado.
E ningu�m encontrou o corpo, n�o por muito tempo.
Tive que continuar fingindo, fingindo n�o saber.
"Ouviu falar daquele pobre rapaz?"
"Que pena,"
"que coisa terr�vel."
Paul!
Eu...
Por favor!
Paul!
Eu estava esperando voc� chegar.
Chave! Onde estaria a chave?
Desesperado, tentou encaixar a chave enferrujada na fechadura.
Mas n�o encaixava!
Ele pegou a chave errada!
Devia ter deixado cair l� atr�s, na vegeta��o rasteira.
Mas como poderia voltar l�?
Como poderia enfrentar aquela coisa terr�vel e monstruosa?
Tara! Tara!
Tara! Tara! Tara!
Tara! Tara! Tara! Tara! Tara!
Venha, venha pra dentro,
eu estava esperando voc� chegar.
Seus sapatos, tire-os.
Enquanto eu abaixo a m�sica um pouco.
Mas eu s� tenho uma cama de solteiro.
N�o tem outro quarto pra descansar sua linda cabe�a.
N�o � uma pena que tenha perdido o �ltimo trem?
Porque eu s� tenho uma cama de solteiro.
Cama de solteiro...
N�o tem outro quarto pra descansar sua cabe�a.
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