All language subtitles for The Hanging Women (1973)

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Original subtitles

Você ouviu um grito?

Você não acredita em fantasmas, não é?

Não, é claro que não.

Por aqui há uma coruja que tem uma envergadura de mais de um metro.

É verdade? Em todo caso, vá com deus, Dr. Leon.

Ei, escute.

- Boa noite. - Boa noite.

Poderia encontrar uma carruagem para levar-me até à cidade?

- A esta hora? - A esta hora?

- São apenas 7 horas. - Mas é quase noite.

De qualquer forma, não creio que as pessoas estejam dormindo a esta hora.

Olhe, senhor, coisas muito estranhas acontecem aqui após o anoitecer.

Se quiser, posso deixá-lo ficar em minha casa até amanhã.

Mas não tente conseguir alguém para ir lá fora

quando a noite chegar.

- A cidade é longe? - Seguindo aquela estrada,

é cerca de um quilômetro à frente, não tem como errar.

Mas eu lhe aconselho a passar a noite aqui.

Você terá que passar pelo cemitério e...

Os mortos não me assustam, e nem os vivos.

Como pode ver,

posso me defender muito bem.

- Pode me enviar a mala amanhã? - Aonde você vai ficar?

- Na casa do Conde Mihaly. - Do Conde? Mas o Conde está morto.

- Eu sei. Eu sou... eu era seu sobrinho. - Que descanse em paz.

Que deus lhe proteja.

Se você não é um espírito,

você não sabe o quão próximo está de se tornar um.

Abra, encontrei uma mulher morta!

Uma mulher se enforcou. Ninguém está me ouvindo?

Abram! Escutem-me, uma mulher morreu!

- Ei, escute! - Não responda.

Abra, por favor, eu preciso de ajuda.

Por que vocês não respondem, seus miseráveis?

Estão todos mortos? Abram! Há uma mulher morta aqui!

Não há ninguém em casa?

- O que você quer? - Eu encontrei...

Eu encontrei uma mulher morta próximo ao cemitério.

Vá até a prefeitura e informe um guarda.

Eu não sei onde fica. Por que você não vem comigo?

- Procure em outro lugar! - O que há de errado? Você enlouqueceu?

Você não ouviu que uma pessoa morreu?

- Eu lhe disse para ir embora! - Ivan.

Abra a porta, deixe-o entrar.

Eu lhe imploro que me perdôe,

mas sou estrangeiro, e quando estava vindo para a cidade

encontrei o corpo de uma mulher.

Ela cometeu suicídio enforcando-se em uma árvore.

Acompanhe o cavalheiro até a casa do prefeito.

Ele não iria encontrar ninguém na prefeitura a esta hora.

Qual é o problema, a cidade está deserta?

- Não, por quê? - Ninguém além de você atendeu meu chamado.

Você deve desculpá-los, as pessoas são muito supersticiosas por aqui,

e histórias de fantasmas espalham-se rapidamente. Certamente estavam com medo.

Quem? Quem é a mulher do quadro?

Minha enteada. Você a conhece?

É ela! É a mulher que encontrei enforcada perto do cemitério.

Inspetor Durban...

veio da cidade para assumir a investigação.

Parece que não se tem muita fé em nossa competência por lá.

Senhor prefeito, você não pode estar falando sério.

Quando você decidiu vir para Kopheg, senhor Chekov?

Eu acabei de receber o telegrama do tabelião.

Parti imediatamente.

Eu o enviei assim que abrimos o testamento

e descobrimos que ele também era herdeiro do Conde.

- Conhece os termos do testamento? - Não, de forma alguma.

- Eu nunca falei muito com meu tio. - Sim, entendo.

E de uma perspectiva legal, o testamento é válido?

- O que está querendo dizer? - Há uma viúva.

- Suponho que tenham realmente se casado. - Está me ofendendo.

Desculpe-me, senhora, não era minha intenção.

O legado está correto.

A maior parte da herança vai para Srta. Mary,

a filha do Conde.

A Condessa recebe o que lhe pertence de acordo com a lei.

Que engraçado, de acordo com a lei! Quatro propriedades sem agricultores.

Aquele porco imaginou que eu fosse trabalhar nelas sozinha.

- Aonde você vai? - Com ela, a senhora pode precisar...

Dos serviços de uma criada? Então a Srta. Doris pode atendê-la melhor.

Por favor.

Você não tem o direito de me impedir.

Você acha? Esqueceu-se que estamos investigando um assassinato?

Assassinato? Mas a Srta. Mary cometeu suicídio.

É mesmo? Poderia me dizer como?

- Bem, eu não sei. - Talvez tenha atado a corda ao pescoço,

atado a outra extremidade a um galho,

então subiu na árvore e se jogou de lá.

Não acha?

Devemos reconhecer que, apesar de desagradável,

este poderia ter sido o procedimento.

É claro, se não fossem pelos sinais no chão que indicam

que o corpo foi arrastado.

E se um revólver recentemente disparado com as impressões digitais da vítima

não tivesse aparecido sem qualquer sinal de sangue por perto.

Você compreende que uma vez que ela tenha decidido cometer suicídio,

seria muito mais confortável colocar a arma na têmpora

e estourar a cabeça com um único tiro.

Está dizendo que a mataram primeiro e então a enforcaram?

- Exatamente. - Mas isto é um absurdo! Por que?

Se a estrangulassem, a corda apagaria as impressões digitais,

induzindo as pessoas a pensar que foi suicídio.

Isto lhe parece um motivo?

Eu dei a ela um sedativo. Ela vai descansar agora.

Senhor Nicolai, de acordo com o testamento do falecido Conde,

o que o Sr. Chekov herdou?

Uma pensão anual e a tutela da Srta...

da falecida Srta. Mary.

E de que forma o Sr. Chekov se beneficiou com a morte dela?

Protesto, inspetor! Estou sendo acusado de...

Ninguém o está acusando ainda. Responda, senhor tabelião.

Ele se tornou herdeiro único.

Igor, venha, eu preciso de você.

Igor, venha.

Igor! Igor!

Perdôe-me, eu não farei novamente.

Luxúria é um pecado.

Eu amo vocês,

apenas vocês, não farei novamente.

- Qual o laudo, doutor? - Morte natural.

- O que disse? - A garota morreu de ataque cardíaco.

Quando a enforcaram ela já estava morta.

Então temos que descartar a teoria de assassinato.

Tecnicamente sim, mas...

Há alguma dúvida?

Você pode matar diretamente e indiretamente.

Este é o caso, e aqui eu abandono a ciência e expresso minha opinião pessoal,

- pois a Srta. Mary morreu de medo. - Concordo com meu colega.

O rosto dela apresentava uma expressão de terror,

seus membros estavam completamente contorcidos.

Se acrescentarmos tudo isso...

ao clima de mistério no qual a morte foi causada...

Dizem que os mortos realizam suas orgias naquele cemitério.

Eu reitero minhas condolências.

Não confio naquele coveiro.

É um tipo estranho que pode ser perigoso.

Você quer mesmo vasculhar a casa dele?

Sim, podemos encontrar alguma prova.

Veja, está aqui.

Vá por lá e eu vou por aqui, tenha cuidado.

- O que havia lá? - Nada.

Afaste-se.

Uma câmera fotográfica.

Olhe naquele armário.

- Magnésio. - Estou vendo.

Roupas íntimas femininas. Ele deve ser um porco!

Inspetor, olhe isto.

Sirva-nos um copo de conhaque, filha, essas fotografias perturbaram meu estômago.

Então ele é o assassino.

Igor é um necrófilo, um demônio que devemos afastar da sociedade.

Não creio que ele tenha matado alguém, mas enforcou a Srta. Mary.

Devemos encontrá-lo a qualquer custo.

Eu o encontrarei, não tenha medo. A cidade inteira se ofereceu para ajudar,

e não haverá um metro sequer que não será cuidadosamente vasculhado.

Apenas por precaução, estejam armados e não saiam à noite.

Vou voltar para a cidade, o caso está resolvido e...

- O que foi, filha? - O que era aquilo na janela?

Era Igor!

Tem certeza? Siga-me, temos que pegá-lo.

Vá por lá.

Você vai por baixo, temos que cercá-lo, senão ele vai escapar.

- O túmulo de Mihaly? - Sim, é esse.

Ele não pode ter desaparecido no ar.

Tenha certeza de que há uma passagem secreta.

Amanhã procuraremos cuidadosamente no cemitério.

Pode ir sem se preocupar, inspetor.

Obrigado por tudo, Dr. Leon.

Estou sempre à sua disposição.

Até logo, inspetor, que você faça uma boa viagem.

- Até mais. - Até mais.

Com sua licença, vou para a cama.

Tente descansar. Quer um calmante?

Sim, obrigado. Hoje foi um dia difícil e meus nervos estão no limite.

Vamos confiar que amanhã será mais tranquilo.

Desculpe-me, Sr. Chekov,

mas eu gostaria de perguntar qual será minha posição aqui.

Vamos deixar para amanhã.

Não sei se a pílula que me deu é miraculosa

ou é apenas exaustão, mas a verdade é que estou caindo de sono.

- Eu o acompanharei até seu quarto. - Obrigado. Boa noite, doutor.

Você o pegou, Sr. Chekov?

Não, nós o seguimos até o cemitério, mas ele desapareceu.

Estou horrorizada, aquele homem terrível...

Obrigada, querida, pode ir.

Arrumei a cama, senhor, e deixei uma garrafa de conhaque.

Obrigado.

Se precisar de alguma coisa, a campainha toca diretamente no meu quarto.

Muito bem, pode ir.

Devo acompanhá-la até seu quarto, Condessa?

Ela disse que você pode ir, a Condessa e eu estamos conversando.

Madame, hoje foi um dia muito difícil para a senhora,

seria melhor se descansasse sozinha.

Escute, Ivan.

Não me force a fazê-lo ir embora.

- O senhor? - Sim, por minhas próprias mãos.

Agora pegue suas coisas e saia desta casa.

Ivan, o que está fazendo? Chega, Ivan, eu lhe ordeno!

Saia daqui.

Você é um imbecil, Sr. Chekov.

Vai aprender isso um dia, se não lhe matarem antes.

Saia, eu disse, saia!

Vá embora!

Eu sei o que está havendo aqui,

e em breve você estará aos meus pés implorando para que eu lhe conte.

- Sim, mas enquanto isso, saia! - Eu sou o mordomo.

Saia daqui, cretino, não me force a atirar uma bala em sua perna.

Vou arrancar sua pele, Sr. Chekov. Vocês vão pagar, vão pagar!

O que aconteceu?

Desculpe-me, professor, mas parece que teremos que fazer nosso próprio café.

Acabei de demitir o mordomo. Boa noite.

Sr. Chekov.

Gostaria de lhe agradecer.

Eu nunca gostei de pessoas mal educadas.

Algum dia vou lhe contar tudo. Você não sabe como é minha vida aqui.

Você é um cavalheiro e irá me entender,

diferentemente dessa gentalha.

Mas agora venha, vamos beber algo, creio que estamos precisando.

Vamos deixar para outra hora.

Estou muito cansado e creio que não seria uma companhia muito interessante.

Como quiser.

Srta. Mary, você sabe?

Srta. Mary assassinada. O Conde também.

Eles vão matar todos, estou lhe dizendo.

- São eles, os mortos! - Por que não conta à polícia?

Não, polícia não. Homens maus.

Só querem mandar Igor para a cadeia.

Igor não vai para a cadeia! Nunca!

Serge, Serge, o que aconteceu? Deixe-me entrar!

- Desculpe-me, Serge, eu lhe machuquei? - Cuidado com ele.

Com quem? De quem você está falando?

O coveiro.

Ele estava aqui, me bateu com um...

Não há ninguém aqui, você deve ter desmaiado e imaginado isso...

- Bem, o sangue é real. - Deixe-me ver.

Não é nada sério, deve ter sido o candelabro.

Venha até meu quarto, vou lhe curar.

Você me convidar para um drink antes que eu o fizesse também é um sonho?

Meu quarto lhe surpreende? Eu pratico magia negra.

Aqui. Beba tudo, vai ajudá-lo a relaxar.

Coloque o rosto próximo àquela luz.

Espero que as ciências ocultas não lhe assustem.

Conheci bruxas em Harlem,

feiticeiros na África e homens santos no Tibet,

e para ser sincero eu não acredito muito em suas habilidades.

- Vou lhe convencer. - É possível.

Nenhum deles era tão charmoso quanto você.

Que tipo de feitiço você pôs aí?

Apenas vodka simples com um coagulante.

Meu marido usou quando se cortou fazendo a barba.

- Acho que estou ficando bêbado. - Por que?

- Você parece cada vez mais linda. - E você não concorda?

- Estou imaginando-a nua. - Eu estou nua.

Sinto-me cansada e quero descansar.

- Nadia. - Não sou Nadia.

Doris? Eu posso explicar...

- Noite passada... - Não é preciso,

é fácil de compreender.

Vim para lhe acordar, são 9:30.

Eu acabei de acordar, e então...

Não se preocupe, Doris não vai ficar chocada.

Todos nós temos segredos, não é mesmo?

Eu preparei o café da manhã, está no andar de baixo.

Obrigada.

- O que foi, minha filha? - Nada.

Se um olhar pudesse matar,

você teria deixado uma trilha de corpos pelo corredor.

- Vamos embora daqui, papai. - O que aconteceu, Doris? Conte-me.

Não estou mais disposta a servir de empregada para aquela vagabunda!

O que está dizendo? Isso não é linguagem para uma dama.

- Eles podem ouvi-la. - Estou cansada disso.

Eu não me importo em cuidar da casa para o Conde,

por gratidão à maneira com a qual ele tratou você.

Mas agora que ele está morto, não vou continuar com isso.

Não se preocupe se Chekov despediu o mordomo, ele logo contrata outro.

É óbvio que ele costuma viver bem.

Você verá como as coisas irão se resolver.

Sr. Chekov vai fechar a casa e nós todos teremos que sair.

Por que diz isso?

- Eles passaram a noite juntos. - O que?

Ele vai convencê-la a se livrar de tudo por dinheiro.

É o que Nadia pensava em fazer quando acreditava ser a única herdeira.

É uma pena, mas temo que você esteja certa.

E você não vai fazer nada?

O que vai acontecer com seu laboratório e seu trabalho?

Começarei de novo em outro lugar. A herança é dele,

e, para lhe dizer a verdade, eu os compreendo.

Nadia é muito jovem para enterrar-se aqui.

Obrigada, professor, você sempre foi um cavalheiro.

Doris, querida, poderia me servir uma xícara de chá?

- Sinto muito, Condessa, desculpe-me. - Miserável inútil!

"Desculpe-me", você quer resolver tudo com isso!

Logo você estará fora do meu caminho para sempre!

Venha cá.

Este é meu laboratório.

Desculpe-me por atrasar seu café da manhã,

mas prefiro falar com você aqui.

A tensão na sala de jantar era maior do que aqui.

Nadia e minha filha não se dão muito bem.

Você considerou o que vai fazer com a casa,

- com o laboratório? - Qual era sua posição aqui?

O Conde Mihaly e eu éramos sócios, pode-se dizer.

Ele pagou meus estudos, meus experimentos, minhas máquinas,

e em troca ele levou crédito por meus livros.

- Está brincando. - De forma alguma.

Então a reputação dele, o prestígio como cientista...

Eu dei a ele.

Seu falecido tio era uma pessoa tremendamente vaidosa,

mas como cientista era muito medíocre.

É por isso que estou interessado em conhecer seus planos.

O que você decidir terá uma influência considerável em meu futuro.

Suponho que meu tio gostaria que finalizasse todos os seus projetos.

- Quanto tempo deve levar? - Não posso lhe dar uma data,

é questão de uma série estudos sem um objetivo preciso.

Estou investigando a nuvem elétrica que escapa do corpo quando ele morre.

Alguns cientistas sustentam que essa nuvem...

é a alma deixando o corpo.

Veja.

O sapo está morto.

No entanto, veja.

Mas ele ainda está vivo.

Ele se mexe porque eu apliquei uma corrente elétrica maior...

do que aquela que ele perdeu.

O que aconteceria se conseguíssemos fazer essa carga permanecer...

no corpo após a morte?

Por fim, como pode ver, estes não são experimentos...

que chamariam a atenção de um patrono.

Sim, acredito nisso. Em todo caso, não se preocupe.

Não importa o que eu decida, terá pleno uso do laboratório.

Obrigado. Pode contar com minha eterna gratidão.

Não é para tanto, mas falaremos sobre isto mais tarde.

De onde você está vindo?

Professor Leon estava mostrando-me o laboratório.

Acho que deveríamos dar a ele.

Está louco? Aqueles aparelhos custaram muito dinheiro!

Meu marido era um megalomaníaco disposto a pagar uma fortuna...

para pôr seu nome em um livro,

enquanto me negava jóias, perfumes...

e outras coisas necessárias a uma dama.

Eu não estou disposta...!

Bem, isto é, quero dizer...

Bem...

- Acho que você não é como ele. - Pode ter certeza que não.

- Ele era ordenado? - Quem?

Seu... meu tio.

Até causar náuseas.

Então ele deve ter guardado os recibos de todas aquelas máquinas.

Creio que estejam na escrivaninha do quarto dele no segundo andar.

Veja bem, faz algum tempo que não dormíamos juntos.

Muito bem, vou procurar esses papéis.

Queria saber o que ele me deixou.

Eu não gostaria de herdar um monte de dívidas.

Desculpe-me, vi que estava sendo seguido e tive medo que fosse Igor.

- Mas o que você queria fazer? - Queria falar a sós com você.

Aquela mulher tem o hábito de escutar atrás das portas.

Nadia...

Nadia o convenceu a vender tudo isso, não foi?

Sim, de certo modo.

Gostaria de pedir a você que deixe as coisas como estão.

Por que?

Pelo meu pai.

O trabalho dele é sua razão de viver, e se ele deixar isso agora...

E eu quero saber o que ganharia com isso.

Posso lhe oferecer a mesma coisa que ela.

- E eu sou mais jovem. - Posso provar?

Não vai poder experimentar, é sim ou não.

Não gosto de fazer compras cegas,

sem ter certeza da qualidade da mercadoria antes.

Venha.

Sim ou não?

Nada mal, apesar de você ser um tanto inexperiente.

Isso dá mais valor à mercadoria, não é?

É claro que sim.

Vá em frente, tire a roupa.

O que está dizendo?

Você me ofereceu a mesma coisa que ela,

- não foi? - Mas não assim.

Tudo bem, se você não quer, tudo o que tem que fazer é destrancar a fechadura,

abrir a porta e sair.

Já basta, você é a menina mais estúpida que já conheci em toda minha vida.

Em todo caso, eu acabei de dizer a seu pai...

que ele pode contar com o laboratório não importa o que aconteça.

Obrigada.

Vamos, vista-se, eu posso mudar de ideia.

Tem alguma coisa muito estranha na morte do Conde Mihaly,

assim como de sua filha.

Por que enforcaram Mary depois que ela morreu? Quem fez isso?

- E meu tio, do que ele morreu? - De hemorragia cerebral.

Ela tinha um tumor há algum tempo.

Sim, tudo isso parece normal, mas...

Serge, se o inspetor resolveu o caso,

por que você quer agitar as coisas novamente?

- Mary me preocupa. - Mas Mary está morta.

Sim, mas por que ela foi até o cemitério naquela noite?

- Talvez ela tenha escrito em seu diário. - O que?

- Minha prima tinha um diário? - Sim.

- Temos que encontrá-lo. - Venha, deve estar no quarto dela.

Este era o quarto de Mary.

Estou sem fósforos, aonde tem uma janela?

Lá, no final.

Creio que ninguém esteve aqui desde a morte dela.

Esta maldita mesa, é um milagre que não tenha esmagado minha cabeça.

- Você se machucou? - Não, não muito.

À propósito, você sabe como fazer poções mágicas?

- Eu, poções mágicas? Por que? - Deixe para lá.

Aí está.

- O diário? - Sim.

- Está escrito em uma língua estrangeira. - Sim, em russo.

- Consegue traduzir? - Vou tentar.

Procure pelo dia da morte dela.

- Mas... - O que há de errado?

Este papel foi adicionado, e é a letra do Conde Mihaly.

Isto é importante, leia.

- "Querida filha..." - É uma carta?

"Escrevo aqui pois assim tenho certeza...

de que apenas você lerá.

Creio que vou morrer.

Não lhe digo o motivo pois é algo tão assustador...

que saber disso colocaria sua vida em perigo.

Se eu morrer, não se surpreenda com meu testamento.

Quero que meu sobrinho Serge venha,

ele é inteligente e um cavalheiro."

- Obrigado, tio. - "E se a vida de alguém correr perigo,

prefiro que seja a dele.

Ele está acostumado a correr riscos e poderá ajudá-la.

Se eu morrer, diga a ele que para salvá-la...

levarei meu segredo para o túmulo,

ele irá me entender." É de um dia antes da morte dele.

"Levarei meu segredo para o túmulo",

agora entendo claramente.

É por isso que Mary foi até o cemitério.

Meu tio deve ter sido enterrado com um papel,

algum documento que explique seus medos,

e deve estar lá ainda.

Você está se precipitando, Sr. Chekov.

Você não pode deduzir nada mais dessa tradução...

exceto que o Conde Mihaly queria que o segredo morresse com ele,

mas que ele tenha levado uma declaração ou acusação para a cova...

- é muito macabro, não é? - Havia um segredo,

um motivo que o levou à morte!

Creio que seja motivo suficiente para exumar o corpo.

Ele concordou?

Ele é um burro pretensioso. Vamos.

- Aonde vamos? - Ao cemitério.

Tenho medo.

Preciso de sua ajuda, devemos encontrar o documento.

- Eu tenho muito medo! - Certo, então vou sozinho.

Você tem alguma ferramenta na carruagem?

Não sei se será útil, tem uma barra de ferro ali.

Magnífico. Nos vemos mais tarde.

Serge, vou com você. Suba.

Ah, é você. Pensei que nunca chegaria.

- Tem medo de ficar aqui, não é? - E você gosta?

Nem um pouco, mas encontrei coragem na fundo da garrafa.

Então divirta-se, corajoso.

Tente manter os guardas distraídos, preciso de pelo menos 10 minutos.

Sim, certo.

- Boa tarde, Srta. Doris. - Boa tarde.

- Precisa de alguma coisa? - Não, obrigada.

Vim rezar pelo Conde e Mary,

ela era minha melhor amiga.

Volte antes do anoitecer,

aquele coveiro maluco está por aí e pode lhe dar um susto.

- Por favor, escute-me, senhorita. - Obrigada, eu vou.

De qualquer forma, se precisar de ajuda, meu colega estará lá.

Obrigada.

Guarda.

Ah, é você.

O que está fazendo por aqui a esta hora, Srta. Doris?

Gostaria de colocar algumas flores no túmulo do Conde.

Que ele esteja na graça de deus.

- Me ajudaria a colhê-las? - Sim, é claro.

Obrigada, é muita gentileza sua.

São lindas aquelas do fundo, venha.

- Aqui. - Obrigada.

Sempre às ordens, senhorita.

- Guarda, escute. - Você me chamou?

Poderia dar uma olhada em meu cavalo?

Não amarrei a carruagem e ele pode escapar.

Vou agora mesmo, senhorita.

- Serge. - Estou aqui.

Encontrou alguma coisa?

Nada.

Nem mesmo o cadáver.

Você tomou alguma decisão referente ao que vai fazer com a casa?

Sim, professor Leon. Vou vendê-la pelo que puderem me oferecer.

Apesar de eu não gostar da ideia, é a decisão mais sensata que pode tomar.

- Quando planeja partir? - Assim que for possível,

mas primeiro quero que exumem o corpo de meu tio.

Creio que assim possamos descobrir porque enforcaram Mary depois de sua morte.

- Por que não perguntamos diretamente a ela? - O que você disse?

Vamos realizar uma sessão espírita.

Posso materializar o espírito dela e você pode perguntar o que quiser.

- Espiritismo? - Você pode fazer isso?

- Não seria a primeira vez. - Não vou participar dessa superstição.

- Nem eu. - Por favor, Doris.

Desculpem-me, mas deve haver pelo menos três pessoas.

Estou implorando, isso é muito importante para mim.

Tudo bem, vamos para meu quarto,

a atmosfera lá é melhor.

Ponha suas mãos sobre a mesa sem apertá-las.

Descanse as palmas suavemente, mantenha os dedos separados.

Cada mão deve tocar a que está ao seu lado.

Não as mova, os espíritos estão favoráveis.

Eles estão aqui conosco.

Esvaziem suas mentes,

esqueçam as preocupações terrenas e pensem em Mary.

Desejem que chegue o dia da verdadeira liberdade,

e nossos companheiros irão nos visitar.

Pensem em Mary, pensem em Mary.

Manifeste-se.

Ela está aqui.

Acalme-se, acalme-se, espírito.

Somos todos experientes.

Esqueçam de tudo, pensem apenas nela.

O espírito está resistindo. Pensem em Mary.

Manifeste-se, espírito. Venha.

Espírito, eu preciso de você. Consegue me responder?

Alguma coisa está intervindo. Espírito, é perigoso.

Mihaly, é você? Estou feliz que você esteja aqui.

Fale comigo.

- O que está acontecendo? - Ela foi assassinada.

- Meu deus! - Foi o Conde Mihaly.

- O que? - Vou apanhá-lo.

Desta vez eu sei aonde encontrá-lo.

Maldito assassino.

- Fantasmas, hein? - Bêbado.

Não tenho medo de fantasmas, senhor.

Não, não, deixe-me sair.

Eu não vi nada. Por deus, deixe-me sair. Solte-me!

Inspetor, foi meu tio, Doris o viu também.

- Ele a matou, acredite em mim. - Sim, ela já me contou,

mas ela estava sob efeito de um forte ataque de histeria...

e sua versão também não é muito convincente.

Os mortos não passeiam por aí.

Não seja teimoso, inspetor.

Mihaly ainda está vivo, seu túmulo está vazio.

- Por que não vai conferir? - Estamos fazendo isso.

E você pode ter certeza de que vai pagar pela violação...

Sr. prefeito, está aberta.

Não, não é possível.

Doutor, poderia comprovar que Conde Mihaly está realmente morto?

Mas... isto é evidente.

Eu lhe imploro, quero dar seu laudo ao médico legista.

Mas não poderia ser um caso de catalepsia...

ou de sonho hipnótico ou algo do tipo...

do qual ele pudesse sair a qualquer momento?

Você não tem percepção de olfato? Os sinais de decomposição estão avançados.

Não deixe a cidade sem minha permissão,

você precisa responder algumas questões.

Você está ferido?

- Eu? Não, creio que não. - E este sangue?

Meu deus!

Rápido, vamos mover aquela lápide.

Depressa, ajude-me a tirá-lo.

Doutor, veja se consegue fazer algo por ele.

Olhe.

Número 37. O que poderia ser isso?

Talvez esteja acusando aquele que o enterrou vivo.

Não há nada que possa ser feito,

está morto há mais de três horas.

Vamos levar o cadáver para o seu laboratório, Dr. Leon.

Amanhã o médico legista fará uma autópsia.

Abram caminho.

Nadia foi estrangulada até a morte, não há dúvida.

Então por que fazer uma autópsia, inspetor?

É duro ver o corpo de um amigo tratado desta forma,

- mesmo que não tenha vida. - Sim, é verdade,

a lei é rígida, mas é a lei.

Deixe-o aí.

Eu lhe asseguro que não é brincadeira...

quando digo que é frio como a morte aqui.

Possuo um sistema de refrigeração para quando trabalho com animais mortos.

Baixei a temperatura para tornar mais fácil o trabalho do legista.

O calor acelera tremendamente a decomposição do corpo.

Inspetor, estava me procurando?

Sim, quero lhe interrogar formalmente. Venha comigo, Chekov.

Guarda, comece a limpar o corpo.

Desculpe-me, mas...

Sr. Chekov, o destino está pregando uma peça cruel em você,

levantando evidências contra o senhor.

Em vez de brincar de Sherlock Holmes,

por que você não procura pelo mordomo?

Ele confessou que sabia muitas coisas que estavam acontecendo nesta cidade.

Faremos isso. Enquanto isso, não saia da casa por razão alguma.

O que isto significa? Está me prendendo?

Vamos dizer apenas que quero o senhor sob controle.

Obrigado.

Professor, perdôe-me pelo incômodo que estou causando.

Amanhã mandarei uma carruagem junto com o legista...

para tirar estes corpos daqui.

Não é incômodo algum.

Dadas as circunstâncias, não estou com humor para trabalhar.

- Ninguém entrará no laboratório. - Muito bem.

Esta é a informação de contato do meu advogado.

Quero que ligue para ele, inspetor.

Conheço os meus direitos e não farei outra declaração...

a menos que ele esteja presente.

Não se preocupe, ligarei para ele amanhã.

Boa noite.

Serge, quero que saiba...

que eu não acredito em nenhuma das acusações daquele homem.

Por que não?

Serge, é tudo tão horrível.

Relaxe, logo tudo vai passar, você vai ver.

Doris.

Vá para a cama.

- Até amanhã. - Boa noite.

Amigo Chekov, Doris é uma boa filha e uma boa garota.

- Por favor, não brinque com seus sentimentos. - Não irei. Quando tudo isso acabar...

- vou pedi-la em casamento. - Obrigado.

Você não acredita em fantasmas, acredita?

Olhe, senhor, coisas muito estranhas acontecem por aqui depois do anoitecer.

As pessoas daqui são muito supersticiosas,

e histórias de fantasmas espalham-se rapidamente.

Dizem que os mortos realizam suas orgias naquele cemitério.

Vão matar a todos, estou lhe dizendo.

São eles, os mortos!

- Doris, onde você está indo? - Serge! O que há de errado?

- De onde você está vindo? - Da cozinha,

estava preparando o jantar quando você me chamou. O que queria?

Há alguém mais na casa além de nós?

- Não que eu saiba. Por que? - Vi alguém subindo as escadas.

- Talvez tenha sido meu pai. - Não, não é possível,

era uma mulher, e ela estava usando sua capa.

Minha capa? Mas eu acabei de colocá-la aqui...

a não mais do que...

Não está mais aqui.

- Nadia? Ela esteve aqui. - Tenho certeza disso.

O que está querendo dizer?

É um truque de mágica. Aquela bruxa!

Mas ela estava realmente morta.

Está claro agora, ela estava em estado de catalepsia...

no qual ela nos enganou.

E ele poderia estar vivo também?

Se ele estava,

não está mais.

Vá para o seu quarto e tranque a porta.

- Estou com medo. - Escute-me.

Não deixe-me sozinha.

Vou procurar por ela, apenas ela pode esclarecer tudo.

E não diga a ela que estou sendo acusado de assassinato.

Leve-me com você, estou com tanto medo.

Muito bem, mas acalme-se.

Venha.

Há uma passagem secreta aqui.

- Olhe! - Nadia!

Espere, há uma saída por aqui.

Vamos.

Venha.

Vamos, relaxe, não há nada mais a temer. Você se sente melhor?

Lá está ela.

Espere por mim.

Nadia!

Você está louco? O que está fazendo aqui? Leve-o daqui!

- Doris, procure por Doris. - Ela estava com você?

É claro que estava, deve ter se escondido.

Procure pela Srta. Doris.

Você está preso agora, Sr. Chekov.

Você procura daquele lado, eu vou procurar por aqui.

Totalmente sólida, inspetor, nem o menor sinal de uma parede falsa.

Você deve achar o buraco, derrube a parede se for preciso.

Eu lhe asseguro que entramos por ali.

Temos o fogo sob controle, mas os dois cadáveres queimaram até virar cinzas.

- E minha filha? - Nem o menor sinal dela.

Não se preocupe, não a termos encontrado é a melhor notícia que poderíamos ter.

Ela deve ter se perdido na floresta enquanto fugia do fogo.

Por favor, ordene a seus homens que continuem procurando por ela.

Como quiser.

- Você não devia tê-la levado junto. - Juro que foi ela quem...

As coisas ficaram muito ruins para você, Sr. Chekov.

Sua declaração sobre os mortos vivos nos deixou nervosos.

É uma pena que os cadáveres tenham sido carbonizados.

- Nada pode ser provado através da autópsia. - Desculpe-me.

Amanhã levarei o senhor para a capital.

Não tente escapar, a casa está sob vigilância,

e eles têm ordens para atirar.

Leon.

Leon, então...

- Você finalmente entendeu? - Foi você?

Sim.

Mas saber disso não será mais útil para você.

Guarda! Guarda!

Ele não pode ouvi-lo. Esta será mais uma morte na qual lhe porão a culpa.

Ninguém vai acreditar em você, estou algemado.

Posso trazer o guarda aqui ou levar você para baixo.

O inspetor não sabe que essas barras não são soldadas, e sim aparafusadas.

Então... você vai me soltar?

Apenas depois que você cometer suicídio por desespero.

Não, você não se atreveria.

Se você se aproximar, vou arrancar sua pele com minhas mãos.

Eu matar você? Não, é pra isso que meus criados servem.

Inacreditável, não é?

Mas como você fez isso?

Coloquei nos cérebros deles uma pequena cápsula que, vamos dizer,

mantem alguns sentidos vivos.

Eles podem mover seus membros e ouvir,

ainda não descobri como fazê-los ver...

ou falar. Mas com o tempo devo fazê-lo.

Por que eles obedecem você?

A cápsula em seus cérebros recebe as vibrações do meu.

- Hipnotismo sobre os mortos. - Por que não?

Se você pode fazer um ser vivo que tem vontade própria obedecer,

por que não um cadáver que não a tem?

O que você vai fazer com esses monstros?

Nada, meus objetivos são puramente científicos,

foi por isso que tive que matar Mihaly.

Ele era um megalomaníaco e queria que formássemos um exército.

Pode imaginar o que seria um poder assim?

Insensíveis à dor, sem necessidades materiais,

sem emoções, cegamente obedientes.

Então por que você matou os outros?

Eu lhe asseguro que lamentei profundamente,

mas as coisas se complicaram demais.

Mihaly sabia que iria morrer...

e levou consigo uma declaração na qual me denunciava.

Mary a encontrou e eu a matei, mas Mirabondo sabia que ela já estava morta.

Nadia morreu porque estava convencendo você a vender a casa,

o que arruinaria todos os meus planos,

já que não era apenas o laboratório que me interessava,

mas também as passagens subterrâneas que a conectavam ao cemitério,

onde adquiri o principal material para meus experimentos.

Matei Ivan porque seu ciúme estúpido cresceu além do controle...

e ele ameaçou contar.

E o coveiro porque ele tinha medo de ser acusado...

e tentou lhe contar tudo.

Foi por isso que tive que dar aos meus criados ordem para matar.

Não se ocupe com essa barra, você não tem tempo pra isso.

A faca tem suas digitais,

ninguém vai duvidar que foi suicídio.

Será inútil, professor,

mesmo que me mate você não vai escapar da justiça.

Juro que você nunca mais verá Doris, professor.

- Onde está minha filha? - Correndo um perigo mortal.

- O que quer dizer com isso? - Pare o seu monstro.

Pense nisso, professor. A vida dela em troca da minha.

Pare! Obedeça!

Onde está Doris? Darei a você o que quiser.

Não seja imbecil e abra esse túnel.

Se não a encontraram, é porque ela voltou pelos corredores.

Não percebe que ela pode estar nas mãos dos seus assassinos?

Sim, é verdade, e eles não me obedecem mais. Minha filha!

Deus nos faça chegar lá a tempo!

Socorro!

Tire-me daqui. Ajude-me.

O que é isto? Meu deus!

Você escutou um grito?

Sim, são as almas dos condenados levantando-se das sepulturas.

Virgem Maria nos ajude!

Se isso é uma alma, sou o fantasma de Tutancâmon.

Vá informar ao inspetor.

- É ela. - Fique quieto.

Vamos por lá, depressa.

A cripta de Mihaly.

Socorro! Ninguém me ouve? Ajude-nos.

Pare, eu ordeno!

- Pare! - Socorro! Guardas!

Serge, o fogo, Serge.

- Papai! - Apenas o fogo os destruirá.

Por ali, inspetor.

Vamos, depressa, abra a porta.

- É inútil, eles já estão mortos. - Saiam todos.

Serge! Serge!

Inspetor, Doris insiste...

em levar o corpo do pai para a capital.

Sim, isso é natural. Após o que aconteceu...

ela não ia querer enterrá-lo aqui.

- Senhorita. - Obrigada por tudo, inspetor.

- Tenho medo de ir sozinha. - Não há razão para ter medo,

eu apenas tenho que assinar uma declaração.

Estarei com você em alguns minutos.

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