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Transcri��o do SyFy: PedroWs
Sincronia: inSanos, InSUBs, United
Tradu��o e Legendagem Filomena Antunes / MOVIOLA
A GUERRA DOS TRONOS Larduro
- Vossa Gra�a, quero dizer... - N�o falareis.
Como sei que sois quem dizeis ser?
Quem me dera ser outra pessoa.
Se sois o Tyrion Lannister, porque n�o hei de matar-vos
como vingan�a pelo que a vossa fam�lia fez � minha?
Quereis vingar-vos dos Lannister?
Eu matei a minha m�e, Joanna Lannister, no dia em que nasci.
Matei o meu pai, Tywin Lannister, com uma flecha no cora��o.
Sou o maior assassino de Lannisters do nosso tempo.
Ent�o devia permitir que me serv�sseis
porque assassinastes membros da vossa fam�lia?
Que vos servisse?
Vossa Gra�a, acabamos de nos conhecer.
� muito cedo para saber se mereceis que vos sirva.
Se preferis voltar para as arenas de luta, basta dizerdes.
Quando era pequeno, ouvi uma hist�ria
sobre uma beb� nascida durante a maior tempestade de que h� mem�ria.
N�o tinha riqueza, nem terras, nem ex�rcito,
s� um nome e uma m�o cheia de apoiantes,
a maioria dos quais devia achar que podia usar esse nome
para benef�cio pr�prio.
Mantiveram-na viva, mudando-a de um s�tio para outro,
muitas vezes horas � frente dos homens mandados para mat�-la.
Acabou por ser vendida a um senhor da guerra nos limites do mundo
e julgou-se que seria o fim.
Mas uns anos depois,
a pessoa mais bem informada que eu conhecia
disse-me que esta rapariga sem riqueza, terras ou ex�rcitos
adquirira os tr�s num muito curto espa�o de tempo,
juntamente com tr�s drag�es.
Ele achou que ela era a nossa melhor e �ltima hip�tese
de construir um mundo melhor.
Achei que, pelo menos, valia a pena conhecer-vos.
E porque vale a pena conhecer-vos?
Porque hei de passar o meu tempo a ouvir-vos?
Porque n�o podeis construir um mundo melhor sozinha.
N�o tendes ningu�m que compreenda a terra que quereis governar.
As for�as e fraquezas das Casas que se juntar�o ou que se opor�o a v�s.
Terei um ex�rcito muito grande e drag�es muito grandes.
Matar e pol�tica n�o s�o sempre a mesma coisa.
Quando servi como M�o do Rei, sa�-me muito bem na �ltima,
dado que o Rei preferia torturar animais a governar o povo dele.
Podia fazer um trabalho ainda melhor
a aconselhar uma governante que merece esse t�tulo.
- Se � isso que sois. - Ent�o quereis aconselhar-me?
Muito bem.
O que me aconselhar�eis a fazer com ele?
Jurei que o mataria se ele alguma vez regressasse.
Eu sei.
Porque h� de o povo de confiar numa Rainha que n�o cumpre as promessas?
Quem Sir Jorah era quando come�ou a transmitir informa��es sobre v�s,
deixou de ser esse homem.
Nunca me lembro de ver um homem no seu perfeito ju�zo
t�o dedicado a algo como ele � a servir-vos.
Ele afirma que mataria por v�s e que morreria por v�s
e nada do que testemunhei me d� raz�es para duvidar dele.
No entanto, traiu-vos.
Ele teve oportunidade de confessar a trai��o dele?
Teve. Muitas oportunidades.
E f�-lo?
N�o, s� quando foi obrigado.
Ele venera-vos. Penso que est� apaixonado por v�s.
Mas n�o vos confiou a verdade.
Uma verdade desagrad�vel, mas muito importante para v�s.
N�o confiou que f�sseis s�bia o suficiente para lhe perdoar.
Ent�o, devo mat�-lo.
Uma governante que mata aqueles que lhe s�o dedicados,
n�o � uma governante que inspire dedica��o.
E ides precisar de inspirar muita dedica��o,
se quereis governar do outro lado do Mar Estreito.
Mas ele n�o pode estar ao vosso lado quando o fizerdes.
Expulsem Sir Jorah da cidade.
- Confessai. - O meu filho.
- Deixa-me falar com... - Confessai.
Falava a s�rio.
A minha cara ser� a �ltima coisa que ver�s antes...
Chamo-me Lanna, sou �rf�.
Quando tinha oito anos, pedi dinheiro suficiente
para comprar o meu primeiro balde de ostras.
Vendi esse balde e ganhei dinheiro suficiente para comprar mais dois.
"Demorou algum tempo, mas acabei por poupar o suficiente"
"para comprar um carrinho de ostras."
"Agora, todas as manh�s, percorro o caminho at� aos canais."
"Passo pelos peixeiros e pelos padeiros."
"Costumo ver a Lhara,"
"a minha primeira cliente do dia a caminho de casa."
Depois viro � esquerda na Rua do Cantor da Lua...
Viro � esquerda na Rua do Trapeiro
onde fa�o a maior parte do meu neg�cio.
A Lanna � muito impressionante, muito trabalhadora.
Dar� uma �tima serva para o Deus das Muitas Caras.
Como o servir�?
Deixar� de virar � esquerda na Rua do Trapeiro.
Virar� � direita e ir� para o Porto do Trapeiro.
- O que far� ela l�? - Ela ver�.
"Ver� o qu�?"
"Como pode um homem dizer isto a uma rapariga?"
"Se ele soubesse o que ela veria, n�o haveria raz�o para envi�-la."
Ostras, am�ijoas e berbig�o!
Ostras, am�ijoas e berbig�o!
Ostras, am�ijoas e berbig�o!
As tuas ostras s�o frescas?
S�o as melhores da cidade.
N�o mentirias a um velho, pois n�o?
Muito boa. D�-me quatro com vinagre.
� a minha d�cima oitava viagem.
Regressei de todas elas sem um arranh�o.
N�o posso.
Por favor, tenho tr�s filhos, sem mim...
Toma, aceita. Tens de aceitar. Tenho tr�s filhos.
- O que far�o? N�o t�m nada sem mim. - Anda.
Por favor, tens de faz�-lo. Por favor, n�o compreendes.
Por favor.
"O homem � um jogador."
Aposta que o navio de um marinheiro chegar� ao destino dele.
� uma aposta estranha para o comandante.
S� ganha se perder a vida.
Ent�o porque faria o comandante a aposta?
Uma rapariga diz a um homem que ela viu.
Se o comandante morrer,
o homem magro paga muito dinheiro � fam�lia dele.
Mas talvez o jogador perca a aposta
e decida que, afinal, n�o tem de pagar.
O que podem fazer uma mulher indigente e o filho pequeno dela,
a um homem destes se ele ficar com o dinheiro deles?
A quem podem recorrer?
Ao Deus das Muitas Caras.
Disseste que n�o sabias o que eu veria no cais.
Um homem n�o fazia ideia do que uma rapariga veria ou n�o.
Uma rapariga chamada Lanna regressar� ao cais.
Ela observar� o jogador.
Ficar� a saber tanto sobre ele como sabe sobre ela pr�pria.
E depois?
Um presente para o homem magro.
Ela n�o est� pronta.
- Talvez esteja, talvez n�o. - E se n�o estiver?
� indiferente para o Deus das Muitas Caras.
O julgamento ser� em breve.
O Alto Pardal apresentar� um caso forte contra v�s.
- Quais s�o as acusa��es? - Fornica��o, trai��o, incesto,
o assassinato do Rei Robert. - S�o tudo mentiras.
Claro que s�o, Vossa Gra�a.
A minha preocupa��o � que a F� n�o use os mesmos padr�es de prova
do que a Coroa. Espero que me perdoais por diz�-lo,
mas a cren�a �, muitas vezes, a morte da raz�o.
Quem me dera que o tiv�sseis dito antes.
- H� not�cias do Jaime? - N�o, temo que n�o.
Vossa Gra�a, o Gr�o-meistre Pycelle
pediu ao vosso tio Kevan que regressasse de Rochedo Casterly
para servir como M�o do Rei.
Ele preside agora ao Pequeno Conselho.
Dizei-lhe que preciso de falar com ele.
Implorei-lhe que vos visitasse, mas ele n�o quis.
E o meu filho, o Rei?
Se v�s podeis visitar-me, ent�o certamente o Rei...
A vossa deten��o e a da Rainha Margaery
n�o foram bem encaradas pelo Rei. Permanece nos aposentos dele.
Os criados encontram muitas vezes a comida dele no corredor
sem ter sido tocada. - Tendes de falar com ele.
Tendes de falar com o meu filho e de lhe dizerdes para vir ver-me.
- Para vir ver a m�e dele. - Ele... Eu tentei, Vossa Gra�a.
Ele n�o me recebeu. N�o recebe ningu�m.
N�o posso ficar aqui.
H� uma forma, Vossa Gra�a.
Uma sa�da.
Confessar?
Ao Alto Pardal? N�o o farei.
Fiz dele o que �.
Fi-lo ascender do nada.
N�o me ajoelharei diante de um plebeu descal�o
nem implorarei o perd�o dele.
Adeus, minha Rainha.
O trabalho continua.
Porqu�?
- Porqu�, Theon? - N�o me chamo Theon.
- N�o existe nenhum Theon. Fedor. - Fedor.
Porque lhe contaste, Fedor?
Estava a ajudar-vos.
Quer�eis fugir. N�o h� fuga poss�vel.
Nunca.
O Theon Greyjoy tentou fugir.
O senhor soube.
Ele sabe tudo.
Ele ca�ou-o e apanhou-o e prendeu-o a uma cruz
e cortou peda�o ap�s peda�o at� j� n�o restar nada do Theon.
�timo.
Se n�o fosses tu, eu ainda teria fam�lia.
Se eu pudesse fazer o que o Ramsay te fez, aqui e agora, faria.
Mereci tudo.
Mere�o ser o Fedor.
Fiz coisas terr�veis.
Virei-me contra o Robb.
Capturei Winterfell.
- Matei aqueles rapazes. - N�o eram aqueles rapazes.
Eram o Bran e o Rickon. Eram teus irm�os.
- Conhecia-los desde que nasceram. - N�o eram. Eram s�...
S� o qu�?
- N�o posso. - Diz-me.
- N�o posso, s� se o senhor mandar. - Diz-me. N�o eram o qu�?
Diz-me porque h�o de o Bran e o Rickon de ter morrido,
enquanto tu ainda respiras? Diz-mo na cara, Theon!
- Diz-me que n�o eram teus irm�os! - N�o eram o Bran e o Rickon.
N�o os encontrei.
Era dois rapazes da aldeia.
Matei-os e queimei-os para que ningu�m soubesse.
Tu n�o...
Sabes para onde foram o Bran e o Rickon?
- N�o posso falar mais convosco. - Theon, tens de dizer-me.
- Fazes ideia de para onde... - N�o � Theon! Fedor!
Os nossos batedores dizem-nos que n�o tem mais de seis mil homens.
Mas mais de metade deles s�o cavaleiros.
E a que altura saltam os cavalos do Stannis?
As nossas muralhas foram reparadas.
Os port�es foram refor�ados.
Temos comida para seis meses.
Estamos mais preparados para um cerco do que eles poderiam estar.
S� temos de esperar que eles congelem,
fiquem esfaimados e se amotinem.
- Discordas? - O Stannis n�o � do Norte.
V�s sois, Pai.
Penso que perdeis uma oportunidade de mostrar �s gentes do Norte
como a Casa Bolton trata os invasores do sul.
- E o que recomendas? - N�o ficarmos � espera do Stannis
para decidir que tipo de luta esta vai ser.
Que ataquemos primeiro e que ataquemos em for�a
e que deixemos um festim para os corvos.
Um comandante inteligente n�o abandona uma vantagem defensiva.
Desde que estejamos atr�s destas muralhas, n�o nos podem tocar.
J� para n�o falar do facto de a neve ser t�o funda
que n�o pod�amos fazer passar um ex�rcito para atac�-los,
mesmo que quis�ssemos. - Eu n�o preciso de um ex�rcito.
Preciso de 20 bons homens.
Ent�o, j� decidistes? Se sou digna de que me sirvais?
J� decidistes se ides mandar matar-me?
� provavelmente a minha op��o mais segura.
Percebo porque pensais assim. Era o que o vosso pai teria feito.
E o que teria feito o vosso pai?
O meu pai,
que me condenou publicamente � morte?
Diria que era bastante claro o que ele pensava acerca de matar-me.
Foi por isso que o matastes?
Um dia, se decidirdes n�o me executar,
contar-vos-ei tudo sobre porque matei o meu pai.
E nesse dia, se ele chegar,
precisaremos de mais vinho do que este.
Eu sei o que o meu pai era.
O que ele fez.
Sei que o Rei Louco merecia o nome dele.
Aqui estamos n�s sentados,
dois filhos terr�veis de dois pais terr�veis.
- Eu sou terr�vel? - Ouvi hist�rias.
Porque viajastes para o outro lado do mundo
para conhecerdes algu�m terr�vel?
Para ver se �reis do tipo certo de terr�vel.
- E qual �? - Aquele que impede o povo
de ser ainda mais terr�vel.
Eu reabri as arenas de luta.
Sob o meu governo, o homic�dio voltar� a ser entretenimento.
Sim, foi s�bio.
E concordastes em casar com algu�m que desprezais, pelo bem de todos.
Muito impressionante.
A minha irm� tamb�m casou com algu�m que ela desprezava,
mas n�o por escolha e muito menos pelo bem de todos,
os deuses nos livrem. Acabou por mandar mat�-lo.
Talvez n�o chegue a isso.
N�o � imposs�vel que afinal o Varys tivesse raz�o acerca de v�s.
O Varys? O espi�o do Rei Robert?
Sim, foi ele que me convenceu a vir ter convosco.
Ele era o meu companheiro de viagem,
at� Sir Jorah se ter apoderado desse papel.
O Jorah enviou os meus segredos ao Varys.
Durante 20 anos, a Aranha dirigiu a campanha para me encontrar e matar.
Ele fez o que tinha de fazer para sobreviver.
Tamb�m fez muitas outras coisas, coisas que n�o tinha de fazer.
Suspeito que ele � a principal raz�o
por que n�o fostes chacinada no ber�o.
- Mas confiais nele? - Sim, estranhamente.
Talvez seja a �nica pessoa no mundo em quem confio.
Para al�m do meu irm�o.
- O irm�o que matou o meu pai? - Esse mesmo.
- Talvez vos mate, afinal. - � vossa prerrogativa real.
Eu tinha desistido da vida,
at� o Varys me convencer de que talvez valesse a pena viver por v�s.
Se me cortardes a cabe�a, bem,
os meus �ltimos dias foram interessantes.
N�o vou matar-vos.
- N�o? Ides banir-me? - N�o.
Ent�o, se n�o vou ser assassinado e n�o vou ser banido...
Ides aconselhar-me.
Enquanto ainda conseguis dizer frases completas.
- Aconselhar-vos em qu�? - Em como conseguir o que quero.
O Trono de Ferro.
Talvez dev�sseis tentar querer outra coisa.
Se quiser piadas, arranjo um bobo a s�rio.
N�o � totalmente uma piada. O mundo � mais do que Westeros.
Quantas centenas de milhar de vidas mudastes para melhor aqui?
Talvez o vosso lugar seja aqui, onde podeis fazer mais bem.
Lutei para que nenhuma crian�a nascida na Ba�a dos Escravos
soubesse o que era ser comprada ou vendida.
Continuarei essa luta aqui e em qualquer lugar.
Mas esta n�o � a minha casa.
Quando voltardes para a vossa casa, quem vos apoia?
O povo.
Sejamos generosos e suponhamos que isso vai acontecer.
Aqui na Ba�a dos Escravos, t�nheis o apoio do povo e s� do povo.
Como foi governar sem os ricos?
A Casa Targaryen desapareceu.
N�o h� ningu�m vivo que partilhe o vosso sangue para vos apoiar.
Os Stark tamb�m desapareceram.
Os nossos dois terr�veis pais trataram disso.
Os membros restantes da Casa Lannister nunca vos apoiar�o, nunca.
O Stannis Baratheon tamb�m n�o vos apoiar�.
A pretens�o dele ao trono depende da ilegitimidade da vossa.
Isso deixa os Tyrell. N�o � imposs�vel, mas n�o � suficiente.
Lannister, Targaryen, Baratheon, Stark, Tyrell.
N�o passam de raios numa roda.
Um est� por cima, depois est� o outro
e continuam a rodar, esmagando quem est� no ch�o.
� um belo sonho, parar a roda.
N�o sois a primeira pessoa a t�-lo.
Eu n�o vou parar a roda.
Vou partir a roda.
Dissestes que quem ganhasse lutaria na grande arena diante da Rainha.
Eu ganhei.
- Bateste-me. - Chicoteai-me se vos deixa feliz.
Mas sou o melhor que tendes.
Se eu ganhar na grande arena, por quanto podeis vender-me?
�s um homem livre. Podias ter ido para onde quisesses.
Porque voltaste?
Deixa-me lutar por ela e perten�o-vos.
Com sede?
Confessai.
Eu sairei daqui, em breve.
- Confessai. - Posso fazer de ti uma mulher rica.
- Uma senhora da corte. - Confessai.
Ou posso garantir que morres da forma mais hedionda imagin�vel.
E passo o tempo aqui sentada
a imaginar maneiras hediondas para tu morreres.
D�i?
N�o.
Ainda bem.
Como est�s?
N�o fui eu que fui esmurrada e pontapeada na cara.
Sabes o que quero dizer.
Estou bem.
- Est�s assustada? - Um pouco.
Eu tamb�m.
- Quem est� a�? - O Olly.
Entra.
- Soube o que aconteceu. - N�o te preocupes.
Os homens lutam de vez em quando, � natural.
- Deduzi que tivesses fome. - �s um bom rapaz.
Queria perguntar-te uma coisa, se tiveres tempo.
Tenho de ir ver como est� o beb� Sam.
Como posso ajudar?
- � sobre o Comandante. - Sim?
Ele vai at� Larduro para salvar aqueles selvagens.
Os selvagens mataram a minha m�e e o meu pai.
Mataram toda a gente da minha aldeia.
- Lutamos contra eles h� anos. - Isto n�o foi uma luta.
�ramos camponeses e eles chacinaram-nos.
Ent�o, porque est� ele a salv�-los?
Os selvagens s�o pessoas.
Tal como n�s, h� bons e h� maus.
Aquele com quem ele viaja, o da barba ruiva,
liderou o ataque � minha aldeia. - Olly...
Como pode ele confiar nele?
Eu vi o ex�rcito dos mortos.
Vi os Caminhantes Brancos.
E eles v�m atr�s de n�s, de todos os que est�o vivos.
E quando chegar a altura,
precisaremos de todos os homens que conseguirmos arranjar.
Mas e se deixarmos os selvagens passarem os port�es
e eles nos cortarem as gargantas enquanto dormimos?
O Jon corre um risco, mas tem de faz�-lo.
De outra forma, n�o temos hip�teses.
�s vezes, um homem tem de fazer escolhas dif�ceis,
escolhas que podem parecer erradas aos outros,
mas que ele sabe estarem certas a longo prazo.
- Acreditas nisso? - Com todo o meu cora��o.
Tenta n�o te preocupares, Olly.
Eu preocupo-me com o Jon h� anos.
Ele volta sempre.
Confias em mim, Jon Snow?
- Isso faz de mim um tolo? - Agora somos tolos juntos.
Senhor dos Ossos.
J� passou muito tempo.
Da �ltima vez que te vi, o pequeno Corvo era teu prisioneiro.
Agora, � ao contr�rio. O que aconteceu?
- Guerra. - Guerra? Chamas �quilo guerra?
O maior ex�rcito que o Norte j� viu
dizimado por um rei do sul.
Dev�amos reunir os anci�os
e encontrar um local sossegado para falarmos.
- Aqui n�o d�s ordens. - N�o estou a dar uma ordem.
Porque n�o est�s acorrentado?
- Ele n�o � meu prisioneiro. - N�o?
- O que �? - Somos aliados.
Maldito traidor.
Agora lutas para os Corvos?
N�o luto para os Corvos.
N�o estamos aqui para lutar, estamos aqui para falar.
A s�rio?
Tu e o Corvo bonito falam muito, Tormund?
E quando acabam de falar,
p�es-te de joelhos e chupas-lhe a pila?
Re�nam os anci�os e vamos falar.
Chamo-me Jon Snow.
Sou o Comandante da Patrulha da Noite.
N�o somos amigos.
Nunca fomos amigos.
N�o nos tornaremos amigos, hoje.
N�o se trata de amizade.
Trata-se de sobreviv�ncia.
Trata-se de p�r uma muralha com 210 metros
entre v�s e o que h� a� fora.
Voc�s constru�ram essa muralha para nos manterem de fora.
Desde quando � que os Corvos se importam se n�s sobrevivemos?
Em alturas normais, n�o nos importar�amos,
mas estas n�o s�o alturas normais.
Os Caminhantes Brancos n�o se importam se somos Homens Livres
ou Corvos, somos todos carne para o ex�rcito deles.
- Mas juntos, podemos derrot�-los. - Derrotar os Caminhantes Brancos?
Boa sorte. Fugir deles, talvez.
N�o � um truque.
� um presente para aqueles que se juntarem a n�s.
Vidro de drag�o.
Um homem da Patrulha da Noite usou um desses punhais
para matar um Caminhante.
- Viste-o? - N�o. Mas confio no homem.
H� hist�rias antigas sobre vidro de drag�o.
H� hist�rias antigas sobre aranhas de gelo do tamanho de c�es.
E depois de tudo o que vimos, n�o acreditas nelas?
Venham comigo e partilharei estas armas.
- Vamos contigo para onde? - H� boas terras a sul da Muralha.
A Patrulha da Noite deixar-vos-� atravessar o t�nel
e permitir� que cultivem essas terras.
Eu conheci o Mance Rayder.
Ele nunca quis uma guerra com a Patrulha da Noite,
queria uma vida nova para o povo dele, para voc�s.
Estamos preparados para vos dar essa nova vida.
- Se? - Se jurarem juntar-se a n�s
quando a verdadeira guerra come�ar.
Onde est� o Mance?
- Morreu. - Como?
Espetei-lhe uma flecha no cora��o.
Calma. Calma.
Acho que devemos mandar o Comandante de volta para Castelo Negro
sem olhos.
Nenhum de voc�s viu o Mance morrer. Eu vi.
O rei do sul que dizimou o nosso ex�rcito, o Stannis,
queria queim�-lo vivo para nos enviar uma mensagem.
O Jon Snow desafiou as ordens desse cabr�o.
A flecha dele foi de miseric�rdia.
Foi preciso coragem para fazer o que ele fez.
E � disso que precisamos hoje, da coragem para fazer a paz
com homens que temos estado a matar h� gera��es.
Eu perdi o meu pai, o meu tio
e dois irm�os a lutar contra os malditos Corvos.
N�o vos pe�o que esque�am os vossos mortos.
Eu nunca esquecerei os meus.
Perdi 50 irm�os na noite em que o Mance atacou a Muralha.
Mas pe�o-vos que agora pensem nos vossos filhos.
Eles nunca ter�o filhos se n�o nos unirmos.
A Longa Noite est� a chegar e os mortos v�m com ela.
Nenhum cl� pode det�-los.
Nem os Homens Livres, nem a Patrulha da Noite,
nem todos os reis do sul podem det�-los.
S� podemos faz�-lo em conjunto, todos n�s.
E pode n�o ser suficiente, mas ao menos daremos luta aos sacanas.
Garantes que este homem � sincero, Tormund?
Ele � mais bonito do que as minhas duas filhas, mas sabe lutar.
� jovem, mas sabe liderar.
Ele n�o tinha de ter vindo a Larduro.
Veio porque precisa de n�s
e n�s precisamos dele.
Os meus antepassados cuspir-me-iam em cima
se me sentasse � mesa com um Corvo.
Os meus tamb�m, mas que se lixem, est�o mortos.
Nunca confiarei num homem vestido de negro.
Mas confio em ti, Tormund.
Se tu dizes que este � o caminho,
estamos contigo.
Este � o caminho.
Estou com o Tormund.
Se ficarmos aqui, somos homens mortos.
Pelo menos com o Rei Corvo temos uma hip�tese.
Tormund.
Fica com essa nova vida que nos queres dar.
E fica com o teu vidro, Rei Corvo.
Assim que entrarem nos barcos dele, cortam-vos a garganta
e lan�am os vossos corpos para o fundo do Mar Tremente.
Este � o nosso inimigo.
Foi sempre o nosso inimigo.
Odeio Thenns.
- Vamos. - Cuidado.
Quantos v�m connosco? Cinco mil?
N�o sou bom a contar.
- Deixamos demasiados para tr�s. - Os Homens Livres s�o teimosos.
Sabes quanto tempo o Mance demorou a uni-los?
20 malditos anos.
E conhecia-os melhor do que eu alguma vez conhecerei.
Est�o a ficar sem comida e n�o h� nada para ca�ar.
H�o de reconsiderar.
Preparem-se.
A Johnna cuida de ti. Ela � que manda.
Faz o que ela diz.
- Pega nela. - J� est�.
Quero ir contigo.
Tenho de p�r as pessoas mais velhas nos barcos.
Vou logo atr�s de voc�s, prometo.
V�o.
- Outro. - Continuem. Encontramo-nos l�.
N�o podes levar isso no barco, � muito grande.
- � o �ltimo. - Mais tr�s. Toca a andar.
H� mais vidro de drag�o por todo o lado.
Tenho aqui mais punhais. P�e esse punhal no saco dele.
Para onde est�s a olhar?
Firme.
- Fechem o port�o. - Fechem o port�o!
Fechem o port�o!
Abram o port�o!
Preparem as flechas.
- Esperem. Esperem. - Fiquem na fila!
Fiquem na fila!
Corram!
- Espera. Espera. - Duncan, mant�m a fila.
Comandante!
Leva-os para o navio e volta para me vires buscar.
- Mas nunca... - Agora!
- Deixem-me entrar. - Deixem-me entrar.
- Devias estar num daqueles barcos. - Tu tamb�m.
As minhas filhas embarcaram.
V�o deix�-las passar a Muralha, se n�o estiveres l�?
Tens a minha palavra. Dei ordens para isso.
N�o me parece que v�s l� estar para impor essas ordens.
Se eles passarem, toda a gente morre.
Patrulha da Noite, comigo! Saiam da frente! Saiam da frente!
Saiam da frente!
- Tormund, o tren�. - Est� bem. Est� bem.
- O vidro de drag�o. - Tu e eu, ent�o.
V�o!
Vai buscar o vidro.
Vamos.
- O vidro de drag�o. - Que se lixe o vidro.
Vamos morrer aqui.
Merda!
Wun Wun, para o mar!
R�pido!
- Mais depressa! Mais depressa! - Corram! Corram!
R�pido!
- Remem! Remem! - V�, vamos!
Vamos! Agora! Agora!
Vamos, remem!
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