All language subtitles for Emmanuelle In Space 1 - First Contact

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Original subtitles

Estou? És tu Emmanuelle?

Estou, Marie?

Sim, estou a partir.

O meu vôo é às 10.

Sim, eu vou apressar-me.

Claro, podes vir se quiseres.

Não, nem o Christian nem ninguém, anda só.

Está bem. Até já. Até já.

Tu estarás bem às 5 horas. - Sim, mas quando se está só...

Ninguém está só na vida. É como num barco:

Preocupações, o amor parece irreal.

Tudo é permitido! - Sim, mas nada é possível.

Errado. Muitas pessoas fodem no avião.

Eu nunca ousaria fazer isso! - Há sempre alguém que o faz.

Mas se o que me dizes é verdade, não tens medo que ela...

Não, eu não me casei com ela para privá-la de nada...

Nem colocá-la numa prisão...

Mas sim porque ela adora fazer amor e é óptima nisso!!

E não achas que algumas pessoas vão querer tirar proveito disso?

Eu não tenho ciúmes, já disse. Os ciúmes estão fora de moda.

Estás a ver esta rapariga? É toda ciência e inocência.

Mas não é nenhum milagre. Todas tem que aprender.

E elas fazem tudo o que queres? Mais ainda. Pelo preço certo.

Isso é o que me incomoda. Eu não gosto de pagar por isto.

A ideia deixa-me enjoado.

É simplesmente isto.

Estou a ir para o aeroporto. Vejo-te às 5 na embaixada.

São sempre as mesmas caras. Ex-aventureiros, diplomatas.

Elas estão doidas para te ver. Eu mostrei-lhes as tuas fotos.

Mostraste-lhes as minhas fotos? - Claro!

Eu adoro vê-las, tanto quanto adoro mostrá-las.

Talvez até um pouco mais. Eu tenho orgulho de ti.

Então, esse fotógrafo. - O que é que tem?

Fodeste com ele?

Oh, Jean. Ele nem sequer me tocou.

Estranho. Eu pensei que um artista tinha sempre que dormir com a modelo

antes de terminar o retrato. Se não antes, então depois.

Pobre coitado. Deve ter sofrido.

Nem por isso. Era gay.

Espera aí.

Qual o problema querida? - Vamos embora. É horrível.

Este rapaz com a galinha. O mendigo. Este lugar é horrível.

Isto não é nada querida.

Bem-vinda à Tailândia, querida. Relaxa.

Vais ver, vais adorar a casa.

Eu passo por aqui todos os dias a caminho da embaixada.

Não aguento mais isto.

Vamos, querida.

Estes são o Tim, o Vine, os nossos cozinheiros.

Não, assim não. Assim!

E estas são a Ap e a Noi, as empregadas.

São maravilhosas. Foste tu que as escolheste? - Sim. Este é John, o caseiro.

Anda ver a casa.

Tem mais de cem anos! Pertence a uma princesa.

Eu tive que cortejá-la por três meses para a poder alugar.

É explêndida.

Explêndida!

Eu nunca imaginei nada como isto. Inacreditável!

As tuas empregadinhas. Elas são boas na cama?

Como posso saber? Não posso comparar nenhuma mulher contigo!

Só estás a dizer isso para me agradar. Para me agradar.

Para me agradar, para me agradar.

Para me agradar.

Nem pensar. Só estou a equipar a casa.

Estou muito feliz por estar a sós com o Jean.

Vais ver daqui a alguns meses. Só temos um inimigo aqui, o tédio!

E só um aliado para combatê-lo: Fazer amor.

Tu dás um jeito nisso. A não ser que o Jean tenha-se tornado ciumento?

Não, é uma escolha pessoal minha.

O Jean ficaria feliz em atirar-me nos braços dos seus amigos.

Eu nunca direi nada ao meu marido. Não faz nenhuma diferença para ele.

É verdade, o Richard parece ser muito convencido.

Olá, meninas. Permitam-me que lhes apresentem a Emanuelle.

Emanuelle, acabaste de perder uma grande ocasião.

Um pequeno barco naval.

A tripulação era maravilhosa. E sabia como manobrar!

Porque não vieste? Terias feito muito succeso.

Passei o fim de semana em Pattaya com o meu marido.

O Jean levou-te de propósito. - Não, não acho.

Tu é que perdeste. Ocasiões como esta são bem raras em Bangkok.

Já não estou em casa há dois dias. Felizmente o meu marido é ocupado.

Ele trabalha tão duro na embaixada? - Gostaste da tua casa?

Sim, é muito bonita. O Jean decorou-a sozinho.

É um lugar explêndido. - Conheces?

Sim, o Jean convidou-me uma noite enquanto tu estavas em Paris.

Em Paris? Tu tens que nos falar sobre todos os teus casos.

Não te preocupes, podes confiar em mim. Sou um túmulo.

O que queres saber?

Pode parecer estúpido, mas eu nunca traí o meu marido em Paris.

Sério. Fogo. Parabéns. Incrível.

Achas que ela é tão boa quanto diz ser? - Acho que sim.

Ah, és tu? Assustaste-me.

Eu sou sempre meio assustador. Tu és totalmente adorável.

Mas eu não me surpreenderia se fosses um pouco mentiroso.

Porquê?

Nunca traíste o teu marido?

Não, nunca o traí. Trair significa esconder, mentir.

Quem é esta rapariga?

Ela chama-se Bee. Não é bem parte do grupo.

Nunca traíste sequer com uma rapariga?

Também conta com raparigas?

Tenta comigo um dia. Depois dizes-me se conta ou não.

Gostava de falar contigo. Posso te ir ver?

Sabes a morada?

Sim. Vejo-te amanhã à tarde. Chamo-me Marie-Ange.

Olá. - Olá. Aposto que és o Jean!

Marie-Ange. Chamo-me Marie-Ange. Sou amiga da Emanuelle.

A minha esposa esconde amigas tão lindas de mim.

Bem eu gostaria de ser amiga dela. Ela convidou-me para encontrá-la.

Ela está no quarto. Podes entrar.

Vejo-te por aí, espero.

Ah, és tu. Não te ouvi.

Estás linda. Quem te tirou?

Um fotógrafo. Um dos amigos do Jean.

Não tens mais nenhuma? - Mais nenhuma?

Fotos, de ti a fazer amor. Claro que não. Que ideia!

Sabes porque é que eu como chupas? Acho que é porque gostas, não?

Não, é porque excita homens velhos. Se tivesses visto o teu marido.

Mas ele não é velho! - Ele tem quantos anos?

Trinta e dois. - Estás a ver!

Estavas a dormir? A esta hora? - Sim, estava.

Que cama enorme! Quantos cabem aí?

São duas camas de casal juntas.

Não dês ouvidos às raparigas a gabarem-se.

Elas não fazem um décimo do que dizem.

Como assim? Bem, as raparigas na piscina.

Vamos, não vamos ficar aqui.

A tua casa é muito confortável e tem uma vista lista.

Foste muito gentil em vir-me ver.

Queres algo de especial?

De maneira nenhuma. Apenas te escolhi. - Escolheste-me?

Desculpa-me.

Oh! Jornais franceses. - O Jean trouxe-os para mim da embaixada.

Eu acho o teu marido bonito. Tens de me dar uma foto dele.

Eu adoro masturbar-me. É maravilhoso, não é?

Gostas de fazer isto? - Não.

Não gostas? - Gosto, mas não agora, desta maneira.

Não me digas que estás com vergonha. De maneira nenhuma. Mas estou surpresa.

És tão jovem. - Eu masturbo-me desde os doze anos.

Ninguém me ensinou. As minhas mãos aprenderam sozinhas.

Eu acho que isto é normal. Não achas?

Como começaste com os homens?

O Jean tirou-me a virgindade no dia a seguir que o conheci.

Nós conhecemo-nos na casa de uns amigos dos meus pais.

Ficamos a sós e ele bombardeou-me de perguntas. Como tu.

No dia seguinte ele convidou-me para dar uma volta.

Parou na floresta de Fontainebleau.

Ele possuiu-me ali mesmo no carro.

Não é muito confortável, mas é normal.

Onze por cento das raparigas perdem a virgindade no carro.

O que muda depois de casada?

Nada. Bem, no início achei estranho fazer amor à noite.

Aí o Jean saiu...

Ele não ficou com medo de te deixar em Paris?

Não, ele diz-me sempre que sou livre para fazer o que quiser.

Isso assusta-me.

Então o que disseste ontem é verdade, nunca traíste o teu marido?

Não, eu disse que nunca o traí em Paris.

Disse que nunca o traí em Paris.

O que fizeste hoje, querida? - Nada.

Como todas minhas amigas em Bangkok. O que se pode fazer aqui?

Há muitas coisas que se podem fazer.

Golf, tênis, squash...

Uns podem navegar nos canais, ou visitar os pagodas.

Outros fazem amor. - Mesmo quando não estás por perto?

Tu não és a minha propriedade, a minha beleza. Tu és a própria beleza.

Eu amo-te.

Se é mesmo amor, até onde pode ir?

Seria um amor pobre se desse para medir.

Eu sou a mulher que desejas? - Mais do que isso.

Eu quero me tornar-me mais que isso. Como posso explicar?

Eu sinto que no amor deve de haver algo mais importante.

Mais brilhante que apenas técnica.

Eu estou convencido que a resposta está no amor físico.

Talvez esteja na tua mente, na tua mentalidade.

Uma maneira diferente de conceber amor? - Não só amor, tudo.

Eu quero beber-te.

Acho que foi a Marie-Ange que me deixou louco.

Porquê a Marie-Ange? - Ela é muito para a frente.

Será que aquela rapariguinha vai-te revelar os mistérios do amor?

Porque não? Com certeza que preciso de progredir.

Descobrir coisas para me transformar numa mulher real, na tua mulher.

A Marie-Ange é inocente.

Quero dizer, ela é tão pura.

Sinto-me diminuída perto dela.

Tu queres fazer amor com ela. Não te preocupes, eu também!

Não, não é isso. A Marie-Ange para mim é...

Como uma professora. Como tu.

Ela é muito natural.

Porque dizes: "Ela tem um belo nariz." "Tive um sonho esta noite."

E não dizes: "Ele tem uma piça enorme." "Ele fez sexo anal comigo"

Tu podes dizer, acabaste de o fazer.

Olha, segura isto aqui com o teu punho sempre flexível.

És um amor.

Não, chega, para mim chega. Destruí as minhas pernas.

Bom tu ainda as tens, e são lindas.

Estou morta. Vamos continuar da próxima vez.

A minha patinha está toda molhada.

Aparentemente, sou um homem livre!

Tu podes fazer o que quiseres, desde que eu também possa.

Isto vale para todos os meus maridos. - Sou o primeiro, e único.

Eu estou a falar dos futuros. - Ouviste isto Emmanuelle?

Eu sonho em ser mais livre um dia.

Eu acho que um marido já me chega. - Olha, o teu amigo está a chamar-te.

Com licença.

Gostava de te apresentar à Yves, aquela que te falei.

Prazer em conhecer-te, o Jean falou-me muito de ti.

Achei que podiam descobrir Bangkok juntos.

Ele só conhece aqueles sítios marotos. - Que horror! Nunca vou lá!

Finalmente um homem virtuoso! - Ele é apenas um hipócrita.

Ele é só parte de uma classe hipócrita.

Boa noite, vou levar a Emanuelle de vós.

Tenho um homem para ti. - Quem disse que quero um?

Tu precisas de ter um amante se queres ser uma mulher de verdade.

Mas eu amo o meu marido.

Tu és um violinista a tocar. Está na hora do teu primeiro concerto!

Promete-me que vais fazer o que te peço. Vai correr tudo bem.

Se isso te excita. - Aqui está ele!

Mário, o homem que encontrei para ti.

Mas ele é um velho! - A experiência conta sempre.

Perdoa-me por abandonar esta conversa mal-cheirosa.

Foder é o teu único assunto? Vou voltar para a minha triste vida. Xau.

Ela está zangada.

Permite-me que te apresente a Emanuelle.

Marie-Ange, boa noite. Meus Deus! Que linda que é a tua amiga!

Se quiseres eu empresto-ta. - E se eu quiser.

Tens um corpo espectacular.

Pode-se dizer: "O teu vestido transforma-se em ti."

Eu não estou nua, sabes.

O importante não é estares nua, mas sim eu ver-te nua.

Não queres dar um sorriso?

Deixa-me preparar-te uma bebida. - Em que ponto estamos então?

A Marie-Ange falou-me muito de ti.

Meu Deus! O que será que ela te disse?!

Ela disse-me sobre os teus jogos e os da Lolita.

Ela acha que já é hora de te tornares adulta. Ou preferes não mudar?

Não, na verdade não. - Então, muda.

Queres jantar comigo uma noite destas?

Não me respondeste. - Talvez. Vamos a ver. Com licença.

Gostaste do Mário? Ele é espectacular, não é?

Não é assim tão irresistível. É muito cliché!

Ele acha-se o maior.

Porque não me apresentas à Bee? - Nem pensar.

Ariane, eu preciso de ti.

Precisas de mim.

Estás a brincar. Tu estás nua por baixo da saia.

Já tiveste sexo com alguém desde o squash? Com quem?

Não vou dizer. - Então, o que queres?

Eu quero conhecer a Bee. - Tu queres aquela rapariga indecente?

Tu és como eu. Crianças iguais, brincam da mesma maneira.

Não vou fazer isto. Vira-te.

Eu gostava de falar contigo. - Fala, estou a ouvir.

Mas não aqui, assim. Eu gostava de te ver outra vez.

Impossível, vou embora de Bangkok amanhã à noite.

Estás livre amanhã à tarde? - Não, vou trabalhar.

Vais trabalhar? Deves de ser a única por aqui. O que fazes?

Sou arqueóloga. Chamo-me Bee.

Eu sei, como o insecto. Por isso trabalhas tanto.

Eu nunca pensei nisso.

O que estás a fazer? - Combina contigo.

Se não quiseres podes me devolver amanhã.

Estás a brincar. - Não. Vejo-te amanhã.

A propósito, onde é que nos vamos encontrar?

Às duas horas, no pontoon Wat-Sa, nos khlongs.

Nos quê? - Nos canais, tu sabes.

Sim... eu encontro.

"Querida Emmanuelle"

"Desapareceste tão de repente. Eu fico à tua espera às nove, hoje à noite."

"O meu carro vai-te buscar. Mário."

Aqui. Ajuda-me. Por aqui.

Desculpa-me, estou sem tempo para ti. A minha agenda foi alterada.

Foi sorte termo-nos encontrado a noite passada. Eu raramento saio.

O meu namorado levou-me com ele. - O polícia, é teu amigo.

Sim, ele continua a insistir. Tinha que me mostrar a nova farda.

Porque é que olhaste para mim daquela maneira a noite passada?

Porque és muito bonita.

Queres?

Agora, tu, Bee, o insecto trabalhador, fala-me de ti.

É muito complicado. Prefiro que fales tu de mim.

Eu acho que és uma rapariga feliz no trabalho, e nunca te chateias.

Era bom que fosse assim!

És casada?

Não. - Mas estás apaixonada.

Estive. Agora já não! Tu sabes, não tenho tempo.

Veja, homens se encontram em N.Y. Eles perguntam:''Quanto você ganha''

As mulheres perguntam: "Continuas apaixonada casada?" Engraçado, não é?

Nem por isso. Estou a ver que me estás a julgar. Não sei o que dizer.

Então não digas nada!

E tu, porque é que olhaste para mim daquela maneira ontem?

Porque senti imediatamente que eras diferente.

De todas estas mulheres que conheci em Bangkok.

Um mundo onde fazer nada torna-se uma arte.

Eu sinto-me um prisioneiro a fugir da prisão.

Estás aborrecida? - O quê?

Tédio...

A tua vida é aborrecida em Bangkok?

Talvez. Acho que não. De qualquer maneira, já não é mais.

Vais para longe? - Dois dias de viagem.

Um de jipe e outro de cavalo.

Eu adorei ver-te. Desculpa-me se não te irei ver mais.

Quando poderei ver-te novamente? - Quem sabe?

Eu nem sequer perguntei o teu nome. - Emmanuelle.

Então, adeus Emmanuelle.

Oh, quase que me esquecia. - Por favor, aceita.

Não, obrigada. - Por favor aceita. É minha favorita.

Sério! Não! Não acredito!

Adeus Emmanuelle, eu gosto de ti.

És uma boneca linda. Vamos brincar outro dia.

O que estás a fazer?

O que me apetece. Sou livre, não sou?

Se tu o dizes.

Desta vez ela não voltou para casa. - Devias de estar feliz.

Querias tanto que a tua mulher fosse livre:

"Ela não é o meu objecto, nem a minha beleza" Então, aí está!

O que querias realmente não era que a tua mulher fosse livre.

Só querias usá-la. Como fazes com estas raparigas.

Quem é? Deixa-o entrar.

Falas francês? - Sim, senhor.

Diz ao teu chefe que ele está atrasado. Muito atrasado.

Agora temos que nos apressar, se quisermos chegar antes de anoitecer.

Ainda falta muito? - Muito não. Mas perdemos tempo.

Achas?

Não foi isso que quis dizer. Vamos.

O que vou vestir?

Aqui está...

Que noite ontem.

A tua mulher, que belo par de mamas!

Se tivesse uma mulher como a tua não vivia em bordéis.

Tenho uma coisa para te dizer.

Eu já disse isto mil vezes mas apenas para o meu marido.

Sim, eu acho que amo o Jean o mais profundamente possível.

Sim, e foi o que eu pensei.

Ele sempre me disse que o amor é a eterna busca ao prazer.

Tanto com mulheres como com homens.

Mas agora não concordo.

Quando eu vi a cascata, pensei, "Que linda!"

Mas eu senti que não seria linda se não pudesse dividir esta visão com quem amo.

Ouve, eu gosto de ti.

Isso significa que não te quero magoar.

Mas eu não te amo.

Está bem?

Não é assim tão mau.

Deixa-me contar-te uma história.

Um dia, na escola fiz um trabalho perfeito.

Estava orgulhoso.

A professora acusou-me de ter copiado. Ela nunca se acreditou em mim.

Fui suspenso. Dois dias inteiros.

Quando a minha pena desapareceu, estava triste. Triste de ser consolado tão rapidamente.

Olha ali, o embaixador.

Eu quero falar contigo.

Agora mesmo não tenho muito para dizer. Mas entra. Para uma bebida.

Acabei de chegar.

Acho que já bebi muito por hoje.

O Gilbert está com a Martine. Sabes, a filha do consul.

Ela não quer ficar sozinha à noite. Actualmente eu também não.

Estou feliz por te ver. Embora não pareças alegre esta noite.

Onde está a Emmanuelle? - Não sei.

Aliás, nem estou interessado.

Apresentaste-a à Bee? - Bem, sim, se é que gostas.

Ela está com a Bee? Então vai voltar. Elas voltam sempre.

Não estou a brincar Ariane! - Tornaste-te uma chata.

Bem, isso não é bem verdade.

Na verdade tu estás a ser motivo de gozação por aqui.

Podes-me ajudar?

Não sei o que fazer. A Emmanuelle mudou o jogo.

Ela está-me a trair. - Sabes uma coisa, tu és ridículo.

Estás a fazer exactamente o que a tinhas acusado de fazer.

Estás a mostrar sentimentos!

Sabes o que são sentimentos?

Ao invés de reclamares deverias preocupar-te com a educação dela.

Se não podes, deixa isso para pessoas competentes.

Como o Mário. Ele parece estar interessado.

Ariane, és uma puta. - A sério?

Então de que é que estás à espera?

És uma puta.

O que estás a usar mais?

Agora, não tive intenção querida.

Cansei-me de brincar aos adultos.

Não sei como fazer isto direito.

Tentei mostrar interesse nas ideias deles...

Mas agora chega...

Calma, calma. Está tudo bem.

Na verdade, é bem melhor assim.

Tu só te irias aleijar.

A paixão, não foi feita para nós.

É muito triste, e humilhante que te humilhes na frente deles.

Tu precisas de esquecer.

Vinga-te nos braços de outra.

É a única resposta, e a única que ela espera.

Eu ajudo-te, eu ajudo-te.

Rápido! Já passa das 10 horas.

Tu não sabes ser pontual? - Eu sou sempre pontual.

Pontual na hora de sair, mas não na hora de chegar.

Porque é que não gostas de mim? - Eu gosto, mas estou decepcionado.

Eu sei porquê. Estás com ciúmes. - Eu com ciúmes? Da Bee?

Pobrezinha, tu realmente não percebes pois não?

O teu caso com a Bee é tudo o que eu repugno.

Os violinos, as caminhadas à meia noite, não são para mim.

Eu gosto de coisas suprendentes. Sabes, eu dormi com o teu marido.

Eu sei, ele disse-me. Foi bom?

Foi inesperado. Ele quase que me violou.

Ele violou-te? - Quase.

O que foi isto? - Ajuda-me, por favor. O meu sutiã.

Eu adoro a tua pele, é tão suave, e lisa.

Larga-me! - O que se passa?

Estamos atrasados, foste tu próprio que o disseste.

Podemos jogar squash noutra altura qualquer. Mas podemos jogar noutro sítio.

Solta-me.

Deixa-me dar-te um conselho. - Não!

Mas vou-te dizer na mesma.

Tu estás a atravessar a vida como um bebé à espera da primeira constipação.

Tu vais-te tornar uma estátua, a não ser que brinques contigo mesma.

Se queres viver e esquecer a Bee, precisas de aprender. Vai ver o Mário!

Porque é que vocês todas me falam desse homem velho.

Os homens velhos são a arca do tesouro da ciência erótica.

Ciência erótica?

Quando se é jovem, fazer amor é tão natural como comer ou respirar.

Quando ainda fazes amor na idade do Mário, é poesia.

É algo que realmente queres, e na qual tens que refletir.

Isto é erotismo!

Vai ver o Mário.

Eu não gosto dele. É desagradável. É um Don Juan velho.

Tu prometeste à Marie-Ange que farás tudo o que ela pedir.

Como é que sabes?

Ela disse-me. - Eu quero ver a Marie-Ange.

Ela está com os pais na praia. Eu prometi que iríamos visitá-la.

Estiveste com ela quando eu estava fora? - Sim.

Porque é que convidaste o Mário?

Ele veio procurar-te na noite passada. Então disse-lhe para voltar.

E ele aceitou? - Claro. Óptimo!

Tu ofereceste-me como uma ovelha para um sacrifício.

E tu? - Eu não queria arruinar a noite.

Eu tenho que ir para a Vientiane durante dois dias. Estás a usar a violência.

Tu és bonita.

É o mínimo que eu podia fazer.

Estou tentado a ter-te aqui.

À nova lei!

Antes de bebermos posso saber que lei?

Essa lei diz que fazer amor sem culpa é maravilhoso.

A virgindade não é nenhuma virtude. O casal não é o limite.

As pessoas devem ampliar os seus horizontes até o limite.

Então, à nova lei!

Vamos comer agora. Comer também é importante.

O Jean diz que há uma coisa mais importante.

Vir-nos muito.

Eu não tenho medo.

Muito bem. Abaixo todos os medos.

Medos de pensar em ser feliz.

Todos esses medos formam uma falsa moralidade.

O conformismo, recusa à vida. Resumindo: mentiras!

Anda cá.

Vês estas pernas? Pega! São tuas.

Estou a dar-tas.

Não se pode dar tudo à mesma pessoa.

Mas o que é que queres? Que parte de mim queres?

Deixa-me ir. - O quê, deixar-te ir?

Ou estar satisfeito com o que eu sou.

Faz amor comigo e manda-me de volta para o meu marido.

O teu marido não está lá. Ele mandou-me para ti.

Mas porquê?

Para te fazer quebrar a barreira. Para te levar à terra do erotismo.

Erotismo, como se consegue isso?

Bem, como posso explicar?

É um culto aos prazeres sensuais? - De maneira nenhuma.

Não é um exercício aos sentidos mas mais um movimento da alma.

É uma arte, uma escola para se humanizar actos sexuais.

É uma recusa ao sub-refúgio. É a própria lucidez.

Bem, se é só isso, não é muito tentador.

Então o erotismo é o oposto de fazer amor?

É mais através do amor.

É um esforço para quebrar o dia a dia.

É a vitória dos anos contra a natureza.

Eu prefiro achar que o amor é simplesmente prazer.

O que conta não é fazer amor mas a maneira como o fazemos.

Referes-te às 32 posições! - Disparate.

Os Asiáticos falam sobre técnica a toda a hora.

Mas o corpo é necessário para se alcançar a etapa importante.

Tira a mordaça.

Grita os teus desejos!

Destrói os valores estabelecidos.

Enche a tua cabeça com sensações que ninguém te pode dar.

Usa o diferente, o extraordinário!

A mulher que fica grávida na sua cama matrimonial não conhece o erotismo!

Vai além de palavras e sentimentos.

A mente vazia e amedrontada que sou...

... só ficará satisfeita na morte.

Porque é que estás a dizer isso?

Eu esperei que ela fosse dormir. Saí a meio da noite.

Nem sei como cheguei novamente a Bangkok.

A Bee não existe. Tu inventaste-a.

Talvez tudo o que vivi por um tempo foi só um sonho.

É porque estamos noutro sítio. Destinados a actividades ridículas.

O Napoleão gastou metade dos seus dias em Sta. Helena, a contar colheres.

Alguns não se entregam por nada.

Alguns são curiosos, querem saber tudo. Nisto todos concordam.

Mas quando se fala em sexo, é um escândalo.

Eu sou um colecionador, porque é muito respeitável.

Eu coleciono situações.

Possiu-me agora. Tu ainda não me conheces.

Isso seria muito fácil. Deixa-me que eu guio-te.

Este momento é sempre igual. No entanto, eu irei torná-lo inesquecível.

O amor verdadeiro é sempre contra a natureza.

O amor verdadeiro é erecção, e não orgasmo.

O casal deve ser proscrito.

Uma terceira pessoa, introduzida à força.

Espera por mim aqui.

Thai-boxing. Já alguma vez viste? - Não.

É um desporto selvagem. Tu vais ter o privilégio de o testemunhar.

Vais viver a luta como ninguém.

Há um prémio para o campeão.

Quem preferes?

Estou tão orgulhosa como na minha primeira menstruação, tinha 12 anos.

Eu detesto idiotas, e todos aqueles que se riem como se estivessem com cócegas.

Eu sou toda mulher.

O dia não é para pessoas como nós.

O que queres mais de mim?

Em primeiro lugar, tira o teu vestido.

Estou cansada.

Tu não me queres, pois não Mário? - Eu quero outra pessoa.

É outra Emmanuelle. Aquela que eu ainda não conheci.

Aquela que nem tu conheces.

Alguns descobrem o desconhecido desequilibrando os próprios sentidos.

O casal deve superar isso...

Uma terceira pessoa introduzida à força...

O casal deve superar isso.

Uma terceira pessoa introduzida à força.

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