Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Caros F... Amigos.
Floren�a, Pra�a de Carmine. Agosto de 1944.
Meu nome � Gino Martine, na �poca eu tinha 20 anos.
Lembro-me perfeitamente de tudo.
Era o dia 26 de agosto de 1944.
No dia 12, Floren�a fora libertada pelos americanos...
que eram, em sua maioria, ingleses...
que sempre arrogantes com os povos conquistados.
De fato, em Floren�a...
n�o deram uma bolacha sequer, nem uma ervilha seca.
Por isso, est�vamos todos famintos.
Em casa por mais de 15 dias...
sem luz, sem �gua e sem g�s...
comendo a palha das cadeiras.
Hoje: Menu do Faquir-Macarr�o com Cheiro de Lebre.
Buracos de Queijo. Churrasco de gato.
Sr. Dez!
Acorde! Fim do toque de recolher!
Justo agora que um cara com uma omelete no p�o...
ia me dar um peda�o...
- Durma de novo. - J� deve ter acabado.
Ascenda o carv�o, est�o para chegar.
Meu camarada devia ter uns 50 anos.
Fora pugilista profissional, por pouco tempo.
O apelido dele era "Dez"...
porque sempre acabava na lona para a contagem at� 10.
No fim, ele aposentou as luvas e decidiu ser agente...
treinador e organizador de lutas baratas.
Eu o conheci na academia...
onde, nos velhos tempos, eu ia treinar.
"Que cada cidad�o mantenha o comportamento e a dignidade...
que um povo civil deve ter para ser digno da liberdade.
Entendido?
Sr. Dez, este aquecedor vai funcionar?
Claro! Meu cunhado o valoriza mais que seus pr�prios olhos!
- A� est� Callicchero! - Ol�, Sr. Dieci.
Maldi��o!
Fant�stico!
- O que me trouxe? - Aquele.
- Quem � esse morto de fome? - Um morto de fome!
Affortunato Calamai, este � o Sr. Parodi...
conhecido como Dieci por... - Deixa pra l�.
Esse � o peso-pesado que me prometeu?
N�o, era o Righi.
N�o p�de vir porque mataram o pai dele!
- Fascista? - Mas nem vale a pena mat�-lo!
E o que fa�o com ele?
Altura ele tem.
Quanto ele tem de t�rax?
Pouco. At� fui reformado.
Mas � preciso ser grande?
Voc� se considera um peso-pesado? Olhe s� pra voc�!
Espero que seja bom de t�cnica.
Puta Droga!
O que sabe fazer?
Sou muito bom nisto...
O que � isso?!
Soube que d� espet�culos nas cidades.
Eu me saio bem com a marcha da Aida.
Mas sou mec�nico de bicicletas.
N�o s�o espet�culos, s�o exibi��es de boxe.
N�o falou pra ele?!
N�o fui claro para n�o impression�-lo!
Como, de boxe?!
Estou reunindo alguns pugilistas...
Para ir �s cidades libertadas relan�ar um esporte: o boxe...
Sepultado pela guerra.
Como pagamento, aceitamos de tudo. At� comida.
� uma ideia genial, fique tranquilo!
Eu nunca dei um soco, nem na mesa!
E da�? Eu tamb�m n�o. E nem ele.
- Ou�a, Ciccio, eu... - Estou com fome!
- Eu tamb�m! - Sosseguem!
Eu vou dizer o que devem fazer.
Devem sobretudo fingir. Por isso se chamam exibi��es.
O que est�o dando?
- Pra quem? - N�o est�o na fila?
Desde as 6:00!
Chegou um carregamento de batata canadense.
Na relojoaria?!
S�o tempos confusos, n�o se entende mais nada.
Talvez o quitandeiro tenha rel�gio!
Guarde o lugar pra mim. Vou pegar umas cestas.
N�o conte pra mais ningu�m.
A fila � aqui... mas n�o empurre.
V� para o fim da fila. Respeite-a.
Giuliana! V�o dar batatas na relojoaria!
Respeite a ordem da fila, hein!
Fa�amos tudo direito. Quem � o primeiro?
N�s! Um, dois, tr�s e quatro.
- Onde Taddei se meteu? - Eu o avisei.
Sr. Derci, eu gostaria de ir visitar uma pessoa...
que foi levada a Steccaia. Por isso, topo at� boxe.
Ginepro, que diabos!
Meu marido procurou voc� por toda parte.
Deu falta do caminh�o. Leve de volta!
Mas voc� n�o tinha que distra�-lo?
E o que fiz enquanto voc� roubava essa noite?
N�o posso trepar com ele dia e noite!
Olhe o que me fez! Leve pra ele antes que me mate!
Diga que o levarei em 2 dias, cheio de mercadorias!
V�, distraia-o!
Ele vai se distrair quebrando o meu nariz!
- O que est�o dando? - Batatas.
- Batatas? �timo! - N�mero 52.
Que 52 nada! Venha.
Fique no nosso lugar, temos um compromisso urgente.
vamos, rapazes, r�pido!
E o Taddei?
Vamos busc�-lo. Com certeza, pegou no sono.
- N�s o acordaremos. - Peguem suas malas!
N�o � pra subir, � pra empurrar!
Est�o dando batatas aqui?
- O que querem? - Batatas!
- V�o embora! - Ladr�o! Explorador!
- Onde �? - N�mero 38!
Tem certeza?
- Somos amigos de inf�ncia! - E da�?
- Antes ou depois do arco? - Antes.
Tem um atirador, � preciso ter cuidado!
Deve ter v�rios por a�.
Espere... 34... 36...
38! Breque, � a�, breque!
Estou brecando, mas esta jo�a n�o para!
O atirador vai nos encher de balas!
- N�o engata! - Ponha marcha-a-r�.
V�, aqui � perigoso!
Que nada! Fiquem calmos!
Aprendemos como se usa a marcha-a-r� e os freios.
Paramos no 44. Pra parar no 38...
� preciso come�ara brecar no 22.
- N�o esque�amos! - Chegamos!
� no 1� andar.
Toque a buzina.
O que h�? Ele est� doente?
- O que quer dizer? - Que n�o vem est� claro.
- � a m�e dele que n�o deixa. - Grande como ele �?!
A m�e dele � um desastre.
Desde que o marido morreu, ela n�o desgruda do filho.
Pra ele ser reformado, ela trepou com o capit�o m�dico...
e com o encarregado da caserna.
E conseguiu mant�-lo na barra da sua saia.
E o c�nico, radiante, nem acreditava que era verdade!
- Assim, livrou-o da guerra. - Ent�o, vamos esquec�-lo!
Mas � o �nico com um f�sico razo�vel.
N�o seu tonto! Pegue a faixa a� atr�s.
� aqui. Vou me esconder porque me conhece!
- N�o tem luz. - Antes assim.
- Quem �? - Abra!
- Vinicio Taddei est�? - N�o.
Revistem a casa!
Um momento! Quem s�o voc�s?
E.S.L.P., Ex�rcito Subsidi�rio de Liberta��o Popular.
- O que �? - O nome j� diz.
� um ex�rcito popular. E seu filho foi chamado �s fileiras.
- O que quer dizer? - Foi convocado.
- N�o estava debaixo da cama? - Primeiro lugar onde se olha.
� in�til, tenho que ir.
Nossa senhora!
Cuidado! Ou n�s o fuzilamos.
Ele est� doente. Tenho os pap�is.
Quem lhe deu esses pap�is? Sabemos de tudo.
O capit�o m�dico, o encarregado da caserna...
Mentira!
Em considera��o � sua dor...
e j� que mimou tanto seu filho...
pode dar a ele um cestinho com p�o, queijo, presunto...
Tem mortadela? Caf�, a��car e legumes.
S� o que eu tenho s�o dois ovos.
Levaremos os ovos!
Dieci, pare!
Puxe o freio! Vamos bater! Pare!
Tudo em ordem... Perfeito!
Como, perfeito?! N�o tinha calculado as dist�ncias?
Mas n�o numa descida. Agora n�s sabemos.
N�o vamos esquecer!
Tem tintas e pinc�is l� dentro.
Fa�a um letreiro bem bonito.
Os outros, venham comigo.
Notaram que estamos acumulando...
uma boa quantidade de valiosa experi�ncia?
� uma sorte extraordin�ria!
Coletei um monte de coisa boa.
Veja s� como ele pula corda!
- Uma crian�a faria melhor! - � que sou muito alto.
Alto? Voc� � uma nega��o!
V� ver l� atr�s se deixaram alguma ta�a.
Agilidade nas pernas!
Um passo � frente. Alongue a esquerda. Mais!
Um passo � frente. Esquive-se. Esquerda um passo � frente!
Pra tr�s. Com a direita. Dois passos pra tr�s.
Muito bem! Se tivesse cordas, teria saltado para frente.
Continue assim.
Com os ombros, vamos!
- Vai bater na minha cara! - Os ombros!
Bra�os para cima, sempre. Use os ombros, vamos l�!
Entendeu? Esquive-se, r�pido!
- Aprenda a esquivar-se! - Sr. Dieci, achei uma.
�timo! Assim haver� premia��es no ringue.
Antes, aprenda a se esquivar!
Com luvas � bem melhor!
Sim, �! Vamos l�!
- Vamos pegar isto? - Ponha na cesta!
Alinhados. Bra�os para cima!
Peito para fora!.. Bater a luva com for�a!
Fungue. Com o nariz, vamos.
Fique fungando, que isso os impressiona.
Isso tamb�m impressiona!
N�o, seu maldito porco!
Nas luvas n�o! Depois vai sujar meu rosto!
Est� escorrendo.
Vamos, rapazes!
- Acabei. - Estou indo.
- E o megafone? - Est� comigo.
O p�blico dos mercados... das feiras...
n�o � como o dos ringues.
Precisa de alguma coisa bem forte.
A primeira luta deve ser aterradora, dram�tica!
E tal efeito se obt�m somente com um nocaute.
Ent�o, as lutas...
Primeira, com nocaute, Taddei X Martini.
Segunda, mais t�cnica, Callicchero X Calamai.
E os dois vencedores se encontrar�o na final.
- Quem seriam os vencedores? - Ele e Martini.
- Tenho que ira nocaute? No 1� assalto.
Direita fulminante de Martini, e voc� vai pra lona.
- Que foi? - N�o vou.
Por qu�?
N�o serei vencido por esse traste.
Vou acabar com voc�!
- Des�a j�! - Olhe a estrada!
Vamos fazer uma coisa, Sr. Dieci.
Vou pra lona no lugar do Taddei, e acabamos com isso!
Mas nada de porrada na cara. Gigliola me espera h� 13 meses.
N�o se preocupe. Eu vou lhe mostrar como deve fazer.
Ao ver uma clareira, pare.
A "Combina��o Dempsey" do Martini vale para todos.
Direita no cora��o, esquerda no maxilar. Nem toco em voc�.
� s� ir com a cabe�a pra tr�s e parecer� que foi atingido.
Pronto? Vamos l�!
Direita no cora��o, esquerda no maxilar, n�o foi nada!
Pare, tem uma placa!
Tem uma ponte perigosa, pare!
Vamos, pare!
- Pra esquerda. - O motor desligou.
O freio de m�o, Taddei!
Calma, vai dar tudo certo!
Peguem umas pedras grandes.
Peguem esse pneu.
N�o tem pedras aqui!
Minha mala!
Que est� fazendo, seu idiota?!
Est� tudo sob controle!
Calma!
- Que peso! - Uma grande experi�ncia!
Callicchero, o cal�o.
Veja o que fez com a minha mala!
Vejam, prisioneiros!
Ainda por cima est�o cantando, esses merdinhas!
Que bando de filhos da m�e!
Seus malditos chucrutes! Tomaram no traseiro hein?! Malditos!
Liquidamos voc�s!
Seus cornos!
Olhem esta metralhadora!
- Sorte que s�o prisioneiros. - Que sede!
Vamos nos lavar! Quem chega antes, bebe antes!
Vejam esse cretino!
Estamos lavando o rosto, e enfia esses p�s fedidos!
Tire esses p�s!
Voc� j� me encheu o saco!
- Tire os p�s da�! - Abaixe as m�os!
N�o d� para ira Bibbiena.
Pena, pois toda sexta-feira tem uma feira magn�fica.
Em Monte Riggioni, tem a festa do santo padroeiro.
N�s n�o podemos perd�-la.
Tem certeza de que, em tempos assim, h� todas essas festas?
� o momento certo! Fim da guerra, volta da liberdade.
As pessoas querem esquecer, curtir, gastar.
Mas gastar? Ningu�m tem um tost�o!
Podem pagar com hortali�as, frangos, carneiros.
Que gracinha!
Quem � ele?
Bom, Dia!
Eu posso fazer uma pergunta?
Claro, fale.
Por acaso, rodando por a�...
viram esta, senhora?
� minha esposa. Ernestina Bertolazzi Fortini.
Foi levada h� 8 meses para a casa de parentes em Reggello.
Fui busc�-la e n�o estava mais l�.
O mais estranho � que ningu�m soube explicar.
Quando pergunto mudam de assunto. Ela desapareceu!
Sinto muito, mas n�s n�o a vimos.
Bonita ela!
Se a virem, digam-lhe que a estou procurando.
E para ela voltara Arezzo.
- Voc�s me permitem? - Pois n�o.
Uma refrescadinha.
Voc� machucou os p�s?
De um tio meu do pelot�o fascista...
eu tinha herdado um belo par de botas pretas...
com a borda marrom claro.
Coisa de antes da guerra, que nunca mais vou fazer.
Na volta de Reggello, parei perto de um riacho...
pra me refrescar, como agora.
Tirei as botas. J� estava preocupado com minha esposa.
Pus os p�s na �gua. E tamb�m lavei o rosto.
N�o com a mesma �gua, claro. O rio corre e a �gua passa.
Quando fui pegaras botas, haviam desaparecido.
- Como sua esposa. - Isso!
Senti vontade de chorar... de raiva e de tristeza.
Mas e as folhas?
As folhas de figo s�o largas, fortes e oleosas.
Mas, de vez em quando, elas precisam de �gua.
A prop�sito, n�o viram por aqui uma figueira?
Trocaras folhas � sempre bom!
Acho que depois da curva tem uma, mas de figos selvagens.
Obrigado.
Se souberem algo sobre minha esposa ou as botas roubadas...
aqui est� o meu cart�o.
Tudo de bom. Obrigado.
Sem esposa e sem botas. Que figura!
Jogue nela, vamos, jogue!
Na cabe�a, caramba!
N�o � f�cil!
Vamos, Taddei, passe por cima!
Vou achat�-la!
Melhor, assim n�s a fazemos na grelha!
Agarre essa galinha, sen�o vamos perd�-la.
Est� l� adiante!
Des�a idiota!
- Onde est�? - Sei l� eu. Desapareceu!
Maldi��o!
Caramba, perdemos a galinha!
- Falei pra acelerar! - Mas como eu ia acelerar?
Calma, vamos raciocinar.
Galinha tem c�rebro de galinha, certo?
O que a faz perdera cabe�a? Sexo ou comida.
N�o temos comida pra engan�-la.
Quer faz�-la apaixonar-se?
L� est�! Ela voltou!
- Contra o muro! - Eu a peguei!
Gracinha!
- Vamos torcer seu pesco�o! - Espere um pouco!
Sr. Dez, ela est� perdidamente apaixonada!
Mas como n�s vamos prepar�-la?
Cozida com piment�o, ou � ca�adora?
Cozida aproveita-se mais, por causa do caldo.
Mas � uma pena. Ficaria gostosa...
Soltem essa galinha!
Ladr�es! Delinquentes!
Soltem a galinha! Malditos sejam voc�s e seus pais!
Atire! Galliano!
N�o atire! Um momento!
Somos do Ex�rcito de Liberta��o Pugil�stica.
Ela est� confiscada!
Por mim, podem ser Jesus e a Sant�ssima Trindade.
Se n�o soltarem j� a galinha...
eu l�quido todos voc�s!
Ent�o venda! Quanto quer por quilo?
N�o est� a venda. Ela bota ovos. V�o embora daqui!
- Ent�o, venda-nos os ovos. - Ou batatas, abobrinhas.
N�s temos um cofre de madeira.
Novo, mas antigo. Era do meu av�.
Desculpe, mas n�s n�o podemos comer um cofre!
Pensa que somos carunchos?
Des�a! Como raciocinar com ninho de metralhadoras?
O papai chegou!
A prefeitura n�o vai dar nada.
- Como, nada? - Eu at� me embelezei!
Fiz a barba e engraxei sapato � toa!
- � um idiota! - Todos dizem isso.
Quem escondeu um americano, receber� 5.000 de recompensa.
Dizem que nos muros de Floren�a h� cartazes.
N�o posso jurar, mas eu tamb�m ouvi falar.
Parece-me familiar.
- Entendeu? - Mas ele n�o sabia.
Mandou tentar o comando aliado.
- Mas onde fica? - Nem desconfiam.
Ou�a, moreninho, n�o quero culp�-lo de nada.
Mas escondemos voc� na adega por 6 meses...
arriscando ser fuzilados.
Ensinamos nossa l�ngua.
Algu�m deve pagar, prefeito ou aliados.
O prefeito � um cr�pula!
Ent�o, n�o volte pra Carolina.
Carolina do Norte, vov� Brigida.
N�o minha mulher, minha cidade.
N�o vai sair daqui enquanto n�o nos derem nossa grana!
Acabou a guerra. Quero voltar � minha cidade.
Tenho uma proposta a fazer.
Percorrendo as cidades, um dia acharemos um comando aliado.
Entregaremos o negro e receberemos a recompensa.
Supondo-se que exista.
Gosto de correr riscos.
Ofere�o o certo pelo incerto.
Dou 500 liras e voc�s nos d�o o negro com direito de uso.
� pegar ou largar.
Pra voc� d� na mesma, n�o �?
Digamos...
Que d� na mesma se levo 20%.
- 10. - Est� bem.
O qu�?
Era a primeira vez que ouv�amos dizer "Est� bem".
Ele quer dizer que topa.
500 liras, entre ter ou n�o ter, tornam-se mil!
Eu topo!
Neg�cio fechado!
Uma comovente despedida se seguiu.
A velha o aben�oou e todos tinham l�grimas nos olhos.
Nunca t�nhamos visto um homem de cor.
Ficamos surpresos ao ver...
que ele tinha e provocava sentimentos como n�s.
- Vamos, Vascinton. - Pronto, chefe.
Vire-se.
Quero causar boa impress�o aos seus superiores.
Mas s�o ingleses.
Quero causar boa impress�o aos ingleses.
Fiquem escondidos. Parecem uns ladr�es de galinha!
Antes f�ssemos!
Vamos.
N�o fale.
- S� traduza o que digo. - Est� bem. Nada.
- Eu falo e voc� traduz. - Est� bem.
Ponha-se em evid�ncia.
Este � Vascinton Kelly.
Fugiu de um campo de prisioneiros alem�o.
N�s o escondemos e alimentamos por 9 meses.
como se fosse um branco.
Ou seja, desde o dia 15 de dezembro de 1943...
dia de sua fuga do campo de Fucecchio.
Conhece-o, n�o �?
Ele disse que n�o.
Mas certamente ele conhece a decis�o dos aliados de dar...
10.000 liras a quem entrega um prisioneiro de guerra...
como reconhecimento por tudo aquilo que foi feito.
Ele disse que n�o.
Bem, h� uma discrep�ncia de opini�es.
Alguns dizem que d�o 10.000, outros dizem que d�o 5.000.
N�s nos contentamos com 5.000 porque estamos duros e...
porque n�o queremos especular nossos cuidados.
- E a�, neg�cio fechado? - N�o.
- Ele disse... - J� sei.
Caramba, � poss�vel que n�o conseguimos...
- Saia da frente! - V� tomar no traseiro!
- Sinto muito. - Simpatic�ssimo!
Onde voc� leu que eles pagam?
Eu n�o li em algum lugar. � um boato.
Um boato! Vamos, rapazes, sen�o...
chegaremos a Monteriggioni de noite.
Sim, mas o que vamos fazer com o moreninho!
Pagamos e vamos ficar com ele.
Mas ningu�m o quer.
- E pode querer comer. - Neg�cio da China!
Rapazes, estou preocupado com voc�s.
Mas voc�s se rendem na primeira dificuldade!
E, sejamos honestos, ainda podemos faturar a recompensa.
Aqueles homens eram ingleses, n�o americanos como ele.
S�o duas ra�as diferentes.
Olhem para ele... Levante-se!
Olhem, rapazes. N�s temos uma puta sorte!
Ele � um meio-pesado natural. Fabuloso!
Isso d� a toda a equipe credibilidade internacional...
e melhora o padr�o de qualidade.
Temos sorte, isso sim! Vamos empurrar
Vamos l�, empurrando!
Empurrem, fracotes, vamos!
Pegou, pegou, subam todos r�pido!
Pergunte onde � a balsa.
Por favor, camarada...
tem uma balsa por aqui?
Isso � hora de perguntar? Cheio de fascistas!
Mas tem ou n�o tem?
Tem uma festa em Monteriggioni?
� esquerda...
Puta que o pariu! V�o embora, sen�o eu atiro!
Ficou puto da vida!
Sr. Dieci, mais devagar!
- Calma! - O freio de m�o!
Havia mesmo uma festa em Monteriggioni.
A pra�a estava cheia de gente, de bancos...
e de vontade de paz, de divers�o e de uma vida normal.
Haviam sido mais de 3 anos de toques de recolher, alarmes...
frio, bombardeamentos, fuzilamentos...
m�s not�cias e persegui��es.
Os tempos tristes acabaram.
Estamos livres dos tiranos alem�es!
Fiquem de olho no �s.
Onde est� o �s?
Perdeu.
Eu vou me soltar em 10 segundos!
- Prontos? J�! - Um, dois, tr�s...
Por favor cavalheiro, ser� que voc� n�o viu uma linda mulher, � minha esposa.
Vejam quem est� aqui!
O folha de figo!
Veja, ele ainda n�o encontrou a esposa.
E nem encontrou as botas.
- Desculpe, senhorita... - Quer atirar?
N�o, eu queria saber...
se por acaso n�o viu...
esta senhora em algum lugar.
- N�o. Quem �? - Minha esposa.
Ela n�o saiu bem aqui. Mas tem uma boquinha linda...
Eu nunca a vi. E nem Boquinha.
E estas.
Estas o qu�?
Minhas botas. Foram roubadas. Cor preta, vinho e marrom claro.
N�o as viu por a�?
N�o tenho loja de cal�ados!
Se souber de alguma coisa, aqui est� o meu endere�o.
Cidad�os de Monteriggioni, aproximem-se.
N�o precisam de ingresso!
Em breve, neste ringue, quatro campe�es se apresentar�o...
e far�o uma exibi��o do seu talento...
de sua eleg�ncia, de sua coragem e for�a f�sica.
E se estiverem satisfeitos...
passaremos em meio a voc�s...
para que possam mostrar que generoso cora��o esportivo t�m...
Vai come�ar o espet�culo!
Aten��o!
Para a luta inicial, n�s temos...
� minha direita...
Vascinton Tiger Kelly!
Vascinton Kelly...
conhecido como o Malho da Carolina do Norte!
� minha esquerda...
o dur�o e corajoso Gino Martini...
campe�o de 1941 da regi�o, Luporinide Floren�a.
Conhecido como Palito!
Vai indo bem, mas n�o fa�amos asneiras!
Combina��o Dempsey, e voc� vai pra lona.
Como �?
Voc�s t�m que dar uns socos!
N�o devo ser nocauteado?
Mas antes finja um pouco!
J� deu pra entender!
Pare, pare!
Troquem uns socos e a� passem ao nocaute!
Deixaram o cachorro entrar no ringue!
Um, dois, tr�s...
Deite-se, imbecil!
Oito, nove, dez. Nocaute!
Com um nocaute no primeiro assalto...
vence Vascinton Tiger Kelly.
Para mim, venceu o c�o.
Nada?
- Nadinha? - N�o tenho trocado.
Mas tem berinjelas.
- S�o pra minha casa. - Ent�o, venda-me.
Minha namorada � louca por berinjelas.
- Quanto �? - 10 liras.
J� vou lhe dar.
Aqui tem 5...
e aqui tem mais 5.
E agora, aten��o.
Pr�xima luta em tr�s assaltos.
Temos o dur�o...
Mario Netti, conhecido como Callicchero...
contra Vinicio Taddei, do mesmo peso...
aspirante ao t�tulo italiano.
Mesmo peso? N�o chega nem no umbigo dele.
Dez tiros pelas berinjelas.
Nem por 2.000.
N�o com isso.
Deixo voc� atirara noite toda com sua pr�pria pistola.
Pense bem, rapaz.
N�o tem vergonha de lutar com aquela r�zinha?
N�o se envergonha?
Vamos, magrela!
- Voc� me machucou, idiota! - Mude de profiss�o!
Ficou louco?
Est�o levando a s�rio?!
- Que soco! - Comece a contagem!
Seu filho da m�e!
Bata nele com tudo!
Por favor, sejam generosos!
Ofere�am generosamente!
D�em um incentivo aos rapazes!
Obrigado!
Vou fazer uma rela��o das nossas finan�as...
que foram al�m das nossas expectativas.
Sete batatas, vinte e dois tomates...
oito ovos, duas bengalas...
quatro espigas de milho, duas abobrinhas...
oito lingui�as, dois mel�es.
D� a casca do queijo para o cachorro. Ele tamb�m lutou.
- N�o � fome, � gula! - Gula?
Olhe!
- Comeu a rolha tamb�m! - Viu? N�o � s� gula!
D�-lhe um gole de vinho. Tem gosto de rolha!
Quietos!
- Quatro berinjelas. - N�o, estas s�o minhas.
Estas n�s riscamos da lista. E tem 818 liras...
que v�o... para a caixa.
Chefe, e um ma�o de cigarros?
Atleta n�o fuma.
Mas um lugar pra dormir...
� ver�o, vamos dormir no caminh�o.
Ou�am, todos voc�s. Aquilo que n�o � necess�rio, � v�cio.
Tenho o v�cio da xoxota. Mas, para mim, � uma necessidade.
N�o para o atleta.
Eu achei uma. � boa!
- Quem? Onde? Gr�tis ou pagamento?
Ela disse que me dava em troca das berinjelas.
Caramba!
Fiquei com medo de pegar uma doen�a indo com ela.
Aquelas do tiro ao alvo s�o as primeiras.
Eu j� tive. Estou imune.
Cretino, n�o � como o sarampo!
Estamos organizando um p�quer. Interessa?
S� joguei umas quatro ou cinco vezes.
Mal sei as regras.
N�s tamb�m somos principiantes.
- Procuram um pato? - Est� brincando?
� s� um joguinho pra passar o tempo.
Vamos pra sermos esfolados.
Advogado! Venha!
Quem d� as cartas?
A carta mais alta d� as cartas.
- Ser� que ele � bom? - Piscou pra mim.
- As berinjelas sumiram! - Callicchero tamb�m.
Berinjelas, Callicchero...
- Foi ver a piranha. - Com minhas berinjelas!
Aqui, R�dio Londres.
Os p�rticos s�o longos.
Repito, os P�rticos s�o longos.
Fim do primeiro comunicado.
Segundo comunicado.
O vale est� florido.
Saia imediatamente da�, seu imbecil!
- Voc� tamb�m, piranha! - Vamos trepar n�s tamb�m!
D�-me as berinjelas, ou vamos pra delegacia!
N�o tem ningu�m aqui.
Fique quieto!
N�o tem ningu�m aqui. Onde ter�o ido?
Vamos fazer o c�o farej�-lo.
�, vamos faz�-lo cheirar algo dele. No caminh�o!
Com estas meias, at� eu o encontraria!
Cheire! Vamos, cheire!
- Terminou? - N�o.
L� est� ele!
- Quanto vai demorar? - Quanto eu quiser!
- Minhas costas est�o doendo. - Quieta!
- E ent�o? - Um momento.
Pegue-o!
As berinjelas!.. S�o minhas!
N�o s�o suas! Ele ainda n�o tinha terminado!
N�o empurre, deixe-me em paz!
Os alem�es voltaram?
S�o fogos de artif�cio!
- Venha, fogo de artif�cio! - Ladr�o nojento!
Patifes! Os homens s�o todos iguais!
Justo quando eu estava chegando l�!
Queria trepar com as minhas berinjelas!
Olhe para ele! Est� b�bado?
A maldita guerra n�o acaba!
Vai acabar. Devagarzinho, mas vai.
Onde foram parar as coisas que estavam na mesa?
O chefe pegou tudo.
Como foi o p�quer?
- N�o sei de nada. - Como assim?
Onde est� a caixa?
S� sobrou um len�o.
Passo.
Cinco mais cinco, dez liras.
Cinquenta.
Pol�cia!
- Seu telefone funciona? - Aos solu�os. Pode tentar.
- Boa noite, contador. - Boa noite.
Como v�o as coisas?
Tirei um peso do est�mago.
- Sil�ncio! - Desculpe!
- O que ele fez? - Atirou num cara.
Tr�s tiros � queima-roupa.
Como se fosse um cachorro.
Deve ter tido suas raz�es.
Ele encontrou o homem que trepou com sua mulher!
Sil�ncio!
Sim, mas n�o era eu que estava falando.
Eu posso pedir um favor?
Posso colocaras botas? Como est� folhas secas...
N�o, s�o o corpo do delito.
O coitado as estava usando.
N�o � o da mulher. Atirou no das botas.
Mas as botas me pertencem. Eu posso provar.
Se olhar na bota da esquerda...
tem o nome do meu tio, que me deu.
- Adelmo Pelosini. Cheque. - Eu acredito.
Nada. Vamos tentar na farm�cia. Sim, senhor... Onde?
- Em Montevarchi. - No pres�dio de Montevarchi.
Tudo bem ent�o...
Onde est�vamos?
50 liras para jogar.
- Estou fora. - Um momento.
Esta batata vale 50.
Sem dinheiro, nada de jogo.
Quem me banca? Vamos, rapazes!
A� est�.
Faltam cinco.
Duas salsichas, um mel�ozinho...
dois ovos...
J� chega.
Pago pra ver.
Tr�s belas piranhas.
Seguida.
- Como? - A rei.
- Com duas cartas? - �s vezes fa�o com tr�s.
Foi excelente. Superior �s expectativas.
- Melhor que isso, morre-se. - De fome!
Algu�m n�o est� convencido?
A exibi��o foi excelente.
Faturamos um dinheiro e tamb�m mantimentos.
E, sobretudo, n�s entendemos que a coisa funciona.
Intu�mos que o mundo est� cheio de malandros.
- Lembremos disso. - Lembre-se voc�!
Como pode jogar p�quer...
com um cara da roda da fortuna...
e outro que faz o truque das tr�s cartas?
Claro que faz seguida com duas!
O ideal � estar seguro quanto ao futuro.
Para ficarmos mais seguros...
n�s nos revezaremos para cuidar da caixa.
Eu sigo a maioria.
E como eu vejo uma pereira, o que diz a maioria?
S�o peras suculentas! Pare!
Excitando-se com peras tamb�m?
O campon�s est� l�!
Somos muitos. Vamos disfar�ar.
Voc�s dois, v�o buscar lenha para o aquecedor.
Vamos fingir que o motor pifou.
- Abra o cap�. - Que cap�?
Veja que belas amoras!
- Como se faz para pegar? - Vou fazer escadinha.
Est� me machucando com esses pez�es!
� um campo minado! Tem um aviso!
Vamos fazer sil�ncio e pregar uma pe�a neles.
Est� bem, assim n�o se assustam.
� um campo minado! Tem um aviso!
Droga! Como � que n�s n�o vimos?
Agora que a guerra acabou, tem perigo em toda parte!
N�o esque�amos! Seja como for, � uma experi�ncia importante.
- Como conseguiram chegar? - � um milagre!
- � rabo! - N�o, � um milagre!
Est� bem, seja o que for!
E preciso avisar sem alarmar, ou ir�o parar numa mina!
Eu cuido disso!
Onde mora seus pais?
Steccaia. Por que quer saber?
Para avis�-la, caso lhe aconte�a algo terr�vel.
O que deveria me acontecer?
Nunca se sabe. Estamos em guerra, lembre-se!
Mas como voc� � agourento!
Minas! Minas!
O que ele est� dizendo?
Minas!
- Onde ele...? - O que ele quer?
- O que vamos fazer agora? - Meu Deus, minas!
- Calma! N�o � nada! - Calma, uma ova!
Fa�am alguma coisa, seus malditos!
Prestem aten��o.
Des�am da �rvore lentamente...
e voltem por onde vieram.
De prefer�ncia, um s� p�.
N�o diga asneira! Pisem nas suas velhas pegadas.
N�o saio daqui enquanto n�o removerem as minas!
Quietos. Eu cuido disso!
- Des�am, vamos! - Mas e as minas?
Des�am, sei onde se passa.
- Des�am, vamos! - Est� bem.
- E agora? - Agora v�o ver s�!
Seus safados, filhos da m�e!
Seus porcos, fora daqui!
- Fora daqui! - Mas e as minas?
Eu mandei retirar. Deixei os avisos para porcos como voc�s!
Lembrem-se, quebro as costelas de quem mexer em algo meu!
V� para o inferno! Que Deus o fulmine!
Seis contra um. Ningu�m levantou um dedo!
�, e somos seis pugilistas! Vamos!
Pare!
Tem raz�o, seis contra um � covardia.
Posso cuidar disso sozinho!
Seu paspalho, venha aqui, vou encher voc� de porrada!
Seu filho de uma vadia.
Volte aqui se for homem.
N�o tinha retirado todas, hein?
- Vamos sair daqui! - Empurrem! Vamos, pegou, subam!
Mate uma curiosidade minha.
Faz tempo que quero lhe perguntar.
� verdade que ruivas como a sua Gigliola...
t�m um cheiro pr�prio...
um tanto selvagem... e que s�o mais...
Maldi��o!
Ouvi um barulho. Tem algu�m a�.
- � uma mulher! Pegue-a! - Pegue-a! Me larga!
- Fa�a-a sossegar! - Veja como se debate!
Vascinton, acenda os far�is!
- O que ela tem? - D�-me a bolsa! Sua ladra!
Mostre o que tem na bolsa!
- O que tem na bolsa? - As berinjelas! Sua ladra!
Parem!
Deixe-me ver suas fu�as, venha aqui na luz.
Pode parar aqui, mostre sua cara!
- � uma fascista! - Uma piranha! O que � isso?
Ela transa com alem�es.
Rasparam sua cabe�a pra ela se tornar algo de risco.
Alvo de risco, imbecil!
Ela � uma colaboradora, uma fascista!
� uma piranha, uma safada...
que ia pra cama com alem�es e fascistas.
- Torturadora e porca. - Eu era auxiliar!
Trabalhei e dormi com alem�es. E da�?
- E da�, � uma piranha! - Chega!
Era auxiliar. Vamos lev�-la ao C.L.N. de Montevarchi...
e eles que se virem!
N�o, Montevarchi n�o!
Depois do que me fizeram, n�o!
Jogaram-me numa pra�a e cuspiram e riram de mim.
Bem, safada, uma puni��o voc� merece!
At� roubou!
Se me soltarem, fa�o amor com todos voc�s.
O que fazemos?
Vamos ver quem vai primeiro.
V�!
N�o, deixem-me fora disso. Tenho a Gigliola.
- �timo, um a menos! - Dois!
N�o vou enfiar o meu onde fascistas enfiaram!
N�o � isso. Com essa cabe�a raspada, parece um garoto.
Eu n�o gosto de garotos.
Com mulher branca, n�o posso.
No meu pa�s, homem negro, mulher branca...
Entende?
Somos um bando de maricas, n�o de pugilistas!
Certo, chefe? Ent�o, n�s dois.
� melhor voc� ir sozinho.
Teria a sensa��o de sair com minha filha.
- Tem uma filha? - N�o.
Malditos sejam voc�s e as piranhas das suas m�es!
Voc�s me fizeram perder a vontade! Mandem-na embora.
Ouviu isso?
D� o fora!
Pode ficar com isso.
- Tem onde ir? - N�o
Vou me esconder at� meu cabelo crescer.
Vai demorar!
Tem onde se esconder?
Queria ir a Volterra, onde est� minha tia freira.
Mas estou a p�.
Pod�amos lhe dar uma carona.
Temos que rodar com uma garota que logo se v� que � fascista?
V�o se danar, todos voc�s!
N�o disse que ela parece um garoto?
- Sim, mas... - Ent�o, ela fica conosco.
N�o arrastem os p�s.
Levantem os bra�os, respirem fundo!
Luta com sombra... o p�o do pugilista!
P�o! N�o vimos uma migalha o dia todo!
Respira��o e pernas t�m grande import�ncia para o atleta.
N�s n�o somos verdadeiros atletas.
S� para exibi��es.
Rapazes, vamos chegar at� aquela colina.
Chefe, ela n�o corre!
- � uma garota! - Que garota? � um homem!
N�o vamos esquecer!
- Minhas pernas est�o mo�das! - Quanto falta?
Que aconteceu, droga?!
Rapazes! Desta vez, ele morreu mesmo!
- Vamos enterr�-lo! - Cale-se, idiota!
Meu cunhado diz: "Motores s�o como pessoas...
precisam de trato e comida".
Tem carv�o?
Est� tudo desligado!
Voc�, que � um mec�nico competente...
- Quem eu? - Sim. � mec�nico, n�o �?
Sim, mas de bicicletas.
Eu fa�o isso, chefe... Conduzo tanques.
Os negros na Am�rica sabem fazer tudo, como os brancos.
Por isso ganharam.
Transmiss�o ruim.
- Est� mijando �leo. - Falando em mijar...
Que est� havendo?
Se n�o chegarmos a tempo para a feira, ser� um cat�strofe!
- Tente consertar. - N�o sei, chefe.
"Quem n�o mija em companhia, � ladr�o ou � espi�o".
Quem inventou essa idiotice? Eu nem estou apertado.
O que faz aqui?!
Americanos!
Calma! Fiquem tranquilos!
N�o se preocupem, eu vou falar com eles.
Fiquem calmos!
Americanos, alto!
Parem!
"Frend! Salvat Militar!"
N�o, salvamos militar.
Salvamos um dos seus "comilitons".
N�s salvamos um soldado dos seus.
- Onde est� ele? - Quem?
O militar que salvaram. Est� ferido?
Ferido? N�o. O nome dele � Vascinton!
Vascinton, venha!
Kelly Vascinton, condutor de tanque.
Onde est� o moreninho?
Est� embaixo do caminh�o.
Voc� o atropelou tamb�m?
N�o, ele era prisioneiro e n�o o pegamos.
N�s o devolvemos, e voc�s, conforme combinado...
como est� panfleto, no cartaz... v�o nos pegar, certo?
Em que condi��es ele se encontra?
Est� �timo. N�s o encontramos e o alimentamos.
Foi uma cat�strofe. Ele come como um animal.
N�s o ensinamos a falar, e o devolvemos agora como novo.
Se as coisas est�o assim, n�s n�o temos interesse.
- Podem ficar com ele. - O qu�?!
Somos uma unidade de sa�de, est� entendendo?
Como assim?
Levem-no at� os condutores de tanques.
O qu�?! Puta que o pariu!
- Qual � sua divis�o? - N�o temos divis�o nenhuma!
Abaixe isto aqui.
Somos um grupo de pugilistas.
Pugilistas numa turn�!
Sigam-nos!
Mas n�s fizemos um favor ao ex�rcito americano!
N�o enrole. Se o chefe mandou vir, voc� vem!
Mas o caminh�o est� quebrado!
Ele � perigoso? O que ele disse?
Venha comigo ao QG, entendeu?
Voc�s ficam aqui, est� bem?
Tudo culpa daquele negro de merda!
Que est� havendo?
Talvez nos culpem pelo desaparecimento do negro!
Ent�o, estamos ferrados!
O que ele disse? N�o entendo.
- Ali? - Ele disse "juntinhos".
Ele disse estreito?
O que isso significa?
� a �ltima refei��o do condenado.
O cheiro � bom.
- O gosto tamb�m. - Espaguete.
Se temos que morrer, que seja de est�mago cheio!
N�o tem nem vinho!
Pra que servir�o essas coisas amarelas?
T�m gosto de criado-mudo.
- Posso tomar leite? - N�o tem.
Aqui est�!
- Mas isto � p�! - Sim, os alem�es usavam.
- O que � essa coisa verde? - Sopa de ervilha.
Sopa?!
Repulsivo! Mas o que eles bebem?
- Tem gosto de qu�? - Petr�leo e sovaco.
� um purgante. Est� escrito "coca-cola".
Rapazes!
Est� tudo resolvido.
- Tudo acertado. - Acertado?
Quando eu entrei, tinha um militar com uma cara horr�vel.
Ele tinha o peito cheio de medalhas.
Puto da vida, ele disse:
"Voc�s s�o uns invasores, uns espi�es!"
A cadeira el�trica os espera, a Corte Marcial...
o campo de concentra��o! - Tudo junto?!
Eu disse que n�s somos combatentes da "noble art".
� ingl�s. S�o ignorantes, n�o entendem. � boxe!
Propus um espet�culo...
pra levantara moral dos feridos...
e refor�ara amizade entre os nossos povos.
Ser�o quatro lutas...
de tr�s assaltos, tr�s minutos cada.
Luvas de 12 on�as, que quase n�o machucam, hoje �s 21:00.
- S� isso? - S� isso, nada!
V�o pagar com mercadorias.
Cobertores, enlatados, desodorantes...
canetas daquelas novas que eles possuem...
chicletes, bebidas, chocolates, l�minas de barbear...
meias, sapatos. - E os socos?
- Que socos? - Os desta noite?
- Os americanos s�o campe�es. - Preferia cadeira el�trica!
Este � o reconhecimento pelo acordo que eu consegui?
Eles s�o amadores, assim como n�s!
Que nada! Eu os vi, s�o o triplo de n�s!
Sobretudo os negros. Assustam!
Mas o que est�o dizendo?
Estamos num hospital! Est�o todos feridos, debilitados.
- Um espirro, e eles caem. - E os enfermeiros?
S� tem enfermeira.
Vi motoristas, cozinheiros, soldados.
Todos bichas.
- Tem vinho? - Tem cerveja.
Assim...
se por acaso...
um de voc�s...
se vir em dificuldades...
tem uma arma secreta, a Combina��o Dempsey.
Joga-se no ch�o para um nocaute.
Ainda tocam a marcha real?
Toque voc�.
Vamos, rapazes!
Segure a bandeira.
E voc�, venha comigo... Venha.
Ser� uma grande luta. Deve ficar muito tranquilo.
Respire fundo.
Agora, vou lhe fazer uma bela massagem...
- Est� me machucando. - Que nada!
Ser� uma luta...
bastante...
- A Am�rica est� assistindo. - Estou pouco ligando!
Tire isto.
Eu vou logo para o ch�o.
Sossegue, as apar�ncias �s vezes enganam. Anime-se!
Sejam leais. Nada de golpes baixos.
Para os cantos!
O Bigode passou a m�o no meu saco.
Foi s� pra ver se estava com o protetor.
Golpe abaixo da cintura � proibido.
- Proibido? - Voc� � desclassificado.
- O que aconteceu? - Ele foi para o ch�o.
- E se tivesse ganho? - N�o viu aquele negro?
- Voc� o venceu? - Morte aos americanos!
Eis a fascista!
- Como voc� fez? - Acertei o saco dele.
Assim n�o d�.
Com isso, voc� ofende o pugilismo, ofende a It�lia.
E sobretudo os americanos, que n�o nos pegar�o.
Soco na cara eu n�o levo!
Se n�s n�o lutarmos, v�o nos enxotar daqui.
- Fora o papel�o. - De quem � a vez?
Sua, mas � melhor ir o Martini, que luta melhor.
Uma fumacinha nos olhos vai bem.
- Se ele d� fuma�a, eu o asso! - Est� bem, mas depressa!
Traga as luvas!
S�o novinhas, nem sequer um soco.
Eu cuido desse. � do meu tamanho.
Mas n�o se engane, ele � ruivo.
E tem uma tatuagem!
Proteja-se!
N�o se preocupe em atacar!
Fique calada! Voc� quer provoc�-los?
- Proteja-se, j� disse! - Viva a It�lia, viva o rei!
N�o se levante at� o 8! N�o se levante!
- Que horas s�o? � cedo? - Depois eu explico.
D�-me a esponja. Vamos lhe dar uma boa refrescada.
Ponha atr�s da nuca dele.
Um pouco de ar.
Respire fundo, hein! Respire fundo.
Ao primeiro soco, caia e acabe com isso.
Quero terminar a luta.
Mas ainda faltam 2 assaltos!
Ficou louco? Se voc� n�o cair, eu jogo a toalha.
Se fizer isso, eu o mato!
Rapazes, preparem a cama.
Abra a cama.
Est� se levantando!
Que golpe! Caiu de novo!
Abra, vamos!
- Est� se levantando. - De novo!
De barriga pra baixo!
Nossa senhora, nunca vi ningu�m tomar tanta porrada!
- Vamos preparar a caminha! - Eis um belo travesseiro!
- Levantou de novo! - Est� gozando de n�s?!
Venha aqui! Volte para o canto. Para o canto, droga!
Ele n�o ouve mais!
Venha sentar-se.
N�o. Se me sentar, eu n�o me levanto mais.
Fez um belo papel, ganhou a grana. Que mais quer?
Quero terminar a luta!
Est� bem... Vamos!
Ele est� atr�s de voc�!
Ele n�o desiste. Est� de p� de novo.
O ruivo o manda para as cordas repetidas vezes.
Mas ele continua de p�. Que loucura!
Prepare a cama, Calamai.
Toma cada soco! Incr�vel! Fant�stico! Ele est� acabado!
Jogue-se no ch�o!
Vamos, Espaguete!
Jogue-se no ch�o!
Saia das cordas!
Ele ganhou! Ganhou!
Ficou arrebentado!
Mas � bom!
Sim, eu uso o m�todo Calamai.
- V�o nos matar! - Deixe comigo.
Callicchero, � sua vez. Coragem!
N�o se preocupe.
Ainda bem que estamos num hospital!
Est� bom assim.
- Levante-se! - Golpe baixo!
N�o ataque!
Proteja-se!
Maldito!
Com o banquinho n�o!
Os segundos s�o neutros, seu bostinha!
Eles podiam ter ficado com a grana...
e ter confiscado nosso caminh�o.
Mas como haviam se divertido, respeitaram o acordo...
e nos encheram de coisas, incluindo a sopa verde...
que nos dois anos seguintes entristeceu nossas refei��es.
V�o receber-nos com honras?
- Ou � goza��o? - Na d�vida, precavenham-se.
Apresentar armas!
Oi, amigos... tudo bem?
Tudo bem, uma ova! Onde estava, traidor?
Meus camaradas deram tanta coisa boa gr�tis.
Antes fosse gr�tis!
E voc�, vendeu seu uniforme?
Vascinton sem uniforme. Acabou a guerra.
Vascinton desertou, vai onde ningu�m o conhece. Eu livre!
N�s estamos viajando com uma fascista vestida de homem...
e um negro americano desertor, vestido de italiano!
Que xoxota, rapazes!
Que cadeiras s�o essas? � um sal�o?
Destru�ram tudo!
Ser� que est� de calcinha?
- Passa algum trem? - No trecho Regola-Ponticello.
- Mas s� para os aliados. - Quando ele passa?
Temos que chegar em Floren�a antes do anoitecer.
Se os deixo passar, voc�s me levam?
Claro! Entre, senhorita!
- Mas n�o tem lugar! - Tem, sim!
Pode ficar no meu colo.
Garota!
Sem bagagem, hein!
Vou pegar minha bolsa.
Que gostosona!
Deixamos um �timo lugar pra voc�.
- Eu lhe dou uma m�o. - Estou sentido!
E vinho tamb�m. Bela garrafa!
Por favor, sente-se.
- Como se chama? - Wilma Rocchi. Ol�.
Vinho bom. Meu pai que fez.
Obrigado. Est�vamos precisando.
Os americanos nem sabem o que � Gino Martini.
Prazer. Affortunato Calamai.
- Rino Parodi. - Eles o chamaram de Dez.
- Sim, porque... - Deixe pra l�!
Callicchero, Vascinton, Taddei, Careca e c�o Sughero.
Vamos!
Que foi, caramba?
E a passagem de n�vel?
Ningu�m passa por aqui!
Para ira Floren�a, entre � direita.
- Por aqui, � mais longe. - Antes vamos a Steccaia.
� direita, tem um atalho. Logo ver�o o campan�rio de Steccaia.
Que atalho, nada! Estamos andando h� mais de uma hora.
S� ao vermos o campan�rio...
Ora, ao vermos o campan�rio...
Romeu, cuidado, eu fa�o voc� descer e se virar!
Espere-o mais um pouquinho.
Tem uma mulher l� embaixo!
Senhora, este � o caminho para Steccaia?
Voc�s j� passaram, t�m que voltar.
Mas n�o vimos o campan�rio!
Os alem�es o destru�ram por causa dos partis�os.
- Malditos! - Quem � maldito?
Por isso eu me perdi!
Com essa guerra, nada se entende!
Gigliola!
Sou eu, Affortunato!
Gigliola eu...
Quis fazer uma surpresa.
Faz tempo que n�o nos vemos!
Senhora, sou eu, Affortunato. Lembra-se de mim?
Sou o namorado da Gigliola. Trouxe berinjelas para ela.
- O que quer? - Como assim? Quero Gigliola!
Eu a vi na janela.
Engana-se, ela n�o est�.
- Ora, ela estava aqui! - N�o, partiu esta manh�.
- Gigliola n�o est�. - Est� brincando!
H� quanto tempo n�o via?
H� mais de um ano.
Que rolo!
- Que brincadeira dela! - Brincadeira, �?!
Ela est� gr�vida!
N�o fa�am coment�rios.
Podemos ir embora.
Gigliola n�o est�. Ela foi para Floren�a.
A irm� dela me contou.
Mas a chamou de Gigliola!
Chama-se Gigliola tamb�m!
S�o g�meas. Ent�o, puseram o nome de Gigliola nas duas.
Mais uma raz�o! Se s�o id�nticas, t�m o mesmo nome...
e se vestem igual, imagine o caos!
Que tem com isso, p�? Vamos!
Viu como ele gosta?
Em seu lugar, tamb�m n�o gostaria!
Careca, traga mais dois cobertores!
D�-me esses.
N�o vem com os outros?
Daqui a pouco.
Vascinton!
V� buscar lenha, ou amanh� n�o andaremos.
Mas n�o enxergo. Est� escuro demais.
Pegue uma daquelas tochas americanas.
N�o! Em Floren�a, devem render bem. Traga uma lata de carne.
E algumas �guas t�nicas. Sobrou meio engradado.
- S� tenho duas m�os! - Fa�a duas viagens.
A culpa � da guerra.
Veja a destrui��o! O estado em que ficaram as cidades...
os campos, os povoados, as pessoas, voc�, eu.
E quem disse que foi uma desgra�a?
As mulheres devem ficar longe dos atletas.
Dane-se! N�o quero ser pugilista!
Pense bem. Talvez tenha sido sorte.
Foi sorte sua.
E se tivessem casados?
O que p�s a� dentro, uma pedra?
Voc� quebrou meu osso sacro.
Deve ser meu p� de arroz.
- Vai ficar em Floren�a? - Depende.
- E a tocha? - Est� com Vascinton.
- N�o era para pegar. - Eu que dei pra ele.
N�o devia se meter! E o saca-rolhas? V� buscar.
E traga um copo d'�gua.
Quanto tempo vai ficar em Floren�a?
S� sei que n�o voltarei para junto do nojento do meu pai.
Como assim?
Minha m�e passou 30 anos naquela cabine de sinaleiro...
com as pernas inchadas e uma bandeira na m�o.
30 anos!
E morreu sem nunca ter ido nem sequer a Lucca!
Veremos o que acontece.
Se n�o tem onde ir, pode ficar um tempo comigo.
- Moro sozinho. - Mora com sua m�e!
� como se fosse sozinho.
Fujo do meu pai pra ficar com um cara que mora com a m�e?
A prop�sito, est�o a fim de ira uma festa de casamento?
Tem comida, bebida e dan�a.
Quem vai se casar?
O partigiano Drago. J� ouviu falar dele?
Maldi��o!
Um chefe de brigada de primeira classe.
Al�m do cabelo, perdeu a cabe�a?!
Somos amigos. N�o o escondemos em nossa casa.
Gostaria de apertara m�o de Drago.
Onde � a festa?
Em Bargino, a seis quil�metros de Certosa.
Uma bela festa de casamento e de fim de guerra.
Ao ar livre, numa fazenda. Vinho do bom...
A prop�sito, Careca, onde est� aquele vinho?
- Meu nome � Rosa. - Como Rosa?
Rosa � o sobrenome dele.
- Voc�s tem cigarro? - De monte.
Os seus n�o contam, voc� n�o fuma.
N�o fumo, mas vendo os meus.
E quero oferecer estes a ela.
Careca, traga um ma�o de cigarros!
Mas o que deu em voc�?!
Ei, pare a�!
- Onde vai? - Onde eu bem entender!
- � uma mulher! - N�o fa�a loucuras.
Se pegarem voc�, pode acabar mal.
E depois, o que lhe fizemos?
O senhor n�o fez nada.
� um cavalheiro.
Estou brava com esses animais sem piedade...
sem respeito por algu�m como eu.
Os homens s�o todos iguais. S� t�m uma coisa na cabe�a.
Mas as mulheres tamb�m!
- Quero ir embora daqui. - Para onde?
Espere o momento certo.
Algu�m tem que ficar de sentinela.
Vascinton fica. Nem quis usara roupa do clube!
W.P. significa War Prisioner.
N�o, � Viva o Pugilismo.
- Talvez seja melhor eu ficar. - Est� com medo?
- A guerra acabou. Venha! - Vascinton, v� voc�.
Mas, chefe, veja, War Prisoner!
Callicchero tem raz�o. V�!
� "Viva o Pugilismo"!
Queria tirar uma foto apertando a m�o de Drago.
Sei a quem posso mostr�-la em Floren�a.
Esperem aqui!
Vai dizer a eles que somos amigos.
Vilma!
Oi, Drago. Vim felicitar voc�s dois.
- Importa-se? - N�o, fiquem � vontade.
Eu lhe trouxe as suas coisas. Sua malha...
e suas cartas.
Tinha deixado isto pois podia me servir.
Agora n�o me serve mais.
Abaixem - se!
- Estamos em guerra de novo! - Peguem-nos!
Desgra�ada!
- Assassino! Fascista! - Soltem-na!
War Prisoner! S�o prisioneiros de guerra fascistas!
Os partis�os j� haviam raspado a cabe�a dela.
Sigam-me!
Tragam os outros!
Calma!
Camarada Drago, eu juro...
estamos sendo v�timas de um tr�gico equ�voco.
Os americanos nos deram essas roupas...
em reconhecimento por uma exibi��o...
que meu grupo de pugilistas ofereceu...
aos feridos do hospital de Gavorrano.
A m�e da garota raspou-lhe a cabe�a porque tinha piolhos.
Diga-lhe que n�o estamos envolvidos!
Ela tinha piolhos!
Nem sab�amos onde est�vamos!
Deixe-nos, eles n�o tem nada com isso. Desconte em mim.
O ex�rcito partis�o foi reconhecido pelos aliados...
e devem respeitar as normas da guerra.
Hoje, dia 29 de agosto de 1944...
segundo a lei que prev� para tentativa de massacre...
a pena de morte...
eu os condeno � morte. - Sou seu admirador!
Para o muro!
S� vim para tirar uma foto!
N�o fizemos nada!
Somos inocentes!
Levante-se! Tenha um pouco de dignidade!
Fomos condenados � morte!
- Por minha causa? - Por causa de tudo.
Somos inocentes! Juro por todos os santos e minha m�e!
V�o cavar seus t�mulos, ou vamos deix�-los aos porcos?
N�o, quero um t�mulo!
Quero ser enterrado!
Cavem voc�s tamb�m!
Vou trabalhar antes de morrer?
Assim viveremos um pouco mais.
Trabalhem, fascistas!
Parem todos!
Sou John Edward Kelly, 5� Divis�o do Ex�rcito dos EUA.
Prisioneiros s�o prioridade do comando americano.
Entreguem j� estes homens ao ex�rcito americano!
Para o muro!
Um momento! Sou John Edward Kelly.
A conven��o de Genebra estabeleceu...
J� chega! Ao trabalho!
� o bastante.
- Comande voc� o pelot�o. - A postos!
Prontos?
Eu queria um �ltimo cigarro.
Aqui est�.
Ele nunca fumou, vamos logo com isso!
Carregar!
- Quero um padre! - Aqui estou.
Covarde! Ao menos fuzile-me voc�...
ao inv�s dessa piranha!
- Apontar! - Um momento!
O que foi?
Fascistas traidores s�o fuzilados pelas costas.
Certo, virem-se!
Comandante Drago...
Ginepro Parodi quer ser fuzilado de frente.
Est� bem.
Mas depois chega.
Viva a It�lia!
Fogo!
Eu ouvi os tiros!
Todos atiraram em voc�?
Levante-se, n�o tocaram em n�s.
O que houve?
Uma experi�ncia �nica!
Foi uma hist�ria incr�vel!
Nem vamos ter vontade de contar.
Pregaram uma grande pe�a em n�s.
E foi muito divertido.
Eu n�o me diverti nada!
E se essa serpente tivesse matado Drago ou a esposa?
Eu ainda n�o acredito que estou vivo!
Est� vivo, n�o se preocupe.
Infelizmente para n�s, est� vivo.
Mas aqui no caminh�o...
temos a coisa mais importante, um monte de mantimentos.
Por alto, deve ter ao todo 600 quilos.
Dividindo por cinco, d� 120 pra cada.
� o bastante pra um m�s pra n�s e nossas fam�lias.
N�o vamos dar nada para o negro e a careca?
N�o, eles n�o t�m nada a ver com isso.
N�s os apanhamos no caminho.
Sen�o, ter�amos que dar algo para a maluca e para o c�o.
Ali�s, sugiro descarreg�-los antes de chegar em Floren�a.
Que diabos est� havendo?!
Tem sempre alguma coisa!
- Maldito motor! - Seus colegas n�o consertaram?
Americanos cornudos! Des�am todos!
- Eu digo! Des�am! - As mulheres tamb�m.
Vamos careca, empurre!
S� o que fazemos � empurrar!
Empurrem, todos!
For�a, aten��o, for�a, for�a!
Solte a embreagem!
- Est� pegando ou n�o? - Est�! Pegou, vai devagar!
Filho da m�e! Volte aqui!
Seu bostinha!
Est�o roubando nosso tesouro! Est� fugindo!
- Desgra�ados! - Malditos ladr�es!
Tomara que se arrebentem!
Volte aqui! Desgra�ado!
Um ano e meio depois... Vascinton fora morto a facadas...
ficamos muito impressionados e tristes.
A careca ainda est� viva...
e tem um sal�o de beleza em Bagno a Ripoli.
Seria melhor se nos tivessem fuzilado.
Eram tempos estranhos. Os piores que podiam acontecer.
Embora minha voz agora trema de saudades.
E n�o s� porque tinha 20 anos.
Agora que estou quase velho e n�o gosto de mais nada...
entendi por que sobreviver talvez seja melhor que viver.
Desgra�ado!
O que est� fazendo?
Luta com sombra... o p�o do atleta.
Vamos fazer tamb�m!
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.