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- Art Subs - 9 anos fazendo Arte para voc�!
QUANDO SE TEM 17 ANOS
PRIMEIRO TRIMESTRE
Faremos uma pequena partida. Oscar escolhe o time amarelo.
Gregory o time azul.
Escolham seus parceiros.
Victor.
- Hugo. - Thomas.
- Cyprien. - Yoann.
Amaury.
- Escolha um deles. - Thomas.
Damien.
"Pelas tardes azuis do Ver�o, irei pelas sendas,
guarnecidas pelo trigal, pisando a erva mi�da.
"Sonhador, sentirei um frescor sob meus p�s.
"Deixarei o vento banhar minha cabe�a nua.
"N�o falarei ou pensarei mais nada,
mas um amor infinito me invadir� a alma.
"E irei longe, bem longe, como um bo�mio,
pela natureza, feliz como com uma mulher."
Obrigada, Damien.
Rimbaud nos ensina que...
- At� amanh�. - At� amanh�.
- Teve um bom dia? - Sim e voc�?
- Gripada. E voc�? - Rimbaud.
Prefiro quando deixa crescer.
- �? - Sim.
- Ganhamos um mosquiteiro. - Que luxo!
Alguns soldados pegaram mal�ria.
Tomou sua Cloroquina?
Sim, doutora.
- Querem ficar sozinhos? - Por favor.
- At� mais. Beijo. - At�. Beijo.
Tchau.
Isso deixa tudo mais rom�ntico.
- Blusa nova? - Gostou?
Sim.
- Fico feliz que tenha notado. - Sabe que percebo tudo.
- Acha que volta para o Natal? - J� ouvi falar,
mas n�o quero dar falsas esperan�as novamente.
De toda forma, arrumarei a casa como se viesse.
Me sinto s� em uma cama t�o grande.
- Est� com um suti� vermelho? - Como sabe?
N�o sei. Apenas pressinto.
Paulo?
Paulo?
N�o, n�o, preste aten��o. Precisa proteger seu rosto.
Isso � importante. Essa � a primeira regra.
A segunda, nunca de frente. Gire um pouco,
e firme bem as pernas.
A terceira � sobre os dedos.
Se deix�-los esticados podem quebrar.
Mantenha-os dobrados.
Entendido? Vamos novamente, mas firme as pernas.
Em posi��o.
Pronto?
Ao ataque.
Agora melhorou. Est� sentindo?
Empurre com for�a. Vamos! Vamos!
Porra, est� com raiva?
Pegue-me pela cintura e tente me derrubar. Muito bem.
Bravo!
- N�o fa�a dele um militar. - Claro que n�o.
Tenho uma emerg�ncia em Casset.
- N�o me espere. - Cuidado com as avalanches.
- Sou uma menina crescida. - Assim espero.
N�o esque�a de pegar o pagamento.
- Ol�. - Ol�.
- Dra. Delille? - Sim.
Precisamos ir a p�. H� neve demais para ir de carro.
Certo.
N�o vai ser f�cil sair daqui.
Se me der as chaves, eu fa�o a volta.
Sim, que �timo.
Pode se instalar aqui, � o quarto mais quente.
- Ol�. - Ol�.
- O que houve? - N�o estou me sentindo bem.
Bem, e o que mais?
Respire fundo.
Est� com uma infec��o pulmonar.
Tenho tido enjoo matinais, h� semanas.
- Enjoos matinais? - Sim, h� um m�s. E agora febre.
Bem, deite-se novamente.
Fiz baixar a febre com Metacam.
N�o conhe�o esse rem�dio.
� um anti-inflamat�rio para animais.
N�o faz mal tomar em pequenas doses.
N�o temos mais nada, foi a sa�da.
Esperto �, mas pode ser perigoso.
Ele quer ser veterin�rio.
Curioso, tamb�m cresci no campo.
Meus pais eram agricultores, n�o pecuaristas, como voc�.
Cultivavam cereais.
- � al�rgica � penicilina? - N�o.
- � daqui da regi�o? - N�o, da Beause.
Doutora?
Pegue.
Em agradecimento pela consulta e por confiar em n�s.
- Obrigada, mas n�o precisa. - Eu mesmo a mato.
- N�o est� muito exagerado? - N�o, ele vai amar.
Venha aqui.
Espere, Damien. Coloque isso.
N�o quero que pegue uma gripe.
- Ol�! - Ol�.
- Vem a p� l� de cima? - A p� e de �nibus.
- Quanto tempo demora? - Uma hora e meia mais ou menos.
- � preciso muita coragem. - Gosto das montanhas.
Diga � sua m�e que devo receber os antibi�ticos hoje.
- Ligo avisando. - Certo.
- At� mais. - At�.
Menos 2x ao quadrado...
mais...
mais 2x.
Igual a... menos 12.
Certo, logo?
Logo...
Algu�m tem alguma ideia?
Venha, Damien, para o quadro.
� uma equa��o do 2� grau.
Ou seja, menos 2x ao quadrado...
mais 2x...
mais 12, � igual a 0.
Delta � igual a B ao quadrado...
menos 4AC. Pronto.
Voc� � mais burro do que eu imaginava.
Agora � s� encontrar as duas solu��es,
que s�o os pontos de interse��o
da curva com os eixos de coordenadas.
Pode se sentar. Vamos l�, todos calculando.
Calma! Pare! Pare!
Fique calmo! Pare!
O que aconteceu, Damien?
O que houve com voc�? O que voc� fez?
Nada. Apenas tropecei. Estou bem.
Trope�ou? Acha que vou acreditar nisso?
E Damien n�o fez nada, n�o �?
Voc� s� trope�ou. Nada aconteceu?
LIGANDO PARA SR. DELILLE
E da�?
Da�, nada. N�o est� online.
Espere.
N�o olhe. Venha comigo.
- Pronta? - Sim.
Experimente.
Impressionante.
- Conheci bem essa galinha. - O qu�?
Eu a vi morrer.
Quando fui ao s�tio Chardoul, vi o pesco�o dela ser quebrado.
Chardoul?
Conhece Thomas?
Sim, � da minha classe. � paga com galinhas agora?
N�o pedi nada.
Sempre disposta a ajudar a todos.
� a minha profiss�o.
Exatamente por isso, devia ser paga.
- Como ele �? - Quem?
O cara da sua classe, Thomas.
Est� sempre sozinho.
Era da escola agr�cola,
mas saiu para tentar o vestibular.
- � adotado. - N�o sei, n�o o conhe�o.
E quer ser veterin�rio.
Nossa! Est� bem informada, n�?
- Sim, gostei dele. - Foi mesmo?
� bonito.
Deve ser popular.
Ele n�o se interessa pelas garotas, por ningu�m.
Pode entregar a ele os rem�dios da m�e?
Assim n�o preciso subir l� de novo.
- Tudo bem? - Claro.
Precisava ter visto como ele torceu o pesco�o...
- E voc� ainda ri? - Pois �.
Certo, agora...
voc� e seus amigos explicar�o como funciona a destila��o.
Anote com cuidado o peso do fraco vazio,
para determinar a densidade, coloque o l�quido e volte.
Vamos l�.
Minha m�e mandou. A m�dica.
- V� embora. - Por qu�?
N�o quero que me vejam com voc�.
Damien...
Mire no rosto.
M�os abertas, assim, abertas. Movimentos r�pidos.
E o movimento do corpo, olhe aqui.
Mova o corpo.
Pare, pare. J� chega.
Avan�ou fisicamente, agora melhore a atitude.
- Que atitude? - Est� parecendo uma mocinha.
Trouxe os rem�dios.
Antibi�ticos e paracetamol. Est� se sentindo melhor?
- A febre baixou? - N�o, continua a mesma coisa.
Ent�o...
Vamos ver...
Este, tr�s vezes por dia, caso sinta dor.
E este, um ao meio-dia e outro � noite.
O que mais? Tamb�m tem isto.
E um recado...
"Christine, n�o esque�a do teste de gravidez."
Guarde isso.
- Oi? Fica melhor assim? - Sim.
- Posso te perguntar uma coisa? - Diga.
Mam�e j� conseguiu ficar gr�vida antes?
Sim, v�rias vezes. Mas perdeu.
- Sen�o, eu n�o estaria aqui. - Acho que n�o.
Des�a e veja se funciona.
Tenha cuidado.
Ajude-o a levantar. Ajude-o. Thomas!
Rapazes, parem. Parado!
Parem!
Parado!
Acalmem-se!
Parem. Parem. Parem com isso.
Parem! Parem.
J� chega. Vamos. Para l�.
Pare. V� para l�.
Parem!
- Ol�, Sra. Delille. Sente-se. - Obrigada.
Como falei por telefone,
Thomas e Damien brigaram na aula de educa��o f�sica.
- E n�o � a primeira vez. - Como assim?
N�o, n�o � a primeira vez, mas espero que seja a �ltima.
Caso contr�rio, devo comunicar a meus superiores
e suspender a ambos.
Deixe-me lhe fazer uma pergunta, Thomas.
Sua situa��o est� ruim, notas baixas,
os professores dizem que n�o presta aten��o,
que se isola dos outros. Est� com algum problema?
- N�o. - E onde est�o seus pais?
Ou�a, senhor, a m�e dele est� doente.
E espero que leve em conta o grande esfor�o que ele faz.
Leva 2 horas para chegar aqui e ainda trabalha na fazenda.
Deixe-me interromp�-la Propus um estagio a ele,
mas ele recusou. Correto?
- Sim. - Por qu�?
Porque estou bem, onde moro.
Sendo assim...
Poderia esperar l� fora um minuto, Thomas, por favor?
Obrigado.
Damien, poderia nos explicar por que brigam tanto?
- N�o gostamos um do outro. - Isso n�o � suficiente.
Isso n�o � motivo para briga. Deve haver algo mais.
Aqui, s� entre n�s, voc�, sua m�e e eu.
Pode falar sem medo, Thomas lhe trata mal?
N�o.
N�o � muito vazio isso? Definir uma v�tima e um culpado.
Senhora, isso � provavelmente um caso de bullying, � grave.
� s� uma hip�tese, mas Thomas tem o perfil de um agressor.
Por que ele teria perfil de agressor?
Thomas derrubou Damien no meio da aula de franc�s
sem motivo aparente.
Aquela vez, eu o provoquei.
Entre no carro.
Suba no carro, j� disse.
Tem muita neve, nunca chegar� l� em cima.
Vamos ver. Entre. Vamos.
Vou com voc�, quero ver sua m�e.
Christine, fez o teste?
- O teste de gravidez. - N�o serve para nada.
Preciso ter certeza, por conta dos antibi�ticos,
N�o serve para nada., j� disse.
N�o posso arriscar.
Se eu estiver gr�vida, o beb� j� est� morto.
N�o vou sair daqui at� que fa�a o teste.
- Ei! Saiam! - Damien?
Damien?
Damien!
Por que n�o ficou no carro? O que faz aqui? Thomas!
Prometam-me parar de brigar.
Apertem as m�os.
Vamos, apertem as m�os.
Podem fazer melhor que isso. Apertem as m�os de verdade.
Isso.
Thomas, espere, quero falar com voc�.
Sua m�e passar� uns dias no hospital. Ela est� gr�vida.
Tem certeza?
Sim, claro.
- � bom te ver. Senti sua falta. - Eu tamb�m.
Olha s� como voc� cresceu. Logo, estar� mais alto que eu.
- Fez boa viagem? - Sim.
- Est� feliz por estar em casa? - Com certeza.
Para ficar mais claro, coloquei um espelho na janela.
Parece mais espa�oso. � perfeito.
Se empenhou na decora��o de natal, n�o foi?
- N�o gostou? - Sim.
Sempre faz isso.
- Volto em uma hora. - Aonde vai?
- Treinar com Paulo. - Que nova mania � essa?
N�o sei. Quero aprender a me defender.
Entendo que queira ser bom de briga.
- Como voc�. - N�o.
Meu trabalho � a guerra. N�o tem nada a ver com briga.
Entendo que tenha uma antipatia violenta por algu�m.
Mas esse medo todo? Explique.
- De qualquer forma, acabou. - Fico feliz em ouvir isso.
Fique, precisamos conversar. Sente-se.
Sabe que a m�e do Thomas foi hospitalizada.
Sugeri que ele ficasse conosco, para voc� ajud�-lo nos estudos.
- Por que n�o me falou nada? - Estou falando agora.
Por que est� fazendo isso?
Do contr�rio ele nunca conseguir� estudar.
Tr�s horas para vir e voltar.
Voc� pode ajud�-lo. J� se acertaram mesmo.
- Ele n�o vai querer vir aqui. - Por que n�o?
Porque ele me detesta.
Meu amor, quem n�o gosta de voc�?
N�o, espere. Vamos dar uma volta.
- Vai me ensinar a dirigir? - N�o, tem muita neve.
Hoje n�o. Fica para a pr�xima.
- Paulo quer comprar seu jipe. - N�o est� � venda.
Vamos dar um oi ao Paulo.
Venha.
Ol�, Thomas.
Sou o pai do Damien.
- Como vai? - Ol�.
- Ol�. - Ol�.
- Conseguiu subir a estrada? - Consegui.
Ainda bem.
- Quer um caf�? - Com certeza.
Venha.
- � um urso? - Sim, � um urso.
O esqueleto dele est� num museu em Toulouse.
Morreu h� duas semanas, de uma queda mortal.
Eles ainda n�o t�m os resultados da aut�psia.
- Voc� tamb�m quer caf�? - N�o.
Vi um urso uma vez.
Sim, de noite na neve, em seus sonhos.
Receber visitas � mais dif�cil que passear pela floresta.
- Sente-se. - Obrigado.
Thomas, pode pegar o mel, por favor?
Agrade�o por ficarem com ele, enquanto eu estiver no hospital.
De nada, � um prazer.
- N�o parece animado, Thomas. - Por que estaria?
Ter� seu pr�prio quarto, perto da escola e do hospital.
Ideal para estudar.
Quero ficar aqui enquanto voc� estiver doente.
E eu quero que se cuide e passe no vestibular.
Sei que n�o se d� bem com o meu filho.
N�o dou a m�nima para o seu filho.
Thomas, veja como fala. O tenente s� quer ajudar.
N�o preciso de ajuda.
Mas eu preciso da sua ajuda. Poderia me dar uma m�o?
- � piloto da For�a A�rea? - N�o, do Ex�rcito.
80% dos pilotos de helic�ptero s�o do Ex�rcito.
Por que escolheu essa profiss�o?
Aos 17 anos decidi ser piloto.
N�o conseguia pensar em mais nada.
- Piloto de combate? - N�o.
N�o era o combate que me interessava.
Mas avia��o civil parecia algo muito chato.
Eu queria aventura, ent�o, fui para a academia militar.
- O Ex�rcito? - Sim, o Ex�rcito.
Se eu n�o passar no vestiba, tentarei a Legi�o Estrangeira.
Assim vou poder viajar.
Achei que queria ser veterin�rio?
Com minhas notas, acabou a Veterin�ria.
N�o, n�o pense assim. Nunca desista.
Veja, ali est� meu pinheirinho.
Est� vendo? Nunca desista. O que acha? Bonito, n�o?
Achei meu pinheirinho para Paulo.
SEGUNDO TRIMESTRE
Tchau. N�o esque�am da tarefa. Leiam tudo cuidadosamente.
Boas f�rias! V�o! At� a volta.
- Empacado? - Estou bem.
Curioso. Os dois est�o empacados na mesma coisa.
� normal, est� nos distraindo.
Eu era a rainha da trigonometria.
Com certeza voc� foi uma aluna excelente.
Sim. Meus pais se arrebentaram pagando uma escola particular.
Era obcecada com notas altas. Eu era muito infeliz!
Terminei. Vou at� o Paulo.
Leve o Tom.
� isso, ou fica aqui.
Paulo!
Paulo!
Como est�o em dois, vamos treinar a se esquivar.
Tom, voc� come�a atacando.
Depois voc�s trocam.
Fiquem em posi��o.
E n�o esque�am de proteger o rosto.
Vamos l�. Comecem.
Isso... Boa esquivada, Damien.
Tom, tente novamente. Tente acert�-lo.
Vamos. Isso. Damien, se mova. Muito bem.
J� chega. Parem! N�o � para se machucarem.
Vamos recome�ar. Em posi��o.
Pronto, j� chega.
Venha, toque.
- Menino ou menina? - Menina.
Quero voltar logo para casa. E voc�?
- Quando recebe alta? - Em tr�s dias.
Mas � melhor voc� ficar com a doutora.
� mais pr�tico para os seus estudos.
Voc� pode focar mais na escola.
Mas quero ajudar papai no s�tio e cuidar de voc�.
Sinto falta da montanha.
A doutora arrumou algu�m para me acompanhar em casa.
Ela pensou em tudo...
� melhor assim? N�o?
Sim, � melhor assim.
- Seria bom mudar de casa - Ela quer ter mais um quarto.
Para que mais um quarto?
Devem estar me gozando. Voc� est� gr�vida?
N�o, � apenas uma ideia. E n�o estamos t�o velhos.
N�o ia gostar?
Na verdade, n�o. Aqui � bom e n�o quero mudar.
Ou�a, ainda n�o estou voltando, tem tempo para pensar.
- Est� saindo voar? - N�o. Faz 5 dias que n�o voo.
H� um problema na turbina por causa da poeira.
Mas dependemos de um milagre, n�o temos pe�as de reposi��o.
- Seu helic�ptero � um lixo. - Ei, respeite a nossa equipe.
Por que n�o pedem ajuda aos americanos?
Disse que trocam de tudo por bebidas.
Isso, troque pela sua cerveja. Fica f�cil.
�, material com eles n�o � problema.
Mas eles foram embora h� mais de uma semana.
Estamos completamente s�s.
Veja, me deram esse bon�. Gostou?
- N�o � ruim. - � seu. Um presente.
- S�rio? - Sim.
Legal, obrigado.
- Ele j� foi para a guerra? - Espere...
- A julgar pelo fedor... - Ah, n�o...
- parece que foi. - Que nojeira!
Diga "acha"...
Bom.
Parece normal. O outro?
Perfeito.
Faringite.
Tr�s dias tomando anti-inflamat�rio e ficar� bom.
Vista-se.
Dur�o na fazenda e aqui, � beira da morte...
- Passou ver sua m�e, ontem? - Sim.
Ela precisa ficar da cama, mas acredito
que dessa vez correr� tudo bem.
Tenho impress�o que ela tamb�m acredita nisso.
- Enfim, um filho de verdade. - N�o existe filho de mentira.
Se n�o melhorar, amanh� fazemos um exame f�sico.
Certo. Obrigado.
Tem cheiro de erva.
Est� doente, n�o devia fumar. O que minha m�e diria?
Venha, vou te mostrar uma coisa.
O que houve? Est� com medo?
Venha.
Foi assim que ficou doente?
Para que ela pudesse cuidar de voc�?
Gosta que sintam pena de voc�?
Diga-me...
Foi bom?
Quando ela te examinou?
Ficou excitado?
Aqui n�o.
Voc� tem raz�o, aqui n�o. Eu escolho o lugar.
Voc� vem?
- Continue. - Est� chovendo. Vamos parar.
Chuvas torrenciais n�o duram muito tempo.
Quero ir no lago l� em cima, para dar um mergulho.
- Conhece? - Est� muito frio.
Est� tarde. Onde estavam?
- Estava com meu pai na fazenda. - E eu com Paulo.
Vai ficar musculoso com tanto treinamento.
Bobagem.
Ainda ganho de voc� na quebra de bra�o.
- Essa eu quero ver. - Tem certeza?
- Pronta? - Sim.
Aten��o... um, dois...
Tr�s.
- Bravo! - N�o valeu!
Ele trapaceou.
- Agora, com Tom. - Vamos l�.
- Tem certeza? - Sim.
Pronto...
Aten��o... em suas marcas, preparar, vai!
- Bravo. - Ele � muito forte.
- O que tem para o jantar? - N�o sei. Estava esperando.
Vou fazer uma massa.
Era planejado seu marido ter que voltar t�o cedo?
N�o, mas ligaram e em menos de 24 horas ele partiu.
O Ex�rcito sempre vem primeiro.
- Por quanto tempo? - � uma miss�o de 4 meses.
Teve alguma not�cia?
Sempre diz que est� tudo bem, � uma ordem.
Vamos l�. Sa�de.
Posso perguntar uma coisa?
Por que me derrubou na aula, na primeira vez?
J� faz muito tempo. Esque�a.
Ajuda se eu souber o motivo.
N�o sei o porqu�.
Achava voc� pretensioso.
Olhava para mim o tempo todo, eu n�o gostava.
Cuidado, estou te olhando.
Agora j� acostumei. Assim como ao seu brinco.
- N�o gosta do meu brinco? - Estou estudando. Pode sair?
- O que est� fazendo? - Colocando em hor�rio de ver�o.
Estou com os resultados.
Thomas obteve a melhor pontua��o.
Pode levantar-se, por favor, e vir aqui?
Fico feliz...
em lhe dar... este A.
Era um tema dif�cil:
Conflito e tens�o no Oriente M�dio.
Foi muito bem. Meus parab�ns. Bravo.
Obrigado.
Bem, Chloe.
Voc� ficou um pouco abaixo, um pequeno B menos.
Pouco acima da m�dia.
Recomendo, que da pr�xima vez, trabalhe melhor a metodologia.
- Sabe dirigir? - Sim, por qu�?
- Pode me levar a um lugar? - Estou estudando.
� a primeira vez que te pe�o algo.
- Eu insisto. - Voc� � um mimado.
N�o sou seu empregado. Vire-se.
Quer que minha m�e veja isto?
Siga na 618...
em dire��o � D3.
Depois pegue a esquerda.
- Onde estamos? - Sim, finalmente cheguei.
Espere aqui.
Sim, foi f�cil encontrar.
- Tome. - Obrigado.
- Sa�de. - Sa�de.
- Quantos anos tem? - 19 anos.
- Voc� � muito jovem. - Tenho 19.
Voc� n�o tem 19.
Voc� tamb�m mentiu a idade. N�o tem 25.
Tem raz�o, arredondei um pouco para baixo.
- Mora sozinho? - Sim.
Parece muito id�lico. Normalmente, passo o ver�o aqui.
Carne fresca?
Um pouco fresca demais.
- J� fez isso antes? - N�o.
Deixe-me te beijar.
N�o.
Vamos indo?
- Isso tudo � seu? - Sim.
- � tudo automatizado? - Exatamente.
- Posso dar uma olhada? - Claro.
Quantas cabe�as de gado?
Aqui, 130, mas meu pai tem mais.
Incluindo bezerros chega a 200.
- Nunca saem? - N�o, ficam o tempo todo l�.
- N�o t�m problemas com cascos? - N�o, s�o limpos diariamente.
O que s�o essas coleiras azuis?
Sensores para o port�o inteligente.
Port�o inteligente? O que � isso?
O est�bulo � dividido em tr�s zonas.
Os sensores � que dirigem os animais.
Quando querem sair da �rea de dormir para comer,
� o port�o inteligente que permite a circula��o.
Qual vai para a m�quina de ordenha ou comer,
o port�o decide baseado no tempo e potencial de leite.
A produ��o estimada dela � de 11,5 litros.
Agora est� em 0,9 litros.
- � como controla. - Certo.
Tudo vai diretamente para um tanque.
Elas entram a� sozinhas?
A �rea de dormir n�o tem comida ou �gua.
Ent�o, se quiserem comer devem passar pela m�quina.
Quanto elas produzem, em m�dia?
Algumas, at� 60 litros por dia.
Funciona dia e noite?
Sim, dia e noite, 365 dias por ano.
Arrumou um amigo?
Ele me disse o porqu� de ter ido l�.
- Est� surpreso? - Nada me surpreende em voc�.
Queria saber se tinha atra��o por homens ou apenas por voc�.
Voc� deve fazer mais o tipo dele do que eu.
Ele tentou dormir com voc�?
Ningu�m vai dormir comigo, entendeu?
N�o esque�a disso.
N�o, depois do primeiro t�nel, continue em frente.
- O que faz aqui? - Se Thomas n�o pode dirigir...
Precisam de algu�m para levar o carro para casa.
Bem...
Espero que n�o seja grave.
Como ele caiu?
Tente mover os dedos.
- D�i aqui? - N�o, n�o d�i.
- Aqui? - N�o.
Aqui?
Certo, vamos.
Sente-se.
A� n�o.
Aqui. E voc� tamb�m.
Tire a camiseta.
Vamos, r�pido. O que � isto?
Voc� tamb�m, tire a camisa.
Ajude-o.
O que s�o todos esses hematomas?
Est�o por toda parte. Voc�s brigaram.
Onde fizeram isso?
Na montanha. Um lugar que conhe�o.
Faz tempo que fazem essa idiotice?
Amanh�, vou lev�-lo para casa.
Espere.
Deixe comigo.
Obrigado.
Estou fome. N�o est� com fome?
Sim.
Obrigado... por n�o dizer onde fomos.
N�o foi f�cil. Ela � bem insistente.
Ela sempre quer saber tudo.
Mas ela n�o sabe de tudo.
Ningu�m sabe...
Exceto voc�.
O que vai dizer aos meus pais?
Que est� indo bem na escola e n�o precisa mais ficar aqui.
- E quanto a isto? - Que caiu, s� isso.
Tudo bem.
Tudo bem, o qu�? Conte.
N�o esconda, o que est� acontecendo?
Houve mais uma batalha no solo, mas conseguiram controlar.
S�o os barbudos, buscam a luta corpo a corpo.
Sabem que sem nossos helic�pteros
perdemos a vantagem.
Se atiramos muito do ar
acabamos acertando nossos homens.
Hoje, decolamos tr�s vezes s� para recolher os feridos.
Um sargento foi baleado no est�mago. N�o sobreviveu.
Foi quente. A esquadrilha precisou entrar de frente.
Mas estou bem.
- Meu Deus. - N�o se preocupe.
N�o v�o resistir muito mais.
Est�o gastando as �ltimas for�as
para se entrincheirarem ao norte.
Poderemos descansar, tranquilos
e voltar ao nosso torneio de voleibol.
Isso � legal!
Toda a base participa.
Temos um time de pilotos e mec�nicos, j� viu, n�?
O general ofereceu um presunto de 20 kg como pr�mio.
Ent�o, est� todo mundo motivado.
� um bom substituto para nossas ra��es de combate.
Bom... E quanto a voc�?
Estou com saudades.
Eu tamb�m.
N�o paro de usar seu perfume.
Ficam me zoando, que se dane. Me faz bem.
Preciso ir. Tenho uma reuni�o da opera��o de amanh�.
O dever chama.
Sim, meus pacientes tamb�m est�o esperando por mim.
- Eu te amo. - Tamb�m te amo.
Ol�.
Sinto muito.
Quebrei meu pulso.
N�o, n�o. Em espanhol.
Tengo la mu�eca casada.
N�o, n�o pode estar "casada".
Porque "casada" � algu�m que se casou.
N�o, n�o. Tengo la mu�eca rota.
- La mu�eca rota. - Isso.
Isso, � isso que voc� tem. Sente-se por favor.
Sente-se, por favor. Est� muito atrasado.
Vamos em frente. Pode ler os dados culturais?
Certo.
- V� buscar algu�m. - Precisa lev�-lo � enfermaria.
- Damien? - O qu�?
- Mordi a l�ngua. - J� sei de tudo.
O professor me contou. Tom foi expulso da escola.
S� por uma cabe�ada?
Quase quebrou a mand�bula dele.
- Poderia estar desfigurado... - Mas n�o senti nada.
N�o � verdade. � muito doloroso.
Abra a boca, vou examinar.
N�o precisa dizer "aaa".
N�o precisa de pontos, mas tem que lavar bem a boca.
Me disseram isso na enfermaria. Tem certeza que expulsaram Tom?
Sim, � normal.
Entre.
N�o devia t�-lo convidado para ficar aqui.
� verdade que voc� n�o se defendeu?
Por que ele te bateu com tanta for�a?
Porque tentei beij�-lo.
N�o vai dizer nada?
N�o, estou te ouvindo.
N�o tenho nada a dizer.
As ovelhas est�o no alto das montanhas.
- Vindo da escola? - Sim.
Fui expulso.
- Como assim foi expulso? - Fui expulso da escola.
- O que voc� fez? - N�o importa. � melhor assim.
E seu vestibular?
- Como vai fazer? - Estudarei em casa.
N�o se preocupe. Aprendi a estudar.
N�o diga a sua m�e, certo?
- Por qu�? - Por qu�...?
Vai angusti�-la, isso n�o � bom.
- Para o beb�? - � claro!
Espero que essa crian�a... lhe d� orgulho.
TERCEIRO TRIMESTRE
O diretor me disse para voltar para casa.
Ligaram do Ex�rcito para confirmar o endere�o.
Est�o vindo aqui.
Merda, isso n�o � bom...
Boa tarde.
Sou a assistente social do regimento.
Apresentar arma!
Alto. Descer.
Levantar.
� esquerda.
Alto... Para a esquerda. Esquerda.
Depositem as almofadas.
Eles podem passar. Entrem.
Capit�o Nathan Delille...
em nome do Ministro da Defesa...
N�s o condecoramos com a Medalha de Valor Militar,
com louvor.
Capit�o Nathan Delille...
em nome do Presidente da Rep�blica,
o nomeamos Cavaleiro da Legi�o de Honra.
Aos mortos.
Tom, venha me ajudar.
Me ajude com a gravata.
- Ainda n�o est� pronto? - N�o vou.
N�o pode fazer isso com eles.
Meu pulso ainda d�i. Vou ficar aqui com voc�.
Se eu pudesse ir, eu iria.
Deixe sua m�e fazer, porque...
Vai, voc� faz.
Voc� est� exagerando.
Ou�a, Tom...
Ele nos ajudou, levou voc� para a casa dele,
ent�o voc� vem.
� com tristeza que estou aqui diante de voc�s,
para me despedir do meu amigo de longa data.
Para evocar a mem�ria de um marido, pai, amigo,
cuja morte brutal e gloriosa
nos privou de sua presen�a amorosa,
protetora e dedicada.
Nathan, conforte seus companheiros,
devastados por n�o t�-lo devolvido vivo aos familiares.
Console sua esposa, seu filho...
�rf�os de marido e pai.
Damien.
Damien.
Queria te dizer.. Que eu estou com voc�...
por conta de seu pai.
- Espere! Espere! - Me solta!
Precisa se acalmar!
Precisa se acalmar. Tem que se acalmar.
Venha.
Tente descansar.
Est� com fome?
- N�o. - Quer caf�?
Sim, por favor.
Obrigado.
Estou feliz que esteja aqui.
Ficarei com ela hoje enquanto voc� estiver na escola.
Ela n�o pode ficar sozinha.
- Paulo disse que viria. - Paulo � militar.
N�o � uma boa ideia.
Estas roupas me deixam rid�culo.
� s� pegar das minhas.
- Posso? - Claro, sirva-se.
Vamos sair.
Vamos sair.
- Obrigado. - Por que est� me agradecendo?
- Obrigado por n�o dizer nada. - N�o sei o que dizer.
Ningu�m sabe o que dizer, mas ainda assim falam.
Por isso n�o quis ver a fam�lia de Nathan ou a minha.
N�o param de falar,
de prever o futuro, de dizer que via passar.
Sei que vai melhorar e at� desejo isso.
Mas tamb�m sei que...
Neste momento, n�o � que n�o aceitei a morte dele...
Em alguns momentos, esque�o que ele morreu.
Cada momento de esquecimento � um momento de alergia.
Mas s�o seguidos por momentos de tristeza,
nos quais lembro que ele morreu.
Voc� queria me mostrar as montanhas?
N�o hoje.
- Revisando para o vestiba? - Sim, n�o quero correr riscos.
Eu devia fazer igual.
- Voltou para o seu quarto? - Sim.
Veja, � o rel�gio do meu pai.
N�o me atrevo a us�-lo.
Para cobrir a sepultura,
seria uma pedra, uma cruz e uma gravura.
- � o mais simples? - Sim.
Ou ent�o, igual a esse ali, mais suntuoso.
N�o, quero o mais simples.
Como aquele ali atr�s...
- O m�rmore rosa? - Sim.
- Quanto tempo vai levar? - Duas ou tr�s semanas.
Depende da marmoraria.
Obrigado por me acompanhar, sozinha, eu n�o conseguiria.
E Damien?
Prefiro poup�-lo de tudo isso.
"Desejo" vem do latim desirat,
que significa lamentar a aus�ncia de algo.
A melhor defini��o � a de Leibniz, que diz:
"A inquietude que uma pessoa sente...
pela aus�ncia de algo que lhe daria prazer...
� chamada de desejo.
Aspira��o consciente em dire��o a um objetivo,
o desejo � considerado como o prop�sito do homem".
Eu escrevi...
Sobre o desejo, uma passagem de "O Banquete" de Plat�o,
que diz: "Se na c�pula um homem encontra uma mulher,
h� gera��o e a esp�cie se perpetua.
Mas se � um homem com um homem,
os dois seres encontrariam,
mesmo assim, saciedade nessa rela��o".
A saciedade. Satisfa��o no relacionamento.
J� vi onde quer chegar. Est� muito pesado, Damien.
N�o tenho culpa, est� no programa.
Bem... vamos continuar.
"Devemos estabelecer a diferen�a entre desejo e necessidade.
A necessidade � ditada pela natureza,
� o necess�rio, o vital.
O desejo, exceto o de origem natural,
� artificial, secund�rio,
sup�rfluo."
- Est� tonta? - N�o, estou bem.
Juro que vale a pena.
Obrigada.
Eu s� conhecia a cidade daqui de cima.
- Consegue ver sua casa? - N�o.
Ali. Conte 4 casas ap�s a cerca. Est� vendo?
Sim, estou vendo.
Vamos descer por ali, � menos inclinado.
N�o quero mais viver aqui.
- V�o embora daqui? - Sim.
- Muito longe? - Eu adoraria.
- Mas n�o falei nada ao Damien. - Por qu�?
Tenho medo que fique triste, por sua causa.
N�o se mistura vinho com rem�dios.
Escolhi beber.
Melhor uma m�e alco�lica do que depressiva, n�o?
Se est� dizendo.
Estou cansada de ser a paciente, � mais divertido ser m�dica.
Vai voltar a trabalhar?
Sente-se mesmo capaz?
Acho que ainda estou com medo, mas vamos ver.
Bem, estou exausta. Andamos muito hoje.
- N�o vai comer? - N�o, estou caindo de sono.
� um bom sinal. Significa, nada de rem�dios.
Tchau, Tom.
Por que n�o comeu nada?
Voc� precisa ir embora, Tom.
Se ela est� apta para trabalhar, n�o h� motivo para que fique.
Por que est� me olhando assim?
Estou apaixonado por voc�.
Est� me ouvindo?
Voc� tem vergonha,
mas eu n�o quero sentir vergonha.
N�o sinta pena de mim!
Seu chato, voc� fala demais! Seu chato!
Acha que sabe tudo,
mas n�o percebeu que eu estava com medo.
Como chegou aqui?
De �nibus e andando, como voc�.
- N�o se perdeu? - N�o, como pode ver.
- Eu precisava te ver. - Fique longe, por favor.
- Bom dia, Damien. Quer caf�? - N�o, vamos consertar a cerca.
Depois tomamos o caf�.
Vamos, venha me ajudar.
- Bom dia. - Venha logo!
D�-me isso.
Estique o fio.
Por que veio embora?
Porque sua m�e n�o precisa mais de mim.
N�o quis dizer isso.
O que quis dizer?
- Aquela noite... - Estique.
Foi algo de uma noite? � isso? Se arrepende?
N�o, n�o me arrependo.
Foi s� para me consolar?
N�o funcionou. Estou ainda mais triste.
N�o acho que seja bom se deixa voc� triste.
Sim, � uma coisa boa.
Pode soltar.
Aqui n�o.
Vamos continuar.
- Obrigado. - Foi gentil ter vindo.
Ele me ajudou a trocar os fios enferrujados.
� verdade, ele me ensinou. N�o h� muitos s�tios aqui.
Sim, as grandes empresas acabaram com quase todos.
Como est� Marianne?
Thomas nos disse que ela voltou a trabalhar.
Levaria umas cerejas para ela? S�o as primeiras da esta��o.
E a senhora? Como est�?
- Fala do beb�? - Sim.
Est� tudo bem. Nem consigo acreditar.
Mas desta vez est� indo bem.
N�o estou acostumada a descansar o dia todo.
Estamos felizes que tenha vindo. V� buscar o carro para lev�-lo.
Trabalhei o dia todo. Tenho que estudar.
- Ent�o eu o levo. - N�o, n�o � necess�rio.
Posso voltar a p�... como eu vim.
Preciso escolher uma para o jornal da TV.
Ele era muito bonito, n�o acha?
Podia ser com uniforme, mas eles n�o aceitariam.
Seja cuidadoso, est�o separadas. Estas s�o de antes do Ex�rcito.
�, ele tinha cabelo comprido.
- Eles poderiam t�-lo salvo. - N�o comece.
Um ferimento na coxa n�o � fatal.
Se perfurar a art�ria femoral, sim.
N�o acredito nessa besteira.
N�o pararam a hemorragia. N�o foram profissionais.
Dev�amos process�-los.
N�o tem rela��o com ser profissional.
� a guerra. Entende?
Foi a guerra, era a profiss�o dele.
A velha hist�ria do her�i. O guerreiro heroico. � isso?
Ele gostava do perigo. Azar da fam�lia.
J� cansei! N�o aguento mais!
Est� esperando algu�m?
O que faz aqui?
Tudo bem?
Thomas, qual � o problema?
O que houve?
Ela entrou em trabalho de parto. Sa�ram h� tr�s horas.
Por que n�o est� com ela na maternidade?
Porque...
- N�o vai dar certo. - Vai sim.
Vai dar tudo certo.
O beb� est� no tempo certo. O perigo j� passou.
Tudo bem, vou me vestir e vamos, certo?
Voc� vem, n�o �?
Sim, claro.
Est� vendo? Correu tudo bem.
Entrem, entrem.
- Pegue sua irm�. - N�o sei como.
Claro que sabe. Venha aqui, segure-a.
Venha.
Fique aqui. Venha aqui, anjinho.
A� est�.
- Ele n�o diz nada! - Bem...
Vou deix�-los aproveitar em fam�lia.
� tudo gra�as a voc�.
Sim, � verdade.
Ol�.
- Seus olhos est�o vermelhos. - Eu chorei.
Tenho chorado muito, ultimamente.
Fico orgulhosa por ter um filho sens�vel.
- N�o seja rid�cula. - � s�rio.
Veja essa proposta em Lyon. Tem uma vaga.
- Quer ir? - Sim.
� longe, mas Thomas pode aparecer quando quiser.
Ele nunca ir�.
Precisa ter mais confian�a, Damien.
Confian�a em qu�?
Em voc�, nos outros, na vida.
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