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Bom dia. Union National Bank.
S� um minuto.
V� l�, Oscar. De que estamos � espera?
- Que se passa? N�o o encontras? - Mexe-te, rapaz.
- V� l�, Oscar. - Ora, se tivesse batom, ele descobria.
Deixem-se de parvo�ces.
N�o s�o parvo�ces.
9:00 e tudo est� mau.
Passo metade da vida � espera que estes rel�gios de ponto abram.
Onde est� o Matt?
Talvez l� em cima, a pensar na anedota di�ria.
O tipo diverte-me com as piadinhas.
Quando ele chegar, vamos fazer um ar s�rio.
Vamos sorrir.
A� vem ele.
Como est�o, escravos?
- Ol�, Matt. - Como est�s, Matt?
Voc�s conhecem a hist�ria do penhorista que tinha um olho de vidro?
N�o, Matt. Qual � a hist�ria do penhorista do olho de vidro?
Bem, eu conto-vos.
Um tipo entrou na loja dele para empenhar o rel�gio.
E o penhorista disse-lhe: "Dou-lhe $50 por ele,
"se adivinhar qual � o meu olho de vidro."
O tipo responde: "Est� bem,
"vou adivinhar.
"� o olho direito."
E o penhorista diz: "Est� correcto.
"Como soube que era o direito?"
O tipo diz: "Bem, tem mais compaix�o do que o outro."
Compaix�o. Entendem, o direito tinha mais compaix�o do que o outro.
Que se passa? N�o consegues abrir esta coisa?
Seis motivos para os bancos irem � fal�ncia.
Adoro as tuas piadas, Matt. �s t�o divertido.
Deixem-me chegar � moral da hist�ria.
- Um homem muito divertido. - Belo p�blico, rapazes.
Vamos l�, colarinhos brancos. O dia j� come�ou.
Levas muito dinheiro, Hank. � melhor voltares com algum logo.
- Est� bem, Matt. - Tens suficiente?
Estou bem, Matt.
- Tens suficiente? - Eu fico bem.
Matt, preciso de dinheiro para os pagamentos de Manville.
- Quanto? - Cerca de $24.000.
Foi mais do que na semana passada.
Bem, aqui est�o $25.000.
Podes fazer-me um favor, Charlie?
- Claro. - Emprestas-me $10.
Dez d�lares?
Ora, se eu tivesse $10, demitia-me.
- Charlie. - Sim?
Pago-te no s�bado. Sinceramente que o fa�o.
D�-me $10, est� bem?
Tenho de os p�r na minha conta. Se a Helen descobre...
Querido, a �nica coisa que te posso dar � amor.
Ouve, Charlie, dou-te um vale a pagar.
Dou-te uma nota, uma hipoteca... � um caso de vida ou morte.
A morte de quem?
Vai ser a tua, se n�o me emprestares os $10.
Amigo, nunca ouviste falar em depress�o?
Tolices!
Aparece de vez em quando.
N�o te pe�o para pagares a d�vida de guerra dos franceses. S� te estou a pedir $10.
Aquele lembra-me o tipo com o seu segundo d�lar.
Que fez ele com o primeiro?
Comprou um livro de bolso.
- Ol� Helen. - Matt, vem aqui.
- O que foi? - Vem aqui.
Cuidado. Algu�m pode ver-nos.
A s�rio?
Olha quem aqui est�.
Eh! Jim.
Cinco ventos da desgra�a.
E sopram todos para o velhote.
Os quatro Cavaleiros e meio.
Que fazem aqui? Hoje n�o h� reuni�o da direc��o.
N�o fa�o ideia.
- O Sr. Dickson j� chegou? - Ainda n�o, Sr. Clark.
Diga-lhe que o esperamos na sala de reuni�es.
- E diga-lhe para n�o se atrasar. - Sim, senhor.
Soa a problemas para o teu chefe.
N�o � um monte de directores que ir� criar-lhe problemas.
Dizes tu.
Mandei chamar o caixa, cavalheiros.
Tem a lista de empr�stimos que o Dickson fez no �ltimo m�s.
Como lhes disse, � altura de fazermos algo.
O Sr. Clark tem raz�o. O Dickson arru�na o banco se n�o o impedirmos.
Parece-me que j� estamos em sarilhos.
Cavalheiros, estou curioso...
Acho que est� em p�nico sem motivo.
- Est� tudo bem com o Dickson. - Estar�?
Temos mais promiss�rias do que qualquer institui��o da cidade.
- Somos tolos em permiti-lo. - � o que digo.
E a �nica solu��o � demitir o Dickson.
- N�o me fa�a rir. - Ele n�o tem de ser demitido.
Mas tem de concordar com a fus�o com o New York Trust.
Que iria adiantar isso?
Tirava-lhe o poder.
Pomos outra pessoa no lugar, anulamos empr�stimos duvidosos,
e voltamos a estar em seguran�a.
- Ocorreu-me agora... - Est� a perder o seu tempo.
O Dickson nunca ir� aceitar.
S� se eu n�o o puder evitar.
- Entre, Cluett. - Aqui tem a lista.
- Obrigado. - Algo mais?
N�o, nada.
Olhe para isto. Olhe s� para isto. � escandaloso.
Henry Moore: $36.000.
Manny Goldberg: $8.500.
Tony Consero: $55.000.
Joseph McDonald: $18.000.
Alvin Jones: $66.000 para um hotel � beira da fal�ncia.
Pede empr�stimos aqui quem n�o consegue 5 c�ntimos noutro lado.
E baseado em qu�? "Palpites", como ele diz.
Um dia, ele tem um palpite e oferece o banco.
Quase o fez. O Matt Brown � um bom exemplo disso.
Invade a casa do Dickson, sequestra-o, no dia seguinte trabalha aqui.
No que me diz respeito...
Um rapaz que devia estar preso, a lidar com dinheiro de um banco.
O que fizeste com eles?
- Com o qu�? - Com os $10.
- Dez d�lares. - Sim.
Um amigo meu... Sim, a s�rio, a m�e estava muito doente...
- e estava a morrer, acreditas nisto? - N�o.
- Achas que estou a mentir? - Sim.
Sim, estou a mentir. N�o te esque�as que me chamaste mentiroso.
Querida, porque n�o casamos? Assim podes tratar de tudo.
- Matt, ouviste as novidades? - N�o.
Bem, desculpe-me.
Os chef�es est�o todos em reuni�o. Parece que o Dickson vai para a rua.
- Est�s a brincar. - N�o estou.
- Todos sabem. Pergunta-lhe. - N�o ouvi nada.
Toda a gente fala nisso.
Se for verdade, perco o emprego como assistente de caixa.
Pensei em passar por aqui e animar-te um pouco.
Vemo-nos por a�, Matt, na fila do p�o.
Aquele fiambre que comi esta manh�...
Cavalheiros, organizemo-nos antes do Dickson chegar.
- Schultz, posso contar consigo? - Claro.
- E voc�, Ames? - � o que penso sobre isto.
Ives, e voc�?
- Bem, a maneira como vejo isto... - Certo. O'Brien?
Tem uma luta terr�vel em m�os. � s� o que tenho a dizer.
Cavalheiros, penso que chegou a altura de lutarmos.
- Ol�, Gardiner. - Bom dia.
Chegou a horas hoje. J� n�o era sem tempo.
- Bom dia, Sr. Dickson. - John, como est� a tua mulher esta manh�?
- Muito melhor, obrigado. - Tem um len�o?
Desculpe.
Espera um minuto.
Como te sentes esta manh�?
- Sinto-me �ptimo esta manh�. - Ent�o � geral.
- Eu tamb�m me sinto bem. - Obrigado.
- Carter! - Sim, senhor?
Conheces as regras sobre o tabaco.
Obrigado, senhor.
Oh, Matt.
- Bom dia. - Bom dia.
- Ol�, Tom. - Outra vez por aqui? O que queres?
O mesmo que todos querem de ti, dinheiro.
- Disse que n�o me interessava o neg�cio. - Mas quero saber porqu�.
- Espera um minuto. Onde est� a tua farda? - N�o tenho.
- N�o tens uma farda? - N�o, senhor.
Tens de ter uma farda. Quanto custa uma?
N�o sei.
Diz ao Sr. Sampson que te mandei. Tens de ter farda.
Nunca tive problema em pedir-te empr�stimos.
Quando estava falido, deste-me o que pedi.
- Agora, fa�o uma bela proposta... - N�o gosto do teu grupinho.
Podes ter todo o cr�dito que quiseres.
Para esse neg�cio, nada.
- Mas ouve... - Bom dia, Sra. Pembroke.
- Recebeu a minha carta? - Sim, obrigada.
- Ol�, Helen. - Bom dia.
Cada vez est� mais bonita. O que fazemos a esse respeito?
N�o sei.
Acho que vamos ter de sacrificar o banco, � tudo.
Quando � que voc� e o Matt casam?
- Bem, eu... - Andam a empatar?
Alguma novidade?
Os directores est�o � sua espera na sala de reuni�es.
Os directores?
Caras s�rias?
Muito s�rias.
E hoje nem sequer tenho hist�rias novas para lhes contar.
- Sr. Dickson. - Sra. Pembroke.
Falei com o Sr. Schaffer, do Guaranty. Ele vai tratar da sua hipoteca.
� a Sra. Dickson ao telefone.
� melhor despachar-se. Ele est� � sua espera.
Ol�, querida. Sim.
Onde est�s?
Claro. Vem c�, agora.
Sim, claro que me lembro. � esta noite.
V�s o animal social em que me tornei?
Est� bem. Adeus, querida.
Mas, Sr. Dickson, pensei que ia tratar da minha hipoteca.
S� preciso de $10.000, a propriedade vale $60.000.
O Sr. Schaffer trata bem de si. Ele d�-lhe $15.000 ou $20.000.
� melhor apressar-se. Adeus. Boa sorte para si.
Se a Sra. Dickson vier, que fale com o Cluett se precisar de dinheiro.
Porque recusaste? Parecia um bom investimento.
Ela � vi�va. N�o gosto de aceitar hipotecas de vi�vas.
Porque n�o?
- Se n�o puder pagar, tenho de executar. - Sim, claro.
"Sim, claro."
Que a farda seja azul.
Sim, senhor.
Um, dois, tr�s, quatro, cinco.
Mais sete e teriam um j�ri.
� uma bela manh�, cavalheiros.
Que tal dois pares de golfe?
Acho que isso...
Sabem, descobri algo sobre bater numa bola de golfe.
Batam com a m�o esquerda e de dentro para fora.
- S� assim... - Gostar�amos de ter um pouco...
do seu precioso tempo aqui no banco esta manh�, se n�o se importa.
Gostariam, n�o?
Est� bem.
Se � mais importante do que o golfe, fa�am o favor.
Qual � a vossa ideia?
- O cheque n�o tem provis�o. - O qu�?
O cheque n�o tem provis�o. O homem n�o tem conta aqui.
- Macacos me mordam! Fui roubada. - Lamento, minha senhora.
Tamb�m eu. E n�o me chame "minha senhora".
Sim, senhora, pode depositar o dinheiro aqui.
- � seguro? - Absolutamente.
- � o dinheiro do seguro de vida dele. - Tudo bem.
Venha comigo e eu mostro-lhe onde pode depositar o seu dinheiro.
Ali est� ele.
Bom dia, cavalheiros.
- Querem falar com quem? - Consigo.
Sim, queremos falar consigo sobre um grande neg�cio.
Sim?
Bem, venham por aqui.
Pat, vem c�. Olha!
� o Dude Finlay. J� vi a fotografia dele nos jornais.
- Que estar� a fazer com o Sr. Cluett? - Estou com medo.
Ele � um dos piores bandidos da cidade.
SALA DA DIREC��O
Cavalheiros, s� est�o a perder o vosso tempo. N�o vai haver fus�o.
Porque entregaria este banco a algu�m?
Trabalhei 25 anos para o construir...
e agora pedem-me para o largar no colo de algu�m.
Nada feito.
Pode ter um belo lucro nas suas ac��es.
N�o me interessa os lucros. Interessa-me o banco.
Os depositantes s�o meus amigos.
Precisam da minha protec��o. E n�o os abandono.
Como protege os depositantes? Fazendo montes de empr�stimos idiotas?
Tenha calma, Clark.
- Meus caros amigos... - Tudo bem.
Que diga o que pensa. Gosto disso. Continue.
Certo, vou dizer o que penso.
Dickson, tem de mudar a sua pol�tica.
Qual � o problema dela?
Quantas perdas sofreu este banco nos �ltimos 25 anos?
Eu digo-lhe, nenhuma.
- Qual � o mal deste tipo de ger�ncia? - Pura sorte.
As condi��es mudaram. Vivemos tempos inst�veis.
Os bancos hoje em dia t�m de ter cuidado. E voc� tem sido muito liberal.
Sim, e vou continuar a ser liberal.
O problema deste pa�s � que tem demasiado dinheiro acumulado.
Dinheiro parado n�o serve � ind�stria.
Actualmente, onde est� o dinheiro todo? Nos bancos,
cofres, meias, em latas velhas enterradas no ch�o.
Temos de fazer circular o dinheiro...
antes de trazer o pa�s de volta � prosperidade.
A quem o damos? A pessoas como o Jones?
Na semana passada emprestou-lhe mais $50.000. Isso � gerir bem?
Ele n�o consegue pagar as contas. Como espera que nos pague?
� uma boa pergunta, Schultz.
Vamos ver o risco que o Jones representa. Qual � o seu historial?
Foi um empres�rio de sucesso durante 35 anos.
H� dois anos, o neg�cio entrou em decl�nio.
Hoje, precisa de dinheiro.
E se n�o o conseguir, vai � fal�ncia...
e manda 900 homens para a rua.
Resposta: desemprego.
Significa que n�o pagam a credores. Tamb�m ficam em sarilhos.
V�o aos bancos e s�o recusados. Mais fal�ncias.
� um c�rculo vicioso, meus amigos,
e o �nico s�tio para o curar � aqui, na fonte.
Ajudem o Jones e ajudar�o o c�rculo inteiro.
Quando ele vem ter comigo, pergunto-me duas coisas.
Primeiro, � honesto? Sim.
Segundo, ainda � t�o bom empres�rio como era antes?
E a resposta �: � melhor. N�o s� � mais velho e esperto...
como se tornou cauteloso gra�as � presente situa��o.
Na minha opini�o, cavalheiros, o Jones n�o representa um risco.
Nem todos os outros Jones espalhados pelo pa�s.
Foram eles que fizeram desta na��o a mais rica do mundo,
e compete aos bancos dar-lhes uma oportunidade.
Disraeli disse: "A seguran�a � o sucesso de uma na��o."
Disraeli n�o disse nada disso.
Mas devia. � t�o verdade agora como outrora.
Mas arranjemos o tipo certo de seguran�a.
N�o ac��es e obriga��es, cujo valor oscila.
N�o garantias em papel, mas car�cter.
Car�cter. � essa a sua ideia.
� uma ideia de Alexander Hamilton. A melhor mente banc�ria do pa�s.
Foram essas as suas palavras:
"O car�cter � s� aquilo com que podem contar...
"e � a �nica coisa que pode tirar este pa�s da mis�ria."
SR. CLUETT - CAIXA
Sabes o que fazemos a trapaceiros, Cluett, n�o sabes?
Eu sei, Dude.
Devia estar louco. Perdi completamente a cabe�a.
O funeral � teu.
Deves-nos $50.000.
- N�o os tenho. - Ent�o para que querias jogar?
Se nos tivesses ganho $50.000, estaria tudo pago.
Bem, queremos o nosso dinheiro.
- Lamento, Dude, mas eu... - Isso n�o nos ajuda nada.
Al�m disso, n�o se pode tirar sangue de uma pedra.
Podemos tirar sangue de tudo, se nos disser respeito.
Talvez se esperarem mais algum tempo...
- eu possa... - J� esper�mos tempo demais.
Cala-te. P�ra.
Para qu� ficares nervoso, Cluett?
Devia ser f�cil para ti deitar as m�os �quela quantia em dinheiro.
H� bastante neste banco espalhado por a�.
Santo Deus, homem!
- N�o sugere que eu... - Porque n�o?
- N�o poderia faz�-lo. - N�o tens de fazer nada.
Que quer dizer?
S� tens de nos preparar algumas coisas...
e n�s tratamos do resto, entendes?
N�o. N�o poderia.
N�o poderia fazer algo assim.
Est� bem.
- Bom dia, Helen. - Bom dia.
O meu marido ocupado est� ocupado?
Est� numa reuni�o da direc��o.
Reuni�o da direc��o?
Significa muitas horas, suponho.
Receio que sim.
Helen, j� tentou competir com um banco?
N�o.
Acredite na minha palavra e n�o tente. � in�til.
Se fosse outra mulher, conseguia lidar com ela,
mas afinal, n�o se pode arranhar os olhos a um banco, pois n�o?
Dificilmente.
Bem, acho que a �nica coisa que posso fazer...
� sair e comprar algumas barras de dinamite.
Quando sair, diga-lhe que volto. Ainda n�o se viu livre de mim.
Est� bem.
Dude,
n�o h� hip�tese de me ver envolvido nisto, pois n�o?
Tu? N�o, vais ficar bem desde que tenhas um �libi para esta noite.
- Eu sei, mas... - Tenta estar com algu�m respons�vel...
no caso de serem feitas perguntas. Percebeste?
Mas, Dude, oi�a.
N�o podemos fazer isto noutra altura?
Ouve, amigo, est�s a safar-te facilmente. P�ra de te queixar.
Ol�, Phyllis.
Isto n�o pode ser. N�o durante o hor�rio de trabalho.
Eu precisava de um... Quer um?
C�us, n�o!
lmporta-se de me aturar...
at� o g�nio ultrapassar a sua genialidade?
N�o. Claro que n�o, de forma alguma.
Aqui tem.
Que se passa consigo? Est� a tremer.
Estou?
N�o vejo qualquer motivo para o fazer,
- a n�o ser, claro, por sua causa. - Eu?
Ficar a s�s consigo, sempre me provocou isto. Sabe disso.
Para um afamado descarado, � uma terr�vel confiss�o.
Al�m disso, n�o sabia que alguma mulher lhe poderia provocar isto.
Voc� pode. Sempre o fez.
Mentiroso! S� est� a sofrer por falta de sono.
Venha c�.
N�o v� trabalhar tamb�m. Come�o a ficar cansada disto.
Al�m disso, come�a a afectar a sua apar�ncia.
O andar �s voltas. N�o o trabalho.
� melhor pensar na reforma, Cyril.
Se eu achasse que estaria minimamente interessada, fazia-o.
Nada mal, nada mal mesmo.
Sabe uma coisa?
- Sempre quis saber a sua frase de engate. - Frase de engate?
Ou seja l� o que for que o faz ter tanto sucesso entre as mulheres.
V� l�, Cyril. Experimente um pouco comigo.
N�o recebo um piropo de primeira classe desde o dia em que casei.
Mas, percebe, n�o � um piropo no que lhe diz respeito.
Deixe-me pensar. O que vem a seguir?
Oh, sim, eu sei.
"O que faz esta noite, Phyllis?"
- Esta noite? - N�o � o que vem a seguir?
Sim, �.
O que faz esta noite, Phyllis?
V�, estamos a dar-nos optimamente.
Conhe�o em pessoa a maioria dos depositantes.
Vi-os crescer. Conheci os pais deles antes deles.
Eu sei, est� tudo muito bem, mas corre demasiados riscos.
Hoje, um banco deve ter dinheiro em caixa, para emerg�ncias.
Entendo o que diz. Quer que segure o nosso dinheiro.
N�o acredito nisso. A lei exige que eu tenha uma determinada reserva legal, e tenho.
O resto do dinheiro est� fora, a ajudar a ind�stria e os neg�cios.
Entretanto, est� a p�r em risco a seguran�a do banco.
Bem, n�o o vamos permitir.
V�o ter de o permitir.
Mas, meus caros amigos...
For�a-nos a tomar medidas contra si.
For�a, tomem as medidas que quiserem.
Estou a gerir este banco � minha maneira. Entendam isso.
Cavalheiros, notaram que o Sr. Dickson recusa considerar os nossos pedidos.
Recusa uma oferta de fus�o com o New York Trust,
a �nica coisa capaz de dar seguran�a a este banco.
Insiste em gerir o banco com algo t�o fr�gil como a f�.
Disse bem. � a �nica coisa que significa algo para mim.
Antes de trazer um homem a este banco e dar cr�dito a algu�m,
contento-me com uma coisa: acredito nele?
At� agora, o meu ju�zo tem estado totalmente certo.
Quando come�ar a errar, n�o t�m de tomar qualquer medida.
Entrego-vos o banco e a� podem fazer as fus�es que quiserem.
Nessa altura, n�o serei a pessoa ideal para o gerir.
Bom dia, cavalheiros.
- Helen, diga ao Matt que quero falar-lhe. - Sim, senhor.
E depois de jantar podemos ir...
N�o, acho que j� experimentei o suficiente por um dia.
Parab�ns, Cyril. Convenceu-me...
de que � um galanteador de primeira classe.
- Vou recomend�-lo imenso. - Por favor, n�o se ria de mim, Phyllis.
- Tenho de a ver esta noite. - Esta noite? Nunca.
Esta noite est� reservada para uma ocasi�o muito especial.
Acredite ou n�o, � o nosso anivers�rio de casamento.
O Tom provavelmente nem se lembra.
Mas por outro lado, nunca se lembram, pois n�o?
- N�o... - Mas preparei uma festa para ele,
uma festa surpresa � moda antiga: chap�us, campainhas, apitos e tudo o mais.
Estou terrivelmente excitada com isto. Ando a plane�-la h� meses.
Bem...
Bem, o qu�?
- Bem, n�o vai convidar-me? - Voc�?
N�o pode ser. Est� tudo preparado. S� alguns amigos mais �ntimos do Tom.
Phyllis, se n�o me convidar, apare�o na mesma.
N�o seja tonto, Cyril. Estas s�o pessoas respeit�veis.
- Provavelmente iriam mat�-lo de t�dio. - N�o, n�o se voc� l� estiver.
Por favor, v� l�, n�o seja desmancha-prazeres. Convide-me.
- Porque est� t�o ansioso? - N�o sabe porqu�?
N�o.
- Quero estar perto de si. - O qu�?
- H� anos que sou louco por si. - Espere um minuto.
Sempre a amei, muito antes de se casar com o Tom.
- Cyril, est� louco. - N�o, n�o estou.
Evitei-a deliberadamente. Tinha medo de fazer m� figura.
Mas n�o aguento mais.
Por favor, perdoe-me.
Perdi a cabe�a por um momento, mas n�o pude evitar.
Pare de pedir desculpa. Est� a dar demasiada import�ncia.
Ol�, Matt.
Matt, onde estiveste? O Sr. Dickson quer falar contigo imediatamente.
Despacha-te.
Ouvi dizer que a fus�o n�o vai em frente. N�o � �ptimo?
Sim, formid�vel.
Matt, prepara-te para o grande momento.
A partir de amanh�, tornas-te assistente de caixa.
Que tal?
� �ptimo. Obrigado.
E mais, continua o bom trabalho e, quem sabe,
qualquer dia ser�s o tipo sentado atr�s daquela secret�ria.
Nada � m� ideia, pois n�o?
O que foi? N�o pareces muito excitado.
Claro, acho �ptimo.
V� l�, mostra um pouco de entusiasmo.
O que foi? Est�s doente ou qu�?
V� l�, finge, mesmo que n�o seja verdade.
Lamento, Sr. Dickson.
Foi muito repentino, s� isso.
Claro, estou excitado. Acho fant�stico. S�...
J� fez tanto por mim que n�o sei como lhe vou poder agradecer.
Esquece. Conseguiste ter �xito, certo?
Era s� o que queria. Muitos pensavam que n�o conseguias.
N�o imaginas a satisfa��o que tem sido para mim.
Tem sido �ptimo.
Quando � que tu e a Helen casam?
Bem, eu...
Ser� que tamb�m queres que eu trate disso?
Olha quem aqui est�. Ol�, querida.
Ol�, querido.
Bem, este � mesmo um dia memor�vel para o Tom Dickson.
Primeiro, n�o fiz caso do conselho,
depois promovi o Matt a assistente de caixa e, para acabar o dia,
recebo uma visita da minha doce, querida e linda esposa.
Que homem!
� espantoso que a tua doce, querida, linda esposa tenha oportunidade de te ver.
Essa traz marca de identifica��o...
Ainda aqui est�s? Anda, vai trabalhar. Para que achas que te pago?
Que aconteceu? O que disse ele? Conseguiste o emprego?
Sim.
Que se passa, Matt? Pensei que ficasses satisfeito.
Vem c�.
H� pouco, estive no gabinete do Cluett, e a Sra. Dickson estava l�.
- E ent�o? - Ele estava a fazer amor com ela.
- Matt, deves estar enganado. - Estou a dizer-te, vi-os.
- No gabinete do Cluett? - Sim, no gabinete, o traidor.
Gostava de dar uma li��o �quele tipo.
Espera um minuto. N�o v�s.
Sim, George.
Sim, claro.
� esta noite?
Sim, claro que estarei l�. Sim.
Vamos juntos...
e jantamos em Filad�lfia.
Isso mesmo.
Assim que o banco fechar.
Certo. Adeus.
Senhor?
Vou para Filad�lfia mal o banco feche.
- Trate de tudo, est� bem? - Sim, senhor.
O que foi, querida? O que fiz agora?
Nada.
Pensei que ias sair comigo esta noite.
Eu tinha mesmo um compromisso contigo esta noite, n�o tinha?
Sim.
Lamento muito. Esqueci-me completamente. Lamento imenso.
N�o podes simplesmente ir para Filad�lfia esta noite e ponto final.
- Tenho de ir. � importante... - N�o me interessa se � importante ou n�o.
Disseste que ias sair comigo.
Se n�o tivesses prometido t�o convincentemente, n�o teria planeado tudo.
N�o � assim t�o importante. Podemos ir ao teatro noutra altura.
- Ao teatro? - Era esse o teu plano, n�o era?
Sim, claro.
Podes levar algumas das meninas. A Mildred ou a Gwen.
As meninas.
J� te ocorreu que eu possa sair e arranjar um jovem atraente?
"Oh, oh, oh", para ti tamb�m.
Se eu fosse a ti n�o me ria.
Podes n�o acreditar, mas ainda sou atraente para alguns.
Ouve, n�o andes por a� a ser atraente, a n�o ser para mim.
E n�o te esque�as que ainda sou o chefe por estas bandas.
Vamos trocar esses bilhetes para amanh� � noite.
E vamos sair juntos. Que tal?
- Amanh� � noite? - Sim.
- Sim? - O Sr. Gardiner est� aqui.
Sim. � o advogado. D�-lhe $9.000.
Vou dan�ar contigo por toda a cidade como nunca dan�aste antes.
Jantamos no St. Regis, vamos a um espect�culo elegante,
depois vamos a um clube nocturno com m�sica agrad�vel, e quem sabe?
Posso ceder e dan�ar contigo.
Est� bem. Isso � �ptimo. E vou adiar tudo at� amanh� � noite.
J� est�s satisfeita?
N�o.
Pobre crian�a, tens sido negligenciada, n�o �?
N�o me importo, querido. Amo-te na mesma.
- Sim? - O Sr. Sampson.
Est� bem. Mande-o entrar.
- Sampson, o que �? - Tome os dados do neg�cio do Clyde.
�ptimo. Vou lev�-los comigo. Diga ao Clyde que o vejo amanh�.
- Estou farto deste atraso. - Receio que ele ande a empatar.
Exacto. O neg�cio devia ter sido feito h� semanas.
- Diga-lhe para ter amanh� em aberto. - N�o pode durante o dia.
E � noite? Muito ocupado a andar �s voltas?
Diga-lhe para vir assinar isto amanh� � noite, ou cancelo tudo.
Estou farto de pessoas indecisas. Que n�o sabem tomar decis�es.
- Est�o todos? - Acho que sim.
- Onde est� o Charlie? - Est� l� em cima, muito zangado.
Faltam 14 c�ntimos nas contas e n�o os encontra.
- Boa noite. - Boa noite.
O que te est� a demorar?
O Charlie outra vez.
Matt, n�o fizeste nada em rela��o �quilo que viste hoje, pois n�o?
O Cluett? N�o, ainda n�o.
Mas gostava de dar uma li��o �quele tipo intrat�vel.
N�o sejas tolo.
Podes imaginar aquele tipo? Estava a beij�-la.
Deixas-me preocupada, querido.
- Promete-me que n�o interferes. - Est� bem, querida.
Mas ainda assim, gostava de dar uma li��o �quele...
- Espero por ti l� em cima. - Est� bem, querida.
Onde estiveste?
Onde achas que estive? Fui levar o beb� a passear no parque.
Que se passa, Charlie?
Faltavam-me 14 c�ntimos e demorei meia hora a descobrir o erro.
E eu com um encontro, tamb�m.
Ah, assim que as tuas contas estejam registadas.
Ouve, espertinho, vou acertar o amigo rel�gio de ponto para as 9:00,
por isso nada de queixas logo de manh�.
N�o me aborre�as. J� tenho problemas de sobra.
- Os pagamentos de amanh� est�o prontos? - Sim, senhor.
Deixas-me ver o teu livro-caixa?
- Agora? - Sim, agora.
Est� bem, senhor.
Est� tudo certo. Parece-me que levas muito dinheiro.
- Motorista. - Sim?
- Tem horas certas? - 00:05.
Obrigado.
- O que � isto? - O meu apartamento.
Sabia que n�o podia confiar em si.
- Disse que me ia levar a casa. - Suba s� por alguns minutos.
- Tomamos s� uma bebida e depois sa�mos. - Eu conhe�o a resposta para essa.
Acho melhor levar-me para casa.
O que se passa? Tem medo que o maridinho se aborre�a?
N�o, tenho medo que o maridinho n�o esteja muito interessado.
Est� muito ocupado a correr para Filad�lfia,
para fazer discursos enfadonhos em enfadonhas reuni�es de banqueiros.
Muito ocupado a fechar grandes, importantes...
- Acho que vou tomar uma bebida. - Muito bem. Vamos l�.
Devia existir uma medalha do congresso para homens assim.
A consola��o da Am�rica para esposas incompreendidas.
Nunca pensei fazer parte desse grupo.
N�o est� assim t�o mal.
H� coisas piores do que ser uma esposa incompreendida.
- O qu�, Sr. Bones? - Um solteir�o incompreendido.
E agora, formosa senhora, tenho-a em meu poder.
N�o tenho medo de si. Voc� n�o tem bigode.
Deixo crescer um, at� voc� sair daqui.
Oh, Matt.
O que est�s a fazer aqui?
Bem, o mordomo disse que podia ficar. Disse-lhe que era importante.
- Oh, sim? - Ele n�o est� aqui.
Ele saiu �s 21:00. Disse que lhe deu a noite de folga.
O que queres?
Pensei em ter uma conversinha consigo.
Sou todo ouvidos.
Tem piada, agora que aqui estou, n�o sei como tratar do assunto.
Est� a ver, esperava encontr�-lo sozinho.
Importa-se de ir l� fora? Podemos...
O que tens para dizer, podes diz�-lo de manh�.
N�o, Sr. Cluett. Se � igual para si, prefiro n�o esperar.
� sobre si e a Sra. Dickson.
- Sobre mim... - Matt, est� a falar de qu�?
Sei que tenho muita lata em meter-me, mas n�o pude evitar.
Queria impedi-lo de fazer algo de que se iria arrepender.
N�o me interessa o que pensas.
N�o tem o direito de lhe fazer isso. N�o quer pensar melhor?
- S� o vai meter em sarilhos. - N�o me interessa a tua opini�o.
Ent�o, talvez a Sra. Dickson entenda.
Ele � louco por si.
Ningu�m sabe melhor do que voc�.
- Se descobrisse, isso ia mat�-lo. - Est� a perceber tudo mal.
N�o h� nada de errado.
- O Sr. Cluett e eu apenas... - Phyllis, n�o tem de explicar.
- Isto n�o � da tua conta. - � da minha conta.
O Sr. Dickson � como um pai para mim. Que lhe fez ele para merecer isto?
J� chega. Agora, sai daqui.
Bem, acho que j� disse o suficiente.
- S� estou a perder tempo a falar consigo. - Pela primeira vez, tens raz�o. Agora, sai.
Suplico-lhe, Sra. Dickson. Pense no que lhe est� a fazer.
Est� a trocar o homem mais fiel do mundo por um biltre...
Cyril.
Agora, sai daqui.
Espera um minuto, Matt. Vou contigo.
Mas n�o tem de ir por causa deste idiota.
� melhor andar sempre com isso. Vai precisar dela.
- O que diz, Doutor? - Diria aproximadamente oito ou nove horas.
Bem, � melhor chamar o m�dico legista.
Amigos, fui o primeiro a v�-lo.
Vinha a descer as escadas...
e ali estava o guarda ca�do morto aos meus p�s.
Podias ter-me derrubado com um alfinete.
V�em aquele rel�gio?
Ali mesmo, foi onde a bala acertou.
Bem, quando vi aquilo, podias ter-me derrubado com um alfinete.
- Havia muito sangue? - Sangue?
- Venham comigo, amigos, eu mostro-vos. - Para tr�s.
N�o quero que toquem em nada aqui em baixo, at� n�s terminarmos.
- Oscar, o que aconteceu? - Ouve, fui o primeiro a ver.
Vinha a descer as escadas e ali estava o guarda, ca�do morto aos meus p�s.
- A s�rio? - A s�rio.
Podias ter-me derrubado com um alfinete.
- Onde est� o Matt? - O Matt?
Vai ser dif�cil arranjar uma piadinha para isto.
O detective est� com o Matt no gabinete do Sampson.
- Foi o Matt? - N�o olhes para mim, eu n�o sei.
Ele estava um pouco estranho ontem, n�o notaram?
- Sim, estava. - Eu tamb�m notei.
Podias ter-me derrubado com um alfinete.
V� l�, diz a verdade. O que fizeste ao dinheiro?
N�o fiz nada. J� disse tudo o que sei.
Desligaste o alarme, acertaste o rel�gio de ponto,
voltaste �s 12:00 e esvaziaste as caixas.
- Eu nem estava aqui perto! - Senta-te.
Quando o guarda te surpreendeu, mataste-o. Onde est� a arma?
- N�o tenho arma. - Mas costumavas ter.
Desculpem-me, mas gostaria de usar o meu gabinete.
Use outro gabinete.
V� l�, abra.
- O que se passa aqui? - V�o abrir hoje?
Claro. V� l�, abre esta porta.
- Deixamos as pessoas entrar? - Claro, deixa-as entrar. J� est�s atrasado.
Despacha-te. Abre o resto das portas.
Sr. Dickson, eles v�o prender o Matt. Acham que foi ele.
- Onde est�? - No gabinete do Sr. Sampson.
N�o se preocupe com isso.
- Ent�o, fizeste-o sozinho! - Qual � o problema? O que se passa?
� rid�culo. N�o pode prender o rapaz com base numa suspeita.
- Receio que sim, Sr. Dickson. - Porqu� ele?
� um trabalho interno, isso � certo.
Quem quer que tenha sido conhecia bem o equipamento.
- O Brown est� encarregue dos cofres, certo? - Sim.
O alarme estava desligado. O rel�gio estava marcado para as 12:00.
- Que mais quer? - Qualquer um o podia ter feito.
- Ele admite ter acertado o rel�gio. - Acertei, para as 9:00.
- Ent�o, quem o mudou? - N�o sei!
Espere um minuto. A que horas disse que isto aconteceu?
O rel�gio � frente do cofre foi parado por uma bala �s 12:09.
Se o rapaz provar que tem um �libi, est� livre, certo?
- Se conseguir. - Claro que consegue.
Matt, s� tens de lhes dizer onde estiveste ontem � noite,
entre as 0:00 e as 0:30 e tudo vai correr bem.
J� lhe disse, estava em casa.
- A� tem. - Isso � o que ele diz.
Tenho um homem da sede a confirmar isso agora mesmo.
�ptimo. N�o tens com que te preocupar.
Assim que o relat�rio chegar, �s libertado.
Ou�a, n�o fale t�o alto. Tenha calma. Relaxe.
O que achas? Ali estava o pobre guarda...
ca�do no ch�o mesmo � minha frente. Podias ter-me derrubado com um alfinete.
- N�o me digas. Morto? - Morto. Estava sem vida.
Sabes, fui o primeiro a v�-lo.
Estava a descer as escadas e ali estava o guarda...
ca�do no ch�o mesmo � minha frente, morto. Podias ter-me derrubado...
Sim, podia ter-te derrubado com um alfinete.
Sim, podias ter-me...
- Ol�, Mayme, � a Gerda outra vez. - Ora, bolas para ti.
Ouve, acabei de saber uma coisa que te vai surpreender.
Ouve isto,
o banco foi assaltado na noite passada.
Sim, mais de $100.000.
Quem foi?
N�o sei, mas o chefe de caixa est� metido em grandes sarilhos.
Liga-me mais tarde. Vou ligar j� ao Lou.
Estou, Lou? J� sabes o que aconteceu no Union National Bank?
Espera um minuto, Lou. Estou.
Sim, senhor, estou a tentar contact�-los. Sim, Lou, ouve.
Roubaram mais de $200.000. Ser� poss�vel?
- Roubaram mais de $250.000. Ser� poss�vel? - N�o d� para ignorar isso.
Pensava que o Union National era seguro.
Eu tamb�m. Mas $500.000 � muito dinheiro.
N�o me admirava nada que tivessem de fechar as portas.
Oh, meu Deus.
- Sammy, tens certeza disso? - Sim, senhor.
O mo�o de recados contou-me agora, que foi o Sr. Dickson que tirou o dinheiro.
E era mais de um milh�o de d�lares.
- Mais de um milh�o de d�lares? - Juro que � verdade.
E tamb�m espero que o homem passe um bom tempo na cadeia.
Deixa l� os sapatos, Sam.
Disse sempre que o Union National era s� fachada.
O Union National?
- Tamb�m tinha dinheiro nesse banco? - Sim. Algum problema?
Mon Dieu! Corra, corra.
- N�o me diga! - Voc� � um homem pobre.
Ouvi isto da mais alta inst�ncia. O Dickson fugiu com v�rios milh�es.
� o fim do Union National Bank.
� o problema, hoje em dia. N�o sabes em quem confiar.
H� algum problema com o Union National Bank?
Amigo, isso nem � o pior.
Se tinha l� dinheiro, diga-lhe adeus.
- N�o, est� a brincar. - N�o, n�o estou.
Bolas.
Tem amigos? � melhor avis�-los, tamb�m.
Isso � boa ideia. Tenho alguns amigos meus.
- Pode imaginar uma coisa assim? - Qual foi o banco?
O Union National Bank. Falidos. N�o t�m um c�ntimo.
Jack, vai ao Union National Bank e retira o teu dinheiro.
N�o me perguntes como sei. Garanto-te que faliu.
� melhor avisares os teus amigos.
� melhor dar folga aos seus homens para tirarem o dinheiro.
Diz � Sra. Hardy para dizer a todos no pr�dio.
Est� bem. Vou tir�-lo ou parto uns narizes.
Vou j� l�, nem que tenha de ir a voar.
Corre at� l� e tira o teu dinheiro imediatamente.
Ol�, querido. Sabes da novidade?
Por favor, corre. Vai j�.
O Union National afundou.
Dev�amos t�-lo guardado no cofre.
Liga aos Kincaid e conta-lhes.
N�o sei o que se passa.
N�o confiaria em ningu�m.
Est�o todos a retirar o dinheiro.
O Union National faliu.
Valha-me Deus.
Perdemos tudo.
N�o teve hip�tese.
Certo, querida, vou j� l�.
� melhor despachares-te.
Se n�o te despachas...
N�o percas tempo.
Que vamos fazer?
Vou descer agora.
Porqu� correr riscos?
A m�e acaba de me contar.
Soube agora mesmo.
O banco faliu.
Despacha-te.
- Quer fechar a conta? - Sim, senhor. Quero.
N�o deixaria um centavo neste banco.
S� na meia de uma pessoa � que o dinheiro est� seguro.
- S�o um bando de aldrab�es. - � verdade.
Ora, sabia l� eu que o banco ia ficar mechuleh?
O que sou eu, cartomante?
Oh, meu Deus!
- Que se passa, minha senhora? - Senhor, preciso de...
- Eles s� passam comprovativos aqui. - D�-me a sua caneta, por favor.
Pode emprestar-me a sua caneta? Estou cheio de pressa.
Preciso de mais dinheiro. Os depositantes est�o a retir�-lo.
Eu sei. Vou buscar mais.
O que sei � que o banco foi roubado e que houve um assassinato.
Na minha opini�o, o Brown parece culpado.
Ele teve tanto a ver com isto como o senhor.
Talvez. Mas n�o vou arriscar.
- O rapaz tem cadastro. - Tamb�m voc�, eu e toda a gente.
Que diferen�a faz isso?
N�o pode acusar algu�m de crime s� por...
- Sr. Dickson, posso falar consigo? - N�o, estou ocupado.
Mas � importante. Parece haver uma corrida ao banco.
- O qu�, uma corrida? - O �trio j� est� quase cheio.
O que est� a dizer?
Olhe.
T�m chegado toda a manh�. J� mandei chamar mais pol�cias.
V�o aos cofres. Tragam o dinheiro de reserva para cima.
N�o temos muito em m�os.
Espero que n�o fechemos.
A nossa reputa��o n�o valeria nada.
� s� um engano. Ouviram falar do roubo e entraram em p�nico.
Troque as obriga��es dispon�veis por dinheiro.
Espere. Troque as minhas coisas tamb�m por dinheiro.
Diga aos rapazes que quem discutir com um cliente vai para a rua.
- Queremos falar consigo. - Sobre?
Discutimos isso na sala de reuni�es.
Temos a verifica��o do �libi do Brown. Quer ouvir?
Certo. � s� um minuto, Clark.
N�o te preocupes, filho. S� tens de responder �s perguntas deles.
- Ent�o, estavas em casa ontem � noite? - Sim.
A que horas l� chegaste?
Por volta das 23:00.
- �s 23:00? Tens a certeza? - Sim.
Est� bem, Kelly.
Conhece este rapaz, Sra. Halligan?
Claro que sim. Tem o melhor quarto da minha casa,
o do papel de parede vistoso.
Por acaso estava acordada quando ele chegou a casa?
Sim. Tomava o meu banho quente de mostarda.
- Que horas eram? - Para o reumatismo, sabe.
- Que horas eram, Sra. Halligan? - Era tarde, eu sei.
As irm�s Dooley j� tinham chegado. Trabalham no espect�culo, sabe?
Que horas eram?
- A que horas chegou o Matt Brown? - Deixe-me ver.
Meia hora depois das irm�s Dooley e elas...
Elas n�o me interessam. A que horas � que ele chegou?
� o que lhe estou a tentar dizer, senhor.
- Foi meia hora depois das irm�s Dooley. - Eram 0:00?
- N�o, n�o eram 0:00, porque as Dooley... - Era 1:00?
- Sim, acho que era 1:00, porque... - N�o poderia ser mais cedo?
- N�o foi mais cedo, porque... - Sim, eu sei.
Porque as irm�s Dooley n�o tinham chegado.
N�o, porque o rel�gio bateu as 4:00...
e quando bate as 4:00, � 1:00.
- A� tem. - Ela n�o sabe o que diz.
Quem � que n�o sabe?
Ou�a bem, meu rapaz, nunca ningu�m me chamou mentirosa e se safou com isso.
� tudo, Sra. Halligan. Obrigado.
Por dois centavos, arrancava-lhe a cabe�a. Nunca disse uma mentira em toda a vida.
- Isto � verdade, Matt? - Claro que � e ele sabe disso.
Se n�o dizes a verdade, n�o te posso ajudar. Onde estiveste ontem?
Ela tinha raz�o. S� cheguei depois da 1:00.
Mas n�o estava aqui, Sr. Dickson, juro.
- Onde estavas? - Espere.
Tem consci�ncia de que vais ser acusado de homic�dio. � s�rio.
V� l�, sei que n�o o fizeste, mas tens de os fazer acreditar em ti.
V� l�, diz-me a verdade. Onde estiveste ontem � noite?
N�o lhe posso dizer.
Ouve, se os tirar daqui, dizes-me?
N�o, n�o digo.
- Est�s a proteger algu�m. - N�o estou.
N�o importa quem �. N�o � t�o importante quanto isto.
Agora, diz-me. Onde estiveste ontem � noite?
V� l�, n�o sejas tolo.
Matt, confias em mim, certo?
Que dia, Mayme.
V�m todos retirar o seu dinheiro.
C�us, Mayme, o que ser� que despoletou isto?
Onde est� a nossa protec��o? Gostava de saber.
Como saberemos a quem dar o nosso dinheiro?
Somos uns idiotas, � o que somos.
- Escandaloso. Absolutamente escandaloso. - Pior que isso, minha senhora, � terr�vel.
� o dinheiro do seguro de vida dele. Mas o pol�cia disse-me que estava seguro.
- Espero que sim. - Tamb�m eu.
V� l�, porque est�o a olhar embasbacados? V�, ao trabalho. Vamos, despachem-se.
Devolvam o dinheiro a esta gente. O que foi?
N�o v�s esta fila � espera? For�a. Despacha-te.
Est� bem, n�o discutas com ele. D�-lho.
Continua, est� tudo bem. � suficiente.
- Tens dinheiro suficiente? - N�o sei, senhor.
Claro, est�s bem, tens suficiente.
- De quem � este balc�o? - Do Matt.
Oscar, vem c�, fica aqui. Traz algum dinheiro.
V� l�, amigos. Fa�am uma fila aqui.
- Onde estiveste? - Fui verificar esta conta.
Esquece isso. V� l�. Paga-lhes o que quiserem. Despacha-te.
Olhe para eles, Sr. Dickson. Enlouqueceram.
Trocou as obriga��es? As minhas tamb�m?
Sim, mas mal o dinheiro acabe, revoltam-se.
Os tolos, s� est�o a piorar a situa��o deles.
Algu�m espalha um boato e eles perdem a cabe�a.
- O que fazemos? - Eu falo com eles.
Diga aos rapazes para empatar o mais poss�vel e esquecer o que disse.
Eles que verifiquem as assinaturas.
N�o tenham pressa, amigos. N�o se enervem. Fiquem na fila.
Est�o a tratar de voc�s. N�o se preocupem com nada.
Onde est� o meu dinheiro?
Agora, ou�am todos. Ou�am-me.
O vosso dinheiro est� seguro. O banco est� em boas condi��es.
Se ouviram o contr�rio, � baseado em rumores mal-intencionados.
Sim, talvez.
� um monte de aldrabices.
- V�o ter o vosso dinheiro. - Queremo-lo j�. N�o queremos discursos.
Ou�am-me. Demora algum tempo.
Tenho v�rios caixas a trabalhar o mais r�pido poss�vel.
Se todos se acalmarem,
prepararei tudo para manter as portas abertas at� �s 16:00...
e ser�o pagos ainda hoje.
N�o podemos fechar �s 16:00. N�o temos dinheiro nem para uma hora.
- Acha que n�o sei isso? - Ainda est�o � sua espera.
Cavalheiros, s� temos mais uma hora.
Significa que seremos obrigados a fechar.
Trabalhei 25 anos, noite e dia, para manter o banco vivo.
Todos lucraram. Querem ajudar?
Que quer dizer com isso?
Entre todos, t�m um milh�o de d�lares em bancos.
Tragam esse dinheiro e paro esta corrida em cinco minutos.
Parece f�cil, mas porque devemos arriscar os nossos bens?
Tudo o que tenho est� aqui.
- O banco tamb�m � seu, n�o �? - Desde quando?
Da maneira como nos tem ignorado, n�o parece.
N�o nos deu ouvidos.
Os seus depositantes foram os primeiros a atac�-lo.
Se eram seus amigos, porque n�o lhes pediu ajuda?
Eles passaram-se. N�o se pode cham�-los � raz�o.
N�o se pode chamar ningu�m � raz�o numa enrascada.
Dissemos para ter dinheiro em caixa, n�o quis.
Pregou sobre f� e outros disparates. E agora quer ajuda.
Quer que metamos dinheiro num banco que vai falir.
H� uma forma de o conseguir,
venda-nos a sua quota e demita-se.
Ent�o � isso?
Esperaram muito por isto, n�o foi?
N�o me demito, nem agora nem nunca.
- N�o tem escolha. - N�o? Fecho o banco primeiro.
- N�o pode faz�-lo. - N�o posso? Vai ver.
Se a corrida n�o parar em breve, fecho as portas.
Isso significa que os fiscais v�o aparecer amanh�.
Vamos ser for�ados a pagar. Insisto nisso.
Os depositantes v�o ser pagos integralmente.
Podem ficar com o que sobrar,
mas n�o vai ser suficiente para pagar a conta da oficina do pr�ximo m�s.
- Sr. Dickson! - Junte todas as notas grandes.
Troque-as. Troque por notas de um e cinco.
Entregue-as aos caixas. Diga-lhes para demorarem.
Empatem. Contem e recontem o dinheiro.
Odeio fazer isto, mas preciso de tempo.
Sei onde arranjar dinheiro.
Despache-se, Sampson. Ainda vamos resolver isto.
Traga o livro. Quero ver uns n�meros.
Chame o Parker do Union, o Read do Exchange,
o Winslow e o velho Harris do Home Mortgage.
- Mexa-se, Helen, o mais r�pido poss�vel. - Sim, senhor.
Olhem para a multid�o. Est�o loucos.
Esta corrida n�o est� a dar boa reputa��o a este banco.
Meus queridos amigos...
Durante quanto tempo mais vai o Dickson resistir?
Conhece o Dickson. Ele prefere fechar o banco a abrir m�o.
Deixem-no. Estou cansado de ouvir falar nele.
Ele que gira o banco. N�o quero fazer parte disto.
- Meus caros amigos... - Cale-se!
Empata!
Esta � a sua assinatura?
Claro que �. J� a viu vezes sem conta.
Lamento, mas tenho de a verificar.
Estou, Parker. Ouve.
Preciso de $1 milh�o em dinheiro e preciso dele rapidamente.
O qu�? N�o, amanh� n�o d�. Preciso agora.
Claro que � seguro. O banco est� em boas condi��es. Sabes isso.
- O carro est� l� fora? - Sim.
Certo.
V�, filho. Vamos l�.
Meu amor.
N�o chores, querida. Vai correr tudo bem.
Lamento, menina.
O que descobriste, Mike?
Segui o caixa como me pediu.
Tinha raz�o. Algo n�o bate certo.
Esquece isso. O que descobriste?
Ele saiu h� uma hora e foi � espelunca do Dude Finlay.
- O Dude Finlay? - Sim, senhor.
Esteve l� meia hora e voltou para aqui. Agora est� no gabinete dele.
Deve ter sido quando vi aquele tipo.
Disse Dude Finlay?
Sim, porqu�?
Ele veio ao banco ontem.
Ele esteve aqui?
Veio ver o Sr. Cluett.
- Tem a certeza? - Sim, senhor.
Quem estava com ele?
Dois homens. Entraram todos para o gabinete do Sr. Cluett.
Agora, estamos a chegar a algum lado.
Kelly, fica aqui com o Brown.
Tim, tu e o Mike v�m comigo. Vamos ao gabinete do Cluett.
Kelly, liga ao gabinete do Cluett daqui a cinco minutos.
O que digo?
N�o interessa o que dizes.
Canta a Mother Machree, se quiseres, mas liga-me.
Sosseguem. Calma, amigos. Vai correr tudo bem.
Mas disse-me que era seguro. � o dinheiro do seguro de vida dele.
Por favor, vou parar a um lar, se n�o fizer alguma coisa.
Tenha calma. Sil�ncio. Vai correr tudo bem. Deixem passar, amigos.
Pronto, amigos, por favor.
Meu Deus, homem, n�o corres riscos nenhuns.
N�o, estou totalmente disposto a passar tudo para ti.
Que mais queres? Preciso que te mexas.
Preciso disso na pr�xima meia hora.
Sim, claro. O conselho recusou, mas sabes bem porqu�.
Ouve, Read,
isto para ti s�o trocos.
Entendo.
Pede-me um favor qualquer dia, est� bem?
N�o se importa que lhe fa�a algumas perguntas, Sr. Cluett?
Claro que n�o.
O que gostaria de saber, Inspector?
Onde estava �s 0:00 ontem � noite?
� muito simples. Estava em casa.
� muito simples, n�o �?
Presumo que pode prov�-lo, se necess�rio.
Sim, claro. Estava uma pessoa comigo.
Uma senhora.
Parece que n�o vai ter nenhum problema.
Qual � o nome da senhora?
Se n�o se importa, preferia n�o dizer, a n�o ser que seja essencial.
Est� a ver, ela � casada.
- Compreende. - Claro que sim.
Desculpe-me.
Estou. Quem?
- Sim, est� aqui. � para si, inspector. - Obrigado.
Algu�m est� de bom humor. Estava a cantarolar a Mother Machree.
� um dos rapazes da sede.
Ele canta sempre Mother Machree quando tem boas not�cias.
Parece que este caso ser� resolvido num instante.
Sim, Kelly.
O Dude Finlay?
Onde o tens?
N�o tenho ningu�m aqui. Estou com o Brown.
N�o me mandou ligar-lhe cinco minutos depois?
Claro. Leva-o imediatamente para a sede.
Sim.
O qu�?
N�o est�s a falar do Cyril Cluett, o caixa?
Sim?
O Dude Finlay disse-te isso?
O qu�?
O Dude Finlay? Claro, tenho-o aqui. Por pouco, n�o percebia.
Sim?
Temo-lo aqui neste preciso momento.
Est� bem, Kelly. Bom trabalho. Parece que...
Apanhem-no!
Ali vai ele!
Ele deve estar aqui. S� h� uma porta.
Certo. Descubram-no.
- Que barulho foi esse? - Parecia um cacifo.
Um cacifo? Procura em todos. Tem de estar nalgum.
Afaste-se, inspector, ou mato-o.
Largue a arma.
Est� bem, Jack.
N�o seja tolo. Isto s� vai piorar a sua situa��o.
Afaste-se, inspector. Deixe-me sair daqui ou mato-o.
Deixem-me ver!
Foi s� o dedo. Tragam-me uma toalha.
Agora, tenha calma, amigo.
S� queremos falar consigo.
N�o podes fazer nada?
At� ao pesco�o?
Est� bem.
Tinha raz�o, Sr. Dickson.
O Brown n�o teve nada a ver. � este o seu homem.
Deve estar louco. Conhe�o este homem h� anos.
Acabou de confessar. Anda metido com os piores bandidos da cidade.
Confessou? Que raios! Que lhe passou pela cabe�a?
N�o sei. Tem sido como um terr�vel pesadelo.
Voc� n�o � um ladr�o. Como se envolveu com essa gentalha?
O jogo. Devia-lhes um monte de dinheiro.
- Na semana passada, perdi cerca de $50.000. - $50.000.
Mas n�o matei aquele homem, ontem. Juro que n�o.
Ontem, vieram cobrar a d�vida.
Pedi-lhes para esperarem. Queria tempo para pensar, mas n�o me ouviram.
Amea�aram matar-me, se n�o pagasse. Estava desesperado. N�o sabia o que fazer.
Sugeriram que os ajudasse a roubar o banco.
S� tinha de desligar o alarme e acertar o rel�gio.
Parecia tudo t�o simples. Parecia uma sa�da.
N�o sabia que ia morrer algu�m.
Porque foi a casa do Finlay esta manh�?
Voltei l� para ir buscar as chaves.
Porque n�o veio ter comigo? Tinha-o ajudado.
Eu estava louco, garanto-lhe, Sr. Dickson.
N�o sabia o que estava a fazer. Estava muito confuso.
S� pensava na possibilidade de eles me matarem.
Mas vai interceder por mim, n�o vai, Sr. Dickson?
N�o me vai virar as costas agora? Eu morro, se for para a pris�o.
Lembre-se de que h� um guarda morto l� em baixo.
N�o o matei. Estava no meu apartamento na noite passada, posso prov�-lo.
Diz que estava l� com uma mulher casada. N�o quer dizer o seu nome.
Ele n�o acredita em mim, mas � a verdade, juro.
Ontem estava no meu apartamento. Pergunte � sua mulher. Ela...
A minha mulher?
Que tem ela a ver consigo?
N�o admira que n�o quisesse dizer o nome.
Que fazia a minha mulher no seu apartamento?
Nada, Sr. Dickson. N�o me ligue. Eu n�o sei...
Mencionou o nome dela. Que fazia ela no seu apartamento?
Bem, ela s� subiu para tomar uma bebida.
- S� para uma... - Est� a mentir!
N�o se preocupe, Sr. Dickson. Descobriremos se ele diz a verdade.
Mandamos algu�m verificar isso agora.
Ningu�m verifica ningu�m. Eu j� verifico tudo. Espere um minuto.
- Helen. - Senhor?
Ligue para a Sra. Dickson.
Ouve, querida. Quero fazer-te uma pergunta.
Sei que � uma tolice perguntar-te isto, mas quero que me digas a verdade.
Onde estiveste ontem � noite?
Ontem � noite?
Ontem � noite...
Ouve, querida. Diz-me a verdade sobre isto.
Estiveste no apartamento do Cluett?
No apartamento do Cluett?
Bem, querido, est�s a ver, eu...
N�o a deve culpar, Sr. Dickson.
N�o foi culpa dela, juro que n�o.
- Implorei-lhe que subisse. Ela n�o... - Saia!
Certo. Vamos.
Clark, �s louco em esperar.
Vamos buscar dinheiro e acabar com isto.
Se fecharmos, as nossas ac��es n�o valem nada.
- Meus caros amigos... - Aposto em como o Dickson n�o cede.
Talvez eles tenham raz�o, Clark.
Est� bem. Vou ter uma conversa com ele.
Dickson, gostava de falar consigo sobre o banco.
O banco? Est� bem, fa�a o que quiser com ele.
Agora, faz sentido.
Redigimos um acordo pelas suas ac��es. Digamos, $80 por cada. Que tal?
Oitenta d�lares? Est� muito bem. Tudo o que quiser.
�ptimo. Vou redigi-lo imediatamente.
Quer o resto daqueles n�meros, Sr. Dickson?
N�meros?
N�o, esque�a isso.
O que est� ele a fazer? Arranjou ajuda?
Aconteceu qualquer coisa. Ele parou de tentar.
Devem ter recusado o pedido.
Ligou aos mais ricos da cidade.
Claro que recusaram. Ele j� devia saber isso. Vou falar com ele.
N�o temos muito tempo. Temos de fazer algo ou vai ser tarde demais.
- Onde estiveste ontem � noite? - N�o vai desistir, vai?
- Estiveste no apartamento do Cluett? - Depois explico.
Est� a perder o banco. Percebe o que significa?
- A Sra. Dickson estava l�? - N�o aceite a derrota.
Mesmo que alguns chef�es o tenham recusado, tem outros amigos.
Tipos que t�m neg�cios gra�as a si.
- S� tem de... - Espera um minuto.
Responde � minha pergunta. A Sra. Dickson estava l�?
Estava, n�o estava?
H� quanto tempo � que isto dura?
N�o sei do que est� a falar. S� sei que est� a perder o seu banco...
Por favor, Matt.
- Falaste com ele? - Sim.
Tenho uma ideia. Anda. Vamos a um telefone.
Um acordo a 30 dias para 10.000 ac��es nesta companhia,
agora registadas em nome de Thomas A. Dickson.
Arranje-me isso em triplicado o mais r�pido poss�vel.
N�o h� mais dinheiro. Tem de ir ao balc�o do lado.
N�o h� mais dinheiro?
Que quer dizer, n�o h� mais dinheiro?
V�o para o balc�o do lado. Eles pagam-lhe...
� s� o que h�.
De certeza que est� aqui?
Sim, senhora, deve estar. Ainda n�o saiu.
Tenho de entrar ali. Pode arranjar uma chave?
Sim, penso que h� uma aqui na gaveta.
Tom, querido.
Vim para te explicar a noite de ontem.
O Cyril Cluett n�o significa nada para mim, Tom.
Sa� com ele ontem � noite simplesmente porque...
Bem, comecei a sentir que n�o fazia parte da tua vida,
que era uma estranha.
Tom, a �nica coisa que fizemos foi ir ao teatro...
e depois fomos ao apartamento dele para uma bebida. Foi s� isso.
N�o fiz nada de errado, Tom.
N�o faria nada de errado. Amo-te demasiado, sabes disso.
Calma.
O Dickson est� em sarilho. A corrida piorou. Os chef�es est�o a pressionar.
Ele ajudou-o 100 vezes. Se os amigos n�o o ajudam, quem o far�?
Ali est� o Sr. Jones!
Qualquer banco com liga��es ao Tom Dickson � bom.
Eu vou depositar o meu dinheiro aqui. Porque t�m voc�s medo?
O Tom Dickson � bom. � perfeitamente honesto.
Vou depositar o meu dinheiro neste banco. Sei o que estou a fazer.
Abram. Quero depositar dinheiro aqui. N�o quero retirar nada.
Certamente, Sr. Jones. Charlie!
Eles est�o a come�ar a chegar. Sim. Ou�a.
Junte todo o dinheiro que conseguir e traga-o aqui. R�pido.
- Quem � este? - Estou, Sr. Dunkirk?
- O Williams. - Sr. Williams... Eu falo com os dois.
O Dickson est� em sarilho. A corrida piorou. Os chef�es est�o a pression�-lo.
T�m de o ajudar. Se os amigos n�o o ajudam, quem o far�?
Ele ajudou-o 100 vezes. Eles j� est�o a chegar.
Juntem todo o dinheiro que conseguirem, e tragam-no aqui.
Ambos, r�pido!
Se � bom para mim, � bom para toda a gente.
Vou fazer um dep�sito.
Que se passa consigo?
Quero fazer um dep�sito. $4.600 na conta de Rico Mazzetti.
Ele � o melhor homem do mundo.
Apesar daquilo que possas pensar de mim,
h� algo mais importante: aquelas pessoas l� em baixo.
O banco, Tom, n�o podes abrir m�o disso.
Sr. Dickson! Venha aqui um minuto. Olhe para isto.
Algo maravilhoso aconteceu. As pessoas est�o a depositar.
N�o vai acreditar at� ver. Tem de vir c� fora.
O Tom Dickson � meu amigo. Depositarei dinheiro no banco, sempre.
Quem retirar dinheiro deste banco � louco.
Vou depositar um monte de dinheiro aqui.
Tenho algum dinheiro para depositar.
N�o tenho muito, mas aqui est�.
Daria dinheiro ao Tom Dickson todos os dias!
- Venham c� fora ver isto. - Temos estado � espera...
Sabe o que pode fazer com isso. Vejam isto,
uma demonstra��o de f� vale mais do que todas as garantia do mundo.
Venha, vai fazer-lhe bem ao cora��o.
Enfiam o dinheiro deles ganho com suor atrav�s do balc�o,
com risco de 10 para 1 contra eles.
Se querem ficar com este banco, tragam dinheiro vivo agora.
Para mim, chega. Estou envergonhado.
Terei aqui $100.000 em cinco minutos.
- Assim � que �, Ames. - Convenceu-me.
- Schultz? - Este � o seu banco e estou consigo.
- Ives? - Caros amigos,
� o que tenho tentado dizer a tarde toda.
Clark, consegue fazer o dobro de qualquer um deles. E voc�?
N�o concordo consigo, mas se todos enlouqueceram, tamb�m enlouque�o.
Fala o Ben Schultz.
Mande $100.000 em dinheiro ao Union National.
Mande o dinheiro dispon�vel ao Union National.
Dinheiro. Em notas pequenas.
Em notas de 10 e 20. Sim.
Quero aqui $150.000, j�.
Estou no meu perfeito ju�zo.
N�o, n�o s�o $150.
Ou�am, rapazes, $150.000!
Sim!
� o problema das pessoas, hoje em dia.
Ouvem um boato maluco e perdem logo a cabe�a.
Eu n�o. N�o me viste a retirar o meu dinheiro, pois n�o?
Bom dia.
Union National Bank. S� um minuto.
9:00 e tudo est� mau.
Onde est� o Matt?
Aposto em como tem uma piada sobre a corrida de ontem.
� uma aposta certa. N�o a aceitava.
Se fizer uma piada sobre a corrida, assassinamos o tipo.
Suponho que voc�s fizeram uma bela corrida ao dinheiro...
- Bom dia, Sr. Gardiner. - Bom dia.
Bom dia, Sr. Dickson. A minha mulher est� muito melhor esta manh�.
Bem, isso � que � pior. A minha tamb�m est� bem.
Carter!
- Bom dia, Sr. Dickson. - Bom dia.
- Bem, j� tem a sua farda? - Sim, senhor.
Fica-lhe bem. Quanto custou?
N�o sei. O Sr. Sampson comprou-ma.
Bem, acho que tamb�m tenho de falar com o Sampson.
- Bom dia, Helen. - Bom dia.
Sei o que se passa consigo.
Matt!
Quero que tirem ambos o dia de folga.
V�o � baixa, arranjem uma licen�a e casem.
- Bem, eu... - N�o quero ouvir nada.
Se n�o se casarem, demito os dois.
Helen, enquanto estiver na baixa, pare e reserve...
a su�te nupcial no Berengaria, que parte na pr�xima semana.
- Obrigado... - N�o. N�o � para voc�s.
Voc�s s� v�o casar.
A Sra. Dickson e eu vamos em lua-de-mel.
Vamos, escrava.
FIM
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