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Caneta Venenosa* 1939 *Tradu��o literal
Um pirulito de meio pence, por favor, Sr. Griffin.
- Onde est� o meio pence? - Aqui.
Oh.
- Aqui est�. - Obrigado.
- E n�o se afogue. - Eu n�o vou.
Ol�, aonde vai?
Srta. Rider. Eu sinto muito!
Oh, olhe!
N�o importa. Vamos, compraremos outro.
- Bom dia, Srta. Rider. - Bom dia, Sr. Griffin.
Tivemos uma trag�dia com um pirulito l� fora.
Aqui est�.
Oh, obrigado, Srta. Rider.
Dois gobstoppers de meio pence, por favor, Sr. Griffin.
Aqui est�o.
Obrigado, Srta. Rider.
Bom dia, Srta. Rider. Mima esses meninos!
Bom dia, Sra. Griffin.
Bom dia, Sra. Scaife. Srta. Reynolds.
Aqui est� minha lista, Sra. Griffin.
E um centavo de troco.
Agora.
N�o v� reservando todas as dan�as antes de eu chegar l�.
Primeiro em chegar, primeiro a ser atendido, Sr. Griffin.
Tr�s d�zias de ovos. Flan em p�. A��car.
Meu marido estar� no vicariato com eles esta tarde.
Meu irm�o est� muito agradecido por sua oferta de cuidar do buffet esta noite
� um prazer, senhorita.
Qualquer coisa para satisfazer voc� e o vig�rio.
Obrigada.
Vejo voc� esta noite.
Mary, querida.
- Vem esta noite, n�o? - Claro.
Estou orgulhosa. Os bailes da igreja n�o os mesmos sem o escudeiro e sua dama.
Querida, n�o perder�amos por nada.
Bem, Badham, vamos nos ver esta noite no baile.
Sim, senhor. Estarei na porta, senhor.
- Vendeu todas suas entradas? - Sim, senhor. Todas, senhor.
Bom.
A� tem, Sra. Suggs.
- Clima sedento, hem, Josh? - Que tempo n�o �?
- Vai ao baile, Josh? - Sim.
Guarda-me um?
E eu.
Tamb�m vai, Sr. Dee?
Se n�o vou?
Por qu�? S� tenho 87 anos!
E �gil como um potro.
- N�o seja tolo, Peter. - Por que tolo?
Porque a resposta sempre � n�o e odeio ter que repetir.
Ent�o, por que n�o dizer "sim" para variar?
Sabe perfeitamente.
David est� na Austr�lia. do outro lado do mundo.
Mas as pessoas voltam da Austr�lia, sabe?
N�o acredito que a aus�ncia fa�a que o amor cres�a..
Acha que n�o?
- E se n�o voltar? - Ele far�.
- � s� um ano. - Isso � o que diz.
- Aposto que... - N�o deveria.
Voc� perder�.
Posso ter a pr�xima dan�a, papai?
- Se for uma valsa, querida. - Se for uma valsa mam�e, vamos?
Se for uma valsa, Peter, sua m�e est� reservada.
Bem, por voc�, papai.
N�o seja t�o falador, rapaz.
Deixe-me lhe dizer que uma vez sua m�e e eu...
...ganhamos um pr�mio de dan�a neste mesmo sal�o.
Sim, mas foi um pr�mio comprado, querido.
Hem?
Bem, de qualquer modo, dancei com sua m�e antes de voc� nascesse.
- Isso espero, papai. - Qu�?
Parece que j� est�o se divertindo.
N�o, n�o estou. Ann me rejeitou novamente.
N�o sinto pena de voc�, Peter.
Ann � muito jovem para pensar em se casar.
Tia Mary, creio que nunca me deixar� crescer.
- Vamos, papai. - Mas isto n�o � uma valsa!
Ann, querida. Prometi a Sra. Griffin que ajudaria com o buffet.
- Sim. - E Peter.
Uma amiga minha n�o dan�ou a noite toda.
Claro.
Por que voc�s dois n�o dan�am?
Que, dan�ar eu? Seria bom.
S� venho aqui para satisfazer o vig�rio.
E eu, querido.
Sim, e assim voc� pode usar aquele vestido de noiva novamente.
� muito bonito.
Voc� fez t�o bem.
Deveria estar fazendo vestidos em Londres.
Contente-se em ficar onde est�, minha querida.
O Sr. Cashelton quer dan�ar com voc�, Connie.
Boa noite, Fateley.
- Como vai, Ann? - Boa noite.
O Sr. Cashelton espera que eu guarde uma dan�a para ele.
Minha senhora n�o dan�a com ningu�m exceto comigo.
Receio que n�o seja permitido.
- Como voc� est� fazendo aqui? - Nada mal para uma estrangeira.
Uma estrangeira?
A maioria das cidades � igual, Sr. Peter.
Se n�o nasceu localmente, � estrangeiro. E tem que viver.
� curioso. Nunca tinha pensado nisso.
Essas dan�as modernas s�o muito lentas.
Muito lentas.
A mesa vai bem, Sra. Scaife.
Acha que ter� o suficiente para todos?
Certeza. Acho que tamb�m h� o suficiente para nosso pr�ximo baile.
Oh! Olhe que bolo!
E est� t�o bom como parece.
Voc� tem que me dar a receita do seu glac�.
Sempre � delicioso.
Oh, querida. Trouxe o beb�.
Suponho que n�o tinha onde deix�-lo.
Pobre alma.
Temos que ver que podemos fazer.
Pergunto-me por que a Srta. Rider nunca se casou.
Se tivesse querido se casar, teria feito.
Ela n�o � das que se casam.
Todas tivemos nossas chances.
Esta � sua vida. A cidade e o cuidado do vig�rio.
E a Srta. Ann.
Sinto muito, Srta. Rider. Mas n�o quer�amos perder.
N�o, claro que n�o. Divirta-se.
- Pegarei o beb�. - Obrigada, senhorita.
Obrigado Srta. Rider.
Sra. Griffin, seu esposo j� trouxe a fruta?
N�o, Srta. Rider. Estar� aqui quando terminar seus pedidos na loja.
Bem.
Isso �, ma��s, laranjas e bananas. Bem.
Se n�o apressar, chegarei atrasado.
Sorte para os p�s de uma pobre garota.
Isso � suficiente, jovem.
Pessoal, voc�s est�o bem para dan�ar um com o outro.
Mas quando se trata de se sentar.
- � a experi�ncia o que conta. - N�o duvido que prefiram se sentar.
Est� bem, j� vou.
Sim? Hilldale.
Hilldale 145, chamada da Austr�lia.
Austr�lia?
Espere um minuto, Londres. Hei, Len!
Len!
H� uma chamada para a Srta. Ann da Austr�lia!
Austr�lia? Da Austr�lia?
- Pode escut�-los? - Posso.
- Jiminy! - Sim, Londres?
Corra e diga a Ann que vou passar para o vig�rio.
Sim, Londres? Chamarei quando a Srta. Rider estiver dispon�vel
Espere at� que diga � senhora sobre isto. E a Srta. Reynolds.
E a Srta. Reynolds..
Oh, sim.
Ol�, David querido.
Um momento, senhorita.
Sinto muito.
Srta. Rider, esperando.
Sim?
Espere um momento.
O que � isso tudo? N�o v� o que est� na porta?
- Deixe-os ouvir. N�o acreditaram em mim. - N�o, � contra as regras.
Voc� v�, eu sabia que era um engano.
�? Aqui.
- Bem, eu nunca... - Cale-se. Eles v�o ouvir voc�.
�...
� a voz do Sr. David!
Bem, isso � algo que meu velho nunca me disse.
� suficiente.
Ele vem aqui.
Eles v�o se casar!
Tia Mary! Tia Mary!
- Ann querida, que houve? - Tia Mary. Tia Mary.
Ann querida, que houve?
- Estou t�o feliz. � David. - David?
Sim, David. Tem uma licen�a especial. Vem em casa.
Telefonou a caminho do navio. N�o podia esperar para telegrafar.
Quer que nos casemos quando ele chegar.
Oh, querida. Voc�s, os jovens. Sempre com uma pressa terr�vel.
Lembra-se do velho prov�rbio, n�o? Casar-se a toda pressa...
Considero-me muito feliz. Oh, estou feliz.
- Claro, querida. - Vamos buscar meu pai.
Espere e olhe a cara dele quando eu disser.
Papai! Papai!
- Por que tanta emo��o? - Oh, Peter.
David quer saber se nos casar� quando vier dentro de 6 semanas.
Casar-se com voc� em 6 semanas? Mas por qu�?
Bem, quer?
Claro que sim, querida. Quando voc� quiser. Mas c�us...
- Parab�ns, Ann. - Obrigada.
- Felicidades. - Obrigada.
- Assim que estou despedido, verdade? - Sim.
Mas ainda estou esperando essa dan�a.
Faz-lhe girar como um "teetotum".
Um vestido lindo.
Mas eu olhei para o rosto dela e pensei: por que se preocupar tanto?
- Ela me deu tr�s dan�as. - E o vig�rio dan�ou a valsa.
Todo o caminho desde a Austr�lia.
Propor pelo telefone. N�o � natural.
Gertie se casou com um estrangeiro. E olhe para ela.
S� esteve casada seis semanas e ela aparou ou deu um soco cinco vezes.
Eu me pergunto como Peter Cashelton vai aceitar isso.
Seu nariz ser� deslocado.
E n�o posso dizer que sinto por isso.
Nunca soube se gostava daquele jovem.
Srta. Reynolds.
Seu Len se divertiu no baile, Sra. Griffin.
Claro, Len � �nico com as garotas.
Dan�ando com Sucal Hurrin tamb�m.
Sam nunca deixou Sucal dan�ar, n�o?
Ele n�o � gentil comigo.
Ouso dizer, n�o se o que lhe incomoda � a dan�a.
De qualquer modo, eu daria um show melhor que ele.
Sim, voc� fez, Len.
J� chegou o correio, Sra. Griffin?
O correio?
Nossa, que texto engra�ado.
Para o vig�rio tamb�m.
Uma para voc�, senhorita.
Parece um cat�logo.
Obrigada, Harbord. Pode continuar.
Duas para voc�, Srta. Ann. E duas para voc�, senhor.
- � de David. - Uma conta e um cat�logo.
Por que nunca tenho dinheiro quando as promo��es acontecem?
Quando David escreveu isto, n�o sabia que estaria a caminho de casa.
Creio que lerei mais tarde.
Pai!
- Que �? - � isto.
Algo sobre David.
� horr�vel!
An�nimo.
Quem poderia fazer uma coisa assim? � horr�vel!
- N�o deve ligar para isso, querida. - N�o, claro que n�o.
O lugar apropriado para coisas como esta �...
Aqui.
� isso.
Se voc� for s�bia, n�o pensar� mais nisso.
N�o, papai.
Mas � vergonhoso. N�o dever�amos dizer � pol�cia?
N�o queremos um esc�ndalo.
Deve ter sido algu�m que sabe sobre David e eu.
Algu�m da cidade.
Mas todo o mundo ama muito voc�, querida.
- E pensar que um dos alde�es... - R�pido! O carimbo do correio!
Oh, n�o importa, tia.
D�i muito?
- Trago um pouco de manteiga? - Bobagem, me d�i um pouco.
Tally-ho! Tally-ho!
V� dar um passeio, querida, e esque�amos esta coisa horr�vel.
Vamos, Ann!
Afinal de contas, o �nico mal que ele fez a ela...
...� a pobre alma extraviada que a escreveu.
Ol�, Peter.
Sei o que esteve fazendo.
Qu�?
Posso dizer por essa express�o preocupada em seu rosto.
Esteve calculando exatamente quantos minutos t�m em seis semanas.
Vamos.
John, est� preocupado?
Sim, estou.
Trata-se dessa carta?
N�o se preocupe mais com isso, John.
Todo terminou agora.
Mas � verdade?
Por qu�? Que quer dizer?
Mary, a pessoa que escreveu essa carta a Ann n�o � normal.
N�o pode ser.
Talvez, n�o louco, mas...
Um caso limite, por assim dizer.
- Sim? - Tenho medo, Mary.
Assustado de pensar que uma mente assim...
...possa fazer para a paz e a felicidade de nossa pequena cidade.
Sem mais arma que uma caneta.
Uma caneta submersa em veneno.
N�o quer dizer que poderia haver mais cartas?
N�o.
Imploro que n�o, mas...
Estou preocupado.
Por que n�o queima a carta?
Como prometeu.
Que eu fiz para que pense essas coisas?
Toda a cidade murmura o que fez.
- S�o mentiras, mentiras. E voc� sabe! - Se � mentira, por que est� escrito aqui?
- � uma brincadeira. - N�o dou nome a esta brincadeira.
- Mas o encontrarei. - Sam!
E quando eu fizer isso, vou rasg�-lo membro a membro.
Pela maldade de suas obras!
Sam!
Sam! Sam!
Longe de mim meter o nariz onde n�o se quer.
Mas como posso lhe aconselhar se n�o a li?
Oh, est� bem.
Leia.
Oh.
Bem, eu nunca...
- Oh meu Deus. Acaso voc�... - Claro que n�o.
Como pode sugerir tal coisa, Florrie Reynolds? S� o vi duas vezes.
Uma vez no mercado, e na quinta-feira, quando meu marido foi a Tipton jogar dardos.
- Quando entrou. - Para uma x�cara de ch�?
- N�o aconteceu nada. - Claro que n�o.
- N�o dir� nada, Florrie? - Como vou fazer.
Mas se veio a sua casa quando seu marido estava fora...
Ningu�m pode provar nada.
Os meninos estavam l�, estavam dormindo.
- Bom dia, Sucal. - Bom dia, Polly.
Entretanto, ser� dif�cil de explicar a seu esposo se ele souber.
Tenho medo de que se fa�a com uma destas antes que eu.
- Quem acha que as est� escrevendo? - Sei quem as est� escrevendo.
- Agora! - Quem?
Essa estrangeira.
Connie Fateley.
N�o, n�o me surpreenderia.
Como descobriu?
Pela noite que o Sr. Derwent veio por sua x�cara de ch�.
Quem podia vestir o vestido que estava...
...arranjando para a jovem Alice, sen�o ela?
Como se n�o pudesse ter vindo de dia como qualquer pessoa respeit�vel.
Oh, s�o a Sra. Moore e a Sra. Gently.
Que tal isto, Sucal?
- Bom dia, senhoritas. - Bom dia.
Oh, n�o � suave, Sr. Griffin.
� um bom forro, mas custa tr�s pence mais o metro que o outro.
Tr�s pence?
Digo o que farei.
Leva isto agora, e Sam pode me pagar quando voltar a trabalhar, hem?
- Mas Sr. Griffin, eu... - Agora, nem uma palavra mais.
J� ver�.
- Bom dia. - Bom dia.
Quatro e tr�s meio pence, por favor, Sra. Griffin.
Obrigada.
Vai escrever algumas cartas?
Por que n�o deveria?
Por que n�o deveria? S� queria saber.
Que lhe disse? Ela � a �nica.
Qu�?
Quem escreve as cartas venenosas.
Sra. Scaife, me surpreende!
Bem, n�o precisa disso.
N�o tive um daqueles rabiscos mentirosos...
...que lhe revolvem o est�mago enquanto o l�.
E lhe d� medo olhar seus vizinhos de cara.
Eu tenho.
Meu marido tem uma.
- Ele me pegou. - N�o me diga?
Tenho uma.
Sim. S� para dizer que sua casa est� suja. Isso n�o � nada.
Seu velho est� acostumado a isso.
- Bem... - Olhe a pobre Sucal.
Olhe o que fizeram a ela.
N�o.
- N�o, n�o, n�o... - Por que jogar a culpa a Connie?
� bastante claro para qualquer um que tenha olhos.
Costurando como faz para quase todos na cidade.
- Entra em todas nossas casas. - Assim �. Na sua tamb�m.
Vi a forma que se senta costurando. Nunca disse nada.
Isso � para que n�o se perdesse nada.
Notou que ela nunca disse uma palavra sobre ningu�m?
Nem um simples esc�ndalo. M�s ap�s m�s.
- Essa � sua ast�cia. - Sim, ela � astuta.
Mas n�s tamb�m podemos ser.
N�o � assim?
- Que lhe disse? - Pegamos com as m�os na massa.
R�pido. Vamos aos outros. Mostraremos Connie Fateley.
Assegure-se de que seja Connie, senhorita.
Mas isso � absurdo.
N�o da forma em que contam.
Fa�a-a parar, senhorita. Pare-a.
Agora escute, Sucal. Nem por um momento pensei que Connie esteja no fundo disso.
Mas falarei com o vig�rio.
Enquanto isso, voc� tem que fazer Sam ver...
...quanto s�o tolas suas suspeitas sobre voc�.
- N�o me escutar�, senhorita. - Far� isso.
Deve contar a ele sobre o beb�.
Deveria ter feito antes.
Foi terr�vel, senhorita. Eu...
n�o pude.
Devemos tentar lhe conseguir algum trabalho.
N�o tem nada em que ocupar sua mente, assim que apenas se sinta e reflita.
� assim, senhorita.
Quanto mais assustada lhe veja, mais pensar� que tem raz�es para estar.
Vale a pena lutar, n�o?
- Oh, sim, senhorita. - Ent�o depende de voc�.
E se chegarem mais cartas, diga que n�o as leia, mas que as queime.
Voc� e Sam deveria ser o casal mais feliz da cidade. Eram, n�o?
- �ramos, senhorita. - E ser�o de novo.
- Boa noite, Sucal. - Boa noite.
E falarei ao vig�rio.
H� muitos problemas causados por essa fofoca est�pida.
E por� fim a este assunto de Connie Fateley.
Deus lhe aben�oe, senhorita Mary.
Suponho que ela vir�.
Este � o que ela usa. Minha Alice a observou.
Est� mais perto de sua casa.
Pode escapulir aqui sem ser vista.
Mam�e, mam�e. Foi para a caixa de correio da High Street.
- A pequena astuta. - R�pido. Podemos fazer isso!
O que digo � que a pol�cia deveria saber disso.
Se Connie Fateley tem escrito mentiras
Deveria ser posta atr�s das grades.
Espero que sejam mentiras, Albert.
A� tem. Quinze anos que estamos felizmente casados.
Bem, casado de todos os modos.
E agora vai acreditando em mentiras escritas por algu�m an�nimo.
N�o acredito em nada que n�o veja com meus pr�prios olhos.
Mas n�o digo que n�o estarei olhado.
Que, continuo com minha pr�pria gar�onete?
Uau, ela tem cara de cavalo.
Oh, tenho?
Bem, deixe-me lhe dizer, Albert Suggs.
A apar�ncia n�o � tudo para algumas pessoas!
Isso � algo pelo que deveria estar agradecido.
O que digo �...
N�o h� fuma�a sem fogo.
- Boa noite, Josh. - Boa noite.
Pergunto-me se chegamos a tempo.
Que � tudo isso, uma reuni�o de m�es?
- Um pouco cedo, n�o, Sr. Price? - �?
Oh... demos uma olhada.
Si, ainda resta um minuto.
Talvez algu�m venha disposto a assumir o cargo.
Bem, n�o o deterei.
Boa noite.
Soltem-me!
- S�o essas cartas! - Queremos v�-las!
Mas � s� uma, para meu tio!
Abra a caixa, Sr. Price.
Quem est� dando as ordens?
� hora de recolher, Josh Price.
Digo que � para meu tio,
Meu tio em Cardiff.
Meu tio eu digo. Meu tio em Cardiff.
Pedindo para ele me tirar daqui.
Ela escreveu essas cartas venenosas!
N�o � verdade!
Encontrar� na parte superior.
Est� dirigida a David Evans.
- J� ver�o! - Sim, veremos.
Deveria estar em cima, Sr. Price.
H� v�rias delas na parte superior.
Vamos Josh, vamos ver.
Abra-a!
Agora vamos ver, agora.
"Sr. David Evans". Ela tem raz�o.
Espere um minuto.
- Ah, s�o elas! - A mesma letra!
Mas n�o � minha letra!
Nunca as coloquei nesta caixa. Nunca fiz isso!
Quem fez ent�o, n�s?
Sabemos o que fazer com ela! Pegue-a!
Pare de uma vez!
- V� e traga meu marido! - Sim, Sra. Griffin.
Deveriam estar envergonhados de si mesmos!
Tudo est� muito bem para voc�.
N�o escreveram para voc�.
Quem pode dizer que n�o far�?
Escutem!
Pegaram Connie Fateley na caixa despachando algumas dessas cartas!
Len Griffin, sua esposa disse que venha ajudar ou a matar�o!
Vamos! Que estamos esperando?
Voc�s se chamam a si mesmos homens e mulheres.
Bem, n�o s�o mais que uma matilha de lobos.
Ande, peguem-na!
Deixem a garota em paz! Ela n�o fez nada!
- Ela escreveu as cartas! - Mostre-as, Josh Price!
- N�o queremos ver as coisas sujas! - Que far� com essas cartas?
S�o propriedades da pessoa ou pessoas a quem v�o dirigidas.
Regulamento.
- Mas n�o vai entregar? - Qu�?
Sim. Receber� a sua pela manh�.
- Mas que quer que o vig�rio fa�a? - Deve fazer algo.
Como juiz de paz e como guardi�o da igreja.
- Tenho que ver o que faz. - Sim, querido.
Esse assunto das cartas an�nimas est� se estendendo como uma praga.
� contagioso. Todo mundo est� recebendo.
- Ainda n�o recebi uma. - Bem, eu tenho.
Pode lhe interessar saber...
Acusa-me de ter rela��es amorosas com a filha de meu jardineiro.
De verdade, querido? Qual?
N�o digo que seja verdade, mas soube algumas hist�rias engra�adas sobre ele.
O coronel?
Ele e a filha do seu jardineiro.
Os cavalheiros militares gostam muito disso.
Morenas, louras e animadas.
Olhe.
Connie Fateley.
Agora por favor, por favor.
Ent�o que na noite passada n�o foi suficiente para voc�, pequena Jezebel?
Percebe que no pr�ximo domingo David estar� realmente aqui?
� meu �ltimo domingo sozinha.
Sozinha?
J� sabe ao que me refiro, querida.
Olhe para aquelas harpias perversas.
V�o escutar algo de mim que nunca escutaram na igreja.
N�o fiz isso!
Espere at� que lhe tiremos daqui depois do servi�o.
Srta. Scaife, Srta. Reynolds e todas voc�s!
Voc�s s�o um bando de crist�os perversos...
...que cantam salmos uma vez na semana.
Ningu�m tem direito de me chamar...
Todo mundo tem direito de lhe chamar pelo que �.
Quando maliciosamente ataca uma garota inofensiva.
Sem justificativa para atac�-la.
- Tia Mary, por que n�o deixa que o padre... - Porque s�o do mesmo sexo.
- � de senso comum que... - De senso comum?
Fofoca comum e conversa fiada.
Vamos, Connie. Entraremos na igreja.
Estou de acordo com cada palavra que disse, coronel.
Tenho a inten��o de falar com eles sobre isto durante o serm�o.
Fa�a isso, E n�o ande com rodeios.
- Ser� melhor que entremos. Vamos, Peter. - N�o. Ficarei com Ann.
- Bem, nos vemos no almo�o. - Sim, sim. Claro.
Espere aqui.
John.
Realmente deve se afirmar sobre Connie Fateley.
Essas mulheres est�o deixando essa pobre alma louca.
Dei a elas uma boa parte de minha opini�o!
Mary, querida.
- Um momento, Badham, por favor. - Oh. Muito bem senhor.
J� decidi falar com elas.
Tomei "N�o dar� falso testemunho" como meu texto.
"Ame seu pr�ximo como a si mesmo".
N�o poderia encontrar algo um poco mais forte, John? Elas merecem.
Para a sorte delas, voc� n�o tem permiss�o para pregar, Mary.
- � uma grande pena, John. - Onde est� Connie agora?
Est� l� fora. Fale com ela. Eu lhe deixarei.
Entre, Connie.
Que � isto?
� uma toalha de mesa para o altar que eu trabalhei para voc�.
Obrigado, querida.
Com toda a costura que tem que fazer, � bom fazer algo para a igreja.
Obrigado!
Agora passe para dentro.
Sente-se no banco de minha irm�. Depois do servi�o...
Vig�rio, n�o posso entrar.
Onde quer que eu v� est�o me esperando. Quase n�o me atrevo a sair.
- Connie. - Nunca as escrevi.
Eu juro.
- Como posso demostrar isso? - O tempo demonstrar�.
E quanto tempo vai ser isso?
Que posso fazer? Que posso fazer?
Sim?
Sam Hurrin tem muita vontade de lhe ver, senhor.
Eu o verei depois do servi�o.
Disse a ele que esperasse, senhor, mas vai t�o agitado...
Como se tivesse visto uma surpresa desagrad�vel.
Muito bem.
Agora entre em sil�ncio na igreja. O servi�o lhe ajudar�.
Como pode me ajudar? Quando todo o tempo estarei pensando, depois, depois...
Depois, caminhar� para casa com minha irm� e comigo.
- Bem, Sam. - Bom dia, senhor.
De que se trata?
Aqui tem.
Olhe aqui, senhor.
- � outra dessas cartas? - Sim.
- Quando a recebeu? - Na noite passada. �ltimo correio.
Minha senhora me convenceu de que n�o havia nada de que falar sobre ela e que...
Por que a abriu?
Bem.
- Sobre ela e esse... - E quem?
Isso � o que n�o sabia.
Mas agora...
Leia isso.
Len Griffin.
- Sam, voc� n�o deveria ouvir. - Isso n�o � t�o f�cil.
Voc� n�o v� que est� fazendo o jogo do escritor ao acreditar nessas mentiras?
N�o deveria l�-las, mas queim�-las.
E deixar que fa�a de mim um tolo nas minhas costas.
N�o seja t�o rid�culo. Len Griffin � um comerciante decente e honesto.
- Tem idade suficiente para ser seu pai. - Sim, mas isso n�o � um obst�culo.
N�o para os que t�m essa mentalidade.
Receio que � um cara muito est�pido, Sam.
Badham.
Pe�a ao Sr. Griffin que venha aqui, sim?
Sim, senhor.
� melhor segurar o sino de 2 minutos at� eu avisar.
Muito bem, senhor.
E Badham, pe�a ao Sr. Price que reze o que quiser at� que esteja pronto.
Vou lhe mostrar a n�o caluniar as pessoas.
Len Griffin, senhor.
Entre, mas n�o fique com ele.
Griffin, lhe pedi que viesse me contar uma dessas cartas horr�veis.
Recebi uma lhe acusando de prestar aten��o em Sucal Hurrin.
Eu, senhor? Sucal e eu?
Nossa, a coisa � de rir, senhor!
Ele se jogaria na lagoa, na lagoa, em vez de olhar para mim.
Bem, eu fui um pouco esperto no meu tempo, senhor. Mas...
N�o com as casadas.
Sucal Hurrin.
Nossa, Sam mataria um cara por olhar para ela.
Obrigado, Griffin.
Fico feliz de escutar de seus pr�prios l�bios o que j� sabia que era verdade.
Sucal e eu?
Essa � boa, senhor.
Griffin, quero que esque�a esta entrevista.
- Sim, senhor. - Claro, leve isso com voc�.
Gostaria que atuasse como acompanhante extra para mim esta manh�.
Oh, obrigado, senhor.
A Sra. Griffin ficar� encantada quando me ver assim, senhor.
Bem, Sam?
Parece que h� um erro, senhor.
Um erro na mente desordenada de alguma pobre criatura.
No entanto, gostaria de colocar minhas m�os sobre eles apenas uma vez.
E ent�o estaria em problemas.
Agora Sam, volte com Sucal.
Fa�a ver a sua esposa que acredita nela como sempre fez.
Farei isso.
Fico feliz de ter vindo, senhor.
Obrigado.
- Est� ficando muito tarde, senhor. - Muito bem, Badham. J� vou.
Quem tocar� esse sino?
Oh!
Connie.
Oh.
N�o!
Senhor, � Connie Fateley.
Enforcou-se no campan�rio.
- Chame o Dr. Sloan, r�pido! - Sim, senhor.
Connie.
Connie!
N�o h� nada que possamos fazer senhor.
Muito bem, vig�rio.
Por favor, sentem-se todos.
Antes de humilharmos ante a eterna piedade de Deus.
Tenho que contar uma not�cia tr�gica.
Nesta igreja,
nossa irm� Connie Fateley,
acaba de tirar a vida.
Levada ao desespero pelas m�s e escandalosas l�nguas.
Rezo por aqueles em cuja consci�ncia se arrependam.
E pe�a perd�o a Deus por isto.
Crime espantoso.
Como seu p�roco...
...� meu dever fazer-lhes respons�veis da morte desta alma inocente.
E como penit�ncia por sua morte.
Eu lhes imploro para acabar com esse mal.
Resolvendo n�o falar mais deste esc�ndalo.
Nem escut�-lo.
Quando os �mpios partem do mal que cometeram.
E ele faz o que � l�cito e reto, salvar� sua alma com vida.
Oremos.
Pai todo poderoso e misericordioso.
Pai todo poderoso e misericordioso.
Erramos e nos desviamos do seu caminho como ovelhas desgarradas.
PESADELO DA CIDADE
A mordaz den�ncia do legista sobre o escritor da pena venenosa.
� horr�vel a forma em que os jornais tomaram.
Se isto continuar assim, todos estaremos em not�cias com jornalistas a cada passo.
Que quer dizer com "se isto continuar"?
Certamente, depois da morte da pobre Connie, quem quer que seja...
Eu tenho medo de quem quer que seja chafurdando na sensa��o que causou.
- Mas n�o h� mais cartas. - N�o foi Connie.
Tenho certeza disso.
Mary, h� algu�m entre n�s com a ast�cia de um dem�nio.
- Vamos, tia Mary. - H� muito tempo, Ann.
Mas se o carro quebrar?
Que pensar� David se n�o chegarmos a nos juntar com ele?
Ann, querida, o carro n�o vai quebrar e chegaremos a tempo.
Tem pronto o antigo quarto de David?
Claro.
- Tchau, papai. - Adeus, querida.
Aqui est�!
- Viu, quase o perdemos. - Espero que David n�o tenha feito isso.
- David! - Ol�, querida.
Oh, n�o mudou nada.
Deixe-me olhar para voc�.
- Voc� fez isso. - Oh, querido.
- Est� mais bonita. - Querido!
Deixe que lhe ajude.
-Seu pai est� feliz conosco? - Claro.
- E Mary? - Todos.
- Ol�, David! - Ol�
- Bem-vindo a casa. - Obrigado.
- Queres um carregador? - Eu me arranjarei.
Estamos com o carro l� fora.
Ol�, David!
- Bom dia. - Bom dia, Ann.
Que dia lindo!
Vamos dar um passeio antes do caf� da manh�?
- Sim. Adoraria. - Bem, apresse-se e se vista!
Est� bem, querida.
Seu ch�, Sr. David.
Sim. Entre, Harbord.
Obrigado. � uma linda manh�, verdade?
Vai chover logo.
Sim. Pelo correio desta manh�.
Sim, meu querido Cashelton. Como todas as outras, eu abri.
Oh. Inteiramente sobre minha escandalosa condu��o dos assuntos paroquiais.
Sim, estou de acordo. Significar� muito mais publicidade chamar a pol�cia.
Devemos fazer isso agora que as cartas come�aram de novo.
Ainda que s� seja em justi�a para a pobre Connie Fateley.
Est� bem. Fique em contato com eles de imediato.
Obrigado. Adeus.
Bom dia, senhor.
Bom dia, David.
- Est� tudo bem, eu espero. - Temo que sim.
N�o lhe disse antes. Esperava que tudo tivesse terminado.
Esta nossa cidade �...
Algu�m est� enviando cartas an�nimas.
Ent�o � isso que acontece! Eu mesmo recebi uma esta manh�.
Agora, onde eu a pus?
De qualquer forma, est� cheia de linguagem mais moderna. Muito impertinente mesmo.
Tudo sobre os acontecimentos de Ann com Peter Cashelton.
Aqui tem. Pensei que era uma esp�cie de brincadeira pesada.
Eu gostaria que fosse, David. Mas est� se tornando uma trag�dia.
J� houve um suic�dio na cidade.
Acho que ningu�m presta aten��o em rabiscos analfabetos como esse.
Infelizmente prestam.
A lama tem o p�ssimo h�bito de grudar.
Posso ter essa carta?
Qual a ideia atr�s de tudo isso? Parece t�o sem sentido!
Inibi��es e repress�es.
Duas palavras que encobrem infinidade de pecados
Suponho que uma esp�cie de forma avan�ada de desenhar nas paredes.
Algo assim.
Bom dia, John.
- Bom dia, David. Dormiu bem? - Sim, obrigado.
Mary, come�ou de novo.
David e eu recebemos uma esta manh�.
A de David � sobre Ann e Peter.
Cashelton est� se comunicando com a pol�cia.
Creio que � prudente.
Veja, David.
A parte diab�lica dessas cartas � o conhecimento atr�s delas.
Quase sempre h� uma pitada de verdade em tudo o que se escreve.
Assim que as pessoas engolem toda a hist�ria.
Sugere que h� algo na que recebi esta manh�?
Mas veja o que quero dizer. Peter esteve aqui h� muito tempo.
Isso � natural. Ann � uma garota muito atraente.
Sim, claro.
Ele a ama muito, sem d�vida, como todos n�s. Mas...
David!
Vamos. Os cavalos e eu estamos fartos de lhe esperar!
Desculpe, querida.
- N�o cheguem tarde para o caf� da manh�! - Est� bem.
Isto foi divertido.
Feliz?
- Dever�amos voltar agora, querido. - Est� bem.
Ol�!
� Peter.
Ol�, querida!
- Ol�, David. - Fico feliz em lhe ver, Peter.
Vem dos bosques remotos para reclamar sua noiva, hem?
� isso.
Pensei que n�o me deixaria esta manh�, Ann.
- Bem, eu... - Vamos, Ann. Estou faminto.
Passarei pelo vicariato em algum momento amanh� para me despedir.
Bem, venha agora, Peter e coma algo!
- Muito obrigado. Eu farei. - Vamos, Anjo. Vamos.
Aqui est�, senhorita.
Como vai, Sra. Kemp?
Srta. Mary. Espero que n�o esteja lhe incomodando, mas estou muito preocupada.
- Por que, que houve? - Bem, acontece...
� um pouco inc�modo, senhorita.
Quer dizer, eu...
Sim, continue.
� sobre o Sr. Kemp, senhorita.
Sempre foi um bom marido para mim.
Quis dizer... bom, j� sabe, senhorita.
Mas ultimamente, tem sido algo diferente. Sabe?
N�o acho que entenda muito bem.
Bem, senhorita, come�ou a dormir no outro extremo da cama.
Bem, acho que isso se soluciona muito facilmente.
Por que n�o costurar um ponto tran�ado no p�, at� o colch�o?
Corte quando quiser mudar os len��is e... costure de volta.
Isso seria pior, senhorita.
Como se n�o, Bert cairia no ch�o.
Ah, sim, claro.
Acho que devo pedir ao vig�rio para falar com Mestre Bert.
N�o senhorita. Ele simplesmente descontaria em mim.
Pois n�o vejo...
- Isso era todo o que queria dizer? - N�o, senhorita. N�o �.
Estou muito preocupada.
- A pol�cia o persegue. - A pol�cia?
Oh, n�o fez nada de errado, senhorita.
Trata-se destas cartas daqui.
Essas terr�veis cartas venenosas?
Estava acordado em casa na hora do ch�.
Que queriam com seu marido?
Que... possivelmente?
Eles perguntaram se havia acabado de voltar para o ch�.
Eles dizem:
"Que h� nessas cartas que esteve publicando ultimamente?"
E meu Bert disse, "que cartas"?
E eu pude ver que ele foi pego de surpresa.
E ele diz: "� in�til dizer que voc� n�o enviou nenhuma."
"Eles viram voc�."
"Quem foi que me viu a caminho do trabalho esta manh�"?
Venha. N�o chore.
Oh, Srta. Rider.
Diga-me o que aconteceu.
Meu Bert esteve saindo com outra mulher.
Minha querida, como sabe?
Ele lhes disse.
Tudo veio � tona.
Que devo fazer?
Que devo fazer?
Agora, quem � a criatura?
Seu nome � Anna.
Ela � a leiteira na casa da Sra. Tregowan em Mapledean.
Sra. Tregowan. Isso est� bem.
Posso fazer que despe�a facilmente a pequena sem vergonha.
Obrigada, Srta. Rider.
Est� bem. Eu lhe ajudarei no que puder.
Era isso tudo o que a pol�cia queria saber?
Parece que est�o observando as pessoas e as questionando.
Mas entre uma coisa e outra, me senti t�o mal...
Que apenas sabia o que estava acontecendo.
Oh, Srta. Rider.
Tenho muito medo de que me ponham na mesma situa��o que Sucal Hurrin.
Por qu�? Que quer dizer?
Sam est� recebendo mais e mais cartas.
Sobre ela e Griffin.
E agora diz que n�o ter� nada mais a ver com ela.
Parece que voc� tem escrito algumas cartas, Kemp.
Bem.
Voc� viu aquela mulher de cabelo preto em Mapledean ultimamente, Ber?
- D�-me uma cerveja. - N�o tenho lhe visto muito ultimamente, Sam.
De que todos riram quando entrei?
E o que lhes fez parar t�o de repente?
Est�vamos falando da fantasia de Bert Kemp em Mapledean.
Len Griffin, dizem que ele � o assunto da cidade.
Len Griffin n�o tem motivos para falar.
Que sabe de Len Griffin?
Nada, Sam.
Vamos, largue isso. Por que n�o falam sobre algo normal?
Diz-se que Len Griffin continuar� com a minha senhora?
Bem, dizem isso?
N�o, Sam. N�o.
Agora, Sam, n�o h� necessidade de se comportar assim.
Vamos, derrame!
Mas Ann.
N�o posso ir embora em qualquer momento. Deve ser razo�vel.
Deve entender.
Mas prometeu que nos casar�amos assim que eu voltasse!
Sim, e eu disse a s�rio. E eu ainda fa�o. Apenas...
Voc� v� como est�o as coisas aqui.
Por isso quero que voc� v� agora.
N�o, David. A tia Mary e o padre precisam de mim.
Mas se estiv�ssemos casados, teria que ir.
Mas n�o estamos.
E acho que dever�amos esperar.
Suponho que n�o h� outra raz�o?
Outra raz�o? Que quer dizer?
Suponho que sente o mesmo que eu?
Voc� sabe que sim. Como pode perguntar isso?
Porque n�o posso entender por que insiste em ficar aqui e n�o em se casar.
H� algo mais?
Refere-se a Peter?
- � isso ao que se refere? - Nem sequer falei o nome dele.
Ent�o � Peter!
Isso � o que est� tentando dizer!
Bem, eu... n�o sou o �nico.
Quer dizer... que ouviu coisas?
N�o � quest�o de ouvir coisas.
Pergunto-lhe por que insiste em ficar aqui...
...quando pode deixar este espantoso lugar para ir a Londres.
David, est� me escondendo algo.
Tamb�m andaram lhe escrevendo?
Recebeu uma carta!
Est� com ela?
Voc� a tem.
Ent�o muito bem.
Eu a tenho.
Assim � como confia em mim.
Por que n�o me disse?
- N�o pensei nisso. - N�o pensou nisso?
Voc� o absorveu como um mata-borr�o!
Ol� aos dois.
- Nada errado? - N�o nada.
David esteve tentando me persuadir para que os abandone, voc� e meu pai.
E me neguei. Isso � tudo.
Devo dizer que nos sentir�amos muito mal neste momento, David.
Entendo bastante como se sente, mas...
Deve ver como nos sentimos tamb�m.
Bem.
Est� tudo arranjado para o jantar desta noite?
Nossa, que noite vai ser. Vem o pessoal da Scotland Yard.
O inspetor e esse pequeno e engra�ado perito em caligrafia.
E os Cashelton, claro. Vai se divertir, David.
Bem, receio que devo pedir que me desculpe.
Veja, tenho alguns pap�is importantes que revisar que n�o podem esperar.
Conseguirei alguma comida na cidade.
Bem, claro, se voc� estiver ocupado. Eu lhe desculparei com vig�rio.
Claro, tia Mary.
Poderia explicar que os Cashelton n�o incluem Peter!
Obrigado.
- Papai. - Muito bem.
Para ser honesto, d�-me qualquer dia um bom assassinato.
Pensei que a pol�cia n�o tinha imagina��o.
N�o acredite nisso, senhora.
Um policial se v� afetado por qualquer trabalho que tenha como qualquer artista.
Como acha que me senti ontem � noite vigiando a caixa de correio em High Tor?
- Com toda aquela chuva? - Encharcado at� a cueca.
- Pe�o perd�o, senhorita. Sinto muito. - Est� bem, inspetor.
Eu sei o que s�o cuecas.
Por que p�r um caixa de cartas em uma posi��o t�o exposta?
Bem o tipo de caixa que a mulher usaria.
Por que diz "a mulher"?
A� � onde eu entro.
A escrita.
Estabelecemos o fato de que uma mulher.
Bem.
Fico feliz de que se tenha descoberto algo.
Diria que tem quarenta e tantos anos.
Bem educada, infelizmente casada.
Ou uma vi�va.
Gostaria de saber como chegou a essas conclus�es.
Idade, pelo car�cter da letra.
Embora �s vezes ela escreva com a m�o esquerda.
Canhota?
Sim, mas as caracter�sticas sempre est�o l�.
Isso � algo que ningu�m perde.
Um ponto sobre a letra "I".
Uma cruz no "T".
Es como um criminoso que tem seu nome tatuado na testa.
E...
O de "infelizmente casada"?
Por causa das coisas...
Bem, direi, os assuntos das cartas.
Tudo isso vai lhe ajudar a peg�-la?
Esta n�o � minha primeira experi�ncia com cartas an�nimas.
�s vezes deixam quando sabem que a pol�cia est� investigando.
Mas quando chega a ser uma mania, como tem sido neste caso...
A pessoa invariavelmente termina na cadeia.
- Ou no asilo. - Sim, claro.
Veja, as pessoas deste tipo se imaginam imunes ao desastre.
Um estado de pensamento que gera descuido.
Uma tend�ncia a passar por alto os detalhes.
E a mulher neste caso, n�o � uma exce��o.
Em que maneira?
A pobre criatura faz todo o poss�vel para esconder sua letra.
Muda o papel de carta.
Mas ela sempre usa o mesmo tipo de ponta.
Fecha suas cartas com n�meros romanos.
Utiliza uma forma estranha para escrever n�meros.
Por exemplo.
Ela sempre faz um sete cruzado.
E assim, cedo ou tarde a pegaremos.
N�o posso entender o prazer que obt�m disso.
Deve saber perfeitamente que receber� senten�a esmagadora quando a pegarmos.
E faremos isso.
Eu daria a vida.
Com a fotografia de Connie Fateley colada nas quatro paredes de sua cela.
Devo ver o vig�rio e a Srta. Rider. Onde est�o?
- Temos companhia. - Oh, mas tenho que fazer isso!
Mas n�o deve entrar!
Srta. Mary. E o Sr. Rider!
Oh por favor, ajudem-me! Fa�am algo!
- Que houve? - � Sam Hurrin!
- Quer assassinar meu Len. - Assassinar?
Acaba de sair de "O Le�o". Louco de b�bado!
e jura que pegar� sua arma e matar� Len.
Oh, Sr. Rider.
Chega tarde, Sam.
Que est� fazendo? D�-me a arma!
N�o, Sam! N�o!
Pense. Temos um beb� a caminho.
Sim.
- E de quem � esse beb�? - Sam!
Eu sei que voc� quis dizer isso. Sei que voc� fez.
Aten��o!
Que es tudo isto de Sam Hurrin, hem?
Fred. N�o deixe ele me pegar. Eu n�o fiz nada.
Est� louco e me matar� e eu n�o fiz nada.
Oh, n�o leve isso assim. Ele n�o lhe far� nenhum dano, rapaz.
Bem, Sam estar� dormindo em casa a esta hora.
Ele j� teve o suficiente. Estava bem cambaleante.
Deixe-me lhe levar para casa, Len. N�o tem nada de que preocupar.
- Esse � um bom conselho, Len. - Ele n�o vir� aqui nunca mais.
N�o tem nada de que se preocupar, Len.
Tenha cuidado!
Len Griffin.
Len!
Len!
Fale comigo, Len!
Len, fale comigo!
N�o me deixe, querido.
N�o me deixe!
N�o fiz nada... ruim, Meg.
Ainda sozinha?
Sim. Ningu�m voltou ainda. Foi r�pida.
Sim, s� levei a Sra. Cashelton a sua porta.
Ela queria que eu ficasse, mas disse a ela que devia voltar com voc�.
Isso foi gentil de sua parte, Ann.
S� voc� e eu juntas como sempre estivemos.
Por que papai n�o voltou? Acha que aconteceu algo?
Que horr�vel se a Sra. Griffin tivesse raz�o.
S� � uma mulher hist�rica.
Espero que John tenha levado sua capa.
Apenas pense.
H� pouco tempo esta cidade era t�o feliz.
As pessoas s� se preocupavam com seus pequenos problemas cotidianos.
E agora tudo isto.
Quando penso no inferno em que deve viver essa mulher.
Com o peso da corda do sino sobre sua consci�ncia, eu...
Deus, quase podia ter pena dela.
Como sabe que ela precisa de pena?
Talvez ela seja um tipo diferente de mulher.
De esp�rito forte, implac�vel.
Inclusive um pouco louca.
Em vez de pensar em pena, talvez ela se regozije em seu pr�prio caminho secreto.
E essas cartas podem ser o come�o de algo pior para algu�m.
Algu�m quem ela odeia.
Ou ama.
� papai.
Papai.
- Chegamos muito tarde. - � Griffin?
Receio que haja muito pouca esperan�a.
- E Sam Hurrin? - Preso.
Aonde vai?
Ver que posso fazer por essas pobres mulheres.
Esta tarde, David me pediu que fosse embora para sair deste lugar.
Mas eu neguei.
Creio que estava errada.
Talvez voc� tenha sido, Ann.
Talvez isso fosse o melhor.
David.
Perdoe-me.
Leve-me.
Oh, leve-me para longe.
Rezo para que se possa fazer algo para eliminar este flagelo de nossa cidade.
Essas caixas de correio devem ser vigiadas dia e noite.
Qualquer um que deposite uma carta em qualquer...
...dessas caixas deve ser inclu�do na lista.
E suas cartas para serem revisadas.
- Est� claro? - Muito claro, senhor.
Bom. Isso � tudo.
- S� uma formalidade, coronel. - Claro.
Agora me deixe pensar, enviei algumas cartas. Duas, creio. Sim, duas.
- Os endere�os? - A do clube, e...
a outra, Henry Styvesant, comerciante.
Bem, obrigado. E voc�, Sra. Cashelton?
Oh, n�o, inspetor. Nenhuma.
Creio que est� errada.
Ainda resta uma carta da caixa a contabilizar.
Mas n�o escrevi nenhuma, ent�o que n�o era minha.
Agora, a senhora foi vista visitar a caixa de correio.
Pegaram voc�, verdade?
Talvez enviou uma carta para outra pessoa?
Oh sim. Sim, claro. Que bobagem de minha parte!
A Srta. Rider me pediu que enviasse uma para ela.
E suas cartas para serem revisadas.
Sr. James Pender. 7 Belgrave Square, Londres?
Receio que n�o olhei o endere�o.
Obrigado, Sra. Cashelton.
Devo me desculpar por lhes incomodar, mas temos que investigar todos.
Ent�o que come�ou conosco.
Nunca se pode dizer, j� sabe.
Nossa pr�xima visita � o vicariato.
- Obrigado, coronel. - Adeus.
Adeus, Sra. Cashelton. Muito obrigado pela ajuda.
- Adeus. - Adeus.
Adeus, papai.
Adeus, querida.
Escreva logo quando chegar.
Sua tia sabe em que trem chega?
Sim, senhor. Ela estar� na esta��o para se encontrar conosco.
Cuidarei bem dela, senhor.
Tente que a tia Mary entenda por que n�s vamos, papai.
N�o se preocupe, querida. Ela estar� um pouco incomodada, mas...
Estar� bem no casamento.
Adeus, papai querido.
- Adeus, senhor. - Adeus, crian�as.
Foram embora.
Sim.
Duas pessoas bastante infelizes, receio.
Creio que poderia ter se despedido deles.
Isso foi muita falta de considera��o da parte de David.
Ele sabe quanto amo Ann e...
Lev�-la para fora assim.
Bem.
De todo modo, espero que mude de ideia sobre ir ao casamento.
Al�?
Que houve?
Oh sim. � para mim. � a Sra. Cashelton.
Sim.
Sim!
O Inspetor tinha uma lista e essa pequena criatura caligr�fica estava com ele.
Agora escute, Mary.
Sei que parecer� terr�vel, mas...
Estou em um buraco horr�vel.
Sim.
Sim, trata-se de um homem. que conheci muito bem h� anos.
Voltei a encontr�-lo na cidade h� alguns meses.
Voc� v�, e desde ent�o temos nos visto.
Seu nome est� na lista do inspetor.
Mary, n�o me atrevi a confessar isso diante de meu marido.
Ent�o disse isso...
Sim?
N�o. Claro que n�o me importo.
Ser� melhor eu pegar o endere�o.
Sim.
7.
Belgrave.
Pra�a.
Sim, peguei.
Sim.
N�o, claro que n�o farei.
Adeus, querida.
Harbord, creio que devemos esperar uma chamada da pol�cia esta noite.
Agora aqui? Ficar�o para jantar?
N�o. Ser� uma visita oficial. Provavelmente far�o perguntas.
Fazer perguntas, senhorita? Que houve?
A postagem de cartas. Agora...
As que lhe dei para postar. Para quem eram?
N�o sei senhorita. Nunca olhei.
- Agora Harbord, pense. - Mas...
- Mas n�o pensei em olhar, senhorita. - Vamos Harbord, n�o est� cega!
Deve se lembrar o da Austr�lia!
Sim, senhorita.
Uma para Nottingham e outra para Norwich.
Uma a Austr�lia, uma a Nottingham. E...
E uma a Norwich.
- Austr�lia, Nottingham e Norwich. - Isso est� certo.
Fico feliz que me tenha dito, senhorita.
Teria parecido uma verdadeira idiota parada l� e sem me lembrar.
- Parece que s�o eles agora. - Devo...
N�o tenho inten��o de v�-los, Harbord. N�o posso ser incomodada com suas bobagens.
- Eu vejo, senhorita. - Diga a eles que sa�.
Harbord.
Digamos que fui a Mapledean para a festa beneficente e posso passar a noite.
Direi, senhorita. E direi a para irem embora com seus aborrecimentos bobos.
N�o, Harbord. N�o seja grosseira fa�a o que fa�a.
N�o senhorita.
- Sr. Rider, por favor. - Est� na igreja.
Pr�tica do coro.
Diga ao Sr. Rider, com meus respeitos, que devo v�-lo imediatamente.
- Mas n�o devo fazer isso, senhor. - Desculpe.
- Receio que devo insistir. - Claro. Sim, senhor.
Venham por aqui.
- Esperar� aqui, senhor? - Obrigado.
Um lindo escrit�rio antigo.
Uma aut�ntica pe�a de colecionador.
Olhe a mesa!
D� uma olhada.
Isto vale algo.
Uma linda pe�a entalhada.
Colclough. Venha c�!
- J� vi antes um escrit�rio... - Venha c�, homem!
Qu�?
Que acha disto?
Parece um "F" mai�sculo.
Agora, que lhe parece?
Um 7 cruzado.
Espere um minuto.
Por�m, n�o � a mesma ponta.
Todas s�o novas.
Eles foram alterados recentemente.
Olhe aqui.
Boa noite, inspetor.
- Sr. Rider. - Boa noite, senhor.
� um prazer inesperado.
Posso lhe oferecer um lanche?
N�o, obrigado, senhor, acho que estamos aqui a trabalho.
Oh. Bem, n�o quer se sentar?
Obrigado.
Deixe-me ver. Uma para minha companhia de seguros.
� assim, senhor.
O senhor bispo.
E meu advogado.
Sr. Glennister, Lincoln's Inn Fields.
E outra, senhor?
Hem?
Oh sim. Sim, claro. A meu irm�o.
Obrigado.
- E agora posso ver a Srta. Rider? - Claro, inspetor.
Um lindo escrit�rio tem aqui, senhor.
Eu mesmo sou um grande admirador das coisas jacobinas.
Um bonito escrit�rio antigo, tamb�m.
Harbord, pe�a � senhorita Mary que entre, sim?
A senhorita Mary n�o est� em casa, senhor.
Onde ela est�?
Foi falar com Mapledean sobre a festa beneficente.
Oh? N�o me disse nada a respeito!
Minha irm� est� no comit�. Receio que ter�o que voltar.
Se quiser saber sobre as cartas da Srta. Mary, senhor...
- Posso lhe dizer. - Como soube?
Adiante ent�o. Diga ao inspetor.
Austr�lia, Nottingham e Norwich.
Parece que entendeu bastante bem.
Muito bem Harbord. Isso est� muito bem.
Satisfeito, inspetor?
Havia cartas para Austr�lia e Nottingham mas nenhuma para Norwich, senhor.
A pobre Harbord est� ficando velha. Ter� que voltar amanh�.
Muito bem, senhor.
- Estarei aqui �s 9 em ponto. - Fa�a isso.
Venha tomar o caf� da manh�.
A prop�sito, senhor.
Pergunto-me se poderia ter uma amostra da letra de sua irm�.
A letra de minha irm�? Para que diabo?
S� rotina, senhor.
Ah, claro.
Bem, n�o sei se h� algum escrito dela.
Talvez amanh�.
Creio que isto pertence a sua irm�.
Posso ficar com ele?
Receio que n�o, inspetor.
� o livro de limpeza de minha irm� e de uso di�rio.
No entanto, eu gostaria de t�-lo senhor, por favor.
N�o posso permitir que o tenha. Sinto muito, inspetor.
Deve obter a permiss�o de minha irm�.
Muito bem, senhor.
Isto ser� tudo por enquanto.
Boa noite.
Nos vemos amanh� de manh�, senhor.
Sim.
- Boa noite, senhor. - Boa noite.
Chamou, senhor?
Harbord, quando a senhorita Mary saiu?
A Srta. Mary me disse que...
Quando a senhorita Mary saiu?
- Ela n�o saiu, senhor. - N�o?
Disse que dissesse que estava fora?
Sim, senhor.
Pe�a a senhorita Mary que venha me ver, por favor.
Que quer, John?
Bem?
Por que n�o viu o inspetor Colclough?
N�o gosto dele.
Por que deveria meter o nariz em meus assuntos?
Mas Mary, est�o fazendo isso a todo mundo.
Est�o revisando todas as cartas.
- Disse a Harbord que lhes dissesse... - Sim, sim. Eu sei.
Quem conhece em Norwich, Mary?
Talvez a pol�cia saiba.
S�o t�o inteligentes!
Onde est� seu livro de limpeza? Estava neste escrit�rio.
N�o tenho ideia.
Mas estava aqui. Eu mesmo o vi. O que voc� fez com isso?
Eu o queimei.
Queimou?
Por qu�?
- Estava cheio. - N�o, estava pela metade!
Mary, eu lhe imploro! Voc� me assusta.!
Diga-me que havia nessa carta a Norwich e para quem escreveu?
N�o.
Mary, que houve com voc�? Nunca esteve assim antes.
N�o entendo.
N�o, voc� n�o entende.
Nenhum de voc�s faz isso.
Todos voc�s s�o uns tolos.
Mary, que houve?
Toda minha vida morei com voc� nesta cidade.
Sou uma boa irm� para voc� e lhe ajudei, n�o?
- Sim fez isso. - T�o �til, t�o paciente.
Velando por outras pessoas. Ajudando-as a viver.
Sempre no fundo que mal me notaram.
Conhe�o todas as casas desta cidade. Mesmo cada quintal.
E as mulheres que ajudo com seus filhos ano ap�s ano, mas nunca s�o meus!
Nunca s�o meus.
Crescem e os perco. J� n�o lhes importo.
Realmente nunca fizeram isso porque nunca foram meus.
N�o tenho nada que cuidar.
Nunca tive um filho a quem amar e cuidar.
Nunca.
Nunca terei.
Sempre este... dolorido vazio.
Vazio.
Mary, minha pobrezinha. Nunca pensei...
Grande Deus!
Deixe de falar de seu deus! Deus isto e deus aquilo. Estou farta disso. Doente!
Passar minha vida levando porcarias a velhos tolos senis!
Entregando bolos trazidos para velhos senis! Anos ap�s anos neste purgat�rio!
Fazer que valha a pena viver a pequena vida desordenada de outras pessoas!
Sim! Escrevi as cartas!
Eu as escrevi!
Mas por que fez isso? Por qu�?
Por Ann.
Ann era tudo o que tinha.
N�o podia desistir dela.
Poderia?
Deve ver que n�o podia desistir dela.
Ela era minha menina.
Pensei e pensei como poderia mant�-la.
�s vezes pensava o dia todo e a noite toda.
Finalmente me ocorreu.
As cartas.
E como, eu sou inteligente.
Voc� teria desconfiado se eu tivesse escrito apenas para Ann.
E como se tanto.
Tanto sobre os outros.
E logo essa linda sensa��o de poder.
J� n�o estava em segundo plano mesmo que eles n�o soubessem.
Estava ordenando e desordenando suas vidas a meu gosto.
E assim escrevi mais e mais!
Connie Fateley.
Len Griffin.
Voc� os assassinou.
Assassinei?
Eu?
N�o.
N�o!
N�o me olhe assim!
Digo que eu n�o assassinei ningu�m!
Deixe-me paz!
Deixe-me em paz!
Mary.
Sr. Rider.
Eles est�o esperando pelo senhor para as v�speras.
Est� bem.
- Terminarei em um minuto. - Sim, senhor.
Eu direi.
Pareceu-me ouvir os sinos, senhor.
Sim. Eu mesmo toquei.
Chega atrasado ao servi�o, n�o �, senhor?
Harbord, procure que a senhorita Mary n�o saia antes de que eu volte.
Sim, senhor.
Farei isso.
E com essa evid�ncia, senhor, pe�o uma ordem de pris�o.
Inspetor, isto � espantoso.
N�o poderia outro assinar a ordem?
- Sou seu amigo. - Sinto muito, senhor.
Receio que n�o.
Fingir que nunca fiz? N�o.
N�o.
Deixe-me em paz. Irei embora daqui.
N�o escrevi essas cartas.
S�o essas mulheres. S�o essas mulheres.
Deixe-me em paz.
Deixe-me em paz!
Deixe-me em paz!
Srta. Mary Rider?
- Est� em seu quarto, senhor. - Onde fica seu quarto?
- Oh, n�o posso dizer. - Tenho uma ordem de pris�o contra ela.
Abra esta porta!
Abra em nome da lei!
� graciosa miseric�rdia e prote��o de Deus lhe encomendamos.
O Senhor os aben�oe e os guarde.
O Senhor fa�a resplandecer seu rosto sobre v�s...
...e tenha miseric�rdia de v�s.
O Senhor lance sobre v�s a luz de Seu rosto e os d� a paz.
Agora e sempre.
Am�m.
Am�m.
Tradu��o das legendas: PARENTE - SERGIPE - BRASIL - 3 2023
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