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Dudley Moore. Quinze segundos para começar, Sr. Moore.
Obrigado, Scooter.
Não estou conseguindo afinar o piano. Me dá um A?
Claro, é fácil.
É o Muppet Show, e nosso convidado especial de hoje é Dudley Moore.
Fique de boca fechada hoje.
Estamos infestados de insetos.
Surpresa!
Obrigado e bem-vindos ao Muppet Show.
E que show maravilhoso, pois nosso convidado
é um dos maiores astros da música e comédia britânicas, Dudley Moore.
Mas, primeiro, para começar,
temos um grupo talentoso de jovens desconhecidos.
Vamos aplaudir e recebê-los calorosamente.
Ver um número desses sempre me dá nostalgia.
Nostalgia pelo quê?
Pesticida.
Muito bom, pessoal. Pode ser que faça sucesso.
Valeu, chefia.
Deviam pensar num nome para a banda.
Pensamos em algo como Grateful Dead.
-Tipo The Who? -Essa já existe.
Essa também.
Ei, é o Dudley Moore.
Oi, Kermit. Preparado para o meu número?
Ainda não. Mas, na verdade, a banda queria saber
como vai te acompanhar sem nenhum arranjo.
-Banda? Arranjos? -Claro.
Não preciso de arranjo.
Por quê?
Tenho a M.A.M.M.A.
Parece um fugitivo de Guerra nas Estrelas.
Chama-se M.A.M.M.A.?
É sigla de Máquina Animada de Manejar Música e Modalidade.
M.A.M.M.A.
-Toca o que você quiser? -Exatamente.
E é boa?
Se é boa?
É a maior conquista.
É a síntese da ciência e da arte do homem.
É a Capela Sistina da inovação.
É boa, hein?
Não é ruim.
É só mexer nesses negocinhos aqui,
que consigo música clássica.
Ou jazz.
Ou disco.
-Podemos usar para o próximo número? -Claro. Qual?
Chama-se Na Balada.
Com prazer.
Todos para o palco para o Na Balada Disco.
Kermit, eu vou fazer tanta graça.
Isso aí!
Ei, pessoal! Escutem!
O que é verde, balança os braços e pode ser encontrado em restaurantes chineses?
Não sei. O que pode ser?
Rolinho primavera de Kermit.
Sim! Sabia que iam gostar.
Ei, vejam. Uma vaca que dança.
Deve ser um "vacalada".
Sim, mais, sim.
Ei.
Por que o pato atravessou a rua?
Sei lá! Por que o pato atravessou a rua?
Porque estava apegado à galinha.
Obrigado.
Sim. Vejam. Um tubarão que dança.
Aqui deve ser uma "tubalada".
Sim, mais. Sei que vocês querem.
Ei. Certo. A última. Ouçam.
É, que é?
Ei, pessoal?
Quando alguém é forçado a fazer algo, ele é…?
Obrigado?
De nada.
Saiam de perto, por favor. Eu adorei. Que bom que gostaram.
Muito bem, chega de balada disco.
E agora, para os fãs dos Loucos Anos 20,
um dos maiores sucessos de 1929,
escrito por Charles "Cow Cow" Davenport, chamado "Mama Don't Allow".
Que bom.
As múúúsicas do Cow-Cow são tão comoventes.
Pois é.
E será tocada através de uma máquina de manejar música e modalidade
pelo talentosíssimo Sr. Dudley Moore.
Vamos tirar uns cinco.
Parem.
O que foi?
Eu quis dizer para fazer uma pausa.
Não vou precisar de vocês.
-Por quê? -Como assim?
Vou me apresentar com a M.A.M.M.A.
O quê?
Com você, M.A.M.M.A.
Acredita nisso? É uma lata de lixo musical.
Tocando um lixo de música.
É. Não tem o gingado natural do instrumento musical.
Perceba que ele está sendo tocado...
e ninguém está sendo pago.
Verdade.
Bobagem.
-Temos que falar com ele. -Sim.
Ei, bafo de grilo.
Oi, pessoal.
Que banda elétrica sem ninguém é aquela?
É.
É só um experimento, Floyd.
Escuta, isca de tartaruga. Não é porque aquilo toca pro Dudley Moore
que pode tocar o show inteiro.
Certo.
O show inteiro?
Que ótima ideia, Floyd.
Vou apertar o botão de música de fundo.
Ei, Rowlf, aonde vai? Espere aí.
Temos que ter um bom argumento, juntos.
Você pensa no argumento.
Vou ligar para um macaco conhecido que busca um tocador de realejo.
Bom… Eu…
Todos a postos pra Porcos no Espaço.
É um dia triste para os músicos.
Sim. Quase posso ouvir Beethoven se virando no túmulo.
E agora, Porcos no Espaço.
Da última vez que deixamos a Swinetrek,
um misterioso objeto a seguia.
Parece uma daquelas coisas que os cientistas enviam da Terra.
-Como se chamam? -Sondas.
É, redondo feito onda.
Parece bem uma onda. Mas como se chama?
Mon capitaine já começou bem.
Link, acabei de descobrir o que é aquele objeto.
O que é, Dr. Strangepork?
Direi quando fizer minha entrada.
Aquela máquina foi enviada para cá para musicar esta esquete.
Sim. Aquela música era para a minha entrada.
É muita fanfarra para um mero passageiro-hífen-cientista.
Imagine o que faria para um capitão.
Será que eu tento?
Lá vou eu.
Seu capitão chegou.
Mas o quê?
Então, Strangepork, vamos ficar com essa coisa durante a esquete toda?
Receio que sim.
Não há nada que possamos fazer?
Nada.
Preparem-se.
Isto é uma catástrofe.
Por que comigo sempre toca uma música ridícula?
Não aguento mais isso. Estou indo.
Não pode.
Observem.
Uau.
O que pensam que estão fazendo?
O que nos mandou fazer.
Você disse "observem".
É!
Ei.
Ah, é? Então observem isso.
Semana que vem,
graves acusações serão feitas a Porcos no Espaço desta semana.
Entrez-toi.
-Me chamou, Miss Piggy? -Sim, Kerminho, entre.
Kerminho.
-Sim, Piggy? -Tenho algo…
muito importante para vous dizer.
Sim, Piggy?
Tem algo que você poderia fazer
que deixaria moi muito, muito feliz.
Diga o que é.
Você sabe o que é.
Eu… sei?
Claro que sabe. Deve saber.
Piggy, você quer dizer…
Sim, Kermit.
A pia do meu camarim entupiu de novo.
-Pedirei para o Scooter desentupir. -Ótimo.
Não, espere. Kerminho, não.
Esta porta, não.
-Não saia por aqui. -Por quê?
Porque, Kerminho,
pressinto que há algo terrível lá fora, aguardando.
Piggy, não seja boba. Não tem nada lá fora com o que se preocupar.
Tem, sim. Tem algo lá fora. Algo maligno
e monstruoso.
Posso sentir, à espreita e esperando para atacar.
Piggy. É só a porta para o corredor.
-Saia da frente, Piggy. -Não. Não vou permitir.
Afaste-se da porta. Piggy. Escute. Você vai se afastar.
Não!
-Viu só, Piggy? Não tem nada aqui. -Não!
Não tem nada.
O robô musical do Dudley.
É esse robô idiota. O que faz no meu camarim?
Eu disse: "O que faz no meu camarim?"
Vou embora daqui.
Caramba.
Uau.
Ei, belezinha.
Entre.
-Ei, Dudley. -Ei, Floyd.
Tudo bem se eu entrar com meu amigo?
-Claro. -Que bom.
Se esse é seu amigo, odiaria conhecer seus inimigos.
Bem, escute. Como membros da banda…
Banda.
Viemos falar sobre essa máquina musical que trouxe.
Certo. Sei que temos opiniões diferentes sobre isso,
é melhor conversarmos a respeito.
-Sim, que bom que pensa assim. -Sim. Bom…
Por que não nos expressamos abertamente sobre o assunto?
-Ótimo. -Sim.
Eu acho que aquela lataria musical
vai acabar com os shows da banda, cara.
Não trabalhamos a noite toda e a culpa é sua.
Sua culpa, Dudley.
-Dudley. -Bem…
Na hora dos pagamentos,
o sapo coroa vai se perguntar por que nos pagar.
Nos pagar.
Dudley.
Bem…
Bem colocado.
Acho que é uma expressão muito válida e sucinta
da opinião de vocês.
Eu, por outro lado, penso que…
avanços tecnológicos não deveriam ser
vistos como inimigos.
Digo, afinal…
grandes triunfos da ciência…
também são verdadeiros avanços do espírito humano.
E não acho que devemos…
deixar que considerações temporárias ou pessoais nos atrapalhem.
O que acha disso, Animal?
Matar!
Matar!
Matar!
Está bem! Como você quiser! Tudo o que disser! Por favor.
-Ei. Senta. -Senta.
-Junto. -Junto.
Não tinha percebido que ele era o orador da turma.
Agora tenho um verdadeiro mimo pra vocês, amantes do medo e da cultura.
É hora mais uma vez do Gonzo, o Grandioso.
Parece que ele tem um número muito louco.
Ele não contou nem para mim, mas tenho esta mensagem:
Temos que pedir silêncio absoluto de todos.
E agora, Gonzo, o Grandioso.
Obrigado.
Preciso de silêncio absoluto para este número, por favor.
Obrigado.
Recitarei agora um poema de Percy Bysshe Shelley enquanto,
ao mesmo tempo,
desarmo uma bomba altamente explosiva.
Ave, espírito alegre!
Mas ave…
Mas ave nunca fostes,
Que do céu, ou perto, Seu coração cheio derramava
Em profuso esforço de arte espontânea.
Que encerramento.
Vejam isto.
Ei, pessoal? Pessoal?
Podem me fazer um imenso favor e encerrar o show?
Por quê? Algum problema, irmão do pântano?
Pois é, a máquina musical do Dudley parece estar na lista de doentes e…
Parece estar.
Pode ser que ainda funcione.
Música japonesa de Kabuki?
Escutem, pessoal, se encerrarem o show,
prometo nunca mais sequer pensar em outra banda.
Vamos discutir.
Não.
Não.
Por favor, estou implorando, pode ser?
Está bem. Pode deixar.
Está bem.
Ótimo. Muito obrigado.
-Vamos mostrar do que a banda é capaz. -Está bem.
Está bem.
E agora, pessoal,
a próxima atração é a nossa maravilhosa banda Muppet
com o Sr. Dudley Moore.
Animal, mais baixo. Animal!
Ei! Animal!
Animal. Ei.
Certo. Senhoras e senhores, foi uma noite esplêndida,
menos pelo fato de termos destruído metade do teatro.
Mas antes de irmos, uma última salva de palmas
para nosso convidado especial, Dudley Moore!
Sim!
Obrigado. Muito obrigado, Kermit.
Foi um grande prazer tocar nas ruínas do Teatro Muppet.
Sim, e lamento dizer que quebramos sua máquina.
Tudo bem. Fico feliz em dizer que a consertei.
Lamento dizer que gostava mais dela quebrada.
Vou programá-la para o tema de encerramento.
Não tenho mais nada a dizer,
mas até o próximo episódio do Muppet Show.
-Explodiram metade do teatro. -Pelo menos foi o lado certo.
-O deles. -O deles.
Legendas: Sabrina Cristoni
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