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George Burns. George Burns. Vinte segundos para entrar, Sr. Burns.
Estou pronto.
Mas o que é isso?
É meu novo número, "Gonzo Tocas e George Burns."
Gostei da piada.
É um prazer ouvir algo mais velho que eu.
É o Muppet Show, e nosso convidado especial de hoje é o Sr. George Burns!
Não acha essa abertura pretensiosa?
Muito bem, obrigado e sejam bem-vindos a mais um Muppet Show.
Temos um grande show hoje
porque nosso convidado especial é o Sr. George Burns.
Muito engraçado.
O quê?
"Gonzo Tocas e George Burns."
Já considerou se internar numa Clínica para Estranhos Crônicos?
Mas vamos começar indo ao sul da fronteira.
Todo mundo!
Aí está seu número latino básico.
Na verdade, é seu número porcino básico.
O que é isso? Quem é você?
Sou Fleet, Fleet Rabisco.
Colunista de fofocas para o Daily Scandal.
Lamento, mas não é permitido repórteres nos bastidores.
Que manchete: "Muppets Expulsam Imprensa, Repórter é Enxotado."
Espere.
Por outro lado, aceita um café?
Que manchete: "Sapo Suborna Repórter, Muppets Desesperados por Publicidade."
Isso não vai ser fácil.
Diga, é verdade que estão removendo várias coisas do show este ano?
Não, não muito.
"Muppets Seguem com a Mesma Porcaria Trivial."
Espere, por outro lado,
temos bastante coisa inovadora.
"Muppets Mudam Formato, Desesperados para Manter Show."
Não achei que a imprensa fosse deprimente.
Ei, Kermit, não deveria anunciar o George Burns?
Sim. Com licença.
-Isso daria uma bela manchete. -O quê?
"Gonzo Tocas e George Burns."
Essa piada está voltando com tudo.
Esta é uma noite muito especial
porque receberemos um dos nomes da comédia realmente especial.
Cá está ele com um charuto e uma canção, o Sr. George Burns.
Muito obrigado, é um prazer estar aqui.
Fico muito feliz que tenha vindo, George.
É uma honra tocar piano para você.
Obrigado, Rowlf. Há anos que não trabalho com cães.
Já trabalhou com um cão?
Claro, em vaudeville.
Naquele tempo, era comum cães atuando.
Então peguei um cão da rua e fui ao teatro fazer meu número.
Saí do palco com um cão debaixo do braço,
e cantei minhas canções.
No meio da terceira canção, o cão fez seu número.
Duas vezes.
Ele me mordeu.
Bem no meio da minha nota mais alta.
E para piorar, o gerente do teatro voltou, me cancelou e contratou o cão.
Espero que não tenha guardado rancor.
Não. Adoro cães, principalmente se conseguem tocar no meu tom.
Consigo tocar em qualquer tom. Sou como Jascha Heifetz.
Ele tocava violino.
Ninguém vai perceber, George.
Certo, no meu tom, "Train Back Home".
Pare, Rowlf.
Pode se machucar.
Toque como se não fosse receber.
Com calma.
Com calma, então.
-Do começo. -Certo.
Boa canção, não?
Esse George Burns é um grande cantor.
Eu também, Statler.
-O quê? -Claro. Quer me ouvir cantar?
-Só se for em Sol. -Sol?
Sim, lá no Sol.
Como eu vou saber o que é "cuanto le gusta"?
Ei, belezinha.
Cuidado, mané.
Sou Fleet Rabisco do Daily Scandal.
Sou repórter.
E o que sua belezinha pode fazer por você?
Queria falar com você.
Quer me entrevistar.
Não exatamente.
O que quer?
-Sujeira. -O quê?
Escândalos, fofoca, o que realmente acontece nos bastidores.
Não posso fazer isso.
Existe uma coisa chamada lealdade entre os colegas artistas.
Que pena.
Também queria fazer uma foto sua para o jornal, página três.
Bem, antes de tudo, Kermit e eu…
…dia desses…
Espere aí. Ei, Scribbler, é tudo mentira!
Com licença, Sr. Burns.
Queria avisá-lo sobre o repórter nos bastidores.
Ele escreve sobre fofocas.
Tudo bem, Kermit.
Contanto que não escreva os obituários, não me preocupo.
Mas ele escreve para o Daily Scandal, e fará de tudo pelo sensacionalismo.
Não dê atenção, Burns. É apenas um sapo.
Obrigado.
Vou direto ao ponto, Burns.
Quanto estão te pagando?
-Espere um pouco. -Deixe comigo, Kermit.
Estão me pagando US$ 250.000.
Me poupe, é mentira isso?
Uma das melhores.
Por anos não passava de um ator de vaudeville,
e agora fez dois filmes.
É difícil ser ator?
Não, é bem fácil.
Se em uma cena você entra em uma sala
e te mandam sentar, se você sentar, é boa atuação.
Se ele te manda sentar e você continua em pé,
é má atuação.
Eu sempre sento. Sou bom ator.
Mas estou há tanto tempo na ativa que recebo para sentar.
Estou no ramo certo.
-Acabou a entrevista. -A entrevista.
Adeus, rapaz.
Realmente deu conta dele.
Obrigado, Kermit.
Quantos charutos fuma por dia?
Uns 20 por dia.
Na minha idade, tenho que me agarrar a algo.
E agora, Hospital Veterinário,
a história do desastrado cirurgião que estava constantemente errado.
Dr. Bob, preparado para o próximo paciente?
Próximo? O que houve com o último?
-Foi atrás de um médico melhor. -Qual?
Exatamente.
-Qual médico! -Qual médico!
Aqui está, Dr. Bob.
Um telefone. O que ele tem?
Está inútil.
Inútil? Mande arrumar um emprego para poder me pagar.
-Talvez seja a cobrar. -A cobrar!
Dr. Bob, entende de conserto de telefones?
-Não, mas posso olhar na lista. -Médica?
Não, telefônica.
-O que acha, Dr. Bob? -Pode ser icterícia.
Como sabe?
Veja quantas páginas amarelas.
Dr. Bob.
Acha que o telefone precisa de anestesia?
-Se sim, que seja local. -Por quê?
Porque a distância é mais caro.
Esperem. Enfermeira Piggy. A próxima fala não é sua?
-Sim, mas não posso falar. -Por quê?
Estou ocupada.
Ocupada!
Dr. Bob?
O senhor não vai operar?
-Não, mas sei quem vai. -Quem?
A operadora de telefonia.
E assim, mais uma vez, o Dr. Bob evita ser desligado.
É comigo?
Fiquem ligados na semana que vem, quando a Enfermeira Piggy disser…
O telefone te lembra algo?
Bom, tem alguma ligação.
Ligação!
Sim?
Não, não.
Vejam as mãos.
Vejam os pés.
Veja sua carteira. Lá vamos nós.
Todo mundo!
Com licença, Sr. Burns. Lembra de mim? O Gonzo.
Um dos Irmãos Marx. Groucho, Chico, Harpo e Gonzo.
Não, eu sou Gonzo, o Grandioso. Também sou do show business.
Como conseguiu esse nome?
Minha mãe me deu.
Sua mãe?
Ela morreu dois anos antes de eu nascer.
Se ela morreu dois anos antes,
como ela te deu esse nome?
-Avisou meu pai. -Avisou seu pai.
Imaginei.
Vindo de você, parece plausível.
Espero que não se importe comigo aqui,
sei que você ama o show business,
e as histórias sobre o início são muito interessantes.
Algumas são bem entediantes.
Como pode dizer isso? Ainda não contei nenhuma história minha.
Achei que tinha dito…
Lembro do meu primeiro número.
Trabalhei com um canguru que via as horas.
Um canguru que via as horas?
Sim, era um truque. Ele tinha um relógio de bolso na bolsa.
Se tem uma bolsa, é onde pode guardá-lo.
Sim, mas ele estava sempre errado.
O fuso-horário era da Austrália.
Faz sentido.
Não muito. Ele nunca foi para lá.
Faz sentido também. De onde ele é?
Sydney.
Mas ele nunca foi à Austrália.
Sydney é seu agente.
-Com escritório em Pittsburgh? -Sim.
Era meu agente.
Sabe de uma coisa?
Você parece alguém com quem trabalhei.
Jura?
Isso é um elogio.
Sabe quem é?
Claro. Walter Matthau.
Sim, ela mesma.
Devo estar ficando velho. Gostei de conversar com ele.
Kerminho. Não vai dançar comigo?
Kerminho!
Bravo!
Por que está gritando "bravo"? Gostou tanto assim?
Não, um amigo meu, Joe Bravo, está na terceira fileira.
Bravo!
Aqui em cima!
Esta é uma leitura gravada de programa analítico.
Iniciaremos pelo lado superior direito do módulo.
Você notará a antena polarizada longitudinalmente.
Este componente é praticamente indestrutível
e tem garantia vitalícia da unidade.
Um sistema de alarme é ativado
se qualquer parte da máquina for danificada.
Adjacente ao alarme está o gerador iâmbico digital.
Esta unidade é pressurizada com grandes quantidades de gás metano.
No topo do gerador de energia intercelular
você verá um esferoide prolato de tensão.
Convém salientar que só esta unidade vale mais de US$ 17 mil.
Por outro lado, o magneto sublimado Doppler
localizado na parte da frente do gerador
pode ser adquirido em qualquer loja de hardware por cerca de 37 centavos.
A estrutura de energia intercelular e gerador em si
é preenchido com uma série de bobinas de manxoma atenuadas dicotiledoneamente.
No mesmo circuito
há um entalhe de comprimentos de onda de criptônio numismático
que anula os momirratos transmissores
à velocidade de cinco ícones de ventrículo por microcantábil.
O painel eletromagnético…
Para finalizar,
nada pode impedir que esta máquina execute sua função principal,
que é ser o dispositivo explosivo mais poderoso conhecido pelo homem.
Nojento.
Já viu uma comilança assim?
-Claro. -Onde?
Dia de Ação de Graças com meus sogros.
Ei, Kermit, está sabendo do repórter
bisbilhotando por aí?
Sim, Fleet Rabisco.
Ele me pediu para contar os escândalos do show
e podres dos bastidores.
Eu sei, é terrível.
Foi. Não sabia por onde começar.
O quê?
Eu poderia falar por horas.
Não quero saber.
Enfim, agora ele está falando com o Chef Sueco.
Não vai conseguir nenhuma informação com ele.
Por outro lado…
Senhoras e senhores, mais uma vez, o inigualável Sr. George Burns.
O que me diz, George? Cantaria mais uma canção?
Acha que eu vim para apresentar só uma música?
Sr. Burns, sou sua fã há anos.
Cantaria uma música só para moi?
Eu nunca diria não a uma dama.
Então não se preocupe. É apenas a Miss Piggy.
Chega, pulguento.
Então, onde estávamos?
Eu ia dizer sim a uma dama.
Obrigada, Sr. Burns.
Vamos chamar o grupo todo,
porque vou precisar de muita ajuda para esta canção.
Certo. Venham, pessoal. Lá vamos nós.
Rowlf, no meu tom.
-Certo. -Pessoal, me acompanhem.
Sim, senhor.
Muito bom.
Mantenham. Vou pensar em outra canção.
Já sei.
Muito bom. Vamos de novo.
Bem. Foi mais um show agitado,
e chegamos ao momento em que tudo para.
Vamos agradecer calorosamente
nosso convidado especial, o Sr. George Burns!
Ei, Sr. Burns. É verdade que o senhor e a Miss Piggy foram vistos
em determinada discoteca?
-Boa noite, Fleet. -Até o próximo Muppet Show!
Como eles fazem isso?
Como é que nós assistimos?
Por que assistimos?
Por que você assiste?
Legendas: Sabrina Cristoni
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