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Milton Berle.
Vinte segundos para começar. Prepare-se para a maquiagem.
-Preparar para quê? -Maquiagem!
É o Muppet Show, e nosso convidado especial de hoje
é o Sr. Milton Berle!
Outro show, outra dor de cabeça.
Obrigado.
Olá, lá vamos nós de novo com mais uma edição do Muppet Show.
Hoje o programa é especial pois o convidado
é um comediante realmente ótimo, Milton Berle.
Para o número de abertura de hoje,
lá vem ele, uma pessoa bonita.
Meu aparelho auditivo está com defeito.
-Que defeito? -Não estou ouvindo nada.
Não é à toa, está muito longe.
Belo número de abertura.
Coisa linda mesmo.
Bem horrível, na verdade. Enfim…
O que é isso?
-Fozzie? -Sim.
-O que está fazendo? -Me escondendo do Milton Berle.
Escondendo? Ele é seu ídolo, não quer conhecê-lo?
Conhecer? Por que acha que estou me escondendo, Kermit?
O que este simples urso poderia dizer ao rei da comédia?
-Que tal "olá"? -Olá?
Eu não posso dizer "olá".
Eu teria que fazer um discurso e bajular bastante.
Tudo bem, mas tem uma coisa que precisa saber sobre Milton Berle.
-Quê? -Vem vindo pela escada.
Olá. Pronto para seu monólogo?
-Estou pronto. -Certo. Vou te apresentar.
Muito obrigado.
Ei, tio Miltie.
Espero que você se saia bem.
Olhe, não se preocupe com o rei.
Não estou, estou preocupado com você.
Vejam só. Nem subi no palco e já estou encrencado.
Na era de ouro da televisão,
nosso convidado recebeu o título de "Sr. Televisão",
e esse título é merecido.
Aqui está ele, o incomparável Milton Berle.
Obrigado. Boa noite.
Quero agradecer a você, Kermit,
pela bela apresentação.
É a primeira vez que sou apresentado por um apresentador anfíbio.
Sabem o que significa "anfíbio"? Que ele é sem graça na terra ou na água.
Eu me sinto muito bem, acabo de voltar de uma viagem de lazer.
Levei minha sogra ao aeroporto.
É verdade. Enquanto estava lá…
Engraçado!
Eu sabia sobre eles. Está começando.
Vocês são os dois homens que ficam incomodando do camarote, não é?
Aí estão eles, senhoras e senhores, olhem bem.
Starsky e Hutch anciãos.
Não mexam comigo, rapazes.
-Ei, Berle. -O quê?
Sabe de uma coisa? Eu desvendei seu estilo.
-Sério? -É igual ao Gregory Peck.
Gregory Peck não é comediante.
Bem…
Espere aí. Eu fui um comediante de sucesso pela metade da minha vida.
Por que só vemos a outra metade?
Vocês vieram aqui para se divertir ou não?
-Isso mesmo. -O quê?
Viemos para nos divertir, mas, por enquanto, não.
É? Queria ver vocês virem aqui e serem engraçados.
Você primeiro.
"Ha, ha, ha", a plateia.
Não deem atenção a eles.
É o nono filho de uma família de oito.
-Vou contar uma história… -Ei, Berle!
O que foi?
-Sabe o que está fazendo errado? -O quê?
Está muito perto da plateia.
É mesmo? Que tal assim?
-Ainda está muito perto. -Desculpe. Agora melhorou?
Um pouco mais.
Até onde quer que eu vá?
Você tem carro?
Vou falar uma coisa, se não pararem,
-vou pedir para o lanterninha expulsá-los. -Ele não pode, está ocupado.
-Com o quê? -Mantendo as pessoas aqui.
Vocês os estão incentivando.
Vocês merecem um soco no nariz.
Não enquanto eu o seguro.
Essa foi boa.
Você pode usar.
Eu não preciso das suas piadas, amigão.
Tenho muitas piadas boas na minha cabeça.
Por que não chegam até sua boca?
Senhores, por favor, podem pegar leve?
-Acham que estou aqui por diversão? -Até agora, não.
Entendi. Acham que podem fazer melhor?
Pior não dá para ser.
Eu os desafio a virem até aqui e entreterem a plateia.
-Deveríamos ir mesmo. -É? Sabem cantar?
-Não. -Sabem dançar?
-Não. -Sabem fazer rir?
-Não. -Então o que vocês fariam?
O que você está fazendo.
Já chega! Vou chamar a polícia.
Boa ideia, precisa de toda a proteção que puder.
Parem! Já cansei de vocês.
Não vou ficar aguentando vocês dois. Já chega!
-Como vai, Sr. Berle? -E você agora?
Como vai? Está tudo péssimo.
Eles estão implicando comigo e me insultando desde que comecei.
-Quer que te tire dessa? -Por favor.
-Por onde você entrou? -Eu…
Saia daqui!
Já chega! Lá vamos nós de novo.
É hora do noticiário dos Muppets.
Manchete de Londres.
O testamento da falecida Mary Crandall,
depois de muita briga entre seu filho, Charles,
e seu gato, Cutie-pie, foi resolvido hoje.
Um tribunal especial declarou Charles o único herdeiro.
Ele receberá todos os bens: dez mil ratos de borracha.
E agora...
Porcos no Espaço!
Com o capitão da Swinetrek,
o intrépido e bem alimentado Link Hogthrob.
E sua imediata e segunda ao comando,
a linda e perigosa Miss Piggy.
E o supercérebro por trás desse erro terrível,
o inexplicável Dr. Julius Strangepork.
Como se lembram, na semana passada, a nave Swinetrek
estava em uma rota de colisão suicida com um objeto celestial misterioso.
Está vindo em nossa direção, mas não sei o que é.
Parece o farol de uma moto.
Sabemos o que parece, queremos saber o que é.
Está rabugento, capitão.
Doutor, pode procurar no seu livro?
Sim.
Não está listado entre os objetos conhecidos.
Procure entre os desconhecidos.
Como vai estar no livro se é desconhecido?
Há coisas que nem os porcos sabem.
Só me faltava…
Quanto tempo para a colisão?
-Exatamente 17 horas. -Ótimo.
É esse tipo de homem que gosto pra minha tripulação.
Com licença, capitão, não são exatamente 17 horas.
-Não? -Não, são 17 segundos.
Eu me confundo com os decimais.
Dezessete segundos?
Muito bom, doutor.
Preparar para a colisão.
Era uma moto.
Eu disse isso no começo desta esquete!
Deu sorte, eu acho. Enfim…
Eu nos tirei dessa enrascada.
Alarme de porco preso!
Voltem na semana que vem para o último capítulo de Porcos no Espaço.
Aqui é um bom lugar para me esconder de Milton Berle.
Nunca tinha notado como ele é engraçado
comparado a certos ursos que eu conheço.
Vou ficar aqui até o fim do show.
Fozzie, não vai dar certo.
Já usamos essa piada em Porcos no Espaço.
"The Entertainer", não é?
Sim, é o nome da música.
A maioria das pessoas não sabe que essa música tem letra.
É verdade.
Sabe sobre o que é a letra?
É sobre…
as estrelas, intérpretes
e artistas que surgiram durante o auge de vaudeville.
Você fazia vaudeville, não é?
Sim, claro, mas eu era criança.
Quantas apresentações você fez nessa época?
Eu diria que foram entre 80.000 e 100.000.
Nossa! Você era mesmo um artista, não é?
Sim, eu era um deles.
Tenho muitas boas memórias.
Agora a cortina está subindo.
O artista faz uma reverência.
Ele faz seu passo de dança
e canta sua música.
Faz o público cantar como uma plateia única.
Ele sabe exatamente o que fazer.
Ele sabe, ao terminar, os aplausos do teatro colher.
Com piadas e monólogos espertos, ele sabe agradar todo o povo.
O artista, a estrela do show.
Agora a cortina está baixando
para o artista, o intérprete, o profissional.
Ele veio a este mundo para nos trazer risadas e alegria.
O artista, a estrela do show.
Rowlfy.
Pode tocar a música de novo para mim?
Claro.
Mais energia, Rowlf!
Ela é um presuntão!
Caramba!
Isso aí!
Não monopolize o piano.
Quanto bacon!
Isso aí! Sacode esse carré!
O que é isso?
O que parece, rapazinho que eu nunca vi antes?
Parece o Urso Fozzie tentando se esconder do Milton Berle.
Você desvendou meu disfarce.
Fozzie, por que não vai até o Milton Berle
e se apresenta?
Não posso fazer isso, Scooter.
Eu te entendo. O monólogo dele foi ótimo.
-É. -Na verdade,
ele é muito mais engraçado do que você.
-Se quer saber a verdade… -Não quero!
O que houve com a boa e velha mentira?
-Fozzie, parece chateado. -Estou, Scooter.
-Eu queria ir me deitar. -Por que não vai?
-Você está pisando na minha barba. -Desculpe.
Agora, após um compromisso de três meses
na Sociedade Humanitária de Desert Springs, em Vermont,
aqui está Zelda Rose e sua coruja cantora.
-Fozzie. -É.
É sua última chance de conhecer Milton Berle.
Kermit, eu já disse que não consigo.
-Não saberia o que dizer. -Bem, lá vem ele.
Vou me esconder! Por favor, não diga onde eu estou.
Tudo bem, como quiser.
Kermit, onde está o Urso Fozzie?
O Urso Fozzie. Engraçado você perguntar, ele está…
-Onde está? -Ele está no Vale da Morte.
-No Vale da Morte? -Isso mesmo.
-O que ele está fazendo lá? -Bem, ele…
Ele está atrás de material para o número dele.
Já o vi no palco, ele precisa mesmo. É brincadeira.
Sabe, Kermit, eu sempre quis cantar e dançar com o Urso Fozzie.
Olá!
Fozzie! Já voltou?
-Sim, Kermit. -Como foi no Vale da Morte?
Quente. Quente e sem graça.
O Vale da Morte é quente demais para ser engraçado.
Mais uma vez, o urso escapa com sua lábia.
-Fozzie, eu estava… -Sim, senhor?
Eu estava falando para o Kermit
que eu sempre quis cantar e dançar com você.
Você quer cantar e dançar comigo?
Você, o rei da comédia?
Você, o…
Que tal o "top banana"?
Mas…
Top Banana.
Sr. Berle, se quiser, eu te chamo de banana.
Posso te chamar até de couve de bruxelas.
Não, "top banana" é como chamavam o comediante principal
na época dos shows de variedade.
-Vou te contar uma coisa. -Certo.
-Está ouvindo, Fozzie? -Sim.
Os grandes e pequenos artistas, Fozz,
nunca tiveram vida fácil.
É mais ou menos assim.
Primeiro vem a estrela, depois o protagonista e os atores…
Venha comigo, Fozzie.
Ei, aonde você vai?
Vou sacar dinheiro na "caixa".
Não!
-Qual é o problema, bom homem? -Quem é este?
-Sou eu. -Que bom! Pensei que fosse eu.
Aonde você vai agora?
Preciso sacar um valor mais alto.
Aonde você vai agora, Sam?
Sam? Como você sabia?
Como sabia… Ouviram isso?
Como sabia que meu nome…
Esperem eu terminar.
-Como sabia que meu nome era Sam? -Eu adivinhei.
Então adivinhe aonde vou.
O que houve no banco?
Quer saber? Pare a música.
-Temos que fazer essa piada? -Temos.
-Essa é velha. -Eu sei, vamos.
Você é corajoso, devo admitir.
Vamos.
Me dê a deixa de novo.
-O que houve no banco? -Está pronto?
Deixei um cheque pendurado.
É o fim de mais um episódio, pessoal.
Uma salva de palmas para o Sr. Milton Berle!
Obrigado, senhoras e senhores.
Fozzie, o que está fazendo aqui?
Milton e eu viramos grandes amigos, não é, tio Miltie?
-Isso mesmo. -A partir de agora, já estou vendo.
É o Urso e o Berle.
Não, é o Berle e o Urso.
Sim, mestre. Bajulação!
Lembre-se disso. "Bajulação".
E até o próximo episódio do Muppet Show.
Meu aparelho auditivo finalmente está funcionando.
Fale alto, meu aparelho auditivo não funciona.
Legendas: Soraya Mareto Bastos
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