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Original subtitles

Legenda: .:MGross:.

Legenda: .:MGross:.

Ei! Quem � voc�? Saia j� daqui!

Peguem ele!

Para!

Seu desgra�ado!

Voc� arrancou o olho dele!

Vamos arrancar sua cabe�a!

RHINO

Batyr! Garoto bom!

Aonde voc� estava?

Me mostra.

Entra.

- O que aconteceu? - Eu ca�.

T�, beleza. Me mostra!

Ele se meteu numa briga de novo. Vova?

�, d� pra ver...

Soco!

Voc� � o que? Um covarde?

Soca! Mais forte! Mais forte!

Caralho!

Seus idiotas!

Sveta!

- Sveta! - O que?

Sobrou algum p�o?

- M�e! - V� para a loja. Estou quase pronto.

T� bem, eu t� indo.

Que idiota.

- Vamos dan�ar! - N�o!

- Mas Vova! - N�o!

- Continua. - Tanto faz!

O que voc� est� fazendo a�?

Tudo bem, vamos l�.

Vamos l�!

Ei, Halya!

Aqui estou!

Vamos, Lyoha, serve mais pra gente!

Minha preciosa! Meu benzinho!

Eu leio todas as suas cartas! Obrigado.

Halya, eu me sinto t�o mal. Sinto muito.

Eu nunca vou fazer isso de novo. Fica comigo, meu bem!

Me d� um garfo, por favor.

Escuta. Cinco anos e nem um pacote com um agrado.

E da�, beber come�a �s 2 agora?

Voc� ouviu? Ele derrubou todas as videiras?

E como ele � melhor do que Brezhnev, esse tal de Gorby?

- Sa�de! - Sa�de!

Eu j� volto.

Kolya, para!

Vem aqui, sua puta!

Solta! Me larga!

Me solta, ouviu?

Assine aqui.

- O que tem a�? - Nada de interessante.

N�o banque o espertinho!

Muito bem, vamos.

Fora!

Pai!

Meu filho.

Parab�ns!

D� pra ver isso!

O que for mais novo!

Lyosha, sua m�e.

Me ouviu? Tua m�e est� aqui!

- Aonde est� a mam�e? - Ali! Pegue minha bolsa e o su�ter!

Vai, vai, vai!

Oi.

Oi.

Lyosha!

O que foi isso?

Calma a�!

- Ele t� indo mesmo pro Afeganist�o? - T� sim.

Vai ficar tudo bem.

Ah, os para-quedistas est�o aqui.

Eu sabia!

Cad� o teu tio?

O que est� acontecendo l�?

Ei mam�e,

hora de alimentar Dimka!

Voc� est� ocupada! N�o limpou a carne. �timo!

M�e!

Lyosha, filho! Meu Deus!

Vova, venha, olha quem est� aqui!

Filho!

Tia Klava tem uma igual. Ela diz que n�o conseguem entender.

M�e, aqui, pega isso.

- Aonde voc� vai? - Coisa de trabalho.

Lyosha, aonde?

- Voc� consegue descobrir? - Como? Est� tudo em japon�s!

N�o consigo enteder nada.

M�e, t� saindo!

O que foi, Batyr?

Por que demorou tanto?

Te borrou um pouco.

Boa noite, Liudmylo Ivanivno!

Olha ele!

Ol�!

Como era na sua casa?

Normal.

Voc� era feliz?

Crian�as est�o sempre felizes.

Voc� s� v� o mundo de forma diferente.

Ele parece honesto e justo.

Voc� acha que os adultos sabem tudo.

Quem entendem tudo.

Eles sempre sabem qual � a coisa certa.

Voc� tamb�m acha que s� crian�as podem ser cru�is.

E a� voc� cresce e v�

que os adultos s�o piores que as crian�as.

E ent�o voc� nem percebe quando se torna adulto.

E que voc� mesmo se torna mau.

Como eles dizem,

n�o existem pessoas ruins, s� a��es ruins.

Eu nunca mais vi meu pai desde aquele dia.

Provavelmente foi assassinado.

Quer mais?

Voc� n�o bebe e n�o dirige mais?

Eu fico diferente quando estou b�bado.

Vestida como uma vagabunda!

Ei!

Quinhentos.

Por pessoa!

Aonde voc� vai?

Maryna, Vova t� ficando b�bado!

Est� tudo bem, pessoal.

Te digo, leve vinte no m�nimo.

Vai dar uma volta.

- Eu te pedi. Que diabos? - Eu tamb�m te pedi.

Certo. Mas estou bem depois disso.

- Eu t� bem, tamb�m. - �, d� pra ver.

- Voc� disse que n�o se importava mais? - Eu n�o dou a m�nima.

Vova, oi!

- E a�, cara! - Aonde voc� vai?

Eu n�o sabia dizer se � voc�. Olha quem est� aqui.

- Por que socar teus homens? - Para!

Vamos! De volta para dentro! Vamos, estou falando.

O que aconteceu?

Que porra � essa?

- O que t� rolando? - Se afasta da janela.

Por favor, e espere pelo oficial.

Voc� faz um registro e pronto. Entendeu?

- O que ele disse? - Tem que esperar o oficial.

Atende o telefone.

S�o todos eles?

- N�o t�m outros? - Sim.

N�o cuspa, voc� n�o est� em casa.

- Voc� vai fazer uma queixa? - N�o.

- Que idade? - Menor.

Oh, a� est� voc� de novo!

- Ol�. - Ol�, ol�.

- O que voc� est� fazendo aqui? - Descansando.

S�brio? B�bado?

S�brio.

Est� bem, sente aqui. Vamos cuidar de voc� num minuto.

Me d� as chaves!

Beleza, garotos, levantem e v�o pra casa.

Voltem para mam�e e papai e lavem sua caneca.

- E ele? - Voc� tamb�m est� livre. Vai em frente.

Vou te ver de novo logo, logo.

E voc� fica aqui. Senta.

Voc� roubou a bicicleta?

- Coloca no ch�o. - N�o � ele!

�, tem raz�o, n�o � ele!

Cara, pode ajudar a gente a levar um neg�cio ali?

- Aqui? - �.

- Vamos. - Obrigado.

- De onde voc� �? - Dzerzhynka.

Minha av� mora l�!

- Av�? - �, bem que te achei conhecido.

- Oi! - Oi.

- E a�? - Tudo bem.

- Tudo bem? - Sim.

- Pode emprestar uma grana pra gente? - N�o tenho nada.

- Como assim? Vamos olhar! - S�rio, n�o tenho nada.

- Por que voc� veio ao mercado? - Para sair.

Sair? E o que � isso?

- � da minha m�e. - Da mam�e?

- Pelo menos deixe alguns pra voltar pra casa. - Aqui, diga oi pra a mam�e.

Obrigado por sua ajuda. Bom apetite!

Viadinho.

Dinheiro da mam�e.

- E aqui est� pra voc� voltar pra casa. - Legal.

Tucha est� se perguntando. Voc� decidiu?

Como eu disse, n�o quero ficar abaixo de ningu�m.

- Por que voc� n�o vai? - Eles n�o v�o me levar sem voc�.

O que voc� �? Um provedor?

T� de sacanagem, cara? N�s tamos juntos!

Ei, Karas, presta aten��o!

Rapazes, por favor!

Jovem e est�pido...

- A academia t� fechada. - Acho que n�o.

- Voc� � lesado ou o que? - O que?

D� o fora!

- Pra onde? - Foda-se!

Voc� � fodido da cabe�a?

Ou voc� acha que � imortal?

Stasik, vem aqui!

Voc� conhece esse idiota?

- � o Vova. - Aonde ele mora?

Aqui, na Rua da F�brica.

Costumava ser...

Escuta aqui, Vova.

Voc� nos deve dinheiro agora.

Amanh� voc� vai trazer 500 gr�vnias pro Beriozka.

Voc� sabe onde � isso? Vai descobrir, filho da puta.

Se n�o aparecer com o dinheiro, Stasik vai mostrar aonde voc� mora,

e vamos queimar tua casa. E voc� vai queimar com ela.

� isso. Vaza daqui.

Que filho da puta ot�rio.

Mas que porra, seu babaca!

Voc� entendeu isso? Vai trazer mil amanh�.

Ou tua casa vai queimar com certeza.

Some com ele daqui.

E as merdas dele, joga fora.

- O que � isso? - Eu ca�.

Voc� costumava cair nas tuas m�os, agora a cabe�a? Talvez fique mais esperto?

Aqui.

M�e, quanto dinheiro voc� tem?

Nenhum.

Gastei tudo, e o pr�ximo pagamento vai demorar.

De quanto voc� precisa? Podemos pedir pra tia Klava.

N�o, vou precisar disso amanh�.

O que aconteceu?

Murmurei alguma coisa e fui embora...

Voc� est� acordado?

Levanta, preciso trocar uma palavrinha com o Tucha.

- Tem que ser agora? - Sim, agora.

- Isso pode esperar at� amanh�? - Amanh� n�o posso.

Vai para a Babylon.

- Aonde? - Babylon, na avenida...

Ah t�, eu sei.

- Isso a�. - Beleza. Tchau.

- E a�? - Tudo bem.

Beleza, voc� t� com a gente agora.

Vou te falar mais tarde, qual vai ser teu trabalho.

N�o se preocupe.

E chega de suas besteiras.

E o careca?

Aquele � o Careca.

Iremos conversar sobre voc� amanh�.

E n�o se meta.

Homens n�o s�o s� punhos e armas,

voc� tamb�m...

Voc� tem que saber como conversar.

Tolyasha, leve todos os teus caras amanh�.

Os g�meos tamb�m.

Pe�a que tragam as ferramentas.

Quem sabe o que Careca est� tramando.

Ele � doido.

Beleza, pode ir agora.

Rhino!

Ei, chega. Vaza!

Caveira, o garoto n�o te deve nada. Ele est� comigo agora.

Tucha, n�o me sacaneia. Ele n�o falou que tava com voc�.

Caveira, acabou. O garoto t� comigo.

N�o � assim que fazemos as coisas por aqui. Voc� sabe disso.

Deixa disso, Caveira.

Vai pra Beriozka, toma um ch�.

Acabou.

Tucha, eu vou fazer ele pagar.

Vamos ver.

Filho de uma puta!

N�s te livramos deles. Ele ainda tem problemas com voc�.

Que assim seja!

Voc� decide.

- Queimamos as coisas dele? - Por que n�o?

Plus, vai pagar gasolina!

Mas a lata...

Fora do tanque, eu tenho que te ensinar?

Se mexe, cara, ou te taco fogo tamb�m.

Espertinho! Sabe em que terra voc� est� rastejando?

Se voc� viaja com um amigo,

A viagem ser� mais alegre

Sem amigos, h� apenas um pouco de mim

Mas com h� muito de mim

O que � neve ou calor, ou um temporal pra mim,

Quando meus amigos est�o aqui comigo

Aonde � dif�cil fazer as coisas sozinho

Eu resolverei com voc�

Aonde eu n�o possa entender alguma coisa,

Eu vou descobrir com os amigos!

O que � neve ou calor, ou um temporal pra mim,

Quando meus amigos est�o aqui comigo.

Voc� decidiu?

N�o precisa, porra, tudo continua como est�.

- Tem certeza? - Sem mudan�as.

Sua liga��o, eu te dei tempo.

Vova, voc� est� vivo?

Que porra � essa?

Deve ser o Karas, o filho da puta.

- Por que voc� ainda est� se mexendo? - Karas, seu filho da puta, vem aqui!

Hora de dormir!

Vem aqui, seu bosta!

- Uau! - Vendo pela primeira vez, n�?

At� que enfim!

Aonde voc� estava?

Coisa de trabalho.

Tem uma coisa aqui pra voc�.

Eu disse pra voc� n�o ter essas coisas em casa.

Para com isso.

- N�o tinha terracota? - O que?

Terracota.

Vem aqui, minha terracota.

O que temos aqui?

Sei l�.

Mas eu sinto que vai ser uma garota.

Nem se atreva!

Calma, calma, calma voc� sabe que n�o podemos agora.

Sabe, tua m�e ligou.

- E? - Ela t� se sentindo mal de novo.

Ela t� chateada, n�o t� doente. � por isso que ela liga.

- Queria que ela n�o tivesse telefone. - Vova!

- Vou passar na casa dela amanh�. - Melhor.

- � melhor me trazer alguma comida! - Voc� s� quer comer!

Arruma um cozinheiro pra voc�...

Sentiu minha falta!

P�s primeiro.

Porra, segure-o direito.

Voc� t� bem?

T�.

Aqui, pega isso.

Voc� n�o vai ficar pro enterro?

Tenho que trabalhar.

E Maryna?

No hospital. Complica��es na gravidez.

Muito bem, tenho que correr.

Beijos! Beijos!

Me deixa falar uma coisa.

Eu queria dizer que voc� est� fazendo tudo certo, cara.

E todo mundo aqui te ap�ia e sempre vai te ajudar.

Irm�o, voc� � um exemplo pra gente!

N�s te amamos, Vova e Maryna!

Respeito, sauda��es, felicidade, amor e prosperidade!

Oi.

Estou sentado aqui, esperando.

- Eu acho que eles t�m isso. - Tudo bem. N�s estamos esperando.

Ok, vou ligar.

- E a�? - E a�?

O lugar ficou muito pequeno pra Tucha e eu.

Eu queria trabalhar por conta pr�pria.

E ele n�o queria me deixar ir.

Nunca consigo consertar isso.

E ent�o eles o explodiram.

Algu�m explodiu.

Algu�m.

Os caras come�aram a destruir as terras dele.

N�s cortamos um peda�o para n�s mesmos.

Claro que contribu�mos para os cofres.

- E agora voc� tem trinta... - Trinta e dois.

- Ainda jovem. - N�o sei.

Agora, quando penso no passado.

Todo mundo est� morto,

ou preso.

Os espertos viraram pol�ticos.

Ainda ontem eles queimaram pessoas vivas,

e agora est�o em toda as TV's.

A pol�cia assumiu o nosso neg�cio.

Todos os meus homens se foram.

E eu... � como se algu�m estivesse me protegendo.

Algu�m deve precisar de voc�.

Quem precisa de mim?

Eu tenho feito tantas...

coisas ruins.

Tenho feito essas coisas h� muito tempo.

Muitos de n�s fizeram coisas que n�o dev�amos ter feito.

Talvez.

Mas � importante entender por que voc� existe neste mundo.

Ent�o talvez voc� tenha tempo suficiente

para fazer o m�ximo de bem poss�vel,

para cobrir todas as coisas.

E voc� tem feito algum bem?

Rinoceronte, talvez as orelhas?

�, talvez as orelhas.

Talvez isso o abra.

Vamos, M'rko!

Cad� o dinheiro?

- N�o seja t�o puritana! - Como v�o as coisas?

Ela cerrou os dentes e est� revidando.

Vou procurar em outro lugar.

J� deu, cara. N�o d� pra esconder muita coisa a�.

E a�, cad� o bagulho?

Eu vou estripar ele.

E a�?

Eu desisto, porra.

Onde eles est�o escondendo, porra?

- No quarto do nen�m? - S� garoto l�, mais nada.

Acho que ele se irritou. Ou o que?

Ele acabou. Idiota.

Tem uma marca registrada?

Isso � de verdade ou n�o?

N�o toque no meu filho, seu desgra�ado!

N�o toca na crian�a...

Est� no colch�o! No colch�o do ber�o!

A�. N�o tocamos em crian�as. Elas s�o inocentes.

Vamos indo, pessoal.

Voc� � louco?

T� indo pra onde, porra?

Merda, a pol�cia!

O que voc� quer?

As ovelhas.

O que? - O pastor, o rebanho. O que n�o est� claro?

- Cuidado, Deus n�o vai te perdoar isso. - Veremos se eu O perd�o.

O que voc� deveria perdo�-Lo?

- Tudo o que Ele fez pra mim. - E � isso?

Que tipo de vida � essa?

� uma boa vida.

O que h� de t�o ruim? Ele fez alguma coisa com voc�?

Bem, voc� pode entrar l�, � s� deixar as chaves, ok?

- Voc� t� maluco? - Qual �, cara.

Quer comer alguma coisa?

Ei, chap�u chique!

Me d� teu bon�!

- Mas por favor, nada de hamb�rguer! - Eu gosto de hamb�rguer.

Se importa se eu me sentar aqui?

Porra! N�o tem espa�o?

Olha esse monte de bancos. Senta. Voc� t� de sacanagem?

Calma. Senta a�.

- Obrigado. - De nada.

- Estou tendo um bom dia hoje. - Por que isso?

Conheci pessoas realmente maravilhosas.

E quero te contar uma coisa.

V� em frente. Uma palavra, dez pratas.

- Por que voc� t� rindo? - Ele � engra�ado.

Engra�ado pra caralho.

Eu n�o tenho medo. Passei sete anos na pris�o.

Por que?

Par�grafo 93.

Fraude.

Trabalho duro?

Agora sou um empres�rio.

- Civil? - Mas a pris�o n�o me quebrou.

Voc� foi puta l�?

N�o sou viado se � o que est� perguntando. Eu sou macho.

Eu aprendi umas coisas importantes l�.

Sa� uma nova pessoa.

Agora eu entendo que o dinheiro n�o � a coisa mais importante.

- O que � importante? - O que � importante?

N�o desperdi�ar sua vida em v�o.

E a vida, a pr�pria vida.

Eu amo, estou apaixonado.

Eu amo, estou apaixonado. Aleluia, meu amigo, aleluia!

Aquele que olha atrav�s dos meus olhos

� o mesmo que olha atrav�s dos seus olhos.

E eu tamb�m viajo. J� visitei mais de 50 pa�ses.

Quero visitar todos eles.

E eu quero navegar ao redor do mundo.

- No teu pr�prio iate? - �.

- E a� para o espa�o sideral! - Sim.

Por que n�o? Agora est�o come�ando com os v�os comerciais.

- Agora vou almo�ar. - Se cuida, astronauta!

Voc�s tamb�m, bandidos!

- Posso sentar aqui? - Claro.

Estou tendo um bom dia hoje.

Encontrei umas pessoas maravilhosas.

Vi Pashka ontem.

Ele diz que a pol�cia reuniu dez livros de merda sobre cada um de n�s.

Os locais n�o se metem com a gente. Eles t�o todos na folha de pagamento.

Mas mandaram um promotor de Kiev.

Ele est� levando todos os casos adiante.

E por que voc� t� nessa calma toda?

- Por que se preocupar com isso? - Preocupar?

Eles est�o come�ando a incomodar Noose e os caras dele.

- Todo mundo diz que � hora de ficar quieto. - Quem?

- A galera toda. - Bem, deixe-os ficar quietos. Nada demais.

Isso n�o tem gra�a, Vova.

Eles v�o nos trancar se n�o tivermos calma.

Beleza. Sai, vai dar uma volta.

Pelo menos me d� uma carona pra casa.

Estou ocupado. Ta� teu ponto. Vai.

- E a�, Plus! - Oi.

- Por que t�o nervoso? - Entra.

- Com frio? - Um pouquinho.

T� bem, vou te esquentar.

O que voc� acha do meu peixinho?

- Voc� n�o disse nada. - O que eu posso dizer?

N�o sabe?

� s� dizer que � bonito.

Que merda esquisita.

Por que esquisito?

� bonito.

- T� bom, chega. - Chega por que?

- Calma! - Calma por que?

J� deu por hoje.

Voc� t� sem g�s?

- Est� se guardando pra tua mulher? - N�o � da tua conta.

E o que � da minha conta? Sentar e esperar voc� ligar?

T� bem, vamos!

J� deu pra n�s dois, n�o �?

- Por que ela ainda est� acordada? - Vamos pro banheiro.

Me deixa segurar ela.

O que aconteceu?

Pelo menos tome banho depois das tuas putas!

Na pr�xima vez eu tomo.

Espere, vou pegar a toalha.

- O que � isso? - N�o sei.

- Quem trouxe isso? - Me solta, est� doendo!

N�o sei. Estava preso na porta.

O que voc� quer? Est� tudo bem e limpo.

- Porra, por que estamos aqui? - Eles v�o nos prender!

- Em vez disso, vamos dar no p�. - S�rio, cara!

Ainda d� tempo de correr.

Eu tenho que descobrir o que eles t�m sobre mim.

- Tudo bem, fique por aqui. - Ok, estaremos por perto.

Aonde eu vou com isso?

Espera aqui.

Vasyl Petrovych!

Sente-se.

Aonde voc� vai, porra?

Entra.

Voc� me convocou?

Senta.

Est� muito ensolarado aqui.

Sabe, na capital, � s� granizo e neve derretida.

Posso pelo menos me aquecer um pouco aqui.

Voc� sabe por que pedimos para voc� entrar?

- N�o. - N�o?

Aqui est� o seu caso.

N�s trabalhamos no seu caso por dois anos.

Tudo o que eu tenho que fazer � assinar um mandato.

Est� com medo?

Um pouco.

Isso � bom.

Que coisa interessante � o calend�rio!

Se voc� olhar com aten��o,

poder� prever a sorte de algu�m.

At� posso dizer a tua.

Olha,

aqui est� a idade que voc� tem agora.

E � assim que muitos anos se passar�o antes de voc� sair daqui.

S�o n�meros muito tristes, tristes mesmo.

Mas existe uma op��o.

Sempre h� uma op��o com n�meros mais alegres.

Por exemplo, assim.

E ent�o sua vida mudaria.

Bem, na verdade, n�o mudaria nada,

permaneceria a mesma.

E n�o seria o que posso fazer,

com os n�meros tristes.

E que tal fazermos esse n�mero mais alegre e dividir por dois?

N�s n�o estamos na escola.

E n�o temos nada para dividir.

Temos o calend�rio,

e ele � imparcial. Como eu.

Entendido.

Isso � bom.

Aqui est� seu contato. N�o saia da linha.

- Eu n�o gosto disso. - Posso ir?

Tenha um bom dia.

Tenha um bom dia.

Ent�o, mano, qual � o acordo?

Nada bom.

Ei, cara. Como voc�s est�o?

- Voc� tem porcos para abater? - Gordos?

- Tenho. - Por que?

Preciso cuidar de algo. Estamos analisando os n�meros.

Voc� precisa de dinheiro?

- Vamos dividir ao meio? - Sim.

Eu tenho uma mula. Ele far� isso?

- Tudo bem. - Avenida Lazarev 8.

- Aonde? - Avenida Lazarev 8, porta 1.

Sim, passaremos por aqui.

- Ok, d� a volta. - Fora da ponte?

Olha s�, M'rko, o envernizado limpa melhor.

Merda de cabelo!

Muito bom!

Plus, sou o Mogli!

N�o, Vermelho, voc� n�o � o Mogli. Voc� � um idiota.

- Andrii Borysovych? - Al�? Estou escutando.

� o Vova. Tenho os documentos.

- Voc� sabe onde fica a sede? - Sei.

- Por ali. - Tudo bem. Passarei em breve.

- Que foi? - Vamos.

Vermelho, vamos!

- Vou voando! - Para Camelot ou direto para a sauna?

- Deixamos o bagulho primeiro. - Pra n�o estragar ou fazer isso?

Voc� est� louco?

Perdi minha folga?

Entendi.

Que porra � essa? Para! Ei! Para!

Rhino, telefone!

- Porra, � a tua Maryna. - Diz pra ela que estou no trabalho.

Vem aqui.

Vai nessa, entra.

Voc� reuniu tudo?

Acho que sim. E onde est� a esmerilhadeira?

O que aconteceu?

- Continua. - Algum cad�ver?

- Voc� n�o pode ir l�. - Para. Est� tudo bem.

Cara, me d� uma arma.

Calma, cara!

Porra, algu�m � culpado!

Cara, � s� um acidente.

Porra, n�o. N�o �.

E foi a� que voc� desistiu?

N�o, s� piorou.

Por que?

Depois de Maryna foi um colapso total.

Eu comecei a ver coisas.

Ela come�ou a vir e falar comigo,

mas eu n�o conseguia entender.

Comecei a pensar sobre as coisas. Eu estou fazendo a coisa certa?

O que eu deveria estar fazendo?

Sabe, eu acho que

quando uma pessoa nasce,

tem uma flor dentro dela.

Que � a alma.

E a alma � pura e cheia de luz.

Ent�o a vida come�a a tentar quebr�-la, pisote�-la,

cobri-la de sujeira.

A pessoa deve ser forte,

deve proteg�-la.

E comecei a cultivar uma armadura.

Deixei crescer um chifre.

E deixei de me sentir como humano.

Eu era como...

um rinoceronte.

E agora tenho medo de olhar pra dentro.

Por que?

Eu acho que n�o sobrou nada.

Todos os eus est�o pontilhados, tudo est� em seu lugar

O dia de amanh� � como uma frase de duas palavras

E voc� pode se divertir

com perguntas ret�ricas

Mas no crep�sculo uma sombra cinzenta

Inevitavelmente rasteja para fora dos cantos e rachaduras,

Atormentando minha alma

com um veredicto frio

Sim, eu sou um porco saciado! Sim, eu sou um porco saciado!

Eu sou um porco saciado! Simplesmente um porco saciado!

Estou deitado em uma po�a suja, mas n�o me toque,

Essa po�a � minha!

- Maryna! - Vova, o que foi?

Que porra � essa?

Senta, porra!

Eu tamb�m mergulho na �gua assim na Epifania.

Sem chance! Voc� quer que seu pau n�o funcione?

Ent�o, mais uma pergunta.

O Caveira est� levantando.

Tem um cara fodendo com nosso pessoal.

Quem � ele?

Um maluco.

Um maldito animal. Chamam ele de Rhino.

Ouviu falar dele?

- Ouviu, Murchik? - Ele � um peda�o de merda sem no��o.

O que dever�amos fazer? - Dev�amos mandar uma mensagem.

Vamos faz�-lo escutar.

Estou farto dele.

N�o h� ningu�m com quem conversar. Eles perderam.

Pai, eu traria o dobro das terras deles.

Esse merda � loucura.

Suas palavras.

Agiremos de acordo.

Chicha,

voc� vai com ele.

Vamos servir mais um.

Precis�vamos passar por aqui e peg�-lo.

Certo. Na casa dele.

Sim, isso.

Ah, porra!

Voc� t� bem? Rhino?

Porra, Caveira, voc� � um verdeiro s�dico.

Ent�o, m�os ou p�s?

- P�s. - Decis�o tua. Segura ele.

Sim, falando.

Tudo bem, estaremos l� em breve.

- O que � isso? - Meu pai ligou. Precisamos ir.

- Voc� vem? - N�o.

Voc� que sabe.

Acabamos. O resto � problema seu.

Vamos l�.

Que merda, seu viado, isso chega?

Voc� acreditou em si mesmo, n�?

Quem voc� pensa que �, porra?

Lembre-se, filho da puta, o Caveira n�o perdoa aqueles que v�o contra ele.

E o Pai terminou com voc�.

Posso fazer o que quiser.

O que posso ter de voc�?

Mijar em voc� e pronto.

Os dois bra�os est�o deslocados.

Algumas costelas est�o quebradas, grandes hematomas internos.

Seu septo est� danificado e o rim direito tamb�m.

Por favor, fique no seu quarto. Desculpe.

- Ele vai sobreviver? - Ele sobreviveu.

Mas eu n�o o chamaria de saud�vel.

Sabe, se ele veio aqui sozinho...

Boa tarde! Ent�o...

- Ele est� consciente? - Geralmente sim.

- Alguma visita? - N�o.

- Ele fala? - N�o sei. N�o comigo.

Ele vai falar com a gente.

Hoje n�o, por favor. Ele est� sedado.

Sim, est� bem.

Voc� est� planejando proteg�-lo?

Por que?

Algu�m queria tanto mat�-lo, que podem querer acabar com ele.

Doutor, n�o precisa de prote��o pra ele.

Precisamos proteger os outros dele. Voc� devia ir. N�o se preocupe.

Vamos ajeitar isso.

T�m grades nas janelas?

N�o.

Vamos arrumar isso.

- N�o consigo ver nada. - Eu tenho permiss�o do m�dico.

Por que? Por que voc� precisou disso?

Eu j� perdi um irm�o!

Calma, n�o vou ficar muito tempo aqui.

Entra.

- O que aconteceu com a porta? - Teus amigos estiveram te procurando.

- Oi, Dima! - Oi!

- Leve teu irm�o pra dar uma volta. - Vamos!

Eu n�o quero! � o meu carro!

Que tal um pouco de comida?

- Oi. - Oi.

- Posso falar com o Vermelho? � o Vova. - Maldito seja voc�!

Eu gostaria que eles matassem voc�, sua esc�ria, n�o meu Yurko!

- Velho, os peixes est�o mordendo hoje? - Sem sorte!

O mesmo aqui.

- Mas eu sei aonde eles est�o. - � mesmo?

Carpa?

Pior.

Tua cerveja t� pronta!

Obrigado.

M'rko, Vermelho. Eles acabaram com todos eles.

E o Plus?

N�o sei.

Desapareceu. Talvez tenham pego ele.

Sei l�.

Ent�o, me fala daqueles filhos a puta.

O que posso te dizer... Rhino, agora n�o.

Esse cara gordo, Chicha, est� sob o comando do Pai?

Todo mundo est� sob o comando do Pai.

Rhino, o que voc� tem na cabe�a?

O Caveira entrou?

Vou precisar de uma arma, mil d�lares, e um cartucho sobressalente.

S� fique quieto em algum lugar. Por que voc� n�o sai daqui?

Voc� acha que eu perdoei Maryna e minha filha?

Aquilo foi s� um acidente, certo? Voc� acha que eu esqueci?

Rhino, n�o banque o louco.

Uma arma, mil d�lares, e um cartucho sobressalente.

Amanh�.

Tudo bem.

Legal.

Como voc� est�? Vivo?

- Que amigo? - Teu amigo.

Esse!

- Tudo est� bem? - Sim...

Cara, isso � muito desperd�cio de papel.

- Voc� leu tudo isso? - Li, s�laba por s�laba.

Assim como pensei.

O Pai mandou voc� aqui pelos livros?

Cad� teus amigos?

Nem imagino.

Estou aqui sozinho, n�o se preocupe.

E o Pai...

Ele explodiu no ano passado.

Eles pararam de procurar por voc�.

E voc�?

Eu levei um tiro!

Escuta, eu tenho um trabalho pra voc�.

Eu n�o fa�o mais esses trabalhos.

E o que voc� faz? Cagadas?

E por que n�o?

Voc� perdeu alguma coisa?

Eu queria saber se eles tinham alguma bebida.

Queria uma bebida.

Por que voc� teve que quebrar?

Eu s� queria abrir.

N�o pode pedir?

- Estou pedindo agora. - Toma.

O estoque do vov�?

Quer um pouco?

Plus, voc� sabe para que vive?

N�o. Por que eu saberia, porra?

- Voc�? - Tamb�m n�o sei.

Mas eu gostaria de saber.

Eu odeio conhaque.

Ent�o...

Voc� vem com a gente?

Quem � a "gente"?

T�m dois caras no carro esperando.

O que? Eu deveria dirigir at� aqui sozinho?

E se eu disser n�o? Voc� vai me obrigar?

Por que voc� diria isso?

S� estou brincando com voc�.

Eu s� preciso passar por um lugar.

- Aonde? - N�o � longe daqui. Numa floresta.

Preciso desenterrar alguma coisa.

Um esconderijo?

Voc� tem uma p�?

Teremos que encontrar uma escavadeira!

Vou pegar uma do vov�.

- Vai arrumar suas coisas? - S� uma jaqueta.

Por que voc� est� se escondendo?

Que tal esse trabalho para mim?

Isso n�o � mais urgente?

Seus amigos j� est�o com frio.

N�o fique com medo, n�o vou tocar em voc�.

Me perdoa, cara,

eu denunciei voc�.

Eles me for�aram, cara.

Eu n�o tive escolha.

- Sempre existe uma escolha. - Que escolha? Pular na sepultura?

- Pode pular agora. - Vova, irm�o, n�o me mata. Por favor.

Voc� sabe por qu� viemos. Voc� mesmo come�ou tudo isso.

Eu sei.

Espera.

Diga ao Pai que voc� acabou comigo.

O Pai est� morrendo. No hospital. C�ncer.

Que bom.

� isso, pode ir.

E voc�?

Eu j� estou morto.

Eu tive que ajudar meus amigos. Precis�vamos desenterrar algumas batatas.

Era urgente.

Bom.

Eu j� vou.

Por favor, devolva suas roupas de cama.

Passageiros, entraremos na cidade em cinco minutos.

Os banheiros estar�o fechados e permanecer�o fechados at� Alexandria.

Bem de manh�. Todo dia.

- Senhor! - Calma, vov�.

Eu fa�o o que eu quero.

Certo, querida? O que voc� est� fazendo a�?

- O que voc� est� desenhando? - Deixe a crian�a em paz!

Ela � minha filha, entendeu? O que voc� est� fazendo a�?

Maryna!

- Cuidado! - Desculpa.

Ent�o, eu voltei.

N�o para minha cidade, � claro,

apesar de ningu�m estar me procurando l� tamb�m.

Mas l�, no exterior, ningu�m precisa de n�s.

E aqui?

Aqui estamos em casa.

Voc� pode fazer algo por si mesmo.

Assim, perseguindo devedores?

Eles devem dinheiro para boas pessoas.

Eu simplesmente ajudei.

De gra�a?

Por que n�o?

Sabe,

naquele galp�o,

naquele curral de ovelhas,

eu

simplesmente renasci.

Eu reconheci

que n�o quero viver assim.

Eu tenho um sonho.

Eu quero construir um lugar

onde todos sejam bem-vindos.

Aonde eu posse ensinar as pessoas a serem fortes.

Onde eles encontrar�o sua verdadeira voca��o.

Voc� n�o acredita em mim?

Voc� ver�.

Eu s� preciso de um tempo.

- E se o tempo acabasse? - Como assim?

Escuta, aquelas pessoas que voc� matou,

voc� as v�?

Aquelas eram pessoas ruins.

- Como voc�? - Piores.

- E as crian�as? - Que crian�as?

Crian�as.

Pequenos humanos que n�o tiveram tempo de crescer.

J� chega!

Voc� n�o se lembra?

No carro,

ela tinha tran�as.

Sai!

J� disse, sa�!

Eu posso ir.

Mas como voc� vai viver?

Eu vou. Eu consegui at� agora.

Muito bem.

S� me diga,

isso tudo foi pelo que?

Dinheiro?

Aonde ele est�?

Amigos?

Sobrou algum?

Talvez a fam�lia?

Por amor de quem?

Diga-me, o que eu deveria fazer?

Arrepender-se.

E da�? Eu digo que me arrependo, e tudo est� perdoado?

Eu acendo uma vela e continuo com minha vida?

E se eu n�o quiser continuar?

Qualquer coisa pode ser perdoada.

Mas nem tudo pode ser perdoado.

Olha!

Voc� est� esperando esses dois?

Afaste-se. N�o mexa com a gente.

Voc� tem uma faca. V� em frente. Bata.

Pela filha do papai.

Por mim.

Essa � pela Maryna.

E agora, desgra�ado, pela minha m�e...

Pelo Vermelho, pelo M'rko, pelo Karas,

pelo Caveira,

por todo mundo.

V� em frente! Bata, n�o seja um covarde.

E agora por mim.

Obrigado.

Legenda: .:MGross:.

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