Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
LOANGO, GABÃO
É de manhã na floresta.
Para este bando de chimpanzés,
é hora de sair da cama
e começar o dia.
Mas, quando você dorme em um ninho a 40 metros do chão,
pode ser um desafio.
Este ritual matinal tem funcionado como um relógio
há várias gerações.
Um ritmo conduzido por uma das propriedades mais misteriosas
do nosso Universo.
O tempo.
E o tempo desempenha um papel importante para uma chimpanzé-fêmea.
Celeste está na casa dos 30
e tem um relógio batendo dentro dela.
Um relógio que foi acertado há 13,8 bilhões de anos.
Do Big Bang vieram os átomos…
e a energia
que viajaram por vastas extensões do espaço.
E esses ingredientes
agora estão se juntando…
para criar uma nova vida.
No útero de Celeste, uma pequena chimpanzé está se formando.
Serão mais 150 dias até que a bebê venha ao mundo.
É o tempo que leva.
E, sem o tempo,
nada em nosso Universo nasceria.
Do mais jovem chimpanzé…
ao mais antigo buraco negro.
Mas como o tempo começou?
Tudo passa pelo tempo da mesma forma?
E nosso relógio do Universo parará de funcionar?
RELÓGIO BIOLÓGICO
O dia começa para um chimpanzé assim como começa para nós.
O café da manhã.
Uma refeição fundamental
quando se come por dois.
Celeste já é uma mãe experiente.
Seu primogênito, Apollo, é o macho dominante do bando.
E ele é meio lento para começar a manhã.
Cada chimpanzé tem uma idade diferente.
Cada um tem uma personalidade distinta.
Mas todos eles são criaturas de hábitos.
Suas vidas são governadas pela passagem do tempo.
Não conseguimos vê-la.
Nem a ouvir.
Não podemos influenciá-la de forma alguma.
No entanto, cada batida do coração, cada escolha e ação,
cada inação,
é uma consequência do fluxo contínuo do tempo.
Ele pode passar voando ou se arrastar.
Mas o tempo sempre segue adiante.
Estrelas e planetas se formam,
envelhecem e morrem.
Pelo caminho, novas estrelas surgem.
E, em casos raros,
nascem os objetos mais misteriosos do Universo.
Os buracos negros.
O tempo é o condutor cósmico.
Nada escapa de suas garras.
Embora tenhamos dispositivos para rastrear e medir o tempo…
os chimpanzés não.
Celeste e sua família se guiam pelo Sol.
Que nasce e cruza o céu.
À medida que se move…
eles também se movem.
Os chimpanzés raramente dormem no mesmo ninho duas vezes.
Todas as manhãs, eles saem em busca de frutas frescas.
Viajando de uma parte a outra de seu território.
Mas, no momento, a fruta mais madura…
está do outro lado de uma planície aberta.
Apollo e os membros mais fortes do bando vão à frente
para garantir a segurança dos outros.
Em campo aberto,
eles ficam vulneráveis a predadores, chimpanzés rivais
e ao calor do sol nascente.
Eles precisam ser rápidos.
O tempo está passando.
O Sol, viajando pelo céu,
forma a unidade básica de tempo dos chimpanzés.
Do nascer ao pôr do sol e de volta ao nascer do sol.
O dia de 24 horas.
Mas um dia não é exatamente uma medida de tempo.
É uma medida de movimento.
Enquanto nosso planeta gira em seu eixo,
a floresta se move pelo espaço a 1.600 quilômetros por hora.
São 24 horas para que a Terra dê uma volta completa.
Dando aos chimpanzés 24 horas de movimento.
Doze na luz do Sol e doze na escuridão.
Repetidas vezes.
É a rotação constante do nosso planeta que define o relógio mestre da Terra.
E é o cronometrista de confiança dos chimpanzés.
Mas este ciclo essencial que damos como certo…
não é universal.
Assim que deixamos nosso planeta natal,
o dia de 24 horas não mais se aplica.
Voando mais perto do Sol…
está o planeta Mercúrio.
MERCÚRIO
Comparado a nós, ele gira a passo de tartaruga.
DIA DE 1.408 HORAS
Nosso vizinho, Vênus, gira ainda mais devagar.
Leva mais tempo para girar em seu eixo
do que para orbitar o Sol.
Fazendo com que o dia de Vênus seja mais longo que o ano.
Cada planeta tem uma duração diferente do dia.
MARTE, DIA DE 25 HORAS
SATURNO, DIA DE 11 HORAS
NETUNO, DIA DE 17 HORAS
Incluindo planetas muito além do nosso sistema solar.
A 63 anos-luz de distância,
orbitando uma jovem estrela,
está Beta Pictoris b.
Ele gira tão rápido…
que se projeta nas laterais.
É a rotação mais rápida que temos conhecimento.
Aqui, um dia dura apenas oito horas.
DIA DE 8 HORAS
Cada planeta em nosso Universo gira em sua própria velocidade.
Bilhões de mundos.
Cada um com seu próprio relógio,
funcionando em ritmos diferentes.
Mas todos avançando em uma linha de tempo cósmica universal.
De volta à Terra,
com o Sol quase no meio do céu,
os chimpanzés sabem exatamente que horas são.
É hora do almoço.
E a travessia deles pela Savana foi cronometrada com perfeição.
Eles tiraram a sorte grande.
Essas frutinhas doces da videira africana
só ficam aí por algumas semanas.
Um presente sazonal raro da floresta.
Onde o meio do dia é uma hora muito produtiva.
Animais de todos os tamanhos cuidam de suas tarefas diárias.
E cada um vivencia o tempo de maneira diferente.
Para pequenas criaturas de vidas curtas e rápidas…
o almoço parece durar a vida inteira.
Para criaturas com vidas mais longas e lentas,
uma hora pode passar em um piscar de olhos.
Mas quer você viva em alta velocidade
ou em câmera lenta,
toda a vida na floresta segue o mesmo dia de 24 horas.
Enquanto o mundo continua girando…
esses dias continuam passando…
ditando a vida de cada chimpanzé.
Um em particular.
Com apenas 15 semanas,
o corpo inteiro desta bebê caberia na mão da mãe.
Para se formar completamente,
uma cascata de eventos perfeitamente cronometrados deve ocorrer.
Pelos próximos 130 dias,
cada minuto e cada nanossegundo são cruciais.
Novas células se dividem e crescem com notável velocidade e precisão.
Neste momento,
células cerebrais estão se multiplicando a cerca de 15 milhões por hora.
Todos nós, desde os primeiros momentos,
temos uma relação biológica profunda com o tempo.
À medida que a luz do Sol se esvai…
os chimpanzés instintivamente mudam o ritmo.
Para o modo noturno.
Chamados de agrupamento sinalizam para o bando todo.
É hora de achar um lugar seguro para passar a noite.
Suas camas precisam ser macias, mas fortes.
Também não faz mal se o gosto for bom.
O ritmo de cada dia na floresta
é determinado pela posição do Sol no céu.
Mas o senso de tempo inato dos chimpanzés
vem de algo dentro deles.
No fundo de seus cérebros
há um relógio biológico.
Feixes de neurônios agem como um pêndulo…
controlados por genes
que ligam e desligam.
E um ciclo que se repete a cada 24 horas.
Esses genes do relógio criam um ritmo circadiano no corpo
que aumenta e diminui em sincronia com a rotação do nosso planeta.
Controlando hormônios…
batimentos cardíacos
e níveis de energia.
Neste momento,
os relógios dos chimpanzés estão enviando a seguinte mensagem:
"É hora de ficar com sono."
Mas nem todos conseguem dormir.
O cérebro da bebê de Celeste ainda está se formando.
Sem relógio interno próprio,
ela depende dos hormônios da mãe para se manter sincronizada.
Mas a bebê nem sempre recebe o recado.
Para a sorte de Celeste,
com tanto crescimento acontecendo,
sua bebê acaba adormecendo.
Enquanto os chimpanzés dormem nas copas das árvores…
outros habitantes da floresta estão acordando.
Relógios biológicos agem
nas células de plantas e animais por toda a floresta.
Os genes do relógio evoluíram há dois bilhões e meio de anos
nas primeiras células vivas.
Aqueles que conseguiam antecipar a luz e a escuridão de um dia
tinham uma vantagem.
E, à medida que a vida evoluiu,
ela se sincronizou com o movimento da Terra.
De tal forma que, hoje,
esses relógios existem em quase todas as criaturas da Terra.
Embora algumas criaturas prefiram o dia, e outras a noite…
toda vida dança ao mesmo ritmo.
Graças aos relógios celulares
que acompanham a rotação da Terra.
Enquanto ontem vira uma lembrança…
um novo dia começa na floresta.
Um novo ciclo…
e, ainda assim, nenhum relógio pode ser reiniciado.
Há pistas sutis por toda a floresta que revelam o porquê.
Nada é igual ao que era ontem.
Muito menos para Apollo,
que parece ter acordado com o pé esquerdo.
Quando ele está de mau humor…
o resto do bando só precisa evitar provocações.
Mas ele logo encontra um alvo para sua raiva.
Alguns chimpanzés mais jovens acharam mel para o café da manhã.
E se esqueceram de convidar Apollo para se juntar a eles.
Você logo aprende a não arrumar confusão com o macho dominante.
Ele tem uma mordida terrível.
Felizmente, não é muito sério.
Com um pouco de cuidado, a ferida irá sarar.
Mas as feridas deixam cicatrizes
gravadas nos corpos dos chimpanzés.
Marcas indeléveis do passado que revelam a verdade universal sobre o tempo.
Ele tem uma direção.
Não se pode voltar no tempo,
apenas avançar em direção ao futuro.
Esta é a flecha do tempo,
que deixa cicatrizes em tudo,
através da Terra
e além.
Nossa Lua está coberta de imperfeições
que contam histórias de eventos ancestrais.
Assim como os planetas.
MERCÚRIO
Suas superfícies testemunham uma vida inteira de bombardeios
de asteroides e cometas.
MARTE
Mas talvez a cratera de impacto mais impressionante do nosso sistema solar
pertença a uma lua de Saturno.
Mimas.
A cratera Herschel tem 130km de diâmetro.
O que quer que tenha criado esta enorme cicatriz…
deve ter chegado perto de deixar a lua em pedaços.
Mimas sobreviveu para contar.
Mas eventos como este são irreversíveis.
E diferenciam o passado do presente.
Crateras de impacto são registros do tempo
que marcam um momento único na história.
21 MIL ANOS
EUA
Não podemos revisitar o momento em que foram criados.
50 MIL ANOS
Mas podemos reconstituir vestígios de eventos passados
e traçar um curso de volta no tempo.
142 MILHÕES DE ANOS
Antes das crateras.
Antes dos planetas.
Antes das estrelas.
De volta a um tempo antes do tempo.
13,8 BILHÕES DE ANOS
Nosso Universo teve um começo.
Um grande big bang…
que criou o tempo e o espaço…
tridimensionais.
Mas tempo e espaço não estão separados.
O tempo é costurado no tecido do Universo.
Ligado ao espaço
como a quarta dimensão do nosso Universo.
O Big Bang acertou o relógio do Universo.
Impulsionando tudo para o futuro.
Criou a flecha do tempo.
Desde os primeiros momentos do nosso Universo…
ele nos empurra para o futuro,
fazendo com que tudo cresça,
envelheça…
e mude.
Da infância à idade adulta,
todos nós viajamos pela vida na mesma direção.
Envelhecendo dia após dia.
E com a idade vem a sabedoria,
e a inocência juvenil é substituída pela experiência.
A flecha do tempo nos guia por esses estágios da vida.
Ela nos molda.
Define quem somos.
Desde os primeiros momentos…
até o último.
Os chimpanzés raramente passam dos 40 anos.
Nada é imortal.
Tudo o que existe em nosso Universo tem um fim.
Incluindo, talvez, até o próprio Universo.
Hoje, as galáxias estão cheias de estrelas.
Mas 95% das estrelas que existirão já nasceram.
Então, enquanto nosso Universo viaja para o futuro,
as estrelas, uma a uma, desaparecerão…
deixando o Universo para enfrentar um futuro cada vez mais sombrio,
estendendo-se por trilhões
ou milhares de bilhões de anos.
A era da luz estelar
será seguida por uma era sombria de buracos negros.
Esses monstros se alimentam dos restos de estrelas e planetas mortos.
E, ao fazer isso,
sua gravidade cada vez maior deixa cicatrizes no próprio tecido do Universo.
Distorcendo espaço e tempo.
A borda de um buraco negro, chamada de Event Horizon,
é uma região onde a gravidade ficou tão forte
que faz com que o tempo desacelere
praticamente até parar.
Mas nem os buracos negros escapam da flecha do tempo.
Em um futuro distante…
quando não houver mais estrelas ou planetas para serem consumidos,
eles começarão a passar fome.
E lentamente…
muito lentamente…
eles encolherão.
Quando morrerem,
ninguém sabe ao certo o que virá.
Mas pode ser o fim do nosso Universo.
Aqui na Terra, nenhum de nós pode retardar a passagem do tempo.
E uma das tias de Celeste está chegando ao fim de seu tempo.
Afastando-se do grupo, ela vai para a floresta sozinha.
Ela viveu muitos anos.
Mas hoje será seu último dia.
Enquanto o mundo continua a girar,
seu corpo jaz imóvel.
Mas o tempo não nos leva apenas em direção ao fim.
Ele também cria começos.
À medida que os dias se transformam em semanas, e semanas em meses,
grandes mudanças acontecem para uma chimpanzé em especial.
Digam oi para Cosmo.
Seu cérebro e membros estão totalmente formados.
E os olhos dela estão prontos para ver o mundo.
É impossível saber o momento exato de seu nascimento.
Ela pode nascer a qualquer momento.
Ela está no útero há oito meses.
Mas sua jornada começou há muito tempo.
Os elementos que a conceberam vieram de estrelas que estavam morrendo.
A água que flui pelo corpo dela…
veio de mundos distantes.
A energia que alimenta seus músculos
veio do coração do nosso Sol.
Mas é o ingrediente mais misterioso.
Aquele que começou a funcionar há 13,8 bilhões de anos.
Isso trouxe todos os outros ingredientes a este momento.
A este lugar.
A este planeta.
Outro nascer do sol, outra manhã.
Mas este…
é muito especial.
Bem-vindo à Terra, Cosmo.
Este momento precioso nunca se repetirá para Celeste.
Mas a jornada de Cosmo só começou.
Levará cerca de três meses
para que seu relógio biológico sincronize com o ritmo do planeta,
um ano antes que ela possa se comunicar de verdade,
e talvez 15 anos até que ela esteja totalmente crescida.
Ela tem tanta coisa pela frente.
Como Cosmo,
nosso Universo ainda está em sua infância
no início de uma vida inimaginavelmente longa.
Estamos vivendo na era da luz das estrelas.
Um momento em que a flecha do tempo encheu o Universo de beleza…
e maravilhas.
Mas isso é uma breve janela de tempo
que nunca se repetirá na história do nosso Universo.
Ninguém pode retardar a passagem do tempo,
e nem devemos tentar.
Porque sem o tempo,
não haveria o agora.
Nenhum momento ao sol.
Nenhum momento, e ponto.
Sem o tempo…
não haveria vida.
No próximo episódio de Enigmas do Universo,
as estações da Terra.
Como uma mãe urso criando seus filhotes,
nós todos vivenciamos as transformações anuais do planeta.
Mas o que criou as estações da Terra?
Como elas estão ligadas à formação da nossa Lua?
E por que só o nosso planeta tem condições adequadas à vida?
Legendas: Rubens Martins
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.