All language subtitles for The Irregulars - 1x06 - Chapter Six Hieracium Snowdoniense.WebRip.pt

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Original subtitles

UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Quanto tempo é o normal?

Como deverei saber?

Dez minutos?

Nunca cronometrei.

Mas gostaste, certo?

Ouve...

- Eu gostei. - Leo.

Eu gostei.

Gostei muito. Agora, para. Concentremo-nos.

Acho que foram mais uns 15 minutos.

Para a próxima, cronometramos. Sem pressão.

- Vai haver uma próxima? - Não necessariamente.

- Mas disseste para a próxima. - Agora, estamos ocupados.

Não tenho cinco minutos disponíveis.

Desculpa. Foram mais de cinco minutos.

Caraças!

Quem achas que ele veio ver?

"Ataque tira orelha direita."

"Ataque tira olho esquerdo."

Foi o que deduzi.

Como não está morto?

As notas dizem que chegaram ao hospital

com as feridas saradas.

Perda mínima de sangue.

Só que...

Não parece possível.

Chamamos-lhe "O Caso do Colecionador".

Sarou tão bem que parece que nunca houve ali um membro.

É Hieracium snowdoniense.

O Colecionador voltou.

Falámos com uma enfermeira do hospital.

Houve outras vítimas.

Desapareceu parte do fígado, do pulmão esquerdo. E continua.

O Spike diz que havia novos monstros na cidade ontem à noite.

O que é especial neste?

O Sherlock falou-me do único caso que nunca resolveu.

Pernas esquerda e direita, braços esquerdo e direito, tudo levado.

Feridas saradas milagrosamente.

Como este caso.

Achamos que tentam construir uma pessoa

com partes corporais de outras.

O poder para fazerem isto deve ter parado quando a Bea e a Jessie...

Quando a Fenda se fechou a primeira vez.

Com outra aberta, continuaram.

Ainda não vejo qual é o plano.

E se acontece de novo?

Quem se importa? Para quê? Como nos ajuda a encontrar a Fenda?

A Jessie não penetra na mente dos monstros para ver onde está.

A questão é que, de todos os casos,

o Watson está interessado neste e nós nele.

E se houver outro meio de acharmos a Fenda?

Não.

Disseste que, se penetrasses mais nos pesadelos,

- naquele salão da caverna... - Não o faço de novo.

Sei que deve ser horrível,

mas podes sair a qualquer momento. Luto por ver porque...

Não sabem como é. Não o vou fazer.

- Como se o fizesses. - Eu...

- Não a vamos obrigar a fazê-lo. - Parem! Está bem?

Estamos todos apenas...

Um pouco cansados.

Vamos apenas...

Respirar fundo.

Bea.

Há pistas no caso das partes corporais?

O Sherlock disse que usaram uma planta rara.

Hieracium snowdoniense.

O Watson disse-lhe que falou com uma perita. A Edith Dubois.

- Comecemos por ela. - Certo.

Ótimo. É onde começamos, está bem?

Leo.

Acha a morada na câmara municipal

e, quando voltares aqui, vamos todos lá, juntos.

Não estou interessado, amigo. Tenho coisas a fazer.

E bastam vocês, sem mim, para lidar com isso.

Logo, lidem com isso.

Bill! O quê?

Vai.

Também não vou.

Jessie, o quê?

Não acredito que me pediste isso.

- Eu não estava a pedir... - Deixa-me em paz.

Billy! Para!

Billy, espera. Para!

Olha.

- Como foi falar com ele de novo? - O quê? Quem?

- O Spike contou-me. - Ele fala de mais.

É um bom amigo teu, Billy.

Vamos conversar, sim?

Mentiram sobre os meus pais.

Que a minha mãe era...

Não era uma tecelã.

Talvez mentisse.

Fui ao reformatório ver os registos.

Bill.

Vou magoá-lo pelo que te fez.

- Não vais. - Vou.

A culpa não foi tua. Eras apenas um miúdo.

Os miúdos não devem proteger as pessoas. Devem ser protegidos.

Odeio-o, Bea.

Sim, eu também.

Eu também. Mas queres mesmo destruir-te por causa disto?

Porque é o que farás.

És duro, mas também és bom.

E quem tem bom coração não magoa os outros sem isso o magoar.

Precisamos de ti,

das tuas forças,

do teu coração.

Não temos quem substitua isso.

És boa a falar. Não é justo.

- Elixir? - Obrigado.

"Um homem farto de Londres,

está farto da vida.

Pois há em Londres tudo o que a vida pode dar.

Na história do mundo, nunca houve uma cidade assim.

Uma cidade onde podemos ser quem quisermos.

Fazer o que quisermos."

Estou armado.

Está de certeza.

Dado que agora parece ser selvagem.

Olhe para si.

Mas não é mesmo selvagem, pois não?

Brinca aos disfarces.

Não.

Agora, tenho amigos aqui,

uma vida aqui...

Sabem que é Príncipe de Inglaterra.

Ou o povo destas áreas não gosta de pessoas como o senhor?

Se me levar de volta ao palácio, já não serei um príncipe.

Não participarei em reuniões,

banquetes, pequenos-almoços, eventos sociais.

Nem falarei com a minha própria mãe.

O que disse quando soube que eu partira?

Quando soube que o filhinho doente desaparecera na selva?

Ainda não sabe que parti, pois não?

Não lhe disse.

Se me tocar, digo-lhe o quanto tem sido negligente.

E como manterá o ar de superioridade

quando já não trabalhar para a Coroa?

Sou o dono do meu próprio destino.

Eu!

Se quiser voltar ao palácio, fá-lo-ei como e quando quiser.

E mais, Daimler...

...não há nada que possa fazer.

John?

Céus!

Quase me deste um ataque cardíaco.

Como entraste aqui?

A Bea fez a chave, estava desmaiado.

Admiro isso.

Não quero estar aqui. Estou porque não tenho outra opção.

Preciso de ajuda.

É de certeza a casa certa?

Colebrook Gardens, 11. Edith Dubois.

Parece que se adiantaram a nós.

O Watson.

Porque quer tanto achar a senhora da planta?

Céus!

O amigo médico divertiu-se aqui.

Caraças! Ele destruiu a casa.

Esta é a Edith?

Com o marido?

Não parecem animados.

Acho que encontrei o que o Watson procurava.

Parece um diário.

"19 de agosto.

Felizmente, a doença só lhe atacou as extremidades.

Os dedos dos pés e das mãos enegrecem enquanto a putrefação se instala."

O marido dela.

"Outubro. A doença alastrou-se para os órgãos dele.

Se eu não agir agora, ele morre.

Planeio pô-lo em coma.

E ir para um sítio seguro.

Manterei o corpo fresco para preservar o que resta dele.

E usarei a natureza para o refazer.

Para o trazer de volta."

É ela. É a Colecionadora.

"Um sítio seguro"?

Bom. Grande ajuda. Ela pode estar em qualquer sítio.

O Sherlock disse:

"A Hieracium snowdoniense requer condições específicas para crescer."

Na natureza, só cresce numa única encosta no norte de Gales.

Jardins botânicos.

Vejam esta casa. Vejam o que o Watson lhe fez.

Fala de desespero.

De medo e de fúria.

Anseia achá-la porquê?

Porque diria ao Sherlock

que a planta era um beco sem saída quando não era?

Vamos obter respostas.

Talvez possamos passar cinco minutos juntos esta noite.

Quando voltarmos.

Se voltarmos.

Iremos voltar.

Talvez uma destas vezes não voltemos.

Tivemos sorte até agora, mas...

Queres voltar para trás?

Não podemos.

Ainda bem que estás cá.

Desde que chegaste...

O que foi?

Tenho tido menos medo.

Eu também.

Pus a chave atrás da fechadura para o Watson não entrar.

Não sei como começar a pensar nisso.

Faça o mesmo que fez quando entendeu as visões da minha mãe.

- Foi há muito tempo. Não me lembro. - Deve estar na sua cabeça.

Está enterrado sob 15 anos de merda.

Não praguejes.

Quem pragueja é pouco criativo e preguiçoso.

- É a tentativa de ser pai? - Não, só digo.

Só oferece conselhos paternais?

- Não digo que... - Merda!

Tetas. Pilas. Tomates.

Tomates merdosos.

Acabaste?

Porque não...

Diz-me o que vês nos pesadelos.

Estou algures debaixo da terra. Num túnel.

E há um buraco grande. Tipo uma caverna.

E há lá corpos.

Muitos cadáveres.

Talvez uma cripta?

Umas catacumbas?

Há monstros.

Umas coisas sombrias.

"Coisas sombrias"?

Podes ser mais vaga?

Estou a perder-me com tanto pormenor.

Usam vestes pretas.

E máscaras.

Narizes longos. Tipo narizes de cone. E olhos ocos.

O que vês são médicos da peste.

Usavam máscaras assim durante a Peste Negra.

Cheios de ervas e especiarias para se protegerem do "mau ar".

Era uma teoria absurda, mas a ciência mal começara.

Como o véu entre os mundos é mais fino em locais de grande tráfego,

procura talvez um fosso de peste.

É isso.

Este lugar não tem fim.

Isto parece familiar.

É o mesmo lugar que nas fotos na casa dela.

VIVEIRO DO BOTÂNICO-CHEFE

Fiquem todos por perto.

Quando Prometeu fez humanos com barro e lhes deu fogo,

Zeus castigou-o amarrando-o a uma rocha.

E pôs uma águia a comer-lhe o fígado todos os dias, para sempre.

Como pensam castigar-me?

Billy.

Acabou-se, Edith.

Sim, tem razão.

Acabou-se.

Mas não pela razão que pensa.

Acabou-se porque ele está pronto.

Terminei-o.

Este soro vai tirá-lo do coma.

Não a podemos deixar acordar aquilo.

Construí-o para ser muito forte.

E ele não vai gostar que me ameacem, garanto-vos.

O que esperava, Edith?

Não rouba partes corporais sem consequências.

Aceitei as doações de pessoas que as podiam fazer.

Não matei ninguém. Ele não precisava de órgãos vitais.

Vimos um homem com um buraco do tamanho de um punho.

É formado por mais de 30 pessoas!

Dominei a vida!

A história de Prometeu é um aviso, Edith.

Quem tenta usar a ciência na natureza, acaba mal.

O que faz é errado.

Errado?

Errado.

Não me fale de errado.

O meu marido era cirurgião.

Salvava vidas.

E, contudo, Deus achou por bem dar-lhe esta doença,

enquanto os violadores e os assassinos andam por aí com a melhor saúde.

Bem...

Achei um meio de me tornar um deus.

E serei melhor do que Ele jamais foi.

Edith, não!

Sammy! Estou aqui.

Não.

Não.

Sammy?

- Acabou-se, Edith. - Não.

Não terminámos.

Terminámos, sim. Há dezenas de fossos de peste em Londres.

Vai a cada um, vê se sentes algo.

Não temos tempo para fazer isso.

Nada mais temos para começar.

Círculos. Eram os círculos nos meus pesadelos.

Não quero saber! Não o quero na minha cabeça! Deixa-me em paz!

Por favor...

...não chores.

Não posso voltar aos meus pesadelos.

Não o posso fazer.

Eu sei.

Eu segurava a mão da tua mãe enquanto os vivia.

Segurei-a através da escuridão da noite enquanto convulsionava.

Ela tremia.

Só quero que termine.

Muito bem.

Círculos, fossos de peste.

O único...

Há um fosso de peste sob a Biblioteca de Londres.

A sala de leitura chama-se Sala Circular.

Quero dizer, é...

É só um palpite, mas...

...podíamos ir lá.

Ver se sentes algo.

Deve ter atingido os órgãos vitais.

Eu devia ter recolhido mais partes.

O que sabe sobre o John Watson?

Há 15 anos, abriu-se uma Fenda.

Sabemos que a Edith e ele estiveram envolvidos.

Vai dizer-nos o que sabe.

Porque o faria?

Se nos disser, não a levamos à polícia.

Se fizermos isso, ela continuará a tirar partes corporais.

Não quero saber. Não importa.

Só importa sabermos sobre o John Watson.

Não podemos fazer isso.

Meu Deus!

Odeia-o quase tanto como eu.

E pensei que estavam aqui para o salvar.

Salvá-lo?

Caraças!

Porquê a bússola?

Os fenómenos interferem com os campos magnéticos naturais da Terra.

Aproximas-te de uma Fenda, a bússola fica doida.

Queria agradecer-te.

Pelo quê?

Há muito tempo que não estava ativo assim.

Na verdade, sabe...

Sabe bem.

Lembra-me o passado.

Isto deve ter sido difícil para vocês.

Assustador. Desconcertante.

Mas os tempos mais sombrios formam os laços mais próximos.

É uma dádiva.

Sentires-te tão ligada aos outros.

Tão próxima.

Parte de uma equipa.

Aprecia-o.

Acredita em mim.

Não é eterno.

Anda. Despacha-te.

Está bem. Cá vamos nós.

A Sala Circular.

Sentes alguma coisa?

Deve haver um erro com a bússola.

Não está aqui.

Tem de estar aqui.

Nenhum local se relaciona com círculos como este.

Não significa que não haja um.

Não. Tem de ser.

Tem mesmo.

Fecha os olhos.

- Respira fundo... - Não está aqui. Já lhe disse.

Então, esquece.

Meu Deus!

- Ajudem-me a desatá-lo. - Não.

O quê?

Deixa-o.

Quando teremos outra hipótese?

Beatrice.

O acordo era falar-nos dele.

Portanto, faça-o.

Com prazer.

Quando o Sammy adoeceu, tentei pôr termo à doença dele.

Tentei tudo. Nada funcionou.

E quando esgotei a ciência...

...virei-me para o oculto.

A pessoa que encontrar um meio de contactar os mortos...

E falo de contacto real.

Contacto que pode ser documentado.

Esse indivíduo torna-se a pessoa mais famosa do mundo.

Um génio acima de Newton, Galileu e Arquimedes.

Pode ser feito.

E com os melhores esforços, será feito.

Venha ao capítulo de Edimburgo da Aurora no fim de semana.

Pensamos fazer uma série de sessões espíritas que...

O Sr. Holmes está muito ocupado agora.

- Não pode viajar... - Disparate!

Há algo mais importante que isto?

Perdoe o meu amigo.

Acha difícil entusiasmar-se com tais coisas.

Não tem a aptidão para isso.

Não é verdade.

Tenho estudado vários textos sumérios antigos.

E eles acreditam que, quando uma pessoa falecia,

entrava num submundo sombrio chamado Eresquigal.

E havia três portas guardadas por três monstros.

Está alguém à porta para o Sr. Holmes.

Sim?

Chamo-me Edith Dubois.

Contactei a Aurora Dourada, deram-me esta morada.

Disseram-me para perguntar por Sherlock Holmes.

Ele está ocupado. Terá de voltar mais tarde.

Acho que descobri um meio de alcançar o outro lado.

Como assim? Como?

Consegui deitar as mãos a uma...

Não sei como a descrever.

É uma espécie de relíquia.

É verdadeira?

Custou-me cada cêntimo que tinha.

Então, o que fazemos?

Vou levá-la e testar a autenticidade.

Sammy?

Sammy, estou aqui.

Estou aqui.

Não.

Não.

Ela fica aqui comigo. Mal o conheço.

Trouxe-me aqui hoje pela minha experiência?

Sim...

Trouxe-me aqui hoje para descobrir como dar vida aos ossos do seu marido.

Levo a relíquia. Encontrarei um meio.

Doutor, as pesquisas dizem que há grande perigo em usar esta ferramenta.

Toma-me como um amador?

- Não. - Por favor.

Não subestime a minha aptidão.

Quanto tempo demorará?

Entrarei em contacto.

Mas nunca entrou em contacto, não é, doutor?

Pegou nas esperanças de uma mulher salvar o marido

e pô-las de lado.

Fartei-me...

...de esperar.

Mas você tinha outros planos.

O LOCAL DO CADAFALSO DE TYBURN

Passaram-se algumas semanas e o Sammy estava quase morrer.

Usei um tabuleiro ouija para pedir ajuda.

Mas algo tinha mudado.

De repente, eu tinha o poder de entender as plantas a nível molecular.

Vi que podia combinar a essência delas para fazer milagres.

Não te preocupes, amor.

Eu sabia o que tinha de fazer.

É para teu bem.

Agora, descansa.

Prometo reconstruir-te.

Uns meses depois, tive uma visita.

O que tem feito, Edith?

Podia perguntar-lhe o mesmo.

Como me encontrou?

Hieracium snowdoniense.

O Sherlock farejou-a numa das suas poções. Eu percebi.

Mal vi as vítimas, percebi.

- Onde está o seu marido? - Algures seguro.

Vou reconstruí-lo.

É louca.

Dê meia-volta,

volte para o Sherlock e diga-lhe que está enganado.

- Vou? - Vai. Porque sei o que fez.

Vi-o quando ganhei os poderes.

Se disser uma palavra, digo-lhes que levou aquela relíquia

e não tentou só contactar os mortos,

abriu um buraco no lado do Universo.

Foi o senhor.

Foi sempre o senhor.

Abriu a Fenda que matou a minha mãe.

- Matou-a. - Não!

Sim! E mentiu ao Sherlock.

Depois, fingiu procurar a Fenda

quando sempre soube onde ela estava.

Com os monstros sob controlo, achei

que teria tempo para descobrir como a fechar.

Não queria que a tua mãe... Pensei que haveria outro meio.

Não havia.

E isso destruiu-a.

Tirou-a de mim.

Desculpa.

Não acredito que foi o senhor.

Que está por trás de tudo isto.

- Após tudo por que passámos. - Desta vez não fui eu.

Juro.

Após a primeira Fenda ser aberta, atirei a relíquia para o Tamisa.

Juro! Beatrice, por favor!

Tens de acreditar em mim. Juro-te!

Ninguém se mexa!

Se eu deixar cair isto,

morrem todos.

- Porque não continuar a procurar? - Não!

Não serei humilhado assim.

Não serei forçado a fazer algo que não quero.

Olha à tua volta, sim? As ruas estão a ficar loucas.

Ouve o meu conselho, sai delas.

O que se passa consigo?

- Só quer ficar pedrado. - Sim.

Sou drogado. É o que fazemos.

- Porque não me ajuda? - Não quero.

Não é uma razão.

Porque já não sou quem era!

É por isso.

Pois o Sherlock Holmes já não existe.

O brilhantismo, a magia ou o método... Ele desapareceu. Não vai voltar.

Não acredito nisso. Só tem receio.

Receio?

Ousas chamar-me receoso?

Tens as respostas na tua cabeça.

Mas temes de mais ficar dentro das tuas visões. É patético.

Vê. A cidade começa a destruir-se.

Vê o sofrimento que podias parar se fosses minimamente corajosa.

Não tinha de ser brilhante.

Eu não precisava que o fosse.

Só precisava que lutasse comigo.

Ele tem uma arma!

Sai das ruas, não é seguro.

O que faz? Tínhamos um acordo.

Poupem-me!

Nunca me deixariam ir.

Edith, por favor!

Quanto a si, John,

porque acha que não o matei quando o vi a espiar?

Já penso há algum tempo

que posso ter de substituir o coração, o gânglio nervoso.

As partes que não se podem tirar de uma pessoa sem a matar.

Mas com a sua vida, John...

...abrirei uma exceção.

Nós somos iguais.

Armámo-nos em Deus, mas o preço a pagar era terrível!

Não me armo em Deus, John.

Sou um deus.

E como deus, às vezes, tenho de fazer os inocentes sofrerem por um bem maior.

Lamento imenso que se tenham todos envolvido nisto.

Lamento imenso que se tenham envolvido com ele.

- Edith, por favor. - O seu marido morreu.

Não o pode ressuscitar.

Chega!

Um sopro disto...

Não sentirão nada.

Sammy.

Estás aqui.

Sammy, estás aqui.

Meu amor mais doce.

Estás vivo.

Afaste-se dele.

Querido, estou aqui.

Meu querido mais doce.

- Estás vivo. - Sim.

Quinze...

Sim.

Porquê?

Salvei-te.

Porquê?

Salvei-te para podermos estar juntos.

Edith, afaste-se dele.

Quinze...

- Sim. - ...anos.

Prendeste-me aqui.

Porque não me deixaste morrer?

Porque te amo.

Vê... Vê o que me fizeste.

Como te atreves a roubar-me a morte?

Aquela coisa vai desfazer-nos.

Temos de sair daqui.

Beatrice. Não me deixes.

Não me deixes aqui.

Por favor, desata-me.

Ajuda-me!

Desata-me!

Ajuda-me, vá lá!

Ajuda-me!

Vá lá.

Rápido, Bea, ou ele mata-nos a todos. Vamos!

Anda, Bea.

Rápido, anda!

Beatrice!

Vão-se embora.

Vamos lá, anda!

Foi uma longa viagem.

Já só faltam umas horas.

Passámos por Dover.

Vi os penhascos.

Esperava-te mais feliz por eu estar perto.

E estou.

Estou apenas...

O Sherlock disse que trabalhar nos casos

o fazia sentir-se mais ligado ao Watson e à minha mãe.

Como se lutassem juntos.

Não me sinto assim com os meus amigos.

Tentam sempre fazer-me ir mais longe nos pesadelos.

Apesar de lhes ter dito que não quero.

Eles já não te entendem, Jessie.

Pessoas como nós. É difícil para eles.

Cresceste mais depressa que eles.

Tornaste-te algo muito...

Muito especial.

Muito poderoso.

A Bea entende.

Nunca me obrigaria a fazer o que não gostasse.

É a minha protetora.

O Watson era a única pista.

Não sabemos quem abriu a Fenda ou onde está.

Após o que fizemos,

tudo por que passámos, nada temos para mostrar.

Acabou-se.

Não podemos parar de tentar.

A Fenda está a aumentar.

Vê o que acontece à cidade.

É só uma questão de tempo até...

O que fazemos?

Há outro meio.

Um outro meio.

Jessie?

Jess!

Talvez não te lembres de mim.

Conhecemo-nos há uns tempos, na rua.

Lembro-me de si.

Como chegou aqui?

O que quer?

A senhoria permitiu-me generosamente o acesso.

Permitiu-lhe?

Vá. Saia daqui!

Tenho informações para ti.

Informações que creio que acharás muito interessantes.

Topa o silêncio nas ruas.

São os monstros.

As pessoas sabem.

Sabem que se passa algo mau. Está no ar.

Ouve.

Sobre a outra noite. Estava fora de mim.

Já estás bem?

Sim.

Sim, arrumei as ideias.

Ótimo! Então, levo-as para dentro.

Aí estás, seu chatinho.

Beatrice?

Beatrice, vais voltar para a...

Tens cinco segundos para me dizeres quem és.

Deixe-me em paz. Não quero falar consigo.

Mas queres falar com todos do reformatório, percebo.

A tentar sacar merda sobre mim, não foi?

Se tens um problema, porque não ages como um homem?

E vens ter comigo.

Não vou lutar consigo. Não vale a pena.

É pena.

Porque vou lutar contigo.

O problema dos rapazes sem pais é não aprenderem a ser homens a sério.

Mas vou ensinar-te.

O quê, é um homem a sério?

Sou eu.

A pessoa que vês diante de ti, que conheces, é quem sou.

Não te conheço.

Céus, sinto-me enojada.

- Não, por favor, Beatrice... - Não me toques!

Não me podes tocar de novo.

Tens mentido desde que nos conhecemos.

Puseste-nos a todos em perigo, a mim, à Jessie, ao Spike e ao Billy. E para quê?

Para fingires ser pobre por um tempo?

Não.

Para poder ser vosso amigo.

Se não mentisse, nunca me dariam a hipótese...

Não.

Não te atrevas a torná-lo sobre nós.

Nunca tive um único amigo em toda a minha vida.

Nunca estiveram comigo como vocês estão uns com os outros.

Nunca senti nada senão solidão.

Quão difícil deve ter sido para si, Vossa Alteza.

E diz-me, demos-te o que precisavas?

Dei-te o que precisavas?

Fiz-te sentir melhor?

Prometo-te...

Deixei-te entrar.

Fi-lo e não devia.

- Se pudesse voltar atrás, mudaria... - Quero que saias.

Não.

Quero que saias e nunca mais te quero ver.

Levanta-te e luta.

Luta comigo.

Sabes como me lembrei do teu nome, Billy?

Porque to dei.

Era o meu privilégio dar o nome a todos os que chegavam.

Todos aqueles cujas mães nunca se ralaram em batizar.

Dei-te o nome.

Fiz-te forte porque precisavas de o ser.

Quero dizer...

...vê à tua volta!

Olha para esta cidade!

Vê como trata as pessoas.

Julgas que terias durado sem o que fiz?

Ensinei-te a lutar.

Agora...

...luta comigo,

seu merdinhas.

Vamos!

Luta comigo!

Luta comigo!

Meu Deus, está morto!

- Chamem a polícia! - Chamem a polícia!

Onde estiveste, Jess?

- Fui andar para desanuviar. - Como foi com o Sherlock hoje?

Tentei que me ajudasse.

Não estava interessado.

O que quer que tenha sido, já não é.

Disse-me que eu era cobarde.

Por não ir mais fundo nos meus pesadelos.

Ele tem razão, não tem?

O quê?

Olha...

Não digo que és cobarde.

Mas se fores mais fundo e descobrires, toda esta merda desaparecerá.

É o que pensas?

Não foi o Watson que abriu a Fenda. Não esta. Ele disse-nos.

O Sherlock não pode ajudar.

És a única que pode parar isto.

Vai mais fundo nos pesadelos.

Incrível, tu entre todos! Pensei que ias entender.

Entendo, Jess. Não significa que não possa ser sincera,

nem que não pense que tens de crescer.

Ele tinha razão.

Tinha razão sobre todos vocês. Nenhum percebe!

Quem?

Jessie!

Jess!

...veja se os assistentes sabem aonde ir.

Ganhou.

Estão mortos.

Jess?

Jess.

Está bem?

Estou ótimo.

- Socorro! - Anda.

- Socorro! Rápido! - Anda.

O que se passa? Aquelas pessoas estão mortas?

Onde está a Fenda?

Não sei, acho que está no local de um velho fosso de peste.

Que fosso de peste?

Estava assustada para tentar saber.

O futuro do mundo está em jogo e estás assustada?

Podias ter penetrado mais nas mentes daqueles monstros.

Sabiam onde estava a Fenda.

Desculpe.

És fraca de mais.

- Agora, eu cuidarei disso. - Sim.

Consigo aqui, podemos achar a Fenda.

- Podemos achá-la e fechá-la. - Não.

Não a quero fechar.

O quê?

Largue-me!

Quem é o senhor?

O que lhe aconteceu?

Por favor.

Legendas: Ana Paula Moreira

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