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Asan, Asan!
A Maria est� dando � luz.
Ivan!
- Voc� conhece a parteira Saule? - Sim.
V� busc�-la. � muito longe do hospital. Entendeu?
- E voc�? - Eu vou ao rio preparar tudo.
- Vamos, mexa-se! - Sim, sim.
Sim!
Beba.
Beba!
Ivan! Onde est� voc�, seu imprest�vel?
Estou aqui, Masha.
Espero que suas bolas caiam, seu idiota miser�vel!
Aonde voc� vai?
Fique aqui.
Voc� est� bebendo vodca de novo?
Mas Masha... Eu n�o estou b�bado.
- Fa�a alguma coisa, est� sofrendo muito! - Ela est� bem.
- Ent�o por que est� gritando tanto? - Ela est� com medo. Est� exagerando.
Ela deveria continuar amaldi�oando seu marido. Far� bem a ela.
- Masha! - O qu�?
Ou�a...
Sabe...
Quando eu tinha dez anos
meu pai me chicoteava por uma coisa ou outra.
Seu pai n�o te chicoteou o suficiente.
Eu corria para casa pelo campo.
E eu ficava sentado l�, chorando, e n�o havia uma alma por perto.
E sabe, de repente veio um vento forte,
e de repente...
slap!
Um peixe caiu do c�u.
Pare com suas mentiras.
Eu juro.
Eu tamb�m n�o acreditaria se outra pessoa contasse.
Ent�o de onde veio?
Como eu vou saber?
Talvez o vento tenha trazido.
Vania, voc� � um idiota.
Que tipo de peixe era?
Provavelmente uma carpa.
Pesava uns cinco quilos.
Ivan!
Atire!
Vamos, atire!
Para o alto, idiota!
O que voc� est� olhando a�, seu monstro?
Bem, diga alguma coisa.
Que tipo de monstro voc� pariu para mim, idiota?
Veja voc� mesmo, espantalho!
Este filho n�o � meu. Ele � escuro.
CAN��O DOS MARES DO SUL
Por que voc� bate na mam�e?
Mulheres t�m mais dem�nios dentro delas do que homens.
Entende?
Eles vivem aqui.
- �s vezes eles t�m que ser tirados. - Por qu�?
Ent�o as mulheres sabem o seu lugar.
Agora, v�.
Vanka, seu idiota! Pare!
Vanetshka! Pare, seu idiota!
Vania, n�o! Socorro!
Pare, Van! Pare com isso, idiota!
Mam�e!
Vania... Socorro!
Pare, idiota!
O que voc�s est�o fazendo aqui?
Espere a�!
- O que h� com voc�? - Venha aqui!
Maria, merda, o que voc� est� fazendo?
O que voc� est� fazendo? Voc� vai me matar, vaca!
Venha aqui, porco!
Venha aqui...
Foi por causa do Sashka de novo?
Por que voc� est� t�o contente com isso?
- Voc� mesma sentiu o gosto do chicote. - N�o tem nada a ver comigo.
� por voc� que eu lamento.
Voc� vai teimar com isso?
- Confesse ao Ivan, talvez ele te perdoe. - Eu n�o tenho nada para confessar.
Como eu posso saber por que meu filho � t�o escuro?
Voc� realmente n�o fez nada com Asan?
N�o comece com isso.
Ivan n�o fala de outra coisa.
E agora voc�!
Eu juro na cruz!
Ele � do Ivan, entendeu?
Quem sabe...
Ele tamb�m n�o se parece com voc�.
Sua vagabunda!
Prostituta!
Vagabunda idiota! Voc� ousa me chamar de prostituta?
Prostituta do Asan, porca gorda!
Olhe para voc�, olhos de raposa!
- Sua porca gorda! - Olhe para voc�!
O Asan n�o te bate o suficiente!
Eu te bateria todos os dias da semana.
O Asan deveria te bater mais!
N�o me toque. Eu te odeio!
Eu odeio voc�s dois!
15 anos depois
Seu filho fugiu do internato h� quatro dias.
Um verdadeiro bashibazouk.
Em 30 anos nesta escola, eu nunca vi nada assim.
- Ele � simplesmente incontrol�vel. - Onde ele est� agora?
Com os cavalos, onde mais? Ele est� sempre pendurado neles.
Eu lhe digo o tempo todo:
Se isso continuar, vamos expuls�-lo.
- Des�a do cavalo, filho. - N�o enche, pai!
Des�a, eu disse!
- Por que n�o est� indo para a escola? - Eu n�o quero.
Como assim "eu n�o quero"? Eu vou dar um jeito nisso!
Malcriado!
Vamos!
Tenha pena da sua m�e. O que eu vou dizer a ela?
V� para casa, pai.
O qu�?
Voc� fala assim com seu pai? Filho da puta!
Des�a! Des�a, estou mandando!
Sasha, pare! Pare, eu disse!
Quem � voc�?
Eu sou a mulher do Mar do Norte.
Seu irm�o ficou aqui.
Ele estava a caminho do Sul.
Mas ele n�o quis me deixar para tr�s.
Fique, eu imploro.
Fique.
Fique!
Livre-me da minha dor.
Livre-me das minhas mem�rias.
Isso n�o est� em meu poder.
Nikolai Gavrilovich, agora s�o dez para as seis.
E da�? Pare com a porcaria alem� e v� para o escrit�rio.
Nikolai Gavrilovich, eu n�o sou seu escravo.
- Vamos fazer as coisas direito. - Cuide da sua vida, mal-educado!
Nikolai Gavrilovich, voc� sabe que o meu expediente acaba �s 18h.
Eu n�o estou nem a�, entendeu? H� trabalho a fazer.
Aonde est� indo, Victor?
Vitka! O que eu falei?
Meu nome � Wilhelm, comandante!
Eu disse para parar!
Pare, eu disse. Eu vou te demitir, salsicha est�pida!
Vitka Preichel est� demitido!
Traga isso aqui!
- Ele te abandonou de novo? - Voc� n�o ouviu o que eu disse?
Eu ouvi.
O carro est� na ponte. Deixe o Petka pegar.
Voc� demitiu o Preichel tantas vezes!
Me d� a carta de demiss�o.
Por que voc� n�o aprende a dirigir?
Aquele maldito alem�o!
Venha aqui!
Venha aqui!
- O que voc� quer? - Venha aqui. Temos algo a discutir.
Abra!
Este � seu filho?
O que ele aprontou?
Ele roubou nossos cavalos.
Isso � verdade, filho?
Ent�o o que vamos fazer agora?
O que voc�s querem?
H� duas possibilidades:
N�s o entregamos � pol�cia,
ou cortamos um dedo dele, como sempre foi nosso costume.
Maria! Maria!
- O qu�? - Venha aqui um segundo.
Oh, Sanechka, meu menino!
N�o grite. Leve-o para dentro.
- D�-me meu filho. - Fique onde est�.
E voc�, mulher, entre!
Ivan, o que voc� fez?
Eu disse para me dar o meu filho!
Me d� o meu filho.
Pelo amor de Deus!
N�s n�o obedecemos ao seu deus.
Ele � s� um garoto!
Ent�o pague um resgate e leve seu filho.
Eu n�o tenho nada al�m de porcos.
Estes voc� mesmo pode comer, Cabelos Dourados.
Asan, Ivan foi espancado!
- Nikolai Gavrilovich... - Voc� vai come�ar de novo?
N�o, n�o. Eu estou querendo falar com voc� h� muito tempo.
Mas Asan e Ivan...
- O qu�? - Eu vou embora.
Para onde? Ningu�m te deu f�rias.
- N�o, eu vou para a Alemanha. - Para onde?
Pare! Pare, eu disse!
Para Vaterland, voc� quer dizer.
Inferno!
Ent�o � verdade:
Alimente o lobo como quiser, ele vai fugir, de qualquer jeito.
- N�o � assim, Nikolai Gavrilovich. - � mesmo?
Esta n�o � a sua casa?
Voc� nasceu aqui, cresceu aqui, foi para a escola aqui...
Voc� n�o entende? Minha m�e e irm�os est�o l�.
Eu tinha tanta f� em voc�, queria fazer de voc� um engenheiro-chefe.
E voc� me apunhala!
- Mas eu estou sozinho aqui. - E da�?
Eu sempre estive sozinho.
Eu cresci no orfanato e n�o tenho fam�lia,
exceto minha esposa e a minha maldita sogra.
- Est� muito tarde, Nikolai Gavrilovich. - Tarde por qu�?
N�o seja imprudente. Pense nisso.
O que diabos ir� fazer l�? Eles t�m seus pr�prios vagabundos.
Vamos, Vitia, vamos!
Vitia, l� todos falam Alem�o.
Voc� n�o vai entender nada.
Eu j� falo um pouco.
"Eins zwei drei!"? Eu sei isso tudo tamb�m, gra�as � nossa professora.
Voc� n�o entende nada do que eles dizem!
Desista, j� est� decidido.
Ent�o v� para o inferno!
Por que eu me humilho na frente dele como uma prostituta?
Maldito alem�o!
Caiam fora! Todos, caiam fora!
Caiam fora, alem�es e judeus! Eu ficarei bem sem voc�s!
Vitka!
Maria!
Venha cumpriment�-los, sua fam�lia chegou.
Exatamente o que eu preciso!
Cossacos!
Oh, meu Deus, meus queridos!
Querido tio Kolia! Meu Deus, que maravilhoso!
Paschka, meu querido! Pensei que tivessem esquecido o caminho daqui.
Desde hoje de manh� eu estou deixando cair a lou�a toda hora.
Que bom que est�o aqui.
Que chap�u lindo! E como voc� cresceu!
Masha, isso � para voc�!
N�o � como as crias do Ivan.
Esse � da nossa ra�a.
D� uma olhada neste aqui!
Que beleza!
- Gostou? - Coloque-os l�.
Que bom!
Cossacos... Sa�de!
Sa�de!
Cossacos... Sa�de!
Sa�de!
Ei, irm�zinha!
Irm�os, levantem comigo um copo, com a gra�a de Deus, n�o ser� o �ltimo
Um copo cheio de vinho de mel Que meu irm�o faz t�o bem
A garrafa passa de m�o em m�o
Fa�amos um brinde � terra Siberiana!
Minha p�tria � a Sib�ria
Uma terra sem medida
O noivo � um guerreiro poderoso
E a noiva � doce como uma amora
Ivan...
Quantos dos seus antepassados voc� conhece?
Bem...
Av� Georgi...
Av� Terenti...
- Kolia, quem s�o seus antepassados? - Meus antepassados...
Av� Grigori, Av� Fiodor,
Av� Panteley, Av� Stepan, Av� Vassilli,
Av� Vladimir e meu Pai, Pavel.
Ivan, diga, para que voc� precisa de uma esposa?
Diga, Kolia, por que um Cossaco precisa de uma garota?
Para divers�o, � claro!
Por que voc� n�o fala, Vania?
N�o est� contente de ver seus convidados?
N�s n�o somos estranhos.
Voc� cantaria para n�s? D� para ele.
Agora eu sei como ele segura minha irm�.
N�o entenda mal, Ivan.
Eu vou te mostrar o jeito do Cossaco.
Voc� � vazio, Ivan.
Voc� lamenta o dia todo do mesmo jeito que toca acordeon?
Por que voc� est� aqui no fim do mundo?
Voc� est� fazendo minha irm� sofrer.
Venha conosco, voc� ter� sustento.
Vamos te ajudar com tudo e vamos ver voc� bem.
Voc� est� me ouvindo?
Eu ficaria feliz, mas Ivan n�o quer.
A culpa � sua, sua tola!
O pai te falou, um campon�s n�o serve para um Cossaco.
- Se ao menos tivesse se casado com Grischka! - Pasha!
O qu�?
Onde est� seu filho de cabelos escuros?
Por que ele n�o vem cumprimentar seu tio?
N�s tivemos uma desgra�a.
Sasha fugiu de casa.
Como assim?
- Para onde ele foi? - Para as montanhas e os pastores de cavalos.
Os Cazaques pegaram-no roubando.
Queriam um resgate.
N�o t�nhamos nada para dar a eles, ent�o bateram no Vania.
Fique grata por ter terminado t�o bem.
No passado, teriam cortado as m�os dele.
Pasha, estou preocupada com o Sasha.
Ele n�o vem mais para casa, e est� ficando distante de n�s.
Assim que superou o susto, ele voltou para as colinas
e para os cavalos.
Bem, irm�, agora � tarde para chorar.
Seu garoto de olhos pretos apenas n�o � um dos nossos.
Ei, Ivan, talvez o vizinho tenha experimentado.
Fale � vontade, mas olhe como fala.
Voc�s todos podem dar o fora daqui!
Esc�ria de campon�s!
Foda-se!
Por que est� indo embora?
Voc� deveria estar contente que pelo menos engravidou a puta.
Filho da puta! Eu vou te matar!
Asan, pare a�!
Pare!
Voc� deveria pelo menos me entender!
Ah, v� para o inferno!
Quem � voc�?
Eu sou a mulher do Mar do Leste.
Seu av� ficou comigo.
Ele estava a caminho do Sul,
mas preferiu ficar comigo.
Ele n�o viajou.
Eu te imploro, n�o v� embora!
Livre-me da minha dor!
Livre-me de minhas mem�rias, ent�o eu poderei ser crian�a novamente.
Isso n�o est� em meu poder.
N�o me deixe!
Ivan!
Venha comer, eu cozinhei pelmeni.
Vamos!
Vania, Vaniushka, meu porquinho!
Ivan, sua peste!
O que foi?
Voc� n�o come h� dois dias.
Venha comer um pouco!
Olhe para ele!
Jumento velho!
Por que voc� est� se comportando feito crian�a?
Vamos, Ivan!
Os porcos te comeram?
Que mula teimosa!
Bom, sente no estrume, se voc� gosta!
Ivan!
Seu velho idiota!
Ela fez pelmini!
Ela mesma pode comer.
Com o irm�o dela!
Onde est� o Ivan?
Ele fugiu, Gavrilovich.
Para onde?
Eu n�o sei.
Que tipo de mulher � voc�? Est�pida!
O filho foge. O marido foge.
Quem vai trabalhar?
Todos eles v�m para a empresa quando querem.
Matveiev ser� escravo de todos!
Quanto voc� pagou pelos leit�es?
Os leit�es? Custaram 50 cada, Gavrilovich.
Com o que voc� os alimenta?
Eles salivam gordura como...
Eu os alimento com leite e mingau, com batatas e cascas.
De que leite e mingau est� falando?
E Matveiev tem que ser escravo de todos voc�s?
Eu estou cheio de todos voc�s!
Pare com isso, Gavrilovich.
Beba.
Primeiro Asan desaparece, depois Ivan.
Agora ambos se foram.
Isso n�o parece uma conspira��o?
- � sua sa�de, Gavrilovich. - Sem chance com todos voc�s.
Voc�s v�o ver, cadelas.
Voc� e suas asneiras.
Bem, Asan desapareceu de novo?
Ele n�o disse nada.
Ele foi para a estepe.
Agora eu tenho que fazer todo o trabalho dele.
Matveiev xingou voc�?
Sabe o que ele gritou para mim?
Amea�ou demitir o Vania.
Eu n�o tenho pista de onde ele esteja. Ele pegou a moto e sumiu.
N�o se preocupe, Ania!
Quando se sentirem sozinhos eles voltam.
Os tolos!
Vamos tomar um ch�.
O que foi, Vaniusha?
Por que est� t�o desconsolado?
Sua cabe�a est� pendendo
Voc� colocou um chap�u preto, puxou a aba bem para baixo
E chorou
L�grimas amargas
Primeiramente eu te desejo...
sa�de e sorte no amor.
Vamos, engula. � pecado...
Pegue um pepino.
Como o idiota do meu Vania diz:
"Nem uma bala deve passar entre o primeiro e o segundo."
Sa�de!
Tendo bebido, b�bado estou
N�o posso voltar para casa
O passado longe me levou
Ao o jardim das cerejeiras
O passado longe me levou
Ao jardim das cerejeiras
Masha, voc� � uma tola.
Voc� fala cada tolice.
Claro. Voc� me chama de prostituta do Asan.
E voc� me chama de puta.
N�o guarde rancor de mim.
E voc� perdoe-me tamb�m.
O que s�o as palavras de uma mulher?
- Vento. - Vento.
Ah, que bom!
Merda!
N�o ouse me apertar n�o ouse me beijar,
Eu tenho hipertens�o e uma roupa de baixo muito fina!
Quem � voc�?
Eu sou a mulher do Mar do Oeste.
Seu pai ficou em minha casa.
Ele estava procurando pelos Mares do Sul,
mas ele n�o p�de me deixar.
Fique comigo tamb�m.
Eu me sinto t�o bem com voc�.
N�o me deixe.
N�o me deixe.
Livre-me da minha dor,
que eu poderei ser como uma crian�a feliz novamente.
Isso n�o est� em meu poder.
Quem � voc�?
Pare, vov�. Sou eu, seu neto Vania.
Vania, meu netinho!
O que foi, v�?
Aqui est� o que foi!
O que voc� est� fazendo?
Eu vou te ensinar a esquecer do seu av�!
Garoto est�pido!
N�o desconte em sua esposa, Vania.
Isso vem do nosso lado.
Meu av�, Terenti, se mudou para Semirechye
no ano de oitocentos e noventa e cinco.
Ele tinha um irm�o, Mitrofan,
e uma irm�, Akulina.
Ela era corajosa,
e amante da liberdade, esta Akulina.
Ela sempre fugia para a Grande Estepe.
Ent�o ela se apaixonou por um homem das estepes.
Voc� vem para casa,
Akulina.
Eu o amo mais do que � vida.
Deixe-me ir, Teriosha.
Seja bom.
Eu morrerei de dor sem ele.
E se voc� n�o me deixar partir, eu vou fugir.
Akulina!
Akulina. Akulinushka, minha irm�zinha...
Volte, Akulina!
Tengri, grande c�u!
Deixe-me conhecer a mulher dos Mares do Sul.
Homem-sol, diga-me, onde s�o os Mares do Sul?
- O que voc� quer com eles? - Quero ficar livre da minha dor.
Qual � a sua dor?
Minha vida � minha dor.
Eu tenho bebido profundamente do mar da dor.
Diga-me, onde s�o os mares?
Onde toda a dor vai acabar?
Venha comigo.
Meu pai, Alexander, foi o Av� Terenti terceiro.
Ele era amigo dos habitantes das estepes.
L� ele gostou de uma garota Quirguiz.
E essa garota era a minha m�e.
Voc� � um bom companheiro.
Voc� conhece nossa l�ngua e os nossos costumes.
Mas voc� tem uma f� diferente.
E seu eu assumir a sua f�, voc� me d� sua filha?
H� outro obst�culo tamb�m, meu rapaz. Outro Djigit pediu a m�o dela.
Quem de voc�s ganhar o concurso de cavalos,
vai, segundo nosso costume, ganhar minha filha como noiva.
Pense no que est� fazendo, Alexander!
N�o traga pecados sobre si mesmo.
Eu a amo, pai.
Mais do que � vida.
Voc� o qu�? Nossas meninas s�o ruins?
Se ao menos voc� n�o tivesse nascido, Judas!
- Voc� � um porco, Sashka, um porco! - V� para o inferno!
De agora em diante, voc� se chamar� Suleiman, sucessor de nosso s�bio profeta.
Que a sua vida seja longa e feliz. Am�m.
Deus � bom!
No ano de 1916,
houve uma revolta aqui
contra o Czar.
O Czar enviou suas tropas para c� acompanhada de regimentos Cossacos.
Cinco de n�s vieram com nosso pai.
Ele nos trouxe ao av�.
Ele sabia que um massacre iria acontecer
e queria salvar as vidas das crian�as.
V� embora!
Esc�ria infiel!
N�o deve sobrar nenhum vest�gio seu!
E quanto a eles?
Pai.
Eles s�o seus netos.
Sua carne e seu sangue.
Eles v�o perecer.
Eu vou ficar com estes.
Eles s�o da nossa ra�a.
Os outros podem seguir seu pr�prio caminho.
O que voc� est� fazendo,
pai?
Chega, eu j� falei.
Pai!
Adeus, irm�os.
Perdoem-me se eu ofendi voc�s.
E assim eu sobrevivi ao ano de 1916 com minha irm� Darya.
Meu av� batizou a mim e a Darya naquele ano.
Ele me deu o nome de Georgi.
O inimigo est� se aproximando.
Aisuluu!
Temir!
Kilich!
- Veja! - Eu diria que ele � Russo.
Ele ainda est� vivo.
Quem � voc�? Qual � o seu nome?
Menin Atym Suleiman.
Ra�a do diabo!
Eu vi de tudo nessa vida, Vania.
Eu vivi no meio da guerra.
Eu vi sofrimento...
al�m da mis�ria.
Uma coisa que eu aprendi
foi que o que mant�m a vida
n�o � a for�a, Vania, mas o amor.
Essa era a verdade da minha tia, Akulina.
Era a verdade de meu pai, Alexander.
Guarde isso, Vania, se n�s n�o nos encontrarmos de novo.
Ol�, querido!
Quem � voc�?
Eu sou a senhora dos Mares do Sul.
Derreta o sal em meu cora��o
ent�o eu poderei ser novamente uma crian�a despreocupada.
O que posso te dizer? Matveiev veio e gritou comigo.
Ele perguntou...
Ivan, � voc�?
Voc� est� de porre de novo?
Aparentemente, nada.
D� uma olhada nesse asno aqui!
Van!
Vitka, o que significa isso?
O que voc� est� fazendo?
Na R�ssia n�o � assim.
Voc� n�o disse nada para ningu�m.
Lena, e voc�, hein?
Ele eu entendo, mas voc�...
Asan ficar� ofendido quando souber disso.
Vitka, Vitka!
Chega dessas despedidas. Eu n�o gosto disso.
Vamos.
- Certo. - Tchau.
Ivan! Ei, Ivan!
O que voc� quer?
N�o fique nervoso, est� bem?
Vamos mudar para onde a minha fam�lia mora.
Voc� est� brincando?
- Para a casa do seu querido irm�o? - Ivan!
Voc� se esqueceu do que ele disse?
- "Um campon�s n�o serve para um Cossaco." - Ivan, por favor.
Eu n�o vou para l�.
- Entendeu? - Ivan, pare!
- Eu n�o fui claro? - Ivan, pare!
Como eu posso me fazer entender?
- Ivan! Ivan, querido, pare! - Voc� n�o entende Russo?
Voc� n�o entende?
- Vaniusha! - Voc� n�o entende, n�o �?
Eu vou fazer voc� entender. Pare!
Eu vou te explicar do jeito Russo.
- Eu vou te mostrar, sua puta! - N�o comece!
Inferno!
- Acalme-se! - Agora eu vou te pegar.
O Asan voltou.
Voc� se enganou?
� claro que n�o. Por qu�?
Este n�o � o meu filho.
Por que est� me amolando? O que voc� quer dizer?
Olhe voc� mesma. Ele � p�lido.
Papai, querido, somente uma crian�a nasceu ontem � noite
e foi o seu filho! Pare de fazer esc�ndalo!
CAN��ES DOS MARES DO SUL
Tradu��o: pami www.makingoff.org
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