All language subtitles for Miracle.Beach.1992.AMC.Ned-1

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Original subtitles

UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX

Nada temas, Sir Isaac est� aqui com a sua famosa tarte de batata-doce.

Ouvi falar muito desta tarte. � melhor que n�o desaponte.

Eu inventei a tarte de batata-doce.

- Claro que sim. - Sim.

N�o importa o qu�o doce �,

n�o te livra de arrumar a cozinha.

Talvez outra coisa resulte.

Isaac, para. � frente da crian�a n�o.

Essa crian�a j� viu pior do que isto. Olha para ela.

N�o, sexo geri�trico n�o est� na moda.

Mas � divertido.

Porque � que o Dia de Pedir Gra�as envolve tanta comida?

"Pedir Gra�as"?

Como se este pa�s desse alguma coisa a algu�m.

Desde o in�cio, quando os ind�genas foram assassinados...

- Garvey, t�nhamos combinado. Agora n�o. - M�e, v� l�.

N�o vais arruinar o meu coma alimentar de A��o de Gra�as.

Temos muito por que dar gra�as. Obrigada.

- De nada. - Obrigado, pai.

Garvey, embora seja bom reconhecer o passado,

n�o deve ser �s custas de abra�ar o presente.

Acho que ela n�o tem problemas em abra�ar nada.

O teu �ltimo prato parecia o Monte Evereste.

Agora est�o a envergonhar-me pela comida?

Sim, bom trabalho, pai.

- A s�rio? - Eu defendo-te, amor.

Nada reflete mais que amamos uma mulher do que apontar o quanto ela j� comeu.

Acho que me posso habituar a isto.

- Ai �? - Se n�o paras com isso...

Desiste! N�o me fa�as algemar-te.

Gostavas disso.

Criancice.

Tive saudades disto. Sabem?

Todos juntos de novo. � como nos velhos tempos.

Mais como os novos tempos.

Com o Dredge afastado,

talvez as pessoas de La Rochelle sintam que podem recome�ar.

Quem me dera que o recome�o inclu�sse umas f�rias...

- Libertem-me. - Deixem-nos sair.

- Libertem-nos! - Deixem-nos sair.

Libertem-me.

Interrompemos para um alerta de tempestade tropical.

S�o esperadas inunda��es nas �reas circundantes.

O radar Doppler indica que deve chegar dentro de 24 horas.

Aconselhamos que permane�am dentro de casa.

Isto n�o � bom.

� melhor irmos para dentro.

Venham ajudar.

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� um corvo morto.

Algu�m acabou de morrer.

La Rochelle n�o teve uma fuga de g�s.

Foi uma guerra aberta entre humanos e Infernos.

E tu n�o fizeste nada. Porqu�?

Porqu�? Sou apenas um pequeno presidente de uma pequena cidade.

O Dredge chamou Infernos num raio de 160 km

para virem a La Rochelle causar estragos.

Ningu�m tem not�cias do nosso mestre desde a�.

T�nhamos todos um papel. N�o dev�amos question�-lo.

E devias ajudar os Hastings a estragar o plano do Dredge?

Vi-te na tenda com aquele meio-Inferno!

J� estava tudo perdido.

Fiz o que tinha de fazer para manter o meu disfarce.

O que devo fazer agora sem o Dredge?

Mata todos os Hastings!

E deixa a cabra da chefe de Pol�cia para mim.

N�o te incomoda que tenham matado os nossos irm�os?

Claro.

Os Hastings s�o uma amea�a para a nossa esp�cie

e devemos lidar com eles de acordo com isso.

Uma bebida?

Lidaremos com eles juntos.

Mas n�o deves nunca questionar os meus m�todos.

Ent�o e porqu�?

Porqu�?

Est�s a ver?

Estavas a questionar-me.

Mas tens raz�o.

A quest�o permanece.

Como resolver o problema dos Hastings?

- Connie? - Sim, Sr. Bickley?

Traz-me todos os registos da c�mara sobre o Isaac Hastings e a fam�lia dele.

� para j�, senhor.

E manda c� um empregado de limpeza.

Lamentamos a sua perda, Sr. Sangsorn.

Obrigado.

H� uma coisa.

O �ltimo desejo da Lisa... Na verdade, � mais um pedido.

� um pouco estranho.

N�o h� regras quanto a isso, Sr. Sangsorn.

Esta � a Lucy.

Desculpem. As pilhas devem estar a acabar.

Onde est� a minha m�e?

Tent�mos anos e anos ter filhos.

Os m�dicos disseram que era infertilidade inexplicada.

Depois disso, a Lisa ficou obcecada com a boneca dela

e a Lucy tornou-se na filha que nunca teve.

O �ltimo desejo dela era ser enterrada com a Lucy,

para que pudessem descansar em paz eternamente juntas.

T�m algum problema com isso?

N�o, claro que n�o, Sr. Sangsorn.

Cumpriremos os desejos dela.

Ningu�m trata dos mortos como os Hastings.

Garanto-lhe.

- Obrigado aos dois. - De nada, senhor.

Querida, eu trato disto.

- Nem pensar. - Tilly, honramos os desejos de quem parte

e os feitos em nome de quem parte.

- � o que fazemos. - Entendi.

N�o falo muito nisso, mas tenho fobia a bonecas.

Tudo com que j� lidamos, fantasmas, goblins, mortos-vivos,

at� os teus familiares.

E tens medo de uma pequena boneca.

Por isso se chama medo irracional. N�o � racional, ent�o...

Esses olhos s�o mesmo maldosos.

Os olhos dela s�o giros. Ela est� a olhar para ti.

- Olha para ela. - N�o.

- Precisas de um tempo com ela. - N�o.

Olha para ela. Enfrenta o teu medo.

Tilly, de qualquer das formas, temos de as enterrar juntas.

Tenho f� em ti, mi�da.

N�o, por favor, leva-a contigo.

O sujeito � Lisa Sangsorn,

tem aproximadamente 35 anos, asi�tica, mulher.

A causa da morte � paragem card�aca devido a apneia do sono

e depress�o devido a infertilidade inexplicada.

Paras de olhar para mim?

N�o �s a minha mam�.

A minha adorada Lisa deixou este mundo

e, por isso,

deixou tamb�m o melhor amigo dela.

Eu e a Lisa tivemos a felicidade de partilhar muitos bons anos juntos,

anos que vou para sempre lembrar com carinho, ainda que poucos.

O que faz ali a boneca?

Mas reconforta-me...

- Agora n�o � o momento. - ... saber que...

... a Lisa est� em paz...

- Est� bem. - ... e o sofrimento dela acabou,

j� n�o sofre por querer uma fam�lia,

uma crian�a que o destino nos negou.

A Lisa pode n�o ter alcan�ado o que queria, mas alcan�ou o meu cora��o.

Continuo de cora��o cheio.

- Precisa de um len�o, menina? - Brenda.

- Por favor, deem-me um momento... - Brenda Greenland.

... para me despedir da minha melhor amiga.

- Obrigada. - Sempre �s ordens.

E deixe-me dizer que lamento.

Calvin Hastings.

Um profissional desligaria o telem�vel.

Um segundo.

� para ti, profissional.

Sr. Hastings. Entre, por favor.

Sente-se. Temos muito para falar. Quer uma bebida?

N�o, obrigado.

Como posso ajud�-lo?

Gosto disso, direto ao assunto.

Que � o facto de a maioria da cidade considerar

que causa as assombra��es que alega erradicar

e que o mal desta cidade emana da sua fam�lia.

E est�o certos.

As pessoas temem o que n�o entendem.

Ningu�m entende bem a morte nem as pessoas que cuidam dos mortos.

E o Dia dos Fundadores. Deram cabo disso.

Era para mostrar o in�cio da constru��o do meu audit�rio.

- O seu audit�rio? - De La Rochelle.

E n�o nos esque�amos da destrui��o da feira de divers�es,

e o ter tido de adiar a visita dos investidores que tinha contactado.

- Lamento, mas n�o tenho tempo para isto. - Acho que vai arranjar.

A menos...

... que queira explicar isto...

... aos cidad�os de La Rochelle.

Bem...

N�o fa�o ideia porque est� t�o interessado na linhagem...

... da minha fam�lia.

Trisav�.

ABSOLVIDO

Panthers.

Av�.

Isso foi infeliz.

Todos os familiares

que t�m o mesmo nome que eu.

Pode explicar como n�o envelheceu nada nestes mais de 75 anos?

Bons tratamentos de pele.

As pessoas gostam de ler sobre o Dorian Gray,

mas viver ao lado de um?

Nestas bandas, v�o ver isso como uma amea�a � realidade delas.

E o governo...

V�o querer saber todos os pormenores.

Ir� ter mais aten��o que nunca.

O que quer?

Sou um homem simples, Sr. Hastings.

Quero que voc� e a sua fam�lia deixem La Rochelle para sempre.

E, claro, guardarei o vosso segredo.

Se ficar? Bem...

Sabe como s�o os m�dia.

Ser� interessante ver como far� o seu trabalho,

se n�o o puder fazer nas sombras.

Desta n�o nos esqueceremos t�o cedo.

As pessoas lidam com a perda de v�rias formas.

Sim, eu entendo.

N�o podiam ter filhos, mas um fetiche com bonecas � um pouco...

Calvin, cala a boca.

N�o te vou deixar gozar com esta pobre mulher,

sabendo bem que nunca ir�s entender a perda dela.

M�e, estava s�...

A ficar calado enquanto a tua m�e fala?

O luto de uma m�e pelo filho � como...

... se lhe arrancassem o cora��o.

E o mundo dela nunca voltar� a ser o mesmo.

Qualquer que seja o m�todo que usa para lidar com a dor,

n�o deve estar sujeito ao coment�rio de nenhum homem.

Desculpa.

Entendo. N�o quis ser insens�vel.

Porque n�o vais l� para dentro?

Eu termino aqui.

Vamos, Bea.

Eu sei que disseste que um recome�o ajudaria, mas n�o sei.

Ela era a minha melhor amiga.

E se chego l� e ainda me sinto culpada?

Eu sei.

Est� bem.

Est� bem.

Vai ser bom deixar esta cidade estranha.

Eu vou ter saudades dos engarrafamentos de tr�nsito.

O meu passaporte est� em dia. E o teu?

J� te ligo, est� bem?

Eric?

Se � uma piada, n�o tem gra�a.

H� aqui alguma c�mara.

N�o �s a minha mam�.

Sim, a tua m�e est� enterrada e tu tamb�m devias l� estar.

Vem comigo, Brenda.

Vamos divertir-nos muito juntas.

Est�s bem? Tem calma.

N�o h� sinal de entrada for�ada.

Houve uma luta com a v�tima. Fizeste bem em ligar-me.

O que achas que significa?

N�O �S A MINHA M�E

Como podia uma boneca Kewpie fazer isto?

A mim parece-me um homic�dio � boa maneira antiga.

O que parece nem sempre �.

Que diabos?

Estas s�o as fibras de que s�o feitos os brinquedos.

- Como se ela tivesse sido enchida... - Como uma boneca.

J� � arrepiante que chegue?

Isto � de doidos. � demais. N�o consigo.

- Deixem-nos sair. - Liberta-me.

Liberta-nos.

- Calvin. - Desculpa...

- O que disseste? - Eu disse-te.

Pensei que a boneca estava enterrada.

Enterrei-a eu mesmo no funeral da Sra. Sangsorn.

A Brenda e o Eric tamb�m me pareceram muito pr�ximos.

Pode ser uma liga��o.

Vou investigar as contas dela, registos telef�nicos...

E eu investigarei o Eric.

Pode falar-nos da Lucy?

O que h� para dizer?

Quem a fez? De onde � que ela veio?

Por favor, Sr. Sangsorn,

� mais importante do que pensa.

A Lucy � uma Luk Thep,

que, traduzido livremente, quer dizer "crian�a anjo".

Na Tail�ndia, os monges aben�oam estas bonecas

para trazer sorte �s fam�lias que cuidam delas.

N�o fui totalmente sincero.

Eu e a Lisa cheg�mos a conceber um beb�...

... uma menina, a Lucy.

Mas nasceu morta.

A Lisa entrou em depress�o.

N�o comia nem sa�a de casa. Eu j� n�o sabia o que fazer.

E, depois, lembrei-me da supersti��o das Luk Thep.

Ent�o, esta � uma Luk Thep aut�ntica?

Parece maluquice, mas ajudou.

A Lisa gostava dela como se fosse a filha dela.

Ela levava-a ao cinema, aos restaurantes.

Na mente dela, ela era real.

Pode explicar como foi a boneca parar a uma cena de homic�dio?

Como j� disse � Chefe Westbrook, n�o sei.

Pensei que estava com a Lisa.

Sr. Sangsorn.

Que gostaria que fiz�ssemos � sua Luk Thep?

Eu sei que � estranho, mas reconfortava-me saber que estavam juntas,

mas agora, isto � tudo demais.

Deitem-na no lixo.

R�pido.

C�us. Esta coisa da boneca, esta tempestade... � tudo arrepiante.

Quando foi a �ltima vez que viste uma tempestade destas?

N�o sei, mas n�o entendo

como a chuva torna as pessoas subitamente incapazes de conduzir.

Eu sei. Aquele tipo quase nos atropelou duas vezes.

Preciso de beber algo mais forte depois do que acabei de ver.

Acho que ambas precisamos disso.

Bea.

A Brenda tinha mesmo muitos animais de peluche.

Bea, que se passa?

Nenhuma de v�s entende...

... a dor de perder um filho. Espero que nunca entendam.

Todos gostavam do Arlo, Bea.

N�o falo do Arlo.

Eu e o Isaac...

Perdemos o nosso primeiro filho.

E tal como a Lisa...

Chamaram-lhe aborto de final de tempo.

Era uma menina.

E tal como a Lisa, entrei em depress�o.

Se n�o fosse o Isaac,

tinha seguido o mesmo caminho dessa pobre mulher.

Esse tipo de perda assombra-nos para o resto da vida.

Nunca entenderei como algumas mulheres...

... passam de prop�sito por essa dor ao fazer um aborto. N�o entendo.

N�o posso entender.

Eu fiz um.

Tilly... Lamento.

N�o tens nada que lamentar.

Foi uma das decis�es mais dif�ceis que tive de tomar

na minha vida, mas n�o me arrependo.

Engravidei durante o curso de Medicina,

ou desistia e tinha o beb� ou acabava o curso.

Acabei o curso e tornei-me na m�dica que sempre desejei ser.

Sem essa decis�o, n�o seria quem sou hoje.

Pe�o desculpa, Tilly, sei que n�o tenho o direito de julgar.

Isso � entre ti e o teu Deus.

Vamos mant�-lo assim.

Est� bem.

Quando...

Quando o Calvin se foi embora, eu...

Tamb�m pensei nisso.

Num aborto?

Sim.

Ent�o...

Eu podia n�o existir.

Dependendo das circunst�ncias,

estou certa de que muitas mulheres pensam nisso.

Quando se est� sozinha,

� muito assustador.

Questionamo-nos:

"Ser� que consigo lidar com a responsabilidade? Irei ser boa m�e?

� isto..."

� muito, mas acho que fiz a escolha acertada para mim e para ti.

Fizeste mesmo a escolha certa.

E eu tamb�m.

A tempestade est� a piorar.

- Tilly. - C�us.

Podes fazer uma aut�psia � Lucy?

Esta boneca pode ter mais que se lhe diga.

- Uma aut�psia? - Sim.

� s� uma boneca. Abre-a tu ao meio.

Preciso dos teus conhecimentos. Preciso de saber todos os detalhes, v� l�.

Est� bem. P�e-na...

- No ch�? - Sim.

- Segura-la? - Sim, seguro.

Est� bem.

Est� bem.

O sujeito � a Lucy.

Lucy, a boneca. C�us, isto � rid�culo.

O sujeito apresenta as caracter�sticas normais de uma boneca feminina

que imitam a anatomia de uma crian�a.

E n�o para de olhar para mim.

Com cara de...

N�o est� viva, est�pida. Abre-a e pronto.

� s� abri-la.

A fazer uma incis�o vertical no abd�men.

Tem um enchimento de algod�o.

Parece haver uma estrutura interna na boneca.

Claro que n�o �s normal. Vamos ver.

A tirar um raio-X para ver o interior.

Meu Deus.

Isto n�o � uma boneca nem uma Luk Thep. S�o...

S�o os restos mortais mumificados de um beb� a s�rio.

C�us!

Tilly, o que se passa?

Aquela coisa � o diabo reencarnado.

Acalma-te. Fala comigo.

Deixei-a na mesa de prepara��o,

mas aquela boneca assassina

s�o os restos mortais mumificados do que imagino ser

a filha que nasceu morta da Lisa.

- Deves estar enganada. - Podes ir ver por ti,

mas eu n�o consigo lidar com isto. Desculpa, mas tenho de ir.

O Isaac contou-me do teu pequeno problema com bonecas,

mas tens de ficar. - N�o � um pequeno problema.

Estou a ter dificuldade em respirar, ataques de p�nico, terrores noturnos.

- N�o consigo fazer isto. - Deus...

At� estive l� mais tempo do que achava que ia aguentar.

Tenho muitos dias de f�rias que me aconselharam a gozar,

portanto, vou utiliz�-los agora.

L� fora est� muito mau tempo.

Eu c� me arranjo.

Quando voltas?

No dia seguinte a essa boneca sair desta casa.

Foi uma maneira arrepiante de o descobrir.

Lamento muito.

Eu sei que deves ter muitas perguntas.

Podias ter viajado pelo mundo.

Ir para a faculdade. Quero dizer...

Ficaste presa nesta cidade por minha causa.

Pensas...

Pensas como teria sido se tivesses tomado outra decis�o?

N�o te arrependes, por vezes?

N�o por mim, mas...

... por ti? - N�o.

N�o quero imaginar a minha vida sem ti

porque, assim, n�o era a minha vida.

Mas podia ter sido muito melhor.

N�o, estou grata pela minha vida.

Amo-te mais do que a tudo neste mundo

ou noutro mundo qualquer.

E posso dizer isso porque estive no mundo do espelho.

J� tens novidades sobre o Eric e a Brenda?

Consultei as finan�as dele e os registos telef�nicos

e parece que ela � amante dele h� j� algum tempo.

Sim, pareciam muito pr�ximos.

Sim.

Um segundo.

M�e, onde est� a boneca?

N�o sei. A Tilly disse que a deixou na mesa.

N�o est� aqui.

Espera.

Se a Lucy tem mesmo os restos mortais da filha da Lisa e do Eric...

E o Eric e a Brenda estavam a trair a Lisa...

Adivinhem aonde vai a Lucy agora...

May?

Que foi?

Tenho de ir.

Com esta tempestade? Est�s maluco?

Isso mesmo.

Precisamos de falar agora mesmo.

Vai a algum lado?

Demasiadas mem�rias aqui.

A Brenda tamb�m estava a fazer as malas,

na noite em que foi assassinada.

A s�rio?

Que coincid�ncia.

N�o, uma coincid�ncia � uma s�rie de eventos extraordin�rios

sem liga��o aparente, que n�o � o que se passa.

Fala da Lucy?

Viu-a? � boneca?

Como � que haveria de a ver? Ela n�o anda. � uma boneca.

Parece que a sua boneca o vem matar, como � Brenda.

N�o �s a minha mam�.

Tem de me proteger!

S� podem estar a gozar.

Vamos sair daqui.

Eric, eu sei onde est� a minha mam�.

Vais juntar-te a ela muito em breve.

Achavas que ia ser assim t�o f�cil, Eric?

Ela cortou-me.

Est� bem? Consegue andar?

N�o me parece. Ela cortou-me. D�i muito!

Boa, parece que terei de negociar com uma boneca.

Lucy, o que queres?

S� o Eric.

S� o Eric.

Espere. N�o est� a pensar deixar-me sozinho com ela, pois n�o?

At� estava.

Diz ao bom homem o que fizeste, Eric.

Diz-lhe o que fizeste � minha mam�.

De que est� ela a falar?

Posso ajudar-te com a Luk Thep. Liberta-me, Templ�rio. Sente o meu poder.

Quando � que o senhor e a sua fam�lia sair�o de La Rochelle?

Eu e a minha fam�lia, n�s...

Gostamos disto por aqui.

De facto, estava aqui muito antes de os colonizadores c� chegarem.

Mas porqu� ma��-lo com hist�ria que ir� esquecer?

Isto s�o os Estados Unidos da Amn�sia, n�o �?

Daqui em diante, n�o se ir� lembrar de nada sobre mim.

Isto � uma piada?

Porque � de si que tenho andado � procura, Isaac.

E quero que se v� embora.

Isto n�o faz sentido, Sr. Presidente.

A sua mem�ria deveria ter sido apagada.

S� um Inferno conseguiria resistir

ao pendente de Turia.

H� muitos tipos de Infernos.

Os poderes dos Infernos tomam conta de tudo.

F�ria, sede de sangue e morte est�o sempre presentes, exceto comigo.

Eu gosto disto.

Sou mais como voc�.

N�o acho que tenhamos algo em comum.

N�o.

Homic�dio e caos seguem os Infernos para onde quer que v�o.

Posso dizer o mesmo dos humanos.

Vejam s� o que fizeram a este planeta, voc� e a sua fam�lia.

E quantos da minha esp�cie enviou de volta para o abismo?

Nomeie um,

apenas um Inferno que fosse enviado injustamente.

Falo por mim.

Ser escravo do Dredge n�o estava a ser nada agrad�vel.

Mas fazer-se passar por humano �?

Ofereceu-me mais, muito mais.

Posso ir ao teatro, ao cinema, a um jogo.

Tenho feito um bom trabalho como presidente.

O crime diminuiu. O turismo aumentou. A taxa de emprego est� alta.

O ar � respir�vel, a �gua pot�vel.

At� nos consegui um Starbucks.

Agora pense. Alguma vez o tentei matar?

Isso � algo que me faz pensar.

Enquanto pondera matar-me aqui,

fique a saber que esta � a vida que quero,

n�o um conflito eterno e vazio.

Mas quando soube que a verdadeira raz�o dos Hastings estarem em La Rochelle

era ca�ar e matar os da minha esp�cie,

decerto um homem da sua idade e sabedoria

pode compreender que tive medo.

Tive medo.

Liberta-me, Templ�rio.

N�o.

Sai da minha cabe�a.

N�o me est� a contar algo. O que fez?

Nada, juro por Deus que n�o fiz nada.

Uma assombra��o ou possess�o n�o acontecem sem que haja uma raz�o.

Qual � a raz�o?

Sim, eu e a Brenda, n�s...

Eu entendo.

Tiveram um caso, algo fora do casamento.

Ela n�o gostava da esposa. Tiveram de a despachar.

N�o, a Brenda n�o teve nada a ver com isso.

Ela e a Lisa eram melhores amigas.

Ela era inocente.

E, agora, est� morta

porque aquela maldita boneca conseguiu sair do caix�o para me castigar!

Castigar pelo qu�?

Pelo que eu...

O que fez?

Eu matei a minha mulher.

Conta-lhe toda a verdade.

Lamento muito. O pap� ama-te.

N�o � uma boneca Luk Thep qualquer.

� a sua filha Lucy, certo?

Sim. �, sim.

Agora, vamos divertir-nos muito juntos, pap�.

O que vamos fazer?

� hora de ver se a Lucy vestiu as cal�as de menina crescida.

A sua mulher estava de luto e doente e, em vez de a ajudar,

a sua resposta foi mat�-la?

N�o planeei mat�-la.

Depois de come�ar a sair com a Brenda, vi a� uma sa�da.

Uma noite, eu e a Brenda sed�mos a Lisa

e pusemos uma almofada em cima dela enquanto dormia.

Foi um homic�dio de miseric�rdia. A minha mulher estava a sofrer.

Acabei com o sofrimento dela.

E, agora, vou acabar com o teu.

Fique por perto.

N�o vou deixar que aquela coisa o mate.

Obrigado.

Mas ir� na mesma para a pris�o, seu verme.

Vai � enfrentar justi�a humana e n�o seja l� o que isto for.

Eric?

O que est� a fazer?

Podemos resolver isto.

N�o queria fazer nada disto.

N�o fa�a isso.

Afaste-se de mim.

O que vai fazer?

Acalme-se.

May, � melhor vires a casa do Eric.

Podemos n�o gostar um do outro, mas queremos ambos as mesmas coisas.

O qu�?

Paz, sossego e uma La Rochelle segura.

A sua fam�lia fez-me um grande favor ao derrotar o Dredge.

Vai deixar a minha fam�lia tratar dos assuntos em paz.

At� usarei a lei para vos apoiar nisso.

Pode continuar a fingir-se presidente...

... desde que viva em paz.

E se e quando os nossos assuntos se interligarem,

espero ter todo o seu apoio.

� justo.

Temos acordo?

Isaac, � o in�cio de uma bela...

Um passo de cada vez.

Est�s a dizer-me que a boneca Lucy era mesmo a filha deles?

Sim.

Parece um caso de justi�a po�tica.

Obrigada.

Parece mais justi�a de rua, pai, mas n�o posso estar mais de acordo.

O Eric atr�s das grades era o final adequado. Obrigada.

May, n�o era preciso.

Excederam-se todos no Dia de A��o de Gra�as

e a Garvey achou por bem trazermos-vos o pequeno-almo�o.

- Obrigado, Lady Garvey. - Obrigada, Garvey.

Sim, bem,

a Tilly ficar� contente por a boneca ter desaparecido.

Quem diria que ela se assustaria tanto?

Ela tem um caso grave de pediofobia.

Eu tamb�m n�o gosto de crian�as.

- O qu�? - � medo de bonecas, n�o de crian�as.

- Isaac. - N�o lhe ligues.

Confias mesmo na palavra do presidente?

Confiar num Inferno?

S� o tempo o dir�.

Podemos n�o o conseguir controlar,

mas conseguimos controlar-nos a n�s.

H� um velho prov�rbio africano.

"Se n�o existe um inimigo interno, o inimigo externo n�o far� muito."

Continuamos a lidar com as coisas unidos como fam�lia.

Improvisamos, adaptamo-nos e...

- Superamos. - Vamos superar.

O que aconteceu � boneca, filho?

Depois de tudo ter terminado,

procurei na casa do Eric e nem sinal dela.

Mas o meu instinto diz-me que est� finalmente em paz.

ESPOSA E FILHA AMADA

A vingan�a � tramada.

Legendas: Ana Justino

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