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Tradu��o: Marco, da Casa Bitaites
Est�s a usar o manto negro outra vez.
Fui enviado para negociar convosco.
Ao que parece, a tend�ncia para confiar levou-me a melhor.
J� aconteceu antes.
Esperava que a tua lealdade fosse real
quando te comprometeste connosco, Jon Snow.
Esperava mesmo.
O Meia-M�o mandou-me juntar ao vosso ex�rcito
e levar a informa��o que pudesse de volta a Castelo Negro.
Obrigou-me a mat�-lo para que confi�sseis em mim.
Era leal...
a ele e aos meus votos na Patrulha da Noite.
Todos os votos?
Ela n�o foi suficiente para te fazer virar?
Foste suficiente para a fazer virar?
Ela espetou-me tr�s setas
quando eu escapei.
Voltaste a v�-la em Castelo Negro?
- Sim. - E?
Ela morreu.
- Obra tua? - N�o.
Vamos beber a ela.
De todos os meios com que poderia matar-te,
o veneno seria o �ltimo.
- Ygritte. - Ygritte.
Isso n�o � vinho.
N�o, � uma bebida nortenha como deve ser, Jon Snow.
Sa�ste-te bem. Lutaste duramente.
Mataste alguns dos nossos homens mais fortes.
Um dos nossos gigantes entrou pelo vosso t�nel
e nunca voltou a sair.
Mag, O Poderoso.
Morreu.
Matou o meu amigo Grenn.
Era o rei deles.
O �ltimo de uma linhagem que remonta
a tempos anteriores aos Primeiros Homens.
Grenn veio de uma quinta.
- Mag e Grenn. - Grenn e Mag.
Kullback, posso pedir-te qualquer coisa para comer?
Imagino que o nosso convidado j� n�o come nada
h� bastante tempo.
Portanto, est�s aqui para fazer um acordo?
Mandai voltar o vosso ex�rcito e regressai a casa.
Tu sabes que eu sei que est�o com poucas setas,
pouco �leo, poucos homens.
Quantos sobram, cinquenta?
Disse-o a Tormund e Orell.
Temos mais de mil homens.
Mostrei-te tudo o que tinha.
Todo o ex�rcito, mais de cem mil.
E que fizeste tu?
Atiraste-nos com tudo o que tinhas.
N�o era muito. Assim que me apercebi disso,
enviei 400 homens para trepar a Muralha,
uma parte sem vigil�ncia oito quil�metros a oeste daqui.
Muitos morrer�o a trepar.
Mas a maioria ter� conseguido ao fim do dia.
Isto sou eu a ser honesto contigo, Jon Snow,
o que � mais do que tu j� fizeste por mim.
O meu povo j� sofreu o suficiente.
N�o estamos aqui para conquistar.
Estamos aqui para esconder-nos atr�s da Muralha.
Como voc�s. Precisamos do vosso t�nel.
Agora, ambos sabemos que o inverno est� a chegar.
E se o meu povo n�o estiver a sul da Muralha quando chegar a s�rio,
acabaremos piores que mortos.
Queres chegar a acordo comigo?
Eis o acordo.
Voltas, abres os port�es para n�s
e eu juro-te que ningu�m morrer�.
Recusa,
e mataremos todos os homens em Castelo Negro.
Ent�o � por isso que est�s aqui.
Calculo que poderias faz�-lo antes que algu�m te pudesse impedir.
Matar-te-iam, claro.
Matar-te-iam lentamente.
Mas j� sabias disso quando vieste c�.
�s capaz disso, Jon Snow?
Matar um homem na pr�pria tenda logo depois de oferecer a paz?
� assim a Patrulha da Noite?
� assim que tu �s?
- Cavaleiros a chegar!
- Est�s a atacar-nos? - N�o.
� como dissestes, n�o temos homens.
Aguentem! A mim! A mim!
Deixem-se estar!
Tinha dito que o meu povo j� sofreu o suficiente
e falei a s�rio.
Cerquem-nos.
Fiquem com os cavalos.
Sois v�s o Rei Para-Al�m-da-Muralha?
- Sabeis quem eu sou? - Nunca tive o prazer.
Este � Stannis Baratheon,
o �nico leg�timo rei dos Sete Reinos.
N�o estamos nos Sete Reinos e voc�s n�o est�o vestidos para este clima.
� costume ajoelhar ao apresentar a rendi��o a um rei.
N�s n�o ajoelhamos.
Terei milhares dos vossos acorrentados ao cair da noite.
N�o tenho s�tio onde os p�r e nada para os alimentar.
N�o estou aqui para chacinar c�es derrotados.
O seu destino depende do seu rei.
Seja como for, n�o ajoelhamos.
Levem estes homens.
Que faz um homem da Patrulha da Noite num acampamento de selvagens?
Fui enviado para discutir termos com o Rei Para-Al�m-da-Muralha.
Falas para o �nico verdadeiro rei, rapaz.
Diriges-te a ele por Vossa Gra�a.
Eu sei que � o rei. O meu pai morreu por ele.
O meu nome � Jon Snow, Vossa Gra�a.
Sou filho de Ned Stark.
Vosso pai era um homem honrado.
Era, Vossa Gra�a.
Que pensais que ele teria feito com ele?
J� fui prisioneiro deste homem.
Podia ter-me torturado. Podia ter-me matado.
Mas poupou a minha vida.
Penso que o meu pai o teria feito prisioneiro
e escutado o que ele tem para dizer.
Muito bem, ent�o. Levem-no.
Vossa Gra�a.
Se o meu pai tivesse visto as coisas que eu vi,
dir-vos-ia para queimar os mortos antes do cair da noite.
Todos eles.
Eu sugeria leite da papoula
para suavizar as dores, mas ele � completamente insensato.
Raio de Martells.
Isto parece ser causado por veneno de mant�cora.
�. Mant�cora Cabe�a da Morte.
Sim, li muito sobre isso.
� um veneno horr�vel.
Feito a partir do Mantari.
Oh! Sim, sim.
N�o h� nada a fazer.
Sim, h�.
Posso perguntar o que estais a fazer?
A salv�-lo.
Vossa Gra�a, desejaria que fosse de outro modo,
mas Ser Gregor est� para al�m da salva��o.
Muito, muito para al�m.
Este homem n�o � sequer um Mestre,
muito menos Grande Mestre.
� para o melhor.
Nenhum mestre sabe como salv�-lo.
Foi exatamente este tipo de arrog�ncia
que o fez ser expulso da Cidadela, Vossa Gra�a.
A sua curiosidade foi considerada perigosa e anti-natural.
E acertadamente, na minha opini�o.
Estais dispensado, Grande Mestre.
Mas, Vossa Gra�a, � o meu laborat�rio.
- J� n�o �. - Mas eu...
- Podeis salv�-lo? - � dif�cil de dizer, Vossa Gra�a.
Mas se o meu trabalho anterior serve de guia...
temos alguma possibilidade.
Fazei o que puderdes.
Falai comigo para qualquer coisa de que precisardes.
Obrigado, Vossa Gra�a.
Deveis saber,
o processo poder� mud�-lo...
um tanto.
Ir� enfraquec�-lo?
Oh, n�o.
Muito bem, ent�o.
Nem mais uma palavra.
J� falamos disto. O assunto est� encerrado.
Estou a reabri-lo.
Foste prometida a Loras Tyrell.
Continuas prometida a Loras Tyrell.
E casar�s com Loras Tyrell
assim que Tommen casar com Margaery.
N�o o farei.
Jaime n�o pode casar ou herdar terras.
A senten�a de Tyrion ser� executada amanh�.
Em v�rias ocasi�es, fizeste grandes reivindica��es
sobre o teu compromisso para com o futuro da fam�lia.
O teu papel nesse futuro
� mais vital agora do que alguma vez foi.
N�o me interessa.
Ficarei em Porto Real, onde perten�o, com o meu filho, o rei.
Quanto tinhas nove anos, fui chamado � capital.
Decidi trazer o teu irm�o comigo em vez de ti.
Insististe que n�o serias deixada em Castelo do Rochedo
sob quaisquer circunst�ncias. E se bem te lembras...
N�o estou interessada em ouvir mais uma das vossas hist�rias presun�osas
sobre os tempos em que vencestes.
Isto n�o vai ser um desses momentos.
Pensas que �s a primeira pessoa
arrastada pelo septo para casar contra a sua pr�pria vontade?
Quando marchastes ao sal�o do trono para me dizerdes
que t�nhamos vencido a Batalha da �gua Negra... lembrai-vos?
Estava sentada com Tommen no Trono de Ferro.
Estava quase a dar-lhe ess�ncia de erva-moura.
Isto era o t�o longe que estava disposta a chegar quando pensei
que algu�m horr�vel iria tirar-me o filho.
Algu�m horr�vel est� a chegar para tirar-mo.
- N�o. - Joffrey morreu.
Myrcella foi vendida como gado.
E agora quereis enviar-me para Jardim de Cima e roubar-me o filho.
O meu �ltimo rapaz.
Margaery vai cravar-lhe as garras,
v�s ireis cravar-lhe as garras e lutar�o por ele
como feras at� o desfazerem em peda�os.
Queimarei esta Casa at� ao ch�o antes de deixar que isso aconte�a.
E como far�s isso?
Direi a todos a verdade.
E que verdade � essa?
N�o sabeis, pois n�o?
Nunca acreditastes.
Como � poss�vel?
Que estou eu a dizer? Claro que � poss�vel.
Como pode algu�m t�o consumido pela sua ideia de fam�lia
ter a no��o do que os seus familiares andavam a fazer?
Est�vamos mesmo diante de v�s e n�o o vistes.
Um olhar nos �ltimos vinte anos,
um verdadeiro olhar aos vossos pr�prios filhos e ter�eis sabido.
Sabido o qu�?
Tudo o que dizem � verdadeiro.
- Sobre mim e Jaime. - N�o.
- O vosso legado � uma mentira. - N�o, n�o, n�o, n�o.
N�o acredito em ti.
Sim, acreditais.
Jaime.
Ganhaste.
Um irm�o a menos. Deves estar orgulhosa de ti mesma.
N�o h� mesmo nada que n�o sejas capaz de fazer, pois n�o?
Pela minha fam�lia, n�o, nada.
Faria coisas pela minha fam�lia que nem podes imaginar.
- Tyrion � da tua fam�lia. - N�o �.
- N�o podes escolher. - Posso. E tu tamb�m.
Podes escolher a criatura que matou a m�e para vir a este mundo...
�s assim t�o louca para o culpar disso?
Ele n�o decidiu mat�-la. Ele era um beb�.
Uma doen�a n�o decide matar-te.
Mas cortamo-la � mesma antes que o fa�a.
O que decides? Que escolhes?
As coisas que eu fiz para voltar para ti,
aguentar aquilo tudo, s� para te encontrar...
Eu escolho-te a ti.
- Isso s�o palavras. - Sim.
Como as que acabei de dizer ao pai.
Disse-lhe.
Disseste-lhe o qu�?
Disse-lhe sobre n�s.
Disseste-lhe?
Disse-lhe que n�o casarei com Loras Tyrell.
Disse-lhe que fico aqui com Tommen, contigo.
E achas que ele vai aceitar isso?
Vai e pergunta-lhe.
Que disse ele?
Eu n�o quero falar sobre Tywin Lannister.
Eu n�o escolho Tywin Lannister.
Eu n�o amo Tywin Lannister.
Amo o meu irm�o.
Amo o meu amante.
As pessoas v�o murmurar, fazer piadas.
Que o fa�am.
S�o t�o insignificantes que nem as podemos ver.
Eu s� vejo o que interessa.
Algu�m pode entrar.
N�o quero saber.
Estais perante Daenerys Stormborn
A N�o-Queimada
Rainha de Meereen
Rainha dos �ndalos e Rhoynar e dos Primeiros Homens
Khaleesi do Grande Mar de Erva
Quebradora de Correntes e M�e de Drag�es.
Obrigado por me receberdes, Vossa Gra�a.
O meu nome � Fennesz.
Posso falar na L�ngua Comum, se o desejardes.
Fazei-lo muito bem.
Antes de me libertardes, pertencia a Mestre Mighdal.
Era tutor das suas crian�as.
Ensinei-lhes l�nguas e Hist�ria.
Eles sabem muito sobre a vossa fam�lia por minha causa.
A pequena Calla tem apenas sete,
mas ela admira-vos muito.
Espero ser digna da sua admira��o.
Que posso fazer por v�s?
Quando tomastes a cidade, as crian�as imploraram-me
para n�o deixar a casa.
Mas Mestre Mighdal e eu concord�mos que deveria.
Portanto perdi a minha casa.
Agora vivo nas ruas.
Ergui refeit�rios
para alimentar os antigos escravos e habita��es para os abrigar.
N�o pretendo ofender, Vossa Gra�a.
Fui a um desses lugares
Os mais novos roubam os mais velhos.
Levam o que querem e batem-nos se resistirmos
Os meus Imaculados torn�-los-�o seguros em breve,
meu amigo, isto prometo-vos.
Mesmo que sejam seguros, porque estaria l�?
Que prop�sito servem?
Com o meu mestre, eu era um professor.
Tinha o respeito e o amor dos seus filhos.
Que quereis de mim?
Vossa Gra�a, pe�o-vos
permiti que eu me venda de volta a Mestre Mighdal.
Quereis voltar para um homem que vos tinha
como a uma cabra ou a uma cadeira?
Por favor, Vossa Gra�a.
Os jovens bem podem rejubilar com o novo mundo que constru�stes para eles,
mas para aqueles de entre n�s demasiado velhos para mudar,
s� existe medo e mis�ria.
N�o estou sozinho.
H� muitos l� fora, � espera, para implorar-vos o mesmo.
N�o tomei esta cidade para presidir
sobre a injusti�a que lutei por destruir.
Tomei-a para trazer a liberdade �s pessoas.
Mas liberdade significa fazer as vossas pr�prias escolhas.
Permitir-vos-ei assinar um contrato com o vosso antigo mestre.
Mas n�o poder� exceder o per�odo de um ano.
Muito obrigado, Vossa Gra�a.
Muito obrigado.
Os mestres v�o aproveitar-se desta situa��o.
Os homens que os servirem
ser�o escravos em tudo, menos no nome.
Aproximai-vos, meu amigo.
N�o compreendo a minha rainha.
N�o compreendo, minha rainha.
A rainha diz que podeis aproximar-vos.
Trouxe-vos...
Ele veio do c�u.
O negro.
A sombra alada.
Ele veio do c�u e...
A minha filha.
A minha menina.
Como se chamava?
Zala, Vossa Gra�a.
- Que idade tinha? - Tr�s.
Tr�s.
E ainda n�o h� not�cias de Drogon?
Marinheiros viram-no sobre as Fal�sias Negras h� tr�s dias, minha rainha.
Nada desde ent�o.
Encontrai-me nas catacumbas.
Vieram a n�s de Porto Branco e Barrowton,
de Fairmarket e Porto Real
do norte e do sul,
de este e oeste.
Morreram protegendo homens, mulheres e crian�as
que nunca conhecer�o os seus nomes.
Cabe-nos record�-los.
Os nossos irm�os,
Nunca os voltaremos a ver.
E agora a sua vig�lia terminou.
E agora a sua vig�lia terminou.
O vosso velho cego tratou de mim...
Porqu�?
Ele jurou tratar todos os feridos, amigos ou inimigos.
Queres-me vivo para me torturares?
Ningu�m te vai torturar.
Ent�o como morremos? Enforcados? Decapitados?
Largados do topo da Muralha
Eu n�o sei o que acontece aos prisioneiros.
Quem decide.
Suponho que � o Stannis.
� o teu rei agora?
Eu n�o tenho rei.
Passaste demasiado tempo connosco, Jon Snow.
Nunca voltar�s a dobrar o joelho.
Vamos queimar os corpos dos vossos mortos.
Queres dizer algumas palavras para eles?
Palavras? Que tipo de palavras?
Palavras funer�rias. N�o sei como a Gente Livre costuma fazer.
Fazer o qu�?
Dizer adeus.
Os mortos n�o podem ouvir-nos, rapaz.
Snow.
Amavas-a?
Ela amava-te.
Ela disse-te?
N�o.
S� falava em matar-te.
Foi assim que percebi.
Ela pertence ao Norte.
Ao verdadeiro Norte.
Percebes?
Podemos parar. Podemos descansar.
Descansaremos com o corvo de tr�s olhos.
N�o vamos conseguir.
Estamos quase l�.
Olha, Jojan. Olha.
Jojen! Vamos!
Ajuda-os! Agora!
Segura-te a mim!
Segura-te!
- Hodor. - Ajuda-os!
Hodor.
Salva-te, agora!
Vem comigo, Brandon Stark.
Ele est� perdido.
Vem comigo ou morre com ele.
Vai com eles.
Eles n�o podem seguir-nos.
O poder que os move � impotente, aqui.
Quem �s tu?
Os Primeiros Homens chamavam-nos As Crian�as,
mas nascemos muito antes deles.
Venham, ele est� � vossa espera.
Sois o corvo de tr�s-olhos?
Tenho sido muitas coisas.
Agora sou o que v�s.
O meu irm�o, conduziu-nos a v�s e agora ele...
Ele sabia que iria acontecer.
Desde o momento em que partiu,
sabia-o, e veio � mesma.
Como sabeis?
Tenho-vos observado.
A todos v�s.
Todas as vossas vidas.
Com mil e um olhos.
Agora finalmente vieste a mim,
Brandon Stark.
Embora a hora seja tardia.
N�o queria que ningu�m morresse por mim.
Ele morreu para que pudesses encontrar o que perdeste.
Ireis ajudar-me a voltar a andar?
Nunca voltar�s a andar.
Mas voar�s.
Podrick.
Podrick.
Onde est�o os cavalos?
Eu prendi-os ontem � noite.
Prendeste-os como?
Como me ensinastes.
Se tivesses feito como te ensinei,
os cavalos ainda estariam aqui.
Ladr�es, talvez?
Estamos a quase cinquenta quil�metros do Ninho da �guia
Carregas tu os alforjes.
Pessoas a vir.
Podes cagar depois. H� pessoas a vir.
Bom dia.
Bom dia.
Gosto da tua espada-
Estamos perto do Port�o Sangrento?
Mais uns quinze quil�metros.
Ouviste, Podrick?
S� uns quinze quil�metros at� ao Port�o Sangrento.
�s um cavaleiro?
N�o.
Mas sabes usar essa espada?
Sei.
Tem um nome?
Cumpridora de Promessas.
A minha � Agulha.
Bom nome.
Quem te ensinou a lutar?
O meu pai.
O meu nunca quis.
Dizia que lutar era para rapazes.
O meu disse o mesmo.
Mas lutava com os rapazes � mesma.
Estava sempre a perder.
At� que finalmente o meu pai disse, 'se o vais mesmo fazer,
ao menos que o fa�as corretamente.'
Sete b�n��os.
Sou Brienne de Tarth. Este � Podrick Payne.
Querem alguma coisa?
Aquele � o Sandor Clegane. O C�o de Ca�a.
�s Arya Stark.
Perguntei se queriam alguma coisa.
Jurei a vossa m�e que vos traria a casa, a ela.
A minha m�e morreu.
Eu sei.
Gostaria de ter estado l� para a proteger.
N�o �s uma nortenha.
N�o, mas fiz uma jura sagrada em como a protegeria.
Porque n�o o fizeste?
Ela mandou-me levar Jaime Lannister de volta a Porto Real
�s paga pelos Lannister.
Est�s aqui pela recompensa por mim
N�o sou paga pelos Lannister.
N�o?
Rica espada que a� tens.
Onde � que a arranjaste?
Passei a vida toda a olhar para ouro Lannister.
Vamos, Brienne da merda de Tarth.
Diz-me que isso n�o � ouro Lannister.
Jaime Lannister deu-me esta espada.
O Port�o Sangrento est� a quinze quil�metros.
Jurei � vossa m�e pelos velhos deuses...
N�o me interessa o que juraste.
- Arya! - Ouviste a mi�da.
- Ela n�o vai contigo. - Ela vai.
N�o �s uma boa ouvinte.
Esse a�o valiriano?
Sempre quis esse a�o valiriano.
Vinde comigo, Arya. Levar-vos-ei para um s�tio seguro.
S�tio seguro? Onde raio fica isso?
A tia no Ninho da �guia morreu. A m�e morreu.
O pai morreu. O irm�o morreu.
Winterfell � uma pilha de escombros.
N�o h� s�tio segura, puta est�pida.
Se ainda n�o sabes isso,
ent�o �s a pessoa errada para tomar conta dela.
� isso que estais a fazer?
A tomar conta dela?
Sim, � isso que estou a fazer.
N�o tenho qualquer desejo de vos matar, Ser.
N�o sou cavaleiro.
Arya!
Arya!
Arya!
- Onde est� ela? - Ela estava mesmo aqui.
Porque � que n�o tomaste conta dela?
Estava de olho em v�s. Pensei que pud�sseis precisar de ajuda.
Para onde, Pod? Para onde � que ela foi?
Acho que foi por ali.
Ainda est�s aqui?
A puta grandalhona salvou-te.
N�o preciso que me salvem.
N�o, tu n�o. �s uma verdadeira matadora
com a tua dan�a d'�gua
e a tua Agulha.
Vais morrer?
A n�o ser que haja um Mestre escondido atr�s daquela rocha,
sim,
estou arrumado.
Esfolava-te viva por vinho.
Que se foda a �gua.
Morto por uma mulher.
Aposto que gostas disso.
Vamos,
vai atr�s dela.
Ela vai ajudar-te.
Se fores sozinha,
n�o duras nem um dia aqui.
Duro mais do que tu.
Lembras-te onde fica o cora��o?
Que se foda.
Estou pronto.
Vamos, mi�da.
Mais um nome riscado da tua lista.
Estavas sempre a prometer-me.
Eu cortei o filho do talhante.
O medricas.
Implorou por miseric�rdia.
'Por favor, Ser. Por favor n�o me mate.
Por favor Por favor.'
Sangrou sobre o meu cavalo todo.
A sela fedeu a rapaz de talhante durante semanas
E a tua irm�.
A tua bonita irm�.
Devia t�-la tomado.
Naquela noite em que �gua Negra ardeu.
Devia t�-la fodido.
Pelo menos tinha uma mem�ria feliz.
Preciso de te implorar?
F�-lo.
F�-lo.
F�-lo.
Mata-me.
Mata-me!
Mata-me!
Mata-me!
Oh, despacha-te com isso, seu filho da puta.
Isso � maneira de falar da nossa m�e?
Que est�s a fazer?
Que pensas que estou a fazer?
Tens uma galera na ba�a que parte para as Cidades Livres.
- Quem te est� a ajudar? - Varys.
- Varys? - Tens mais amigos do que tu pensas.
H� uma porta trancada no cima das escadas.
Bate duas vezes, e depois duas vezes outra vez.
Varys ir� abri-la.
Suponho que isto � um adeus, ent�o.
Adeus, irm�ozinho.
Jaime.
Obrigado pela minha vida.
Depressa, agora.
Tywin?
Meu le�o.
Desculpa.
Desculpa.
Tyrion.
Larga a besta.
Quem te libertou?
O teu irm�o, espero.
Sempre teve um fraquinho por ti.
Vem, falaremos nos meus aposentos.
� assim que queres falar comigo?
Envergonhar o teu pai sempre te deu prazer.
Toda a minha vida
me quiseste morto.
Sim.
Mas recusaste-te a morrer.
Eu respeito isso.
At� admiro.
Lutas pelo que � teu.
Nunca os deixaria executar-te.
� isso que receias?
Nunca deixarei Ilyn Payne cortar-te a cabe�a.
�s um Lannister.
�s o meu filho.
Amei-a.
Quem?
Shae.
Oh, Tyrion.
- P�e essa besta para baixo. - Assassinei-a.
Com as minhas pr�prias m�os.
- N�o interessa. - N�o interessa?
Ela era uma rameira.
- Dizes essa palavra outra vez... - E o qu�?
Matarias o teu pr�prio pai na latrina?
N�o.
�s o meu filho.
Agora, chega deste disparate.
Eu sou o teu filho e tu condenaste-me � morte.
Sabias que n�o tinha envenenado Joffrey,
mas condenaste-me � mesma.
- Porqu�? - Chega.
Voltaremos aos meus aposentos
e falaremos com alguma dignidade.
N�o posso voltar l�. Ela est� l�.
Est�s com medo de uma rameira morta?
Atingiste-me.
N�o �s nenhum filho meu.
Sou o teu filho.
Sempre fui o teu filho.
Que fizestes v�s?
Depressa.
Confiai em mim, meu amigo. J� vos trouxe t�o longe.
Quero ver o capit�o.
Est�s a v�-lo.
Eu quero ir para Norte, para a Muralha.
N�o, n�o queres.
Posso pagar.
N�o h� nada no Norte a n�o ser gelo, guerra e piratas.
N�o precisaria de uma cabine. Por favor.
Podia trabalhar a esfregar o ch�o.
N�o vou para norte, crian�a. Vou para casa.
- E onde �? - A Cidade Livre de Braavos.
Espera. Tenho outra coisa.
Mais prata n�o vai fazer diferen�a.
N�o � prata. � ferro.
Isto...
Como � que...
Valar morghulis.
Valar dohaeris.
Claro, tereis uma cabine.
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