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Original subtitles

ETERNAMENTE LULU

N�o � engra�ado. S�rio! Certo? N�o, conte! � importante. Entre...

as que me contaram tenho 11. Mas quero 12. Certo. N�o precisa. . .

Ser exata. . . S� um n�mero aproximado.

-Um n�mero aproximado? -Sim.

-Cinq�enta? -50 chupadas? Tem certeza? Pois. . .

-Parece muito pouco. -N�o, 50 homens.

Viu? Agora estamos falando grande! Ent�o. . .

Vamos dizer que tenha chupado, cada um, 10 vezes. D�. . . Espere.

Podemos falar de outra coisa sem ser chupar?

E do que vamos falar?

Bem, sabe falar de pol�tica?

N�o gosto de pol�tica. Desculpe. Bem. . .

50 vezes 10.

Vou anotar para voc� 500 redondos. Est� bem?

Uns a mais ou a menos.

Certo!

� meio engra�ado, mas eu gosto.

Eu j� fui atriz.

-O que faz l�? -Sou universit�ria.

Duas vezes por semana, vou � faculdade.

N�o parece universit�ria.

Sou do tipo emancipado. Bem emancipado.

N�o quis dizer isso, seja o que for. Mas n�o � t�o jovem.

-N�o sou. -E por que a faculdade?

N�o tenho mais o que fazer, �s ter�as e quintas.

O que faz nos outros dias?

Eu bebo.

-Lulu? Voc� est� bem? -�tima.

-Tomou seu rem�dio, querida? -Sim.

O nome deve ser Eddie. Qual deve ser meu nome?

N�o sei, aquele que quiser.

Queria que fosse o que �, Sara. . .

Com um significado b�blico. Quer saber qual �?

-Tem certeza que est� bem? Talvez. . . -Pode me deixar em paz?

O que est� olhando? Heim?

� Chris Bond.

N�o.

Seria um disfarce.

O que quer que eu fa�a? Saia no beco?

N�o.

Eu a levo para casa.

Do que est� rindo?

Nada, s� me lembrava de algo que aconteceu.

Eu vou dormir. Voc� vem?

J� vou.

-Onde esteve o dia todo? -Na escola, � quinta!

Tinha esquecido.

Estava dormindo quando sa�, n�o quis acord�-lo.

-Voc� saiu? -�, por alguns minutos.

Saia de novo, assim podemos ver o filme.

-Vai chupar. -Belo jeito de falar.

"Belo jeito de falar. "

Este � o nosso filme!

OS MELHORES CONTOS

Deixei a carteira na outra bolsa. Tem dinheiro?

Veja! N�o � demais? � legal!

-Tem tr�s c�pias. -�, mas n�o brochura.

-Certo, pois compre. -Vou comprar. Tome.

-Obrigada. Estou nas roupas. -Est� bem.

-� escritor? -Tenho uma hist�ria aqui.

-Publicada no "Missouri Review�. -Impressionante!

-Foi a primeira, ali�s. -�? O que mais tem?

"Norte Magn�tico�?

-Uma s�rie de fic��o cient�fica. -TV! N�o assisto.

Ali�s, eu tamb�m n�o. Com licen�a.

-US$ 2. -Um instante, um instante.

Obrigado.

-Procuro o Sr. Ben Clifton? -Sou eu.

Sr. Clifton, ol�. Meu nome � Linda Davis.

Sou a terapeuta chefe na Alameda Valley View, 16.

Uma de nossas pacientes, Lulu McAfee, tem. . .

-Lulu? -�! Ent�o, conhece Lulu?

�, eu conhecia. . . Por qu�?

Ela saiu, ontem, sem licen�a. . .

-E n�o voltou ainda. -Como conseguiu meu n�mero?

Seu n�mero est� inclu�do como pessoa a contatar.

Eu. . . N�o quero me envolver.

Quero que entenda desde j�.

Ningu�m lhe pede para se envolver.

S� lhe pe�o que nos avise, caso ela o procure.

Lulu tem. . . Na verdade, ela vem se saindo muito bem.

J� se falou sobre mud�-la a um apartamento, em um ano. . .

N�o falamos h� muito tempo. Mas, se ela me procurar, aviso.

N�o teve sorte.

Talvez tenha se alistado no esquadr�o das chupadoras.

Est�o por toda parte! H� grupos de mo�as s� e insatisfeitas. . .

E elas vagam pelas ruas de toda cidade dos EUA.

Est�o procurando novos membros!

Acho que n�o, Freddie.

Al�?

-Quem era? -Ningu�m. Desligaram.

S�o 2:30h.

Eu sei.

Tenho que levantar cedo amanh�. Tente dormir de novo.

O que quer que eu diga?

Ningu�m quer ver seu programa sobre um oncologista. � chato!

Clark, n�o entendo! Era voc� que insistia sempre, sem parar. . .

Sobre como as pessoas querem algo real. Pois � isto, cara!

Temos chance de fazer algo especial, para que sintam. . .

"Sentir" n�o, apreciar! Ou�a. . .

Se � "ER�, e tem audi�ncia de 22% , pode falar de tumores. . .

E dessa mastectomia. Mas n�o � o caso!

Tem que criar outra coisa.

Por exemplo?

-N�o sei! Um dentista. -Um dentista?

Um arquiteto! Encanador! Pouco me importa o que seja.

-Tem que me ajudar, por favor! -� pago por um servi�o. Fa�a-o.

Quero ver o novo texto na quarta.

-Quarta? -Quarta.

Isso � um absurdo!

Ol�, Clifton. Creio que cheguei cedo.

Quer tomar algo no bar, enquanto espera?

Claro.

Pode ver uma "diet�. . . Vodca dupla, com gelo.

-Al�? -Faulkner bebia do outro lado.

-Quem fala? -Faulkner, Fitzgerald...

Nathaniel, West. Todos os seus her�is.

Eles bebiam aqui em frente.

-Ben? -Lulu.

Bebiam, riam e discutiam, como n�s faz�amos.

-O que quer, Lulu? -Quero que me encontre.

-Faz muito tempo, n�o �? -Faz, sim. Onde est�, agora?

Vou esperar no bar. Por favor, Ben, me encontre.

Tome.

-Obrigado. -Senhor, o roteiro.

Obrigado.

Ben, s�o 13:30h. , onde est�?

Onde? Em Hollywood, em frente ao "Musso�.

Combinamos nos encontrar no Helena.

Eu sei, mas. . . Meu dia est� muito estranho.

Ben, vai almo�ar comigo ou n�o?

-N�o. -O que h�?

Lulu est� aqui, Claire.

Ela est� em L.A.?

-Por qu�? -N�o posso discutir isto agora.

-Ligo mais tarde. -Espere, Ben.

O que est� olhando, querido?

Desculpe, pensei que fosse outra pessoa.

D� o fora.

Oi, Ben.

Oi, Lulu.

Voc� me achou.

Est� diferente, N�o muito, s� diferente.

Talvez seja o cabelo.

Est� mais curto.

Ainda � o homem mais bonito do mundo.

-N�o envelheceu, s�rio. -Mentira.

E eu? Como estou?

-Est� bem, Lulu. -Bem!

N�o estou bonita, linda, nada assim?

Sei que estou bem melhor do que a �ltima vez que me viu.

Dezesseis anos.

-Como tem passado, Ben? -Bem.

Falei com Linda Davis, ela est� muito preocupada.

Achei que. . .

-O que diz? -Conseguiu entrar na Iowa!

S�rio?

Deixe-me ver.

Deixe-me ver! Quero saber!

Lulu, sem brincadeira! D�. . .

A carta aqui. Quero ler!

-Lulu, d�-me a carta! -Transe comigo antes.

-D� a carta aqui! -Est� bem!

"Caro Sr. Clifton, temos o prazer de inform�-lo. . .

Que ter� um lugar no semin�rio de escritores de 1982�!

Ouviu?

-Ray McArver, Richard Yates. . . -E nossa viagem?

-N�s vamos! Mas mais tarde. -Quando?

S� vou ficar longe um ano, n�o � nada demais.

N�o v�.

Como �n�o v�? Fala s�rio? N�o vou desistir de meu sonho!

-Est� desistindo de mim, certo? -N�o! Nunca!

1982, quando nos conhecemos. Foi um grande ver�o.

Toda nossa vida � frente, por viver.

Lembra-se?

Ent�o, um dia. . .

Sa� do sol, e voc� me deixou sozinha, no escuro.

Bem. . . Muita coisa mudou, Lulu.

�, claro que sim.

N�o quer dizer que n�o pode voltar.

-Voltar para onde? -Recome�armos.

Lulu, sabe que isso n�o pode ser.

-Claro que pode. Se quisermos, pode. -N�o, n�o pode! Sabe que n�o.

O que aconteceu com voc�? Com o Ben que conheci?

O Ben que jamais aceitaria um "n�o�!

O rapaz que dormia junto � minha janela. . .

E chorava, porque eu queria terminar. O que houve com ele?

Ele n�o aceitaria um "n�o�.

Onde est� o cara que ia escrever o grande romance na grande mesa?

Onde est� o Ben que fez a promessa solene comigo. . .

De tirar todas as coisas poss�veis da vida?

Lembra-se? O que houve? S� escreve para a TV agora?

N�o vim para ser ofendido por uma. . .

Uma o qu�? Por uma paciente mental, ia dizer? Uma louca?

Pode dizer! Paciente mental!

E da�? Eu mesmo j� passei uns tempos l�.

� melhor do que se matar. D� para descansar.

Obrigado pela contribui��o. Vamos.

Obrigada, j� vamos. At� logo para todos.

-Aonde vamos? -Vou lev�-la para casa.

Que tal eu lev�-lo para conhecer nosso filho?

-O que � isso de filho? -Voc� ouviu.

-N�o temos filho. -E o carro?

-Ali! Fale comigo! -Sim, temos um filho.

-Venha, vamos fazer uma viagem. -N�o vamos fazer. . .

�! Voc� e eu. Eu e voc�, Ben.

Vamos atravessar o deserto, para o leste, como �guias!

-Lulu, n�o me �enrole�! -N�o, eu tive um filho.

Voc� teve um filho. Como?

Est� bem! Eu aceito, Lulu!

Pode ser! Tudo � poss�vel! Podia acontecer, em 15 anos!

-Seu filho, Ben. -Isso n�o � poss�vel! � besteira!

Saia do carro.

Entre, entre a�.

2,9 kg.

Menino.

Este � ele.

H� seis anos.

E � a certid�o de nascimento. Martin Ellsworth.

6 de junho de 1983.

Os pais s�o Jerome Ellsworth. Ele � professor de Hist�ria. . .

E a m�e � qu�mica. Ela se chama Millie.

N�o pus seu nome a�, para proteger sua privacidade.

6 de junho.

Faz anivers�rio em tr�s dias.

�, por isso estou aqui. Combinei com os Ellsworth que. . .

S� o veria com 16 anos.

Seria legal. Podemos v�-lo agora.

Sabe, voc� pode estar inventando tudo. A foto. . .

Podia ter vindo de qualquer lugar.

Isto pode ser tudo inven��o.

N�o posso me envolver.

Guarde.

� seu filho.

Sinto muito, Lulu.

Para quem est� ligando?

-Para Linda Davis. -N�o! N�o vou voltar para l�.

Vamos atravessar o pa�s!

Vamos voar como um raio e reclamar nosso filho!

Lulu? � voc�? O que. . . Est� acontecendo?

Sua voz parece abafada!

Est� chupando algu�m? N�o est�?

Ainda bem. Por qu�?

Bem, n�o sei.

Tem certeza?

Est� bem. Certo, vou tentar.

Ben! Aqui embaixo!

-� o prof. Ellsworth. -O qu�?

O prof. Ellsworth.

Al�! Aqui � Jerome Ellsworth. O que Lulu disse � verdade.

Exatamente. Ela ligou na semana passada, dizendo que viria.

� uma grande surpresa. Ele. . .

Sem d�vida! Ele est� esperando. Veja, nosso acordo. . .

Foi que, se ela quisesse v�-lo, poderia, se estivesse bem.

E parece que est�.

Claro, n�o sou psiquiatra.

Muito bem! N�s os vemos daqui a alguns dias.

At� logo.

Freedie, com quem estava falando?

Ningu�m. Era. . .

Era o n�mero errado.

Tomei emprestado isto e. . .

E vou p�r. . .

Sabe? Vou p�r. . .

O qu�? Eu n�o. . . N�o peguei! N�o sei onde est�.

Desculpe.

N�o. . . N�o sei. Tamb�m n�o sei.

Certo, ent�o, Flagstaff. . . N�o �?

Albuquerque?

-"Amariyo�. -Amarillo.

Sabe, n�o vamos parar em Amarillo. Vamos continuar.

Quando voc� cansar, eu dirijo.

-N�o pode dirigir. -Posso sim.

N�o pode! N�o tem habilita��o!

Desculpe! Puxa, quando virou o Sr. Obediente-�s-Regras?

Voc� arriscava tudo, era selvagem!

-O que est� fazendo? -Avivando recorda��es.

Lulu, ponha a camiseta!

N�o diga que nem pensou no meu corpo.

-Voc� tinha um corpo e tanto. -"Tinha�? Eu tinha um corpo.

-Desculpe, tem! -Realmente, que elogio.

-Quer descer? -Relaxe! Podemos aproveitar.

-Lulu, pare. -S� me d� um beijo.

Credo! Eu n�o ia enfiar a l�ngua em sua garganta, n�o receie.

Se pensa que vai transar comigo em breve, esque�a!

Sabe?

Tenho que telefonar.

-Para quem? -Minha esposa.

Dominado.

V�o para algum lugar perto do Novo M�xico?

Vamos para Flagstaff.

-Claire, sou eu. -Meu Deus, Ben! Liguei o dia todo.

-Estou no deserto. -Como assim?

Estamos em algum lugar entre Victorville e Las Vegas.

-"Estamos�. Voc� e. . . -Lulu. Estou com Lulu.

Pare o carro!

Lulu. . . Droga!

-Quem � aquele, Lulu? -S� um cara que peguei.

N�o parecia algu�m que pega carona.

N�o disse carona, eu o peguei.

-Onde? -Amarillo.

Onde eu dan�ava "topless�, no sal�o "Teddy Bear�.

-E para onde vai? -Pare de fazer perguntas.

Posso ficar extremamente paran�ica! E creia, n�o quer que isso aconte�a.

-Quer que eu v� para a frente? -N�o, n�o quero! Jesus Cristo!

� melhor sair do carro, antes que eu fique muito brava.

-Sabe, voc� � muito estranha. -Nem faz id�ia.

Pode me beijar agora, se quiser.

Incr�vel!

Est� bem.

Eu chorei o suficiente Para lavar meus pratos

Caminhei por todos os caminhos No meu cora��o

E todos est�o empoeirados Abandonados e desertos

Como virei esta Cidade Fantasma?

N�o foi voc� que me Mostrou seus sentimentos

E por isso eu deveria saber

Quando bati Eu esperava a sua resposta

Espiritualmente N�o havia ningu�m em casa

Quartos separados?

114.

-Onde voc� est�? -112.

Eu pego. Obrigada.

O que disse � Claire?

Disse a verdade.

Contou aonde vamos?

-Contou sobre Martin? -Contei tudo.

Ela � minha esposa, tem direito de saber.

Voc� ainda est� aqui, n�o �?

Aposto que ela n�o est� feliz com isso.

-Boa noite, Lulu. -Boa noite, Ben.

Agora s� h� uma �nica luz Na rua principal

E n�o h� ningu�m por perto

Pensei que voc� seria Como no Velho Oeste

Mas voc� era apenas Uma Cidade Fantasma

Mora em Chicago?

Est� viajando a trabalho?

Meu marido vai para Madison, Wisconsin. Vamos nos encontrar. . .

Ele est� com uma antiga amiga da faculdade. De carro.

-Ali�s, meu nome � Claire. -Claire. Meu nome � Lou.

Muito prazer.

Em que trabalha, Lou? Se posso perguntar.

-Trabalho com propaganda. -Que pena. Profiss�o errada.

Por qu�? O que est� procurando?

Um assassino profissional.

-N�o posso ajudar. -Que pena.

-De quem quer se livrar? -Meu marido.

Pod�amos pedir aos pilotos para anunciar. . .

Se h� algu�m a bordo que possa ajudar.

Como um terrorista, entre uma miss�o e outra?

Ou um �serial killer�, com tempo ocioso.

Seria excelente!

O que faz, Claire? Quando n�o est� conspirando?

Sou psiquiatra.

Por favor.

Uma vodca, pura. Dupla, por favor.

Deseja algo, senhor?

-Sim, o mesmo. -� para j�.

N�o se importa se me embebedar, n�o �?

-Importa-se se a acompanhar? -� vontade.

-Estava falando dormindo. -N�o estava.

Estava, sim. Dava para ouvir, pela parede.

Lulu, est� sendo tola, sabe disso.

Aquele cara est� nos vigiando.

Est� lendo jornal.

Agora ele est� lendo o jornal.

Antes, fazia um buraco em mim. Est� nos seguindo!

-N�o est�! Estou dirigindo. . . -Est�! Vou falar com ele.

N�o, voc� n�o vai. Por favor, sente-se.

Pensou que eu fosse l�, por uma ilus�o paran�ica?

-Isto n�o � engra�ado, Lulu! -Devia ver sua express�o!

N�o � engra�ado.

"N�o � engra�ado, Lulu, n�o � engra�ado!"

Vou abastecer o carro. J� volto.

Nem pense nisso.

Eu? Est� falando comigo?

Chega! Chega!

Por que est� me seguindo? Estou farta, entende?

-N�o me siga! -Do que est� falando?

Onde est� a c�mera? Entregue! Onde est� a maldita c�mera?

Certo, n�o est� aqui. N�o. . .

Do que est� rindo?

Vou lhe dar outra chance. Entregue a c�mera.

A c�mera! Jesus Cristo!

Por que est� me seguindo? Deixe-me em paz, droga!

Deixe-me em paz, entendeu? Chega!

O que est�o olhando? O qu�?

Calma. S� se acalme, est� bem?

Vamos. Desculpe.

N�o se incomode. S� a afaste de mim.

Desculpe.

Deixe-me esclarecer isto.

Voc� � psiquiatra. Ela � uma paciente mental.

Com atestado.

Realmente. . .?

Espere, ainda melhora.

Ou�a. . .

Prepare-se.

Acabo de descobrir.

Eles tiveram um filho, em 1983. . .

Do qual Ben nunca soube.

Ela o entregou � ado��o, quando estava na cl�nica. . .

E, por isso, est�o indo para Madison, agora. . .

Para v�-lo, pela primeira vez.

Isso �. . .

-Isso � pesado. -Nem me diga!

Minha vida! Estou seguindo os dois.

-Nem sabem que vou. -N�o sabem?

Devem estar transando, agora, em algum motel.

Acho que n�o. Quer dizer. . . Por qu�?

-Por que ele faria isso? -Como assim?

Ora, olhe para voc�.

Seria loucura.

Foi gentil, obrigada.

Ent�o. . .

Tem filhos com. . .

. . . Ben?

-Posso lhe mostrar algo? -Sim.

� seu filho?

Meu e de Ben.

� um lindo garoto.

�, era, sim.

Ele. . .

Ficou doente, h� pouco mais de um ano.

E morreu.

Sinto muito.

N�s. . .

N�o falamos a respeito, Ben e eu.

Nem digo o nome dele, desde o enterro.

Claire?

Qual � seu nome?

Quer saber o nome dele?

Quero saber o nome de seu filho.

O nome dele � Andrew.

Andrew.

O nome dele � Andrew.

� um lindo nome.

-N�o queria fazer isto com voc�. -Tudo bem.

Que confus�o.

Tudo bem.

Quanto tempo. . .

Vai ficar em Chicago?

Tr�s horas.

Posso lhe pedir um favor?

Poderia ficar mais tempo comigo?

-Bem-vindo ao Rock Creek Motel. -Como vai?

Preencha esta ficha e j� vou atend�-lo.

-Quero um quarto com 2 camas. -S�o $86,50 mais impostos.

Tudo bem, n�o ligo.

A mo�a est� com o senhor?

Sim, por qu�?

Est� completamente nua na piscina.

Tem uma toalha?

Estamos. . .

No 7.

No mesmo quarto?

Sua toalha.

Venha, entre.

Venha, Ben.

Por favor?

Venha!

Lembra daquela vez que nadamos nus no lago?

Foi quando aconteceu.

O que aconteceu?

Quando me apaixonei por voc�.

D�-me a navalha.

O que est� fazendo, querida?

Estou ouvindo seu cora��o bater. Est� assustado, n�o �?

Agora, sabe como me sinto.

Eu. . . Vamos descansar, est� bem?

Havia uma mulher com um item s�: Br�colis.

E queria entrar na fila na minha frente.

Usava sapatos de enfermeira. Eu disse: "N�o�.

Ela disse: "N�o�? Eu disse "N�o�!

Dei um soco nela. Tentaram me prender, mas fugi. . .

E sumi no sal�o "Teddy Bear�.

Naquela noite deixei um homem desconhecido transar comigo.

A� ouvimos m�sica de Natal no r�dio.

E, no caminho para casa, tentei apagar a luz das estrelas.

Eu sei, Ben. Minha mente est� rompida.

E tenho uma falha nas gl�ndulas. Mas a verdade � que eu gostaria. . .

De ter um jet-ski antes de morrer! Adoraria ter meu apartamento e. . .

Pintar um arco-�ris na parede, e aprender a tocar viol�o. . .

Adoraria impedir uma avalanche. . .

E adoraria ficar � sombra do Rochedo de Gibraltar.

Preciso fazer uma pergunta. . .

E quero que me conte a verdade.

Est� tomando seu rem�dio?

-Que rem�dio? -Suas p�lulas, est�?

Meus n�veis de l�tio e de seratonina est�o bem.

N�o se preocupe comigo ou meu estado, Sr. Clifton.

Posso fazer uma pergunta?

Claro.

Por que n�o veio me visitar no hospital?

Por qu�?

Ben, por favor, me diga.

Eu fui, Lulu. Fui ver voc�. . .

Todo dia, depois das aulas, durante uma semana. E voc� estava. . .

Numa enfermaria trancada. . .

Bra�os e pernas presos � cama, n�o tinha id�ia de quem eu era.

-Disseram que voc� n�o ligou. . . -Implorei para n�o contarem.

Por qu�? Por qu�?

Tive medo.

Tive medo de que. . .

Voc� sempre estaria doente e a vida nunca mais seria igual.

Queria que tivesse me ligado uma vez. Ou escrito uma carta.

Porque senti tanta saudade!

-Sabe? -Sei.

Sinto muito, Lulu. Sinto tanto.

Sabe. . .

Acho que dev�amos esquecer isto. S� virar. . .

Parar e voltar para casa.

-Por qu�? -Chegamos muito longe. . .

E levou nosso filho no cora��o por 16 anos. N�o vamos voltar.

Quer mesmo v�-lo?

De todo cora��o.

Se eu pusesse minhas m�os

No que meus olhos v�em

Minha mente e meu corpo Estariam livres de problemas

Vejo o que eu quero Sei o que eu preciso

Baby, por favor, considere-me Bem que eu queria

Seria bom Se pudesse

Baby, venha comigo

Um cora��o vazio Eu posso ser

Parece haver uma parede de vidro Entre n�s

Posso ver Mas n�o tocar

A tenta��o est� crescendo

Eu lhe digo Crescendo demais

Vejo o que quero Sei o que preciso

Baby, por favor, considere-me Bem que eu queria

Seria bom Se pudesse

Baby, venha comigo

Um cora��o vazio Eu posso ser

Por favor, preste aten��o em mim

Como ser� que ele �?

Tomara que seja bonito e inteligente, como voc�.

-Sem d�vida. -E alto, como eu.

-O que �? Onde est�? -Clark! Como vai?

Como vai? Estamos esperando voc�! Marcamos quarta-feira!

Bem, o que posso dizer? Tive uma emerg�ncia.

N�o acredito que estou ouvindo isto! Est� despedido!

Fa�a o que deve ser feito.

Vou ligar ao seu agente pessoalmente!

-Est� morto nesta cidade! -Felicidades.

Ele n�o acreditou!

Querida. . .

Acaba de testemunhar o fim de minha carreira na TV.

Ben. . . Veja!

Nosso cinema.

Senhor!

Que incr�vel.

� a Dra. Clifton. Preciso cancelar a sess�o de hoje. . .

Devido a uma emerg�ncia.

Vejo-o na pr�xima semana. Sinto muito. Obrigada.

-Bendita secret�ria eletr�nica. -Pois n�o?

Sim. Tenho uma reserva. Claire Clifton.

-Clifton, certo. -Ben Clifton j� se registrou?

N�o parece, mas vou verificar.

Puxa, Ben, veja! � incr�vel!

-Est� exatamente igual! -Misteriosa b�n��o do passado.

Incr�vel.

Lembra quando sentamos ali? Trouxe-me para jantar aqui.

Queria me impressionar. O terceiro encontro.

Queria me levar para a cama.

Quarto 1108. Vou mandar levar sua bagagem.

Obrigada.

-Vai ver um quarto para n�s? -Boa id�ia.

Ol�, Ben?

-O que faz aqui? -Senti vontade de viajar.

Fazer algo impulsivo para variar.

Sempre recomendo aos meus pacientes.

Bem, queria ver por que a grande confus�o.

-Quem � ela? -Sou a esposa de Ben.

Claire Clifton.

N�o �, n�o.

A esposa de Ben mora em L.A. . Quem � esta pessoa?

Ela � minha esposa.

-Voc� a mandou vir aqui? -N�o, n�o a mandei vir.

-Ent�o o que faz aqui? -Foi id�ia minha.

Talvez pudesse ver de perto nosso casamento se desfazer.

-� mesmo? Que casamento? -Exatamente.

N�o pode estar aqui. N�o devia! Devia voltar para casa.

-Diga-lhe, Ben. -Dizer-lhe o qu�?

N�o posso fazer isso, Lulu.

Com licen�a.

Senhorita?

Droga! Por isso que escreve para a maldita televis�o!

Jack K�rouac jamais casaria com uma vadia certinha assim!

Que charme, Ben! Ela sempre foi mal-educada?

Parece Martha Stewart. . .

Quem voc� pensa que �?

Por favor, por favor, pare.

Ele pode ter casado com voc�, mas me amou primeiro. N�o foi?

-O que est� fazendo? -Nada. � verdade, n�o �?

Diga-lhe, Ben.

Sim, amei voc� primeiro, est� bem?

Podemos sair daqui?

Pode ficar, se quiser.

Fez o qu�?

Violou o sexto mandamento? Vou ter que rezar por sua alma.

Por favor, perdoe-a por ser vagabunda. Ela n�o pretendia.

Deixe-me entender. Transou com um perfeito estranho?

Por qu�?

Por qu�, Ben? N�o sei! Talvez por ter tido vontade!

E mal podia esperar para vir me contar, n�o �?

O que virou minha vida?

Droga!

-Ele est� muito zangado. -�timo!

Ele n�o traiu voc�.

Tentei tudo que podia para isso, mas ele n�o quis.

Achei que gostaria de saber.

J� sei. Agora, deve estar se sentindo mal. . .

Sente arrependimento, remorso. Deve se sentir bem culpada.

Cale a boca!

-Culpada, culpada, culpada... -�! Eu me sinto culpada!

Est� satisfeita? Deus!

Isto � rid�culo! O que fa�o aqui com voc�?

Que terr�vel carga de raiva. Deve ser p�ssima terapeuta.

-Sou uma excelente terapeuta. -Que tal eu julgar isso?

Devia falar com Ben.

� mesmo? Mais algum conselho? Como consultora matrimonial.

Sabe que �s vezes pergunto a meu travesseiro, � noite. . .

Quanta tristeza tenho que sentir?

E, sabe, o amor � o maior analg�sico do mundo. . .

E Marilyn Monroe usava trag�dia em seus p�los p�bicos.

Tem raz�o.

Devo falar com Ben.

Por que voc� e Ben n�o tiveram filhos?

Estava muito ocupada com sua carreira?

Muito ocupada como m�dica?

N�s sabemos que ele n�o � impotente, com certeza!

N�o �, n�o.

O qu�?

-Por que est� me olhando? -Ben e eu tivemos um filho.

Um menino.

Ele morreu de leucemia, no ano passado.

Tinha 5 anos.

Estou surpresa que Ben n�o tenha lhe contado.

� absurdo! Ela jamais falou em um filho comigo!

� �bvio que � alucina��o.

N�o, n�o � alucina��o e n�o � mentira, acredite.

Falou com os pais adotivos? Eles sabem que v�o?

Sim, vamos v�-los amanh� cedo, eles sabem de tudo.

Um instante.

O que �, agora? N�o, n�o a senhora.

O que dizia?

Tenho uma �tima id�ia.

Minha adorada esposa est� aqui e � psiquiatra.

Voc�s v�o se divertir muito, masturbando-se.

Ben, quem � ela?

A terapeuta de Lulu. Matem-se, vou tomar um porre.

Al�! Aqui � a Dra. Clifton.

Sou eu, abra.

N�o se preocupe, estou bem.

Estou bem. Sou s� uma garota com cicatrizes nos pulsos. . .

Lulu, abra a porta!

-Ela est� sem o rem�dio! -Eu sei! Est� com a chave?

Ou�a.

N�o, n�o quero o rem�dio nenhum! Porque o rem�dio faz me sentir. . .

Em lugar nenhum! N�o gosto. N�o � divertido. Quero quebrar janelas. . .

-Partir todos os vidros. . . -Ela est� se desintegrando!

-E da� se as facas n�o s�o amigas? -Lulu! Por favor, abra!

Lulu, abra!

� fechar os olhos, fazer contagem regressiva. . .

-Deixar a chuva cair no rosto. . . -Lulu, por favor, abra! Por favor!

Vou conseguir uma chave, consiga uma receita.

Claire, pegue um avi�o e v� embora. Pode voltar a ter sorte.

Lulu, abra a porta!

Lulu Mc Afee � uma mulher branca, solteira, de 38 anos. . .

Que foi hospitalizada mais de 30 vezes por tentar suic�dio. . .

E auto-destrui��o.

Costuma ficar beligerante. N�o gosta de muito barulho.

�s vezes, sente espinho no p� e n�o h� nenhum.

E, a�, ela trope�a e quase cai. . .

Estende a m�o e um estranho a ampara.

-Voc� me traiu, Claire, me traiu! -Eu sei! Sei que est� zangado.

-Mas ela precisa de assist�ncia! -Eu a assisti muito bem por 3.200 km

Pode abrir? Ficamos presos para fora.

-Entendo. . . -E r�pido?

As coisas s�o diferentes agora. Ela vai ver o filho amanh�. . .

Est� esquecendo algo, Claire. Ele � meu filho tamb�m.

Voc� est� bem?

Alguma coisa. . .

Sente-se.

Por que n�o me contou que teve um filho que morreu?

Ben, por favor. Temos que falar sobre isto.

Falar com voc�?

Tentei diversas vezes. Mas p�s sua dor em. . .

Uma caixinha bem fechada, que n�o posso tocar.

� �bvio que enterrou o amor que tinha por mim junto.

N�o � verdade.

-Precisam falar sobre isto. -O que quer de mim?

Quero que me conte.

-Contar o qu�? -Contar sobre seu filho.

Contar como odiava. . .

Ver o rosto dele onde quer que olhasse?

Nas nuvens, no p�ra-brisa. . .

Numa folha em branco na m�quina de escrever? E, outras vezes. . .

N�o consigo v�-lo e morro por isso. � o que quer? Que tal...

o fato de sentir que morro por dentro e nada posso fazer?

N�o posso parar de ouvir a voz dele.

Estou no "Shopping�, correndo no parque, e o ou�o dizer. . .

"Que gozado, papai�.

Dizia sempre isso: "Que gozado, que gozado, que gozado, pai�.

"Que gozado, pai."

Que bom. Como era o nome dele?

Diga, Ben.

Andrew.

Andrew.

� um bom nome.

Meus sonhos morreram com ele.

Agora, tenho um filho, que j� sabe tudo e. . .

N�o vai se interessar por nada do que tenho a dizer.

-Voc� n�o sabe. -Acha. . .

Que ele liga para n�s?

Talvez. Talvez n�o. Mas. . .

Podemos mostrar que n�s ligamos para ele.

N�o �?

Vamos v�-lo, Lulu.

Claire, acho que preciso do meu rem�dio.

Est� bem.

Sinto muito.

Tudo bem.

Os pais do garoto devem ter dinheiro.

� um belo bairro.

Ben, acho que devia encostar.

N�o, � 216, ainda n�o chegou.

Eu sei. Mas Lulu tem algo a dizer, antes de chegarmos.

Pode encostar agora?

Ent�o?

Este � Eric. . .

De Linda Davis, de Valley Vue?

E, quando ligamos aos pais n�o era, era o Freddie.

Freddie est� em Valley Vue, � mais louco que eu, claro.

-Tem raz�o, falsifiquei a certid�o. -O que est� dizendo?

Estou tentando dizer. . .

Que menti, que este n�o � nosso filho.

N�o � nosso filho.

Voc� me �enrolou" por 3.200 km.

-Mais ou menos. -N�o! Nem tente. . . ! N�o!

N�o fale, Lulu! O que quer fazer comigo?

Nada!

Ou�a, n�o ag�ento mais isso!

Tenho um filho? N�o tenho! O que � isso? A semana de �acabar�com o Ben?

-Ou�a o que ela diz. -E voc�?

Se quer se livrar de mim, eu cuido disto! Que tal?

Ben! Espere a�! N�s temos um filho. N�s temos!

-Tenho um filho? -N�s temos. N�o este, este � Eric.

Por que n�o contou antes de eu bancar o idiota?

Porque tive medo de que n�o viria.

O que pretendia? Pensou que chegar�amos na casa dele. . .

Como seus pais biol�gicos? "Ei, estes s�o papai e mam�e!

Depois de 16 anos! N�s estragamos sua vida�!

Lulu me contou isto ontem. Eu falei com os pais. . .

E eles concordaram, desde que Martin, seu filho, aceite.

Est� bem? Ent�o, vamos. Est� bem?

-A minha gravata! -Est�o esperando.

-Cad� meus �culos? -N�o sei. Jogou em mim.

Procure.

-Onde ele mora? -Rua Elm, 216.

-� o mesmo endere�o. -Estamos na Rua Elm. � para l�.

Millie!

Chegaram.

Suba e pe�a a Martin para descer.

O qu�?

O qu�? J� discutimos isto. N�s concordamos. � o certo.

Mas para quem?

Diga que mudamos de id�ia.

N�o vamos falar agora. Est�o l� fora e v�o entrar.

Pare. Pare! Est� bem? Martin!

-S� precisa ser voc� mesma. -Ser eu mesma.

-Posso fazer isso. Acho. -Est� pronta?

Est� pronto? Tire os �culos.

-Vamos tocar a campainha? -Campainha?

A campainha da porta.

Sou Martin.

Ben.

Seu pai.

-Lulu. -A m�e.

Muito prazer.

-Esta � Claire, a esposa de Ben. -A psiquiatra.

-Exato. -Desculpe.

-Feliz anivers�rio. -Obrigado.

�! Parab�ns! 16! Essa � grande!

-Grande? -�, pode dirigir. . .

J� dirijo desde os 14.

-N�o sabia. -Certo. N�o sabe nada de mim.

Tem raz�o, n�o sei.

-Mas quer saber. N�s queremos. -Desculpe. S� quis ser simp�tico.

Valeu.

Bem. . .

Entrem.

Sei que foi em cima da hora.

Mam�e, papai, esta � Lulu. . .

-Ol�, Millie. -Muito prazer.

E este � Ben.

-Minha esposa, Millie. -Ol�. Muito prazer.

-E esta �. . . -Claire.

-Desculpe. -Tudo bem. Estamos todos. . .

-Bastante nervosos, no momento. -Nem brinque!

Meu cora��o bate t�o r�pido que pensei morrer!

Era bum, bum, bum. . .

Como se estivesse no corredor da morte.

Mas, agora, que Martin nos fez entrar, me sinto bem melhor.

Quero dizer, parece melhor, mas � melhor.

Falo muito depressa.

-Voc� � t�o bonito. -N�o.

Desculpe. N�o tive inten��o.

Tudo bem. S� tentou ser carinhosa.

-N�o dev�amos apressar. -N�o quis apressar nada.

Por que. . . Por que n�o sentamos?

� uma casa linda.

Posso trazer um ch� gelado, ou limonada?

Puxa, eu tomaria um vinho branco!

N�o servimos �lcool, desculpe.

-Ch� gelado est� �timo. -O ch�, �timo.

-N�o servem �lcool? -Nenhum de n�s bebe.

-S�o alco�latras? -N�o.

Sim.

Sim. Sou alco�latra.

Eu bebia muito, na faculdade, mas nunca fui assim.

� escritor?

Muitos doentes mentais t�m problemas. . .

Mam�e n�o � doente mental.

Eu n�o. . . N�o quis dizer isto.

-Claire disse que escreve para TV. -Fez de novo. Interrompeu.

-Foi? -Duas vezes.

-Sinto muito. -N�o sente, n�o.

-S� quero terminar esta frase. -Ele disse que sente.

Certo. Agora, est� do lado dele. Deve estar, � sua casa. . .

-E moram juntos. -Volto em seguida.

-Desculpe o atraso. -Tudo bem.

Ol�, Sra. Ellsworth.

-Oi, sou Claire. -Sou a namorada de Martin.

Escreve o "Norte Magn�tico"? � um �timo programa.

Obrigado.

Ben j� foi indicado duas vezes para um Emmy.

Perdi as duas, mas. . .

-Martin escreve. -Poesia. Na verdade, � poesia.

� mesmo? Gostaria de ler algo, se. . .

Por qu�?

Devia mostrar, Martin. � legal mesmo. Publicou no jornal e. . .

Pare.

Eu adoraria ver o que escreveu. E Ben tamb�m.

Prefiro que n�o.

Por que � t�o negativo? N�o pode ser mais aberto?

Martin � bastante aberto. Ele mal conhece voc�.

Ou Ben. E h� certas coisas que � melhor guardar para si.

� compreens�vel. Todos podemos aceitar isso.

N�o �, Ben?

Eu. . .

Poderia aceitar muito mais. . .

Se achasse um meio de relaxar um pouquinho.

Deveria ser mais compreensivo, j� que criou esta situa��o.

Martin pode falar por si? Pode, n�o �?

S� pedimos para ver o que escreve. Ben � escritor tamb�m.

J� mencionou isso.

Fizemos uma longa viagem para v�-lo, tentar conhec�-lo. . .

-Talvez pudesse gostar de n�s. -N�o lhes pedi que voltassem.

N�o pedi que voltassem � minha vida. Pedi?

Pedi, Ben?

N�o, Martin, n�o pediu.

Mas, admita, nem estaria no planeta, sem mim e Lulu.

-O qu�? -� um fato.

Agora, ap�s 16 anos, querem voltar e reclamar o cr�dito?

Isso � besteira!

Se eu tiver filho um dia. . .

N�o vou chutar a responsabilidade e deix�-lo.

� �bvio que tudo que dissermos ou fizermos. . .

Vai irritar voc�, n�o �?

Eles s� tentaram vir at� aqui e conhecer o filho.

Est� bem. Pois n�o sou.

N�o � meu pai. Ele � meu pai. Ela � minha m�e.

-E ela � s� uma louca. -Isso n�o � justo, Martin.

O qu�? Olhe para ela!

N�o, ele tem raz�o! Soube h� um dia, ap�s 16 anos!

Como pensa que ele reagiria? E voc� chegou a pensar nisso?

-Por que faz�-lo passar isso? -Est� bem! Chega!

Sabem, nenhum de voc�s tem interesse em dar uma chance.

Sabemos como deve ser dif�cil, mas para n�s tamb�m �!

T�m alguma id�ia do que passou esta mulher. . .

A coragem de que precisou para atravessar 3.200 km.

Ela trazia todo o amor que tem para voc�. . .

Sabendo que voc� n�o poderia retribuir imediatamente.

Acho que deve lhe pedir desculpas.

Encontrou?

N�o, ela se foi. Claire, vamos!

Sinto muito. Martin � um �timo rapaz.

D�-lhe algum tempo e vai ver.

Onde ela pode estar?

Acho que sei. Vamos.

Espere.

Gostaria de ir com voc�s.

Vamos.

-Posso entrar sozinho? -Martin. . .

Vai dar tudo certo.

Est� bem.

-Porque fez isso? -Queria ver como era.

Sabe que eu sei.

-Que horas s�o? -23:00hs..

-Volto mais tarde. -Por qu�?

Sinto muito pelo que disse antes.

N�o falei a s�rio.

-Sei que n�o � louca. -Sou, sim.

Eu aceito. Voc� tamb�m devia.

Torna tudo bem mais f�cil.

-Por que diz isso, Sara? -Como sabe que chamo Sara?

-Voc� me disse. -Menti.

Quando estou b�bada, eu minto.

-Certo, e qual � seu nome? -Quantas vezes viu este filme?

Muitas.

Muitas. Era o preferido de Ben, antes. Depois, era o meu.

N�s nos divertimos muito juntos, o Ben e eu. Muito.

Chegamos a ser t�o unidos que divid�amos um cora��o.

Ben teria sido um �timo pai, n�o acha?

N�o sei. Talvez.

Martin, ele nunca soube que tive um filho.

Eu nunca contei, at� h� poucos dias.

Tive dificuldade, mas acho que tem problema.

Sabe. . .

Eu n�o poderia ter criado voc�. Era muito doente.

Mas sabia que um dia n�s nos ver�amos.

Sabia com certeza.

Estou feliz que tenha vindo.

Est�?

Estou.

Desculpe.

Por favor, n�o falem durante o filme.

Est� bem.

Tudo bem?

Voc� est� bem?

Sabe, um dia, Sara, voc� vai sossegar...

vai se casar com um professor universit�rio e vai escrever.

Talvez, sobre mim.

Com licen�a, desculpe.

Temos um minuto.

O qu�? O que foi?

-N�o sei disto. -Disto o qu�?

Acho que devia ir com voc�.

Lulu, preciso. . .

N�s conseguimos. Achamos nosso filho.

Obrigada.

Voc� ganhou at� o fim.

-Amo voc�, Lulu. -Tamb�m amo voc�.

-Sempre amei voc�. -Sempre amei voc�.

Sempre vou amar.

Sempre.

�ltima chamada para o v�o 232, San Francisco...

com embarque imediato no port�o 7.

Por qual rota vai voltar?

A �nica que n�o fizemos. A do norte.

Cheyenne.

As Rochosas.

Vai ser lindo.

Divirta-se.

Vou sentir saudades.

Tchau, Lulu.

Pelo menos uma vez Algu�m rouba seu cora��o

E voc� muda para sempre Mesmo quando sabe que deve partir

Acha dif�cil ir Os sentimentos ficam

Mas uma voz l� no fundo Diz que n�o d� mais

Ent�o diga adeus

N�o posso dizer Que n�o irei chorar

Pois estou feliz Por tudo que tivemos

Bom ou ruim

Diga adeus e olhe para mim E saber� que ainda amo voc�

Apesar que termos dito adeus

DEZ OITO MESES DEPOIS

-Para Lulu McAfee. -Sou eu.

Aqui est�, ent�o.

Droga.

ATRAV�S DAS FRONTEIRAS ESTADUAIS

"Para Lulu, que me levou a outra viagem sem capota."

Saiba que Mesmo que voc� n�o volte

Sempre vou t�-lo aqui No fundo do meu cora��o

Mesmo que eu n�o mais veja Esse seu sorriso novamente

N�s sempre teremos As nossas lembran�as

Ent�o diga adeus N�o digo que n�o irei chorar

Pois sou feliz por Tudo que fizemos

De bom e de ruim Diga adeus

Olhe para mim E ir� saber que eu ainda o amo

Mesmo que tenhamos que Dizer adeus

Voc� pode ir agora E voc� sabe porqu�

Sempre estaremos Juntos para sempre

Nossos cora��es sabem que Seria errado ficar

Ent�o deve se virar E ir embora

Diga adeus N�o digo que n�o irei chorar

Estou feliz por tudo que tivemos Bom e ruim

Ent�o diga adeus

Olhe para mim e Saber� que eu desejo

Mais um beijo antes De dizermos adeus

ETERNAMENTE LULU

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