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Bem-vinda ao castelo do Conde Krelski.
Liberta-a, seu monstro!
Tolo.
Ela n�o te ouve.
A tua preciosa Maria pertence-me.
Maria, minha querida, vem at� mim.
O nosso amor � mais poderoso do que um vampiro.
Vem a mim.
Vem at� mim, Maria.
Amor verdadeiro.
Que pitoresco.
Esqueceste uma coisa, Krelski.
N�o, Victor.
Foste tu quem esqueceu.
Escuta.
Ouve o som da noite,
escuta a sua can��o
que ir� gelar a tua alma.
Foge, Maria. Foge!
Estou.
Ol�, Peter, que bom que ligaste.
Podes fazer isso noutro lugar?
Obrigado.
Ent�o? � A Vingan�a do Conde Krelski.
N�o, � a vingan�a da Chelsea Hansen.
O que est�s a fazer?
N�o, � o parvo do meu irm�o
a ver um filme de vampiros.
Achas que um mero mortal pode enfrentar-me?
Ao Conde Krelski?
Devia subir porqu�?
O Adam � que devia subir.
Prepara-te para conhecer a tua desgra�a.
Prepara-te para a tua.
Ol�, meninos. Desculpem a demora.
Adam.
M�e.
Agora � que ia ficar bom.
- Obrigada. - De nada. � o Peter?
� ele mesmo.
Diz-lhe que voltas a ligar depois de fazeres os TPC.
Tenho de desligar. A minha m�e chegou.
N�o.
N�o me digas que viste o filme.
O Adam disse que n�o fazia mal.
O Taylor tem medo de monstros.
N�o tenho nada.
S� prefiro sentar-me aqui.
N�o quero que tenhas pesadelos.
V�s, � por isso.
Penso que ver A Vingan�a do Conde Krelski
pode ser uma forma do Taylor perder o medo.
Esse filme requer controlo parental.
Controlo meu,
a m�e,
ou assim.
Ajudas-me com o jantar?
- Sim. - Boa.
E voc�s fa�am os trabalhos de casa. Agora.
- M�e. - M�e.
Filhos.
Vampiros.
DR�CULA UM VAMPIRO NO CORPO DE UM HUMANO
CA�A-VAMPIROS
Fixe.
Malachi Van Helsing CA�A-VAMPIROS.
Entra.
Tens um minuto?
Sim, s� estou a fazer os TPC.
-Tenho novidades. -Conta.
Sabes, filho,
quando as pessoas se separam...
Esse � o convite para o casamento do pai?
Tu sabias?
Disse-me no fim-de-semana quando fomos ao futebol.
E o teus irm�os?
Tamb�m sabem.
O Taylor � o menino das alian�as.
N�o sabias?
N�o, n�o sabia.
Parece que ensaiei um discurso sem necessidade.
- Jantamos daqui a dez minutos. - M�e?
Continuas uma bomba.
- Isso � bom? - Sim.
Obrigada.
S�bado � noite. Alinhas?
O que h� no s�bado � noite?
N�o sabes? A festa da vindima.
N�o sei. Quer dizer, talvez.
Talvez?
Est�s a brincar?
Os Cavaleiros sem Cabe�a v�o tocar.
Sim, mas o concerto esgotou h� semanas.
N�o te disse?
O meu irm�o acha que consegue bilhetes.
N�o me disseste isso.
Sim. Ele est� a trabalhar na r�dio a atender telefones.
� uma possibilidade.
Meu! � s� uma possibilidade.
Vejo-te depois das aulas.
Sim, ouvi dizer.
At� depois.
Muito bem, pessoal. Vamos falar dos TPC.
Como o ensaio era s� de uma p�gina,
imagino que todos o tenham feito.
Algu�m tem algo para ler � turma?
Os mesmos de sempre.
Podem baixar.
Senhoras e senhores,
vamos sair da rota habitual
e vamos at� um pa�s pouco falado.
"Aquela que mais admiro",
um ensaio de Adam Hansen.
Pode ficar para outro dia?
Ainda tem uns problemas,
principalmente com o ritmo.
Adam, tenho a certeza de que o ritmo est� �ptimo.
Sim. Claro.
CA�A-VAMPIROS Afirma que andam entre n�s
Certo.
"Os vampiros s�o reais?
H� quem acredite que sim.
Mas, se houvesse vampiros na Terra,
quem poderia det�-los?
Um homem,
Malachi Van Helsing,
um hematologista renomado
que deixou a sua pr�spera cl�nica em Nova Iorque
para dedicar a sua vida � ca�a de mortos-vivos,
os vampiros que o pr�prio Van Helsing
acredita que vivem entre n�s."
Est�s a inventar isso?
N�o. Est� no Segredo da Semana.
V�s?
Vejo, mesmo ao lado da hist�ria
do menino criado por orangotangos.
Pois. Certo.
Meu, contaram-me que leste uma not�cia
do jornal na aula de Hist�ria.
Sim, e ent�o?
Por estar no Segredo da Semana,
n�o significa que seja mentira.
Significa sim, Adam.
Como queiras.
E o teu irm�o?
Sempre vamos ao concerto?
A r�dio? Os Cavaleiros sem Cabe�a?
Claro.
Ele n�o conseguiu os bilhetes.
Conseguiu-nos acesso aos bastidores!
- Acesso aos bastidores? - Sim, ele � o motorista.
Vou buscar-te �s oito.
Ol�, m�e.
Vens aqui, por favor?
Sim, claro.
O que se passa?
Senta-te.
Acabo de falar com a tua professora de Hist�ria.
Disse-me que n�o fizeste o trabalho
e que apresentaste uma treta
baseada numa hist�ria do Segredo da Semana.
H� que considerar o contexto geral, Lynette.
Desculpa?
Desde quando me chamas Lynette?
- S� estou a tentar dialogar. - Tens 13 anos.
Tu n�o dialogas.
E o contexto geral � que te mandei fazer os TPC
e tu n�o fizeste.
Tenho tudo controlado.
N�o tens nada. �s novo demais para isso.
N�o sou um beb�.
N�o, mas �s um mi�do,
pertences a esta fam�lia
e a nossa regra � que,
quem n�o faz os TPC, fica de castigo.
M�e!
- Apanhado. - S� no fim-de-semana.
O Duffy arranjou bilhetes para um concerto!
Espero que tenha feito os TPC.
Tamb�m arranjou um para mim.
Com a sua permiss�o,
posso ir a um evento musical �nico na vida?
N�o te safas com falinhas mansas.
D�-nos licen�a. Isto � entre o teu irm�o e eu.
Tens raz�o. Devo ficar de castigo.
E n�o s� no fim-de-semana.
Devias p�r-me de castigo
durante a semana toda.
Sem TV, sem computador, sem nada.
Mas come�a no domingo. O que achas?
Por favor?
Desculpa. � como �.
Bom fim-de-semana, cromo.
Olha, Chelsea,
tamb�m ficas de castigo.
N�o pode ser, m�e. Vou sair com o Peter amanh�.
Talvez se vos fechar numa sala,
voc�s se entendam.
Sou um g�nio.
N�o sabes bater?
Tamb�m estou de castigo, lembras-te?
Sim, mas acho que tenho uma sa�da.
Qual � a tua ideia?
Se conseguirmos que a m�e saia amanh�,
n�s podemos sair tamb�m.
Depois voltamos antes de ela chegar.
Eu vou ao concerto e tu vais sair com o Peter...
Que, por acaso, � um idiota. E a m�e nunca vai saber.
Sim, mas como a m�e n�o sai...
Desde que se separou do pai.
Sim, mas olha estes an�ncios.
Deve haver algu�m para ela.
E como vamos contact�-lo a tempo?
Desculpa, n�o estamos no s�culo XXI?
Todos t�m e-mail.
N�o vais enviar um e-mail a um desconhecido.
Porque n�o? N�o � como se fosse um tipo qualquer num chat.
O jornal j� verificou estas pessoas.
Porque n�o me tranquiliza isso?
Combinamos um encontro num lugar p�blico,
ou ligas ao Peter e dizes-lhe que vais
ficar em casa o fim-de-semana todo
a jogar �s cartas comigo.
D�-me isso.
Pronto. Aqui est� um.
"Homem carinhoso e atencioso, 40 anos, bom sentido de humor,
de gosto refinado,
calmo e
a cumprir pena."
O que � "cumprir pena"?
Quer dizer que est� preso.
Pois, n�o serve.
Espera.
"Cavalheiro educado,
bem-apessoado, gentil e brando
que gosta de passear ao luar.
Adora aventuras,
viajar, animais selvagens
e mulheres que apreciam noites rom�nticas sem fim.
Busca uma flor delicada pronta a desabrochar."
"Detesta comida italiana e golas altas?"
N�o interessa. � �ptimo.
Certo, ent�o...
"wolfsbane@netherlink.ro."
Muito bem.
Caro Wolfsbane,
lemos o seu an�ncio.
Queremos apresent�-lo � nossa m�e.
� uma surpresa, portanto, n�o lhe fale disto.
Adam, Chelsea!
Ela estar� na �rea de Alimenta��o �s oito.
O jantar est� pronto!
O mercado?
Como levamos a m�e ao mercado?
Faz o que eu disser.
A ENVIAR
O seu e-mail foi enviado
Recebeu um Novo E-Mail
Caro Wolfsbane, lemos o seu an�ncio. Queremos apresent�-lo � nossa m�e.
� uma surpresa, portanto, n�o lhe diga. Estar� na �rea de Alimenta��o �s oito.
Sei que est�o chateados por causa do castigo,
mas n�o � o fim do mundo.
N�o � isso, m�e.
Estava s� a pensar
nas coisas que faz�amos em fam�lia.
Por exemplo, as manh�s de s�bado.
As panquecas.
Lembro-me de ser feliz.
Posso fazer panquecas!
Tenho farinha, ovos e tudo.
E pepitas de chocolate?
N�o.
Lembro-me de comermos panquecas de chocolate.
�ramos todos t�o felizes.
�REA DE ALIMENTA��O
Ouve, Adam. Os vampiros saem � chuva?
J� chega. N�o quero voltar a ouvir falar de vampiros.
Voc�s querem...
Est� bem. Como queiram.
Se o Wolfsbane est� aqui, temos de o encontrar.
Come�a ali e lembra-te: "brando e gentil".
Vamos a isto.
Sabe o que detesto?
N�o suporto comida italiana.
E voc�?
Bem, arrivederci.
Muito fixe.
Ent�o, amigo.
Parece ser pessoa
para gostar de passeios ao luar.
- Estou certo? - Sim.
Falo de uma noite fant�stica com uma mulher incr�vel.
Feliz Anivers�rio
Bem, feliz anivers�rio.
Parece que � um n�o.
N�o o encontraste?
E tu?
Um homem gentil e brando.
Provavelmente, era tudo treta.
Ou talvez n�o. Olha.
- � aquele tipo. - Certo. Vamos.
- Prontos? - Na verdade, n�o.
Precisamos de mais uma coisa.
O qu�?
Bem, n�o sabemos, mas est� por aqui.
Sim. Vamos.
- Desculpe. - Lamento. N�o o vi.
Culpa minha. Desculpe. Espero n�o ter causado estragos.
N�o foi nada. M�e, vamos...
N�o sei. Esta amolgadela j� existia?
Devemos preencher a declara��o amig�vel?
N�o, m�e, tenho de te dizer...
Vamos.
Ent�o e o Wolfsbane?
N�o v�s o que se passa?
A m�e est� a namoriscar.
Est�s doida? Este tipo � louco. Pensa que est� no estacionamento.
Est� a seduzi-la, cromo.
E a m�e est� a alinhar.
Adam, Chelsea,
este � o Dimitri Dentatos.
Certo. Dentatos. � romeno
ou talvez h�ngaro.
A minha m�e � incr�vel, n�o �, Dimitri?
Inteligente e bonita.
Sabias que foi vocalista de uma banda?
Ai sim?
H� um milh�o de anos.
Ent�o, Dimitri, vens muito aqui?
Na verdade, n�o. Sou novo no bairro.
Estou a restaurar a casa velha,
junto ao lago.
Dizem que esse lugar � assombrado.
N�o ligue ao Adam. Ele gosta monstros.
A s�rio?
Ontem viste A Vingan�a do Conde Krelski?
Na verdade,
n�o.
A minha m�e n�o deixou.
Tenho a certeza de que teve uma boa raz�o.
Obrigada.
Ent�o, Lynette, vai para a caixa?
N�o queriam algo mais?
- N�o. - N�o.
N�o, estamos bem. Vamos.
Boa tentativa, Taylor.
- � m�dico? - Sim.
Fa�o urg�ncias de traumatologia.
Como trabalho � noite
e durmo de dia, nunca consigo vir �s compras.
Mas sabe que mais?
Ainda bem que vim.
Estou ocupado. O que foi?
Ainda estou a ver.
Todas as leituras apontam para aqui.
Sabe, Lynette,
tenho um tempo de folga do hospital, por isso...
O que fazem os m�dicos nas folgas?
N�o posso falar por todos os m�dicos
obviamente, mas eu...
Perd�o. O que estou a dizer?
� casada.
N�o, sou divorciada.
A s�rio?
Nesse caso, concede-me a honra
de jantar comigo amanh� � noite?
N�o sei.
Quer dizer, parece...
O que estou a dizer?
Porque n�o?
N�o digo como se n�o me importasse,
mas sim por n�o ter nada a perder.
Isso � um sim?
Sim.
�ptimo.
N�o, estou t�o perto que o sinto.
H� um vampiro no mercado
e eu vou encontr�-lo.
J� chega. N�o quero
voltar a ouvir falar de vampiros.
Peter, ol�,
estamos combinados para amanh�.
A minha m�e tem um encontro.
A que horas vens c� ter?
Duffy, afinal posso ir ao concerto.
O qu�? Como assim, deste o meu bilhete ao Boomer?
Eu sei que disse, mas...
Mas...
Temos de nos ver.
N�o, tu, eu e o Boomer.
Adeus.
S� tenho isto.
Bem, n�o chega.
S�o coisas de mi�dos.
Como pudeste dar o meu bilhete ao Boomer?
Tinhas dito que n�o ias.
Mas n�o percebo.
Porqu� o Boomer?
� um mi�do do 10.� ano
que nunca fez nada por n�s excepto tirar-nos a semanada.
Achei que seria um passo para melhorar a nossa rela��o.
Sim. Agora somos amigos.
V�, Duff, vamos para a arcada.
O qu�? Esperem! Eu...
Sei que gostas de uma mi�da do secund�rio
e que, at� agora, achavas que era inating�vel.
Tu gostas de uma mi�da?
O que � inating�vel?
Bem, significa que n�o tens hip�tese,
mas pensa assim,
agora conheces o irm�o dela.
Arranjas um encontro com a Chelsea?
Gostas da Chelsea Hansen?
Claro. Ela � minha irm�.
Mas tem de ser um encontro a s�rio.
Primeiro vamos ver um filme de kung-fu
e depois vimos aqui comer.
Combinado.
E quero dar-lhe um beijo de boa noite.
N�o consigo garantir isso.
Bem,
nesse caso, n�o garanto isto.
Est� bem, um beijo.
Nos l�bios.
Certo. Um beijo nos l�bios.
Se um tipo se transforma em morcego, � um vampiro, n�o �?
Sim, de certeza.
Isso � mau?
S� se estiver atr�s de ti.
Est�s frito.
Ele frita-te?
N�o, transforma-te num lacaio de mortos-vivos.
Pensa. O vampiro encontra uma mi�da bonita,
lan�a o seu charme e ela apaixona-se por ele.
Depois leva-a para casa, hipnotiza-a e pronto!
Mas pode aparecer um her�i e come�am a lutar.
E, para haver sequela, o vampiro escapa.
Espera!
E a rapariga em hipnose?
� uma quest�o de amor.
Sabes, a rapariga sente tanto amor
por este her�i
que consegue sair da hipnose.
Como se isso derrotasse um vampiro.
Vou aos bastidores.
N�o acredito!
O que ofereceste ao Boomer?
Bem,
conto-te depois.
Como paras um vampiro?
N�o o convides a entrar em tua casa,
espeta-lhe uma estaca
ou tira-lhe o caix�o e guarda-o at� ao amanhecer.
Foi o que aconteceu no Frankenstein.
Mais ou menos.
N�o estou a falar de um filme.
E sim de um vampiro real.
Um vampiro real.
Vais ter de encontrar um
ca�a-vampiros.
Como o Malachi Van Helsing,
mas boa sorte com isso.
No jornal descrevem-no como uma figura misteriosa.
Temos de lhe ligar.
As figuras misteriosas
n�o t�m telefones.
Temos de fazer algo.
A m�e vai sair com um vampiro!
O Dimitri?
A m�e tinha raz�o.
N�o devias ver filmes de monstros.
Transformou-se num morcego!
Eu vi!
Vi, sim.
- Ol�. - Ol�, Chelsea. Como est�s?
Ol�, Dimitri. Como est�s?
Vais ficar a� fora? Entra, por favor.
Obrigado.
M�e!
O Sr. Dentatos est� aqui!
D�-me licen�a?
M�e, est�s lind�ssima.
Ol�.
O Dimitri est� aqui.
Bem, vou acabar com isto de uma vez.
Qual � o problema? � um homem bonito.
Eu sei, ele parece �ptimo.
� s� que...
N�o consigo.
Com licen�a.
O que se passa?
A m�e est� nervosa.
A m�e est� nervosa.
Est� tudo bem. Est�s linda,
o Dimitri � simp�tico. � hora de jantar.
Tu tens fome e tenho a certeza de que ele tamb�m.
N�o � t�o simples.
H� alturas da vida para fazer isto
e h� outras alturas em que...
N�o sei. J� � muito tarde.
Como assim, muito tarde?
Quer dizer, fazemos escolhas.
Casamos. Arranjamos trabalho.
Criamos os filhos. Divorciamo-nos.
E tornamo-nos o tipo de pessoa que...
...n�o tem encontros.
Quem diz?
� assim que eu sou.
N�o � assim que tu �s.
Isso foi o que tu fizeste.
Quem �s est� dentro de ti.
E tens de ser sincera contigo.
Ai sim? Quem te disse isso?
Tu.
Dizes isso a toda a hora.
V� l�. � s� um primeiro encontro.
N�o ser� muito intenso.
Espero que n�o.
Lynette, est�s deslumbrante.
Obrigada.
Bem, posso dizer
que tenho uma bela noite planeada.
Primeiro jantamos
no Renfield's, na avenida.
Depois, talvez um p� de dan�a
e um passeio de charrete pelo parque.
Ou podemos ir ao festival
algumas horas. J� foste?
N�o! A festa da vindima?
Isso � s� um monte de metaleiros
num concerto de rock.
Adam! � �ptimo.
Derrubamos umas garrafas de leite
e ganhamos uns bonecos de peluche.
Bem, acho que ficar�amos melhor
sentados numa charrete a passear ao luar.
Ou carrinhos de choque. � quase a mesma coisa.
Como queiras. Porque n�o vamos jantar e logo vemos?
N�o percam tempo.
Divirtam-se, sim?
E voc�s portem-se bem.
- O Taylor? - Pediu que vos dissesse adeus.
Ele est� muito ocupado.
Taylor, querido, vamos embora.
N�o voltamos tarde.
Voltem t�o tarde quanto queiram.
Mais! Voltem mais tarde do que querem!
Hora do espect�culo.
Ol�. Sim. Preciso do contacto
do Malachi Van Helsing.
Sim, posso soletrar.
Deem-me licen�a.
Neste neg�cio, aprende-se a ler pessoas.
Quando o vi chegar,
pensei: "Este tipo
est� aqui com um �nico objectivo."
Posso usar a sua prancheta?
Claro.
Obrigado.
Ent�o!
Esteve aqui um senhor, esta noite,
com cerca de 1,80 metros,
cabelo escuro
e comprou um carro a dinheiro.
Sim, comprou um igual a este,
mas vermelho.
Vermelho, claro.
� o Van Helsing...
A minha m�e saiu com um vampiro!
Vi-o transformar-se num morcego!
Retorno a chamada mal possa.
Deixe o seu nome, morada
e n�mero de telefone depois do sinal.
Ol�. Daqui fala Taylor Hansen.
Moro no n�mero 1344 da Wedge Lane.
Estava � procura de um lugar para jantar.
Devia ter um encontro ou assim.
Sugeriu-lhe um restaurante?
Disse que os melhores s�o na avenida principal.
Pegadas brilhantes. Tipo estranho, n�o?
Sabia que ele era estranho. Eu sabia!
E o senhor, n�o quer testar nenhum?
N�o, obrigado.
Uma Chamada Perdida
Taylor, que est�s a fazer?
Vou salvar a m�e!
Salvar a m�e?
Acha que o Dimitri � um vampiro.
Um qu�?
N�o te preocupes. Eu apanho-o.
Se acha a m�e, ela vem logo para casa.
Sabes disso, n�o sabes?
Taylor!
Escuta, tenho de ir.
Tudo bem. Ligo-te depois.
O que est�s a fazer?
N�o confio em ti.
Temos meia hora
para resolver isto e voltar aqui.
N�o me digas.
J� decidiste?
- Tenho uma confiss�o a fazer? - O qu�?
Escolheste a mulher errada.
Como assim?
Bem, n�o sei. Tu pareces
o tipo de pessoa que j� viajou por todo o lado.
Ainda n�o fui ao Polo Sul.
Porque n�o experimentas o bife?
Faz bem ao sangue.
A quest�o � que pareces ter
uma vida rom�ntica, entusiasmente e, enfim...
Eu n�o sou assim.
Lynette,
se h� coisa de que percebo,
� de pessoas.
Isso n�o se aplica a mim. Acab�mos de nos conhecer.
Isso � verdade.
Talvez n�o saiba quem tu �s,
mas sei quem poderias ser.
E, talvez, esta noite seja sobre isso mesmo.
Talvez!
Se isto acontecesse no pr�ximo ver�o,
v�nhamos de carro.
Pois, mas n�o.
Estamos quase. Est� bem?
Posso sugerir um vinho?
N�o bebo vinho.
Para j�, ficamos pela �gua.
- Talvez um p�o de alho... - N�o! Obrigado.
Ali est� ele! Vamos.
O que se passa contigo?
N�o vou deix�-lo transformar a m�e num papagaio.
Um lacaio! Disse-lhe que os vampiros
transformam as pessoas em lacaios.
N�o me surpreende que a culpa seja tua.
Anda, pingente. Vamos para casa.
A Tiffany j� deve estar � espera.
Chamaram uma babysitter?
V� l�. Gostas da Tiffany! Tu disseste.
Al�m disso, a Chelsea e eu temos de ir.
Deixam a m�e com um vampiro para irem sair?
Est� bem. Escuta.
Percebo de monstros, certo?
- Sim. - Vampiros, lobisomens,
rob�s do espa�o,
reconhe�o-os � dist�ncia.
E o Dimitri n�o � um vampiro.
Organizaram isto para poderem sair.
A culpa � vossa!
Sim, pois foi! Mas, quer dizer,
um encontro n�o vai mat�-la.
Vai, porque o Dimitri � um vampiro!
Muito bem, escuta.
Vou entrar e descobrir se este tipo � um vampiro.
Se for, est� feito.
Se n�o for, vais para casa,
p�es o pijama e brincas com a Tiffany.
E n�o dizes � m�e que n�s sa�mos.
Combinado?
Sim, combinado.
- Espero que saibas o que fazes. - Sei. N�o te preocupes.
V� l�.
Ol�, m�e, Dimitri. Como est�o?
O que est�o a fazer aqui?
- Est� tudo bem? - Tudo �ptimo.
Quero pedir desculpa por ter visto aquele filme ontem.
Acho que afectou o Taylor.
Ele � um vampiro.
Um vampiro? Quem?
A culpa � minha
por ele ter visto o filme.
Agora enfiou na cabe�a que o Dimitri � um vampiro,
todos sabemos que n�o �,
mas em vez de dizermos ao Taylor que � louco
e lhe darmos problemas de auto-estima...
Temos de provar que n�o sou um vampiro.
- Talvez seja melhor eu ir. - N�o! N�o, quer dizer,
n�o podes porque...
O Adam quer dizer que,
se fores para casa agora,
o Taylor vai ficar a pensar
que eu sou um vampiro.
Exacto! Temos de fazer um teste.
O teste da colher.
O teste da colher?
Certo! O teste da colher, certo!
Um vampiro n�o consegue...
Isso. Segurar uma colher no nariz.
O velho teste da Transilv�nia.
A s�rio?
V�o obrigar-me
a fazer o teste da colher?
N�o tens escolha.
Mas se for realmente um vampiro...
Sim. Vais explodir em mil peda�os.
O restaurante vai ficar cheio de peda�os
de carne purulenta de vampiro.
Acho que � um risco a correr.
� melhor ir buscar mais guardanapos.
D�-me a colher.
Claro. Aqui est�.
Tudo bem? Ainda c� estou?
- Ainda aqui est�s. - Gra�as a Deus!
Est�o a ver?
Parece que n�o sou um vampiro.
Certo. Desculpem.
Est�s bem, de certeza?
Sim. Est� tudo bem.
Problema resolvido. Se viesses para casa, ele ficava mal,
n�o ficavas? Claro.
Temos de ir.
Adeus, m�e. Adeus, Dimitri. Divirtam-me. Boa noite.
E at� logo...
Adeus!
Fizemos um teste. Ele n�o � um vampiro.
Pois. Temos de ir, Taylor.
- Tens jeito com crian�as. - Bem, adoro mi�dos.
Acho-os amorosos.
N�o sei se � o caso dos meus,
mas s�o bons mi�dos.
D� para ver que os educaste bem.
N�o sei. �s vezes, n�o tenho a certeza.
Mas eu tenho, Lynette.
Sabes, vejo um poder em ti, Lynette.
N�o, talvez n�o seja um poder.
� mais um fogo.
Em combust�o lenta sob a superf�cie.
Acho que est� na hora de deixares esse fogo arder.
Ol�, Tiffany.
Ol�, Taylor. Como est�s?
Bem.
Espera um segundo. Adeus, Taylor!
- Posso guardar a bicicleta? - N�o.
Qual � o problema?
Temos de voltar ao restaurante.
O Peter chega daqui a dez minutos!
Esquece o Peter! O Dimitri � um vampiro. Eu vi.
Quer dizer, n�o o vi a ele.
- No espelho do restaurante. - Sim, claro.
A s�rio! N�o aparecia no reflexo.
Aparecia s� a m�e.
Temos de tir�-la de l�.
Se fosse um vampiro, n�o seria mais assustador?
Ele est� a tentar seduzi-la.
Se for por vontade pr�pria,
ser� dele para sempre.
Vais perder o concerto e arruinar o meu encontro.
Se n�o fizermos nada, a m�e est� frita!
Tens de acreditar em mim.
- N�o acredito! - E se tiver raz�o?
Por favor. Preciso de ti.
Odeio-te, neste momento. Sabes disso, n�o?
N�o faz mal.
O lugar era �ptimo. Obrigada.
Eu � que agrade�o.
- Vamos? - Ainda n�o acabou?
Claro que n�o. Ainda vai melhorar.
Est� bem. Aonde vamos?
Pod�amos ir
a algum lugar calmo
para apreciar esta bela noite.
Podemos caminhar um pouco? Parece-te bem?
N�o estou a inventar nada!
Sim, sei que parece loucura.
Anda. Est�o a ir embora!
N�o acredito.
N�o acredito.
N�o acredito!
N�o acredito!
Ganhei!
Espera. N�o acredito.
Sim, sim. Tive um oito, v�s?
Jogamos outra vez?
N�o. Tens mesmo de ir dormir.
Est� bem. Boa noite.
Mesmo.
Mesmo!
Mesmo!
N�o acredito!
� o Malachi Van Helsing?
Nos dias bons.
Conhecemo-nos?
Vi-o no mercado.
Quer entrar?
� melhor ficar aqui fora.
Tudo bem. Li tudo sobre si. Liguei-lhe.
At� parece que n�o o conhe�o.
- Mesmo. - Tiffany!
� o Malachi Van Helsing.
� um ca�a-vampiros.
Um ca�a-vampiros?
Est� tudo bem. Eu chamei-o.
Taylor, tens de ir dormir.
Ele tem de ir dormir.
- Est� bem. - Est� bem.
Quer uma bolacha?
N�o, obrigado.
Foi a minha m�e que fez. S�o boas.
Com certeza!
Vou guardar para depois, sim?
O tipo de que falaste
conheceu a tua m�e ontem num mercado?
Sim, mas o Dimitri n�o � um vampiro.
O Adam fez o teste da colher.
N�o.
- Foi por isso que eles voltaram. - Quem voltou?
Os meus irm�os.
Foram atr�s do vampiro.
Porque fizeram isso?
Porque tem a nossa m�e.
Fazes ideia de onde foram?
Sim! A um lugar chamado Rhinefeld's, ou assim.
- E foram dan�ar. - Certo. Obrigado.
Espere! Quero ir consigo.
N�o podes. Trabalho sozinho.
� a minha m�e.
� muito perigoso.
- Posso ajudar. - N�o podes, n�o.
� assim que �.
Um ca�a-vampiros?
N�o acredito.
N�o acredito que este lugar ainda existe.
Temos de entrar!
Espera. Queres entrar a�?
Disseste que querias dan�ar.
Gostas de m�sica rockabilly?
Sim.
� claro que gosto de m�sica rockabilly.
Ent�o, queres dan�ar? Anda, vamos dan�ar.
Gostas de crian�as e de m�sica rockabilly.
Isto � um sonho.
Anda.
Vamos dan�ar!
E agora?
Se conseguir afast�-la do Dimitri...
...consigo tir�-la dali.
E como prop�es entrar?
Cuida das bicicletas.
Como est�s, Bob?
Chamo-me Jim.
Sim, � isso. Jim. Foi o que elas disseram.
Quem disse?
Umas mi�das l� atr�s.
Dizem: "O Jim n�o dan�a!"
"� um falhado!"
Sabes, coisas assim.
Eu dan�o a toda a hora.
Parece que est�s aqui especado.
Mas v�s ali,
aquela rapariga n�o est� a dan�ar com ningu�m.
E, bem...
Como se soubessem o que dizem, n�o �?
- D�-me licen�a, mi�do. - Sim, adeus.
Ol�, sou o Jim. Queres dan�ar?
Convidou-me para dan�ar.
Importas-te?
Claro que n�o.
Mas ias embora, n�o ias?
O qu�?
Parece que mudou de ideias.
Vai pela esquerda.
O que fazes aqui?
Sa� pela janela.
Ao fundo, vira � esquerda. A estrada est� em obras.
Ouve, Taylor, tens de sair.
N�o posso. Tenho oito anos.
Mas n�o podes vir comigo. Vou atr�s de...
� um vampiro real. Percebes?
� a minha m�e. Percebes?
Lamento, mi�do, a s�rio. Mas n�o podes vir.
Tenho de te deixar aqui, sim?
N�o podes. Agora, �s respons�vel por mim.
Ouve. Se disser para te baixares, baixas-te.
Para te esconderes, escondes-te.
Se disser perigo...
� porque � perigoso. J� percebi.
P�e o cinto.
O que � isto?
Ol�. Sou eu.
N�o imaginas onde estou.
Oi�am isto!
Muito antes de curtirem o estilo rockabilly,
umas mi�das chamadas Cowgirl Blues
animavam este lugar.
N�o acredito!
Uma delas est� aqui.
Se forem bons e aplaudirem muito,
aposto que ela sobe aqui.
Anda, Lynette, s� uma pelos velhos tempos.
Lembram-se da m�sica Maybe?
Adoramos-te!
N�o podes estar aqui.
Aquela � a minha m�e.
A s�rio?
A Lynette � tua m�e?
�s um mi�do de sorte.
Mas tens de ir para fora.
J� vou, � s� que...
H� um tipo que anda atr�s da minha m�e.
Bem, anda a persegui-la.
N�o est� aqui, pois n�o?
Sim, est�.
Est� mesmo ali.
Ele tem-nos deixado preocupados.
Queres que o tire daqui?
Farias isso?
Pela Lynette Hansen? Com certeza.
Ent�o, espertalh�o.
Acabou-se a festa. Leva-o daqui.
O meu irm�o � obcecado por coisas de vampiros e...
E n�o voltes.
Escapou-nos, n�o foi?
Mi�do, isto foi s� o in�cio, ouviste?
Ainda n�o acabou. Nem perto.
Ele disse que iam dan�ar.
Dan�ar?
E onde � que se dan�a por aqui?
N�o sei. Tenho oito anos.
Certo.
Isso!
O que aconteceu?
Como voltou a entrar?
Subiu a parede.
� uma cena de vampiro?
Sim, � uma cena de vampiro.
Porque o Dimitri � um vampiro.
- Receio que sim. - Que vai morder a m�e.
Se ficarem a s�s.
Muito bem. J� acredito.
O que fazemos?
O que aconteceu �s bicicletas?
Foi ele.
Com as pr�prias m�os.
- M�e! - M�e!
M�e!
M�e!
Estamos tramados.
Totalmente tramados.
Isto foi t�o divertido!
Ainda se lembravam das Cowgirl Blues.
Acreditas que n�o cantava h� quinze anos?
O que andei a fazer?
Cantas muito bem.
Est�s a divertir-te?
Est�s a brincar?
Podia continuar assim para sempre.
Podemos tratar disso.
J� sei aonde vamos a seguir.
A um lugar calmo, talvez?
Pois sim. Vira aqui � esquerda.
Isto acontece sempre nos filmes do Conde Krelski.
E o que acontece a seguir, g�nio?
Certo...
O Conde Krelski fica a s�s com a rapariga
e diz-lhe: "Vem ao meu castelo,
para veres coisas inimagin�veis."
E ela acredita nisso.
A m�e n�o acreditaria.
Bem visto.
E ele quer que ela goste dele, certo?
Para conquist�-la, um tipo vai aonde a mulher quiser.
Ele n�o � um "tipo". � um vampiro.
Podia ser o Frankenstein. Os homens s�o todos iguais.
Aonde � que a m�e queria ir?
� festa da vindima!
Mas isso � a oito quil�metros daqui.
N�o h� problema.
D�-me o telem�vel.
Se ele � um vampiro,
conduz o qu�, um carro f�nebre?
Um desportivo vermelho.
Mas temos de encontrar a minha m�e.
Quando o concerto terminar.
Esquece o concerto!
Certo.
Muito bem, pessoal. O bote est� estacionado.
FESTA DA VINDIMA
V�, Duffy. Tens de nos ajudar.
Temos de ir, meu. Desculpa.
Anda, Boomer.
Algu�m ter� um bilhete extra.
N�o. Vou � festa da vindima com a Chelsea.
Vais ajudar-nos?
N�o.
Chelsea, est�s com fome?
Vamos comer um cachorro.
N�o me parece.
Raposa. A fazer-se dif�cil.
Cala-te, Boomer.
N�o, cala-te tu, Adam.
Temos um acordo, meu.
Ias ao concerto e eu sa�a com a tua irm�.
Pois, fica sem efeito.
Achei que �ramos amigos.
E somos.
Pois.
Chelsea, espera!
V� l�, Chelsea. Espera.
N�o acredito nisto!
De todas as tuas atitudes ego�stas...
Prometeste-lhe um encontro comigo
por um bilhete?
Foi o mesmo que fizemos � m�e.
Tamb�m foi ideia tua.
Ouve, Chelsea, sei que foi foleiro.
E, quando o fiz, foi diferente.
Eu era diferente.
Foi hoje � tarde!
Ouve, aprendi que, se n�o respeitarmos o que interessa,
podemos dar cabo de tudo.
Agora sei disso e pe�o desculpa.
Est� bem. Vamos.
Mas continuas um cromo.
Aposto que aquele � o carro do vampiro.
- H� um milh�o de pessoas aqui. - Isso � bom.
Rodeada de pessoas, a m�e est� a salvo.
Como vamos encontr�-los?
Sugiro separarmo-nos.
E se ficarmos sozinhos com ele?
Quem o encontrar primeiro, liga ao outro.
P�e isso no canal tr�s para termos privacidade.
Vamos procurar a m�e.
Por onde come�amos?
Pensa como a m�e. Com maturidade.
Chelsea. Alguma coisa?
Entrei na roda gigante.
Consigo ver tudo daqui.
Adam, estou a v�-los.
Est�o a sair do carrossel.
Estou a v�-los.
Foi divertido, n�o?
Foi tudo divertido. Muito divertido.
Mas, agora, � hora de deixar tudo isto para tr�s.
Do que est�s a falar?
Da eternidade, Lynette.
Calma, cowboy.
Ouve, foi uma noite �ptima.
Sinto que encontrei uma pessoa,
um velho amigo que n�o pensei encontrar.
� natural que o sintas.
� a profundidade da nossa conex�o.
N�o me refiro a ti.
Refiro-me a mim.
Mas deves sentir uma atrac��o
poderosa e profunda por mim.
Lamento, Dimitri.
Entre n�s, n�o h� qu�mica.
Quer dizer, diverti-me muito.
Mas sinto que o que eu quero ser e aquilo que tu �s,
s�o coisas distintas.
E os carrinhos de choque?
N�o!
N�o me parece.
Detesto este lugar. Detesto m�sica popular.
Estou cansado e tenho fome.
� hora de ir para casa.
Adam, o que se passa?
Algo n�o est� bem.
Faz alguma coisa.
- O que est�s... - Olha para os meus olhos...
N�o tens poder para me resistir.
�s minha, Lynette.
Bolas.
Ol�, Adam, andas � minha procura?
Vamos, amigo. Despacha-te.
O que est�s a fazer aqui?
Quero que deixes a m�e em paz.
Mas, Adam, n�o entendo.
Tu chamaste-me.
N�o � verdade.
N�o foste tu que enviaste o e-mail?
�s o Wolfsbane?
Sim. Eu sei.
Todos os bons nomes de vampiros foram usados por adolescentes.
Agora, escuta com aten��o,
porque s� o vou dizer uma vez.
Deixa-me em paz.
Deixa-me terminar o que comecei.
A minha m�e nunca se apaixonar� por ti.
Talvez tenhas raz�o,
mas pouco importa o que a tua m�e quer.
A tua m�e pertence-me
e n�o h� nada que um pivete de 12 anos possa fazer.
Tenho 13 anos.
E eu sou um vampiro.
E se queres permanecer vivo,
� bom que te lembres disso.
Anda, Lynette. Vamos embora.
Sim, vamos embora.
O que aconteceu? Onde est� a m�e?
Foram-se embora.
- Anda. Vamos atr�s deles. - Para qu�?
N�o podemos desistir.
Chelsea, ele apanhou-me.
Mata-nos se formos atr�s deles.
E se n�o formos,
o que acontece � m�e?
Tent�mos tudo.
N�o tent�mos nada.
Tent�mos chate�-lo, n�o funcionou.
Chelsea, ele � um vampiro.
E esta � a nossa fam�lia, Adam.
� como disseste antes.
Temos de nos esfor�ar
para manter a ordem.
Vamos l�. Tu percebes de monstros.
Ele deve t�-la levado para o seu covil.
Tens a certeza?
� o que aconteceria em A Vingan�a do Conde Krelski.
Ele disse-nos onde morava.
Na casa velha, junto ao lago.
- Anda. Vou chamar um t�xi. - Est� bem.
Aqui tem. Obrigado.
�ptimo.
Estou a pensar o seguinte.
Sabemos que n�o est�o a comer.
Podem estar a dan�ar ou n�o.
N�o sabemos onde est�o,
mas sabemos aonde v�o.
Para onde?
Para casa dele.
E...
E sabes onde fica?
Esperava que me ajudasses.
Ele gosta de casas grandes, ao estilo das mans�es antigas.
Diz-te alguma coisa?
Junto ao lado.
As casas grandes e antigas s�o l�.
Como chegamos l�?
Sempre em frente.
Isto � bom.
Foi a tua m�e que fez?
N�o vivo com a minha m�e.
Onde vives?
Em hot�is.
Muitos hot�is, na verdade.
A tua m�e faz-te sandes?
A minha m�e faz tudo.
T�m a certeza de que querem sair aqui?
Sim. � este o lugar.
Como queiram.
Sabes aquilo de enviar e-mails
a desconhecidos?
Sim.
Bem... tinhas raz�o.
Adam, quero que saibas que, aconte�a o que acontecer,
continuamos uma fam�lia.
Mesmo que sejas s� tu, eu e o Taylor.
Continuamos uma fam�lia.
Est�s a falar de qu�?
Temos de salvar a m�e.
Sabes uma coisa,
n�o me importa o que dizem,
- tu �s fixe. - Tu tamb�m, Chelsea.
Certo.
Acho que eles ainda n�o chegaram.
N�o teria tanta certeza.
O qu�?
Temos de encontrar o caix�o do Dimitri.
Porqu�?
� importante para ele. � onde dorme.
Se tivermos o caix�o, ele n�o toca na m�e.
Bem, vamos separar-nos.
Eu subo e tu vais � cave.
N�o.
Tu vais � cave. Eu subo.
Porque n�o subimos os dois?
� muito maior do que pensei.
O que vamos fazer?
Lembras-te de quando levaste o comando da TV
e o escondeste no quarto?
Sim.
Como consegui que mo devolvesses?
Roubaste-me o telem�vel.
Certo, e o telem�vel est� para o adolescente,
como o caix�o est� para o vampiro.
E a m�e � o comando.
Isso mesmo.
Ajuda-me a levar isto.
� agora que acaba
a analogia do telem�vel e do caix�o.
Espera.
O lago. Perfeito.
Ajuda-me a atirar isto pela janela.
Certo. Temos de ir.
Isso vai encontrar o Dimitri?
Vai indicar-nos a direc��o certa.
Adam, eles est�o a vir.
Vamos tirar esta coisa daqui.
Escuta-os.
As crian�as da noite.
A melodia que fazem.
Bem-vinda � tua nova casa, minha querida.
Humanos?
Adam.
Importas-te de esperar um pouco?
N�o!
- Foi r�pido. Esconde-te. - O que vais fazer?
Esconde-te! Vai!
Ol�, Dimitri!
Procuras alguma coisa?
Devolve-me o meu caix�o!
Porque n�o vens aqui busc�-lo?
O que estou a dizer?
Os vampiros n�o atravessam �gua, pois n�o?
A menos que estejam no caix�o,
mas tenho o teu aqui.
Pena.
Achas mesmo que podes fazer este jogo comigo?
N�o � um jogo.
E o sol nasce �s seis.
Muito bem. O que queres?
Uma troca b�sica.
A minha m�e pelo teu caix�o. Olho por olho.
N�o.
Tenho uma ideia melhor.
Eu fico com o meu caix�o e tu com a tua irm�.
N�o o fa�as.
A Chelsea � um pouco nova para ser a minha rainha,
mas daria uma �ptima princesa vampira.
N�o achas?
S� tenho de ficar aqui at� de manh�.
Estou? Peter, estou um pouco ocupada.
D�-me isso.
Pronto, est� bem.
Fica a� o tempo que quiseres,
mas, quando voltares a entrar,
n�o s� ser�s �rf�o
como filho �nico.
Muito bem. Espera.
Se voltar a entrar, solta-la?
N�o te preocupes comigo.
Se entrares, solto-a.
Est� bem. Espera.
Quero que fiques exactamente assim.
Volto j�.
Espera. Quero ir contigo.
Agora n�o.
Mas eu disse-te.
Posso ajudar.
E ajudas, Taylor, ficando aqui.
Est� bem?
Bem, agora, est� tudo como deveria estar.
- N�o vamos desistir. - Ent�o, Adam, t�nhamos um acordo.
Pois, bem.
N�o te recrimino.
Tamb�m n�o pensava manter a minha palavra.
O qu�?
Depois do que fizeste?
Nem pensar.
Deixa-o em paz.
Van Helsing.
N�o � um prazer ver-te.
N�o, Van Helsing.
O prazer ser� todo meu.
Isto n�o o segura. Levem a vossa m�e.
Anda, m�e. Temos de ir.
H� algum tipo de truque, nisto?
Estacas de madeira.
Que pitoresco.
N�o!
Devia ter dado cabo de ti em Budapeste.
Antes tarde do que nunca.
Deixa-o em paz.
N�o, Taylor!
Ouve o teu irm�o, Taylor.
Disse que o deixasses em paz.
Est�s a enfrentar-me?
Tens oito anos.
Oito e meio.
Boa. Esse � o esp�rito vampiresco.
Uma sala cheia e acertas contas com o mais novo?
Bom trabalho. Um grande desafio.
Vais impressionar todos no congresso de vampiros.
Basta!
Qual � o problema desta fam�lia?
N�o percebem?
Voc�s s�o mi�dos. Eu sou um vampiro.
Eu tenho o poder.
Sim, claro.
Chelsea, ajuda-me.
Ela n�o pode ajudar-te.
E ele tamb�m n�o.
Ningu�m vos pode ajudar.
Porque sou um vampiro!
J� est�o a perceber o que isso significa?
- M�e? - Ajuda-me, m�e. Por favor!
Ajuda-nos. M�e, acorda, por favor.
Acorda. V� l�!
- Tens de acordar! - A vossa m�e est� ocupada.
M�e, ajuda.
- Ajuda, m�e! - Por favor!
Crian�as. Queridas crian�as.
- Precisamos de ti! - M�e!
Ent�o, quem vai ser primeiro?
M�e! Ajuda!
Tu.
Lynette.
Afastem-se!
Pregos de prata.
M�e!
Taylor!
- Voc�s salvaram-me. - N�o, tu salvaste-nos.
Como quebraste a hipnose?
N�o sei.
S� o amor verdadeiro vence um vampiro.
Foi isso. N�o foi, m�e?
Foi isso.
Amo-vos mais do que qualquer coisa.
- Ol�. - Ol�.
Van Helsing.
Quase nos conhecemos...
- No mercado. - Lynette Hansen.
Lynette.
- �s o verdadeiro Malachi Van Helsing? - Nos dias bons.
Acredito que conhecem o meu parceiro, Taylor.
O que lhe vai acontecer?
Temos de lev�-lo a um lugar com muito sol.
Vai para o meu cofre no Polo Sul
e no ver�o volta para a Finl�ndia.
Bem, o sol j� nasceu.
Tenho fome.
Quer vir comer connosco?
Tomar o pequeno-almo�o? Porque n�o?
Sim.
N�o cheguei a fazer panquecas.
J� provou com pepitas de chocolate?
J� as temos.
- Temos encontro. - Encontro n�o.
- Encontro n�o. - A m�e n�o gosta.
Gosto sim.
N�o com vampiros.
Bom Halloween.
Pronto, podem deixar-me sair.
Era uma piada.
Tudo uma grande piada. Lynette?
Tradu��o: Carolina Belo Matias
Ripadas por: RicardoB/2020
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