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Que tal este, Jeffrey?
Será Lemuria? Vale a pena investigar?
Ena, assim tão mau? Está bem, eu esqueço.
É assim que decides?
Estamos à procura de uma cidade submersa.
E ele é um peixe, tem mais qualificações.
Falem com o Ant.
Este é o Aronnax. Está a ouvir? Escuto.
Não há navios no sonar.
- Podes limpar a gravação, Will? - Sim.
Ajuda. Respondam, por favor.
- É um SOS. - O Jeffrey diz que é um submarino.
Apareceu algo no sonar.
- O que é? - Não faço ideia.
Mas está à nossa frente.
- Ena! - O que é isto?
É demasiado grande para serem algas.
A abrandar.
Kaiko, já tinhas visto algo assim?
Não, nunca.
- É corrosivo! - O titânio do casco aguenta.
Tudo a estibordo.
Em frente.
Para!
As algas não reagem ao movimento.
Estarão vivas?
A minha família é de exploradores, somo-lo há gerações.
Outros olham para as estrelas,
mas nós sabemos que há coisas infinitas a brilhar na escuridão.
Há coisas nos mares que há muito se tornaram mitos.
Somos os Nektons, e exploramos... as profundezas!
BASEADO NAS NOVELAS GRÁFICAS DA GESTALT PUBLISHING
CRIADO POR TOM TAYLOR E JAMES BROUWER
Muito bem.
Não passamos entre as ramadas.
Temos de ir por cima.
Onde está a origem do pedido de socorro?
Que coisas são estas?
- Animal? Vegetal? -Extraterrestre?
Eu sei, Jeffrey. É bem plausível.
Têm centenas de metros e continuam?
Ena!
Vejam! Estamos acima das ramadas.
Solicito assistência imediata.
Aqui está outra vez.
Fala o Aronnax. Qual é a sua posição?
Conseguem ouvir-me?
Sim, continue a falar.
Há algo à frente.
A ativar os radares.
O submarino do Alpheus?
Para os vossos postos, preparem-se.
Estão a ouvir-me?
- ARIA? Estás a chamar-nos? - Antaeus Nekton.
É bom ouvir a tua voz.
- O que acham? - Armadilha.
É uma armadilha.
Uma grande armadilha.
Necessitamos de assistência imediata. Potência a 10%. Casco a corroer.
Ouviste a parte da "armadilha", certo?
É um submarino a pedir ajuda. Não podemos ignorá-lo.
Cuidado. Vou ficar alerta.
Entendido, Kaiko. ARIA, vamos acoplar agora.
Bem-vindos a bordo. A ponte é à esquerda.
Alpheus?
ARIA? Isto não é bom.
Voltei a ter alucinações.
Estás a ver o William, a Fontaine e o Antaeus Nekton?
Sim. Perdi o juízo por completo.
Incorreto.
Eles estão presentes.
O quê?
Estão aqui!
Estão mesmo aqui!
Sentes-te bem?
O Alpheus está isolado há três meses.
Está a passar por algumas... dificuldades.
Seguimos um SOS.
Certo, interessante. De quem?
- De mim, Alpheus. - O quê?
Podes ter desistido, mas eu não desisti de salvar-te.
Como é que a presença deles ajuda, ARIA?
Também estão presos.
Presos? O que queres dizer?
Não sabem?
Fomos engolidos.
Comidos.
Por uma enorme...
gigantesca...
medusa...
Monumential!
Não pode ser!
Quem diria que um submarino era delicioso?
Tentei de tudo para fugir. À força. Às escondidas.
Usei um irritante sónico. Mas é impossível.
Está a digerir-nos.
Mas... acabámos de entrar.
Ora, Ant...
Entrar é fácil.
Bem...
E que tal saíres a nadar e deixares ficar o submarino?
- Um objeto mais pequeno... - Não!
Não abandono o meu submarino.
Kaiko?
Estou a pensar.
As medusas são lentas de movimento.
ARIA? A Kaiko não era invisível.
Saímos por onde entramos.
Devagar, sem causar correntes.
Eu não disse que era impossível, Kaiko invisível?
Temos de tentar.
Alpheus para Aronnax, vou seguir-vos.
Já sei o que vai acontecer.
Se formos devagar, pode não reparar em nós.
Tens... muita graça!
O que é aquilo?
Aquilo, meus amigos... é a boca.
Aqui vamos nós.
Vem de todos os lados!
Segura-te, Jeffrey!
Segurem-se!
Que surpresa, Kaiko invisível.
Eu avisei que era impossível.
Que bom...
Medusas são organismos simples.
- Mesmo uma Monumential? - Sim.
Os dejetos saem por onde a comida entra.
Sem comentários.
- É a mesma abertura? - Sim.
Mudei de ideias. Afinal, vou comentar.
Não!
Abriu um pouco.
Está a comer ou a expelir.
Tive uma ideia.
Alpheus, pensa nisto.
Ela pensa que os submarinos são comida.
Sim, dois deliciosos submarinos.
Se um ficar cá dentro, a ser digerido,
há a possibilidade de o outro sair...
fingindo ser um dejeto.
Agora é que quero mesmo comentar.
Caindo, apenas. Sem vibrações ou motores.
Então, o meu submarino move-se, como comida, e o Aronnax é expelido?
Sim, mas estarás connosco a bordo.
Não!
- Porquê? - Não deixo a ARIA.
Mas a ARIA é um programa de computador.
Eu não a deixo!
Não pode ser transferida e vir contigo?
A consciência artificial dela controla o submarino.
É demasiado grande.
Alpheus, isto não faz sentido.
- Salva-te... - Fim de discussão!
Bem, aquilo foi irracional.
Temos de falar com ele.
Ele não vai ouvir.
Ele não pode ouvir-me, agora.
O Alpheus foi sempre teimoso.
Já era assim em criança.
- Conhece-lo desde então? - Sim.
Não te tinha construído?
Não pode tê-lo feito em criança.
Correto.
Não sei como me lembro disso.
Mas ele tem razão.
Não posso sair daqui, eu sou o submarino.
- Mas há uma forma de salvar o Alpheus. - Como?
Vou entregá-lo a vós.
- Aviso. - O que foi, ARIA?
O ácido do sistema digestivo do Monumential afetou a Comporta 3.
Integridade do casco comprometida.
Bem, não podemos permitir isso. Certo?
Não vejo sinais de corrosão.
O quê? ARIA?
ARIA!
Lamento, Alpheus. É a única alternativa.
- A desligar os teus propulsores. - Porquê?
Lamento.
- Adeus. - Mas... ARIA!
ARIA!
- O quê! - Entra a bordo, Alpheus.
Não!
- Rude. - Mas divertido e necessário.
Não o quero à solta em casa.
Vou levar-nos de volta à boca.
Com os motores desligados.
A boca está aberta.
Por isso...
Nada de vibrações, nada que sugira que somos presas. Vamos cair, apenas.
A ARIA só desligou os meus propulsores. O que significa que...
Ótimo.
Está a começar a fechar!
A acelerar!
Conseguimos!
Não duvidei nem um segundo!
Pronto, talvez uns segundos.
Não, o Alpheus desapareceu!
Temos de encontrá-lo, depressa.
O quê?
Não!
Olá, Jeffrey. Surpreendido?
Não me distraias, vou buscar a ARIA.
Ele está na ponte, vai voltar a entrar!
O quê?
Vou buscar a ARIA, e não vão impedir-me.
Porquê? Estás livre e ela é um programa!
- Ant, há quanto tempo conheces o Jeffrey? - Bem, há muito.
Eu conheço a ARIA há mais tempo. Deixavas o Jeffrey para trás?
Nunca! Ele é meu amigo.
Ótimo. Então, compreendes.
Agora, deixem-me. Estou ocupado.
Não consigo entrar!
Ant?
Não, não! A boca está fechada!
Não vou esperar que este monstro volte a ter fome.
Sei que é complicada, Professor, e grande. Mas a ARIA pode ser transferida?
Em teoria, apenas.
Se a separarem dos periféricos
e das aplicações não essenciais, talvez.
- Como saberei quais são? - Se ela é inteligente, pergunta-lhe.
Boa ideia!
Mas, Ant, se não resultar, podem perdê-la por completo.
E tem de ficar numa grande unidade de armazenamento.
De que tamanho?
Segura-te, Jeffrey!
É uma boca, nada mais. Apenas uma boca.
Vamos abalroar a entrada.
Ele diz que vai abalroar a entrada!
Não com o meu submarino!
Estes devem ser os estabilizadores.
Será obra da Kaiko, Jeffrey? Agora é tarde.
Sim!
- Passei a boca! - Ant?
Voltaste ao Monumential?
Sim. Vou tentar recuperar a ARIA.
O quê?! Não!
- É impossível, Ant! - Não estragues o nosso submarino!
Ant, se lhe fizeres mal...
O vermelho é do leme horizontal. Acho.
Não consigo controlá-lo.
Não!
Vamos, marcha-atrás! Anda lá!
Mãe? Pai?
Querem as más notícias, ou as péssimas?
Isto não é bom.
ARIA? Não esperava encontrar-te logo.
Detetei a entrada de um objeto.
- O que fazes aqui? - O Alpheus precisa de ti, ARIA.
Incorreto.
Ele está seguro. Já não precisa deste submarino.
És mais do que isso.
Não fales com ela, estás a confundi-la.
ARIA, desligas os periféricos? Vou transferir-te.
Eu... com que propósito?
Não faças isso, ARIA!
As aplicações são 90% da minha programação.
Quanto ao resto... não sei ao certo.
Quem saberia, ARIA?
Não comuniques, ARIA!
Não tens de falar com ele.
O pai do Alpheus fez a programação central.
ARIA...
Quando o Alpheus era pequeno,
o pai dele escreveu um programa para contar histórias e fazer-lhe companhia.
ARIA, não!
ARIA, leste-lhe essas histórias?
Leu.
E eu continuei...
a melhorá-la
Pelo diagnóstico, posso abdicar de muitas aplicações,
mas isso não é lógico. Eu sou um submarino.
És mais do que isso, ARIA.
Mas... que mais sou eu?
És amiga do Alpheus.
A transferir o programa.
ARIA, podes ficar irrecuperável, perdida para sempre!
Não faças isso, por favor!
ARIA?
O que fizeste, Ant?
O Rover vai corroer depressa.
Eu sei. Teremos de ser rápidos.
É mais corrosivo do que eu pensava.
- Moveu-se? - Talvez um pouco?
- Estás a fazer-me a vontade? - Outra vez, e sê rápido.
- Não está a mover-se. - Está preso!
- Tentemos o contrário. - Vamos a isso.
Estou quase a entrar.
Muito bem, Alpheus!
Vou assumir o comando da...
minha casa.
Alpheus?
Isto não está a resultar.
Eu ajudo.
Vou tentar um movimento de ginástica.
A velha cambalhota com reviravolta!
Conseguiste, mãe!
- Sim! - E o pai concorda!
Olha!
Ant? Estás bem?
Estou.
Só espero o mesmo para a ARIA.
Temos de ligá-la, depressa.
No sistema central.
Ela...
Ela está...
Lamento. Sinceramente, eu...
Não sei.
Estás aí?
ARIA?
ARIA?
Estou aqui para ti, Alpheus. E que história tenho para te contar.
De certeza que ficas bem, Alpheus?
Fico.
E acreditem nisto, não voltarei a incomodar-vos.
Gostaríamos de acreditar, mas...
Confiem em mim.
Bem, o quanto vos for possível.
Então, suponho que nos vemos por aí?
Não.
Não vais ver-me.
É verdade, quanto ao Monumential...
Eu ia tentar acordá-lo, Ant.
Mas já estava acordado.
Há muitos acordados, ultimamente.
No teu lugar, eu preocupava-me com isso.
A unidade de armazenamento que lhe deste?
- Sim? - Tinha todos os meus jogos.
Foi um nobre sacrifício, Fontaine.
Podias ter usado a tua unidade, Ant!
Mas eu não sou generoso, Fontaine. E tu és muito generosa!
Legendas: João Chaves
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