All language subtitles for Simba (1955) DVDRip Oldies

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Original subtitles

Socorro!

Socorro!

Aten��o, por favor. Aten��o, por favor.

Anunciamos chegada do voo 151, da BOAC,

procedente de Londres, Roma, Cairo, Khartum e Entebe.

Aten��o, por favor.

Passageiros da East Africam Airways, voo 127

para Mombasa, Tanga, Zanzibar e Dar-Es-Salam.

dirijam-se ao local de embarque.

Ora, mas que cara s�ria, Alan. Era para ser uma surpresa alegre.

Oh, � que...� que...

Estava esperando ver a cara feia de David, n�o a sua.

Ele lamenta n�o ter podido vir esper�-lo.

Mas � que hoje eles est�o desinfetando o gado.

E o gado � mais importante do que a etiqueta.

� claro. Se vai ser fazendeiro.

Ter� que aprender isso.

Sim.

Mary, � maravilhoso ver voc� novamente.

Tamb�m estou contente em ver voc� Tom.

Cad� o seu carregador?

Eu m�o sei. Aqui est�.

O carro est� l� fora.

Como vai meu irm�o?

Na mesma. N�o mudou muito.

�ntegro, esmerado, seguro. Enfim, tudo aquilo que n�o sou.

Isso � normal entre irm�os.

Eu duvido que v� gostar daqui.

Voc� gosta?

Nasci aqui. A �frica � o meu lugar.

Sabe, me surpreendo por David n�o ter pedido voc� em casamento.

Ele � muito ocupado. Al�m do mais, � solteir�o convicto.

Voc� nunca pensou que vir�a para o Qu�nia, n�o �?

Como o seu irm�o, eu nunca sei o voc� vai fazer.

� que eu n�o lhe causei uma boa impress�o ao conhec�-la.

Por que acha isso?

Porque voc� me disse com palavras duras.

Sim, noite eu estava zangada com voc�. Esperava que esquecesse.

Bem, eu n�o esqueci.

Nenhum homem faria outra coisa.

A m�sica tocava ao longe, o luar prateava a �gua.

Uma brisa noturna m�gica.

Isso n�o � justo.

� muito justo. O que recebi em troca?

" Voc� tem muitas garotas"

" Gata muito dinheiro e n�o tem senso de responsabilidade "

- Puxa! Eu disse isso tudo? - Disse.

Mas era verdade. Foi isso que me aborreceu.

Sim, era verdade.

Mesmo assim, voc� veio me receber.

�, vim!

Diga-me. Agora que estou aqui, est� contente?

N�o sei.

Claro que estou contente por mim.

Sentiu saudades?

Sim, senti muitas.

E ent�o?

N�o estava pensando em mim.

Isto aqui mudou, Alan, enquanto estive na Inglaterra.

O pa�s e as pessoas est�o em uma encruzilhada.

As pessoas ter�o que decidir qual caminho tomar.

Est� preocupada com o caminho que eu tome?

Nem sempre � f�cil.

Tem pessoas que nem sempre gostam do que escolhem.

E isso � dif�cil?

Sim, � dif�cil.

- O que era? A pol�cia? - Sim

Armados at� os dentes?

Pensei que os Mau Maus n�o incomodassem voc�s por aqui.

At� agora n�o.

� esquerda � a terra de papai.

E a de David?

Ainda faltam 20 km. Depois do pr�ximo vale.

� a pol�cia. N�o sei.

� a pol�cia.

Tom, onde est� David?

Voc� � o irm�o de David Howard?

Sim.

O que houve?

Tom, eu preciso...

Mas ele gostava deles.

Era bom para eles.

Sim.

Sei que n�o serve de consolo, mas ele matou tr�s antes de morrer.

Algum de nossos criados morreu?

N�o. Eles sumiram na floresta ao primeiro sinal de perigo.

At� Kimani?

Kimani n�o?

Ele deu o alarme. Normalmente algu�m o fez, mas tarde demais.

- Ningu�m ficou com ele? - Ningu�m.

Mas ele confiava neles.

- Esse foi o mal. - Confiar demais.

N�o faz sentido.

Far�, depois de passar aqui alguns meses.

� a palavra swahili para " le�o".

Provavelmente o nome do l�der. Eles gostam disso.

Mary, acho que o Sr. Howard n�o deva ficar aqui esta noite.

N�o, claro que n�o. Ficar� em nossa casa.

Foi o que seu pai falou. Ele ligou para c�.

Obrigado.

- Rapaz. - Sim, Bwana!

Hoje o Sr. Howard vai ficar na casa do Sr. Crawford.

Sim, Bwana.

Voc� � Kimani?

Sim, Bwana, eu sou Kimani.

Isso tudo � muito ruim. Bwana. N�o pudemos fazer nada.

Tentei avisar seu irm�o, Bwana.

Mas ele n�o ligou.

N�o pudemos fazer nada, Bwana.

Mas seja bem vindo! Pode ir, Kimani.

- Bwana... - Saia daqui!

Parece uma coisa imposs�vel.

N�o consigo acreditar que isso tenha acontecido aqui.

Depois de tudo que fizemos por eles.

- Rapaz! - Bwana.

A gente n�o consegue penetrar na cabe�a de um Kuke.

Gostaria que os chamasse de Kikuyu.

O David era sempre t�o bom.

Ningu�m fez mais por seu empregados.

- Por que o mataram? - Por qu�?

Pergunta isso a um africano � o mesmo que perguntar a um crian�a.

Ambos agem apenas por instinto.

- Bobagem! - Mary!

Mas isso � bobagem.

Os Mau Maus querem expulsar-nos deste pa�s, n�o �?

- Acho que � isso. - Por isso mataram o David.

Porque ele era bom e porque os nativos gostavam dele.

E n�o faz parte dos planos dos Mau Maus gostarem dos brancos.

Voc� pode ter suas opini�es querida, mas eu fico com as minhas.

Mas � verdade.

Se cada europeu fosse como ele, n�o haveriam africanos descontentes.

E os Mau Maus n�o existiriam.

H� muitos anos, quando os primeiros brancos chegaram aqui.

os africanos mal tinham descido das �rvores.

Como eles podem ser racionais, seres humanos adultos?

Oh, n�o! Eles s�o uma crian�as!

Quando Mary tinha seis anos, eu n�o a deixaria brincar com isso.

O problema � que n�s demos nos africanos o brinquedo errado.

Ideais de auto determina��o, nacionalismo.

Agora, os Mau Maus se apoderaram disso e se tornaram muitos perigosos.

Veja o Chage. Nasceu na fazenda.

Ele e Mary costumavam brincar juntos.

Agora, provavelmente ele cortaria nossa garganta na primeira ocasi�o.

Oh, n�o, querido, Chede � da fam�lia.

� querida. Voc� acha que eles podem raciocinar mas n�o podem.

� bom que voc� entenda estes fatos desde o in�cio.

Eles n�o passam de crian�as retardadas.

Voc� n�o pode juntar 5 milh�es de pessoas e colocar um r�tulo nelas.

Sei exatamente o que vai dizer a seguir. Peter Karanja

-E. - Quem � Peter Karanja?

� o filho do chefe local.

Formou-se em medicina no Col�gio Makerere e...

Com licen�a.

Ele dirige o ambulat�rio para os africanos da reserva.

Mary vai l� todos os dias ajud�-lo.

Eu n�o gosto que ela v�, mas ela insiste.

Claro que insisto. � a �nica coisa �til que fa�o.

N�o pense que somos severos com os africanos.

Sabe, vivemos aqui h� trinta anos sem sinais de descontentamento.

Agora nos sentimos tra�dos.

Quem era querido?

O Coronel Bridgman!

Vai haver uma reuni�o na ter�a para organizar nossa prote��o.

Ele disse que espera voc� l�.

Sim claro!

Eu lhe disse que n�o sabia quais eram seus planos.

Meus planos!

Ele achou que talvez queira volta para a Inglaterra.

Uma fazenda d� muito trabalho e voc� n�o conhece nada.

Pensa em volta, Alan?

Voltar!

Mas claro que n�o!

Este � nosso ambulat�rio.

Dr. Karanja j� est� l�.

Mais tarde venho busc�-la.

Mary. Esqueceu sua arma!

Obrigada!

- Bom dia. - Bom dia.

- Descobriu alguma coisa? - Ainda n�o leva tempo.

� uma quebra-cabe�a. Uma pe�a aqui, outra pe�a ali ...

Voc� fez o juramento Mau Mau?

- N�o! - De onde �?

Bwana! Ele estava comigo � noite. Eu o conhe�o. � um bom homem.

Sente-se!

Este chefe parece ser um cara muito respons�vel.

- � sim. - Tanto como qualquer outro.

O filho dele � m�dico, n�o �?

Sim, Peter Karanja. J� conheceu?

N�o, mas Mary me falou sobre ele.

Ela o considera muito.

E voc�?

Eu sou muito desconfiado.

Sempre fico de p� atr�s como nativos educados.

Voc� fez o juramento Mau Mau? N�o.

- De onde voc� �? - Nair�bi!

- De que lugar? - Ginch�curi

Bwana! Este homem diz que estava com a esposa quando mataram Howard.

Mas a mulher dele � prima de Mbguwa e est� em Nair�bi.

Askari!

Prenda-o

Pode lev�-lo

� um deles?

Eu duvido muito.

E as cicatrizes?

Qualquer Kuke do Qu�nia fez um juramento um dia.

Cicatrizes recentes, a� sim, podem causar confus�o.

Fogo!

Viu!

Esse � o verdadeiro.

- E homem de seu pai? - Sim, um dos homens de meu pai!

- Era o Gnutu, Bwana. - Sim.

Ele me disse que fora ver seu pai em Nair�bi.

Mentiu para mim.

Precisa mandar revistar minha aldeia

Certo.

Tem que ser. O mal est� entre meu povo pr�prio povo.

J� est� pronta.

N�o vai doer. � s� uma agulha!

Tudo bem!

- Falta mais algu�m? - N�o.

N�o tenha medo.

Adeus!

Essa foi a �ltima.

O tiroteio deve t�-los assustado. Por que? Confiam em voc�.

Ningu�m confia em mim para valer.

Para os brancos, eu sou preto, um estrangeiro no meu pa�s.

Para o meu povo, sou amigo demais dos brancos

� por isso que � muito importante que trabalhe aqui comigo.

� um sinal para o meu povo.

E para o meu, talvez.

Talvez.

Mary!

Viu o que aconteceu?

Sim, vi!

As cicatrizes eram recentes.

Alan, este � o Dr. Karanja. J� lhe falei dele.

O Sr. Howard.

Estou muito chocado com o que aconteceu ontem, Sr. Howard

Por favor, aceite minha simpatia.

Obrigado.

David costumava vir aqui.

Ele apoiava muito esse trabalho.

- N�o era? - Sim, sim claro.

Seu irm�o era um homem muito am�vel.

Isso n�o lhe valeu muito, n�o �?

Amanh� virei � mesma hora.

Obrigado.

- Adeus, Sr. Howard. - Adeus.

Viu em que confus�o nos metemos.

Julgando e condenando uns aos outros a cada minuto do dia.

V� como � dif�cil?

- Sim. - Eu fui rude com Karanja.

N�o sei. Talvez voc� tenha raz�o.

Talvez n�o.

- Quem pode dizer? - As chances s�o iguais.

Mais precisamos correr riscos.

Sen�o confiamos uns nos outros, este horror n�o ter� fim.

- David sabia disso. - David est� morto.

As reservas j� foram inclu�das na �rea.

As patrulhas foram refor�adas.

Prendemos mais de 60 suspeitos em batidas.

Pedi suprimentos de foguetes de sinaliza��o.

Distribuiremos a cada um morador.

Assim, o socorro ser� enviado ao primeiro sinal de ataque.

Estou fazendo o que posso.

Cabe a voc�s evitarem riscos desnecess�rios.

Isso quer dizer que nos devemos nos livrar dos nossos criados.

Eu n�o irei me desfazer dos meus.

Eu sempre confiei nos meus, acho que eles gostam de mim.

Mas eu tenho certeza que alguns fizeram o juramento Mau Mau.

� problema seu se confia neles ou n�o.

Mas tamb�m � preciso dizer que muitos deles s� juraram.

Porque temem os Mau Mau

Temem os Mau Mau. Pois tem um bom rem�dio para isso.

Faz�-los nos temerem mais ainda temendo castigo de Deus.

Incendiarmos as casas deles, mostrar-lhes que � para valer.

A quem? Aos nossos empregados? Aos que cuidam da nossa terra?

Precisam entender os Kukuru correm mais perigos que n�s.

Por cada um de n�s os Mau Mau mataram.

Houve 100 Kukuyu assassinados por n�o aderirem eles.

Para voc� n�o tem problema, voc� � solteiro.

�, e as nossas mulheres e filhos Bem, n�o ir� ajud�-los se...

Ah, s� conversa e mais conversa.

Vamos agir.

Por favor, Por favor, Por favor!

Estou aqui h� muito tempo como voc�s.

Tamb�m tenho fam�lia.

Meus interesses aqui s�o iguais aos de voc�s, sen�o maiores.

Tenho certeza.

N�o quero que meus netos cres�am num pa�s

onde ter�o que usar uma arma o dia todo e dormir com ela.

� isso que ir� acontecer se voc�s se comportarem como b�rbaros.

N�o se pode argumentar com os Kukes.

Sim, eu sei que n�o se pode argumentar com os Mau Maus.

Mas com os africanos pode-se.

Ali�s, deve-se. Ou eles se bandear�o para o inimigo.

Devemos conversar com eles. Fazer deles nossos amigos.

Ou voc�s n�o ir�o combater uns milhares de fan�ticos.

Mas s�o milh�es de pessoas revoltadas.

E seremos todos mortos.

Os Mau Maus t�m que ser eliminados.

Sim.

Mas temos que pensar no futuro.

Temos que usar nossas cabe�as, n�o perd�-las.

Deem uma chance ao doutor.

Deem uma chance a voc�s.

N�s n�o somos as �nicas pessoas com interesses nesse pa�s.

N�s precisamos aprender a viver juntos, brancos e negros.

E constru�mos um mundo melhor. N�o h� outra jeito.

Eu n�o concordo.

Desculpe, doutor, mas meu marido e eu sempre fizemos

de tudo para ajudar os africanos.

Cuidamos de nossos criados como se fossem crian�as.

Mas o senhor nos tem como, impiedosos cru�is

e isso n�o � verdade.

Quando viemos para c� depois da 1� Guerra, n�o havia nada aqui.

Come�amos do nada, trabalhando para termos esta fazenda.

� n�s nunca voltamos a Inglaterra nem de f�rias.

N�o pod�amos pagar.

Mas s� o que quer�amos eram alguns anos de paz em lugar

deste terr�vel pesadelo.

N�o se exalte, querida,

Falou bem, Sra. Crawford.

O governo nos deu a terra e implorou para virmos para c�.

Temos que cuida de n�s.

Estou cheio da conversa mole de gente como o Dr, Hughes e David Howard.

O doutor � boa gente, O David tamb�m

mas isso n�o muda o fato de que ele tinha sonhos muito perigosos.

Sei que � deselegante falar mal dos mortos

mas vamos encarar os fatos, sim?

Foram os �Davids" deste mundo, aqui no Qu�nia e na Inglaterra,

com seus sentimentalismos baratos

e seus "n�o vamos maltratar os nossos irm�os negros"

que nos meteram nesta enrascada.

Nunca iremos sair dela at� nos decidimos.

a fazer uma de duas coisas ou n�s endurecemos para valer

e esmagamos os pretos de um modo a que eles nunca mais se levantem

ou ent�o termos que deixar a �frica para sempre.

E eu juro que n�o vou sair.

Se eu falei mais duramente do que devia, me desculpem.

mas todos n�s sentimos o mesmo.

Ele n�o devia ter falado assim do David.

N�o pode evitar Ele tinha que falar.

Assim como eu n�o tinha que ficar l� ouvindo.

Pode me dar um?

Oh, desculpe.

O curioso � que ele normalmente � um homem.

Gentil e atencioso.

D� uma festa de Natal todos os anos para os Tat�s, as crian�as africanas.

Mary, ele estava certo.

Estaremos sendo fracos?

Ser� que o David escondia a sua fraqueza atr�s de seus ideais?

Prometa-me que n�o pensar� nisso.

Agora sei que l� dentro eu estava zangado mas, o que � pior

subitamente tive medo do que estava sentindo.

Est� come�ando a odiar os africanos, n�o �?

Seria melhor se volt�ssemos l�.

Mary, n�o deixe que isto se interponha entre n�s.

Acha que podemos impedir?

Sim, acho que sim, se quisermos.

N�o, Alan. � como um enchente.

Fomos pegos nela.

Sacrif�cio!

Sim!

Sacrif�cio! Sacrif�cio!

Sacrif�cio aos Mau Maus!

Sim.

Fa�a o juramento!

Sim.

Vai obedecer aos Mau Maus.

Assim ser�.

- Carne de gato. -Sim.

Vai obedecer dos Mau Maus.

Assim ser�.

Fa�a o juramento.

Sim.

Voc� vai matar pelos Mau Maus?

Assim ser�.

Vai obedecer aos Mau Maus.

Assim ser�.

Vai obedecer aos Mau Maus.

Vai obedecer aos Mau Maus.

Voc� vai matar pelos Mau Maus?

Vai obedecer aos Mau Maus?

Vai obedecer aos Mau Maus?

Vai obedecer aos Mau Maus?

O que quer daqui?

- Bom dia, Kimani - Bom dia, Bwana.

Ele � filho de quem?

O Joshua? N�o � de ningu�m.

Que quer dizer com isso?

Ele n�o tem pais?

Nenhuma fam�lia, Bwana. Os Mau Maus mataram todos em Lari.

Oh, o massacre...

Dois irm�os e tr�s irm�s tamb�m.

Iam mat�-lo, mas chutaram a cabe�a dele e ele desmaiou.

Posso mand�-lo embora, Bwana.

N�o. Deixe-o ficar. Voc� o alimenta?

�s vezes.

Bom, d�-lhe sempre de comer.

Sim, Bwana.

Os Mau Maus mataram muitos dos seus em Lari foi?

Sim.

Por qu�?

Por que n�o quiseram ficar contra o homem branco?

Sim. Bwana.

- Quantos eram? - Duzentos, talvez mais.

Ingl�s, v� embora. A �frica n�o o quer, Simba.

Entre Dr. Karanja.

- Bom dia, Sr. Howard. - Bom dia.

Queria saber se quer que eu fa�a alguma coisa.

Fica mais f�cil para mim falar com minha gente.

� muita gentileza sua.

O meu criado, Kimani, � muito eficiente.

Acho que corre perigo aqui. Muito perigo.

Corro?

Vejo e ou�o coisas que talvez o homem branco n�o entenda.

�!

N�o duvido disso.

Sr. Howard!

Acho que deva deixar esta fazenda imediatamente.

N�o tenho nenhuma inten��o de sair da fazenda, Dr. Karanja.

J� aconteceu uma trag�dia aqui.

Est� querendo me meter medo?

Sim, eu quero lhe meter medo.

J� contou das suas suspeitas ao inspetor Drummond?

- N�o. - Por que?

Porque a pol�cia nada pode fazer antes de ocorrer a a��o.

E a� � tarde demais.

E quanto ao seu pai?

Ele n�o � o homem mais poderoso por aqui?

De certo modo meu pai tamb�m � impotente.

Entendo. Bem, eu vou ficar.

Muito bem.

Karanja!

Lamento desapont�-lo.

Um pequeno aviso. Onde o achou?

Na escrivaninha do escrit�rio.

Suspeita de algu�m?

Pode ser qualquer um.

E ainda por cima apareceu o Peter Karanja, hem?

Pode n�o significar nada. Todos n�s recebemos isto.

Comece a se preocupar quando deixarem gatos mortos na sua porta.

Acha que pode ter sido o Karanja?

Pode ser. Mas � prov�vel que tenha sido um dos criados.

Talvez Kimani.

-Estou certo que n�o foi Kimani. -N�o tenho certeza de nada.

Quando eles fazem o juramento, fazem tudo que lhes mandam fazer.

Mesmo que seja matar algu�m que eles gostem e respeitem.

-Mas por que eu? - Porque � irm�o de David Howard.

A consanguinidade vale muito neste pa�s.

Deve t�-los enfurecido verem outro Howard na fazenda.

O que foi isso?

Pode voltar ao trabalho.

- At� logo. - At� logo.

Pode entrar.

- Seu nome? - Wambui.

- Ol�, Mary. -Ol�, Dr. Hughes.

- O Doutor Est� - Na cirurgia.

Trouxe algo para ele.

O que tem? Minha perna.

- Posso entrar? - Claro, doutor

Continue. N�o quero interromper.

Passei aqui para trazer-lhe a Euromicina.

Doutor, obrigado.

N�o h� de que. Mas continue.

- Infec��o? - Acho que n�o.

�timo.

Como est� se dando com este caso?

- O assassinato do Sr. Howard? - Sim.

Assustou muitos dos meus pacientes.

Que acha que ir� acontecer?

N�o sei.

Meu povo � simples e t�m suas queixas, sabemos disso.

� f�cil para os Mau Maus insuflar o descontentamento.

O �dio alimenta a viol�ncia.

Sim, e a viol�ncia alimenta mais �dio.

E assim vai.

Claro que ele pode estar me avisando honestamente.

Pode ser, mas eu n�o confio nele nem um pouco.

Se houver algum perigo, Mary...

N�o diga nada a Mary.

Ela pode tentar avis�-lo mesmo sem querer.

- Ela est� segura - Perfeitamente.

Se acontecer mais alguma coisa, podemos repensar.

Mantenham os abutres longe at� a pol�cia chegar.

- Entenderam? - Sim, Bwana.

Ol�, senhor.

Achei que devia vir aqui ver como as coisas est�o indo.

As coisas n�o est�o indo.

Os Mau Maus mataram um dos meus empregados e duas vacas.

E mesmo, �?

Eles t�m um modo bem s�rdido de fazerem as matan�as por aqui.

Aquele pobre coitado...

- E, n�o h� nada que se possa fazer. - E, acho que n�o.

Nunca chove neste pa�s?

Muito, �s vezes. Por que?

O pasto do sul esturricou.

Devia ver o meu rebanho. Os animais est�o uma desgra�a.

Por que n�o os traz para o meu posto? Tenho muito sobrando.

Fala s�rio

Claro. Detesto ver terra boa desperdi�ada.

N�o sei o que faria sem o senhor.

Voc� est� aprendendo do modo mais dif�cil, mas o mais r�pido.

Aquele gado morreu, sabe.

Sim. Anaplasmose, eu diria.

Tenho um laudo do laborat�rio de Kabete, mas

� t�cnico demais para mim.

Bem, deixe-me dar uma olhada.

Devo v�-lo deixado na mesa da sala. N�o demoro nada.

N�o corra. Est� quente demais.

Querendo roubar as armas, �?

Eu n�o, Bwana!

Bwana Crawford!

- Bwana Crawford! - Bwana Crawford!

- Muito apertado? - N�o, est� bom.

Ainda acho que devia deixar o Dr. Karanja dar uma olhada.

Nem pense nisso, muito obrigado.

Como est� meu quase assassino?

Est� morrendo.

Espero que viva at� Drummond chegar.

N�o vai conseguir tirar uma palavra dele. Mal consegue falar.

Onde est� Karanja? Est� com ele?

Sim, por qu�?

Alan, o que est� fazendo?

Seria uma pena se Karanja o calasse para sempre.

Queria falar comigo, Sr. Howard?

Um momento.

Acho melhor ficar aqui at� o inspetor chegar, Srta Crawford.

N�o queremos mal-entendidos.

As paredes s�o muito finas, Sr. Howard.

Quase fui morto a facadas n�o estou muito sutil.

Acha que estou implicado com os Mau Maus?

- Sim, acho. - Por que motivo?

Por ter ido avis�-lo que sua vida corria perigo?

Como s�bia que minha vida corria perigo?

Porque n�o sou burro.

Atreve-se a me chamar de burro?

Sim. O que vai fazer sobre isso?

Vai me encostar no muro e me fuzilar?

Isso vai provar que est� certo?

N�o provaria nada, mas pode ser uma boa ideia.

Acredita mesmo que eu apoio os Mau Maus?

Eu acredito.

Os assassinos que mataram o �nico homem branco meu amigo?

Est� falando do meu irm�o?

Sim, estou. E me orgulho disso. Ele era valente, um bom homem.

Estou come�ando a achar que que ele era um burro.

N�o tem direito de dizer isso!

Alegro-me que ele n�o esteja aqui agora para ver como nos desonramos.

Olhe as minhas cicatrizes! Sou um bom Mau Maus, n�o sou?

Olhe!

Estudei seis longos anos, Sr. Howard, seis longos anos.

� um �timo treino para fazer feiti�arias e beber sangue na floresta.

Eu me formei em medicina para salvar vidas, n�o para destru�-las.

Eu desprezo os Mau Maus.

E desprezo qualquer homem que pregar a viol�ncia e a intoler�ncia.

Mas...

Voc� est� bem? Sim.

- Teve sorte, n�o? - Sorte? Oh?, ele

- Sim. - Espero que esteja vivo.

- � este o homem? - Sim, este � Waweru.

N�o mandei o senhor entrar.

Meu lugar � bom os meus pacientes.

Mary, acho que n�o deve ficar.

Ficarei, se n�o se importa.

- Waweru, pode me ouvir? - Sr. Drummond.

- Interrogue-o! - N�o vai adiantar Tom.

Talvez n�o, mas o que ele puder dizer pode salvar outras vidas.

Por que queria as armas? Waweru! Onde est� Simba?

Onde est� Simba? Para que queria as armas?

Ele est� morrendo. N�o pode responder.

Quanto tempo mais ele tem?

Mais alguns minutos. N�o pode fazer nada?

N�o h� nada que possamos fazer, a n�o ser deix�-lo morrer em paz.

Meu dever e descobrir quem � Simba e impedir mais um assassinato.

Depressa, inspetor.

Quem � Simba?

N�o adianta.

Continue tentando.

Waweru, de onde voc� �?

Voc� me conhece?

Onde � que voc� mora?

Simba?

Vou ter que det�-lo para interrogat�rio, Karanja.

Olhe, Tom, acho que cometemos um erro. Se me deixar...

Deixe-me fazer o meu servi�o, sim?

Pode lev�-lo.

N�o fa�a mais isso.

N�o vou permitir que questione a minha autoridade.

Alguns est�o em p�ssimas condi��es, Kiama.

Logo engordar�o no pasto do Sr. Grawford.

O pasto � muito bom, Bwana.

Leve o gado.

- Nossos rapazes est�o prontos. - �timo.

- Quando tempo vai demorar. - Quanto Kiama?

S� mais vinte, Bwana.

Os rapazes cuidar�o de tudo.

Que bom.

Isto aqui faz nossas brigas, parecerem coisa pequena, n�o?

� t�o tranquilo.

� como sair do combate durante a guerra.

E n�o � isso mesmo?

Sim, suponho que seja.

Mary, naquela manh� em que me viu de novo no aeroporto.

naquela primeiro instante.

Sim?

Como se Sentiu?

Senti vontade de fugir.

Eu tamb�m

N�o sei porque. N�o?

N�o.

Eu sei.

De repente vi minha independ�ncia escapar das minhas m�os.

Fora encurralado.

Mary, quer casar comigo.

Costuma-se responder a essa pergunta

N�o posso responder.

Claro que se...se n�o me amar...

Oh, querido � claro que amo voc�!

Bem, ent�o?

Voc� mesmo disse

que estamos em guerra.

- Isto n�o tem import�ncia. - Tem, sim.

Estamos em guerra um com outro.

Olhe...

Eu amo voc�. Nenhuma guerra pode modificar isto.

Ainda vai querer discutir?

N�o!

Quero ficar em paz com voc�.

� tudo que eu quero.

E ent�o?

Mas tenho medo.

De mim?

Do que possa se tornar.

S� porque banquei o bobo com o Karanja?

Que se dane tudo!

O importante somos n�s. N�o nos amamos?

Oh, querido!

N�o podemos viver num mundo de sonhos aqui em cima.

Temos que viver l� embaixo ente sangue e �dio.

Est� certo, vamos fugir.

N�o podemos fugir

Este � o nosso mundo temos de enfrent�-lo.

N�o existe mais paz.

Em lugar nenhum.

E voc�, Fred?

Sim, querida.

- Achou que eu n�o ia chegar? - N�o.

Por que Chege n�o est� servindo?

Esta manh� ele disse que n�o se sentia bem.

Desculpe ter chegado atrasado.

Quando Mary saiu com os nossos rapazes ajudar Alan.

Eu fiquei desfalcado.

Alan � um bom rapaz, n�o? E achei que eu n�o ia gostar dele.

- Meu Deus, por qu�? - Sei l�!

A Mary falou ele como sendo irrespons�vel, mas n�o �.

Ele se comporta muito bem quanto �s responsabilidades da fazenda

Obrigado, querida. � duro, sabe, come�ar do nada.

Voc� que o diga, Fred.

Pena ele n�o ter um pouco mais experi�ncia.

Estava contando com o coitado do David.

Que vai se fazer?

Em que estava pensando?

Eu tinha um plano. Na verdade, ainda tenho.

S� que agora preciso arrumar um gerente tempor�rio.

Um gerente? Para c�

Se decidirmos tirar aquelas f�rias t�o atrasadas.

Oh, Fred!

Sim, um ano na Inglaterra. Antes de n�o podermos aproveitar mais.

Um ano...em paz...em casa Acha mesmo que podemos?

N�o seria maravilhoso vermos...

Fred!

O que foi isso?

N�o sei, mas vou descobrir.

N�o, querido.

Outra discuss�o de cozinheiros, acho. Est� com sua arma.

Tranque a porta quando eu sair. N�o abra at� ouvir minha voz.

N�o, querido, n�o!

N�o se aflija. J� passamos por isso antes.

Onde est� a arma?

Aqui.

Pronta?

Sim.

Ent�o, r�pido.

Mundati!

Mundati!

Bwana!

Bwana!

Fred.

Bwana.

Destruam tudo!

Quebrem isso primeiro.

Destruam tudo!

Quebrem a tranca.

Derrubem a porta.

Derrubem a porta.

Alan, o foguete!

- Fique aqui. - N�o.

Se acontecer alguma coisa corra para os cavalos.

Mam�e!

Alan, ela est� viva. Acho que a bala.

- N�o atingiu nenhum �rg�o vital. - Mary.

E meu pai. Oh, n�o!

- N�o entre a� - Preciso.

N�o h� d�vida...Aquela rapaz, o Chege.

Mataram ele? Chege!

Seu Fiel Chege. Chege, foi o respons�vel.

Ainda confia neles?

Se ainda acha que s�o humanos entre a� e olhe.

Por favor, Alan, v�.

- Mas n�o posso deix�-la. - Alan, v�! Deixe-me em paz!

A Sra. Crawford est� muito mal.

Chame o Dr. Hughes imediatamente.

Vai levar algumas horas Karanja est� mais perto.

- Karanja? - Soltei-o esta manh�.

Pegue o jipe e v� buscar Karanja.

Crawford est� morto. Ele o estrangularam.

Bwana!

� Mundati.

E eu nunca confiei nele.

Esse � o problema

Milhares deles odeiam os Mau Maus, mas nunca sabemos quem s�o.

- Coitado! - Conseguiu dar o alarme.

N�o!

N�o tenha medo, querida. � s� o Dr. Karanja.

Agora n�o estou com medo.

Mas n�o quero que ele me toque.

Ele j� foi

Mary...

O seu pai...

Est� morto!

N�s �amos para a Inglaterra.

- Procurem. Revistem. - Depressa.

Ela dorme.

� o melhor para ela. Fiz tudo o que podia por ela.

Ela n�o sabia o que estava dizendo, h� pouco.

Sim, sabia.

S� em olhar para mim, ela se encheu de horror.

Foi isso que meu povo fez.

N�o tem nada a ver com voc�. Voc� n�o tem culpa.

Tenho tanta culpa quanto o homem que matou seu pai.

- N�o acredito nisso! - Mas vai acreditar.

Voc� n�o fez nada.

�s vezes, n�o fazer nada � pior do que agir fazendo o mal.

Eu sinto muito.

Depressa, depressa.

Procurem por todo lado. R�pido!

- Inspetor Drummond. - Sim?

Sei quem � Simba.

Sabe, �?

Sim.

� o meu pai.

Isso � uma hist�ria muito convincente para voc�.

Traga aqui.

Por favor...

Se quer uma prova, este � o bast�o do meu pai.

Isso basta

Deixe tr�s homens aqui e leve o resto no jipe.

Sargento, ponha tr�s homens no caminh�o.

Howard, preciso de voc�.

Karanja, lamento.

Saiam, r�pido. Corram.

Cercar.

Sim, Bwana.

Saia.

Onde ele est�? Onde?

Interrogue-as.

Onde est� o seu marido? Aonde ele foi?

Drummond, veja isto.

� a manta dele. Esteve aqui.

Inspetor, fa�a uma vistoria l� fora.

L� vai ele.

Vamos!

A� est� a trilha dele.

Se chegar � floresta vamos perd�-lo.

Vamos l�.

Senhor, ali! Senhor, ali!

A� est� a trilha dele.

N�o atire em Simba.

Vamos.

Voc� o perdeu.

Duvido que eles o achem, mas eu mandei continuar a busca.

Por que n�o me deixou atirar?

Quero ele vivo. Al�m disso, com aquele le�o l�. N�o corria riscos.

Que tem o le�o a ver com isso?

Voc� n�o entende a mentalidade africana.

Segundo eles, se matarem Simba, seu esp�rito entrar� no le�o.

A�, sempre que um le�o rugisse na floresta, os espertalh�es

diriam, aos pobres coitados que era Simba chamando-os para a a��o.

E as coisas j� est�o ruins sem isso.

Pode fazer sentido para voc�, mas par mim n�o faz.

Bem, aqui � a �frica. Aqui faz sentido sim.

Ol�, Dr. Hughes! Cad� a Mary?

Est� na cama, dormindo.

Com o sedativo que lhe dei, deve dormir at� amanh� ao meio-dia.

Era o melhor a fazer.

Acredite.

E a Sra. Crawford?

Ela morreu logo depois que voc� saiu.

Tinha o cora��o fraco.

A vida dela era aqui com o Fred e a Mary.

Ela n�o queria viver sem o Fred.

Quer um conselho de um velho?

N�o ligue se a Mary n�o quiser ver voc� agora.

Em breve voltar� para voc�.

Sim. Gostaria de poder acreditar nisso.

Bwana, Bwana, acorde! Acorde!

Bwana! Acorde!

Bwana!

O que foi? Os criados foram embora.

Fugiram todos no meio da noite.

Espere um pouco.

Sem d�vida, foram todos embora.

Vou arrumar suas coisas j�, Bwana.

- Arrumar? - Para irmos embora.

Olhe, Kimani, se ficar com medo, pode ir. Eu vou ficar.

- Bwana, n�o fique aqui. - Ouviu o que eu disse.

Sim, Bwana.

A prop�sito, onde est� o garoto Joshua?

Ainda est� aqui.

- � melhor lev�-lo com voc� - Sim, Bwana.

Eles fugiram, �? Sim, todos eles.

Bem, voc� n�o foi o �nico.

Metade dos criados da �rea fez o mesmo.

Acha que h� algum perigo?

Sua situa��o � igual a de todos.

Para onde eles foram? Tem ideia?

Lembra-se do que lhe disse ontem � noite sobre o folclore africano?

Aparentemente, funciona nos dois sentidos.

Simba espalhou a not�cia que as balas dos brancos n�o o atingem.

Elas s�o desviadas para o le�o mais pr�ximo.

Lamento n�o poder ajud�-lo com o problemas dos criados.

Tudo bem. Talvez ache algu�m na cidade.

Deve estar cheia.

Tenho de tentar, n�o �?

Ligue para mim quando chegar � fazenda. S� por precau��o.

Certo.

Quero ver o inspetor Drummond.

- De onde voc� �? - Thika.

- O que quer? - Tenho informa��o importante.

Bwana Crawford perdoou-me uma d�vida e quero ajudar.

E o que isso tem a ver? Tem algo de �til?

Diz que Simba est� na floresta em Manowa.

Manowa? E tem muitos homens com ele

Quantos? Mais de cem.

- Como ele sabe? - O cunhado est� com eles.

Por que est� nos informando?

Diz que tamb�m era um deles.

Mas que o Sr. Crawford perdoou uma d�vida que ele tinha.

E agora ele est� envergonhado.

Se formos para Manowa, deixamos este posto indefeso.

Quero dinheiro para uma nova esposa.

Diz que a mulher dele � uma v�bora e que n�o lhe deu filhos.

Com vinte libras vai comprar uma nova esposa.

Assim j� d� para acreditar.

Simba est� em Manowa, deve estar planejando atacar o posto.

- O que acha? - N�o sei.

Talvez ele diga a verdade, mas n�o estou certo.

N�o podemos perder a chance.

Coloque dez homens aqui no caso de um ataque.

Vamos para Manowa j�.

Deixe-me ir.

Ele quer saber se pode receber e ir embora.

Ele receber� quando pegarmos Simba.

N�s pagaremos quando prendermos Simba.

Tenho medo de Simba. Ele tem poder e quero ir para longe.

Ele diz que estar bem longe quando a vingan�a de Simba vier.

Se est� dizendo a verdade, n�o tem nada a temer.

Ele ficar� seguro aqui at� n�s voltarmos.

Ficar� seguro numa das celas. Com Simba preso, nada tema.

N�o sou um criminoso. Sou um homem honesto.

- Posso ver a Srta. Crawford? - Sim.

O Dr. Karanja.

Est� bem.

Desculpe vir aqui. mas eu pensei...

Por que se desculpa?

Acho que sabe por qu�!

Os homens de meu pai mataram seu pai.

E meu pai matou sua m�e.

Sim, eu sei.

Eu lhe disse que era t�o culpado quanto os homens que o fizeram.

Se ao menos tivesse falado antes.

- Podia ter falado antes? Sabia? - N�o tinha certeza.

No meu �ntimo sabia, sim, mas para os brancos � preciso provas.

Queria dizer-lhe isto antes que fosse embora.

Porque sempre tentou compreender-nos.

Mas eu n�o vou embora. Vou ficar com Dr. Hughes.

Estarei no ambulat�rio amanh� de manh�.

- N�o vai para a Inglaterra? - N�o.

Ainda pode trabalhar comigo

Sim.

Obrigado.

Procuro a Srta. Crawford.

N�o tem permiss�o para v�-la.

V� embora, v�.

� importante.

O que foi, Kimani. Quer falar comigo.

Sim por favor. Esse homem me impediu.

- Tudo bem. - Pode entrar Kimani.

� algum recado.

N�o. � que pensei que talvez precisasse de um criado.

Mas voc� trabalha para o Bwana Howard.

N�o trabalho mais para ele.

Voc� fugiu?

Bwana Howard me mandou embora!

Disse: " Kimani saia daqui"

Ent�o pensei que gostaria que trabalhasse para a senhorita.

Porque ele o mandou embora?

- N�o sei. - Deve haver um motivo.

Ele s� disse " Kimani, saia daqui" Foi s�.

Eu lhe digo o que farei.

Levo voc� de volta e falo com ele para readmiti-lo

N�o, n�o. Eu n�o quero voltar. Quero casa nova.

- O que � que voc� fez? - Nada, senhorita.

Ent�o, por que tem medo?

Tenho medo de Bwana Howard.

- Est� mentindo, Kimani. - N�o, � verdade.

Isso n�s vamos ver.

Quatro, tr�s, sete, zero, um por favor.

Entendo. Por favor, informe isso imediatamente. Obrigada.

A linha dele foi cortada.

Deixe-me falar com ele.

Diga-me, Kimani. � melhor voc� me contar. Entende?

- N�o sei de nada. - Eles v�o atacar? Amanh�?

N�o sei.

Conte-me o que sabe dos Mau Maus.

Por favor, sem mais perguntas. Se eu eles me matam.

Se contar o qu�, Kimani?

Quando, Kiman, quando?

Esta noite, depois do escurecer.

- Quando? - Esta noite.

Emerg�ncia! Ligue para a pol�cia! Depressa!

Al�!

N�o. Senhorita, Bwana Drummond n�o est�.

Ele deu ordens estritas de ningu�m sair do posto at� ele voltar.

- Escute aqui. - Tem que me dizer onde ele est�.

N�o poderei dar-lhe o recado se n�o me disser.

Tr�s homens dele aqui. Preciso saber.

Sim, sim obrigada.

Est� em Manowa.

Ele nunca voltar� a tempo. Dentro de uma hora estar� escuro.

Vamos mandar um soldado com Kimani a Manowa pedir ajuda.

- Kimani! - Askari!

Telefonista. Telefonista Telefonista.

Joshua! Voc� fugiu de Kimani e voltou para c�?

N�o � bom ficarmos aqui. Vamos embora.

Joshua, venha. Sente-se aqui.

- Cuidado! - A ponte!

Eu estou bem.

R�pido, tire-o da�.

N�o quebrou nada. Vai ficar bom.

Fique aqui com ele.

Ele precisa dizer ao Drummond para pegar a outra estrada.

Avise primeiro ao inspetor Drummond.

R�pido!

Chegaremos a tempo.

Querido, gra�as a Deus voc� est� vivo.

- Querida! O que faz aqui? - V�o atacar. Kimani disse!

Depressa, temos de voltar!

O garoto est� l� dentro. Eu...

O lugar est� cheio deles.

� melhor pegar isso.

Venha, sente-se.

N�o desperdice muni��o, vamos precisar dela.

Abaixe-se!

Drummond sabe sobre isto.

Est� em Manowa. Mandei avis�-lo, mas n�o sei...

N�o importa. Podemos det�-los um tempo

� melhor ficar aqui!

Gostaria que n�o tivesse vindo.

Tarde demais, querido. Estou aqui para mim � o que importa.

Para mim tamb�m.

Certo. Est� pronto?

Sim, estou.

Que diabos est� fazendo?

Por favor, Sr. Howard. Quero conversar com eles.

Conversar, seu idiota? N�o podemos conversar com selvagens!

Sim, meu pai est� dizendo com que eles se tornem selvagens.

Esta arma � melhor do que palavras.

N�o.

Esta n�o � a solu��o.

N�o v� que a maioria desses homens a� fora

n�o percebem o que est�o fazendo?

Eles s�o meus irm�os, Sr. Howard.

- Acho que ir�o me escutar. - Tem certeza?

- V�o cort�-lo em peda�os! - Talvez.

� suic�dio!

Quer abrir a porta por favor?

Sil�ncio!

Sil�ncio!

Parem! Escutem! Voc�s s�o uns tolos.

V�o para casa.

O que ele diz?

" Voc�s precisam escolher...

se v�o fazer o meu pai manda.

E trazer mais mis�ria e sofrimento ao nosso povo".

Deixe-me explicar.

Os Kikuyu n�o gostam de �dio.

Eu digo a voc�s, meu povo isto errado.

Nunca mais confiar�o nos Kikuyu.

Se somos homens de bem, n�o faremos isso.

Todos os homens s�o iguais.

" Ou ent�o, voc�s me seguem aqueles que forem como eu"

Fa�am a paz de nosso pa�s N�o h� necessidade de �dio.

O povo Kikuyu � pac�fico.

N�o so...

Ele n�o � meu filho.

"Ele � um homem branco"

Ele n�o � meu filho.

"Ele � um homem branco"

Quem quer ser escravo? Matem-no!

Eu n�o tenho? medo. Quem � vosso pai

Matem-no!

Eles n�o me ouviram.

Meu pai.

Fechou o cora��o deles para a verdade.

Alguns deles ouviram. Alguns compreenderam.

Eu ouvi, Karanja.

Talvez n�s n�o mere�amos a paz.

Mas ele..

- Ele n�o fez nada de errado. - N�o

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