All language subtitles for Out.There.Crimes.of.the.Paranormal.S01E02

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Original subtitles

Certo, as c�meras est�o rodando.

Pode se sentar.

Vamos come�ar, Steve.

Nos conte sobre John Ford.

Ele est� em um hospital psiqui�trico.

CENTRO PSIQUI�TRICO DE ROCKLAND

DIAS ATUAIS

John Ford

era completamente obcecado por �vnis.

AMIGO DE FORD

Ele queria que as pessoas soubessem da exist�ncia de alien�genas.

Houve um acidente no parque.

John acreditava que um �vni tinha ca�do no Parque de Southaven

e que o governo estava acobertando.

Esse foi o come�o de tudo.

Os pol�ticos locais, a imprensa, todo mundo

achava que ele era louco.

A cidade e os governos locais estavam fartos do John.

Eles j� n�o aguentavam mais.

E essa foi a forma deles de tir�-lo do caminho.

�VNIS EXPOSTOS

Esta noite, �vnis existem.

De acordo com o depoimento explosivo apresentado hoje ao Congresso,

o governo tem ocultado

um "programa de quedas e apreens�es" h� v�rias d�cadas.

No entanto, John estava absolutamente certo.

Temos os corpos dos pilotos dessa nave?

Algumas apreens�es vieram com materiais biol�gicos, sim.

Ent�o, ser� que John Ford era louco mesmo?

Aqui � John Ford.

Sente-se, por favor.

Tenho uma hist�ria para te contar.

Dizem que tenho defici�ncia mental porque eu�

eu era uma pedra no sapato deles.

Ent�o eles tiveram a ideia de me incriminar com acusa��es criminais.

Mas eu�

eu fui uma�

uma v�tima das circunst�ncias.

PRIS�O POR CONSPIRA��O

A pol�cia descobriu um plano bizarro

para assassinar pol�ticos republicanos em Suffolk.

E a arma? Res�duos radioativos.

13 DE JUNHO DE 1996

John Ford, de 47 anos, que mora na casa,

e Joseph Mazzuchelli, de 42 anos,

que tem uma longa ficha criminal,

foram acusados de conspira��o para cometer assassinato.

O promotor diz que os dois foram gravados falando sobre um plano sinistro

de colocar r�dio no carro de tr�s agentes p�blicos.

MATAR COM MATERIAL RADIOATIVO

N�o demorou muito para percebermos

que um dos nossos piores pesadelos tinha se tornado realidade.

V�rios moradores de Bellport

est�o chocados e assustados com essa reviravolta inacredit�vel.

Muitos ficaram aterrorizados ao saber que algu�m t�o perigoso

morava a poucos metros de dist�ncia.

OUT THERE: CRIMES SOBRENATURAIS

LUZES SOBRE LONG ISLAND

BROOKHAVEN LONG ISLAND, NOVA YORK

As pessoas de Long Island s�o abertas ao sobrenatural e paranormal.

Ouvimos muito sobre isso por aqui.

Quando a gente sai � noite, � maravilhosamente tranquilo,

e podemos observar o c�u noturno.

Comecei a acreditar em �vnis quando eu era jovem.

J� aconteceram muitas coisas estranhas comigo.

Claro, sempre vai ter gente que diz:

"Ele acredita em �vnis. � um maluco."

Sou astr�nomo j�nior h� muitos anos

e conhe�o o meu lugar no universo.

Somos um pontinho min�sculo comparado ao que existe l� fora.

Dizer que somos "os �nicos no universo" � uma afirma��o rid�cula.

Boa tarde, pessoal. Vou apresentar o meu quarto.

PAI, OBRIGADO POR ME AJUDAR

Essa � minha rob�, Ann.

O sobrenome dela � Droide, ent�o o nome dela � Ann Droide.

E, como voc�s devem saber,

� claro que este � o meu rob� de Perdidos no Espa�o.

Certo. Aqui n�s temos uma caixa.

Ela est� cheia de materiais da LIUFON.

"LIUFON" significa Rede de �vnis de Long Island.

REP�RTER DE OVNIS

John Ford � o presidente da LIUFON e meu chefe.

PRESIDENTE DA LIUFON

Nossa organiza��o j� investigou mais de 600 incidentes relacionados a �vnis

na regi�o metropolitana de Nova York

com relatos chegando de lugares t�o distantes quanto a China.

Conheci John Ford muitos anos atr�s.

Eu estava passando por um div�rcio e�

Eu n�o sabia o que fazer, para ser sincero.

E o meu pai disse: "Voc� curte �vnis.

Por que n�o se junta �quela organiza��o chamada LIUFON?"

Respondi: "Parece �timo."

E ent�o eu me tornei o bra�o direito do John.

Vou ler um dos an�ncios especiais do John.

"Queridos membros, ao entrarmos nos meses

de dezembro e janeiro, tamb�m estamos entrando

em um dos per�odos de maior atividade de �vnis.

Este � o per�odo de pico para todo tipo de apari��o,

ent�o fiquem de olho no c�u."

SEU AMIGO, JOHN FORD P.S.: A VERDADE EST� L� FORA!

John escrevia em todas as cartas dele "a verdade est� l� fora".

Em absolutamente todas as cartas.

Esse era o jeito de o John dizer:

"Quero que o mundo saiba da exist�ncia de alien�genas."

Existem muitos, muitos relatos.

Esta � uma foto de um agroglifo.

Esta � uma foto de algu�m tirando fotos

de umas luzes no c�u de Long Island.

Esta � uma foto do meu amigo John Ford.

Sujeito interessante.

John tinha que divulgar isso e fazer com que todos soubessem,

e ele pisou em muitos calos.

Um dia, encontraremos a prova irrefut�vel�

EXCLUSIVO

�que comprovar� a visita��o extraterrestre

ao nosso mundo.

Conheci o John em 1978.

AMIGO DE JOHN

No tribunal criminal.

- Ele era oficial de justi�a. - Ele�

AMIGO DE JOHN

- Sim. - Com a gente.

COMPLEXO JUDICI�RIO

John fazia mais pris�es individuais�

J�RI

�do que qualquer outro oficial de justi�a.

Ele era muito certinho.

John realmente aplicava a lei e a ordem.

Com certeza.

POL�CIA - N�O ULTRAPASSE

Acho que ele ficou mais interessado em �vnis e alien�genas

depois que se mudou para c�.

Eles costumavam ir para a Ba�a de Moriches

observar, supostamente, coisas que vinham do oceano.

- N�s nunca� - �, como eu disse.

Nunca participamos de nada disso.

N�s dois t�nhamos fam�lia.

- Ent�o� - Se bem que eu gostava de Arquivo X.

- Era um bom seriado. - Sim.

Quando o grupo do Ford se estabeleceu,

eu trabalhava em um jornal.

JORNALISTA FREELANCE

Eu era redator e editor l�.

E, na verdade, sempre tive interesse nesse assunto.

Sempre fui um grande f� de fic��o cient�fica.

Me interesso por �vnis, mas, ao mesmo tempo, sou bem c�tico.

E foi isso me levou a conhecer John Ford.

Era a identidade dele. A LIUFON era o Ford, e vice-versa.

POR JOHN FORD DIRETOR, LIUFON

Talvez eu n�o tenha notado logo de cara. Mas, em retrospectiva�

"ENCHEU O C�U. ERA ENORME!"

�Ford sempre alegava que algo estava rolando.

NEGOU E ENCOBRIU

Ele tinha um grupo de �vnis, ent�o precisava haver incidentes.

ACIDENTE COM �VNI

Ele se empolgou.

Tipo, "estou prestes a desvendar um grande mist�rio".

E acho que foi isso que�

o levou a acreditar demais, eu diria.

21 DE NOVEMBRO DE 1985 PORTO DE WASHINGTON E MANHASSET

CERCA DE 610 METROS FORMATO DE DISCO

Quando a equipe da LIUFON recebia chamadas�

ALTITUDE DE 90M E N�O EMITIA SOM

Se algu�m fosse abduzido�

OBJETOS DE SMITH POINT E MASTIC

�se algu�m visse luzes no c�u�

LOCAIS DE APARI��ES

�eles reportavam para n�s,

e ent�o n�s �amos investigar.

Ou, melhor dizendo, o John me ligava, e eu ia investigar.

Entrevist�vamos pessoas que tinham visto apari��es etc.

INVESTIGADOR DA LIUFON

As pessoas sabiam que podiam nos ligar.

Se acontecesse algo estranho, chamariam a pol�cia?

INVESTIGADOR DA LIUFON

A pol�cia chegaria l�,

acharia que eram loucos e iria embora.

A TESTEMUNHA DISSE QUE ERA IMENSO

�amos ao local com contadores Geiger, magnet�metros, tudo que tem direito.

CASO LISTADO COMO DESCONHECIDO

Mas havia muitas coisas estranhas acontecendo em Long Island.

N�o digo que eram extraterrestres, mas eu j� vi coisas

que n�o consegui explicar.

PARQUE DE SOUTHAVEN �REA DE PIQUENIQUE

Isso foi antes do Parque de Southaven.

Era o nosso maior caso,

ent�o dedicamos toda a nossa aten��o a ele.

Foi um grande alvoro�o.

Foi em 1992.

As pessoas no parque viram um clar�o no c�u

e algo em chamas aterrissar no parque.

H� pequenos bairros em volta do parque.

As luzes se apagaram e acederam duas vezes.

Isso � muito raro.

Em Long Island, se algu�m bate em um poste

ou se h� uma queda de energia por algum motivo, n�o acontece mais nada.

POL�CIA - N�O ATRAVESSE

A pol�cia e os bombeiros locais chegaram rapidinho.

Uns tr�s ou quatro batalh�es de bombeiros

de �reas diferentes apareceram.

Depois disso, um pessoal de traje preto chegou

e mandou a pol�cia de Suffolk se retirar.

E ningu�m manda a pol�cia de Suffolk se retirar, mas eles obedeceram.

Quem quer que fossem aquelas pessoas, eram extremamente poderosas.

Eles praticamente fecharam todas as ruas em volta do parque.

Sabe, � um per�metro bem extenso.

Mandar a pol�cia se retirar, ficar de fora,

� porque algo grande aconteceu.

A cidade de Brookhaven explicou que estavam alargando as ruas,

e tiveram que fechar o parque por alguns dias.

Para n�s, isso era uma grande mentira.

JOHN FORD: Eu morava a menos de 2km do Parque de Southaven

na noite em que o disco voador caiu.

N�o sei o que aconteceu com a nave m�e, mas ela estava explodindo.

Os destro�os ca�ram em grande parte de Brookhaven.

Uma nave de reconhecimento caiu em uma estrada de terra.

Dois ou tr�s corpos foram ejetados da nave quando ela caiu.

N�s verificamos

que aquilo batia com a cena na fita de v�deo.

Certo, esta � a fita original

do acidente no Parque de Southaven, a �nica fita que existe.

Est� bem? E n�s recebemos isto de um bombeiro�

IMAGENS REAIS DE �VNI

�do batalh�o de Hagerman, que deseja permanecer an�nimo.

Algumas semanas ap�s o acidente, recebemos isto por correio com um bilhete

dizendo que ele estava assustado e n�o queria mais ter esta fita.

Ele conhecia nossa organiza��o e achava que dever�amos ficar sabendo,

porque poder�amos divulgar para o mundo.

Certo, vamos ver.

O que quer que fosse, estava em chamas.

Est�o vendo toda essa distor��o? Que loucura.

Nossos contatos que reportaram isso

disseram que esse objeto estava seguindo pela estrada principal.

Ele parou, entrou no parque e caiu.

Dever�amos ver� Certo, tem uma �rvore ali. S� um minuto.

Tudo bem. Vejam s�.

Esses caras est�o abrindo sacos.

� algum tipo de saco para cad�ver.

Eles est�o empilhando algo contra a �rvore,

mais ou menos como fariam em um acidente de avi�o.

Se pessoas tivessem falecido, � isso que fariam.

JOHN FORD: A quest�o era�

JOHN FORD: Aonde aquilo foi parar?

Algo havia ca�do no Laborat�rio Nacional de Brookhaven.

LABORAT�RIO NACIONAL DE BROOKHAVEN

� um laborat�rio de pesquisa autorizado federalmente.

E eles instru�ram todo mundo

que esteve na noite do incidente

a n�o comentar com ningu�m.

John acreditava que tinham abatido a aeronave

e estavam fazendo engenharia reversa no laborat�rio.

Que estavam escondendo alien�genas, sim, no laborat�rio.

POL�CIA E AGENTES DO GOVERNO TENTAM SILENCIAR TESTEMUNHAS!

O GRANDE ACIDENTE DE �VNI PERTO DO LABORAT�RIO

Laborat�rio Nacional de Brookhaven.

Um campus de 2.100 hectares a 96km a leste de Nova York

que re�ne tudo.

DESCOBERTA

No BNL, usamos tecnologia para enfrentar os desafios energ�ticos do mundo

e outros desafios cient�ficos de maneiras nunca antes imaginadas.

LABORAT�RIO NACIONAL DE BROOKHAVEN

O Laborat�rio Nacional de Brookhaven foi fundado em 1947.

GERENTE DE COMUNICA��O DO LABORAT�RIO

Ele � mantido pelo Departamento de Energia dos EUA

como um centro de pesquisa b�sica.

N�s realizamos pesquisas que v�o de biologia a qu�mica, f�sica

e ci�ncia ambiental.

Sete Pr�mios Nobel, o que � um n�mero consider�vel.

CORTESIA DO LABORAT�RIO NACIONAL DE BROOKHAVEN

Sempre�

suspeitaram que abat�amos �vnis.

MALAS E DESTRO�OS ENCONTRADOS

O avi�o do JFK Jr. que caiu no Atl�ntico,

as pessoas pensaram que n�s o t�nhamos abatido.

O acidente da TWA no Atl�ntico, a mesma coisa.

O inc�ndio no Parque de Southaven.

O Sr. Ford estava convencido de que um �vni havia pousado l�.

RECUPERANDO CORPOS PERTO DO LABORAT�RIO

OBSERVEM OS TRAJES PRETOS

Ele queria provar que os t�nhamos abatido e os est�vamos estudando.

Isso continuou durante anos.

Se eu divulgasse um comunicado de imprensa

sobre um marco alcan�ado em um acelerador de part�culas�

EXCLUSIVO - BOLETIM!

�ele publicaria que t�nhamos abatido algo.

Se eu divulgasse um comunicado sobre o depto. De biologia estudando DNA,

ele diria que est�vamos estudando DNA alien�gena.

Ele n�o parava de falar das evid�ncias e de como o governo encobria tudo.

Ap�s um tempo, s� diz�amos: "T� bom, John."

Eu tinha visitado o laborat�rio. E, por favor, n�o me entendam mal.

Eles foram extremamente cordiais e muito simp�ticos.

Mas dava para perceber que estavam hesitantes sobre certas coisas.

Eu mencionei uma base subterr�nea,

e uma das mo�as me olhou, deu um sorrisinho, riu,

e mudou de assunto na mesma hora.

Eu trabalhei 37 anos no Laborat�rio Nacional de Brookhaven.

Eu tinha acesso a todas as portas fechadas e trancadas, a tudo,

e nunca vi nada parecido com pesquisas sobre �vnis ou alien�genas.

E sempre me espantou quantas pessoas acreditavam�

e acreditam nessas coisas.

Podem rir se quiserem, mas essa gente leva isso muito a s�rio.

S�o membros da Rede de �vnis de Long Island,

e muitos t�m hist�rias pessoais.

Este homem acha que o governo sabe sobre a exist�ncia de �vnis.

Acreditamos que h� uma opera��o de intelig�ncia secreta em Long Island

relacionada �s apari��es de �vnis.

Quando olhamos para essas fotos, sinceramente, elas n�o impressionam muito.

Achamos que s�o, senhor. Eu acho que s�o significativas.

Ele estava frustrado e tinha um relacionamento complicado

com o governo, para dizer o m�nimo.

Ele alegava que estavam tentando silenci�-lo.

JOHN FORD: Foi s� depois do acidente no parque

e no acidente no Laborat�rio de Brookhaven

que o governo do Condado de Suffolk

come�ou a demonstrar sinais de irrita��o conosco.

Enviamos nossas cartas habituais pedindo informa��es,

mas n�o tivemos resposta.

Isso confirmou nossas suspeitas

de que fizeram contato com alien�genas e que estavam visitando nosso planeta.

� ISSO QUE O GOVERNO ESCONDE H� MAIS DE 47 ANOS

E eles sabiam que, se me levassem a s�rio,

eles estariam�

estariam ferrados, se me permitem a express�o.

John � daqueles que acreditam de verdade.

Ele acredita que essas pessoas s�o pagas e deveriam trabalhar de forma honesta.

Ele participava das reuni�es da cidade.

Ele queria descobrir o que estava acontecendo.

Durante quase 30 anos, John J. Ford, presidente da LIUFON,

tem investigado apari��es de �vnis, abdu��es

e um poss�vel encobrimento desses incidentes.

Ford � membro do partido conservador

e queria usar o encobrimento do governo federal

como plataforma para se candidatar a um cargo de deputado este ano.

Eu vejo

a bagun�a que fizeram na pol�tica de Suffolk.

Eles s�o inescrupulosos, anti�ticos

e criminosos em suas inten��es.

EX-DEPUTADO ESTADUAL

Eu era um pol�tico rec�m-eleito.

Eu representava o Terceiro Distrito Legislativo,

que inclu�a diversos parques e instala��es do condado,

como o Parque de Southaven.

O Sr. Ford e outros indiv�duos acreditavam

que eu, o Sr. Powell e o Sr. Gazzola

est�vamos envolvidos em uma opera��o do governo

para encobrir a queda de um �vni no Parque de Southaven.

Obviamente, n�o estou ciente de nenhum pouso de �vni

no parque ou em qualquer outro lugar.

E nunca falei com o Sr. Powell ou com o Sr. Gazzola sobre nada disso.

Nos encontramos muitas vezes,

mas nunca falamos sobre alien�genas ou acidentes de �vnis no parque,

isso eu posso garantir.

Um pr�dio n�o se mant�m de p� se estiver dividido.

PRESIDENTE DO GOP DE SUFFOLK

E se permanecermos unidos, faremos deste condado

o melhor condado republicano do pa�s.

John era um dos l�deres mais poderosos e bem-sucedidos

que um partido j� tinha visto.

JORNALISTA, NEWSDAY

Powell tinha a reputa��o de ser um pol�tico rigoroso.

Como l�der pol�tico em Brookhaven,

John Powell controlava centenas de empregos.

Empregos no departamento de rodovias, obras p�blicas�

incluindo o Parque Southaven.

Ele era reverenciado pelos homens que o conheciam e trabalhavam para ele.

APENAS VIATURAS

E ele tamb�m n�o recusava um suborno de vez em quando.

Muitos pol�ticos faziam coisas

que n�o deveriam fazer.

Muitas autoridades de Brookhaven eram corruptas.

Brookhaven ganhou o apelido de "Subornohaven".

- Subornohaven, sim. - Brookhaven � Subornohaven.

Chamam de Subornohaven.

SUBORNOHAVEN ESSA PALAVRA EST� SEMPRE EM VOGA

Sempre havia boatos sobre John Powell e o crime organizado,

e n�o dava para fazer neg�cios na �poca sem estar envolvido com ele.

Pol�ticos corruptos n�o querem que vejamos

nada do que eles est�o fazendo, porque isso exporia as falcatruas deles.

Durante meu tempo na LIUFON,

eu me sentia constantemente sob vigil�ncia.

Imagino que o condado de Suffolk desconfiava de mim�

ACIDENTE NO PARQUE

�porque eles sabiam da fita do acidente no parque de Southaven.

Eu escondi a fita na minha casa.

Eles invadiram minha casa como se fosse nada.

O alarme estava ligado.

Eles desativaram o alarme como se fossem profissionais.

Tinha US$1.000 em esp�cie no balc�o. Eles n�o levaram.

N�o levaram nenhuma joia minha. S� estavam atr�s da fita.

Acho que eram membros do governo, sim,

pois acredito que algo aconteceu l�

e eles querem manter isso em sigilo.

Algumas coisas que eu vi, testemunhei e ouvi

n�o eram nada do que eu esperava encontrar na pol�tica.

O n�vel de loucura desses indiv�duos s� aumentava.

John Ford ligava muito para Powell.

Ele fazia refer�ncias ao acidente no Parque de Southaven.

John n�o sabia quando parar.

E, sabe, o Sr. Powell se cansou disso.

Naquela �poca, John morava com a m�e.

Ele adorava a m�e. Cuidava dela.

Porque ele era um bom filho.

Quando a m�e do John faleceu, isso o afetou profundamente.

Depois disso, houve uma mudan�a na personalidade dele.

Sabe, era n�tido que algo estava faltando na vida dele.

Era de partir o cora��o.

Acho que John estava muito vulner�vel.

Acho que ele estava meio perdido e acho que�

Joe Mazzuchelli o influenciou

a fazer coisas que ele n�o devia ter feito.

Joseph Mazzuchelli era meu amigo

desde a �poca do ensino fundamental.

Era um cara meio exclu�do.

Ele era um pouco� N�o tinha muita dire��o na vida.

Joe Mazzuchelli foi � minha casa e demonstrou grande interesse por �vnis.

Ele sabia que eu fazia parte da organiza��o.

REP�RTER DE �VNIS

Ele queria que eu o apresentasse ao John, e fiz isso.

ESCRIT�RIO DO XERIFE DE SUFFOLK

E o fato � que eu disse para John que Joe j� tinha sido preso.

N�o tive nenhum problema com isso, t�? Falei na lata: "Ele pode ser encrenca�

DANO � PROPRIEDADE

�ent�o fique de olho nele."

POSSE DE BEM ROUBADO

JOHN FORD: Joe me chamou para ir conhecer Mazzuchelli.

Ele queria se juntar � LIUFON e virar investigador.

Ent�o eu�

eu fui at� l� e acabamos virando amigos.

John aceitou Mazzuchelli.

Dias ou semanas depois, Mazzuchelli disse para John Ford

que ele era agente secreto do Mossad israelense.

MOSSAD, ELITE ENTRE AS AG�NCIAS DE INTELIG�NCIA DO MUNDO

E disse que Israel estava se unindo a outros pa�ses,

cerca de 40 pa�ses, para tentar revelar o encobrimento de �vnis pelos EUA.

Foi assim que Mazzuchelli atraiu John.

JOHN FORD: Fui abordado pelo Sr. Joseph Mazzuchelli,

que � agente da intelig�ncia israelense.

E ele queria a minha coopera��o para integrar

a for�a-tarefa de �vnis do pa�s dele.

N�o sei qual era o objetivo dele com Ford.

Ele manipulou o John como um fantoche, infelizmente.

Ent�o ele decidiu se mudar para a casa do John.

Primeiro, achei que seria bom.

Por que ele deveria ficar l� sozinho?

John ainda estava se recuperando a morte da m�e.

John achava que ele era seu amigo.

Ele deve ter feito um �timo trabalho em se mostrar como tal.

- Sim. - Acho que John se abriu para ele.

Nos meses seguintes, Mazzuchelli disse a John

que tentariam mat�-lo.

Dizia que havia agentes do Mossad na casa ao lado ou na mesma rua,

cuidando da seguran�a dele.

Falei com John no final de abril,

e ele parecia muito paranoico. Foi quando eu�

Ele disse que pessoas do governo estavam tentando mat�-lo.

Ele parecia totalmente convencido disso.

Adoro o John, mas ele era ing�nuo.

John queria acreditar.

E quando queremos muito acreditar, acabamos acreditando no inacredit�vel.

JOHN FORD: O Sr. Mazzuchelli me disse

que John Powell e Anthony Gazzola

queriam me tirar de cena porque eu estava causando dor de cabe�a

com a divulga��o do caso em Parque de Southaven.

Mazzuchelli passava essas informa��es para Ford,

e Ford emprestava dinheiro e carros para ele.

At� o deixou ficar na casa.

Ele me parece um ladr�o qualquer.

Ele viveu �s custas da generosidade do John durante muito tempo.

Era quase como se fosse um jogo doentio

s� para ele se divertir.

Ele foi inventando cada vez mais mentiras

at� que tudo explodiu.

Mazzuchelli roubou alguns itens da casa do John,

incluindo armas registradas.

Ele vendeu uma arma na rua pra um sujeito chamado Kevin Koch.

JOHN FORD: Entrei no meu quarto

e vi que a gaveta da c�moda estava fora do lugar e bagun�ada.

Fui procurar as armas

e descobri que ele as tinha roubado.

Eu o confrontei, e ele disse que precisava delas para me proteger.

E ele disse: "N�o se envolva."

POL�CIA DE SUFFOLK, 6� PRECINTO

Mas Mazzuchelli n�o sabia que Kevin Koch era informante da pol�cia.

E ele disse para a pol�cia que sabia onde estavam vendendo armas ilegalmente.

EX-ASSISTENTE DE PROMOTORIA

Nosso primeiro contato com John Ford foi pelo informante Kevin Koch.

Conhecemos o nome do Ford

pois uma arma que t�nhamos comprado no in�cio da semana

estava registrada no nome dele.

N�o sab�amos se John Ford tinha tido algum papel na venda daquela venda,

al�m do fato de que ela estava registrada no nome dele.

Naquela altura, fizemos uma escuta telef�nica.

INVESTIGADOR: O suspeito � identificado como Joseph Mazzuchelli.

Distintivo 444, Promotoria de Suffolk.

MAZZUCHELLI: Al�.

KOCH: E a�?

MAZZUCHELLI: Tive uma ideia para acalmar o idiota do John.

KOCH: Qual?

- MAZZUCHELLI: A.38. - KOCH: Sim?

MAZZUCHELLI: Vou devolver.

- Certo. - Sacou?

MAZZUCHELLI: Isso vai acalm�-lo um pouco.

Depois pego de novo. De boa.

KOCH: J� est� no quintal.

MAZZUCHELLI: �, imaginei.

N�o fazia sentido no come�o.

Por que um oficial de justi�a aposentado

se envolveria nesse tipo de atividade?

Mas depois o informante Kevin Koch informou a um policial�

POL�CIA DE SUFFOLK, NY

�que tinha tido uma conversa com John Ford sobre assassinar John Powell,

chefe do Partido Republicano em Suffolk na �poca,

usando material radioativo.

E Ford queria que o informante Kevin Koch

participasse do assassinato

com um outro sujeito chamado Joseph Mazzuchelli.

Em vez de um caso de venda de arma,

era uma poss�vel conspira��o para cometer assassinato.

Foi uma noite muito agitada.

INVESTIGADOR: Hoje � dia 12 de junho de 1996.

O caso se refere � conspira��o para cometer assassinato,

posse ilegal de armas

e explosivos.

MAZZUCHELLI: Al�.

KOCH: John est� pronto?

MAZZUCHELLI: John pegou o pacote.

KOCH: Certo.

MAZZUCHELLI: Ele est� fazendo a coisa certa.

- Certo. - Sacou?

Ele j� tem a m�scara, o cobertor e tudo mais para aquele outro lance.

- Certo. - � muito quente.

KOCH: A parada est� ativa?

MAZZUCHELLI: Muito, pelo que sei.

Beleza. Nos vemos em uma hora.

- Est� bem. Tchau. - Falou. Ciao.

JOHN FORD: O Sr. Mazzuchelli me disse:

"Vamos falar do material radioativo que voc� tem.

Eu gostaria de ver

se � poss�vel usar isso como arma."

Respondi: "Eu duvido.

N�o � t�o radioativo assim.

� s� para recalibrar os contadores de Geiger."

Ent�o ele disse: "Bem, me fa�a um favor.

Quando Kevin chegar, aumente um pouco.

Diga que � perigoso e tal."

Perguntei por qu�,

e ele disse que queria assust�-lo.

Ent�o eu disse: "Beleza, desde que seja s� uma brincadeira."

E ele: "�, tipo isso."

Eu me lembro muito bem do atentado de Oklahoma City.

Se tivessem me dito uma semana antes

que algu�m explodiria um pr�dio federal com fertilizante,

n�o sei se eu teria acreditado ou achado que isso era poss�vel.

Ent�o nunca se sabe.

N�o podemos descartar algo logo de cara,

pois, Deus me livre, mas pode ser que algu�m se machuque gravemente

porque um indiv�duo fez de tudo para ferir outra pessoa.

Ent�o a gente sabia que n�o podia esperar muito para agir.

Porque n�o sab�amos quantas pessoas estavam envolvidas,

quanto material radioativo tinham.

Est�vamos em modo de urg�ncia.

Recebi uma liga��o. Eu conhecia o cara.

Ele disse: "Estamos num chamado PAR.

Este � o endere�o. Voc� precisa vir."

PAR significa "Programa de Assist�ncia Radiol�gica".

� tipo uma equipe SWAT de radia��o. E a PAR responde a incidentes de radia��o.

Os policiais e detetives designados � equipe de resposta se mobilizaram

e um grupo de policiais bolou um plano para que ningu�m se ferisse.

RUA SUNDIAL

Eles tinham o endere�o. Era na Rua Sundial.

Pensei: "John Ford mora por aqui."

Mas o cara que ligou sobre o chamado PAR n�o tinha dito nada sobre �vnis.

"O que est� acontecendo?"

Koch e Mazzuchelli v�o at� a casa de Ford.

Come�am a brincar sobre eliminar alguns pol�ticos.

KOCH: Estou curioso.

Ontem, ele disse que ia colocar a parada no carro do Powell, certo?

Quem � esse tal Powell?

MAZZUCHELLI: � um pol�tico.

Um dos mais influentes de Long Island.

KOCH: O que ele faz?

MAZZUCHELLI: O que os pol�ticos fazem? Nada.

- Sei l� o que os pol�ticos fazem. - Eles n�o fazem nada.

KOCH: Ent�o por que mat�-lo?

MAZZUCHELLI: Porque � um idiota.

KOCH: Por causa dos �vnis?

Sim!

Isso resultou na queda do Ford.

John Ford, de Bellport, e Joseph Mazzuchelli, de Manorviile,

foram acusados de tr�s crimes

de conspira��o de assassinato.

Eles planejavam�

PROMOTOR DE SUFFOLK

�assassinar agentes p�blicos locais.

Nunca ouvi John planejando nada.

Iam colocar o material em pasta de dente�

POLICIAL DE SUFFOLK

�em a�ucareiros e em outros alimentos na casa

acess�veis a qualquer morador.

Nosso papel era garantir que o material estava seguro�

DEPARTAMENTO DE ENERGIA DOS EUA

�e que n�o havia contamina��o.

Acreditamos que Powell

foi o principal respons�vel por mandar o John para longe.

Saber da grava��o

nos mant�m em alerta m�ximo.

Porque John pisou muito no calo dele.

N�o acho que John Ford seria capaz de machucar algu�m.

John era uma pessoa inofensiva.

N�o sabemos o que se passa na cabe�a deles,

e isso os torna mais perigosos.

Acho que John foi incriminado. � uma grande injusti�a.

Solicitaremos que n�o haja fian�a devido � gravidade do crime.

E o caso ser� apresentado ao j�ri de Suffolk.

�REA RESTRITA APENAS POLICIAIS

John Ford nunca tramou contra ningu�m. Ele amava o mundo.

IRLAND�S

O deputado de Suffolk Fred Towle ficou perplexo ao saber que, supostamente,

era um dos tr�s homens que planejavam assassinar.

Fiquei chocado. Me espanta muito�

DEPUTADO

�especialmente em um cargo eletivo,

ter que me preocupar com esse tipo de coisa.

Isso com certeza d� um frio da espinha.

Eu estava no cargo h� sete meses

quando recebi uma liga��o

do ent�o promotor distrital, Jim Catterson.

Nunca queremos ouvir que o promotor est� ao telefone.

Ent�o pensei: "Por que ser� que o promotor est� me ligando?"

Fui informado

de que enviariam policiais para o meu escrit�rio.

Eles achavam que as amea�as eram reais

e que haviam planejado nos matar.

E uma das maneiras que discutiram para nos matar

era colocar r�dio na nossa pasta de dente.

PLANO BIZARRO � FRUSTRADO OS ALVOS ERAM POL�TICOS

Parece quase rid�culo demais para acreditar,

mas acreditem quando eu digo

que era muito cr�vel naquele momento. Lidei com isso pessoalmente.

Embora o suposto plano para eliminar agentes p�blicos

possa parecer loucura,

a fian�a de US$350 mil de John J. Ford

serve como lembrete de que se trata de um caso de tentativa de homic�dio.

JOHN FORD: Bem, vou te contar o que eu sei

sobre o que aconteceu quando fui preso.

Tenho conversado com meu advogado.

N�s acreditamos

que eu fui incriminado.

E tudo foi organizado e orquestrado

pela Promotoria de Suffolk.

POSTO DE COMANDO M�VEL

Acho que n�o foi uma conspira��o relacionada a �vnis,

a expor a verdade sobre �vnis�

ADVOGADO DE FORD

�ou a manter John em sil�ncio sobre suas opini�es a respeito de �vnis.

Houve uma conspira��o, e estava relacionada � pol�tica local.

O promotor estava com problemas pol�ticos.

E havia a sensa��o

de que teria dificuldades para se reeleger.

SUSPOSTOS ALVOS

GAZZOLA, TOWLE E POWELL

Os tr�s alvos desse suposto plano

tinham muita influ�ncia na renomea��o do promotor

e na reelei��o dele.

Ele pegou as informa��es sobre esse incidente,

procurou as tr�s pessoas que tinham muita influ�ncia

no futuro pol�tico dele e fez parecer

que era uma amea�a substancial para eles e suas fam�lias.

Rifles. Facas. Pistolas.

Isso, como um velho soldado, me d� arrepios.

- John colecionava armas. - Sim.

Ele tinha mais de 50, todas registradas.

E a pol�cia as confiscou.

- N�o estavam no mandado. - E eram legais.

Eles tamb�m levaram toda a papelada da LIUFON.

- Sim, os �udios, tudo. - Anota��es. Tudo.

Nada disso estava listado no mandado de busca.

Levaram tudo o que conseguiram.

N�o demorou muito para percebermos

que um dos nossos piores pesadelos tinha se tornado realidade.

Ford dizia coisas absurdas, tipo�

"Vamos colocar r�dio na pasta de dente de fulano,

na lasanha do Gazzola."

Isso parece um jeito plaus�vel de matar algu�m?

O r�dio n�o � uma arma eficaz.

At� o governo disse que leva anos.

O curioso � que r�dio n�o � uma boa arma.

N�o d� pra fazer uma bomba e, mesmo que seja ingerido,

levar� muito tempo para fazer mal.

N�o h� amea�a � sa�de para o bairro.

Pelo que sei, como descobrimos semanas depois,

a quantidade de r�dio que ele tinha n�o era significativa.

Se ele estava ou n�o escolhendo um m�todo

para matar algu�m, o fato � que ele queria matar.

JOHN FORD: Eu estava falando em tom de ironia.

Eles levaram aquelas conversas a s�rio.

N�s est�vamos brincando.

S� est�vamos brincando.

Acho que Jim Catterson era um extremista

que faria o que fosse preciso

para alcan�ar o que ele acreditava ser a coisa certa.

AGENDA MORTAL PROVAS INDICAM UMA CAMPANHA MAIOR

Acho que se os tr�s alvos desse suposto plano

n�o fossem os tr�s pol�ticos proeminentes

respons�veis por reeleger o promotor,

nunca teria havido uma acusa��o.

Para mim, essa � a conspira��o

que colocou John onde ele est�.

Eu passei muito tempo nesse caso,

analisando as fitas,

preparando as testemunhas,

analisando todos os diferentes aspectos.

Eu seria capaz de convencer um j�ri

de que essa era a inten��o dele.

Era isso que ele queria. Ele falou s�rio quando disse aquilo.

F� DE �VNIS INAPTO PARA JULGAMENTO

Mas o caso tomou um rumo em que psiquiatras foram envolvidos

para entender qual era o estado metal dele.

No estado de Nova York, voc� n�o pode ser condenado por um crime

a menos que tenha a inten��o criminal de comet�-lo.

Pelo estado mental do John,

ele n�o conseguiria formar essa inten��o criminal.

Ele foi enviado para o centro psiqui�trico Mid-Hudson

e, periodicamente, eles verificavam

se ele era capaz de entender as acusa��es contra ele.

Avalia��es psiqui�tricas mais profundas revelaram doen�a mental.

CENTRO PSIQUI�TRICO MID-HUDSON PACIENTE: JOHN FORD

RELAT�RIO PSIQUI�TRICO FORENSE

DIAGN�STICO EIXO I: TRANSTORNO ESQUIZOAFETIVO

EIXO II: PERSONALIDADE PARANOIDE

Para n�s, John Ford nunca demonstrou sinais de insanidade.

Ele n�o � louco. � surpreendente que ele tenha mantido

seu comportamento dessa forma durante tanto tempo.

Hoje, John Ford � residente do Centro Psiqui�trico de Rockland,

o que chamam de "institui��o de seguran�a".

JOHN FORD: Estou encarcerado h� 27 anos.

Eles v�o dizer

que estive aqui durante 27 anos como algu�m com doen�a mental ou sei l�.

N�o h� nada de errado comigo.

Eles fizeram isso

para me tirar de cena.

E eu n�o tenho nenhum remorso por processar esses vagabundos.

Porque � isso que eles s�o: um bando de vagabundos.

E n�s vamos process�-los quando eu sair daqui.

Temos que sentir pena pelo que ele teve que passar

ao longo dos anos, estando isolado assim.

Ele era s� um cara legal

que queria muito acreditar em situa��es

nas quais ele seria o her�i.

John Ford n�o poderia saber que, por conhecer o tal Mazzuchelli,

ele seria preso alguns meses depois.

Existe a possibilidade clara

de que Joseph Mazzuchelli explorou John Ford.

Ele era um desajustado.

Era algu�m que vivia �s custas dos outros, se aproveitava das pessoas

e fazia qualquer coisa para descolar uma grana.

N�o importava quem fosse ferido ou sofresse uma perda.

Ele s� se importava com ele mesmo.

At� onde sei, Mazzuchelli cumpriu alguns anos de pris�o, foi solto

e, pelo que me disseram, ele morreu recentemente.

Na �poca do caso John Ford,

John Powell estava sendo investigado, e ele sabia disso.

Muitas vezes, quando as pessoas est�o sendo investigadas,

elas gostam de desviar a aten��o.

"N�o olhem para c�! Olhe para aquela coisa brilhante ali."

E todos os rep�rteres que cobriram essas hist�rias

n�o estavam prestando aten��o no John Powell

e muito menos no Fred Towle.

Um dos pol�ticos mais poderosos�

3 DE DEZEMBRO DE 1998

�foi preso esta tarde.

John Powell, presidente do Partido Republicano de Suffolk,

chegou ao tribunal algemado.

John Powell foi investigado por aceitar um suborno de US$20 mil

para permitir que empresas de coleta despejassem res�duos ilegais no aterro.

Ele foi condenado e foi preso.

Um deputado fez um acordo

e renunciou como parte de uma investiga��o sobre corrup��o pol�tica.

O deputado do Condado de Suffolk Fred Towle Jr.

confessou ter aceitado um suborno de US$10 mil

e desviado doa��es da campanha para uso pessoal.

28 DE MAIO DE 2003

Ele pode pegar de dois a seis anos no julgamento.

Acho que as �nicas duas pessoas

a quem teremos que prestar contas seremos n�s e a Deus.

Cumpri a pena que foi estipulada.

Fiz o que foi preciso para consertar as coisas

e segui em frente com minha vida.

Uma das coisas interessantes sobre o caso

� que tanto John Powell quanto Fred Towle foram condenados por crimes.

Se olharmos bem, tecnicamente, John Ford n�o tem uma condena��o criminal.

Mas, novamente, isso n�o anula o fato de que ele pode ser perigoso.

Estas s�o cartas do John para mim. Todas estas cartas.

Basicamente me atualizando sobre o que est� acontecendo,

coisas que gostaria que eu fizesse.

Esta � de 11 de dezembro de 2005.

"Caro Steve, obrigado por sua carta. Tenho problema para te contar.

Tanto meus m�dicos quanto psic�logos

me disseram que consideram minhas cren�as sobre �vnis

respons�veis pela minha instabilidade mental delirante.

Os m�dicos querem que eu me afaste da organiza��o,

renuncie como presidente

e n�o retome a pesquisa sobre �vnis quando eu sair daqui."

E ele encerra com "seu amigo, John Ford".

N�o sei se acreditar em �vnis

seja motivo para manter algu�m em um hospital psiqui�trico.

Quero dizer, h� muitas pessoas que acreditam em �vnis.

Se j� fomos visitados por vida extraterrestre? � poss�vel.

N�o posso descartar isso. N�o tenho como provar ou refutar.

Ele deve ser solto em dois anos.

Na verdade, em menos de dois anos.

Espero que ele seja solto mesmo.

Tony West tem me dito isso h� 20 anos.

E, todo ano, eu digo para o Tony:

"Ele deveria ter sido solto, mas n�o foi."

Mas o Tony � o tipo de pessoa que ainda acredita.

A menos que o John arranje um advogado decente,

ele vai, desculpem a express�o, bater as botas naquele hospital.

Eu estava conversando com um amigo que tomou caf� com John Ford duas vezes.

Ele � rep�rter e foi muito desdenhoso. Disse que John era louco.

Mas o fato � que uma pessoa pode ser louca e ainda assim estar certa.

O Congresso est� realizando hoje a primeira audi�ncia

sobre, vejam s�, objetos voadores n�o identificados.

Pela primeira vez desde a d�cada de 1960,

membros do subcomit� de Intelig�ncia da C�mara

e altos funcion�rios do Pent�gono est�o discutindo sobre �vnis.

Quando nos aproximamos do objeto, a cerca de 800m dele,

ele acelerou rapidamente e desapareceu.

60 MINUTOS

�vnis, objetos voadores n�o identificados, existem?

�VNIS EXISTEM

O governo j� declarou que eles existem.

N�o sou eu que estou dizendo, � o governo dos EUA.

INCIDENTE COM �VNI EM LAKESHORE

Est�o vendo coisas n�o identificadas.

Acertei! Olha essa coisa!

Est�o indo contra o vento. O vento est� a 220km/h vindo do oeste.

Temos os corpos dos pilotos dessa nave?

Algumas apreens�es vieram com materiais biol�gicos, sim.

JOHN FORD: Eu penso o seguinte.

Pode ser porque n�o conseguem mais manter isso em segredo.

Existem provas demais.

Mas, infelizmente, estou preso aqui.

Ainda me consideram perigoso.

E se op�em a qualquer movimenta��o para me reintegrar � sociedade.

Porque eles s�o mentirosos e criminosos.

Quando eu sair daqui,

terei muito trabalho pela frente.

E�

Eu pretendo renovar a LIUFON.

Porque o governo est� encobrindo muito mais coisas.

Contem a verdade

e sejam transparentes.

Porque eu�

eu sei�

que eu n�o sou louco.

A verdade est� l� fora.

Legenda: Ana Paula Badar�

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