All language subtitles for Dario.Argentos.World.Of.Horror.1985.720P.BLURAY.X264-WATCHABLE.por

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Original subtitles

O MUNDO DE HORROR DE DARIO ARGENTO

Vermelho é minha cor favorita, devido aos sonhos.

Isso porque meus pesadelos são vermelhos.

O vermelho também é a cor da paixão e da alegria.

Está sempre presente na viagem às profundezas do inconsciente.

O vermelho também é a cor da raiva e da violência.

Quem é você, afinal? Como é alguém que faz filmes de terror?

Meu nome é Dario Argento. Não há mais nada...

- para dizer. - "Eu tinha seis anos."

Depois do jantar, dei um beijo de boa noite em meus pais e fui para a cama.

O caminho entre o jantar e o quarto parecia interminável para mim.

Era um corredor longo e escuro com muitas portas nas laterais.

No final disso, ali estava meu quarto.

Cada porta entreaberta por onde passei...

representava uma ameaça e um perigo sombrio para mim.

Tive uma sensação de medo.

"Meus pesadelos são provavelmente resultado disso."

Com esta recontagem, Dario Argento abre as portas dos seus sonhos

e nos leva numa viagem ao mundo dos seus filmes.

Apertem os cintos, pois não é apenas uma jornada rumo ao medo

mas em seu próprio terror.

Uma viagem ao universo do único e inimitável Dario Argento.

Esta é uma das fases mais precárias da

produção de Suspiria: A fase da mixagem de áudio.

Suzy, a protagonista do filme, interpretada por Jessica Harper...

está no centro deste conto de bruxas que é acompanhado musicalmente...

por um carrilhão diabólico e incessante da banda Goblin.

Assim que a música acabar, você ouve as vozes dos goblins novamente.

Está bem? Pronto para a projeção?

Você está pronto? Vamos!

Pode ir!

Não me deixe sozinha! Não durma!

Esta é a chave para descobrir onde os professores vão à noite.

Noite passada Eu os ouvi.

Eu anotei tudo.

- Suzy, o que você sabe sobre bruxas. - Bruxas.

Dario é um dos poucos diretores visionários do mundo do cinema.

E como, na minha opinião, as visões são o aspecto mais interessante da produção cinematográfica.

Sempre quis trabalhar com ele.

Um dia ele me ligou, e juntos pensamos em...

como dar a este filme um visual que não se via há muito tempo.

Decidimos filmar em Technicolor.

Na Suspiria queríamos empregar o mais recente processo Technicolor:

As matrizes nas cores primárias são criadas a partir de um único negativo

copiando cada uma para uma matriz sensível a azul, verde e vermelho

de acordo com a intensidade de cor desejada.

Teoricamente você poderia até deixar de fora uma das cores.

Essa foi para mim a única opção de gravar um filme com aparência diferente.

O interior do carro foi totalmente reconstruído em estúdio.

Adicionamos trovões, chuva e assim por diante, toda a paleta de efeitos especiais.

Usamos holofotes muito potentes, bem como os habituais géis laranja e azuis.

Neste caso também os amarelos representando os postes de iluminação.

Há um close com uma dimensão completamente diferente.

Por um breve momento você pode pensar que a tela era tridimensional.

Exijo duas coisas.

Primeiramente, todos os efeitos devem ser realizados durante a filmagem principal.

Tivemos que abandonar a ideia

para fazer truques ou efeitos especiais na pós-produção.

Dario concordou que todos os efeitos deveriam ser feitos durante a filmagem.

E a sequência que ficou em primeiro lugar na pauta

foi o cenário na praça de Munique.

Porém, iluminar esta praça não foi o único desafio técnico.

A iluminação era um aspecto,

mas a filmagem com a câmera também não foi isenta de problemas.

Calma.

Quem está aí?

Quem está ai?

Quem está aí!

Alguém está ai.

O que está acontecendo?

Quem está aí?

Dario queria transmitir a sensação de que algo está caindo sobre o ator.

Era para parecer muito ameaçador.

Fixamos a câmera em um cabo de aço fixado ao solo.

A câmera então caiu em queda livre de uma altura de 30 a 40 metros.

O mecanismo lembrava o de um teleférico de aço.

No chão havia um sistema de gatilho eletromagnético.

Ao toque de um botão, a câmera deslizava para baixo.

Sob tensão, ela subia de novo

para que a câmera não se espatifasse no chão

e a filmagem poderia ser realizada.

No final, foi uma bela filmagem noturna vista de cima

isso deu a sensação de que o ator estava prestes a ser esmagado.

Quem está aí?

Você sabe por que faço filmes? Imagine só...

Faço filmes porque quero ser amado.

Isso também explica o tipo de diálogo que estou tendo com o público.

Não só com o italiano, mas com todos eles.

- Você quer ser amado por quem? - Não importa.

Simplesmente amado.

Existem muitos motivos pelos quais alguém está fazendo algo.

Por que você, como artista, expressar-se de uma determinada maneira.

Existem muitos incentivos.

Por um lado, pode ser poder, para o outro é dinheiro ou outra coisa.

Muitas vezes me perguntei por que estou fazendo isso.

Basta perguntar aos meus colegas, não apenas no mundo do cinema

mas também outros artistas ou pessoas em geral

por que eles estão fazendo determinada coisa. Eu mesmo sei exatamente por quê.

Faço o que faço porque quero ser amado.

Elena.

Dê-me o poder!

Morte!

Dor! Dor!

Morte!

Eu disse, morte!

A experiência dos nossos irmãos nos alerta

para não incomodar mentes profanas com o nosso conhecimento.

Eu, Varelli, arquiteto em Londres, conheci as Três Mães

e para elas criei e construí três casas.

Uma em Roma, uma em Nova York, e a outra em Freiburg, Alemanha.

Descobri tarde demais que desses três lugares

elas governam o mundo com dor, lágrimas e escuridão.

Cinema...

Essa é a minha profissão que exerço desde muito jovem.

Na minha mente, o filme é o sonho final.

É algo que pode atrair o público ou qualquer outra pessoa.

O quão interessante o criador de um filme realmente é, na minha opinião,

está no fato de quão interessantes são seus sonhos, pesadelos ou ilusões.

Senhor?

Com licença.

Senhor, me desculpe.

Não consigo encontrar a saída.

A outra porta.

- O livro! - O que?

"Eu estava em um show de Emerson, Lake & Palmer'"

lembra Argento.

"Gostei especialmente de um solo de Keith Emerson."

O tecladista encerrou o solo

enfiando facas sólidas entre as teclas de seu órgão.

Assim ele criou sons incomuns e únicos.

Emerson escreveu a música do meu filme em tempo real...

enquanto ele projetava as imagens em câmera lenta.”

Argento foi ao extremo, direto para o inferno.

Mães... madrastas que não dão à luz a vida.

Três irmãs... amantes dos horrores da humanidade.

Tenebre poderia ser uma sequência de Suspiria e Inferno...

pelo menos no que diz respeito ao título.

Na realidade, porém, o filme contradiz muito o título

já que é um local bastante ensolarado, filme brilhante e com infusão de luz.

Neste caso, o título refere-se às trevas da alma

para os lados sombrios que você carrega dentro de você, claro.

Aqueles que se desenvolvem profundamente dentro de nós e acabam se tornando o monstro,

isso está em todos nós,

e às vezes mostra o seu lado cruel e sanguinário.

De qualquer forma, o filme é uma espécie de banquete totalmente caprichoso e colorido.

Graças ao a Argento tive a oportunidade

de utilizar um carrinho francês chamado "Louma Crane".

É basicamente um carrinho com uma coluna e braço longo.

O que há de especial nisso é que a câmera está fixada naquele braço

e é extremamente móvel devido a vários giroscópios.

Isso não seria possível com um braço normal.

A câmera pode ser elevada até sete metros de forma muito flexível.

Fizemos um travelling que nos permitiu filmar do telhado de uma casa.

Além disso, desta vez o objetivo era virar as estruturas narrativas típicas de cabeça para baixo.

Não queríamos fazer uma filmagem comum no ambiente habitual.

Então a câmera sai da casa por uma janela

subimos até o telhado e de lá voltamos para a casa do outro lado.

Foi assim que mudamos de perspectiva.

Silêncio!

Sua garota pervertida. Uma garota suja e pervertida.

Isso é o que você é.

Estou aqui dentro do armazém do “Arco 2”.

Estamos recebendo os equipamentos para nossos filmes.

Por exemplo, os inúmeros cabos elétricos e outros.

Ou nossos milhares de holofotes e projetores.

Assim como nossos carrinhos:

Grandes e pequenos, carrinhos de tamanho médio ou elétricos.

Aqui você pode ver os projetores e muitos cabos.

Também receberemos três câmeras Panaflex com lentes de foco suave.

Você não pode dizer se elas são americanas ou japonesas.

É um mistério.

Estou aqui porque amanhã devem começar as filmagens do meu novo filme.

Ou melhor, definitivamente começará amanhã, em Zurique.

É por isso que os caminhões estão sendo carregados.

Temos 450 efeitos especiais conosco

que serão usados para Phenomena.

Eu sinto que...

Não sei, gostaria de estar alegre, mas me sinto um pouco triste.

Estou preocupado com dúvidas.

Fico me perguntando se consigo fazer esse filme.

Pare!

Pare!

Você se esqueceu de mim!

Mas há uma coisa que não podemos levar conosco.

É um guindaste enorme que você não encontra em nenhum lugar da Itália.

Encomendamos em Munique e está sendo entregue em Zurique.

Preciso deste guindaste para a primeira cena do filme.

Eu queria...

para ter a possibilidade...

de fazer uma filmagem através de uma enorme floresta com a ajuda deste guindaste

e filmar uma pequena, casinha isolada do outro lado.

Tem alguém em casa?

Por favor! Sou estrangeira.

Eu me perdi.

Tudo o que tem a ver com insetos foi conseguido graças ao trabalho minucioso

de um grupo de entomologistas supervisionados por Maurizio Garrone.

Ele trabalha para Argento como especialista em animais há dez anos.

A abelha foi sedada com éter

para realizar uma operação microcirúrgica complicada nele,

durante o qual o ferrão é amputado sem ferir órgãos vitais.

Após a cirurgia, a perna do inseto

estava amarrada a um fio de náilon bem fino,

que nos permitiu “controlar remotamente” o animal.

Estamos em Zurique.

"Phenomena, cena 9/5/1. Interior Mercedes.

A abelha voa para o braço de Jennifer."

Essa é a cena que estamos fazendo.

O teto do Mercedes foi serrado

e lembrou uma lata de sardinha aberta.

Uma caixa colocada e fixada no teto alargado

cortado como esconderijo de Garrone para mover o inseto

para que pudéssemos obter as cenas desejadas.

- Rodando! - 9/9, terceiro.

Ação!

De qualquer forma, conosco você estará em boas mãos.

Tenho certeza que você se sentirá confortável em nossa escola.

É uma das melhores de toda a Europa.

Em primeiro lugar, todos nós falamos a sua língua.

Além disso, nosso programa de ensino é baseado no americano.

Uma abelha! Cuidado!

- Não! Não, o que você está fazendo? Pare com isso! - Vá embora!

Deixe ela em paz! Insetos nunca me machucariam,

porque eu os amo.

- Você ama insetos? - Sim.

Eu amo todos os insetos.

Como tive a ideia do filme, a ideia com os insetos?

Bem, a ideia surgiu há um ano, enquanto eu estava de férias em uma ilha.

Eu estava ouvindo música no rádio quando o noticiário começou.

Disseram que a polícia nos EUA

conseguiu pegar um assassino com a ajuda de insetos.

Existem moscas, por exemplo, que são atraídas por cadáveres.

Poucas horas após o assassinato de uma pessoa, as primeiras moscas pousam no corpo.

É curioso que os insetos atuem basicamente como investigadores, certo?

Então comecei a procurar a fonte dessa notícia.

Então mergulhei mais fundo neste assunto

e descobri que os insetos são, de fato, excelentes detetives.

Eles podem realmente ser úteis na resolução de certos crimes.

Se, por exemplo, uma bala for disparada por uma arma dentro de uma sala

as asas de algumas borboletas em particular se quebram.

Suas asas são muito frágeis.

A partir disso pode-se concluir se um tiro foi disparado ou não.

Mas há muitos mais aspectos nisso

isso me inspirou a fazer Phenomena.

Jennifer Connelly, de 13 anos, a protagonista de Phenomena,

tem o dom incomum no filme de poder se comunicar com insetos.

Dario queria insetos de verdade

e não queria recorrer a efeitos ópticos ou algo parecido

para gerar um grande número de moscas.

Eles deveriam atacar o colégio assim que Jennifer falasse com eles.

A cena deve parecer real.

Na verdade, eram moscas reais, seis milhões delas.

As janelas foram equipadas com vidros duplos hermeticamente fechados.

Abaixo delas havia grandes caixas com dois buracos

através do qual as moscas foram empurradas para dentro com um pouco de esforço.

Eu te amo. Eu amo todos vocês.

Despertar dos Mortos é um filme produzido por Dario Argento em 1978.

Foi dirigido por George A. Romero.

É uma explosão de música e efeitos especiais.

"Não há mais espaço no inferno."

Algo que meu avô costumava nos contar.

Você conhece a Macumba?

E Vodu...?

Meu avô era padre em Trinidad.

Ele costumava nos dizer: “Quando

não há mais lugar no inferno...

os mortos caminharão pela terra."

Levante a cabeça dela!

Levante a cabeça!

Levante a cabeça dela!

Esperem um pouco, seus maricas! Estamos chegando preparados.

Tenham um pouco de paciência.

Vamos, todo mundo pegue uma arma!

Steven!

Quando as portas se abrirem, haverá milhares de zumbis aqui.

Isto os manterá ocupados.

Esses caras cuidarão deles para nós.

Tom Savini, o artista de efeitos especiais de Despertar dos Mortos.

- Nunca viu um pente antes? - Ator e dublê.

Savini foi fotógrafo de guerra no Vietnã.

“Eu estava andando por um caminho", ele nos conta, "quando de repente pisei em um braço.

Um vietcongue foi morto por um dos meus amigos.

Quando ele caiu, uma bomba que ele carregava explodiu e o explodiu em mil pedaços.

"Muitas coisas que você pensa para um filme, Eu vi com meus próprios olhos."

Tudo isso parece um campo de batalha.

Destruição.

Guerra.

O mundo do cinema de hoje se assemelha cada vez mais a uma guerra ou a uma batalha.

Você deixa sua família, noiva ou amante para trás,

e embarca em uma aventura por seis meses ou um ano

que às vezes não tem proporção com a história que você quer contar.

Você viaja para países estranhos.

Não sei por que isso acontece com os filmes hoje em dia.

Claro, é melhor em comparação com os tempos

quando os atores contavam suas histórias políticas em cenas divertidas.

Os filmes que você filma hoje são mais divertidos.

É basicamente como partir para o serviço militar.

O que temos aqui é um helicóptero que caiu em uma sala de cinema.

Isso foi para um filme que produzi e escrevi o roteiro

e foi dirigido por Lamberto Bava.

Estou falando sobre Demons.

Em um tempo, nos anos 60 e 70

quando você tinha uma cena em que um helicóptero deveria colidir com uma sala de cinema

eram utilizados pequenos modelos ou gerados efeitos ópticos, e assim por diante.

Você teria se servido das ferramentas do cinema de antigamente.

Considerando que hoje, você usa um helicóptero de verdade para isso

e o joga em um cinema.

Parece apenas uma pequena diferença.

Mas a diferença em relação ao cinema antigo só pode ser medida em anos-luz.

Mesmo que hoje a sua fantasia não esteja limitada de forma alguma...

as representações em si têm que ser reais e implacáveis.

Margery!

Margery!

Me ajude!

- Sim, esses gritos são reais! - O que você está dizendo? É o sistema Dolby.

Estou te dizendo, tem alguém gritando atrás da tela!

Merda!

Para fazer o efeito especial dos dentes que emergem

precisamos de uma impressão do rosto e dos dentes do ator,

que fornece o formato real de seus dentes e rosto.

Nestes moldes feitos de látex ou resina, as deformidades desejadas são modeladas,

que combinam perfeitamente com as características faciais do ator.

Vejam!

Não pode ser! Olhem suas costas!

Sergio Stivaletti é o responsável pelos efeitos de maquiagem em Phenomena e Demons.

Stivaletti sempre começa com um esboço

com base em fatos e documentações científicas.

O estudo dos movimentos e da anatomia

é a base para estas criações especiais.

O roteiro de Phenomena exigia uma criatura verdadeiramente monstruosa.

Era para ser muito pequena, mas não poderia ser uma criança.

Já que a maquiagem consistia em uma pesada prótese facial,

uma criança de certa idade não aguentava o peso disso.

Então com Davide Marotta foi escolhido um anão

que teve que sucumbir a longas e extenuantes sessões de maquiagem.

Este é um dublê mecânico que foi feito para a cena subaquática.

A água, que é a base dos efeitos, estava aquecida

e coberta com uma manta de vermiculita.

É um material natural semelhante à serragem

e com coloração e tratamento adequados

cria a impressão de uma massa semelhante a vermes em movimento.

Esta massa de gelatina de aparência podre estava acabada

com uma mistura de iogurte, chocolate e hortelã.

O cenário foi completado com restos humanos

caixa torácica, bem como braços cortados e pernas.

A mobilidade dos dedos de uma mão era proporcionada por um esqueleto metálico

cujos tendões foram replicados com bainhas e cabos.

Abra! Abra a porta!

Os assassinatos desempenham um papel importante em meus filmes

e são lindamente executados.

Ninguém deveria ficar ofendido porque Usei a palavra “lindo” neste contexto.

Afinal, todo mundo sabe que os assassinatos nos filmes não são reais.

Ninguém morre realmente e o sangue é produzido quimicamente.

Portanto, posso dizer que eles são lindamente feitos.

Eu literalmente celebro os assassinatos, como se cada um deles fosse uma festa.

Do ponto de vista técnico, Eu coloquei muito esforço neles.

O mesmo vale para o enquadramento e os movimentos dos atores.

Em momentos como estes deixei minha criatividade correr solta.

Quem é você?

Quem é você? Responda!

Responda!

Corta!

Se vocês verem uma mão enluvada nos meus filmes

ou uma sombra, geralmente sou eu.

Algumas pessoas podem até me reconhecer.

Mas não faço isso por exibicionismo

mas porque já sou um especialista nessas coisas.

Isso me faz rir, mas sou realmente um especialista neste campo.

Afinal, faço esses filmes há muitos anos.

Então eu sei o que precisa ser feito.

Para ser honesto, eu também seria um bom assassino.

Durante atos extremos, como por exemplo

uma relação sangrenta entre uma vítima e seu algoz

ainda há um aspecto sensual ou erótico presente.

Desde que você não leve tudo a extremos.

Mas há algo que liga os dois atos,

o ato erótico e sanguinário, aquilo é.

A faca é um símbolo fálico como todos sabemos.

Portanto, há uma interação entre os dois orgasmos:

Entre o orgasmo da morte e o orgasmo sexual.

Não!

Não! Não!

Não! Não!

No meu primeiro filme, O Pássaro das Plumas de Cristal

o protagonista é interpretado por Tony Musante.

Além do fato de que ele não era simpático comigo

também havia uma grande distância entre nós dois.

Para mim ele parecia um peixe em um aquário.

Uma pessoa com quem você não se importa e não sabe o que fazer.

Alguém por quem você se sente indiferente.

Na verdade, no início imaginei-o entre as duas portas de vidro

como se estivesse preso dentro de um aquário.

É bastante assustador.

Se alguém aparecesse aqui, Eu provavelmente fugiria

e deixaria você para trás.

Mas não vou largar você.

- Que silêncio sepulcral. - Sim, é literalmente isso.

Mas há algo aqui.

O que?

- Você ouviu alguma coisa? - Sim.

Não se mova.

Pode ter sido um gato.

Meus três primeiros filmes foram: O Pássaro das

Plumas de Cristal, O Gato de Nove Caudas

e Quatro Moscas no Veludo Cinza.

O animal em cada título tem, se você quiser

uma formação quase psicológica.

Representa o animal ou a fera dentro de nós.

O instinto que triunfa sobre a racionalidade humana

o que é possivelmente ainda mais tolo que o instinto animal.

Vai!

Planos de ponto de vista ou planos subjetivos são muito importantes em meus filmes.

A câmera olha, por assim dizer, através dos olhos de uma pessoa.

Você acompanha os movimentos dela na cena e vê como ela se aproxima dos objetos.

Às vezes eu uso uma câmera nova para isso, chamado de steadicam,

que foi projetado para filmar essas tomadas de ponto de vista.

Isso permite que você se projete

sobre o que está acontecendo, porque a lente transparente

essencialmente se torna o olho do público.

Você, como espectador, é sugado para dentro da cena, você pode se movimentar nela

e aproximar-se de objetos e pessoas.

Você também se tornará aquele que mata ou é morto.

A câmera é uma mestra do movimento:

ela gira, empina, abandona todo mundo

para invadir lugares escondidos, sonhos ou meandros sombrios.

Estes são os ambientes do assassino, onde não há ar

e não há lugar para ninguém, exceto para o espectador.

É aqui que se forma a extraordinária simbiose entre o assassino e o público.

Perguntei, que tipo de movimento?

Isso é difícil de descrever.

É como se alguém se levantasse e fosse embora.

Mas como eu disse, foi mais uma impressão.

Com as luzes não é...

O sonho que está ligado ao mistério das trevas

é o único grande canal através do qual o homem se comunica com o reino das sombras.

O sonho é o espelho daquela câmara misteriosa...

o espírito adormecido projeta.

Não!

Com certeza não precisei procurar muito.

O que está dizendo? Ficou louco?

Era você quem eu esperava, Nina.

Você também matou Dalia.

A última coisa que Dalia viu foi o seu medalhão balançando.

Você fez isso! Foi você! Foi você que fez isso!

Tire suas mãos de mim!

Por que?

Por que?

Porque você é muito parecido com ele.

Quem?

O primeiro tiro acertou seu braço, hein?

Isso dói.

Eu sei o que é sofrer.

Parada!

Eu vim o mais rápido que pude.

Ela é louca. Ela é completamente louca.

Agora entendo o significado do meu sonho.

Percebi que não sou eu quem está condenado à morte.

Não sou eu. Nina!

O assassino em um filme de mistério ou um giallo...

é um personagem muito odiado.

Mas isso é especialmente verdadeiro para os filmes do passado.

Nos últimos anos ou mesmo décadas, no entanto

o público simpatiza muito com o assassino.

Quando um filme está prestes a terminar, eu sempre observo

que todos os telespectadores estão torcendo pelo assassino.

Não porque eles querem que ele mate mais pessoas

mas porque desejam que ele não seja desmascarado ou punido.

Quase dá a impressão de que seus motivos eram plausíveis.

Você nunca mais a verá.

Eu não a matei!

Você se atreveu a matar, uma garota inocente?

Ela tinha apenas oito anos!

Um biscoito?

Também eu, que faço filmes, como parte do público, torça pelo assassino.

No final, nunca consigo me desligar.

Eu sempre os coloco em primeiro plano

dedico finais espetaculares a eles porque basicamente os amo.

Nos filmes de Argento, os assassinos pagam pelos seus atos sofrendo uma morte horrível.

Em Phenomena, esse destino se abate sobre ele de uma forma particularmente horrível.

Havia um fedor muito forte porque Garrone e sua equipe

estavam com cerca de 500 quilos de carne apodrecendo durante um mês.

Uma sala especial foi decorada com finos tubos de metal hermeticamente fechados.

As larvas se multiplicavam dentro delas incessantemente

e dezenas de milhares de moscas eclodiram delas.

O monstro que estava completamente coberto de xarope de glicose

teve que esperar pacientemente e sem se mexer

para as moscas, atraídas pelo açúcar, pousarem nele

até cobri-lo completamente. Então as filmagens poderiam começar.

Davide Marotta, o anão, se debateu como se quisesse se defender,

assim as moscas voaram para longe dele.

As câmeras filmaram essa sequência ao contrário.

Foi assim que o efeito do filme surgiu.

Maldito.

Seu maldito bastardo mandou matar meu filho!

Ele não teve nada a ver com isso. Ele...

Não!

Ele apenas tentou me proteger.

Ele nunca fez mal a ninguém!

Você não tem ideia do que aconteceu.

Não se preocupe. Nada vai acontecer com você.

Fique calma, irei acompanhá-la até a clínica.

Não! Eu já te disse eu não quero voltar para lá.

Eu já te disse.

Você não pode me forçar novamente.

É apenas para o seu próprio bem, querida. Você ouviu o que os médicos disseram.

Não.

Não!

Não.

Agora, depois de tanto ter sido dito sobre mim

vocês poderão conhecer um pouco mais sobre meu trabalho.

Isso vale para o meu trabalho e para os meus filmes em geral.

E vocês provavelmente me conhecerão um pouco melhor também.

Vocês certamente sabem mais sobre mim do que eu mesmo.

Na verdade, Eu me conheço muito bem.

Eu também gostaria que alguém me dissesse algo sobre mim.

Gostaria de me encontrar algum dia e me conhecer.

Assim eu conheceria um pouco mais sobre mim.

Tradução: Fabiano M. Machado (AFT: Ash J. Williams)

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