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Wilk esta l� em cima. Rapaz charmoso, hein?

� ele, o gerente? Sim.

Estava junto � veneziana quando um caminh�o bateu contra ela.

O peda�o de vidro devia medir uns 35 cent�metros.

Fez um corte em seu pulso, de n�o sei... uns 5 ou 6 cent�metros.

E n�o sangrou, n�o �? Nada.

Pegou um pano e enrolou a m�o, por�m eu n�o vi absolutamente nada.

Porque n�o disse a algu�m?

O que poderia dizer? Que o gerente de pessoal � um extraterrestre?

Esque�a.

Onde � o escrit�rio da seguran�a?

Ali, segunda porta.

- N�o o perca de vista. - Sim.

Est� bem, Gilman, O que est� querendo?

Est� bem, Gilman.

Largue a chave e suba aqui.

Ele simplesmente queimou e desapareceu.

Significa que estava certo.

Significa que � um assassino.

OS INVASORES

Uma produ��o Quinn Martin.

Estrelando, Roy Thinnes como o arquiteto David Vincent.

Os invasores...

seres alien�genas de um planeta em extin��o.

Seu destino: a Terra.

Seu prop�sito: fazer dela o seu mundo.

David Vincent os viu.

Para ele, tudo come�ou numa noite em uma viagem solit�ria...

quando buscava um atalho que nunca encontrou.

Come�ou com um restaurante fechado e abandonado...

com um homem cansado demais para prosseguir sua viagem.

Come�ou com a chegada de uma espa�onave de outra gal�xia.

Agora David Vincent sabe que os invasores est�o aqui...

e adotaram a forma humana.

De alguma maneira, ele precisa convencer um mundo descrente...

que o pesadelo j� come�ou.

Atores convidados na hist�ria desta noite:

Don Gordon

Russell Johnson

Harold Gould

Lynda Day

Malcolm Atterbury.

Epis�dio desta noite: O JULGAMENTO.

David Vincent chegou a Jackson City para confirmar a presen�a de invasores.

E agora deve ajudar um amigo para que explique o desaparecimento de um deles.

�s duas da tarde de hoje...

Charles Gilman ser� levado a julgamento pelo assassinato de Fred Wilk.

- Desculpe estou atrasado, Sr. Vincent. - Encontrou alguma coisa?

N�o, nada.

Fred Wilk parece ter sido um cidad�o exemplar.

Investigue mais fundo. Um ano atr�s ele n�o existia, nenhuma prova.

Pedi seu hist�rico do col�gio e registros da universidade.

� mais f�cil provar que que ele n�o existe.

Lhe pago para fazer isto, n�o �? Por isso estou aqui.

Passei dois dias pesquisando...

e tampouco encontrei algo sobre sua esposa.

Irei tentar v�-la agora.

Continue procurando, o tempo est� acabando.

Sim, sim, estou procurando, acredite, por�m n�o encontro.

Sinto incomod�-la neste momento, porem isto � importante.

- Sei, voc� era amigo de meu marido? - N�o.

Colega de trabalho, ent�o?

N�o. Na verdade sou da Cia de Seguros.

Bem, eu j� falei com um agente.

Bem, isto �...

da pol�tica de seguran�a industrial da Companhia.

Entendo. Sente-se.

Obrigado.

- Tem algumas perguntas que queria fazer. - Claro.

Em primeiro lugar, h� quanto tempo conhece seu marido?

Na verdade eu o conheci algumas semanas antes de n�s nos casarmos.

Foi h� um ano atr�s.

Era daqui... de Jackson City?

N�o, na verdade mudamos para c� no mesmo tempo.

Eu sou de Springdale...

e meu esposo era de uma pequena cidade do sul de Indiana.

- Posso oferecer-lhe um caf� ou uma bebida? - Obrigado.

Voc� estudou em Springdale?

- Desde o jardim de inf�ncia. - E seu marido?

N�o vejo porque isto � t�o importante.

Com licen�a.

- Como est� a senhora? - Bem.

Queria falar com voc�.

A quem pertence aquele carro estacionado ai fora?

Pertence a um investigador da companhia de seguros.

- O que ele fez, alguma pergunta? - Sim. Algumas perguntas estranhas.

Ah, umas drogas de perguntas.

Um agente de seguros. Que tipo de agente?

Muito bem voc�, fora!

N�o estou entendo.

Eu disse: fora!

Claro, � amigo de Gilman.

- Quem � voc�? - Slater, advogado.

Olhe, se n�o sair daqui em 10 segundos, farei com que seja preso por invas�o.

A senhora me deixou entrar.

Claro, voc� mentiu para ela.

� poss�vel.

E ela me retornou o favor.

Sra. Wilk, Sr. Slater.

Oh, Sr. Vincent...

Ser� melhor que pare de bisbilhotar.

Gilman o matou, isso � tudo.

Olhe, eu matei-o. N�o o nego.

Charlie, voc� n�o matou um homem.

Destruiu um alien�gena, lembra-se disto?

Isto � �timo! E quem ir� acreditar? E voc�?

Acredita que Fred Wilk veio de outro planeta ou algo assim?

- Bom, tenho que admitir... - Veja ai.

E sobre...

alegar defesa pr�pria, ou algo assim?

N�o. O oficial de seguran�a, Wisnofsky...

o viu golpear Wilk com uma chave. Atestou que ele n�o tinha nenhuma arma.

O que ele disse a voc�?

O que voc� quer dizer?

Deve ter dito algo antes. N�o disse nada.

- Ele simplesmente o golpeou? - Sim, est� certo.

Ora vamos, n�o acredito.

N�o me importa em que voc� acred...

Quem precisa de voc�? D� o fora daqui!

N�o te abandonei na Cor�ia e n�o te abandonarei agora. Acalme-se, ok.

E sobre este Slater, o advogado.

- Desde quando est� aqui? - N�o sei.

- Um ano, eu acho. - S� um ano?

Pensei que era amigo de Wilk.

Hein, acha que � um alien�gena?

N�o sei, chegaram na mesma �poca.

Pode ter arranjado para cuidar deste caso. � poss�vel.

N�o est� sugerindo que Slater � outro destes seus invasores?

Apenas sugerindo.

- Talvez o juiz tamb�m? - Eu duvido.

Por isso renunciamos ao j�ri.

Temos mais chance de convencer um homem que a 12 desconhecidos.

N�o, n�o, Eu escutei os dois, e agora vou dizer-lhes algo.

Aceitei este caso porque Bill Cleary est� fora da cidade...

e Harold Mitchell est� de cama com artrite.

N�o afirmarei num tribunal que existem discos voadores e outras besteiras.

Eu n�o acusarei um de meus colegas de ser uma esp�cie de monstro do espa�o.

N�o precisa afirmar nada. S� fa�a as perguntas.

Quando Wisnovsky terminar de contar sua hist�ria...

talvez eu n�o tenha perguntas para fazer.

e quando entramos na sala, n�o havia vest�gio da v�tima.

- Gilman j� tinha levantado o corpo. - Protesto, Merit�ssimo!

Mantido.

O seu testemunho deve se limitar as coisas que tenha visto.

Sim, Sr.

Ok, Wisnovsky. Havia outra entrada na sala das caldeiras?

N�o.

Havia dentro da sala outro lugar onde esconder um cad�ver?

Sim. Havia uma caldeira aberta.

E estava funcionando naquele momento?

Com certeza. Queimava como o...

Ia dizer que queimava como o inferno.

Sua testemunha.

Sem perguntas, Merit�ssimo, a defesa se reserva ao direito de examinar as provas.

Pode se retirar, sargento.

Sua pr�xima testemunha, Sr. Slater.

Sr. David Vincent.

Jura dizer a verdade, toda a verdade, nada mais que a verdade, com a ajuda de Deus?

Eu juro.

Por favor, diga seu nome e ocupa��o.

David Vincent, arquiteto.

- � amigo do acusado, n�o �? - Sim.

Sr. Vincent, na tarde em que o Sr. Wilk morreu...

Ah, desapareceu.

Muito bem.

Na tarde em que o Sr. Wilk desapareceu...

voc� com o Sgt. Wisnovsky estavam na janela da sala das caldeiras, n�o �?

Sim.

Voc� escutou o que o Sgt. Wisnovsky testemunhou que ocorreu.

Sim.

- E estava correto? - Sim, estava.

Ele disse que viu o acusado golpear o Sr. Wilk na cabe�a com uma chave.

Sim, por�m o Sr. Wilk n�o morreu.

- Voc� o viu depois com vida? - N�o.

Nunca o viu de novo, n�o �, Sr. Vincent?

N�o.

O que voc�s viram foi Sr. Wilk caindo ao ch�o.

E quando voc�s entraram na sala o cad�ver tinha desaparecido.

E ent�o s� encontraram uma caldeira aberta e ardente. � correto?

- At� certo ponto. - Sim ou n�o, Sr. Vincent?

Sim.

Sua testemunha.

Merit�ssimo, gostaria de fazer uma declara��o.

Merit�ssimo, o Sr. Vincent n�o � o acusado neste caso, nem � um advogado.

Eu acho que � muito importante.

Isto � um pouco irregular, Merit�ssimo.

� justamente a isso que me refiro, Merit�ssimo.

Todo este caso todo � um pouco irregular.

Pode fazer sua declara��o, Sr. Vincent, mas, tente ser o mais breve poss�vel.

Sim, eu vi Charlie golpear Wilk na cabe�a com uma chave de cano.

Pergunte ao Charlie, ele dir� que bateu.

Mas eu entendo que a defini��o de assassinato...

� matar outro ser humano...

e Fred Wilk n�o era um ser humano.

Haver� um recesso de meia hora.

Sr. Vincent, quero v�-lo no meu gabinete.

Slater, Bernard, voc�s tamb�m.

Sr. Vincent...

espero n�o ter que lembr�-lo que a vida de um homem est� em jogo.

Sim, Merit�ssimo, eu sei.

Espero que n�o tenha sido id�ia sua, Sr. Bernard.

- N�o, senhor. Eu disse ao acusado e ao... - Ele n�o tem nada ver com isto.

Charlie viu Fred Wilk desintegrar.

Isso n�o prova que ele era de outro planeta, mas certamente indica que n�o era humano.

- Se foi isso que ele viu. - Eu viu isto.

- Sr. Vincent, est� me pedindo que... - Tudo bem, senhores.

Isto n�o est� sendo julgado aqui.

Merit�ssimo, n�o sei exatamente o que a defesa tem em mente...

mas parece a tentativa de transformar este julgamento em um show de circo.

Estamos tentando provar o que aconteceu.

Isto � o que todos n�s procuramos: a verdade.

Mas tenho que preveni-lo contra o exagero.

Merit�ssimo, deve nos conceder certa liberdade.

Certa liberdade, Sr. Vincent. N�o libertinagem.

Sim, senhor.

Isso � tudo, senhores.

Lamento, Merit�ssimo.

- Eu percebo a sua posi��o. - Receio n�o estar entendendo.

Bem, n�o se voc� considerar Gilman culpado, � claro.

O caso ser� decidido com as provas, Sr. Slater.

Estou certo disto, Merit�ssimo, mas est�o dizendo que...

est�o prestes a nome�-lo para a Suprema Corte.

Quer explicar-se?

Se o julgamento for prolongado, jornais ter�o um pic-nic, um churrasco...

O governador n�o vai aceitar a nomea��o de algu�m que acredita...

- na exist�ncia de marcianos verdes. - Fora, Slater.

Deixemos que Symondson seja o juiz.

Voc� sabe, eu tenho uma reputa��o a preservar.

E sobre a vida de Charlie Gilman?

Desculpem-me.

- Quero saber porque est� fazendo isto? - Fazendo o que?

Manchando a mem�ria de meu marido.

Deixe-me dizer: tudo que disse na corte sobre seu marido foi verdade.

- Voc� sabe que n�o �. - Talvez voc� tenha raz�o para negar?

Sim, eu tenho todas raz�es. Era meu marido.

Fala como eu esperava.

Talvez tenha o mesmo motivo que ele para ocultar a verdade.

Foi duro com ela.

Porque n�o, estava casada com um alien�gena, com certeza ela tamb�m �.

- Queria decidir-me de uma vez. - Sobre o que?

Se levo um caso que far� hist�ria ou se estou sendo enganado por dois loucos.

- Talvez seja v�tima de uma grande farsa. - Voc� n�o deve se preocupar com isto.

Como te disse antes. Deixemos que Symondson seja o juiz, esse � trabalho dele.

Pode prosseguir, Sr. Bernard.

Srta. Cole...

voc� testemunhou que o acusado entrou no restaurante onde trabalha...

que foi at� a mesa onde o Sr. e Sra. Wilk estavam...

e sem nenhuma provoca��o atacou fisicamente o Sr. Wilk.

- N�o exatamente. - O que quer dizer n�o exatamente?

N�o foi isso exatamente o que eu disse, mas foi assim que aconteceu.

E est� totalmente segura de que o Sr. Wilk n�o fez nem disse nada...

- que pudesse provocar o ataque? - O �nico que falou algo foi aquele ali.

Ele disse... espere um minuto... quero estar certa.

Sim, disse: "Quero mat�-lo".

Srta. Cole, durante a luta ou depois...

- viu algum sangue no Sr. Wilk? - N�o.

Sem mais perguntas.

- Tenho mais uma pergunta, Srta Cole. - Quantas precisar.

- Quando parou de olhar a luta? - Assim que come�aram a ficar irritados.

Creio que quando aquele pegou uma garrafa eu n�o pude ver mais.

N�o gosto destas coisas de viol�ncia, sabe?

Sem mais perguntas.

Pode se retirar, Srta. Cole.

Sra. Janet Wilk.

Jura dizer a verdade, toda a verdade, nada mais que a verdade, com a ajuda de Deus?

Eu juro.

Voc� � a Sra. Janet Wilk?

- Sim. - A vi�va do falecido Sr. Fred Wilk?

- Sou eu. - Solicito que fale um pouco mais alto.

Sim, senhor.

Quanto tempo voc� e o Sr. Wilk foram casados?

Onze meses.

- E tiveram um filho, n�o �? - Sim.

Sra. Wilk estava presente no testemunho do Sgt. Wisnovsky e da Srta. Cole, n�o �?

Estava.

O testemunho da Srta. Cole da briga entre o acusado e seu marido, foram ver�dicos?

- Sim. - Ouviu o acusado dizer: "Quero mat�-lo"!

Sra. Wilk?

Sim, eu o ouvi.

Sra. Wilk...

sabe de algum motivo pelo qual o acusado Charles Gilman atacou seu marido...

naquela noite no restaurante no dia de sua morte?

Voc� sabe, Sra. Wilk?

Bem, antes de me mudar para c�...

antes de conhecer Fred...

Prossiga.

Antes disto, Charlie e eu fomos noivos por 3 anos.

Foi noiva do acusado deste caso?

Sim.

E ent�o tivemos uma s�ria briga...

e me mudei aqui para Lincoln City.

E um ano mais tarde, Charlie tamb�m veio.

Por�m neste per�odo eu j� tinha me casado com Fred...

e Charlie...

Charlie n�o gostou muito disto.

Pe�a um recesso.

Merit�ssimo, este testemunho me pegou de surpresa.

Gostaria de uns momentos para falar com meu cliente.

Esta corte estar� em recesso por 15 minutos.

Eu gostaria de ouvir.

- O qu�? - Toda a hist�ria.

- J� a ouviu. - Tua vers�o.

Bem... Foi como ela disse. Discutimos.

Ela mudou-se para c�, eu aguentei cerca de um ano.

Eu a segui, e...

ela j� tinha se casado com Wilk e tinha um filho...

E foi isto.

Por que n�o nos disse isto?

- Eu n�o sei. - Talvez eu saiba porque n�o.

Talvez me fez vir para que te desse um �libi.

Talvez Wilk fosse humano como voc� e eu, e o tenha jogado dentro da caldeira.

Se � isso que quer acreditar, cara... v� em frente.

N�o � no que eu creio, Charlie, mas porque n�o disse nada?

Agora est� estabelecido um motivo.

Ent�o mudem e me declarem culpado. Isto n�o mudar� o resultado mesmo.

Por que o matou?

Porque...

porque ele era um alien�gena.

Voc� n�o sabia que ele era um alien quando come�ou a briga no restaurante.

Oh, veja... eu tinha bebido bastante, me sentia deprimido.

Eu n�o sei! Talvez pensava na Janet, eu n�o sei!

Pensava nela quando o matou?

o que ele te disse antes de voc� o golpear?

N�o me recordo.

N�o se recorda?

Foi algo sobre Janet?

- Vamos! Foi algo sobre Janet? - Sim, foi algo sobre Janet!

Agora, largue do meu p�! Sou culpado.

Ainda podemos ganhar se provarmos que Wilk era um aliem.

- N�o! - Talvez Brennan encontre algo.

Vejam. Voc�s n�o entendem?

Eu matei um homem.

Do que � que voc� esta falando?

Wilk era um homem.

- Estamos prontos para recome�ar. - J� iremos.

- O juiz Simon... - Estaremos l�!

Diga-me outra vez.

Queria mat�-lo.

E naquele momento...

Ele podia n�o ser um homem, por�m eu n�o pensei nisso.

- Eu s� queria mat�-lo! - Por�m ele era um alien.

Sim.

Este � o ponto.

Ainda est� apaixonado por ela?

Ela se casou com outro cara.

- N�o foi isto que perguntei! - o que tem se tivesse?

Espere um momento.

Tenho uma pergunta.

Se Wilk era um alien�gena, por que se casou com ela?

Quero dizer... para que?

Era parte de seu disfarce.

Tem certeza que n�o existe outra raz�o, Sr. Vincent?

o que voc� quer dizer?

Que quero que o defenda para provar que existem alien por ai?

Algo como isto.

Eu n�o sei. Talvez seja poss�vel.

S� podemos provar o que tentarmos provar.

Estupendo. E como faremos isto?

Fred Wilk viveu aqui o �ltimo ano.

Tinha emprego, fam�lia, amigos.

Era um membro ativo da comunidade.

S� temos que provar que ele nunca existiu.

Olhe, cara, n�o me interessa o quanto ele ganhava.

S� quero averiguar se fez declara��o de impostos...

sim, alguma vez, antes do ano passado.

Certo. Obrigado.

Desculpe, Alec...

Qualquer registro de trabalho. Se n�o tem, quero saber porque.

R�pido, ontem seria bom, existe um julgamento por homic�dio.

Ligue-me com David Vincent.

Irei ver. S� um momento.

- Oh, Sr. Vincent, telefone. - Obrigado.

Al�?

Vincent? Fred Wilk talvez n�o existia antes do �ltimo ano.

Por�m at� agora n�o tenho comprova��o.

N�o tenho sequer uma simples pista.

N�o tem que provar isso. Tem que provar que ele n�o existia.

Possivelmente posso ajud�-lo com isso, Sr. Vincent.

Quanto tempo tenho?

At� as 7 da tarde. Agora, v� arrumar uma prova, por favor.

Foi ideia de Charlie que eu testemunhasse em sua defesa?

N�o. Foi minha.

Ele n�o gostou da ideia. Acha que iria embara��-la.

- E iria. - Coisas piores podem acontecer.

Veja, Sr. Vincent, isto n�o � Perry Mason.

Me pede que entre ali e o salve. Bem, eu n�o posso fazer isto.

Charlie matou um homem.

Talvez n�o o mais agrad�vel cara do mundo...

nem talvez o melhor marido...

- por�m um homem. - N�s n�o pensamos assim.

� Charlie, eu n�o o tenho muito em conta como homem.

Ele jura que ele me ama, ent�o me deixa sozinha numa cidade.

Ficou ressentido de meu casamento com Fred, ent�o ele o golpeia.

Mas isto n�o � suficiente e o mata.

E diz mentiras.

Mente sobre tudo o que aconteceu.

Ele me disse uma coisa esta manh�, e eu acreditei.

O que?

- Que a ama. - E voc� acreditou?

Voc� acredita em tudo o que ele disse?

Cada palavra. Eu juro para voc�.

Cada palavra que eu disse foi verdade.

Sua testemunha.

O Sr. Gilman, este homem que voc� admite que matou...

Protesto! Ele n�o admitiu que matou um homem.

Mantido.

Esta "coisa" que matou, este ser, este...

O incomoda se o chamarmos de Fred Wilk?

Muito bem. Admite que trabalhou com ele na mesma f�brica?

Sim.

- Com mais 400 pessoas. - Sim.

Mas voc� foi o �nico a afirmar que ele n�o era humano.

Mas � claro, o conhecia melhor que qualquer um, n�o �?

- Quero dizer o conhecia socialmente. - Ele casou-se com sua ex-namorada, n�o �?

Sim.

E � por isso que o matou!

O motivo n�o importa agora.

Ele n�o era um ser humano.

Vamos, Sr. Gilman.

Ele respirava, comia.

Chorava, ria, andava, falava. E ele n�o era um ser humano?

N�o.

Ele era pai, Sr. Gilman.

Ele tinha um filho e voc� afirma que n�o era humano, como pode ser?

Como pode explicar isso para mim? Como pode ser?

Ele n�o era um ser humano.

Sem mais perguntas.

Janet Wilk para testemunhar, por favor.

Devo lembr�-la, Sra. Wilk que continua sob juramento.

Sra. Wilk...

Quanto tempo foi casada com Fred Wilk?

Pouco menos de um ano.

E quanto tempo o conhecia antes do casamento?

Poucas semanas.

O que voc� sabe sobre seu passado, antes de seu casamento?

Nada.

Pelo quanto sei, nunca existiu antes de eu o conhecer.

E seu... casamento, como � que o caracteriza?

- Meu casamento n�o era bom. - Em que sentido?

Bem...

Ele nunca me tocou.

Ele nunca quis.

Por qu�?

Ele n�o tinha desejos humanos, impulsos humanos?

Merit�ssimo, protesto! O uso da palavra "humano", neste contexto...

Negado.

Uma esposa � melhor para julgar o comportamento do marido que um advogado.

Eu... sinto desapont�-lo, Sr. Slater.

Responda a pergunta, Sra. Wilk.

N�o tinha desejos humanos. Qualquer que seja.

Porque voc� acha... que Fred Wilk...

apesar de aparentar ser um homem, um ser humano normal...

n�o podia ter rela��es com voc�?

Merit�ssimo, protesto.

N�o est� provado que ele n�o podia, somente que ele n�o fez.

Mantido.

�s vezes era frio...

quase n�o humano.

Protesto! Merit�ssimo.

Se a pergunta � sobre se um homem � um homem...

voc� n�o pode cham�-lo de n�o humano.

Mantido.

E, Merit�ssimo...

eu devo protestar pelo espet�culo de uma esposa...

que difama a mem�ria de seu esposo ap�s sua morte.

Negada e fora de ordem.

Voc� disse a Charles Gilman, o acusado...

expressou a ele seu sentimento de que seu esposo n�o era o que esperava que fosse?

Sim, eu lhe disse.

Sra. Wilk, o que voc� pensa?

Fred Wilk era um ser humano ou n�o era?

Eu gostaria de sab�-lo.

Fa�a suas perguntas.

Bem, Sra. Wilk.

Voc� disse que em alguns aspectos...

seu esposo n�o era um ser humano, n�o um homem normal.

Sim, Sr.

- Voc� � uma mulher normal? - Creio que sim.

Casada h� onze meses?

- Sim, Sr. - Voc� tem um filho?

- Sim. - De quatro meses?

Sim.

Ent�o, � correto presumir, Sra. Wilk, que seu marido, seu falecido marido...

n�o � o pai desta crian�a?

Sim, Sr.

E pode nos dizer, Sra. Wilk. Quem �?

Protesto. Impertinente e irrelevante.

Advogados se aproximem da banca.

Voc� iniciou esta linha de interrogat�rio, permitirei que o promotor prossiga.

Por�m n�o quero que esta mulher sofra uma humilha��o desnecess�ria.

Pedirei uma resposta se for pertinente ao caso.

Me parece muito relevante, Merit�ssimo. Poderia estabelecer um motivo.

E eliminaria duvidas sobre a credibilidade desta testemunha.

Voc� est� impugnando a sua pr�pria testemunha, Sr. Slater?

- Eu sei disto, Merit�ssimo - Muito bem.

Protesto n�o mantido. Prossiga, Sr. Slater.

Obrigado, Merit�ssimo.

Muito bem, Sra. Wilk. Quem � o pai?

- Charles Gilman. - O acusado.

Estava apaixonada por ele?

- Estava. - E ainda est�?

Sim.

Ent�o, nunca amou seu marido.

Na verdade, estava gr�vida quando se casou com ele.

Provavelmente nunca o encorajou.

Ele se culpava por n�o se relacionar com voc�?

Ele... ele n�o podia.

Voc� queria que ele fosse um marido normal. Voc� era uma esposa normal?

Eu acho que n�o.

Ent�o, fora seu desejo de proteger o acusado...

voc� tem alguma prova espec�fica de que Fred Wilk n�o era o que parecia ser?

Um homem.

N�o, Sr.

Sem mais perguntas.

Janet...

Eu lamento.

Eu n�o. Eu disse ao Sr. Vincent que ia ficar...

embara�ada ao responder todas essas coisas.

Mas n�o fiquei.

Nem um pouco.

- Ajudou? - � um come�o.

Uma chamada telef�nica para o Sr. Vincent.

A defesa chama John Lovell.

Al�?

Vincent, eu consegui.

N�o posso garantir que Fred Wilk veio do espa�o...

mas ele n�o era Fred Wilk. Certid�o de nascimento, digitais...

seguro social, nada confere.

N�o h� d�vidas?

Sem d�vidas.

Quanto tempo demora para chegar aqui?

O v�o para ai sai da capital do estado.

Vou tentar chegar ai at� as 7. O verei no estacionamento.

Muito bem, Brennan. Tenha cuidado.

Sr. Lovell, o fato de que n�o existir vest�gios de um ser humano...

- Muito obrigado, Sr. Vincent. - ... n�o � conclusiva.

Eu vi que n�o havia restos de incinera��o, por�m n�o cheguei a nenhuma conclus�o.

Quando um homem queima num forno, pode a ci�ncia demonstrar a causa?

- Normalmente. - Normalmente, mas n�o sempre.

Assim � bem poss�vel que um ser humano, digamos Fred Wilk...

...pudesse ser incinerado sem deixar tra�os.

- Exceto pelos tra�os de c�lcio. - Muitas substancias cont�m c�lcio.

Incluindo seres humanos?

Incluindo entre outras coisas, seres humanos.

Sem mais perguntas.

Isto n�o est� nos ajudando nem um pouco.

Posso apresentar mil testemunhos. Slater continuar� triturando-os.

- Eu n�o tenho nada com que lutar, entende? - S� prolongue o julgamento at� as 7h.

- Brennan tem algo? - Tudo.

- Provas de que Wilk era um alien? - Provas de que ele n�o era Fred Wilk.

Isto n�o � suficiente.

Nossa defesa � que Charles n�o matou um homem.

E o melhor que podemos fazer � provar que ele matou outro homem. Escute-me.

Me pagam por conselhos. Meu conselho � que tentem um acordo.

Dizer que Fred Wilk era humano.

Mas ele n�o era um homem.

Diga que era.

Fa�a um acordo com eles, Charles Salve sua vida.

J� concluiu seu caso, Sr. Bernard?

- Sem acordo. Certo? - Certo.

Merit�ssimo, podemos continuar ap�s as 7h?

- Qual a raz�o? - Uma testemunha chave.

Um momento.

Se a defesa n�o est� pronta, a acusa��o est�.

N�s temos nossa testemunha chave.

De acordo, Sr. Bernard?

De acordo, Merit�ssimo.

O povo chama o Sr. Fred Wilk, pai.

N�o.

- Quem � este? - Eu n�o sei.

Nome e endere�o?

Fred Wilk. Rodovia Fredom Delivery, n� 3 Omaha, Nebraska.

Jura dizer a verdade, toda a verdade, nada mais que a verdade, com a ajuda de Deus?

Eu juro.

Sr. Wilk, esta � uma foto de seu filho?

Meu filho natural, nascido em 7 de julho de 1933.

Solicito que esta foto seja inclu�da na ata como prova.

Agora, Sr. Wilk, duas perguntas.

- Voc� � o pai dele? - Eu sou.

Eu tomo a liberdade de entregar seu registro de nascimento.

E onde est� sua m�e?

Levante-se, m�e.

Sem mais perguntas.

Vai fazer perguntas?

Sem perguntas.

Merit�ssimo, em vista desta evid�ncia conclusiva...

de que a v�tima de homic�dio, Fred Wilk Jr. era um homem...

um homem inteiro, e nada mais que um homem...

a acusa��o solicita respeitosamente que o veredito...

seja de culpado por todos as acusa��es especificadas.

Quem os enviou aqui?

Um amigo da causa, Sr. Vincent.

Venham comigo.

Receio que n�o podemos, David.

Sr. Vincent.

Devo dizer que perderam o caso. o que me diz?

Est�o por toda parte. Fred Wilk, seu pai, o promotor...

N�o posso det�-los, n�o podemos det�-los.

S�o quase 7 horas. Brennan estar� aqui em minutos.

- Brennan n�o poder� salvar-me. - N�o poder�o ocultar-se para sempre.

Encontraremos algo. Irei a Omaha, vou checar aquele n� 3...

E o que provar�?

Que Fred Wilk, pai nunca existiu?

Escuta-me, estou certo agora.

Eu quero recusar, agora.

Quero fazer um acordo. � minha vida.

Charlie, eu sei disso. Eu preciso de um pouco mais de tempo.

No ex�rcito n�o se pode saber de seu medo da morte, n�o �?

Tive pesadelos durante 3 anos na Cor�ia.

Pensei que tinha terminado.

Sabe o que eu sonhei a noite passada?

- Vou falar com o advogado - Sim.

Falarei com Brennam primeiro.

- Oi, bela. - Oi.

Brennan.

Voc� � um salva-vidas.

Est� bem. O que Brennan tem para n�s?

Uma hemorragia cerebral.

Ele est� morto.

Ent�o � assim que fazem.

� o que parece.

Quem sabia que ele viria?

N�o sei.

Ele falou sobre o depoimento de uma testemunha chave �s 7 horas.

Bem.

� o fim.

Charlie quer fazer um acordo. Desta forma.

Bem, n�o creio que v�o aceitar auto defesa.

Homic�dio involunt�rio, talvez.

Assassinato em segundo grau.

- Pod�amos alegar insanidade tempor�ria. - Pareceria estranho.

O mundo inteiro est� pirado.

Vou me reunir com o Juiz e Slater. Vou ver o que podem nos conceder.

Fa�a um acordo, solicite alguma garantia.

- Tenha certeza que ele n�o perca a vida. - Claro.

E tente manter a porta aberta.

N�o me importa quanto tempo levar�, mas conseguirei provas, eu o quero livre.

Vou tentar.

Obrigado. Direi a Charlie.

Posso passar 20 anos na cadeia...

Ou recolhido num manic�mio, eu n�o sei.

Isso n�o importa.

Estamos juntos agora.

� o certo.

N�s estamos certos.

- o que aconteceu? - Bernard est� fazendo um acordo agora.

Brennan fracassou, n�o �?

Est� morto.

Eles o mataram. O encontrei l� fora dentro de seu carro.

- E sobre as provas? - Seu assassino as pegou.

Eu gostaria de saber o que Slater fazia neste momento.

- Acha que Slater o matou? - � uma suposi��o.

Talvez seu advogado o viu.

Bernard?

Sim, eu o vi sair do estacionamento quando eu vinha para c�.

- Tem certeza? - Sim.

Ele carregava alguns envelopes, pap�is, ou algo assim.

Guarda!

Fal�vamos de voc�, Sr. Vincent. Entre...

Estamos tentando chegar a um acordo justo neste caso.

Sim, Sr.

Quando um homem insiste em mentir, apesar das provas...

ele provavelmente seja um louco.

Mas dois homens...

Devo me perguntar se trata-se de uma conspira��o...

uma tentativa de escapar da justi�a?

Bem, estes cavalheiros podem indicar um acerto.

Eu teria que prov�-lo. Por�m n�o farei.

At� entender porque voc� e o acusado contaram t�o improv�vel est�ria.

- Eu posso? - Sirva-se.

Perd�o, eu devo estar nervoso.

Merit�ssimo...

o que preciso fazer para que acredite em tudo isto?

Se acredito que existem seres alien�genas estranhos na Terra?

Sem pulso, nem batimentos card�acos, que n�o sentem dor?

Voc� acredita? � isto que est� dizendo?

Acredite por voc� mesmo.

Talvez n�o existam alien�genas aqui na Terra...

...s�o pessoas que n�o sangram quando se cortam.

Detenham esse homem!

Pare!

Pare ou atiro!

Voc�s o viramele queimar?

Tal como disse.

Todos de p�!

Sentem-se!

Que o acusado fique de p�, por favor.

Devido aos aspectos anormais deste caso...

o Sr. Slater concordou em retiram as acusa��es...

alegando que n�o existem evid�ncias suficientes.

Peti��o aceita. Caso encerrado.

Vincent, sabe de uma coisa?

Por um minuto, fiquei com receio que seria o pr�ximo a ser acusado.

Pensei sobre isto.

Pensou realmente que Slater aqui seria um desses alien�genas?

Por um momento, Juiz.

Devia perguntar a mim. Foi aluno meu na faculdade de direito.

- E um dos melhores, n�o �? - Exato.

Por�m nunca gostei disto.

Foram uns dias interessantes.

Certeza que foram.

Voc� disse a mesma coisa quando fomos a Incheon.

Na pr�xima vez que precisar de voc�, creio que n�o me deixar� na m�o.

Mas bem que precisarei de voc�.

Voc� sabe que eles est�o aqui agora. O juiz, Slater.

Eu pedirei ajuda aos tr�s para provar meu caso.

Estaremos l�.

Sabe? Gostei deste juiz, Charlie.

Acha que ele celebraria nosso casamento?

Eu n�o sei.

N�o sei porque n�o j� que passaram pelo teste do sangue.

At� logo.

Mais tr�s testemunhas atestam as convic��es David Vincent...

quando ele um dia for a um tribunal...

quando ele apresentar seu caso �s autoridades...

provando a exist�ncia dos alien�genas invasores.

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